SERMÃO 56

A aprovação divina de suas obras

A criação em seu estado original — "e eis que era muito bom".

Gn 1.31, NAA ⏱ 15 min de leituraDeus, criação e providência

“Viu Deus tudo quanto havia feito, e eis que era muito bom.”

(Gn 1.31, NAA)

Antes de ler

Este é o sermão mais "científico" de Wesley — ele era um leitor voraz de filosofia natural, e aqui percorre a criação dia a dia, imaginando como seria a terra antes que o pecado a desordenasse. Vale ler com dupla lente. De um lado, é um hino de louvor à sabedoria e à bondade do Criador; de outro, é uma teodiceia — uma defesa de Deus diante do mal e do sofrimento do mundo. A tese que sustenta tudo está na segunda parte: o mundo hoje não é como foi no princípio. As objeções contra a bondade de Deus, diz Wesley, partem do erro de supor que a criação presente, com suas doenças, terremotos e predação, é a mesma que saiu das mãos de Deus. Não é. A morte, a dor e a corrupção entraram pelo pecado do homem, não pelo projeto do Criador. Uma observação de leitura: a "ciência" de Wesley é a do século XVIII (o Sol como fonte do fogo, o "grande abismo" sob a terra), e algumas conjeturas envelheceram — mas o argumento teológico permanece firme. Note também o toque arminiano ao final: Deus deixou o homem "nas mãos do próprio conselho", livre para escolher; não retirou a liberdade que dera. E a esperança que fecha tudo: o que foi desordenado será restaurado quando o Filho de Deus destruir as obras do diabo.

— Bispo Ildo Mello

Texto:

1. Quando Deus criou os céus e a terra, e tudo o que neles há, ao fim da obra de cada dia se diz: “E viu Deus que era bom.” Tudo o que foi criado era bom no seu gênero, ajustado ao fim para que foi projetado, adaptado a promover o bem do todo e a glória do grande Criador. Esta sentença aprouve a Deus proferir a respeito de cada criatura em particular. Mas há uma notável variação na expressão quando se consideram todas as partes do universo em conexão umas com as outras, constituindo um só sistema: “E viu Deus tudo quanto havia feito, e eis que era muito bom.”

2. Quão pequena parte desta grande obra de Deus o homem é capaz de entender! Mas é nosso dever contemplar o que ele fez e compreender dela o quanto pudermos. Pois, como observa o salmista, “o Senhor misericordioso fez de tal modo as suas obras maravilhosas” — de criação e de providência — “que devem ser lembradas” por todos os que o temem; o que dificilmente se dá, se não forem compreendidas. Procuremos, então, com o auxílio daquele Espírito que dá entendimento ao homem, fazer um levantamento geral das obras que Deus fez neste mundo inferior, tais como eram antes de serem desordenadas e corrompidas em consequência do pecado do homem. Facilmente veremos, então, que, assim como cada criatura era boa no seu estado primevo, também, quando todas foram reunidas num só sistema geral, “eis que eram muito boas”.

I. A criação em seu estado primevo

1. “No princípio, Deus criou a matéria dos céus e da terra” (assim, como observa um grande homem, se podem traduzir as palavras). Ele criou primeiro os quatro elementos de que se compôs todo o universo — terra, água, ar e fogo —, todos misturados numa massa comum. As partes mais grosseiras desta, a terra e a água, estavam de todo sem forma, até que Deus infundiu um princípio de movimento, ordenando ao ar que se movesse “sobre a face das águas”. Em seguida, “disse Deus: Haja luz; e houve luz.” Eis as quatro partes constitutivas do universo, os verdadeiros, originais e simples elementos. Eram todos essencialmente distintos entre si; e, contudo, tão intimamente misturados, em todos os corpos compostos, que não podemos achar nenhum, por menor que seja, que não os contenha todos.

2. “E viu Deus que” cada um deles “era bom”, perfeito no seu gênero. A terra era boa. Toda a sua superfície era formosa em alto grau. Para torná-la mais agradável, ele revestiu toda a face do mundo de um verde aprazível, adornou-a de flores de todos os matizes e de arbustos e árvores de toda espécie. E cada parte era fértil, além de bela; não a deformavam rochas ásperas nem escarpadas; não chocava a vista com precipícios horríveis, imensos abismos ou cavernas lúgubres, com pântanos intransponíveis ou desertos de areia estéril. Não temos, porém, autoridade para dizer, com alguns autores eruditos e engenhosos, que não havia montanhas na terra original, nem irregularidade na sua superfície. Não é fácil conciliar essa hipótese com as palavras de Moisés: “As águas prevaleceram, e todos os altos montes que havia debaixo de todo o céu foram cobertos; quinze côvados acima subiram as águas, e os montes foram cobertos” (Gn 7.19–20). Não temos razão para crer que esses montes tenham sido produzidos pelo próprio dilúvio; portanto, não podemos duvidar de que existiam antes dele. E serviam a muitos fins excelentes, além de acrescentar grande beleza à criação, pela variedade de paisagens, que se perderia por completo se a terra fosse uma planície contínua. Não precisamos, contudo, supor que as suas encostas fossem abruptas ou de difícil subida: é bem provável que se elevassem e descessem por graus quase imperceptíveis.

3. Quanto às partes internas da terra, até hoje mal temos conhecimento delas. Muitos supuseram que o centro do globo é cercado por um abismo de fogo; muitos outros, por um abismo de água — o que julgavam ser chamado na Escritura “o grande abismo” (Gn 7.11), cujas fontes foram todas rompidas para o dilúvio. Mas, seja como for, temos certeza de que tudo ali estava disposto na mais perfeita ordem e harmonia. Por isso não havia agitações nas entranhas do globo, nem convulsões violentas, nem abalos da terra, nem terremotos; tudo estava tão firme quanto as colunas do céu! Não havia então erupções de fogo, nem vulcões, nem montanhas em chamas. Nem o Vesúvio, nem o Etna, nem o Hecla, se é que já existiam, lançavam então fumaça e fogo, mas estavam cobertos de um manto verdejante do cume à base.

4. O elemento água, é provável, estava então em sua maior parte confinado no grande abismo. Na nova terra (como nos informa o apóstolo em Ap 21.1), “já não haverá mar”; nenhum a cobrir, como agora, a face da terra e a tornar em grande parte inabitável para o homem. Daí ser provável que não houvesse mar externo na terra paradisíaca — nenhum, até que o grande abismo rompesse as barreiras que originalmente lhe foram fixadas. De fato, não havia então aquela necessidade do oceano para a navegação que há agora: pois ou, como supõe o poeta, toda terra produzia todas as coisas — cada país produzia o que fosse preciso para a necessidade ou o conforto dos seus habitantes —, ou o homem, sendo então (como voltará a ser na ressurreição) igual aos anjos, era capaz de transportar-se a seu bel-prazer a qualquer distância; e, além disso, aqueles mensageiros flamejantes estavam sempre prontos a servir os herdeiros da salvação. Mas, houvesse ou não mar, havia rios suficientes para regar a terra e torná-la fecundíssima, servindo a todos os fins de comodidade e prazer pelo curso líquido de um regato murmurante; aos quais se somavam brandas e benéficas chuvas, com névoas e vapores salutares. Mas não havia lagos pútridos, nem águas turvas ou estagnadas, apenas as que traziam impressa em seu plácido seio a formosa imagem da natureza.

5. O elemento ar era então sempre sereno e sempre amigo do homem. Não continha meteoro assustador, nem vapores nocivos, nem exalações venenosas. Não havia tempestades, mas apenas brisas frescas e suaves, refrescando homens e animais e levando os odores fragrantes em suas asas silenciosas.

6. O sol, fonte do fogo, olho e alma deste grande mundo, estava situado à distância mais exata da terra, de modo a fornecer a cada parte dela a quantidade suficiente de calor — nem pouco, nem demais. Deus ainda não tinha inclinado obliquamente o globo; não havia, portanto, país algum a gemer sob o rigor do frio eterno. Não havia inverno violento nem verão sufocante, nenhum extremo de calor ou de frio. Nenhum solo era ressequido pelo calor do sol, nenhum era inabitável por falta dele. Assim, terra, água, ar e fogo conspiravam todos para o bem-estar e o prazer do homem!

7. Ao mesmo fim servia a agradável alternância de luz e trevas, dia e noite. Pois, assim como o corpo humano, embora não sujeito à morte nem à dor, precisava de contínuo sustento pelo alimento, também, ainda que não sujeito à fadiga, precisava de contínua reparação pelo sono. Por este, as molas da máquina animal se recompunham de tempos em tempos, mantendo-se sempre aptas ao agradável trabalho para que o homem foi criado. Assim, “houve tarde e manhã, o primeiro dia”, antes que o pecado ou a dor estivessem no mundo. O primeiro dia natural teve uma parte escura, para o repouso, e uma parte clara, para o trabalho. E mesmo no paraíso “Adão dormiu” (Gn 2.21) antes de pecar: o sono, portanto, pertencia à natureza humana inocente. Não creio, porém, que daí se possa inferir que haja trevas ou sono no céu. Por certo não há trevas naquela cidade de Deus. Não se diz expressamente (Ap 22.5) que “ali não haverá noite”? Eles não têm luz do sol, mas “o Senhor lhes dá luz”. Assim, é sempre dia no céu, como é sempre noite no inferno! Na terra, temos a mistura de ambos. Dia e noite se sucedem, até que a terra se torne céu. Assim como os espíritos malignos são atormentados dia e noite, sem intervalo na sua miséria, também os espíritos santos gozam de Deus dia e noite, sem intervalo na sua felicidade.

8. No segundo dia, Deus cercou o globo terrestre daquele nobre apêndice, a atmosfera, composta principalmente de ar, mas cheia de partículas terrosas de vários tipos e de imensos volumes de água, ora invisível, ora visível. Por meio dela, a água era dividida em inúmeras gotas que, descendo, regavam a terra e a tornavam fecundíssima, sem incomodar nenhum dos seus habitantes. Pois não havia então correntes impetuosas de ar, nem ventos tempestuosos, nem granizo furioso, nem torrentes de chuva, nem trovões roncando, nem relâmpagos em ziguezague. Uma perene primavera sorria perpetuamente sobre toda a face da terra.

9. No terceiro dia, Deus ordenou que toda espécie de vegetal brotasse da terra; e a estes acrescentou inúmeras ervas, entremeadas de flores de todos os matizes; e a estas, arbustos de toda espécie, junto com árvores altas e majestosas, seja para sombra, seja para madeira ou fruto, em variedade sem fim. Algumas eram adaptadas a climas ou exposições particulares, ao passo que os vegetais de uso mais geral (o trigo, em especial) não se confinavam a um só país, mas floresciam em quase todo clima. Mas, entre todos estes, não havia ervas daninhas, nem plantas inúteis, nenhuma que estorvasse o solo; muito menos plantas venenosas, capazes de ferir alguma criatura; tudo era salutar no seu gênero, conforme o gracioso desígnio do seu grande Criador.

10. Criou então o Senhor “o sol para governar o dia, e a lua para governar a noite”. O sol era olho e alma deste grande mundo: o olho, tornando visíveis todas as coisas, distribuindo luz a cada parte do sistema e assim alegrando a terra e o céu; e a alma, o princípio de toda vida, vegetal ou animal. Alguns dos usos da lua nos são conhecidos: causar o fluxo e o refluxo do mar, e influenciar, em maior ou menor grau, todos os fluidos do globo. E muitos outros usos ela pode ter, desconhecidos de nós, mas conhecidos do sábio Criador. É certo, porém, que ela não tinha influência nociva sobre criatura viva alguma. “Fez também as estrelas”, tanto as que se movem em torno do sol quanto as que, a distância muito maior, nos aparecem como fixas no firmamento. Se os cometas devem contar-se entre as estrelas, e se faziam parte da criação original, talvez não seja tão fácil determinar com certeza, pois só temos conjeturas prováveis sobre a sua natureza ou o seu uso. Mas de uma coisa temos certeza: não produziam nem pressagiavam mal algum.

11. Depois, o Senhor Deus povoou a terra de animais de toda espécie. Primeiro ordenou às águas que produzissem abundantemente criaturas que, por habitarem um elemento mais grosseiro, eram em geral de natureza mais rude, dotadas de menos sentidos e menos entendimento que os outros animais. Os moluscos, em particular, parecem não ter outro sentido além do tato, e talvez uma baixa medida de paladar, de modo que estão apenas um grau acima dos vegetais. E mesmo o rei das águas (título que alguns dão à baleia, pela sua enorme grandeza), embora tenha a visão somada ao tato e ao paladar, não parece ter entendimento proporcional ao seu tamanho. Contudo, nenhum destes tentava então devorar ou de algum modo ferir os outros. Todos eram pacíficos e quietos, como os campos aquáticos em que vagavam a seu prazer.

12. Os insetos, ao que parece, estavam ao menos um grau acima dos habitantes das águas. Quase todos estes também devoram uns aos outros, e toda criatura que possam vencer. De fato, tal é o estado miseravelmente desordenado do mundo atual, que inúmeras criaturas só conseguem preservar a própria vida destruindo outras. Mas no princípio não era assim. A terra paradisíaca oferecia alimento suficiente para todos os seus habitantes, de modo que nenhum tinha necessidade ou tentação de fazer presa do outro. A aranha era então tão inofensiva quanto a mosca, e não ficava à espreita de sangue. O mais fraco deles rastejava seguro sobre a terra, ou abria as asas douradas no ar, sem que houvesse quem o assustasse. Entretanto, os répteis de toda espécie eram igualmente inofensivos, e mais inteligentes que eles; sim, uma espécie deles “era mais astuta”, ou sabida, “que todos os” demais animais “que Deus havia feito”.

13. Mas, em geral, as aves, criadas para voar no aberto firmamento do céu, parecem ter sido de uma ordem bem superior à dos insetos ou répteis, embora ainda consideravelmente inferior à dos quadrúpedes. Muitas espécies destes não só são dotadas de larga medida de entendimento natural, mas são também capazes de muito aperfeiçoamento pela arte, mais do que se poderia imaginar. Mas, entre todos, não havia aves nem feras de rapina, nenhuma que destruísse ou molestasse outra; todas as criaturas exalavam, cada uma no seu gênero, a benevolência do seu grande Criador.

14. Tal era o estado da criação, segundo as escassas ideias que hoje podemos formar, quando o seu grande Autor, contemplando todo o sistema de um só olhar, o declarou “muito bom”. Era bom no mais alto grau de que era capaz, e sem mistura alguma de mal. Cada parte se ajustava exatamente às outras e concorria para o bem do todo. Havia “uma cadeia de ouro” (para usar a expressão de Platão) “descida do trono de Deus”, uma série de seres exatamente ligados entre si, do mais alto ao mais baixo — da terra inanimada, passando pelos minerais, vegetais e animais, até o homem, criado à imagem de Deus e destinado a conhecer, amar e desfrutar o seu Criador por toda a eternidade.

II. A resposta às objeções

1. Aqui está lançado um firme fundamento, sobre o qual podemos estar e responder a todas as objeções que “os homens vãos”, que “se querem sábios”, levantam contra a bondade ou a sabedoria de Deus na criação. Todas elas se fundam num engano completo: o de que o mundo está agora no mesmo estado em que estava no princípio. E sobre essa suposição erguem, com plausibilidade, uma multidão de objeções. Mas todas caem por terra quando notamos que essa suposição não pode ser admitida. O mundo, no princípio, estava num estado totalmente diferente daquele em que agora o encontramos. Objete, portanto, o que quiser contra o estado presente da criação, animada ou inanimada, em geral ou em casos particulares, e a resposta está pronta: estas coisas não são agora como eram no princípio. Se você tivesse ouvido aquele vaidoso rei de Castela clamar, com requintada presunção, “Se eu tivesse feito o mundo, tê-lo-ia feito melhor do que Deus Todo-Poderoso o fez”, poderia ter respondido: “Não; Deus Todo-Poderoso, saiba você ou não, não o fez como está agora. Ele mesmo o fez melhor, indizivelmente melhor do que está no presente. Fê-lo sem mácula, sim, sem defeito algum. Não fez corrupção nem destruição na criação inanimada. Não fez a morte na criação animal, nem os seus arautos, o pecado e a dor. Se você não crê no relato dele, creia no seu irmão pagão: foi só depois que o homem, em plena revolta contra o seu Criador, comeu da árvore do conhecimento, que um exército inteiro de males, totalmente novos, totalmente desconhecidos até então, irrompeu sobre o homem rebelde e sobre todas as demais criaturas, e cobriu a face da terra.”

2. “Não”, diz um homem atrevido, “Deus não é culpado nem dos males naturais nem dos morais que há no mundo; pois o fez tão bom quanto pôde, visto que o mal deve existir na própria natureza das coisas.” Deve, sim, na presente natureza das coisas, suposto que o homem se rebelou contra Deus; mas o mal não existia de modo algum na natureza original das coisas. Não era resultado necessário da matéria, tampouco do espírito. Todas as coisas, então, sem exceção, eram muito boas. E como poderiam ser de outro modo? Não havia defeito algum no poder de Deus, tampouco na sua bondade ou sabedoria. A sua bondade o inclinava a fazer boas todas as coisas, e isto foi executado pelo seu poder e pela sua sabedoria. Envergonhe-se, pois, todo incrédulo sensato de inventar tão miseráveis desculpas em favor do seu Criador. Ele não precisa que ninguém faça apologias, nem por ele nem pela sua criação. “Quanto a Deus, o seu caminho é perfeito”; e tais foram, na origem, todas as suas obras; e tais voltarão a ser, quando “o Filho de Deus” houver “destruído” todas “as obras do diabo”.

3. Sobre este fundamento, pois — que “Deus fez o homem reto”, e cada criatura perfeita no seu gênero, mas que o homem “inventou para si muitos artifícios” de felicidade independente de Deus, e que, pela sua apostasia, lançou não só a si mesmo, mas também toda a criação, intimamente ligada a ele, na desordem, na miséria e na morte —, sobre este fundamento, digo, não achamos difícil “justificar os caminhos de Deus para com os homens”. Pois, embora ele tenha deixado o homem “nas mãos do próprio conselho”, para escolher o bem ou o mal, a vida ou a morte; embora não lhe tenha tirado a liberdade que lhe dera, mas permitido que escolhesse a morte — em consequência do que toda a criação agora geme —, contudo, quando consideramos que todos os males introduzidos na criação podem cooperar para o nosso bem, sim, podem “produzir para nós um peso eterno de glória acima de toda comparação”, bem podemos louvar a Deus por permitir esses males temporários para o nosso bem eterno. Sim, bem podemos exclamar: “Ó profundidade da sabedoria e da bondade de Deus! Ele todas as coisas fez bem. Glória a Deus e ao Cordeiro, para todo o sempre!”

Tradução em português atual a partir do original em domínio público (ed. Thomas Jackson, 1872), realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo Ildo Mello. Citações bíblicas conforme a NAA. Igreja Metodista Livre do Brasil.

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