SERMÃO 36
Como a fé confirma a lei
Segundo de dois discursos de Wesley sobre a lei e a fé.
“Anulamos, pois, a lei por meio da fé? De modo nenhum! Antes, confirmamos a lei.”
(Rm 3.31, NAA)Antes de ler
Se o discurso anterior mostrou como a lei é anulada, este mostra como ela é confirmada pela fé — de três maneiras: pela doutrina (pregando a lei em toda a sua extensão e sentido espiritual), pela pregação de uma fé que não dispensa, mas produz a santidade, e — o mais importante — pelo estabelecê-la no próprio coração e vida. No centro está uma das teses mais características de Wesley: a fé, por gloriosa que seja, é a serva do amor. O amor é o fim de todos os mandamentos; existia antes da fé e permanecerá quando a fé for tragada pela visão. A fé é o grande meio que Deus ordenou para restaurar em nós o amor perdido — e por isso é bênção inexprimível, ainda que não seja o fim.
— Bispo Ildo Mello
1. Mostrou-se no discurso anterior quais são os modos mais usuais de anular a lei por meio da fé: primeiro, não pregá-la de modo algum, o que a anula de um só golpe — e isso sob o pretexto de pregar Cristo e exaltar o evangelho, ainda que, na verdade, destrua tanto um quanto o outro; segundo, ensinar (direta ou indiretamente) que a fé torna desnecessária a santidade; ou, terceiro, fazer isto praticamente — anular a lei na prática, ainda que não em princípio, vivendo como se a fé fosse destinada a dispensar-nos da santidade, permitindo-nos o pecado “porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça”. Resta indagar como podemos seguir um modelo melhor, como podemos dizer, com o apóstolo: “Anulamos, pois, a lei por meio da fé? De modo nenhum! Antes, confirmamos a lei.”
2. Não confirmamos, de fato, a antiga lei cerimonial; sabemos que ela está abolida para sempre. Muito menos confirmamos toda a dispensação mosaica; esta, sabemos, o nosso Senhor encravou na sua cruz. Nem tampouco confirmamos a lei moral (o que é de temer que muitos façam) como se o cumpri-la, o guardar todos os mandamentos, fosse a condição da nossa justificação; se assim fosse, certamente “nenhum vivente seria justificado diante dele”. Mas, admitido tudo isto, ainda assim, no sentido do apóstolo, “confirmamos a lei”, a lei moral.
I. Confirmamos a lei pela doutrina
1. Confirmamos a lei, primeiro, pela nossa doutrina, esforçando-nos por pregá-la em toda a sua extensão, por explicar e reforçar cada parte dela, do mesmo modo que o nosso grande Mestre fez enquanto esteve na terra. Confirmamo-la seguindo o conselho de Pedro: “Se alguém fala, fale segundo os oráculos de Deus.” Confirmamo-la sempre que falamos em nome dele, nada retendo dos que nos ouvem, declarando-lhes, sem limitação ou reserva, todo o desígnio de Deus. E, para confirmá-la de modo mais eficaz, usamos nisso grande clareza de linguagem. “Não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus”; não a adulteramos nem a amaciamos para agradar ao gosto dos ouvintes; “mas, com sinceridade, da parte de Deus e na presença de Deus, é que falamos em Cristo”, não tendo outra mira senão, “pela manifestação da verdade, recomendar-nos à consciência de todo homem, na presença de Deus”.
2. Nós, então, pela nossa doutrina, confirmamos a lei, quando assim a declaramos abertamente a todos os homens, e isso na plenitude com que foi entregue pelo nosso bendito Senhor e pelos seus apóstolos; quando a publicamos na sua altura, profundidade, comprimento e largura. Confirmamos a lei quando declaramos cada parte dela, cada mandamento nela contido, não só no seu pleno sentido literal, mas também no seu sentido espiritual; não só quanto às ações exteriores que ela proíbe ou ordena, mas também quanto ao princípio interior, aos pensamentos, desejos e intenções do coração.
3. E isto fazemos com tanto mais diligência, não só por ser da mais profunda importância — visto que todo o fruto, cada palavra e obra, só pode ser mau continuamente, se a árvore for má, se as disposições do coração não forem retas diante de Deus —, mas também porque, por mais importantes que sejam essas coisas, são pouco consideradas ou entendidas. Tão pouco que podemos dizer, com verdade, também da lei, quando tomada no seu pleno sentido espiritual, que ela é “um mistério que esteve oculto das eras e gerações desde o princípio do mundo”. Estava totalmente oculto ao mundo pagão. Estes, com toda a sua alardeada sabedoria, não descobriram nem a Deus, nem a lei de Deus; nem na letra, muito menos no espírito dela. E estava quase igualmente oculto, quanto ao seu sentido espiritual, à massa da nação judaica. Testemunha disto é a contínua repreensão do nosso Senhor aos mais sábios dentre eles pelas suas grosseiras interpretações. Testemunha é a suposição quase universalmente recebida entre eles de que bastava limpar o exterior do copo; que o pagar o dízimo da hortelã, do endro e do cominho — a exatidão exterior — expiaria a falta de santidade interior, o total descuido tanto da justiça quanto da misericórdia, da fé e do amor de Deus.
4. Mas, ai! a lei de Deus, quanto ao seu sentido interior e espiritual, não está oculta só aos judeus ou aos pagãos, mas até ao que se chama mundo cristão; ao menos, à vasta maioria dele. O sentido espiritual dos mandamentos de Deus é ainda um mistério também para estes. Nem isto se observa só nas terras cobertas das trevas e da ignorância romanas. Mas é certo demais que a maior parte, mesmo dos que se chamam cristãos reformados, é, até hoje, totalmente estranha à lei de Cristo, na sua pureza e espiritualidade.
5. Daí é que, até hoje, “os escribas e fariseus” — os homens que têm a forma, mas não o poder da religião, e que geralmente são sábios aos próprios olhos —, “ouvindo estas coisas, se escandalizam”; escandalizam-se profundamente quando falamos da religião do coração; e particularmente quando mostramos que, sem ela, ainda que “déssemos todos os nossos bens para sustento dos pobres”, nada nos aproveitaria. Mas escandalizar-se eles hão de; pois não podemos senão falar a verdade como ela é em Jesus. Cabe-nos, quer ouçam, quer deixem de ouvir, livrar a nossa própria alma. Tudo o que está escrito no livro de Deus devemos declarar, não para agradar aos homens, mas ao Senhor. Devemos declarar não só todas as promessas, mas também todas as advertências que nele achamos. Ao mesmo tempo que proclamamos todas as bênçãos e privilégios que Deus preparou para os seus filhos, devemos igualmente “ensinar todas as coisas que ele ordenou”. E sabemos que todas estas têm o seu uso: seja para despertar os que dormem, instruir os ignorantes, consolar os pusilânimes, ou edificar e aperfeiçoar os santos. Sabemos que “toda a Escritura, inspirada por Deus, é proveitosa”, seja “para o ensino”, seja “para a repreensão”, seja “para a correção”, seja “para a educação na justiça”; e que “o homem de Deus”, no processo da obra de Deus na sua alma, tem necessidade de cada parte dela, para que, enfim, seja “perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”.
6. Cabe-nos assim pregar Cristo, pregando todas as coisas que ele revelou. Podemos, de fato, sem culpa, sim, e com peculiar bênção de Deus, declarar o amor de nosso Senhor Jesus Cristo; podemos falar, de modo especial, do “Senhor, justiça nossa”. Podemos discorrer sobre a graça de Deus em Cristo, “reconciliando consigo o mundo”; podemos, em ocasiões apropriadas, deter-nos no seu louvor, como aquele que “levou sobre si as nossas iniquidades, foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades, para que, pelas suas feridas, fôssemos sarados”. Mas, ainda assim, não pregaríamos Cristo segundo a sua palavra se nos confinássemos inteiramente a isto: não estamos limpos diante de Deus se não o proclamamos em todos os seus ofícios. Pregar Cristo, como obreiro que não tem de que se envergonhar, é pregá-lo não só como o nosso grande Sumo Sacerdote, que “nos reconcilia com Deus pelo seu sangue” e “vive sempre para interceder por nós”; mas também como o Profeta do Senhor, que “da parte de Deus se nos tornou sabedoria”, que, pela sua palavra e pelo seu Espírito, está sempre conosco, “guiando-nos a toda a verdade”; sim, e como aquele que permanece Rei para sempre; que dá leis a todos os que comprou com o seu sangue; que restaura à imagem de Deus aqueles a quem primeiro reintegrou no seu favor; que reina em todos os corações crentes até haver “sujeitado todas as coisas a si mesmo”, até haver lançado fora todo pecado e introduzido a justiça eterna.
II. Confirmamos a lei pregando a fé que produz santidade
1. Confirmamos a lei, segundo, quando pregamos a fé em Cristo de modo a não dispensar, mas produzir a santidade — toda espécie de santidade, negativa e positiva, do coração e da vida. Para isso, declaramos continuamente (o que deveria ser frequente e profundamente considerado por todos “os que não querem anular a lei por meio da fé”) que a própria fé, mesmo a fé cristã, a fé dos eleitos de Deus, é ainda apenas a serva do amor. Por gloriosa e honrosa que seja, ela não é o alvo do mandamento. Deus deu essa honra somente ao amor: o amor é o alvo de todos os mandamentos de Deus. O amor é o fim, o único fim, de toda dispensação de Deus, desde o princípio do mundo até a consumação de todas as coisas. E ele permanecerá quando o céu e a terra fugirem; pois só “o amor jamais acaba”. A fé cessará por completo; será tragada pela visão, na eterna contemplação de Deus. Mas, mesmo então, o amor viverá para sempre em triunfo imortal, difundindo bem sem fim e recebendo louvor sem fim.
2. Coisas excelentíssimas se dizem da fé, e quem quer que dela participe bem pode dizer com o apóstolo: “Graças a Deus pelo seu dom inefável.” Contudo, ela perde toda a sua excelência quando posta em comparação com o amor. O que Paulo observa sobre a glória superior do evangelho em relação à da lei pode, com grande propriedade, ser dito da glória superior do amor em relação à da fé: “Aquilo que foi glorioso, neste respeito já não é glorioso, diante da glória que sobreexcede. Pois, se o que se desvanecia era glorioso, muito mais glória tem o que permanece.” Sim, toda a glória da fé, antes de se desvanecer, nasce disto: que ela serve ao amor. Ela é o grande meio temporário que Deus ordenou para promover aquele fim eterno.
3. Que os que exaltam a fé além de toda proporção, a ponto de engolir todas as demais coisas, e que de tal modo compreendem mal a sua natureza a ponto de imaginar que ela ocupa o lugar do amor, considerem ainda que, assim como o amor existirá depois da fé, assim existiu muito antes dela. Os anjos que, desde o momento da sua criação, contemplavam a face do seu Pai que está nos céus, não tinham necessidade de fé, na sua noção geral, como evidência das coisas que não se veem. Nem tinham necessidade de fé na sua acepção mais particular, a fé no sangue de Jesus; pois “ele não tomou a natureza dos anjos, mas a descendência de Abraão”. Não havia, portanto, lugar antes da fundação do mundo para a fé, nem no sentido geral, nem no particular. Mas havia para o amor. O amor existiu desde a eternidade, em Deus, o grande oceano do amor. O amor teve lugar em todos os filhos de Deus, desde o momento da sua criação. Receberam de uma só vez, do seu gracioso Criador, o existir e o amar.
4. Nem é certo que a fé, mesmo no sentido geral da palavra, tivesse lugar algum no paraíso. É altamente provável, pelo breve relato que temos na Sagrada Escritura, que Adão, antes de rebelar-se contra Deus, andasse com ele por vista, e não por fé. Ele era então capaz de falar face a face com aquele cuja face não podemos agora ver e viver; e, por consequência, não tinha necessidade daquela fé cujo ofício é suprir a falta da vista.
5. Por outro lado, é absolutamente certo que a fé, no seu sentido particular, não tinha então lugar. Pois, nesse sentido, ela necessariamente pressupõe o pecado e a ira de Deus declarada contra o pecador — sem o que não há necessidade de uma expiação do pecado para a reconciliação do pecador com Deus. Por consequência, como não havia necessidade de expiação antes da queda, também não havia lugar para a fé nessa expiação, estando o homem então puro de toda mancha de pecado, santo como Deus é santo. Mas o amor, mesmo então, enchia o seu coração; reinava nele sem rival; e foi só quando o amor se perdeu pelo pecado que a fé foi acrescentada — não por si mesma, nem com desígnio algum de que existisse por mais tempo do que até haver alcançado o fim para o qual foi ordenada, a saber, restaurar o homem ao amor de que caíra. Na queda, portanto, foi acrescentada esta evidência das coisas que não se veem, que antes era totalmente desnecessária; esta confiança no amor redentor, que não podia de modo algum ter lugar antes que fosse feita a promessa de que “o Descendente da mulher feriria a cabeça da serpente”.
6. A fé, então, foi originalmente destinada por Deus a restabelecer a lei do amor. Portanto, ao falar assim, não a estamos subestimando, nem roubando-lhe o devido louvor; pelo contrário, mostramos o seu real valor, exaltando-a na sua justa proporção e dando-lhe o próprio lugar que a sabedoria de Deus lhe designou desde o princípio. Ela é o grande meio de restaurar aquele santo amor no qual o homem foi originalmente criado. Segue-se que, embora a fé não tenha valor em si mesma (como tampouco tem qualquer outro meio), contudo, por conduzir a esse fim — o restabelecer de novo a lei do amor nos nossos corações — e por ser, no presente estado das coisas, o único meio debaixo do céu para efetuá-lo, ela é, por isso, bênção inexprimível para o homem e de inexprimível valor diante de Deus.
III. Confirmamos a lei no coração e na vida
1. E isto naturalmente nos leva a observar, terceiro, o modo mais importante de confirmar a lei: o estabelecê-la no nosso próprio coração e vida. De fato, sem isto, de que valeria todo o resto? Poderíamos confirmá-la pela nossa doutrina; poderíamos pregá-la em toda a sua extensão; poderíamos abri-la no seu sentido mais espiritual e declarar os mistérios do Reino; poderíamos pregar Cristo em todos os seus ofícios e a fé em Cristo como quem abre todos os tesouros do seu amor; e, contudo, todo esse tempo, se a lei que pregamos não estivesse estabelecida no nosso coração, não teríamos mais valor diante de Deus do que “o bronze que soa ou o címbalo que retine”: toda a nossa pregação estaria tão longe de nos aproveitar que só aumentaria a nossa condenação.
2. Este é, portanto, o ponto principal a considerar: como podemos estabelecer a lei no nosso próprio coração, de modo que ela tenha toda a sua influência sobre a nossa vida? E isto só pode ser feito pela fé. Só a fé atende eficazmente a este fim, como aprendemos pela experiência diária. Pois, enquanto andamos por fé, e não por vista, avançamos velozmente no caminho da santidade. Enquanto olhamos firmemente, não para as coisas que se veem, mas para as que não se veem, ficamos cada vez mais crucificados para o mundo, e o mundo para nós. Basta que o olho da alma esteja constantemente fixo, não nas coisas temporais, mas nas eternas, e os nossos afetos se soltam cada vez mais da terra e se fixam nas coisas do alto. De modo que a fé, em geral, é o meio mais direto e eficaz de promover toda justiça e verdadeira santidade; de estabelecer a santa e espiritual lei no coração dos que creem.
3. E pela fé, tomada no seu sentido mais particular — como confiança num Deus que perdoa —, estabelecemos a sua lei no nosso próprio coração de modo ainda mais eficaz. Pois não há motivo que tão poderosamente nos incline a amar a Deus quanto o senso do amor de Deus em Cristo. Nada nos capacita, como uma penetrante convicção disto, a dar o coração àquele que se deu por nós. E desse princípio de grato amor a Deus nasce também o amor ao próximo. Nem podemos evitar amar o próximo, se verdadeiramente cremos no amor com que Deus nos amou. Ora, esse amor ao homem, fundado na fé e no amor a Deus, “não faz mal ao próximo”. Por consequência, ele é, como o apóstolo observa, “o cumprimento de toda a” lei negativa: “Pois isto: não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” Nem se contenta o amor em apenas não fazer mal ao próximo. Continuamente nos incita a fazer o bem, conforme temos tempo e oportunidade; a fazer o bem, de todo modo possível e em todo grau possível, a todos os homens. É, portanto, o cumprimento também da lei positiva, tanto quanto da negativa, de Deus.
4. Nem cumpre a fé a lei negativa ou positiva apenas quanto à parte externa; antes, atua interiormente pelo amor, purificando o coração, limpando-o de toda afeição vil. Todo aquele que tem em si esta fé “se purifica a si mesmo, assim como ele é puro” — purifica-se de todo desejo terreno e sensual, de todas as afeições vis e desregradas; sim, de toda aquela mente carnal que é inimizade contra Deus. Ao mesmo tempo, se ela tem a sua obra perfeita, enche-o de toda bondade, justiça e verdade. Traz todo o céu à sua alma e faz com que ele ande na luz, assim como Deus está na luz.
5. Esforcemo-nos, pois, por estabelecer a lei em nós mesmos; não pecando “porque estamos debaixo da graça”, mas antes usando todo o poder que por ela recebemos para “cumprir toda a justiça”. Trazendo à lembrança a luz que recebemos de Deus enquanto o seu Espírito nos convencia do pecado, acautelemo-nos de não apagar essa luz; o que então alcançamos, guardemo-lo firme. Nada nos induza a reedificar o que destruímos; a retomar coisa alguma, pequena ou grande, que então víamos claramente não ser para a glória de Deus, ou para o proveito da nossa própria alma; ou a negligenciar coisa alguma, pequena ou grande, que então não podíamos negligenciar sem uma repreensão da nossa própria consciência. Para aumentar e aperfeiçoar a luz que tínhamos antes, acrescentemos agora a luz da fé. Andando agora com alegria, e não com temor, numa clara e firme visão das coisas eternas, olharemos o prazer, a riqueza, o louvor — todas as coisas da terra — como bolhas sobre a água; nada tendo por importante, nada por desejável, nada digno de um pensamento deliberado, senão apenas o que está “para dentro do véu”, onde Jesus “está assentado à direita de Deus”.
6. Você pode dizer “tu és misericordioso para com a minha injustiça; dos meus pecados não te lembras mais”? Então, dali em diante, cuide de fugir do pecado, como da face de uma serpente! Pois quão excessivamente pecaminoso ele lhe aparece agora! Quão hediondo, acima de toda expressão! Por outro lado, em que luz amável você vê agora a santa e perfeita vontade de Deus! Agora, portanto, trabalhe para que ela se cumpra, tanto em você, quanto por você e sobre você! Agora vigie e ore para não pecar mais, para ver e evitar a menor transgressão da sua lei! Você vê os ciscos que não via antes, quando o sol brilha num lugar escuro. Do mesmo modo, você vê os pecados que não via antes, agora que o Sol da Justiça brilha no seu coração. Agora, então, faça toda a diligência para andar, em todos os aspectos, segundo a luz que recebeu! Agora seja zeloso por receber mais luz a cada dia, mais do conhecimento e do amor de Deus, mais do Espírito de Cristo, mais da sua vida e do poder da sua ressurreição! Agora use todo o conhecimento, o amor, a vida e o poder que já alcançou: assim você continuamente irá de fé em fé; assim crescerá diariamente no santo amor, até que a fé seja tragada pela visão, e a lei do amor seja estabelecida por toda a eternidade!
Tradução em português atual a partir do original em domínio público (ed. Thomas Jackson, 1872), realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo Ildo Mello. Citações bíblicas conforme a NAA. Igreja Metodista Livre do Brasil.