SERMÃO 139
Sobre o amor
“Ainda que eu distribua todos os meus bens” — pregado em Savannah: sem o amor, nada sou; o amor como coração da verdadeira religião.
“E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, isso nada me adiantará.”
(1Co 13.3, NAA)Antes de ler
John Wesley pregou este sermão em Savannah, na Geórgia, antes de sua experiência de Aldersgate. Apesar disso, o texto já apresenta um tema que permaneceria central em toda sua teologia: o amor a Deus e ao próximo como essência da santidade cristã.
Wesley afirma que práticas religiosas, generosidade, sofrimento e até martírio não possuem valor salvador quando não procedem de um coração renovado pelo Espírito Santo. O amor não é simples emoção, mas disposição permanente que produz paciência, bondade, humildade e busca pelo bem de todas as pessoas.
As descrições dos últimos momentos de duas pessoas refletem a linguagem pastoral do século XVIII. O propósito não é estabelecer um padrão único para a experiência da morte, mas demonstrar que o amor de Deus poderá conceder paz mesmo em meio à fragilidade.
— Bispo Ildo Mello
Pregado em Savannah, em 20 de fevereiro de 1736.
[1.] Existe grande razão para temer que, no futuro, seja dito a respeito da maioria de vocês aqui presentes que esta passagem, assim como todas as outras que ouviram anteriormente, não lhes ofereceu proveito algum.
Talvez alguns não sejam suficientemente sérios para prestar atenção a ela. Alguns que prestam atenção não acreditarão. Alguns que acreditam considerarão a palavra difícil e procurarão esquecê-la tão rapidamente quanto possível.
Entre os poucos que a recebem alegremente durante algum tempo, alguns não possuem raiz de humildade ou abnegação. Quando surgir perseguição por causa da Palavra, preferirão afastar-se a sofrer por ela.
Até mesmo entre aqueles que prestam atenção, acreditam, lembram e recebem a Palavra tão profundamente no coração que ela cria raízes, resiste ao calor da tentação e começa a produzir fruto, nem todos produzirão fruto até a perfeição.
As preocupações ou os prazeres do mundo e o desejo por outras coisas — talvez não percebidos anteriormente — crescerão juntamente com a Palavra e a sufocarão.
[2.] Eu, que anuncio a Palavra de Deus, não estou mais protegido desses perigos do que vocês que a ouvem.
Também preciso lamentar a existência de “um coração mau e descrente”.
Sempre que Deus permitir que surja perseguição, ainda que seja apenas a leve perseguição do desprezo público, talvez eu seja o primeiro a tropeçar.
Mesmo que seja capacitado a suportá-la, caso Deus permita que as preocupações do mundo se lancem sobre mim ou deixe de guardar-me daqueles prazeres que não conduzem a ele e do desejo por outras coisas além de conhecê-lo e amá-lo, certamente serei vencido.
Depois de ter pregado aos outros, eu mesmo poderei ser desqualificado.
[3.] Por que, então, anuncio esta Palavra?
Porque me foi confiada a responsabilidade de pregar o evangelho.
Embora não saiba aquilo que farei amanhã, hoje anunciarei o evangelho.
Quanto a vocês, minha missão é esta:
“Filho do homem, eu o envio a eles. Você lhes dirá: Assim diz o Senhor Deus, quer ouçam, quer deixem de ouvir.”
[4.] Assim diz o Senhor Deus:
“Se você deseja entrar na vida, guarde os mandamentos.”
Para isso, “creia no Senhor Jesus e você será salvo”.
“Não deixe de congregar-se, como é costume de alguns.”
Em secreto, “ore ao Pai, que vê em secreto”, e derrame diante dele o coração.
Faça da Palavra de Deus “lâmpada para os seus pés e luz para o seu caminho”.
Conserve-a no coração e na boca quando estiver sentado em casa, quando estiver caminhando, quando se deitar e quando se levantar.
Volte-se para Deus com jejum, assim como com oração.
Em obediência ao Redentor que morreu por você, comendo o pão e bebendo o cálice, anuncie a morte do Senhor até que ele venha.
Pelo poder recebido do alto por meio desses meios, pratique tudo aquilo que a Lei ordena e evite tudo aquilo que proíbe, sabendo que aquele que tropeça num só ponto se torna culpado de todos.
“Não se esqueça de praticar o bem e de repartir com os outros.”
Enquanto possuir oportunidade, pratique todo o bem que puder em favor de todas as pessoas.
Depois, negue a si mesmo, tome diariamente sua cruz e, caso seja chamado a isso, resista até o sangue.
Quando cada um puder dizer: “Tudo isso tenho praticado”, diga ainda a si mesmo estas palavras, diante das quais não apenas pessoas semelhantes a Félix, mas a alma mais santa da terra poderá tremer:
“Ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, isso nada me adiantará.”
É, portanto, extremamente importante que compreendamos:
I. O sentido completo das palavras: “Ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e entregue meu corpo para ser queimado”;
II. O verdadeiro significado da palavra “amor”;
III. Em que sentido se afirma que, sem amor, todas essas coisas não nos oferecem proveito algum.
O SENTIDO COMPLETO DAS PALAVRAS
A palavra empregada por Paulo significa propriamente dividir em pequenos pedaços e depois distribuir aquilo que foi dividido.
Consequentemente, não significa simplesmente abandonar de uma só vez todos os bens que possuímos, movidos por um momento de desgosto com o mundo ou por súbito impulso de devoção.
Significa uma decisão consciente, realizada de maneira calma, firme e perseverante.
Poderá também significar que isso não é feito por vaidade, mas, pelo menos parcialmente, com motivação correta: o propósito de obedecer ao mandamento de Deus e o desejo de alcançar seu Reino.
Também deve ser observado que a expressão “entregue meu corpo” significa realmente oferecer alguma coisa segundo decisão estabelecida.
Assim como a palavra anterior, não representa ação precipitada e irrefletida, mas atitude praticada com plena consciência e coração decidido, segundo resolução tomada anteriormente.
O sentido completo das palavras, portanto, é este — quem possui ouvidos para ouvir, ouça:
“Ainda que eu distribuísse todos os bens de minha casa para alimentar os pobres; ainda que fizesse isso depois de escolha madura e deliberada; ainda que passasse a vida distribuindo-os pessoalmente, com as próprias mãos, e fizesse isso com o propósito de obedecer a Deus;
“Ainda que, movido pelo mesmo propósito, enfrentasse não somente desprezo e vergonha, mas também correntes e prisão, fazendo tudo isso continuamente e sem aceitar livramento;
“Mais ainda: ainda que enfrentasse a própria morte, e morte praticada da maneira mais terrível para a natureza humana;
“Apesar disso, caso não possuísse amor — o amor de Deus e de toda a humanidade, derramado no coração pelo Espírito Santo que me foi concedido —, tudo isso não me ofereceria proveito algum.”
O QUE É O AMOR
Investiguemos agora o que é esse amor e qual é o verdadeiro significado da palavra.
Podemos considerá-lo segundo suas características e seus efeitos.
Para não existir possibilidade alguma de engano, não seguiremos o julgamento humano, mas procuraremos no próprio Senhor uma descrição da natureza do amor e em seu apóstolo inspirado a descrição de seus efeitos.
O amor exigido por nosso Senhor de todos os seus seguidores é o amor a Deus e às pessoas: a Deus por causa dele mesmo e às pessoas por causa de Deus.
O que significa amar a Deus?
Significa encontrar prazer nele, alegrar-se em sua vontade, desejar continuamente agradá-lo, procurar e encontrar nele nossa felicidade e ter sede, dia e noite, de desfrutar mais plenamente de sua presença.
Quanto à medida desse amor, nosso Senhor declarou claramente:
“Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração.”
Isso não significa que não devamos amar ou encontrar prazer em alguma coisa além de Deus.
Ele ordenou não somente que amássemos nosso próximo — isto é, todas as pessoas — como a nós mesmos, desejando e procurando sua felicidade com a mesma sinceridade e constância com que procuramos a nossa, mas também que amássemos muitas de suas criaturas no sentido mais verdadeiro: encontrando prazer nelas e desfrutando delas.
Devemos, porém, fazê-lo somente da maneira e na medida em que sabemos e sentimos que esse prazer não nos torna indispostos para desfrutar de Deus, mas nos prepara para isso.
Somos chamados, portanto, a amar a Deus com todo o coração.
O apóstolo descreve neste capítulo os efeitos ou as características desse amor.
Todos eles são sinais infalíveis pelos quais qualquer pessoa poderá julgar se possui ou não esse amor. Por isso, merecem nossa mais profunda consideração.
1. “O amor é paciente”
Caso você ame o próximo por causa de Deus, suportará pacientemente suas fraquezas.
Caso lhe falte sabedoria, você terá compaixão, em vez de desprezá-lo.
Caso esteja no erro, procurará recuperá-lo com mansidão, sem agressividade ou insulto.
Caso seja surpreendido em alguma falta, você procurará restaurá-lo com espírito de mansidão.
Caso isso não possa ser realizado rapidamente, terá paciência, esperando que Deus finalmente o conduza ao conhecimento e ao amor da verdade.
Diante de todas as provocações, produzidas pela fraqueza ou pela maldade humana, você será exemplo de gentileza e mansidão.
Ainda que as provocações se repitam muitas vezes, não será vencido pelo mal, mas vencerá o mal com o bem.
Ninguém engane você com palavras vazias: aquele que não é paciente dessa maneira não possui amor.
2. “O amor é bondoso”
Todo aquele que experimenta o amor de Deus e das pessoas derramado no coração sente sede ardente e contínua pela felicidade de todas as criaturas humanas.
Sua alma se derrete diante do intenso desejo de promover essa felicidade.
Da abundância do coração, sua boca fala. Em sua língua encontra-se a lei da bondade.
A mesma bondade fica impressa em todas as suas ações.
A chama interior trabalha continuamente e se espalha cada vez mais em toda demonstração de boa vontade para com aqueles com quem convive.
Quer pense, quer fale, quer pratique alguma coisa, tudo se dirige para a mesma finalidade: promover, de todas as maneiras possíveis, a felicidade de todas as criaturas humanas.
Não enganem, portanto, a própria alma: aquele que não é bondoso dessa maneira não possui amor.
3. “O amor não arde em ciúmes”
Isso já está implícito na declaração de que o amor é bondoso.
A bondade e a inveja são incompatíveis. Não podem permanecer juntas, assim como a luz e as trevas não podem.
Caso desejemos sinceramente toda espécie de felicidade para todas as pessoas, não poderemos ficar tristes diante da felicidade de alguém.
A realização de nosso desejo será agradável à nossa alma. Estaremos muito distantes de sentir sofrimento por causa dela.
Caso pratiquemos sempre todo o bem que pudermos ao próximo e desejemos ser capazes de fazer ainda mais, será impossível lamentarmos algum bem recebido por ele.
Esse bem será justamente a alegria de nosso coração.
Independentemente da maneira pela qual enganemos a nós mesmos ou uns aos outros, aquele que possui inveja não possui amor.
4. “O amor não se exibe”
A expressão poderá ser traduzida mais adequadamente assim: o amor não é precipitado nem apressado em julgar.
Aqueles que amam o próximo por causa de Deus não aceitarão facilmente opinião negativa a respeito de alguém para quem desejam todo bem, tanto espiritual quanto temporal.
Não o condenarão nem mesmo no coração sem provas.
Também não o farão com base em provas superficiais.
Na realidade, não o condenarão diante de prova alguma sem primeiro, caso seja possível, colocar diante de si a pessoa e seu acusador ou, pelo menos, informá-la sobre a acusação e permitir que fale em própria defesa.
Cada um de vocês reconhece que precisa agir assim em relação à pessoa que ama ternamente.
Por isso, aquele que não age assim não possui amor.
5. “O amor não se enche de orgulho”
Você não consegue prejudicar deliberadamente alguém que ama.
Caso ame a Deus com todo o coração, não conseguirá prejudicá-lo roubando sua glória e atribuindo a si mesmo aquilo que pertence somente a ele.
Reconhecerá que tudo aquilo que é e possui pertence a Deus.
Reconhecerá que, sem ele, nada poderá fazer; que ele é sua luz e sua vida, sua força e seu tudo; e que você nada é — sim, menos do que nada — diante dele.
Caso ame o próximo como a si mesmo, não conseguirá preferir-se a ele.
Mais ainda: não conseguirá desprezar alguém, assim como não conseguirá odiá-lo.
Considerará as outras pessoas superiores a si mesmo.
Assim como a cera derrete diante do fogo, o orgulho derrete diante do amor.
Toda arrogância, seja do coração, da linguagem ou do comportamento, desaparece onde o amor prevalece.
O amor derruba o olhar altivo daquele que se orgulhava da própria força e o transforma numa criança: desconfiada de si mesma, disposta a ouvir, alegre em aprender, facilmente convencida e facilmente persuadida.
Todo aquele que possui disposição diferente abandone toda esperança enganosa: está cheio de orgulho e, portanto, não possui amor.
SEM AMOR, NADA APROVEITA
Resta investigar em que sentido se poderá afirmar:
“Ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e entregue meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, isso nada me adiantará.”
O principal sentido das palavras é, sem dúvida, este:
Independentemente daquilo que façamos ou soframos, caso não sejamos renovados no espírito da mente pelo amor de Deus derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi concedido, não conseguiremos entrar na vida eterna.
Ninguém poderá entrar ali a não ser em virtude da aliança que Deus concedeu à humanidade por meio do Filho de seu amor.
Como as verdades gerais normalmente nos impressionam menos, consideremos um ou dois aspectos específicos nos quais tudo aquilo que fazemos ou sofremos, sem amor, não oferece proveito algum.
Primeiramente, sem amor, nada poderá tornar nossa vida verdadeiramente feliz.
Em segundo lugar, sem amor, nada poderá tornar nossa morte tranquila.
1. Sem amor, nada poderá tornar a vida feliz
Por felicidade não compreendo prazer pequeno e superficial, que talvez comece e termine dentro da mesma hora.
Refiro-me à condição de bem-estar que satisfaz a alma e lhe concede contentamento firme e duradouro.
Nada sem amor poderá produzir nossa felicidade presente. Isso aparece claramente por meio de uma única consideração:
Não podemos deixar de possuir amor nem mesmo num único aspecto sem experimentar sofrimento. Quanto mais nos afastamos dele, maior se torna o sofrimento.
Falta-lhe paciência?
Na medida em que lhe falta paciência, falta-lhe felicidade.
Quanto mais as disposições contrárias — ira, irritação e desejo de vingança — prevalecem, mais infeliz você se torna.
Você sabe disso e o experimenta.
A tempestade não poderá ser acalmada, nem a paz poderá retornar à sua alma, enquanto a mansidão, a gentileza, a paciência — em uma palavra, o amor — não tomarem posse dela.
Alguém encontra dentro de si má vontade, maldade, inveja ou alguma outra disposição contrária à bondade?
Então, ali existe sofrimento.
Quanto mais forte é essa disposição, mais infeliz se torna a pessoa.
Caso se possa dizer que a pessoa preguiçosa destrói a si mesma, isso se aplica ainda mais à pessoa maldosa ou invejosa.
Sua alma já se encontra cheia de sofrimento e de perversidade. Carrega dentro de si as consequências de suas disposições pecaminosas e caminha em direção à separação definitiva de Deus.
O grande abismo entre ela e o céu, porém, ainda não foi estabelecido.
Ainda existe um Espírito pronto para ajudar em suas fraquezas.
Caso levante as mãos ao céu e lamente sua ignorância e miséria, o Espírito permanece disposto a purificar seu coração das afeições indignas, renová-lo no amor de Deus e conduzi-lo da felicidade presente à felicidade eterna.
2. Sem amor, nada poderá tornar a morte tranquila
Sem amor, nada poderá tornar a morte verdadeiramente confortável.
Por “confortável” não compreendo uma morte insensível ou inconsciente.
Não afirmaria que alguém morreu confortavelmente apenas por ter perdido repentinamente a consciência ou por ter morrido sem perceber aquilo que acontecia.
Também não considero confortável a morte da pessoa cuja consciência ficou insensível e que morreu sem preocupação alguma, como os animais que perecem.
Por morte confortável compreendo passagem calma desta vida, cheia de paz e alegria equilibradas e conscientes.
Todas as ações e todos os sofrimentos existentes no mundo não conseguem produzir semelhante morte sem amor.
Para tornar isso ainda mais evidente, não posso apelar à experiência pessoal de vocês, mas posso recorrer àquilo que vimos e à experiência das outras pessoas.
Eu mesmo contemplei duas pessoas deixando esta vida da maneira que considero verdadeiramente confortável, embora não com a mesma medida de consolação.
Uma possuía claramente maior consolo do que a outra porque possuía maior amor.
Acompanhei a primeira durante grande parte de sua última provação e também quando entregou a alma a Deus.
Ela exclamou:
“Deus me disciplina por meio de grande dor, mas agradeço-lhe por todas as coisas! Bendigo-o por tudo! Amo-o em tudo!”
Pouco antes de sua libertação, perguntaram:
“As consolações de Deus são pequenas para você?”
Respondeu em voz alta:
“Não, não, não!”
Chamando pelo nome todos aqueles que se encontravam próximos, disse:
“Pensem no céu! Falem sobre o céu! Todo o tempo em que não pensamos no céu é desperdiçado!”
Essa era a voz do amor. Na medida em que o amor prevalecia, tudo era consolo, paz e alegria.
Como, porém, seu amor não era perfeito, também seu consolo não era perfeito.
Existiam intervalos de irritação e, consequentemente, de sofrimento.
As duas coisas ofereciam prova incontestável de que o amor poderá tornar agradáveis tanto a vida quanto a morte.
Quando o amor está ausente ou obscurecido na alma, não existe ali paz nem consolo.
Foi neste lugar que contemplei o outro bom soldado de Jesus Cristo enfrentando seu último inimigo, a morte.
Era realmente espetáculo digno de ser contemplado por Deus, pelos anjos e pelos seres humanos.
Parte de sua última respiração foi utilizada num salmo de louvor àquele que lhe concedia a vitória. Tendo certeza dela, começou a triunfar ainda durante a batalha.
Perguntaram-lhe:
“Você possui o amor de Deus no coração?”
Levantou os olhos e as mãos e respondeu:
“Sim, sim!”, com toda a força que ainda possuía.
Outra pessoa perguntou se sentia medo do diabo, que havia acabado de mencionar como aquele que realizava seu último ataque.
Respondeu:
“Não, não! Meu amado Salvador venceu todos os inimigos. Ele está comigo. Não temo coisa alguma.”
Pouco depois, declarou:
“O caminho para nosso amado Salvador é difícil, mas é curto.”
Não demorou até que entrasse numa espécie de sono, durante o qual sua alma retornou suavemente a Deus, que a havia concedido.
Ali não existia mistura de paixão ou disposição contrária ao amor. Por isso, não existia sofrimento interior.
O perfeito amor afastava tudo aquilo que poderia produzir tormento.
Quem quer que seja você, caso possua medida semelhante de amor, seu fim será semelhante ao dele.
Tradução em português atual a partir do original em domínio público (ed. Thomas Jackson, 1872), realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo Ildo Mello. Citações bíblicas conforme a NAA. Igreja Metodista Livre do Brasil.