SERMÃO 31

A porta estreita

Décimo primeiro dos treze discursos de Wesley sobre o Sermão do Monte.

Mt 7.13–14, NAA ⏱ 16 min de leituraSermão do Monte

“Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e são muitos os que entram por ela); porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz à vida, e são poucos os que acertam com ela.”

(Mt 7.13–14, NAA)

Antes de ler

Depois de tratar dos estorvos internos da santidade, Wesley volta-se aqui para os estorvos externos — sobretudo o mau exemplo. O sermão contrapõe as propriedades inseparáveis dos dois caminhos: o largo, da perdição, por onde vai a multidão (incluindo os sábios, os ricos e os nobres deste mundo), e o estreito, da vida, que poucos acham. A grande advertência é sobre a força do exemplo: como resistir à correnteza quando quase todos — e os mais eloquentes e poderosos — vão no sentido contrário? A resposta de Wesley é direta e incômoda: "seja você singular, ou seja condenado". O caminho do céu é singularidade de ponta a ponta.

— Bispo Ildo Mello

Texto:

1. O nosso Senhor, tendo-nos advertido dos perigos que facilmente nos cercam à nossa primeira entrada na religião real — os estorvos que naturalmente surgem de dentro, da maldade do nosso próprio coração —, passa agora a alertar-nos dos estorvos que vêm de fora, particularmente o mau exemplo e o mau conselho. Por um ou por outro destes, milhares que outrora corriam bem retrocederam para a perdição; sim, muitos dos que não eram novatos na religião, que já haviam feito algum progresso na justiça. Por isso, ele nos apresenta com toda a possível seriedade esta cautela, e a repete vez após vez, em variedade de expressões, para que de modo algum a deixemos escapar. Assim, para eficazmente guardar-nos do primeiro estorvo, diz: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e são muitos os que entram por ela; porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz à vida, e são poucos os que acertam com ela.” Para nos preservar do segundo, diz: “Acautelai-vos dos falsos profetas.” Consideraremos, por ora, apenas o primeiro.

2. Nestas palavras podemos observar, primeiro, as propriedades inseparáveis do caminho para o inferno: “larga é a porta, espaçoso o caminho que conduz à perdição, e são muitos os que entram por ela”; segundo, as propriedades inseparáveis do caminho para o céu: “estreita é a porta, e são poucos os que acertam com ela”; terceiro, uma séria exortação nisso fundada: “Entrai pela porta estreita.”

I. O caminho da perdição

1. Larga é, de fato, a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição! Pois o pecado é a porta do inferno, e a maldade, o caminho da perdição. E quão larga é a porta do pecado! Quão espaçoso o caminho da maldade! “O mandamento” de Deus “é sobremodo amplo” (Sl 119.96), estendendo-se não só a todas as nossas ações, mas a cada palavra que sai dos nossos lábios, sim, a cada pensamento que se levanta no nosso coração. E o pecado é tão amplo quanto o mandamento, visto que toda quebra do mandamento é pecado. Aliás, antes, é mil vezes mais amplo; pois há apenas um modo de guardar o mandamento (pois não o guardamos propriamente a menos que a coisa feita, o modo de fazê-la e todas as demais circunstâncias sejam corretos); mas há mil modos de quebrar cada mandamento. De sorte que esta porta é, de fato, larga.

2. Para considerar isto um pouco mais em particular: quão longe se estendem aqueles pecados-mãe, dos quais todos os demais derivam a sua existência — aquela mente carnal que é inimizade contra Deus, o orgulho do coração, a teimosia e o amor ao mundo! Podemos fixar-lhes algum limite? Não se difundem eles por todos os nossos pensamentos e se misturam com todas as nossas disposições? Não são o fermento que leveda, em maior ou menor grau, toda a massa dos nossos afetos? Não podemos, num exame íntimo e fiel de nós mesmos, perceber essas raízes de amargura continuamente brotando, infectando todas as nossas palavras e contaminando todas as nossas ações? E que descendência incontável trazem à luz, em toda era e nação! Bastante, até, para cobrir toda a terra de trevas e de moradas de crueldade.

3. Ó, quem é capaz de contar os seus malditos frutos, de somar todos os pecados, seja contra Deus, seja contra o próximo, não os que a imaginação poderia pintar, mas os que podem ser matéria de diária e melancólica experiência? Nem precisamos percorrer toda a terra para achá-los. Observe um só reino, um só país, cidade ou vila; e quão farta é essa colheita! E que não seja um daqueles ainda cobertos das trevas maometanas ou pagãs, mas dos que invocam o nome de Cristo, que professam ver a luz do seu glorioso evangelho. Não vá além do reino a que pertencemos, da cidade em que agora estamos. Chamamo-nos cristãos; sim, e do tipo mais puro: somos protestantes, cristãos reformados! Mas, ai! quem levará a reforma das nossas opiniões até o nosso coração e a nossa vida? Pois quão incontáveis são os nossos pecados — e esses da mais profunda tintura! Não abundam entre nós, dia após dia, as mais grosseiras abominações de toda espécie? Não cobrem os pecados de toda sorte a terra, como as águas cobrem o mar? Quem os pode contar? Antes, vá contar as gotas de chuva, ou as areias da praia. Tão “larga é a porta”, tão “espaçoso é o caminho que conduz à perdição”!

4. “E são muitos os que entram por” aquela porta, muitos os que andam por aquele caminho — quase tantos quantos entram pela porta da morte, quantos descem às câmaras da sepultura. Pois não se pode negar (embora não o possamos reconhecer senão com vergonha e tristeza de coração) que, mesmo neste que se chama país cristão, a generalidade de toda idade e sexo, de toda profissão e ocupação, de toda classe e grau — alto e baixo, rico e pobre — anda no caminho da perdição. A parte muito maior dos habitantes desta cidade, até hoje, vive em pecado; em alguma transgressão palpável, habitual e conhecida da lei que professa observar. Acrescente a estes os que têm nome de que vivem, mas nunca estiveram vivos para Deus; os que exteriormente parecem justos aos homens, mas por dentro estão cheios de toda impureza; cheios de orgulho ou vaidade, de ira ou vingança, de ambição ou cobiça; amantes de si mesmos, amantes do mundo, mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus. Estes, de fato, podem ser muito estimados pelos homens; mas são uma abominação para o Senhor. Sim, acrescente todos, sejam eles o que forem sob outros aspectos, que, “ignorando a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria justiça” como fundamento da sua reconciliação com Deus, por consequência, “não se sujeitaram à justiça que vem de Deus” pela fé. Ora, unindo todas essas coisas num só, quão terrivelmente verdadeira é a afirmação do nosso Senhor: “Larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e são muitos os que entram por ela!”

5. Nem isto diz respeito apenas à massa comum — à parte pobre, humilde e estúpida da humanidade. Os homens de eminência no mundo, os que têm muitos campos e juntas de bois, não desejam ser dispensados disto. Pelo contrário, “muitos sábios segundo a carne, muitos poderosos” em poder, coragem e riquezas, muitos “nobres, são chamados” — chamados para o caminho largo, pelo mundo, pela carne e pelo diabo; e não são desobedientes a esse chamado. Sim, quanto mais alto são elevados em fortuna e poder, tanto mais fundo afundam na maldade. Quanto mais bênçãos receberam de Deus, tanto mais pecados cometem, usando a sua honra ou riquezas, a sua erudição ou sabedoria, não como meios de desenvolver a sua salvação, mas antes de sobressair no vício, assegurando assim a sua própria destruição!

II. O caminho da vida

1. E a própria razão por que muitos destes prosseguem tão seguros no caminho largo é justamente por ser ele largo; não considerando que esta é a propriedade inseparável do caminho da perdição. “São muitos”, diz o nosso Senhor, “os que entram por ela” — exatamente pela razão pela qual deveriam fugir dela, a saber, “porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz à vida, e são poucos os que acertam com ela”.

2. Esta é uma propriedade inseparável do caminho para o céu. Tão apertado é o caminho que conduz à vida, à vida eterna — tão estreita a porta — que nada imundo, nada sem santidade pode entrar. Nenhum pecador pode passar por aquela porta enquanto não for salvo de todos os seus pecados. Não só dos seus pecados exteriores, do seu mau “procedimento recebido por tradição dos seus pais”. Não basta que ele tenha “cessado de fazer o mal” e “aprendido a fazer o bem”: ele deve ser não só salvo de todas as ações pecaminosas e de todo discurso mau e inútil, mas interiormente mudado, inteiramente renovado no espírito da sua mente; do contrário, não pode passar pela porta da vida, não pode entrar na glória.

3. Pois “apertado é o caminho que conduz à vida”, o caminho da santidade universal. Apertado é, de fato, o caminho da pobreza de espírito; o caminho do santo pranto; o caminho da mansidão; e o da fome e sede de justiça. Apertado é o caminho da misericórdia; do amor não fingido; o caminho da pureza de coração; do fazer o bem a todos; e do sofrer de bom grado o mal, todo tipo de mal, por causa da justiça.

4. “E são poucos os que acertam com ela.” Ai! Quão poucos acham sequer o caminho da honestidade pagã! Quão poucos são os que nada fazem a outro que não quereriam que outro lhes fizesse! Quão poucos os que estão limpos, diante de Deus, de atos de injustiça ou de desamor! Quão poucos os que não “ofendem com a língua”, que nada dizem de desamoroso, nada de falso! Que pequena proporção da humanidade é inocente até das transgressões exteriores! E quão menor a proporção dos que têm o coração reto diante de Deus, limpo e santo aos seus olhos! Onde estão aqueles que o seu olhar, que tudo perscruta, discerne serem verdadeiramente humildes; profundamente sérios, sentindo as suas carências; verdadeiramente mansos e gentis, nunca “vencidos do mal, mas vencendo o mal com o bem”; totalmente sedentos de Deus e continuamente anelando por uma renovação à sua semelhança? Quão esparsamente estão espalhados pela terra aqueles cuja alma se dilata em amor a toda a humanidade, e que amam a Deus com toda a força! Quão poucos são aqueles amantes de Deus e do próximo que gastam toda a sua força em fazer o bem a todos, e estão prontos a sofrer todas as coisas, sim, a própria morte, para salvar uma só alma da morte eterna!

5. Mas, enquanto tão poucos se acham no caminho da vida, e tantos no caminho da perdição, há grande perigo de que a torrente do exemplo nos arraste com eles. Até um só exemplo, se está sempre à nossa vista, tende a causar grande impressão em nós, especialmente quando tem a natureza do seu lado, quando cai em consonância com as nossas próprias inclinações. Quão grande, então, deve ser a força de tão numerosos exemplos, continuamente diante dos nossos olhos, e todos conspirando, junto com o nosso próprio coração, para arrastar-nos rio abaixo da natureza! Quão difícil deve ser remar contra a maré e conservar-nos “imaculados no mundo”!

6. O que aumenta ainda mais a dificuldade é que não são os rudes e insensatos da humanidade, ao menos não só estes, que nos dão o exemplo, que se aglomeram na vereda descendente, mas os polidos, os bem-educados, os requintados, os sábios, os homens que entendem o mundo, os homens de conhecimento, de profunda e variada erudição, os racionais, os eloquentes! Estes estão todos, ou quase todos, contra nós. E como resistiremos a estes? Não destila maná a sua língua? Não aprenderam eles todas as artes da suave persuasão — e também do raciocínio? Pois estes são versados em todas as controvérsias e contendas de palavras. É, portanto, coisa pequena para eles provar que o caminho é reto por ser largo; que aquele que segue a multidão não pode errar, mas só aquele que não a segue; que o seu caminho deve estar errado, por ser estreito, e por serem tão poucos os que o acham. Estes provarão com clareza que o mal é bem, e o bem é mal; que o caminho da santidade é o caminho da perdição, e o caminho do mundo, o único caminho para o céu.

7. Ó, como podem os homens sem instrução e simples sustentar a sua causa contra tais oponentes! E, contudo, não são estes todos os que devem enfrentar; pois há muitos poderosos, nobres e influentes, tanto quanto sábios, na estrada que conduz à perdição; e estes têm um modo mais curto de refutar do que o da razão e do argumento. Costumam apelar, não ao entendimento, mas aos medos de quem se lhes opõe — método que raramente falha, mesmo onde o argumento nada aproveita, por estar ao alcance de todos; pois todos podem temer, saibam raciocinar ou não. E todos os que não têm firme confiança em Deus, segura dependência tanto do seu poder quanto do seu amor, não podem senão temer desagradar aos que têm o poder do mundo nas mãos. Que admira, portanto, se o exemplo destes é lei para todos os que não conhecem a Deus?

8. Muitos ricos estão igualmente no caminho largo. E estes apelam às esperanças dos homens e a todos os seus desejos insensatos, tão forte e eficazmente quanto os poderosos e nobres aos seus medos. De modo que dificilmente você conseguirá perseverar no caminho do Reino, a menos que esteja morto para tudo o que está aqui embaixo, a menos que esteja crucificado para o mundo e o mundo para você, a menos que nada mais deseje senão a Deus.

9. Pois quão escura, quão desconfortável, quão desanimadora é a perspectiva do lado oposto! Uma porta estreita! Um caminho apertado! E poucos achando aquela porta! Poucos andando por aquele caminho! Além disso, mesmo esses poucos não são homens sábios, nem de erudição ou eloquência. Não são capazes de raciocinar de modo forte ou claro; não sabem propor um argumento com vantagem; não sabem provar o que professam crer, nem explicar sequer o que dizem experimentar. Certamente tais advogados nunca recomendarão, mas antes desacreditarão, a causa que abraçaram.

10. Acrescente a isto que não são homens nobres nem honrados: se o fossem, você suportaria a sua insensatez. São homens sem influência, sem autoridade, sem importância no mundo. São humildes e simples; baixos na vida; e tais que não têm poder, ainda que tivessem a vontade, de prejudicá-lo. Portanto, nada há absolutamente a temer deles; e nada há a esperar, pois a maior parte deles pode dizer: “Não tenho prata nem ouro”, ou, ao menos, uma parte muito modesta. Aliás, alguns deles mal têm comida para comer, ou roupa para vestir. Por essa razão, bem como porque os seus caminhos não são como os dos outros homens, deles se fala mal por toda parte, são desprezados, têm o seu nome lançado como mau, são perseguidos de vários modos e tratados como o lixo e a escória do mundo. De sorte que tanto os seus medos quanto as suas esperanças e todos os seus desejos (exceto os que você tem imediatamente de Deus), sim, todas as suas paixões naturais, continuamente o inclinam a voltar para o caminho largo.

III. A exortação: entrai pela porta estreita

1. Por isso é que o nosso Senhor tão seriamente exorta: “Entrai pela porta estreita.” Ou, como a mesma exortação se exprime noutro lugar: “Esforçai-vos por entrar” — esforçai-vos como em agonia. “Pois muitos”, diz o nosso Senhor, “procurarão entrar” — esforçando-se indolentemente — “e não poderão.”

2. É verdade que ele insinua o que pode parecer outra razão para isto, para não poderem entrar, nas palavras que imediatamente seguem. Pois, depois de dizer “muitos, eu vos digo, procurarão entrar e não poderão”, acrescenta: “Uma vez levantado o dono da casa e trancada a porta, começareis, de fora, a bater à porta, dizendo: Senhor, abre-nos! Mas ele vos responderá: Não sei donde vós sois. Apartai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade” (Lc 13.24–27).

3. Pode parecer, a uma vista rápida destas palavras, que o demorarem a buscar, mais do que a maneira de buscar, foi a razão por que não puderam entrar. Mas, com efeito, dá no mesmo. Foram mandados retirar-se porque haviam sido “praticantes da iniquidade”; porque haviam andado no caminho largo; em outras palavras, porque não haviam agonizado por “entrar pela porta estreita”. Provavelmente buscaram, antes que a porta fosse trancada; mas isso não bastou. E esforçaram-se, depois que a porta foi trancada; mas então já era tarde.

4. Portanto, esforce-se você agora, neste seu dia, por “entrar pela porta estreita”. E, para isso, assente no coração, e esteja sempre no topo dos seus pensamentos, que, se você está num caminho largo, está no caminho que conduz à perdição. Se muitos vão com você, tão certo como Deus é verdadeiro, tanto eles quanto você vão para o inferno! Se você anda como a generalidade dos homens anda, você anda para o abismo sem fundo! Vão muitos sábios, muitos ricos, muitos poderosos ou nobres viajando com você no mesmo caminho? Por este sinal, sem ir mais longe, você sabe que ele não conduz à vida. Eis uma regra curta, clara e infalível, antes de entrar nos detalhes: em qualquer profissão em que você esteja empenhado, você deve ser singular, ou ser condenado! O caminho do inferno nada tem de singular; mas o caminho do céu é singularidade de ponta a ponta. Se você dá um só passo para Deus, já não é como os outros homens. Mas não faça caso disto. É muito melhor ficar sozinho do que cair no abismo. Corra, pois, com perseverança a carreira que lhe está proposta, ainda que os seus companheiros nela sejam poucos. Nem sempre o serão. Ainda um pouco, e você “chegará à companhia incontável de anjos, à universal assembleia e igreja dos primogênitos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados”.

5. Agora, pois, “esforce-se por entrar pela porta estreita”, penetrado do mais profundo senso do inexprimível perigo em que está a sua alma, enquanto você estiver num caminho largo — enquanto estiver vazio da pobreza de espírito e de toda aquela religião interior que os muitos, os ricos e os sábios têm por loucura. “Esforce-se por entrar”, traspassado de tristeza e vergonha por ter, por tanto tempo, corrido com a multidão irrefletida, negligenciando por completo, se não desprezando, aquela “santidade sem a qual ninguém verá o Senhor”. Esforce-se, como numa agonia de santo temor, para que, “sendo-lhe feita a promessa de entrar no seu descanso”, aquele “descanso que resta para o povo de Deus”, você, contudo, não “fique aquém dele”. Esforce-se, em todo o fervor do desejo, com “gemidos inexprimíveis”. Esforce-se pela oração sem cessar; em todo tempo, em todo lugar, elevando o seu coração a Deus e não lhe dando descanso, até “despertar à sua semelhança” e ficar “satisfeito com ela”.

6. Para concluir: “Esforce-se por entrar pela porta estreita”, não só por essa agonia da alma — de convicção, de tristeza, de vergonha, de desejo, de temor, de oração incessante —, mas também ordenando retamente a sua conduta, andando com toda a sua força em todos os caminhos de Deus: o caminho da inocência, da piedade e da misericórdia. Abstenha-se de toda aparência do mal; faça todo o bem possível a todos os homens; negue a si mesmo, a sua própria vontade, em todas as coisas, e tome a sua cruz cada dia. Esteja pronto a cortar a sua mão direita, a arrancar o seu olho direito e lançá-lo de si; a sofrer a perda de bens, amigos, saúde, todas as coisas na terra, para que possa entrar no Reino dos céus!

Tradução em português atual a partir do original em domínio público (ed. Thomas Jackson, 1872), realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo Ildo Mello. Citações bíblicas conforme a NAA. Igreja Metodista Livre do Brasil.

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