Charles Wesley · Hymns for the National Fast, Feb. 8, 1782 (Londres: Paramore, 1782)

Hinos para o Jejum Nacional

15 hino(s)/peça(s)

Hino IHino IIHino IIIHino IV. Habacuque 1Hino VHino VI. Malaquias 4.1Hino VIIHino VIIIHino IXHino XHino XI. Parte PrimeiraHino XII. Parte SegundaHino XIIIHino XIV. Pela pazHino XV. Outro [pela paz]

Hino I

Original1Let every prophet cry aloud,Lift up the voice, the trumpet blow,Shew their transgression to the crowd,The nation’s sin to Britons show,That sin which marks the worst of times,Which heaven with most displeasure sees,Which fills the measure of our crimes,Profane, extreme UNGODLINESS!
Tradução1Clame em alta voz todo profeta,erga a voz, toque a trombeta (Is 58.1),mostre à multidão a sua transgressão,revele aos britânicos o pecado da nação,aquele pecado que marca os piores tempos,que o céu vê com o maior desagrado,que enche a medida dos nossos crimes,a profana e extrema IMPIEDADE!
2Thro’ every rank and order spread:The poor and rich, the low and high,Alike disdain their God to dread,And him throughout their lives deny:His laws, thro’ ignorance of him,His providence they dare disown,Neglect, despise, insult, blaspheme,And all defy the God unknown.
2Espalhada por toda classe e ordem:o pobre e o rico, o humilde e o nobre,igualmente desdenham temer o seu Deus,e o negam por toda a vida:as suas leis, por ignorância dele,a sua providência, ousam repudiar,negligenciam, desprezam, insultam, blasfemam,e todos desafiam o Deus desconhecido.
3Their oaths have caus’d the land to mourn,The land to its foundations shook,And still the profligates foreswornAre blind to the impending stroke:His outstretch’d arm they will not see,His thunder’s voice they will not hear,But mock at their calamity,And triumph in destruction near.
3Os seus juramentos fizeram a terra pranteá-la (Jr 23.10),a terra estremecida até os alicerces,e ainda os devassos perjurosestão cegos ao golpe iminente:o seu braço estendido não querem ver,a voz do seu trovão não querem ouvir,mas zombam da sua calamidade,e triunfam com a destruição já perto.
4God is not in their thoughts, or ways;As atheists in the world they live,A cursing, curst, abandon’d race,To Satan’s will themselves they give,Daily devote themselves to hell;And when they in their sins expire,Convinc’d, alas, too late, they feelThe real, true, eternal fire.
4Deus não está nos seus pensamentos, ou caminhos (Sl 10.4);como ateus vivem no mundo,raça que amaldiçoa, amaldiçoada e abandonada,à vontade de Satanás se entregam,diariamente se votam ao inferno;e, quando expiram nos seus pecados,convencidos, ai, tarde demais, sentemo real, verdadeiro e eterno fogo.
5The pit of bottomless despairHath oped its mouth to take them in:Yet still our nation doth not bearThe utmost penalty of sin:Some unknown friend before the throneTo God the just for mercy prays,And will not let his wrath alone,To swallow up our impious race.
5O abismo do desespero sem fundoabriu a boca para os engolir:contudo, a nossa nação ainda não sofrea pena extrema do pecado:algum amigo desconhecido, diante do trono,ao Deus justo ora por misericórdia,e não deixa a sua ira sozinhaengolir a nossa raça ímpia.
6A few at this tremendous hour,Whose faithful prayer doth heaven assail,One with their head, exert their power,And wrestling on with God prevail:Their prayer a longer space supplies,Their prayer hath power with God, we know,Who are not lifting up our eyesWith fiends and infidels below.
6Uns poucos, nesta hora tremenda,cuja oração fiel assalta o céu,unidos à sua Cabeça, exercem o seu poder,e, lutando com Deus, prevalecem (Gn 32.28):a sua oração concede mais um prazo,a sua oração tem poder com Deus, bem o sabemos,nós que não erguemos os nossos olhoscom os demônios e infiéis lá embaixo.
7God of all grace and patience, hearThe prayer presented thro’ thy Son,Who doth our Advocate appear,Who made our every sin his own:Justice and us he stands between;His blood hath quench’d the wrath of heaven,His blood—which cleanses from all sin,And speaks a guilty world forgiven.
7Deus de toda graça e paciência, ouvea oração apresentada por teu Filho,que aparece como o nosso Advogado (1Jo 2.1),que fez seu cada pecado nosso:entre a justiça e nós ele se põe;o seu sangue apagou a ira do céu,o seu sangue, que purifica de todo pecado (1Jo 1.7),e declara perdoado um mundo culpado.

Hino II

Original1God of tremendous power,Our evils we confess,And prostrate in the dust, adoreThy sov’reign righteousness,Which cuts our Israel short,Which lays our nation low,And gives us up the scorn and sportOf every taunting foe.
Tradução1Deus de tremendo poder,confessamos os nossos males,e, prostrados no pó, adoramosa tua soberana justiça,que reduz o nosso Israel,que abate a nossa nação,e nos entrega ao escárnio e à zombariade todo inimigo que nos insulta.
2Stricken so oft, we mourn,But fear to ask thy aid,By vile, intestine vipers torn,By faithless friends betray’d,By factions fierce and bold,Rebellion’s sworn allies,Traitors, who have their country sold,And on its ruins rise.
2Feridos tantas vezes, choramos,mas tememos pedir o teu auxílio,dilacerados por víboras vis e intestinas,traídos por amigos infiéis,por facções ferozes e ousadas,aliadas juradas da rebelião,traidores que venderam a sua pátria,e sobre as suas ruínas se erguem.
3‘Gainst our anointed LordThe parricides conspire,With lies and calumnies abhorr’dTh’ unthinking people fire,From all restraint set free,Fit instruments of ill,And mad with rage of libertyTo do whate’er they will.
3Contra o nosso ungido senhorconspiram os parricidas,com mentiras e calúnias detestáveisinflamam o povo irrefletido,soltos de todo freio,instrumentos aptos para o mal,e loucos de fúria de liberdadepara fazer o que bem quiserem.
4Of sense thou dost bereaveThe slaves of every vice,And to our own confusions leave,And sin by sin chastise;While from one wickednessWe to another fall,Till the dark, bottomless abyssYawns, and receives us all.
4Do bom senso privasos escravos de todo vício,e às nossas próprias confusões nos deixas,e pecado com pecado castigas;enquanto de uma maldadea outra caímos,até que o escuro abismo sem fundose escancara, e a todos nos recebe.
5Alas, what shall we do,T’ escape our instant doom?If thou art just, if thou art true,The threat’ned curse must come;On such a land as thisThy soul must vengeance take,Nor can thy plagues and judgments cease,Till we our sins forsake.
5Ai, que faremos,para escapar da nossa iminente sentença?Se tu és justo, se tu és verdadeiro,a maldição ameaçada há de vir;de uma terra como estaa tua alma há de vingar-se (Jr 5.9),nem podem cessar as tuas pragas e juízos,enquanto não abandonarmos os nossos pecados.
6O were the work begun,O were our hearts inclin’dThe dire destroyer’s paths to shun,The way of peace to find!Casting our sins away,Might all our nation grieve,To-day, while it is call’d to-day,Return, repent, and live!
6Ah, se a obra estivesse começada,ah, se os nossos corações estivessem inclinadosa evitar as sendas do terrível destruidor,a achar o caminho da paz!Lançando fora os nossos pecados,que toda a nossa nação se entristecesse,hoje, enquanto se chama hoje (Hb 3.13),voltasse, se arrependesse, e vivesse!
7Father, if still we haveAn Advocate with thee,Who can ev’n to the utmost saveFrom sin and misery,Let justice strike, or spare,We leave it to thy Son,And only offer up his prayer,Father, thy will be done!
7Pai, se ainda temosum Advogado junto a ti,que pode salvar até o extremo (Hb 7.25)do pecado e da miséria,que a justiça fira, ou poupe,deixamos isso ao teu Filho,e só elevamos a sua oração:Pai, seja feita a tua vontade!

Hino III

Original1Thou awful God of righteousness,Whose heavy chastisements we bear,We mournfully our sins confess,Which would not suffer thee to spare,But urg’d the lingring ruin on,And forc’d thy heaviest judgments down.
Tradução1Ó terrível Deus de justiça,cujos pesados castigos suportamos,pesarosos confessamos os nossos pecados,que não permitiram que nos poupasses,mas apressaram a ruína que tardava,e forçaram a descer os teus mais pesados juízos.
2Year after year, thy patient graceHath waited our return to thee,With mercies bless’d a thankless race,With wide-extended victory,And forc’d the nations to submit,And bruis’d our foes beneath our feet.
2Ano após ano, a tua graça pacienteesperou o nosso retorno a ti,com misericórdias abençoou uma raça ingrata,com vitória largamente estendida,e forçou as nações a submeter-se,e esmagou os nossos inimigos debaixo dos nossos pés.
3But drunk with insolence of power,And surfeited with every good,We thought not in our prosperous hour,How soon thou couldst abase the proud,The victors crush, the vanquish’d raise,And crown our en’mies with success.
3Mas embriagados pela insolência do poder,e saciados de todo bem,não pensamos, na nossa hora próspera,quão depressa poderias humilhar os soberbos,esmagar os vencedores, erguer os vencidos,e coroar de êxito os nossos inimigos.
4Therefore a sad reverse we find,So suddenly of late brought low,Scourg’d by the basest of mankind,Who aim’d by one destructive blowOur plunder’d cities to consume,And seal a sinful nation’s doom.
4Por isso encontramos um triste revés,tão de repente ultimamente abatidos,açoitados pelos mais vis dos homens,que pretenderam, com um só golpe destruidor,consumir as nossas cidades saqueadas,e selar a sentença de uma nação pecadora.
5Therefore the sword abroad bereaves,And thousands and ten thousands fall;America the yoke receivesOf rebels, and perfidious Gaul;We weep our friends in pieces torn,And the dismember’d empire mourn.
5Por isso a espada, lá fora, ceifa,e milhares e dezenas de milhares caem;a América recebe o jugodos rebeldes, e da pérfida Gália;choramos os nossos amigos despedaçados,e pranteamos o império desmembrado.
6Thou hast an evil spirit sent,Brethren from brethren to divide,Our land is into parties rent,And discord storms on every side,And Britain’s sons, her curse and shame,Throw oil on the outrageous flame.
6Enviaste um espírito mau (Jz 9.23),para dividir irmãos de irmãos,a nossa terra está rasgada em partidos,e a discórdia se enfurece por todos os lados,e os filhos da Grã-Bretanha, sua maldição e vergonha,lançam óleo na chama ultrajante.
7Britain thou hast to traitors sold,To faction’s and rebellion’s friends,Who having quench’d their thirst of gold,And serv’d their own flagitious ends,For shelter to a party fly,And laws, and king, and God defy.
7A Grã-Bretanha vendeste aos traidores,aos amigos da facção e da rebelião,que, tendo saciado a sua sede de ouro,e servido aos seus próprios fins infames,buscam abrigo num partido,e desafiam as leis, o rei e Deus.
8Wild, independent anarchy,Sad presage of a nation’s fall,And every order and degreeCorrupt, profane, for vengeance call,The noble and ignoble crowd,Whose lives declare There is no God.
8Anarquia selvagem e independente,triste presságio da queda de uma nação,e toda ordem e categoria,corrupta, profana, clama por vingança,a turba nobre e ignóbil,cujas vidas declaram: Não há Deus (Sl 14.1).
9Yet hast thou, Lord, a remnant still,Who for their guilty brethren plead,And wait the counsels of thy will,Th’ event by sov’reign love decreed,Whether thou wilt no longer spare,Or give us to thy people’s prayer.
9Contudo, ainda tens, Senhor, um remanescente,que intercede pelos seus irmãos culpados,e espera os conselhos da tua vontade,o desfecho decretado pelo amor soberano,se não mais quererás poupar,ou se nos concederás à oração do teu povo.
10Father of everlasting love,In Jesu’s name and Spirit we cry,Thy judgments with their cause remove,Who wouldst not have one sinner die,Millions in Christ accepted see,And bid us live, restor’d, to thee.
10Pai do amor eterno,no nome e no Espírito de Jesus clamamos,remove os teus juízos com a sua causa,tu que não quiseste que um só pecador morresse (Ez 18.32),vê milhões aceitos em Cristo,e manda-nos viver, restaurados, para ti.

Hino IV. Habacuque 1

Original1How long, to thee, O God, shall IOf violence and oppression cry,And thou refuse to hear?Fresh scenes of wickedness I see,Of bloody strife and cruelty,But no deliverance near.
Tradução1Até quando, a ti, ó Deus, clamareide violência e opressão (Hc 1.2),e recusarás ouvir?Novas cenas de maldade eu vejo,de contenda sangrenta e crueldade,mas nenhum livramento perto.
2Why dost thou to thy servants showSpoiling, and waste, and grievous woe,Which force me to complain:Tyrants and demagogues arise,Where’er I turn my blasted eyes,And fill my heart with pain.
2Por que mostras aos teus servosrapina, e devastação, e dolorosa aflição (Hc 1.3),que me forçam a queixar-me:tiranos e demagogos se levantam,onde quer que eu volte os olhos fulminados,e enchem de dor o meu coração.
3The silent laws have lost their force,Where rebels arm’d obstruct their course,And grasp at sov’reign power,Their law their own despotic will,Their whole delight to slay and kill,To murther and devour.
3As leis silenciadas perderam a sua força (Hc 1.4),onde rebeldes armados obstruem o seu curso,e se apoderam do poder soberano,a sua lei, a sua própria vontade despótica,todo o seu deleite, abater e matar,assassinar e devorar.
4Suffer’d by thee, their swift allies,Whom treach’rous Babylon supplies,To their assistance haste,March thro’ a land that is not theirs,Impatient to demand their shares,And seize the whole at last.
4Tolerados por ti, os seus velozes aliados,que a traiçoeira Babilônia fornece,apressam-se em seu socorro,marcham por uma terra que não é sua (Hc 1.6),impacientes por exigir as suas partes,e enfim apoderar-se do todo.
5As hungry wolves, they come from far,With violent rage to rend, and tearAmerica opprest,As eagles to the carcase fly,And enemies and friends must die,To furnish out the feast.
5Como lobos famintos, vêm de longe (Hc 1.8),com fúria violenta, para dilacerar e rasgara América oprimida,como águias voam à carniça,e inimigos e amigos hão de morrer,para prover o banquete.
6O Lord, my God, my holy one,High on thine everlasting throne,Whom Britain’s crimes offend,Thou wilt not give our nation upTo the destroyer’s will, but hopeAnd peace is in our end.
6Ó Senhor, meu Deus, meu Santo (Hc 1.12),no alto do teu trono eterno,a quem os crimes da Grã-Bretanha ofendem,não entregarás a nossa naçãoà vontade do destruidor, mas esperançae paz há no nosso fim.
7More righteous than ourselves are theyWho scourge us in our evil day?Or dost thou chuse the worst,Thy wrath vindictive to reveal,Thy lighter chastisements to deal,And punish us the first?
7Serão mais justos do que nós aquelesque nos açoitam no nosso dia mau (Hc 1.13)?Ou escolhes os piores,para revelar a tua ira vingadora,para nos dar os teus castigos mais leves,e punir-nos primeiro?
8Thy purer eyes abhor to see,Or look upon iniquity,Nor wilt thou always bearWith treach’rous and blood thirsty men,Who have their juster brethren slain,And all thy judgments dare.
8Os teus olhos mais puros abominam ver,ou contemplar a iniquidade (Hc 1.13),nem sempre suportaráshomens traiçoeiros e sedentos de sangue,que mataram os seus irmãos mais justos,e desafiam todos os teus juízos.
9Fishers of men, by Satan sent,They hunt them thro’ the continent,And catch them in their toils,As reptiles vile they tread them down,And then proclaim their own renown,And glory in their wiles.
9Pescadores de homens, enviados por Satanás (Hc 1.14-15),caçam-nos por todo o continente,e os apanham nas suas redes,como répteis vis os pisam,e depois proclamam a sua própria fama,e se gloriam nos seus ardis.
10But soon their evil day shall come,And thou, the righteous God, consumeThe weapons of thine ire:Yet merciful when once severe,O let them have their chast’ning here,And ‘scape th’ eternal fire!
10Mas logo virá o seu dia mau,e tu, ó Deus justo, consumirásas armas da tua ira:contudo, misericordioso ainda quando severo,ah, que tenham aqui o seu castigo,e escapem do fogo eterno!

Hino V

Original1Happy, for ever happy they,Taken from the evil day,Who will not live to seeTheir country wasted and o’erthrown,Or swell the sympathizing groanAt Britain’s misery.
Tradução1Felizes, para sempre felizes aquelestirados do dia mau (Is 57.1),que não viverão para vera sua pátria devastada e destruída,ou para engrossar o gemido solidáriodiante da miséria da Grã-Bretanha.
2The great vindictive day’s begun,God’s destructive work we own,Which general horror spreads;His thunders roar, his lightnings shine,And vials big with wrath divineAre bursting on our heads.
2O grande dia da vingança começou,reconhecemos a obra destrutiva de Deus,que espalha horror geral;os seus trovões rugem, os seus relâmpagos brilham,e taças cheias da ira divina (Ap 16.1)rebentam sobre as nossas cabeças.
3But while the showers of vengeance come,May not prayer prevent our doom,And save us from the fire?Have we no part in Abraham’s God?Or is it not in Jesu’s bloodTo quench thy flaming ire?
3Mas, enquanto vêm as chuvas da vingança,não poderá a oração impedir a nossa sentença,e salvar-nos do fogo?Não temos parte no Deus de Abraão?Ou não está no sangue de Jesusapagar a tua ira flamejante?
4With the flagitious multitudeWilt thou slay the just and good,In whom thou dost delight,The men who tremble at thy word?Or shall not the great judge and LordOf all the earth do right?
4Com a multidão infamematarás o justo e o bom,em quem te comprazes,os homens que tremem à tua palavra?Ou não fará o grande juiz e Senhorde toda a terra o que é justo? (Gn 18.25)
5Wouldst thou for fifty righteous men,Wouldst thou for the sake of tenHave spar’d the wicked place?And wilt thou not ten thousand hear,Who ceaseless advocates appearFor our abandon’d race?
5Não terias, por cinquenta justos,não terias, por causa de dez (Gn 18.32),poupado o lugar ímpio?E não ouvirás dez mil,que aparecem como intercessores incessantespela nossa raça abandonada?
6Ten thousand now unite their criesMingled with that sacrificeWhich did for all atone;Thy church, in one request agreed,For mercy ask, and only pleadThe death of Abraham’s Son.
6Dez mil agora unem os seus clamores,mesclados com aquele sacrifícioque por todos expiou;a tua igreja, unida num só pedido,roga por misericórdia, e só alegaa morte do Filho de Abraão.
7The Son of Abraham, and thine,Just with righteousness divine,Doth in his members pray:Our powerful Advocate and head,He ever lives to intercede,And turn thy wrath away.
7O Filho de Abraão, e o teu,justo com justiça divina,ora nos seus membros:o nosso poderoso Advogado e Cabeça,ele vive sempre para interceder (Hb 7.25),e desviar a tua ira.
8Thou always hear’st thy favourite Son:Make in him thy mercy known,That all again may seeBritannia pluck’d out of the flame,And glorify our Saviour’s name,For ever one with thee.
8Sempre ouves o teu Filho predileto (Jo 11.42):faze nele conhecida a tua misericórdia,para que todos de novo vejama Britânia arrancada da chama,e glorifiquem o nome do nosso Salvador,para sempre um contigo.

Hino VI. Malaquias 4.1

Original1O Lord of hosts, to whom are knownThy works of judgment and of grace,If thy great day is now begun,And doth as a fierce furnace blaze,The sons of pride shall be cast in,And all the harden’d slaves of sin.
Tradução1Ó Senhor dos exércitos, a quem são conhecidasas tuas obras de juízo e de graça,se o teu grande dia já começou,e arde como uma fornalha feroz (Ml 4.1),os filhos da soberba serão nela lançados,e todos os endurecidos escravos do pecado.
2Expos’d to thy vindictive ireThe workers of iniquity,As fewel for the quenchless fire,As stubble, all burnt up shall be,(So doth thy righteous will ordain)And neither root nor branch remain.
2Expostos à tua ira vingadora,os que praticam a iniquidade,como combustível para o fogo inextinguível,como restolho, todos serão queimados,(assim o ordena a tua justa vontade)e não lhes ficará nem raiz nem ramo (Ml 4.1).
3But we who truly fear thy name,And languish to attain thy love,May we not now thy promise claim,The light to bless us from above,The Sun of righteousness to rise,The glory both of earth and skies.
3Mas nós que verdadeiramente tememos o teu nome,e ansiamos por alcançar o teu amor,não poderemos agora reclamar a tua promessa,a luz que nos abençoa do alto,o Sol da justiça a nascer (Ml 4.2),a glória tanto da terra como dos céus.
4O Sun of righteousness, appear,Appear with healing in thy wings,With grace which doth the mourners chear,Which pardon and salvation brings;Which strong immortal health imparts,And fills with love the fearful hearts.
4Ó Sol da justiça, aparece,aparece com cura nas tuas asas (Ml 4.2),com a graça que anima os que choram,que traz perdão e salvação;que comunica forte e imortal saúde,e enche de amor os corações medrosos.
5Then shall we all go forth in peace,And up to full perfection grow,And strong in finish’d holinessTrample on our infernal foe,Till call’d the Saviour’s throne to share,We mount, and reign for ever there!
5Então todos sairemos em paz,e cresceremos até a plena perfeição,e, fortes em santidade consumada,calcaremos aos pés o nosso inimigo infernal,até que, chamados a partilhar o trono do Salvador,subamos, e ali reinemos para sempre!

Hino VII

Original1Righteous, O Lord, thy judgments are,Yet let us plead with thee,Thy mercies manifold declare,To stop thy stern decree;Before the word bring forth the woe,And thy uplifted handBy sword and pestilence o’erthrowOur execrated land.
Tradução1Justos, ó Senhor, são os teus juízos,contudo, deixa-nos interceder contigo,declarar as tuas múltiplas misericórdias,para deter o teu severo decreto;antes que a palavra produza a desgraça,e a tua mão erguida,por espada e peste, derrubea nossa terra execrada.
2If fully purpos’d to destroyThou art in vengeance come,Why dost thou instruments employTo bring thy wand’rers home?Why doth thy grace its work revive,Converting us from sin?And still we find thy Spirit striveOur worthless hearts to win.
2Se, plenamente resolvido a destruir,vieste em vingança,por que empregas instrumentospara trazer ao lar os teus desgarrados?Por que a tua graça reaviva a sua obra,convertendo-nos do pecado?E ainda achamos o teu Espírito lutando (Gn 6.3)para ganhar os nossos corações indignos.
3Thy messengers run to and fro,Believers are increas’d,And thousands their Redeemer know,With life eternal bless’d;Lost sheep for half a centuryHave flock’d into thy fold;And more are daily call’d by thee,And in thy book enroll’d.
3Os teus mensageiros correm de um lado a outro,os crentes se multiplicam,e milhares conhecem o seu Redentor,abençoados com a vida eterna;ovelhas perdidas, por meio século,afluíram ao teu aprisco;e mais são chamados por ti a cada dia,e inscritos no teu livro.
4But didst thou, Lord, thy kingdom send,Thy kingdom to remove,To make of sinners a full endExcluded from thy love?Corrected, and chastis’d, we trust,Thou wilt not give us o’er,But spare the wicked for the just,And curse our land no more.
4Mas enviaste, Senhor, o teu reino,para depois removê-lo,para dar fim completo aos pecadores,excluídos do teu amor?Corrigidos, e castigados, confiamosque não nos abandonarás,mas pouparás os ímpios por amor dos justos,e não mais amaldiçoarás a nossa terra.
5Out of the deep thy call we waitTo bid our nation rise,Aspiring to our first estate,And by affliction wise;That following after righteousness,We may thy grace retrieve,Repent, believe, and go in peace,And for thy glory live.
5Das profundezas esperamos o teu chamadopara mandar erguer a nossa nação,aspirando ao nosso primeiro estado,e sábios pela aflição;para que, seguindo após a justiça,recuperemos a tua graça,nos arrependamos, creiamos, e vamos em paz,e vivamos para a tua glória.
6For this ten thousand faithful soulsAre weeping round thy throne,And while thy angry thunder rolls,They in thy Spirit groan:We join the heaven-invading cry,And mercy, mercy claim,O let thy bowels, Lord, reply:We ask in Jesu’s name!
6Por isto dez mil almas fiéischoram ao redor do teu trono,e, enquanto ribomba o teu trovão irado,elas gemem no teu Espírito:unimo-nos ao clamor que invade o céu,e misericórdia, misericórdia reclamamos,ah, que as tuas entranhas, Senhor, respondam:pedimos em nome de Jesus!

Hino VIII

Original1How happy, Lord, are weWho have a part in thee!Following after righteousness,Hidden in thine anger’s day,We enjoy an heart-felt peace,Peace which none can take away.
Tradução1Quão felizes somos, Senhor,nós que temos parte em ti!Seguindo após a justiça,escondidos no dia da tua ira (Sf 2.3),gozamos de uma paz sentida no coração,paz que ninguém pode tirar (Jo 14.27).
2When plagues the land o’erflow,We share the common woe:But our patriotic loveIs not selfish, or confin’d,But our yearning bowels moveTow’rd the whole afflicted kind.
2Quando as pragas inundam a terra,partilhamos a aflição comum:mas o nosso amor patrióticonão é egoísta, nem restrito,mas as nossas entranhas anelantes se comovempara com toda a humanidade aflita.
3With every suffererWe drop the generous tear,(Whom thy tendering Spirit leads)Pity no distinction knows,Love for all the wounded bleeds,Love embraces friends and foes.
3Com todo o que sofrederramamos a lágrima generosa,(nós, a quem o teu Espírito enternecedor conduz)a compaixão não conhece distinção,o amor sangra por todos os feridos,o amor abraça amigos e inimigos.
4Yet tho’ for all we feel,Our souls are happy still:Soft, compassionate distressOn a wretched world bestow’d,Cannot violate our peace,Cannot shake our trust in God.
4Contudo, embora por todos sintamos,as nossas almas continuam felizes:a aflição terna e compassivaderramada sobre um mundo miserávelnão pode violar a nossa paz,não pode abalar a nossa confiança em Deus.
5With deepest sympathy,Saviour, we cry to thee:Listening to thy chosen race,Come, thou universal friend,Shorten these vindictive days,Bring the joy which ne’er shall end.
5Com a mais profunda compaixão,Salvador, clamamos a ti:atendendo à tua raça escolhida,vem, ó amigo universal,abrevia estes dias de vingança (Mt 24.22),traze a alegria que jamais terá fim.
6Ev’n now with eagle’s eyeWe see thee in the sky;Soon with eagle’s wings we soar,Our descending Lord to meet:Then the cup of bliss runs o’er,Then the rapture is compleat!
6Ainda agora, com olhos de águia,vemos-te no céu;logo, com asas de águia, voamos,para encontrar o nosso Senhor que desce:então transborda a taça da bem-aventurança,então o arrebatamento é completo!

Hino IX

Original1Who on the Lord most highWith humbly fervent zeal,With loving faith rely,And in his presence dwell,In dangers safe and undismay’d,We rest beneath th’ almighty shade.
Tradução1Nós que no Senhor altíssimo,com zelo humilde e fervoroso,com fé amorosa nos firmamos,e na sua presença habitamos,seguros e destemidos nos perigos,repousamos à sombra do Todo-Poderoso (Sl 91.1).
2The ill we cannot fear,Which worldly souls alarms,Or shrink appal’d to hearOf nations up in arms,Assur’d, if empires are o’erthrown,The Lord is King, and reigns alone.
2O mal não podemos temer,o que alarma as almas mundanas,nem recuar aterrados ao ouvirde nações em armas,certos de que, ainda que impérios sejam derrubados,o Senhor é Rei, e reina sozinho.
3His wise, permissive willIn all events we see,Who orders good and illT’ accomplish his decree;Who kindly for his people cares,And counts, and keeps their precious hairs.
3A sua sábia vontade permissivaem todos os acontecimentos vemos,ele que ordena o bem e o malpara cumprir o seu decreto;que benignamente cuida do seu povo,e conta, e guarda os seus preciosos cabelos (Mt 10.30).
4O that the world might feelWhat none can comprehend,The joy unspeakable,The peace which ne’er shall end,The happiness his people prove,Who trust in their Redeemer’s love!
4Ah, que o mundo pudesse sentiro que ninguém pode compreender,a alegria indizível (1Pe 1.8),a paz que jamais terá fim,a felicidade que o seu povo experimenta,os que confiam no amor do seu Redentor!
5Then would their vain concernFor earthly toys be o’er,The nations then would learnPernicious war no more,But bless the mild Immanuel’s sway,And count it heav’n on earth t’ obey.
5Então cessaria a sua vã preocupaçãocom os brinquedos terrenos,as nações então não mais aprenderiama guerra perniciosa (Is 2.4),mas bendiriam o suave domínio de Emanuel,e teriam por céu na terra obedecer.
6Come, O thou common Lord,Thou universal King,In every soul restor’dThy peaceful kingdom bring,The forces of the sea receive,And bid the heathen world believe.
6Vem, ó Senhor de todos,ó Rei universal,em toda alma restauradatraze o teu reino de paz,recebe as riquezas do mar (Is 60.5),e manda o mundo gentio crer.
7Hasten the promis’d hourOf monarchy divine,And exercise thy powerThro’ endless ages thine,Again thine ancient Israel call,And change their hearts, and save them all.
7Apressa a hora prometidada monarquia divina,e exerce o teu poder,teu por eras sem fim,chama de novo o teu antigo Israel,e muda os seus corações, e salva-os a todos (Rm 11.26).
8Not one of Adam’s raceShall then unsav’d be found,But peace and righteousnessThroughout the earth abound,The thrones shall to thy saints be given,And the new earth be turn’d to heaven.
8Nem um só da raça de Adãose achará então sem salvação,mas a paz e a justiçapor toda a terra abundarão,os tronos serão dados aos teus santos (Dn 7.27),e a nova terra se converterá em céu.

Hino X

Original1Can the disciples of our LordWith unconcern their country seeDestroy’d by parricides abhorr’d,And not complain, O God, to thee?The little flock, the pious few,Whose number we aspire t’ increase,When sinners reign, what can we do,But pray against their wickedness?
Tradução1Poderão os discípulos do nosso Senhorver com indiferença a sua pátriadestruída por parricidas detestáveis,e não se queixar, ó Deus, a ti?O pequeno rebanho (Lc 12.32), os poucos piedosos,cujo número anelamos aumentar,quando os pecadores reinam, que podemos fazer,senão orar contra a sua maldade?
2Snatch’d from the flames by grace divine,We see the dire assassin-bandPursuing still their curst design,To spread confusion through the land,In league with our inveterate foe,Indignant Britons to inthrall,And gainers by the public woeTo triumph in their country’s fall.
2Arrancados das chamas pela graça divina,vemos o terrível bando de assassinosprosseguindo ainda o seu maldito desígnio,de espalhar confusão por toda a terra,aliados ao nosso inimigo inveterado,para escravizar os britânicos indignados,e, lucrando com a desgraça pública,para triunfar na queda da sua pátria.
3The factious enemies to peace,The friends of Gaul, and tools of hell,They know, if wars and tumults cease,They must their due demerits feel;Their darkest works shall then appear,If laws revive and order reignAnd rulers, freed from servile fear,No longer bear the sword in vain.
3Os facciosos inimigos da paz,os amigos da Gália, e instrumentos do inferno,sabem que, se as guerras e tumultos cessam,hão de sentir o seu devido castigo;as suas obras mais tenebrosas então aparecerão,se as leis reviverem e a ordem reinar,e os governantes, livres do temor servil,não mais trouxerem a espada em vão (Rm 13.4).
4O might they, Lord, this moment rise,With courage firm inspir’d by thee,Nor suffer rebels to despiseTheir mild, irresolute lenity!Too mild, alas, for times like these,Which sterner discipline require,To stem the tide of wickedness,And pluck us from th’ infernal fire.
4Ah, que eles, Senhor, neste instante se levantem,com firme coragem por ti inspirada,e não permitam que os rebeldes desprezema sua branda e irresoluta clemência!Branda demais, ai, para tempos como estes,que exigem disciplina mais severa,para conter a maré da maldade,e arrancar-nos do fogo infernal.
5Strengthen their hands, Almighty Lord,Incline their hearts to seek thy face,That truth and righteousness restor’dMay flourish as in ancient days,That all the pardoning God may know,Thy kingdom in their hearts receive,And serve thy blessed will below,And sav’d by grace for ever live!
5Fortalece as suas mãos, Senhor Todo-Poderoso,inclina os seus corações a buscar a tua face,para que a verdade e a justiça restauradasfloresçam como nos dias antigos,para que todos conheçam o Deus que perdoa,recebam o teu reino nos seus corações,e sirvam à tua bendita vontade aqui embaixo,e, salvos pela graça, vivam para sempre!

Hino XI. Parte Primeira

Original1Lord of hosts, and God most high,Canst thou a nation bless,Who thy providence deny,And rob thee of thy praise,Of their fleets and armies boast,For sure success and victoryIn themselves entirely trust,And never look to thee?
Tradução1Senhor dos exércitos, e Deus altíssimo,poderás abençoar uma naçãoque nega a tua providência,e te rouba o teu louvor,que se gaba das suas frotas e exércitos,que, para o êxito e a vitória certos,confia inteiramente em si mesma,e nunca olha para ti?
2Thee the Christian-infidelsFrom thy own world exclude,“Skill and stratagem prevailsAnd strength, and multitude:”They on these alone depend;And if thou make thy mercy known,If thine arm deliverance send,They cry, “‘Tis all their own!”
2A ti os cristãos-infiéisexcluem do teu próprio mundo,“a perícia e a estratégia prevalecem,e a força, e a multidão:”só disto eles dependem;e, se manifestas a tua misericórdia,se o teu braço envia livramento,eles gritam: “É tudo obra nossa!”
3Fifty thousand Britons braveTo the New World pass o’er,Never yet th’ Atlantic waveSo huge a burthen bore:Who the prowess can withstandOf fleets and hosts invincible?Lo! They fly, they reach the land,They see, and conquer all!
3Cinquenta mil valentes britânicospassam ao Novo Mundo,nunca ainda a onda atlânticacarregou fardo tão imenso:quem poderá resistir à bravurade frotas e hostes invencíveis?Eis que voam, alcançam a terra,veem, e tudo conquistam!
4But if thou in anger frown,No longer on their side,O how suddenly cast down,They suffer for their pride!Let but one* his trust betray,A sad reverse their legions know,Yield—and waste—and sink awayBefore a conquer’d foe!
4Mas, se franzes o cenho em ira,não mais do lado deles,ah, quão de repente abatidos,sofrem pela sua soberba!Baste que um só* traia a confiança recebida,e as suas legiões conhecem um triste revés,cedem, e definham, e se afundamdiante de um inimigo já vencido!
5Yet th’ infatuated crowdWill not thy hand confess,When thou dost abase the proud,And when the abject raise;When they pass beneath the yoke,Thy scourge the chance of war they call;In the instruments o’erlookThe sovereign cause of all.
5Contudo, a turba insensatanão quer confessar a tua mão,quando abates os soberbos,e quando ergues os abjetos;quando passam sob o jugo,ao teu açoite chamam “sorte da guerra”;nos instrumentos deixam de vera causa soberana de tudo.
6But the men who fear thy name,Thy power and wisdom own;Now as yesterday the same,Thou sittest on the throne:Good, the creature of thy will,Thou only dost to mortals send,Only thou permittest ill,Which all in good shall end.
6Mas os homens que temem o teu nomereconhecem o teu poder e a tua sabedoria;hoje o mesmo que ontem,tu te assentas no trono:o bem, criatura da tua vontade,só tu o envias aos mortais,só tu permites o mal,que todo em bem há de terminar.
7In this last tremendous blow †Thy righteousness we see,Thousands taken by the foe,Tho’ flush’d with victory:Scandal of the British name,Their brethren they no more oppress:Let their glory end in shame,And let their rapines cease.
7Neste último golpe tremendo †vemos a tua justiça,milhares tomados pelo inimigo,ainda que exultantes de vitória:escândalo do nome britânico,não mais oprimem os seus irmãos:que a sua glória termine em vergonha,e cessem as suas rapinas.
8Such their country’s cause to fight,Thou wilt not, Lord, employ,Without human power or mightWho canst our foes destroy;When the conquerors come, prepar’dTo execute their furious boasts,Then thy mighty arm is bar’d,And scatters all their hosts.
8Homens tais, para lutar pela causa da pátria,não os empregarás, Senhor,tu que, sem poder ou força humana,podes destruir os nossos inimigos;quando os conquistadores vêm, prontosa executar as suas furiosas jactâncias,então o teu braço poderoso se desnuda,e dispersa todas as suas hostes.
9Vapours, fire, and hail, and snowAre servants of our Lord,Winds by thy direction blow,And storms fulfil thy word;Storms go forth at thy command,And with resistless fury sweep,Dash our foes against the strand,Or plunge them in the deep.
9Vapores, fogo, granizo e nevesão servos do nosso Senhor (Sl 148.8),os ventos sopram por tua ordem,e as tempestades cumprem a tua palavra;as tempestades saem ao teu mandado,e com fúria irresistível varrem,arremessam os nossos inimigos contra a praia,ou os mergulham no abismo.
10This the Lord himself hath done,Which, wondrous in our eyes,Fills us, who thy love have known,With rapturous surprise:Jesus, at whose throne we bow,In thee we full affiance have:Surely thou hast sav’d us now,And shalt for ever save!
10Isto o próprio Senhor fez,o que, admirável aos nossos olhos (Sl 118.23),nos enche, a nós que conhecemos o teu amor,de arrebatada surpresa:Jesus, diante de cujo trono nos curvamos,em ti temos plena confiança:por certo nos salvaste agora,e para sempre nos salvarás!

Hino XII. Parte Segunda

Original1Foolish world, thy vain replyIs to the faithful known,“If we must on God rely,And God doth all alone,Rust our arms, our useless bandsAnd navies be dispers’d abroad,Let us idly fold our hands,And leave it all to God.”
Tradução1Mundo insensato, a tua vã réplicaé conhecida dos fiéis:“Se havemos de confiar em Deus,e Deus faz tudo sozinho,enferrujem-se as nossas armas, sejam dispersadasas nossas bandas e marinhas inúteis,cruzemos ociosamente as mãos,e deixemos tudo a Deus.”
2God who doth appoint the endThe proper means bestows,Wills us bravely to defendOur country from her foes:“Fight with Amalek,” he cries,While Moses on the mountain prays,Brings assistance from the skies,And ascertains success.
2Deus, que determina o fim,concede também os meios apropriados,quer que valentemente defendamosa nossa pátria dos seus inimigos:“Peleja contra Amaleque”, ele clama (Êx 17.9),enquanto Moisés ora no monte,traz socorro dos céus,e garante o êxito.
3Still the battle is the Lord’s,Who doth the vict’ry send:Bring forth all your spears and swords,Yet still on God depend:Courage, strength, and skill exert,Every nerve and sinew strain,Yet unless he takes your partYour utmost effort’s vain.
3Ainda assim, a batalha é do Senhor (1Sm 17.47),que é quem envia a vitória:trazei todas as vossas lanças e espadas,mas sempre dependei de Deus:empregai coragem, força e perícia,esforçai cada nervo e tendão,mas, se ele não tomar o vosso partido,o vosso máximo esforço é vão.
4Did we in our evil dayLow at thy footstool mourn,Cast our daring sins away,And to our smiter turn,Then thou wouldst for us appear,As a wall of brass surround,Put our vaunting foes in fear,And all their force confound.
4Se, no nosso dia mau,baixo, junto ao teu escabelo, chorássemos,lançássemos fora os nossos pecados atrevidos,e nos voltássemos para aquele que nos fere,então aparecerias por nós,cercar-nos-ias como um muro de bronze (Jr 15.20),porias em temor os nossos inimigos jactanciosos,e confundirias toda a sua força.
5Did we, Lord, in every stepLook up to thee for aid,Us thou wouldst in safety keepBeneath th’ almighty shade;While our weapons we employ,And in thine only name confide,None could hurt us, or annoy,With Jesus on our side.
5Se, Senhor, a cada passoolhássemos para ti em busca de auxílio,tu nos guardarias em segurançaà sombra do Todo-Poderoso;enquanto empregamos as nossas armas,e só no teu nome confiamos,ninguém nos poderia ferir, ou molestar,com Jesus do nosso lado.
6Britain thou again wouldst chuse,And call our nation thine,Teach us means, as means to use,And answer thy design,Wouldst our sins, not us, destroy,Us out of the dunghill raise,Turn our sorrow into joy,And nature into grace.
6De novo escolherias a Grã-Bretanha,e chamarias tua a nossa nação,ensinar-nos-ias a usar os meios como meios,e a corresponder ao teu desígnio,destruirias os nossos pecados, e não a nós,erguer-nos-ias do monturo (Sl 113.7),converterias a nossa tristeza em alegria,e a natureza em graça.
7Rise, the Lord of armies, riseIn thy appointed hour,Scattering evil with thine eyes,And every adverse power:Then let earth and hell engage,Lodg’d in thine arms to pluck us thence,Raging against us, they rageAgainst omnipotence.
7Levanta-te, ó Senhor dos exércitos, levanta-tena tua hora determinada,dispersando o mal com os teus olhos (Pv 20.8),e todo poder adverso:então, que a terra e o inferno se empenhem,abrigados nos teus braços, em arrancar-nos dali;enfurecendo-se contra nós, eles se enfurecemcontra a onipotência.
8Crush’d by thine almighty hand,Do thou our foes suppress,Then throughout the earth commandInfernal wars to cease,Bid the ransom’d world be stillAnd know that thou art God alone,Seated on thy holy hill,On thy millennial throne!
8Esmagados pela tua mão onipotente,subjuga os nossos inimigos,e então, por toda a terra, ordenaque cessem as guerras infernais,manda que o mundo resgatado se aquiete,e saiba que só tu és Deus (Sl 46.10),assentado no teu santo monte,no teu trono milenar!

Hino XIII

Original1Jesus, thy flaming eyesFull on the wicked dart,Who in rebellion’s cause arise,And take the murtherer’s part,Their bloody path pursue,A congress from beneath,A daring, dark, and desperate crew,In league with hell and death.
Tradução1Jesus, os teus olhos flamejantesdispara em cheio sobre os ímpios,que se levantam pela causa da rebelião,e tomam o partido do assassino,seguem a sua senda sangrenta,um congresso vindo de baixo,uma tripulação audaciosa, tenebrosa e desesperada,aliada ao inferno e à morte.
2Possest of lawless power,Of absolute command,The beasts with iron teeth devourA sad distracted land:Traitors with Gaul combin’dTheir cruel sway maintain,The scum and refuse of mankindAs sovereign lords they reign.
2De posse de um poder sem lei,de comando absoluto,as feras com dentes de ferro devoram (Dn 7.7)uma terra triste e transtornada:traidores aliados à Gáliamantêm o seu cruel domínio,a escória e o refugo da humanidade,como senhores soberanos, reinam.
3Their heart, O Lord, thou know’stElated with success,Who triumph now, and make their boastOf prosperous wickedness,Who blasphemously claimDivine authority,As acting treasons in thy name,And countenanc’d by thee.
3O seu coração, ó Senhor, tu o conheces,exaltado pelo êxito,eles que agora triunfam, e se gabamda sua próspera maldade,que blasfemamente reclamamautoridade divina,como se cometessem traições em teu nome,e por ti fossem favorecidos.
4How long, O God, how longWilt thou their crimes pass by,And suffer their oppressive wrongWho all thy plagues defy?Blast the aspiring fiend,Avenge us of the foe,Confound his sworn allies, and endTheir empire at a blow.
4Até quando, ó Deus, até quandopassarás por alto os seus crimes,e tolerarás a sua opressiva injustiça,eles que desafiam todas as tuas pragas?Fulmina o inimigo ambicioso,vinga-nos do adversário (Lc 18.7),confunde os seus aliados jurados, e põe fimao seu império com um só golpe.
5So shall thy people singThe power that sets us free,The arm that doth deliverance bringFrom hellish tyranny;The same in heart and mindWith loyal Britons prove,In strictest bonds fraternal join’d,In everlasting love.
5Assim o teu povo cantaráo poder que nos liberta,o braço que traz livramentoda tirania infernal;os mesmos em coração e mentecom os britânicos leais se mostrarão,unidos nos mais estreitos laços fraternos,em amor eterno.
6Then, when the work is doneWhich fiends in vain withstand,America and Britain, oneIn thy all-healing hand,The Lord’s redeem’d shall come,And crown’d with joy ariseTo Sion’s heights, their long-sought home,Their country in the skies!
6Então, quando a obra estiver concluída,à qual os demônios em vão resistem,a América e a Grã-Bretanha, unidasna tua mão que tudo cura,os remidos do Senhor virão,e, coroados de alegria, subirão (Is 35.10)às alturas de Sião, o seu lar tanto tempo buscado,a sua pátria nos céus!

Hino XIV. Pela paz

Original1Come, thou choicest gift of heaven,Far from earth by sinners driven,While we for thy absence mourn,Lovely, lasting peace return.
Tradução1Vem, ó mais seleto dom do céu,da terra expulso pelos pecadores,enquanto choramos a tua ausência,ó amável e duradoura paz, retorna.
2Forfeited by Britain’s sin,Lost to us thou long hast been,Us for our iniquity,Punish’d with the want of thee.
2Perdida pelo pecado da Grã-Bretanha,há muito tempo estás perdida para nós,a nós, pela nossa iniquidade,castigados com a tua falta.
3Never can we know thy way,While we from our Maker stray:But we now our sin deplore;Come, and never leave us more.
3Nunca poderemos conhecer o teu caminho,enquanto nos desviamos do nosso Criador:mas agora deploramos o nosso pecado;vem, e nunca mais nos deixes.
4Prince of Peace, and Israel’s King,With thyself the blessing bring:Peace divine thy Spirit imparts;Plant thy kingdom in our hearts.
4Príncipe da Paz, e Rei de Israel,contigo mesmo traze a bênção:a paz divina o teu Espírito comunica;planta o teu reino nos nossos corações.
5Every stubborn spirit bow,Turn us, Lord, and turn us now,Thou who hear’st thy people’s prayer,End this dire intestine war.
5Curva todo espírito obstinado,converte-nos, Senhor, e converte-nos agora,tu que ouves a oração do teu povo,põe fim a esta terrível guerra intestina.
6Sprinkling us with thy own blood,Reconcile us first to God,Then let all the British raceKindly, cordially embrace.
6Aspergindo-nos com o teu próprio sangue,reconcilia-nos primeiro com Deus,e então, que toda a raça britânicabondosa e cordialmente se abrace.
7Concord, on a distant shore,To our countrymen restore,Every obstacle removeMelt our hatred into love.
7A concórdia, numa praia distante,restaura aos nossos compatriotas,remove todo obstáculo,derrete o nosso ódio em amor.
8Gospel-grace to each extend,Every foe, and every friend,Then in thee we sweetly findPeace with God, and all mankind.
8A graça do evangelho estende a cada um,a todo inimigo, e a todo amigo,então em ti docemente achamospaz com Deus, e com toda a humanidade.

Hino XV. Outro [pela paz]

Original1With tender affection inspir’d,With pity for mountains of slain,My soul is of murtherers tir’d,And bitterly forc’d to complain;Heavy-laden, and weary of life,Whose sorrows and troubles increase,I pine for an end of the strife,I sigh for the blessing of peace.
Tradução1Inspirada de terna afeição,de compaixão pelas montanhas de mortos,a minha alma está cansada de assassinos,e amargamente forçada a queixar-se;sobrecarregada, e enfadada da vida,cujas tristezas e aflições aumentam,anelo o fim da contenda,suspiro pela bênção da paz.
2O peace, thou art banish’d and fled!The cause of our evils I see:By sin such a havock is made;By sin we have forfeited thee:No peace for the wicked there is,Unless we our wickedness mourn,No good for a nation like this,Unless to our God we return.
2Ó paz, tu estás banida, e fugiste!A causa dos nossos males eu vejo:pelo pecado se faz tamanha devastação;pelo pecado te perdemos:não há paz para os ímpios (Is 48.22),a menos que choremos a nossa maldade,não há bem para uma nação como esta,a menos que voltemos ao nosso Deus.
3O God, who art always the same,Whose nature is still to forgive,Permit us in Jesus’s nameTo cry for a farther reprieve:Our sins let us fully confess,Our sins let us deeply deplore;And when from offending we cease,Thou wilt to thy favor restore.
3Ó Deus, que és sempre o mesmo,cuja natureza é ainda perdoar,permite-nos, em nome de Jesus,clamar por mais um adiamento:que confessemos plenamente os nossos pecados,que deploremos profundamente os nossos pecados;e, quando cessarmos de ofender,tu nos restaurarás ao teu favor.
4When once reconcil’d to our God,We shall with each other agree,Possest of the blessing bestow’d,And one with our Lord on the tree:His blood the alliance hath seal’d,The blessing his Spirit imparts,And peace with its author reveal’dEternally reigns in our hearts!
4Uma vez reconciliados com o nosso Deus,concordaremos uns com os outros,de posse da bênção concedida,e um com o nosso Senhor no madeiro:o seu sangue selou a aliança,a bênção o seu Espírito comunica,e a paz, com o seu autor revelada,eternamente reina nos nossos corações!
Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo Ildo Mello.
Textos originais em domínio público. Transcrição de referência: Duke Divinity School (CSWT).