SERMÃO 127
A aflição e o descanso dos justos
“Ali os maus cessam de perturbar, e ali repousam os cansados” — a aflição dos justos neste mundo e o descanso que os aguarda no porvir.
“Ali os maus cessam de perturbar, e ali repousam os cansados.”
(Jó 3.17, NAA)Antes de ler
Este é um sermão do início do ministério de John Wesley, pregado antes de sua viagem missionária à Geórgia e antes de sua experiência de Aldersgate, ocorrida em 1738. A edição de Thomas Jackson observa que ele apresenta conceitos que Wesley posteriormente rejeitou.
Neste sermão, o jovem Wesley ensina que a santificação completa somente acontece por meio da morte e relaciona grande parte do pecado ao corpo físico. Posteriormente, passou a ensinar que a inteira santificação é obra do Espírito Santo, recebida pela fé durante a vida, e não resultado da morte.
A nota editorial da edição de 1872 foi preservada. O sermão possui valor histórico por demonstrar a transformação ocorrida na teologia de Wesley. Deve ser lido à luz de seus escritos posteriores, especialmente “O Caminho Bíblico da Salvação” e seu relato sobre a perfeição cristã.
— Bispo Ildo Mello
Pregado na Igreja de Santa Maria, em Oxford, no domingo, 21 de setembro de 1735, e publicado a pedido de diversos ouvintes.
Nota do editor da edição de Thomas Jackson
Este parece ter sido o primeiro sermão que o senhor Wesley entregou à imprensa. Foi pregado aproximadamente um mês antes de ele viajar para a Geórgia e publicado no mesmo ano por C. Rivington, no pátio da Catedral de São Paulo.
Depois de permanecer fora de circulação durante mais de noventa anos, foi republicado como exemplo autêntico e interessante de sua pregação na época em que deixou o país natal para converter pagãos e, segundo sua própria declaração, aprendeu nos confins da terra aquilo de que menos suspeitava: que ele próprio nunca havia sido convertido.
O leitor observará que, embora o sermão demonstre grande seriedade e zelo, apresenta compreensão bastante inadequada do verdadeiro cristianismo. O pregador atribui a santificação da natureza humana, em grande medida, aos sofrimentos pessoais; supõe que o corpo seja a sede do mal moral; e afirma que o pecado permanece nos melhores cristãos até serem libertados pela morte.
A capacidade e o sucesso com que posteriormente combateu esses princípios contrários ao evangelho e ensinou a doutrina da salvação presente de todo pecado mediante a fé em Jesus Cristo são bem conhecidos por todos aqueles que conhecem seus escritos, especialmente seu Diário e seus Sermões.
Considerado em ligação com seus escritos posteriores, este sermão possui importância considerável, pois ilustra de maneira impressionante a transformação ocorrida em suas concepções religiosas antes do início daquela extraordinária carreira de trabalho ministerial e utilidade pela qual se tornou tão conhecido. Como resposta completa aos erros doutrinários contidos nele, o leitor é encaminhado ao admirável sermão “O Caminho Bíblico da Salvação”.
Quando Deus examinou inicialmente todas as obras que havia criado, “viu que tudo era muito bom”. Todas as coisas eram perfeitas em beleza, e o ser humano, senhor de todas elas, era perfeito em santidade. Assim como era sua santidade, também era sua felicidade. Não conhecendo o pecado, não conhecia a dor. Quando, porém, o pecado foi concebido, logo produziu sofrimento. Toda a cena foi transformada num único momento. O ser humano passou a gemer debaixo do peso de um corpo mortal e, o que era muito pior, de uma alma corrompida.
O “espírito” que poderia suportar todas as demais enfermidades estava ferido e gravemente enfermo. Desse modo, “no dia em que pecou”, começou a morrer. Assim, “no meio da vida estamos na morte”; sim, “toda a criação geme juntamente”, encontrando-se escravizada pelo pecado e, consequentemente, pela miséria.
Em sua condição atual, o mundo inteiro é apenas uma grande enfermaria. Todos os que nele vivem estão enfermos por causa do pecado, e sua principal tarefa é serem curados.
Para essa finalidade, o grande Médico das almas permanece continuamente presente, observando todas as enfermidades de cada alma e oferecendo remédios para curá-las. Muitas vezes, esses remédios são dolorosos, não porque Deus tenha prazer em afligir suas criaturas, mas porque lhes permite exatamente o sofrimento que considera necessário à sua recuperação.
Toda pessoa precisa, portanto, suportar tanto a dor da enfermidade quanto a dor do tratamento. Nisso se manifesta a sabedoria infinita daquele que cuida de nós: a própria enfermidade das pessoas com as quais convivemos poderá tornar-se importante meio para a cura de cada um de nós. De milhares de maneiras, a perversidade das outras pessoas contribui para a santidade da pessoa boa.
Elas realmente a perturbam, mas até essa perturbação poderá tornar-se saúde para sua alma e força para seus ossos. Sofre muitas coisas por causa delas, mas isso acontece para que seja aperfeiçoada mediante os sofrimentos.
Como a santidade perfeita não se encontra na terra, também não se encontra aqui a felicidade perfeita. Alguns vestígios de nossa enfermidade sempre serão sentidos, e algum remédio continuará sendo necessário para curá-los. Por isso, precisamos permanecer, em maior ou menor grau, sujeitos tanto à dor do tratamento quanto à dor da enfermidade.
Consequentemente, aqui “os maus” não “cessam de perturbar”, nem “os cansados” conseguem descansar.
Quem, então, nos libertará “do corpo desta morte”? A morte nos libertará. A morte libertará num único momento aqueles que, durante toda a vida, estiveram sujeitos à escravidão. A morte destruirá de uma vez todo o corpo do pecado e, juntamente com ele, sua companheira, a dor.
Por isso, “ali os maus cessam de perturbar, e ali repousam os cansados”.
As Escrituras não nos informam o lugar em que as almas dos justos permanecem entre a morte e a ressurreição, mas descrevem sua condição nestas palavras. Ao explicá-las, considerarei:
I. Como os maus perturbam as pessoas boas neste mundo;
II. Como os cansados encontram descanso no outro mundo.
1. Consideremos, primeiramente, como os maus perturbam as pessoas boas neste mundo. Este é campo muito amplo.
Olhem ao redor e observem todas as aflições existentes. Como são poucas aquelas que não são provocadas por pessoas perversas! “De onde procedem as guerras e conflitos entre vocês?” De onde procedem todos os males que tornam amarga a convivência, que frequentemente transformam a maior das bênçãos em maldição e fazem parecer “melhor viver sozinho”? Não procedem da vontade própria, do orgulho e das afeições desordenadas, em uma palavra, da perversidade?
Poderia ser diferente enquanto a perversidade permanecer sobre a terra? Seria tão fácil uma pessoa perversa deixar de perturbar a si mesma e ao próximo, especialmente as pessoas boas, quanto seria para o etíope mudar a cor da pele. Enquanto permanecer na perversidade, continuará ferindo os outros, a si mesma ou a Deus.
Primeiramente, as pessoas perversas perturbam aqueles que servem a Deus por meio dos danos que lhes causam. Assim como no princípio “aquele que nasceu segundo a carne perseguia o que nasceu segundo o Espírito”, assim também acontece agora. Isso continuará até que todas as coisas se cumpram. Até que o céu e a terra passem, “todos os que querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos”, pois existe inimizade irreconciliável entre o Espírito de Cristo e o espírito do mundo.
Caso os seguidores de Cristo pertencessem ao mundo, o mundo amaria aquilo que é seu. Como, porém, não pertencem ao mundo, o mundo os odeia. Esse ódio será demonstrado por meio das palavras. “Dirão todo tipo de mal contra eles, mentindo”, e encontrarão muitos meios de fazer com que até mesmo o bem existente neles seja difamado, acusando-os de inúmeras coisas que nunca praticaram.
Depois das palavras, no devido tempo, passam às ações. Tratam os servos da mesma maneira pela qual seus antepassados trataram o Mestre, prejudicando-os e maltratando-os de todas as formas que o engano consegue inventar e a força consegue realizar.
2. É verdade que essas aflições pesam mais sobre aqueles que ainda são fracos na fé. Quanto mais alguém recebe do Espírito de Cristo, mais leves elas lhe parecem. Para aquele que foi verdadeiramente renovado, que está cheio do conhecimento e do amor de Deus, todos os danos causados pelas pessoas perversas não são apenas considerados pequenos, mas tornam-se motivo de alegria verdadeira e firme. Embora se alegre por sua própria causa, não poderá deixar de entristecer-se por causa delas.
Experimenta grande tristeza e sofrimento contínuo no coração por seus irmãos segundo a carne, que estão acumulando para si mesmos indignação para o dia da manifestação do justo juízo de Deus. Seus olhos choram por eles em secreto; sente profundo temor pela situação deles e poderia até desejar sofrer em favor deles, caso isso lhes permitisse herdar a bênção.
Desse modo, aqueles que conseguem desprezar e até receber com alegria as maiores ofensas praticadas contra eles continuam entristecidos por causa daquilo que as pessoas perversas fazem contra a própria alma e da grave miséria que as acompanha.
3. Quanto maior é a aflição produzida pelas ofensas que as pessoas perversas continuamente apresentam contra Deus! Essa foi a circunstância que transformou a oposição dos pecadores em provação tão severa até para nosso Senhor: “Quem me despreza despreza aquele que me enviou.” Como se multiplicaram sobre a terra aqueles que desprezam tanto o Filho quanto o Pai!
Como estamos cercados por pessoas que blasfemam contra o Senhor e contra seu Ungido, seja insultando todo o glorioso evangelho, seja fazendo Deus parecer mentiroso em relação a alguma das verdades reveladas por ele! Quantos professam crer em tudo e, na prática, anunciam outro evangelho, disfarçando as doutrinas mais fundamentais por meio de novas interpretações, de modo que conservam apenas as palavras, mas nada da “fé que uma vez por todas foi entregue aos santos”!
Quantos, embora ainda não tenham naufragado na fé, permanecem estranhos aos seus frutos! A fé não purificou seu coração nem venceu o mundo. Continuam “cheios de amargura e presos pela injustiça”. Ainda amam a si mesmos, o mundo e os prazeres, em vez de amar a Deus.
Amam a Deus? Não! Deus não se encontra em seus pensamentos. Não se deleitam nele, não possuem sede de sua presença, não se alegram em realizar sua vontade nem encontram satisfação em seu louvor.
Ó fé que atua pelo amor, para onde você fugiu? Certamente, o Filho do Homem a plantou certa vez sobre a terra. Onde, porém, está atualmente?
Entre os ricos? Não. “A sedução das riquezas” sufoca a Palavra, que se torna infrutífera.
Entre os pobres? Não. Ali estão “as preocupações deste mundo”, de modo que o fruto não chega à maturidade.
Nada, então, impediria seu crescimento entre aqueles que não possuem nem pobreza nem riqueza? Sim: “o desejo por outras coisas”. A experiência demonstra por meio de milhares de exemplos lamentáveis que o desejo permitido por qualquer coisa, grande ou pequena, a não ser como meio para alcançar aquilo que é verdadeiramente necessário, afastará gradualmente da alma o cuidado com essa única coisa e a tornará incapaz para toda boa palavra e obra.
Essa é, sem descermos a detalhes intermináveis, a aflição que as pessoas perversas continuamente provocam aos justos. Essa é a condição de todas as pessoas boas enquanto permanecem na terra. Não acontece, porém, o mesmo com sua alma no paraíso. No momento em que são libertas do corpo, já não conhecem sofrimento. Embora ainda não possuam a plenitude da alegria, toda tristeza desaparece, pois “ali os maus cessam de perturbar, e ali repousam os cansados”.
1. “Ali repousam os cansados.” Este é o segundo ponto a ser considerado. Descansam não apenas dos males que a prudência poderia ter evitado ou que a piedade poderia ter removido ainda nesta vida, mas também daqueles que eram inseparáveis da existência terrena e constituíam sua parte inevitável neste mundo.
Aqueles a quem as pessoas perversas não permitiam descansar finalmente encontram repouso, pois somente os espíritos dos justos conseguem entrar na habitação dos espíritos aperfeiçoados.
Finalmente, ficam escondidos dos ataques da língua. Seu nome já não é rejeitado como mau. Abraão, Isaque, Jacó e os profetas não os insultam nem os excluem de sua companhia. Já não são maltratados nem perseguidos e não gemem debaixo da mão do opressor. Ali não existe injustiça, maldade ou fraude. Todos são “verdadeiros israelitas, em quem não há falsidade”.
Ali não existem pessoas pecando contra a própria alma; portanto, não existe compaixão dolorosa nem temor por elas. Não existem blasfemadores de Deus ou de sua Palavra; ninguém profana o nome ou o dia do Senhor; ninguém nega o Senhor que o resgatou nem despreza o sangue da aliança eterna. Em resumo, não existe ali espírito terreno, sensual ou demoníaco; ninguém deixa de amar o Senhor, seu Deus, de todo o coração.
2. Ali, portanto, “os cansados encontram descanso” de todas as aflições provocadas pelas pessoas perversas e também de todos os outros males necessários neste mundo, seja como consequência do pecado, seja, segundo a compreensão apresentada neste sermão, como instrumento de sua cura.
Primeiramente, encontram descanso da dor física. Para compreender a grandeza dessa libertação, aqueles que nunca enfrentaram sofrimento intenso poderiam observar alguém em grave enfermidade.
Seria essa a criatura “feita um pouco menor do que os anjos”? Como sua glória desapareceu! Os olhos estão enfraquecidos, o rosto perdeu a cor, a fala vacila, as mãos tremem, a respiração se torna difícil e todo o corpo perde as forças, aproximando-se da terra à qual voltará. Apesar disso, aquilo que enxergamos é somente sombra daquilo que a pessoa experimenta.
Não conseguimos enxergar a dor que alcança o coração e atravessa o corpo. Caso também conseguíssemos enxergá-la, com que sinceridade clamaríamos: “Ó pecado, o que você fez? A qual condição conduziu a parte mais nobre da criação visível? Foi para isso que o Deus bondoso criou o ser humano?”
Não! Deus não permitirá que isso permaneça para sempre. Dentro de pouco tempo, todas as tempestades da vida terminarão, e você será reunido aos mortos. Ali, os cansados encontram descanso.
3. Descansam também de todas as fraquezas e insensatezes das quais não conseguiam escapar nesta vida. Já não estão expostos aos enganos dos sentidos nem aos sonhos da imaginação. A falta de atenção já não os impede de enxergar as verdades mais elevadas. Também não perdem aquilo que compreenderam por causa da desatenção.
Não ficam presos aos preconceitos nem são desviados por observações precipitadas ou parciais. Consequentemente, não existe erro.
Ó lugar bendito, onde somente a verdade consegue entrar! Verdade sem mistura e sem disfarce, iluminando toda pessoa! Ali, não existe diferença de opiniões: todos pensam em harmonia; todos possuem um só coração e uma só mente.
Ali, aquela descendente do inferno chamada controvérsia, que transtorna este mundo, jamais poderá entrar. Aqueles que foram divididos por ela e muitas vezes clamaram com amargura: “Paz, paz!”, encontrarão aquilo que procuraram inutilmente: paz que ninguém lhes poderá retirar.
4. Apesar de tudo isso ser indescritivelmente grande, constitui a menor parte de sua libertação. No momento em que deixam o corpo, são libertos não apenas da perturbação dos maus, da dor, da enfermidade, da insensatez e da fraqueza, mas também, segundo a doutrina apresentada neste sermão inicial, de todo pecado.
Diante dessa libertação, todas as demais parecem desaparecer. Essa seria a canção de triunfo que cada pessoa ouviria ao entrar pelos portões do paraíso: “Agora que você morreu, já não peca. O pecado já não possui domínio sobre você. Morrendo, morreu de uma vez por todas para o pecado; vivendo, vive para Deus.”
Nota do editor: A ideia novamente expressa aqui, segundo a qual a morte destrói o pecado no coração humano, embora revestida da linguagem apostólica, pertence ao misticismo filosófico sustentado pelo senhor Wesley no início de sua vida e posteriormente rejeitado em favor da doutrina bíblica da salvação pela fé.
Segundo o Novo Testamento, todo crente já foi libertado do domínio do pecado, e a Bíblia jamais representa a inteira santificação da natureza humana como obra realizada pela morte. Ela é obra do Espírito Santo e não depende da dissolução do corpo, mas do exercício de fé constante no Salvador todo-poderoso.
5. Ali, então, “os cansados encontram descanso”. O sangue do Cordeiro curou todas as suas enfermidades, lavou-os completamente da maldade e purificou-os do pecado. A enfermidade da natureza foi curada; finalmente, foram restaurados à perfeita saúde espiritual.
Já não lamentam o conflito da carne contra o Espírito. A “lei existente nos membros” chegou ao fim e já não luta contra a lei da mente nem os conduz à escravidão do pecado. Nenhuma raiz de amargura permanece; não existem vestígios nem mesmo daquele pecado que facilmente os cercava; nenhum esquecimento daquele em quem vivem, se movem e existem; nenhuma ingratidão para com o bondoso Redentor, que entregou sua vida por eles; nenhuma infidelidade contra o Espírito bendito que durante tanto tempo suportou suas fraquezas.
Em resumo, ali não existe orgulho nem vontade própria. Aqueles que foram libertos da escravidão da corrupção poderão dizer uns aos outros, em sentido muito especial: “Amados, agora somos filhos de Deus. Ainda não se manifestou o que haveremos de ser, mas seremos semelhantes a ele, porque o veremos como ele é.”
6. Consideremos um pouco mais de perto a condição do cristão ao entrar no outro mundo. Suponhamos que “o fio de prata” da vida tenha acabado de romper-se e “a roda junto ao poço” tenha sido quebrada. O coração já não consegue bater, o sangue deixa de circular, o último sopro abandona os lábios, e a alma entra na eternidade.
Quais seriam os pensamentos de uma alma que acaba de vencer seu último inimigo, a morte; que observa debaixo de si o corpo do pecado e acaba de nascer para o mundo dos espíritos?
Como cantaria: “Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu poder? Graças a Deus, que me concede a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo! Ó dia feliz em que começo verdadeiramente a viver e experimentar minha liberdade original! Quando nasci de uma mulher, meus dias eram poucos e cheios de aflição. Aquele corpo corruptível me oprimia e me escravizava ao pecado e à dor.
“A armadilha, porém, foi quebrada, e fui liberta. Daqui em diante, já não conheço essas coisas. Aquela cabeça já não sente dor; aqueles olhos já não derramarão lágrimas; aquele coração já não será oprimido pela angústia, pelo medo, pela tristeza ou pela preocupação; aqueles membros já não serão atingidos pelo sofrimento. Sim, o pecado já não possui domínio sobre mim.
“Finalmente, separei-me de você, meu inimigo, e nunca mais verei sua face! Nunca mais serei infiel ao meu Senhor nem ofenderei os olhos de sua glória. Já não sou aquela criatura instável, inconstante e contraditória, que peca, arrepende-se e torna a pecar. Não! Jamais deixarei, de dia ou de noite, de amar e louvar o Senhor, meu Deus, com todo o coração e todas as forças.
“Mas quem são vocês? São todos estes espíritos servidores enviados para servir uma única herdeira da salvação? Então, adeus, pó e cinzas! Ouço uma voz do céu dizendo: ‘Venha e descanse de seu trabalho. Sua luta terminou, seu pecado foi perdoado, e os dias de sua tristeza chegaram ao fim.’”
7. Meus irmãos, essas verdades necessitam de pouca aplicação.
Vocês creem que essas coisas são verdadeiras? O que resta a cada um além de “deixar todo peso e correr com perseverança a carreira que está diante de nós”? Considerem todas as outras coisas como perda e lixo, especialmente os grandes ídolos chamados conhecimento e reputação, caso sejam procurados em medida ou com finalidade diferente daquela que conduz ao conhecimento e ao amor de Deus.
Conservem continuamente esta única coisa no coração quando estiverem sentados em casa, quando caminharem, quando se deitarem e quando se levantarem. Permaneçam sempre preparados, com as lâmpadas acesas, servindo ao Senhor Deus com todas as forças, para que, quando ele pedir sua alma, talvez numa hora inesperada, possam entrar naquele lugar “onde os maus cessam de perturbar e os cansados encontram descanso”.
Tradução em português atual a partir do original em domínio público (ed. Thomas Jackson, 1872), realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo Ildo Mello. Citações bíblicas conforme a NAA. Igreja Metodista Livre do Brasil.