Original1[1] Farewell, my dearest child, farewell!Wise, pious, good, beyond thy years!Thy ravish’d excellence I feelBereav’d—dissolv’d in softest tears.
Tradução1[1] Adeus, minha filha muito amada, adeus!Sábia, piedosa, boa, além dos teus anos!Sinto a tua excelência arrebatada,desamparado, desfeito nas mais brandas lágrimas.
2[2] But soon, if worthy of the grace,I shall again behold thee nigh,Again my dearest child embrace:“Haste to my arms, Maria, fly!”
2[2] Mas em breve, se digno for da graça,de novo te contemplarei bem perto,de novo abraçarei minha filha muito amada:“Corre para os meus braços, Maria, voa!”
3[3] “To a fond father’s arms return,”(I then in ecstasies shall say)“No more to part, no more to mourn,But sing through one eternal day!”
3[3] “Volta para os braços de um pai carinhoso”,(direi então, em êxtase)“para nunca mais partir, nunca mais chorar,mas cantar por um único dia eterno!”
Discurso aos Calvinistas
Original1[1] God has, you say, a two-fold will,One to preserve, and one to kill:That in his word to all reveal’d,This from the reprobate conceal’d:That would have all the fallen kindRepentance and salvation find;To hell’s inevitable pains,This the far greater part ordains;Compell’d to sin by his decree,And damn’d from all eternity
Tradução1[1] Deus tem, dizeis vós, uma vontade dupla,uma para preservar e outra para matar:aquela revelada a todos na sua palavra,esta ocultada do réprobo:aquela que quer que toda a raça caídaencontre arrependimento e salvação;às penas inevitáveis do inferno,esta destina a parte muito maior,compelida a pecar pelo seu decreto,e condenada desde toda a eternidade.
2[2] His written will to all displaysOffers of life and pard’ning grace:His secret doth this life denyTo most, yet asks, “Why will ye die?”His seeming will their good pretends,His real their damnation sends;Makes the devoted victims fit,And thrusts them down into the pit.
2[2] A sua vontade escrita a todos mostraofertas de vida e graça que perdoa:a sua vontade secreta nega esta vidaà maioria, e ainda pergunta: “Por que quereis morrer?” (Ez 33.11)a sua vontade aparente finge o bem deles,a real envia a sua condenação;prepara as vítimas consagradas à ruína,e as precipita no abismo.
3[3] ‘Tis thus, O God, they picture thee,Thy justice and sincerity;Thy truth which never can remove,Thy bowels of unbounded love:Thy freedom of redeeming grace,“With-held from almost all the race,Made for Apollyon to devour,In honour of thy sovereign power!”
3[3] É assim, ó Deus, que te retratam,a tua justiça e a tua sinceridade;a tua verdade que jamais pode mudar,as tuas entranhas de amor sem limites:a liberdade da tua graça redentora,“negada a quase toda a raça,feita para que Apoliom a devore (Ap 9.11),em honra do teu poder soberano!”
4[4] Ye weak, mistaken worms, believeYour God, who never can deceive;Believe his word sincerely meant,Whose oath confirms his kind intent:Believe his tears: believe his blood:Both for a world of sinners flow’d;For those who nail’d him to the tree,For those who forg’d the dire decree,For ev’ry reprobate—and me!
4[4] Vós, fracos e equivocados vermes, credeno vosso Deus, que jamais pode enganar;crede na sua palavra sinceramente proferida,cujo juramento confirma a sua bondosa intenção:crede nas suas lágrimas, crede no seu sangue:ambos fluíram por um mundo de pecadores;por aqueles que o pregaram no madeiro,por aqueles que forjaram o funesto decreto,por todo réprobo, e por mim!
Escrito após Ler as *Observações* do Sr. H[ill] e a *Farrago Duplamente Destilada*
Original1Why do the zealots of Geneva rage,And fiercest war with an old prophet wage?Why doth their chief with blackest slanders loadAn hoary servant of the living God?Sincerely hate, affectedly contemn,“Because he contradicts himself—not them!”Let W[esley] then a different method try,Himself gainsay, his own report deny;Evade or contradict the general call,And teach, “The Saviour did not die for all.”This contradiction openly confestWould cancel and atone for all the rest!
Tradução1Por que se enfurecem os zelotes de Genebra,e movem guerra feroz contra um velho profeta?Por que carrega o seu chefe com as mais negras calúniasum servo encanecido do Deus vivo?Sinceramente o odeia, afetadamente o despreza,“porque ele contradiz a si mesmo, não a eles!”Que Wesley, então, experimente outro método,contradiga a si mesmo, negue o seu próprio relato;evada ou contradiga o chamado universal,e ensine: “O Salvador não morreu por todos.”Esta contradição, abertamente confessada,cancelaria e expiaria todo o resto!
Ao Ler as *Refutações* e Outras Obras Polêmicas do Sr. Fletcher
Original1[1] When Zeal impetuous urg’d her vot’ries onTo force submission to great Calvin’s throne,With fire unhallow’d glowing in her breast,She cries aloud, “Protest, my friends, Protest!”WISDOM in guise of peaceful Fletcher came,And check’d her rage, and stopp’d the spreading flame;His pencil gives fair Truth her robes of light,While vanquish’d Error flies to shades of night.
Tradução1[1] Quando o Zelo impetuoso incitava os seus devotosa forçar submissão ao trono do grande Calvino,com fogo profano ardendo no peito,ele clama em voz alta: “Protestai, amigos, protestai!”A Sabedoria, sob a forma do pacífico Fletcher, veio,conteve a sua fúria e deteve a chama que se alastrava;o seu pincel dá à bela Verdade as suas vestes de luz,enquanto o Erro vencido foge para as sombras da noite.
2[2] Where are Geneva’s doughty champions fled?Is he that slew the great Goliah dead?What! None to raise the baseless image found?Lo? Their Diana’s prostrate on the ground!
2[2] Para onde fugiram os valentes campeões de Genebra?Estará morto aquele que matou o grande Golias?Como! Ninguém se acha para reerguer a imagem sem base?Eis que a sua Diana jaz prostrada no chão! (At 19.27)
Epitáfio para Lady Gertrude Hotham
Original1Stranger to sin and guilty fears,An useful life of fourscore yearsShe liv’d on earth, like those above,A life of humble praise and love:And lo, the same from first to last,When all her toils of love are past,With triumph calm her course she ends,And in a flaming car ascends!
Tradução1Estranha ao pecado e aos temores da culpa,uma vida útil de oitenta anosela viveu na terra, como os que estão nas alturas,uma vida de humilde louvor e amor:e eis que, a mesma do princípio ao fim,quando terminaram todos os seus labores de amor,com triunfo sereno encerra o seu curso,e num carro flamejante ascende! (2Rs 2.11)
Para um Amigo Moribundo. Sr. Abraham Brown
Original1[1] Stricken with the stroke of death,Jesus, save my gasping friend,Kindly catch his parting breath,Bless him with a peaceful end;Death be endless life begun,Bliss attain’d, and glory won!
Tradução1[1] Ferido pelo golpe da morte,Jesus, salva o meu amigo que arqueja,recolhe com bondade o seu último suspiro,abençoa-o com um fim sereno;seja a morte o início da vida sem fim,a bem-aventurança alcançada e a glória conquistada!
2[2] One is as a thousand days,As a thousand years to thee:O cut short thy work of grace,Ripe for full felicity.Ready with thyself to live,Now his spotless soul receive.
2[2] Um só dia é para ti como mil dias,como mil anos (2Pe 3.8):abrevia a tua obra de graça,madura para a plena felicidade.Pronto para viver contigo,recebe agora a sua alma sem mácula.
3[3] Now cut short thy work in mine,Mine, most gracious Lord, prepare,Deck’d with righteousness divine,Let me all thine impress bear,All thy great salvation see:Send the chariot now for me.
3[3] Abrevia agora a tua obra na minha alma,a minha, ó gracioso Senhor, prepara,ornada com a justiça divina,faze-me trazer toda a tua marca,ver toda a tua grande salvação:envia agora o carro por mim.
4[4] Dying once, to die no more,Might I, like my friend, aspire,On the wings of angels soar,Added to the tuneful choir,Mingled with the saints above,Lost in harmony, and love.
4[4] Morrendo uma vez, para não mais morrer,possa eu, como o meu amigo, aspirar,elevar-me nas asas dos anjos,acrescentado ao coro harmonioso,reunido aos santos nas alturas,perdido em harmonia e amor.
Sobre a Igreja da Inglaterra
Original1[1] Jesus our true and faithful Lord,May we not on thy word depend,Thy sure, irrevocable word,“Lo, I am with you to the end!”
Tradução1[1] Jesus, nosso Senhor verdadeiro e fiel,não podemos nós confiar na tua palavra,a tua palavra segura e irrevogável:“Eis que estou convosco até o fim!” (Mt 28.20)
2[2] Thy promise with the church to abideFor ours may we not justly claim,For ours who in thy blood confide,And truly bear thy hallow’d name!
2[2] A tua promessa de permanecer com a igreja,não podemos com justiça reivindicá-la como nossa,nossa, que confiamos no teu sangue,e verdadeiramente levamos o teu santo nome!
3[3] The gates of hell cannot o’erthrowThy church immoveably secure:Built on the Rock, we surely knowIt must from age to age endure.
3[3] As portas do inferno não podem derrubara tua igreja, imovelmente segura (Mt 16.18):edificada sobre a Rocha, sabemos com certezaque há de perdurar de era em era.
4[4] Yet Satan hath too oft prevail’d;And Antichrist victorious prov’d:Churches particular have fail’d;Have seen their candlestick remov’d.
4[4] Contudo, Satanás muitas vezes prevaleceu,e o Anticristo se mostrou vitorioso:igrejas particulares fracassaram,viram removido o seu candelabro (Ap 2.5).
5[5] Nations that walk’d in gospel-lightThy presence doth no longer chear;Africk again is wrapt in night,And Asia’s ruins scarce appear.
5[5] Nações que andaram na luz do evangelhoa tua presença já não anima;a África está de novo envolta em noite,e as ruínas da Ásia mal aparecem.
6[6] The man of sin that reigns at RomeCompels adoring crouds t’ obey,Honours divine he dares assume,And poisons all who own his sway.
6[6] O homem do pecado que reina em Roma (2Ts 2.3)obriga multidões adoradoras a obedecer,ousa assumir honras divinas,e envenena todos os que se submetem ao seu domínio.
7[7] And may not we to Satan yield,And sink before th’ infernal host,The measure of our sin fulfill’d,Our lamp extinct, our gospel lost!
7[7] E não poderemos nós ceder a Satanás,e sucumbir diante da hoste infernal,cumprida a medida do nosso pecado,apagada a nossa lâmpada, perdido o nosso evangelho!
8[8] Humbly we hope for better things,Since thou our offering dost receive,And grace to us salvation brings,And unconsum’d, by faith we live.
8[8] Humildemente esperamos coisas melhores,visto que recebes a nossa oferta,e a graça nos traz salvação,e, não consumidos, pela fé vivemos.
9[9] Thy blessings with the remnant stays,The faithful seed is multipli’d,Thousands their bleeding Lord embrace,And follow close their heavenly guide.
9[9] As tuas bênçãos permanecem com o remanescente,a semente fiel se multiplica,milhares abraçam o seu Senhor ensanguentado,e seguem de perto o seu guia celestial.
10[10] Oh may they more and more increase!Protectors of a guilty land;And spread the kingdom of thy grace,Till all submit to thy command.
10[10] Oh, que se multipliquem cada vez mais,protetores de uma terra culpada,e espalhem o reino da tua graça,até que todos se submetam ao teu mando.
11[11] Oh may they never turn aside!In separate sects and parties stray,Far from the fold, and scatter’d wide,But still walk on in Christ the way.
11[11] Oh, que jamais se desviem,vagando em seitas e partidos separados,longe do aprisco, e amplamente dispersos,mas sempre caminhem em Cristo, o caminho (Jo 14.6).
12[12] To thee and to each other draw,Thy mercy, pow’r, and truth make known;A pattern to all churches live,Till all are perfected in one.
12[12] A ti e uns aos outros se aproximem,façam conhecidas a tua misericórdia, o teu poder e a tua verdade;vivam como modelo para todas as igrejas,até que todos sejam aperfeiçoados em um (Jo 17.23).
13[13] Thou God who hearst the faithful pray’r,Presented after thy own will;Assure us of thy constant care,And on our hearts the answer seal.
13[13] Ó Deus, que ouves a oração fiel,apresentada segundo a tua própria vontade,assegura-nos o teu cuidado constante,e sela em nossos corações a resposta.
14[14] The Spirit pleading in the brideWith gracious smiles of love attend;And with our favourite church abide,And bless, and keep, till time shall end.
14[14] O Espírito, que intercede na esposa,atende com graciosos sorrisos de amor;e permanece com a nossa amada igreja,e abençoa, e guarda, até que o tempo termine.
“Ele habita convosco e há de estar em vós” (Jo 14.17)
Original11. With us we know He dwells,The Spirit of our Lord,For still His counsels He reveals,Interpreting His word:To us the promise madeWe still through Him receive,And trust, the Spirit of our HeadShall in His members live.
Tradução11. Sabemos que ele habita conosco,o Espírito do nosso Senhor,pois ainda revela os seus desígnios,interpretando a sua palavra:a nós, a quem a promessa foi feita,ainda por meio dele recebemos,e confiamos que o Espírito da nossa Cabeçaviverá nos seus membros.
22. His present power controlsThe flesh which lusts within,Keeps down the rebel in our souls,And holds us back from sin:He visits us unsought,And freely doth inspireOur hearts with every serious thoughtAnd every good desire.
22. O seu poder presente dominaa carne que cobiça por dentro,subjuga o rebelde em nossas almas,e nos retém do pecado:ele nos visita sem ser buscado,e livremente inspiraos nossos corações com todo pensamento sérioe todo bom desejo.
33. He gives the grace unknown,Helps our infirmity,And groans th’ unutterable groanAnd pleads th’ effectual plea:Our God is pleased to hear,And streaming from aboveThe Father, Son, and ComforterFills all our hearts with love.
33. Ele concede a graça desconhecida,socorre a nossa fraqueza,e geme o gemido inexprimível (Rm 8.26)e apresenta a súplica eficaz:o nosso Deus se agrada em ouvir,e, fluindo do alto,o Pai, o Filho e o Consoladorenchem de amor todos os nossos corações.
44. Come then, celestial Guest,Into Thy temple come,Take full possession of the breastThat pants to be Thy home:Spring up, Thou living Well,Thou Lord of life Divine,And now Thy humble mansion sealThrough endless ages Thine.
44. Vem, então, ó Hóspede celestial,entra no teu templo,toma plena posse do peitoque anseia ser a tua morada:brota, ó Fonte viva (Jo 4.14),ó Senhor da vida divina,e sela agora a tua humilde moradacomo tua por eras sem fim.
A Oração de um Ancião
Original1[1] Jesus, my hope of heav’nly rest,Indulge me in my last request,If thy desires in mine I feel,And ask according to thy will.
Tradução1[1] Jesus, minha esperança do descanso celestial,concede-me o meu último pedido,se em meus desejos sinto os teus,e peço segundo a tua vontade (1Jo 5.14).
2[2] Ah, make me, ere I hence removeMeet to partake the joys above,To triumph with the sons of grace,And, pure in heart, behold thy face.
2[2] Ah, faze-me, antes que daqui parta,apto a partilhar as alegrias do alto,a triunfar com os filhos da graça,e, puro de coração, contemplar a tua face (Mt 5.8).
3[3] Soon as the mighty change I know,Through life, through death, in peace I go:Now, Lord, thy gracious work begin,Forgive, and finish all my sin.
3[3] Assim que eu conhecer a poderosa mudança,pela vida, pela morte, em paz eu sigo:começa agora, Senhor, a tua graciosa obra,perdoa e dá fim a todo o meu pecado.
4[4] Redeem’d from passion and from pride,In thee my blameless spirit hide;Thyself my glorious earnest be,My present immortality.
4[4] Redimido da paixão e do orgulho,esconde em ti o meu espírito irrepreensível;sê tu mesmo o meu glorioso penhor (Ef 1.14),a minha imortalidade presente.
5[5] Thou only canst my soul prepare,And stamp me with thy character;Thy new mysterious name impart,Thy nature spread throughout my heart.
5[5] Somente tu podes preparar a minha alma,e imprimir em mim o teu caráter;concede o teu novo e misterioso nome (Ap 2.17),espalha a tua natureza por todo o meu coração.
6[6] Then am I ready for my Lord,I wait the kind transporting word,Thine utmost truth and mercy prove,And die, to see the God I love.
6[6] Então estou pronto para o meu Senhor,aguardo a bondosa palavra que arrebata,provo a tua suprema verdade e misericórdia,e morro, para ver o Deus que amo.
Outra [A Oração de um Ancião]
Original1[1] Lo, on the margin of the grave,Jesus, omnipotent to save,On thee for help I call:Sinking into the dust of death,Oh might I find thine arms beneath,And on thy bosom fall!
Tradução1[1] Eis que, à beira da sepultura,Jesus, onipotente para salvar,a ti clamo por socorro:afundando no pó da morte,oh, possa eu achar os teus braços por baixo,e cair no teu seio!
2[2] Reject me not because I fear,But rather a lost sinner hearWho trembles at thy word:The pow’r of faith I do not prove,And by the Spirit of thy loveI cannot call thee Lord.
2[2] Não me rejeites porque temo,mas antes ouve um pecador perdidoque treme diante da tua palavra (Is 66.2):não experimento o poder da fé,e pelo Espírito do teu amornão consigo chamar-te Senhor (1Co 12.3).
3[3] Without that sense of pardoning grace,Without that real holiness,Oh! Where shall I appear?They only can contemplate thee,And face to face their Saviour seeWho bear thy character.
3[3] Sem aquele senso da graça que perdoa,sem aquela verdadeira santidade,oh, onde comparecerei?Só podem contemplar-te,e ver face a face o seu Salvador,os que trazem o teu caráter.
4[4] Thy favour how shall I obtainOr how the heav’nly image gainIn spotless love renew’d?Answer thou heav’nly Man of Woe,The proofs of thy affection show,And wash me in thy blood.
4[4] Como alcançarei o teu favor,ou como ganharei a imagem celestial,renovado em amor sem mácula?Responde tu, ó celestial Varão de Dores (Is 53.3),mostra as provas da tua afeição,e lava-me no teu sangue (Ap 1.5).
5[5] The blood which did my pardon buyThat, only that can sanctifyThis poor polluted heart:Cleans’d in thy blood my soul shall shine,Adorn’d with right’ousness divine,And ready to depart.
5[5] O sangue que comprou o meu perdão,esse, só esse pode santificareste pobre coração poluído:limpa no teu sangue, a minha alma resplandecerá,adornada com a justiça divina,e pronta para partir.
6[6] Remembring then thy mortal pain,Receive me sav’d, and born again,Thy dearly-purchased prize:Through faith to full salvation keep,Till in thine arms I fall asleep,And wake in paradise.
6[6] Lembrando então a tua dor mortal,recebe-me salvo e nascido de novo (Jo 3.3),o teu prêmio caramente comprado:guarda-me pela fé até a plena salvação,até que em teus braços eu adormeça,e desperte no paraíso.
A Oração de um Ministro que Parte
Original1[1] Shepherd of souls, the great, the good,Who on thy servant’s side hast stood,And bless’d my ministry,Ready my prosper’d course to end,I to thy guardian love commendThe flock receiv’d from thee.
Tradução1[1] Pastor das almas, o grande, o bom,que estiveste ao lado do teu servo,e abençoaste o meu ministério,pronto a encerrar o meu curso bem-sucedido,ao teu amor protetor confioo rebanho que de ti recebi.
2[2] Beneath thy wings, their sure defence,Protected by omnipotence,Thy most distinguish’d care;The lambs and sheep of England’s fold,Now in thy book of life inroll’dPreserve for ever there.
2[2] Sob as tuas asas, a sua defesa segura,protegidos pela onipotência,o teu cuidado mais assinalado;os cordeiros e as ovelhas do aprisco da Inglaterra,agora inscritos no teu livro da vida (Ap 3.5),preserva-os ali para sempre.
3[3] Our church a thousand-fold increase,With ev’ry gospel blessing bless,And o’er the earth disperse,Till every heart thy kingdom own,Till thou art fear’d, confess’d and known,Throughout the universe.
3[3] Multiplica mil vezes a nossa igreja,abençoa-a com toda bênção do evangelho,e espalha-a por toda a terra,até que todo coração reconheça o teu reino,até que sejas temido, confessado e conhecidopor todo o universo.
4[4] In hope of that thrice happy day,To quit this tenement of clayThy summons I receive;For when I lay my body down,Thy work shall still be carried on,And God for ever live.
4[4] Na esperança daquele dia três vezes feliz,de deixar esta morada de barro,recebo a tua convocação;pois, quando eu depuser o meu corpo,a tua obra ainda prosseguirá,e Deus viverá para sempre.
5[5] The Spirit’s residue is thine:Fit instruments for thy design,Dispensers of thy grace,(If some like salt, their savour lose)Thou canst from other stones produce,And nobler vessels raise.
5[5] O restante do Espírito é teu (Ml 2.15):instrumentos aptos para o teu propósito,dispensadores da tua graça,(se alguns, como o sal, perdem o seu sabor) (Mt 5.13)tu podes, de outras pedras, produzir (Mt 3.9),e suscitar vasos mais nobres.
6[6] Come then, thy servant to release,And suffer’d to depart in peace,Without a ling’ring sigh;In all the confidence of hopeI now ascend the mountain-topI get me up and die!
6[6] Vem, então, libertar o teu servo,e, tendo-me permitido partir em paz (Lc 2.29),sem um suspiro demorado;em toda a confiança da esperançasubo agora ao alto do monte,eu me levanto e morro!
Sobre a Extensão da Expiação
Original1Shall man, a worm of earth, a child of dust,Prescribe for God, the gracious, and the just?Shall he report, how far his grace extends,Tell where his love begins, and where it ends?No, let our God himself, his ways explain;Let him make known, his boundless love for manLet him unfold, the purpose of his will,And tell the world, that he is gracious still:Declare that co-extensive with the fall,Is Jesu’s death, and hath aton’d for all.That all may live accepted, through his Son,And reap eternal joy, in worlds unknown.
Tradução1Ousará o homem, verme da terra, filho do pó,prescrever a Deus, o gracioso e o justo?Ousará declarar até onde se estende a sua graça,dizer onde o seu amor começa e onde termina?Não; deixai que o próprio Deus explique os seus caminhos,deixai que ele torne conhecido o seu amor sem limites pelo homem,deixai que ele revele o propósito da sua vontade,e diga ao mundo que ele ainda é gracioso:declare que, tão extensa quanto a queda,é a morte de Jesus, e que expiou por todos (1Jo 2.2).Que todos possam viver aceitos, por meio do seu Filho,e colher alegria eterna em mundos desconhecidos.
Antes de Pregar
Original1[1] Lord, if thy sov’reign majestyDoth still vouchsafe to send by me,Ev’n me thy meanest servant own,And make thy love to sinners known.
Tradução1[1] Senhor, se a tua majestade soberanaainda se digna a enviar por meu intermédio,reconhece a mim, o mais humilde dos teus servos,e faze conhecido o teu amor aos pecadores.
2[2] Thy presence and thy help afford,To ratify the gracious word.Th’ attesting Spirit’s seal set to,To prove the joyful tidings true.
2[2] Concede a tua presença e o teu auxílio,para ratificar a graciosa palavra.Apõe o selo confirmador do Espírito,para provar verdadeiras as alegres novas.
3[3] If thou the genuine gospel bless,They must thy saving pow’r confessWhoe’er in Jesu’s blood believe,And peace and righteousness receive.
3[3] Se abençoas o evangelho genuíno,hão de confessar o teu poder salvadortodos quantos creem no sangue de Jesus,e recebem paz e justiça.
4[4] Come then, in blessings from above,Thy Godhead, truth and mercy prove,The gift unspeakable impart,And write thy name on every heart.
4[4] Vem, então, em bênçãos do alto,comprova a tua divindade, verdade e misericórdia,concede o dom indizível (2Co 9.15),e escreve o teu nome em cada coração.
Para o Dia de Jejum, 10 de Fevereiro de 1779
Original1[1] Tremendous God, thy work we see,Thy strange destruction work below,Chastis’d for our iniquityCompell’d the fatal cause to know:We tremble, as the storm comes on,And turns the kingdoms upside down.
Tradução1[1] Ó Deus tremendo, vemos a tua obra,a tua estranha obra de destruição aqui embaixo (Is 28.21),castigados pela nossa iniquidade,forçados a conhecer a causa fatal:trememos, enquanto a tempestade avança,e vira os reinos de cabeça para baixo.
2[2] Abroad the sword our kin devours,And thousands and ten thousands fall;(Their doom alas! Involving ours)Yet still for sorer plagues they call;And by the tyrant’s heaviest chain,With wasted realm, and heaps of slain.
2[2] Fora, a espada devora os nossos parentes,e milhares e dezenas de milhares caem;(a sua sorte, ai, envolvendo a nossa)e ainda assim clamam por pragas mais duras;e pela mais pesada cadeia do tirano,com o reino devastado e montes de mortos.
3[3] By famine, pestilence, and sword,Thou hast our guilty brethren tri’d;Yet, Oh! Thou dread, avenging Lord,Thy justice is not satisfi’d;Thine anger is not turn’d away,Thine arm is still stretch’d out to slay.
3[3] Pela fome, pela peste e pela espada,provaste os nossos irmãos culpados;contudo, ó terrível e vingador Senhor,a tua justiça não está satisfeita;a tua ira não se desviou,o teu braço ainda está estendido para matar (Is 5.25).
4[4] Britons at home with Britons fight,And furious partizans engage,With cruel hate, and full despiteIntestine war they madly rage:By discord dire the land o’erturn,And thee and thy vicegerent scorn.
4[4] Britânicos em casa lutam com britânicos,e furiosos partidários se engalfinham,com ódio cruel e pleno rancortravam loucamente a guerra intestina:pela discórdia funesta transtornam a terra,e desprezam a ti e ao teu vice-regente.
5[5] Thy speaking rod they will not hear,Thy lifted hand they will not see:But cast off all religious fear,And only by their crimes agreeTheir sinful measure to fulfil,Their own extreme perdition seal.
5[5] Não querem ouvir a tua vara que fala (Mq 6.9),não querem ver a tua mão erguida:mas lançam fora todo temor religioso,e só nos seus crimes concordam,para encher a sua medida de pecado,e selar a sua própria e extrema perdição.
6[6] Yet Oh! Thou gracious God and true,Our death-devoted nation spare,Attentive to the pious few,Who wrestle on in ceaseless pray’r;Who will not let thy wrath alone,But cry for mercy—in thy Son.
6[6] Contudo, ó Deus gracioso e verdadeiro,poupa a nossa nação votada à morte,atento aos poucos piedosos,que perseveram em oração sem cessar;que não deixam em paz a tua ira,mas clamam por misericórdia, no teu Filho.
7[7] Thy children faithful in the fireRegard, and timely rescue send:Mercy our hearts, with theirs, require,Mercy our miseries to end;For Jesu’s sake our sins remove,And save us through thy pardoning love.
7[7] Os teus filhos, fiéis no fogo,considera, e envia socorro a tempo:misericórdia pedem os nossos corações, com os deles,misericórdia para dar fim às nossas misérias;por amor de Jesus, afasta os nossos pecados,e salva-nos pelo teu amor que perdoa.
8[8] All things are possible to God,To them that on thy Son believe;In answer to his speaking bloodFather the murtherers forgive,And pristine piety restoreAnd peace till time shall be no more.
8[8] Todas as coisas são possíveis a Deus (Mc 10.27),aos que creem no teu Filho;em resposta ao seu sangue que fala (Hb 12.24),Pai, perdoa os assassinos,e restaura a piedade primitiva,e a paz, até que o tempo não mais exista.
Uma Oração pelo Rei Jorge
Original1[1] Why do the christen’d heathens rage,And furiously their pow’rs engageAgainst the Lord most high,Against his dread vicegerent here,Cast off the yoke of loyal fear,And God himself defy?
Tradução1[1] Por que se enfurecem os pagãos batizados (Sl 2.1),e furiosamente lançam as suas forçascontra o Senhor altíssimo,contra o seu temível vice-regente aqui,lançam fora o jugo do temor leal,e desafiam o próprio Deus?
2[2] Counsel they take, but not by thee,Great King of kings, whose firm decreeSupports the British throne:Through whom our rightful monarch reigns,Thy sov’reign character sustains,And bows to thee alone.
2[2] Tomam conselho, mas não por ti,ó grande Rei dos reis, cujo firme decretosustenta o trono britânico:por quem reina o nosso legítimo monarca,que sustenta o teu caráter soberano,e só a ti se curva.
3[3] Thine eye observes, thy Spirit knowsHis open, and his secret foes,Who deep their plots conceal,As zealous for their country’s good,Stir up the undiscerning crowd,And make a league with hell.
3[3] O teu olho observa, o teu Espírito conheceos seus inimigos declarados e secretos,que ocultam bem fundo as suas tramas,como que zelosos pelo bem da pátria,incitam a multidão sem discernimento,e fazem aliança com o inferno.
4[4] But thou, without the help of man,Canst all their fiercest wrath restrain,And all their plots confound:Canst on our king thy blessings shed,And cover his anointed head,With lasting glories crown’d.
4[4] Mas tu, sem a ajuda do homem,podes conter toda a sua mais feroz ira,e confundir todas as suas tramas:podes derramar as tuas bênçãos sobre o nosso rei,e cobrir a sua cabeça ungida,coroada de glórias duradouras.
5[5] Answ’ring in us thy Spirit’s cries,Now, Lord, in his defence arise,With majesty supremeAdorn the man of thy right hand,That all may bless his mild command,And honour thee in him.
5[5] Respondendo em nós aos clamores do teu Espírito,levanta-te agora, Senhor, em sua defesa,com majestade supremaadorna o homem da tua destra (Sl 80.17),para que todos abençoem o seu suave mando,e honrem a ti nele.
6[6] Long may he here thy image live,Thy kingdom in his heart receive,Spiritual joys unknown:Earnest of joys that never end,And late with all thy saints ascend,To fill a heav’nly throne.
6[6] Que ele viva aqui longamente como tua imagem,receba no coração o teu reino,alegrias espirituais desconhecidas:penhor de alegrias que nunca terminam,e, por fim, com todos os teus santos ascenda,para ocupar um trono celestial.
É Designado aos Homens Morrerem Uma Vez (Hb 9.27)
Original1[1] Tremendous God with humble fear,Prostrate before thy glorious throne,Th’ irrevocable word we hear,Thy sov’reign right’ousness we own.
Tradução1[1] Ó Deus tremendo, com humilde temor,prostrados diante do teu glorioso trono,ouvimos a palavra irrevogável,reconhecemos a tua soberana justiça.
2[2] ‘Tis fit we should to dust return,(Since such the will of the Most High)In sin conceiv’d, to trouble born,Born only to lament, and die.
2[2] É justo que voltemos ao pó,(visto ser tal a vontade do Altíssimo)concebidos em pecado (Sl 51.5), nascidos para a aflição (Jó 5.7),nascidos só para lamentar e morrer.
3[3] Submissive to thy just decree,We all shall soon from earth remove:But when thou sendest, Lord, for me,O let the messenger be love.
3[3] Submissos ao teu justo decreto,todos em breve deixaremos a terra:mas, quando enviares, Senhor, por mim,oh, que o mensageiro seja o amor.
4[4] By whisp’ring love into my heart,Warn me of my approaching end,And then I joyfully depart,And then I to thine arms ascend!
4[4] Sussurrando amor ao meu coração,avisa-me do meu fim que se aproxima,e então parto com alegria,e então subo aos teus braços!
A Oração de um Ancião
Original1[1] The knowledge of thy loveO how shall I attain?Its excellence is far aboveThe reach of fallen man:For more than threescore yearsI for the grace have pin’d,And sought with ceaseless pray’rs and tearsWhat I could never find.
Tradução1[1] O conhecimento do teu amor,oh, como o alcançarei?A sua excelência está muito acimado alcance do homem caído:por mais de sessenta anosdefinhei por essa graça,e busquei com incessantes orações e lágrimaso que jamais pude encontrar.
2[2] Tremendous God unknown,Hath thy severe decreeRejected, as perdition’s son,And sternly pass’d by me?The saving grace with-held,That left to Satan I,By thy resistless will compell’d,Might sin, despair, and die!
2[2] Ó Deus tremendo e desconhecido,terá o teu severo decretorejeitado a mim, como filho da perdição (Jo 17.12),e rigorosamente me preterido?Negada a graça salvadora,de modo que, entregue a Satanás,compelido pela tua vontade irresistível,eu peque, desespere e morra!
3[3] Blasphemous thoughts, away!As hell itself abhorr’d!Thy attributes the lie gainsay,Thy nature and thy word:Thy oath forbids my fears,And comforts all that grieve,Thy bloody sweat, thy cries and tears,Thy death would have me live.
3[3] Pensamentos blasfemos, para longe!Detestados como o próprio inferno!Os teus atributos desmentem a mentira,a tua natureza e a tua palavra:o teu juramento proíbe os meus temores,e conforta todos os que se afligem,o teu suor de sangue (Lc 22.44), os teus clamores e lágrimas,a tua morte quer que eu viva.
4[4] Would have me love my God,Who lov’d the world so well:Then sur’ly I the grace bestow’d,The purchas’d bliss shall feel:Thou wilt the bliss confer,Before I hence depart;And the abiding ComforterShall take up all my heart.
4[4] Quer que eu ame o meu Deus,que tanto amou o mundo (Jo 3.16):então certamente sentirei a graça concedida,a bem-aventurança comprada:tu conferirás a bem-aventurança,antes que eu daqui parta;e o Consolador que permanece (Jo 14.16)tomará todo o meu coração.
Uma Oração. “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração” (Dt 6.5)
Original1[1] Dost thou request a feeble worm,To touch the sky, t’ arrest the storm,The mountains to remove:Dost thou command what cannot be,That thine apostate creature, theeI should entirely love?
Tradução1[1] Pedes tu a um verme débilque toque o céu, que detenha a tempestade,que remova os montes:ordenas o que não pode ser,que a tua criatura apóstata a tieu deva amar inteiramente?
2[2] Have I ability t’ obey,Why should I then one moment stay?Compell’d, alas! I own,Forc’d by ten thousand efforts vain,There is no pow’r in fallen man,To love a God unknown.
2[2] Tenho eu capacidade de obedecer?Por que, então, tardaria um só instante?Constrangido, ai, confesso,forçado por dez mil esforços vãos,não há poder no homem caídopara amar um Deus desconhecido.
3[3] The power must then from thee proceed,If thee I even love indeed;The thing thy laws enjoin,Thy Spirit must in me fulfil,Who ask, according to thy will,The precious grace divine.
3[3] O poder, então, há de proceder de ti,se eu de fato te amar;aquilo que as tuas leis ordenam,o teu Espírito deve cumprir em mim,que peço, segundo a tua vontade,a preciosa graça divina.
4[4] If all who will receive it, may,I humbly for the blessing pray,To poorest beggars given:With strength of infinite desireI nothing but thy love require,Of all in earth, or heav’n.
4[4] Se todos os que a quiserem receber, podem,humildemente oro por essa bênção,dada aos mais pobres mendigos:com a força de um desejo infinitonada peço senão o teu amor,de tudo na terra ou no céu.
5[5] What shall I say my suit to gain?Father, regard that heavenly man,Who groan’d on Calvary!Who paid my ransom on the cross,And ever lives to plead my cause,And asks thy love for me.
5[5] Que direi para obter o meu pedido?Pai, considera aquele varão celestial,que gemeu no Calvário!Que pagou o meu resgate na cruz,e vive sempre para advogar a minha causa (Hb 7.25),e pede o teu amor para mim.
6[6] In honour of th’ incarnate God,The gift he purchas’d with his blood,Father, on me bestow!That loving thee with all my heart,And thus made ready to depart,I to thy arms may go.
6[6] Em honra do Deus encarnado,o dom que ele comprou com o seu sangue,concede-me, ó Pai!Para que, amando-te de todo o coração,e assim preparado para partir,eu possa ir para os teus braços.
A Oração de um Ancião
Original1[1] Father of all, whose bowels moveTo ev’ry object of thy love,Regard my advocate and friend,And bless me with a peaceful end.
Tradução1[1] Pai de todos, cujas entranhas se comovempor todo objeto do teu amor,considera o meu advogado e amigo,e abençoa-me com um fim sereno.
2[2] Weary of life, with guilt opprest,I want the pledge of endless rest,I want thy grace to testify,And then to lay me down and die.
2[2] Cansado da vida, oprimido pela culpa,anseio pelo penhor do descanso sem fim,anseio que a tua graça dê testemunho,e então deitar-me e morrer.
3[3] The pardon grant for which I pray,Because I nothing have to pay;Because I a mere sinner am,And ask the grace in Jesu’s name.
3[3] Concede o perdão pelo qual oro,porque nada tenho com que pagar;porque sou um mero pecador,e peço a graça em nome de Jesus.
4[4] Ten thousand talents, Lord, remit,Whose mercies are more infinite,The sins of seventy years forgive,And then my spotless soul receive.
4[4] Dez mil talentos, Senhor, perdoa (Mt 18.24),tu cujas misericórdias são mais infinitas,perdoa os pecados de setenta anos,e então recebe a minha alma sem mácula.
5[5] Thou know’st, I wait for this alone,Till thou shalt manifest thy Son,The fulness of the deity;Reveal, in Christ, thyself to me.
5[5] Tu sabes que só por isto aguardo,até que manifestes o teu Filho,a plenitude da divindade (Cl 2.9);revela-te a mim, em Cristo.
6[6] Then, O my God, and Father, then,When I have thy salvation seen,In peace permitted to depart,I soar, and see thee as thou art!
6[6] Então, ó meu Deus e Pai, então,quando eu tiver visto a tua salvação,permitido a partir em paz,eu me elevo e te vejo como és! (1Jo 3.2)
Pela Igreja
Original1[1] Head of thy church, attendOur long-continu’d pray’r,And our Jerusalem defend,And in thy bosom bear,The sheep of England’s fold,Mark’d with their shepherd’s sign,Bought with a price, redeem’d of old,And wash’d in blood divine.
Tradução1[1] Cabeça da tua igreja, atendeà nossa oração há muito continuada,e defende a nossa Jerusalém,e leva no teu seioas ovelhas do aprisco da Inglaterra,marcadas com o sinal do seu pastor,compradas por um preço (1Co 6.20), remidas de outrora,e lavadas no sangue divino.
2[2] Call’d out of Babylon,At thy command we came,Our ancestors their lives laid down,And triumph’d in the flame:The church’s seed aroseOut of the martyr’s blood,And saw their antichristian foesBefore thy cross subdu’d.
2[2] Chamados para fora da Babilônia (Ap 18.4),ao teu mando viemos,os nossos antepassados deram a vida,e triunfaram na chama:a semente da igreja surgiudo sangue do mártir,e viu os seus inimigos anticristãossubjugados diante da tua cruz.
3[3] Again thy Spirit of graceDoth with our Israel strive,And ev’n in our degen’rate daysHis ancient work revive:Ten thousand witnessesStand forth on ev’ry side,And bold in life and death confessJehovah crucifi’d.
3[3] De novo o teu Espírito de graçacontende com o nosso Israel (Gn 6.3),e mesmo nos nossos dias degeneradosreaviva a sua obra antiga:dez mil testemunhasse apresentam por toda parte,e, ousadas na vida e na morte, confessamJeová crucificado.
4[4] O that the faithful seedMight never, never fail,Victorious, through their conqu’ring head,O’er all the powers of hell!Still with thy people stay,By England’s church ador’d,Till every island flee awayBefore our glorious Lord.
4[4] Oh, que a semente fielnunca, nunca falhe,vitoriosa, por meio da sua Cabeça conquistadora,sobre todos os poderes do inferno!Permanece sempre com o teu povo,adorado pela igreja da Inglaterra,até que toda ilha fuja (Ap 16.20)diante do nosso glorioso Senhor.
“Já Não Há Flauta, Já Não Há Dança”
Original1[1] The First and Second George were wise,And understood a faction’s price;Little account of those they made,That from mere principle obey’d,But purchas’d with an annual bribeThe votes of the Dissenting tribe;Who serv’d with flaming zeal and hearty,The heads of their own favour’d party.
Tradução1[1] O primeiro e o segundo Jorge foram sábios,e entendiam o preço de uma facção;pouca conta faziam daquelesque por mero princípio obedeciam,mas compravam com um suborno anualos votos da tribo dissidente;que servia com zelo ardente e cordialos chefes do seu próprio partido favorecido.
2[2] Why are they chang’d to George the Third,And never give him a good word?His rebels why do they embrace,And spit in a mild monarch’s face!“Because he slights his father’s friends,And the three kingdoms comprehends,All sects and parties reconciles,Alike on Whig and Tory smiles:Aims at impossibilities,And studies friends and foes to please;Because our pensions he withdraws,—And if he starve the good, old cause,And if he nothing more advance—No longer pipe, no longer dance!”
2[2] Por que mudaram para com Jorge Terceiro,e nunca lhe dão uma boa palavra?Por que abraçam os rebeldes dele,e cospem no rosto de um monarca brando!“Porque ele desdenha os amigos de seu pai,e abarca os três reinos,reconcilia todas as seitas e partidos,sorri igualmente a Whig e a Tory:almeja impossibilidades,e empenha-se em agradar amigos e inimigos;porque ele nos retira as pensões,e, se deixa à míngua a boa e velha causa,e se nada mais nos concede,não há mais flauta, não há mais dança!”
Um Epitáfio para Edward Hearne, de Monmouth, Falecido em 28 de Abril de 1776
Original1Stranger to vice, with early grace imbu’d,The pious youth his Saviour’s steps pursu’d:Pursu’d, a zealous follow’r of his Lord,A mother labouring for her full reward:Trac’d her from earth, by lawless violence driv’n,And found the martyr’d saint enshrin’d in heaven.
Tradução1Estranho ao vício, imbuído desde cedo da graça,o jovem piedoso seguiu os passos do seu Salvador:seguiu-os, zeloso discípulo do seu Senhor,uma mãe que trabalhava por sua plena recompensa:seguiu-a desde a terra, de onde a expulsou a violência sem lei,e achou a santa martirizada consagrada no céu.
Sobre os Mensageiros de Deus
Original1[1] A scripture test—to tell, and tryThe messengers of the Most High—“Servants of all”—are these on earth,Yet sons of God, by heav’nly birth!Godlike in temper, act, and word,Meek imitators of their Lord;Who seek not pleasure, profit, praise,Which vanish with terrestrial days;But “Honour coming from above,”Boundless as heav’n’s eternal love!“Lord, make me fruitful,” is their cry,“To prove my mission from the sky,O give me children—else I die!”
Tradução1[1] Uma prova das Escrituras, para reconhecer e provaros mensageiros do Altíssimo:“servos de todos” (Mc 9.35), são estes na terra,e contudo filhos de Deus, por nascimento celestial! (Jo 3.3)semelhantes a Deus no temperamento, no ato e na palavra,mansos imitadores do seu Senhor (Mt 11.29);que não buscam prazer, lucro, louvor,que se desvanecem com os dias terrenos;mas “a honra que vem do alto” (Jo 5.44),sem limites, como o amor eterno do céu!“Senhor, faze-me frutífero”, é o seu clamor,“para provar a minha missão vinda do céu,dá-me filhos, ou morrerei!” (Gn 30.1)
2[2] Nor labour such for souls–in vain,While faithful–fruitful they remain;Weeping, with zeal through crowds they roam!Shouting, with sheaves fly bounding home!Wishing the world to heav’n would come!Expecting that millennial dayWhen earth, like heav’n, shall God obeyNor “run they as uncertainly,”Each know from strictest scrutiny,By heart-felt joys, and what they see,“I AM hath sent unworthy me.”
2[2] Nem tais homens trabalham por almas em vão,enquanto fiéis e frutíferos permanecem;chorando, com zelo percorrem as multidões!exultando, com feixes voam saltitantes para casa! (Sl 126.6)desejando que o mundo viesse ao céu!esperando aquele dia milenarem que a terra, como o céu, obedecerá a Deus (Is 66.23)nem “correm como a esmo” (1Co 9.26),cada um sabe, do mais rigoroso exame,pelas alegrias sentidas no coração, e pelo que veem,“EU SOU enviou a mim, indigno.” (Êx 3.14)
Sobre a Velhice
Original1[1] Believing, I my seal set to,That God is merciful and true;Who took out of my mother’s womb,He leads me softly to the tomb.
Tradução1[1] Crendo, aponho o meu selo,de que Deus é misericordioso e verdadeiro (Jo 3.33);aquele que me tirou do ventre de minha mãe (Sl 71.6),suavemente me conduz ao túmulo.
2[2] From infancy to hoary hairs,He all my griefs and burthens bears;Supports me in his arms of love,And hides my ransom’d life above.
2[2] Desde a infância até as cãs,ele carrega todas as minhas dores e fardos;sustenta-me nos seus braços de amor,e esconde no alto a minha vida resgatada (Cl 3.3).
3[3] Still, O my gracious God and just,I in thy faithful mercies trust:And who on thee alone depend,Thou wilt deliver to the end:
3[3] Ainda, ó meu Deus gracioso e justo,confio nas tuas fiéis misericórdias:e os que só de ti dependem,tu livrarás até o fim:
4[4] Thou wilt in death my weakness bear,And rais’d out of the sepulchre,Carry me up thy face to see,And save through all eternity.
4[4] Tu carregarás na morte a minha fraqueza,e, ressuscitado do sepulcro,levar-me-ás para o alto, a ver a tua face,e salvar por toda a eternidade.
Pelo Amor
Original1[1] O love, thou sov’reign good unknown!Anxious I wait for thee alone,Before I take my flight;Before I can depart in peace,Or hope for endless happiness,In a new world of light.
Tradução1[1] Ó amor, ó bem soberano e desconhecido!Ansioso, só por ti aguardo,antes de alçar o meu voo;antes que eu possa partir em paz,ou esperar felicidade sem fim,num novo mundo de luz.
2[2] Joyful I fly this moment hence,Meet for my rich inheritance,If thou thyself impart:Salvation sure in thee is giv’n;My perfect peace, my present heaven,My God himself thou art!
2[2] Com alegria voo deste instante para longe,apto para a minha rica herança,se te concederes a mim:em ti é dada salvação certa;a minha paz perfeita, o meu céu presente,o meu próprio Deus tu és!
3[3] O love, O God, thyself reveal!My pardon in thy blood to seal,My spirit to restore;Then, let me then a lot obtain,Where grief, infirmity, and pain,And death shall be no more.
3[3] Ó amor, ó Deus, revela-te!para selar o meu perdão no teu sangue,para restaurar o meu espírito;então, deixa-me então obter uma herançaonde a tristeza, a enfermidade e a dor,e a morte não mais existam (Ap 21.4).
4[4] Canst thou deny thyself to me,A thirsty soul who gasps for thee,Incapable of rest;Till I thy loving nature share,Till thou the mystery declare,And take me to thy breast.
4[4] Poderás negar-te a mim,a uma alma sedenta que arqueja por ti,incapaz de descanso,até que eu partilhe a tua natureza amorosa,até que declares o mistério,e me tomes ao teu peito.
5[5] Now, O thou love essential come!And lo! I sink into the tomb,With Jesus in my heart;Secure at that great day to rise,And mount above the flaming skies,And see thee as thou art.
5[5] Agora, ó tu, amor essencial, vem!E eis que afundo no túmulo,com Jesus no coração;seguro de que ressuscitarei naquele grande dia,e subirei acima dos céus flamejantes,e te verei como és (1Jo 3.2).
Um Epitáfio para o Sr. Peter Jaco
Original1Fisher of men, ordain’d by Christ alone,Immortal souls he for his Saviour won;With loving faith, and calmly fervent zeal,Perform’d, and suffer’d the Redeemer’s will;Unmov’d, in all the storms of life remain’d,And in the good old ship the haven gain’d.
Tradução1Pescador de homens (Mt 4.19), ordenado só por Cristo,almas imortais ele ganhou para o seu Salvador;com fé amorosa e zelo serenamente fervoroso,cumpriu e sofreu a vontade do Redentor;imóvel, em todas as tempestades da vida permaneceu,e no bom e velho navio alcançou o porto.
Uma Moção da Minoria
Original1[1] Agreed! Let it be as the patriots hope,To their friends let us give all America up:Let the rebels be lords, and the loyalists swing,For loving old England, and serving their king:Be the Westerly Isles the next easy prize,Which Geneva bestows on her Popish allies:The East Indies must then unavoidably fall,And dominion at sea be transferr’d to the Gaul.
Tradução1[1] Concordado! Seja como esperam os patriotas,entreguemos aos seus amigos toda a América:sejam senhores os rebeldes, e enforquem-se os leais,por amarem a velha Inglaterra e servirem o seu rei:sejam as Ilhas Ocidentais o próximo fácil despojo,que Genebra concede aos seus aliados papistas:as Índias Orientais então inevitavelmente cairão,e o domínio do mar será transferido ao gaulês.
2[2] Here’s an end of the story, and end of the dance,By Great Britain becoming—a province to France!
2[2] Eis o fim da história e o fim da dança,com a Grã-Bretanha tornando-se uma província da França!
Escrito sobre uma Recente Declaração de Lorde C[ornwallis], de que a Conquista da América a Ferro e Fogo Não Se Há de Realizar
Original1[1] True is the patriotic word,“We never can by fire and swordThe fierce Americans subdue;”If we our gen’ral’s steps pursue,His own allies who tears and rends,And turns his sword against his friends.
Tradução1[1] Verdadeira é a palavra patriótica:“Jamais poderemos, a ferro e fogo,subjugar os ferozes americanos;”se seguirmos os passos do nosso general,que dilacera e despedaça os seus próprios aliados,e volta a espada contra os seus amigos.
2[2] The loyal if he first inviteFor Britain and its king to fight,Promise to succour and protect;He then abandons to neglect,Or draws them in an easy prey,For their invet’rate foes to slay.
2[2] Se ele primeiro convida os leaisa lutar pela Grã-Bretanha e pelo seu rei,promete socorrer e proteger;e depois os abandona ao desamparo,ou os arrasta como presa fácil,para que os inimigos inveterados os matem.
3[3] Poor, credulous slaves if he allure,By flatt’ring hopes of refuge sure,Their cruel tyrants to desert;He then with an unfeeling heartLeaves them, who on his faith rely,By hunger, or disease to die.
3[3] Se ele atrai pobres e crédulos escravos,com lisonjeiras esperanças de refúgio seguro,a desertarem dos seus cruéis tiranos;depois, com coração insensível,abandona-os, que confiaram na sua palavra,a morrer de fome ou de doença.
4[4] Thousands, who unconsum’d remain,He drives out of his camp again;(While trusting in his treach’rous words,)Gives up the victims to their lords,To punish in the ling’ring fire,By vari’d torments to expire.
4[4] Milhares, que ainda restam não consumidos,ele expulsa de novo do seu acampamento;(enquanto confiavam nas suas palavras traiçoeiras,)entrega as vítimas aos seus senhores,para os punirem no fogo lento,a expirar sob variados tormentos.
5[5] Such faithful leaders we allow,Fit to succeed immortal H[ow]e,Who fierce Americans subdu’d,And conquer’d them whene’er he would;Too gen’rous to pursue his blow,Or trample on a vanquish’d foe.
5[5] Tais fiéis comandantes, admitimos,dignos de suceder o imortal Howe,que subjugou os ferozes americanos,e os venceu sempre que quis;generoso demais para levar avante o golpe,ou pisar um inimigo vencido.
6[6] His vanquish’d foe full oft he rear’d,And kindly their despondence cheer’d:Too brave to take them by surprise,He saw their straits with pitying eyes;And put them out of all their pain,And gave them back their towns again.
6[6] Ao seu inimigo vencido muitas vezes ergueu,e com bondade animou o seu desânimo:valente demais para tomá-los de surpresa,viu os seus apertos com olhos compassivos;e os aliviou de toda a sua dor,e lhes devolveu de novo as suas cidades.
7[7] Such gen’rals never can aspireRebels to quell with sword or fire;But without fire, another canAccomplish it—an honest manWho truth and public faith approves,And more than life his country loves.
7[7] Tais generais jamais podem aspirara subjugar rebeldes com espada ou fogo;mas, sem fogo, outro poderealizá-lo, um homem honesto,que aprova a verdade e a fé pública,e mais que a vida ama a sua pátria.
8[8] A man for this great end design’d,Our nation now expects to find,By providential love bestow’d,Whose object is Britannia’s good,Britannia’s peace his only aim:And Carlton is the patriot’s name.
8[8] Um homem destinado a este grande fima nossa nação agora espera encontrar,concedido pelo amor providencial,cujo objetivo é o bem da Britânia,a paz da Britânia o seu único alvo:e Carleton é o nome do patriota.
Sobre a Morte do Sr. Thomas Lewis, Falecido em Bristol, [Abril] de 1782
Original1[1] Thee, Lord, in all events we praise:With wisdom, faithfulness, and graceThou dost thy gifts dispense;Thou dost thy benefits revoke,And by an unexpected stroke,Transport our brother hence.
Tradução1[1] A ti, Senhor, em todos os acontecimentos louvamos:com sabedoria, fidelidade e graçadispensas os teus dons;revogas os teus benefícios,e, por um golpe inesperado,transportas daqui o nosso irmão.
2[2] How many whom thy judgments call,As sudden, not as safely fall!He falls, again to rise,By instantan’ous grace remov’d,He falls asleep in his belov’d,And wakes in paradise.
2[2] Quantos, a quem os teus juízos chamam,caem tão de repente, mas não tão seguros!Ele cai, para de novo se erguer,removido por graça instantânea,adormece no seu amado,e desperta no paraíso.
3[3] For this habitually prepar’d,Death could not find him off his guard,A man who daily di’d:A stranger in the vale of tears,Whose life for more than forty years,Confess’d the crucifi’d.
3[3] Para isto habitualmente preparado,a morte não o pôde achar desprevenido,um homem que diariamente morria (1Co 15.31):um estrangeiro no vale de lágrimas,cuja vida, por mais de quarenta anos,confessou o crucificado.
4[4] His life the proof substantial gave,And witness’d Jesus’ pow’r to save,The sinner here forgiv’n;While firm in the old paths he stood,Redeem’d the time by doing good,And laid up wealth in heav’n.
4[4] A sua vida deu a prova substancial,e testemunhou o poder de Jesus para salvar,o pecador aqui perdoado;enquanto firme nos velhos caminhos permanecia (Jr 6.16),remia o tempo fazendo o bem (Ef 5.16),e entesourava riqueza no céu (Mt 6.20).
5[5] Rugged howe’er his manners seem’d,His manners were by all esteem’d,Who truth preferr’d to art:His hands for Esau’s hands were known,His voice bewray’d the favourite son,And Jacob’s honest heart.
5[5] Por mais rudes que parecessem os seus modos,os seus modos eram por todos estimados,pelos que preferiam a verdade ao artifício:as suas mãos eram conhecidas como as mãos de Esaú,a sua voz revelava o filho predileto,e o coração honesto de Jacó (Gn 27.22).
6[6] His heart, as tender as sincere,Melted for ev’ry sufferer,And bled for the distrest,Whene’er he heard the griev’d complain;And pity for the sons of pain,Resided in his breast.
6[6] O seu coração, tão terno quanto sincero,comovia-se por todo sofredor,e sangrava pelos aflitos,sempre que ouvia queixar-se o entristecido;e a compaixão pelos filhos da dorresidia no seu peito.
7[7] A father to the sick and poor,For them he husbanded his store,For them himself deni’d;The naked cloth’d, the hungry fed,Or parted with his daily bread,That they might be suppli’d.
7[7] Um pai para os doentes e os pobres,por eles administrava os seus bens,por eles a si mesmo negava;vestia o nu, alimentava o faminto (Mt 25.35-36),ou repartia o seu pão de cada dia,para que fossem supridos.
8[8] But chiefly, who in Christ believ’d,For them, into his heart receiv’d,He naturally car’d;His faith’s integrity to prove,By labours of unweari’d love,To gain a full reward.
8[8] Mas principalmente os que criam em Cristo,a eles, recebidos no seu coração,cuidava com sinceridade (Fp 2.20);para provar a integridade da sua fé,por labores de amor incansável,a fim de ganhar plena recompensa.
9[9] A steward just, and wise, and good,Through life against the men he stoodWho basely sought their own;He dar’d their practices condemn,Yet not an enemy to them,But to their deeds alone.
9[9] Um mordomo justo, sábio e bom,por toda a vida resistiu aos homensque baixamente buscavam o próprio interesse;ousou condenar as suas práticas,e contudo não era inimigo deles,mas somente das suas obras.
10[10] Sin, only sin, his soul abhorr’d,A follow’r of his right’ous Lord,Till all his toils were past:And lo! The hoary saint ascends,And gather’d to his heav’nly friends,Obtains the prize at last!
10[10] O pecado, só o pecado, a sua alma detestava,seguidor do seu justo Senhor,até que todos os seus labores passassem:e eis que o santo encanecido ascende,e, reunido aos seus amigos celestiais,obtém enfim o prêmio!
11[11] Thanks be to God in Christ his Son!Thy pow’r is on our brother shown,Thy truth, and constant love:Thou dost the final victory give,And more than conqueror receiveTo rapturous joy above.
11[11] Graças a Deus em Cristo, seu Filho!O teu poder se mostrou no nosso irmão,a tua verdade e o teu amor constante:tu dás a vitória final,e recebes, mais que vencedor (Rm 8.37),à arrebatadora alegria do alto.
12[12] O! That the friends he leaves beneath,Might live his life, and die his death,For glory as mature,Partakers with the saints in light,And reap the pleasures in thy sight,Which ever more endure!
12[12] Oh, que os amigos que ele deixa aqui embaixopossam viver a sua vida e morrer a sua morte,tão maduros para a glória,participantes com os santos na luz (Cl 1.12),e colher os prazeres na tua presença,que para sempre perduram (Sl 16.11).
Sobre a Morte do Sr. [Ebenezer] B[lackwell], Falecido no Domingo, 23 de Abril de 1782
Original1[1] Happy the follower of his Lord,Call’d, and indulg’d in him to die,To gain a full, immense reward,Bestow’d by Jesus in the sky!He rests from all his labours there,Pursu’d by all his works of love;And waits for us the joy to share,Triumphant with our friends above.
Tradução1[1] Feliz o seguidor do seu Senhor,chamado e favorecido a morrer nele,a ganhar plena e imensa recompensa,concedida por Jesus no céu!Ali descansa de todos os seus labores (Ap 14.13),seguido por todas as suas obras de amor;e nos aguarda para partilhar a alegria,triunfante com os nossos amigos no alto.
2[2] Then let us cheerfully pursueOur comrade, to that heav’nly land,And keep, like him, our end in view,And love, like him, our Lord’s command:Obedient both in word and deed,By works his genuine faith he show’d;Rejoic’d in Jesu’s steps to tread,And spent his life in doing good.
2[2] Então sigamos com alegriao nosso companheiro, àquela terra celestial,e mantenhamos, como ele, o nosso fim à vista,e amemos, como ele, o mandamento do nosso Senhor:obediente em palavra e em obra,por obras mostrou a sua fé genuína (Tg 2.18);alegrou-se em pisar nos passos de Jesus,e gastou a vida fazendo o bem (At 10.38).
3[3] Affliction’s kind, unfailing friend,He wisely us’d his growing store,And priz’d his privilege to lendTo God, by giving to the poor:The Lord his lib’ral servant bless’d,Who paid him back the blessings giv’n;And still, the more his wealth increas’d,More treasure he laid up in heav’n.
3[3] Amigo bondoso e infalível da aflição,sabiamente usou os seus bens crescentes,e prezou o privilégio de emprestara Deus, dando aos pobres (Pv 19.17):o Senhor abençoou o seu servo liberal,que lhe retribuiu as bênçãos dadas;e ainda, quanto mais crescia a sua riqueza,mais tesouro entesourava no céu (Mt 6.20).
4[4] Through life inviolably just,He his integrity maintain’d,Most strictly faithful to his trust,An upright man of truth unfeign’d;His roughly, honest soul abhorr’d,The polish smooth, the courtier’s art,And free from guile in ev’ry word,He spoke the language of his heart.
4[4] Por toda a vida inviolavelmente justo,manteve a sua integridade,rigorosamente fiel ao que lhe foi confiado,um homem reto, de verdade sem fingimento;a sua alma rude e honesta detestavao polimento liso, a arte do cortesão,e, livre de dolo em cada palavra,falava a linguagem do seu coração.
5[5] Who always lib’ral things devis’d,By lib’ral things he firmly stood,Sincerely lov’d his friends and priz’d,Their burthens bore, and sought their good:But chiefly those to Jesus dear,Who travell’d to that land of rest;As brethren intimately near,He cherish’d in his gen’rous breast.
5[5] Que sempre planejou coisas liberais (Is 32.8),por coisas liberais firmemente se manteve,sinceramente amou e prezou os seus amigos,carregou os seus fardos e buscou o seu bem:mas principalmente os caros a Jesus,que peregrinavam àquela terra de descanso;como irmãos intimamente próximos,acalentava no seu generoso peito.
6[6] A man of passions like to ours,For years he groan’d beneath his load,And wrestl’d with the adverse pow’rs,And look’d to the atoning blood!The blood which once his pardon bought,Did here the contrite sinner save;And all his faults are now forgot,Are buried in his Saviour’s grave.[1] On earth he drank the deepest cupOf sharp, but consecrated pain,And fill’d his mournful measure up,And suffer’d with his Lord to reign;Meekly the sudden call obey’d,His willing spirit to resign,And only for his Saviour stay’d,To finish his own work divine.
6[6] Um homem de paixões semelhantes às nossas (Tg 5.17),por anos gemeu sob o seu fardo,e lutou com os poderes adversos,e olhou para o sangue expiatório!O sangue que outrora comprou o seu perdão,aqui salvou o pecador contrito;e todas as suas faltas estão agora esquecidas,sepultadas na cova do seu Salvador.[1] Na terra ele bebeu o cálice mais profundode aguda, mas consagrada dor,e encheu a sua taça de tristeza,e sofreu com o seu Senhor, para reinar (2Tm 2.12);mansamente obedeceu ao chamado repentino,a entregar de bom grado o seu espírito,e só pelo seu Salvador esperou,para concluir a sua própria obra divina.
7[2] The souls whom most he priz’d below,The dearest partners of his heart,Free, and detatch’d, he let them go;Resign’d, and ready to depart:‘Tis all his gasping soul’s desire,To find his place prepar’d above;And keep, with that enraptur’d quire,A sabbath of eternal love.
7[2] As almas que mais prezava aqui embaixo,os mais caros companheiros do seu coração,livre e desapegado, deixou-as ir;resignado e pronto para partir:é todo o desejo da sua alma que arquejaachar o seu lugar preparado no alto (Jo 14.2);e manter, com aquele coro arrebatado,um sábado de amor eterno.
8[3] The pray’r is heard, and sav’d at last,He drops the gross, corporeal clay,The dreary, doleful vale is past,And opens into glorious day;Past are his days to feel and mourn,Accomplish’d is his warfare here,His Father wills him to return,And Israel’s flaming steeds appear!
8[3] A oração é ouvida, e salvo enfim,ele deixa cair o grosseiro barro do corpo,o vale sombrio e lúgubre está vencido,e abre-se em glorioso dia;passaram-se os seus dias de sentir e prantear,cumprida está a sua peleja aqui (Is 40.2),o seu Pai quer que ele retorne,e aparecem os corcéis flamejantes de Israel! (2Rs 2.11)
9[4] Triumphant while the soul ascends,By ministerial spirits convey’d,The numbers whom his grateful friends,He by th’ unright’ous mammon made;With kindr’d saints and angels bright,In shining ranks expecting stand,And all the shouting sons of light,Receive, and welcome him to land.
9[4] Enquanto triunfante a alma ascende,conduzida por espíritos ministradores (Hb 1.14),aqueles a quem, como amigos agradecidos,ele ganhou pelas riquezas injustas (Lc 16.9);com santos aparentados e anjos resplandecentes,em fileiras brilhantes aguardam de pé,e todos os exultantes filhos da luzrecebem e o saúdam à sua chegada.
10[5] Happy the souls he leaves behind,If following him, as he his Lord,As meek, and lowly, and resign’d,They hear the last transporting word;If ready through the Saviour’s love,When all the storms of life are o’er,As safe and sudden they remove,And grasp their friend, to part no more.
10[5] Felizes as almas que ele deixa para trás,se, seguindo-o, como ele ao seu Senhor,tão mansas, humildes e resignadas,ouvirem a última palavra que arrebata;se, prontas pelo amor do Salvador,quando todas as tempestades da vida cessarem,tão seguras e repentinas partirem,e abraçarem o seu amigo, para não mais se separarem.
11[6] To ask his death shall I presume?Saviour thyself in me reveal,And grant me when my hour is come,His penitence and faith to feel:Thou seest the wish of this weak heart,His cup of tortures to decline,And let me then like him depart,And let his final state be mine!
11[6] Ousarei pedir a morte que ele teve?Salvador, revela-te em mim,e concede-me, quando chegar a minha hora,sentir a sua penitência e a sua fé:tu vês o desejo deste coração fraco,de recusar o seu cálice de torturas,e deixa-me então partir como ele,e seja o seu estado final o meu!
Em Memória do Sr. Charles Perronet, Falecido na Segunda-feira, 12 de Agosto de 1776, aos 53 Anos
Original1Farewell! thou man of complicated strife,Thou heir immortal of immortal life!Protracted years of long protracted painWere here thy portion—but are now thy gain.Who tried thy patience has refined its dross,To bear his image as it bore his cross.Yet not thy hope of pardon, or its crown,From sorrows suffered, or from duties done:This all from him—whose everlasting graceBecame thy ransom, as it bought thy peace.This all thy life, this all thy death confest,That “Christ was all—and refuse all the rest:”Even him—on whom as first and last depend,Where grace shall work, and how that work shall end.
Tradução1Adeus, ó homem de luta emaranhada,ó herdeiro imortal da vida imortal!Anos prolongados de dor longamente prolongadaforam aqui a tua porção, mas são agora o teu ganho.Aquele que provou a tua paciência refinou-lhe a escória,para que trouxesses a sua imagem, assim como levaste a sua cruz.Contudo, não a tua esperança de perdão, nem a sua coroa,provinha das dores sofridas ou dos deveres cumpridos:tudo isto vinha dele, cuja graça eternase fez o teu resgate, assim como comprou a tua paz.Isto toda a tua vida, isto toda a tua morte confessou,que “Cristo era tudo, e refugo todo o resto” (Fp 3.8):a ele mesmo, de quem, como primeiro e último, dependemonde a graça há de operar, e como essa obra há de terminar.
Um Epitáfio para a Morte do Sr. Charles Perronet
Original1Here lies, who late a living emblem layOf human greatness, in a tent of clay;A pilgrim, wandring through this desart wild,Weak as a reed, and helpless as a child:Whose strengthen’d arm by raith untaught to yield,Oft foil’d the tempter, and maintain’d the field.In wars without, in warring fears within,He conquer’d terror as he conquer’d sin;Look’d from himself to him, whose potent breathCan light up darkness, or extinguish death:Dart from his eye destruction on the foe,And make hell tremble as she hears the blow:He look’d, and found what all who look receive,Strength to resist, and virtue to believe;Meek, to endure and suffer from his GodThe tender chast’nings of a father’s rod:While thus corrected, as by pain refin’dHis spirit groan’d to leave its dross behind:The dross is left—no more his spirit mourns,But spreads her wings, and to her ark returns:Great Ark of Rest—the sufferer’s bright abode;The arms of Jesus, and the ark of God!
Tradução1Aqui jaz quem há pouco jazia, emblema vivoda grandeza humana, numa tenda de barro (2Co 5.1);um peregrino, errando por este ermo agreste,fraco como um caniço e indefeso como uma criança:cujo braço, fortalecido pela fé e não afeito a ceder,muitas vezes frustrou o tentador e manteve o campo.Em guerras por fora, em temores em guerra por dentro (2Co 7.5),venceu o terror assim como venceu o pecado;olhou de si para aquele cujo sopro potentepode acender as trevas ou extinguir a morte:lançar do seu olhar a destruição sobre o inimigo,e fazer o inferno tremer ao ouvir o golpe:ele olhou, e achou o que todos os que olham recebem,força para resistir e virtude para crer;manso, para suportar e sofrer da parte do seu Deusos ternos castigos da vara de um pai (Hb 12.6):enquanto assim corrigido, como que refinado pela dor,o seu espírito gemia por deixar para trás a sua escória:a escória ficou; não mais o seu espírito lamenta,mas abre as asas e retorna à sua arca:grande Arca de Descanso, a resplandecente morada do sofredor;os braços de Jesus, e a arca de Deus!
Sobre a Morte do Dr. Middleton, Eminente Médico em Bristol, Falecido em 16 de Dezembro de 1760
Original1[1] Glory to the Redeemer give,The glory of a soul brought home!Our friend, for whom we joy and grieve,Is to th’ eternal garner come:Like a ripe shock of corn laid up,In season due, for God mature;He kept the faith, held fast his hope,And made his crown through suff’rings sure.
Tradução1[1] Dai glória ao Redentor,a glória de uma alma trazida ao lar!O nosso amigo, por quem nos alegramos e entristecemos,chegou ao celeiro eterno (Mt 3.12):como um feixe maduro de trigo recolhido,na estação devida, maduro para Deus (Jó 5.26);guardou a fé, reteve firme a sua esperança (2Tm 4.7),e assegurou a sua coroa através dos sofrimentos.
2[2] Let infidels and heathens mourn,Hopeless to see their dead restor’d;We feel him from our bosom torn,But calmly say,—”It is the Lord!”In pity of his creature’s pain,Whom God had to th’ afflicted given;He justly asks his own again,And takes to his reward in heav’n.
2[2] Chorem os infiéis e os pagãos,sem esperança de ver os seus mortos restaurados;nós o sentimos arrancado do nosso seio,mas serenamente dizemos: “É o Senhor!” (1Sm 3.18)Compadecido da dor da sua criatura,que Deus dera aos aflitos,justamente pede de volta o que é seu,e o toma para a sua recompensa no céu.
3[3] Let us the shining path pursue,And, following him to God ascend,His bright example keep in view,His useful life, and blessed end:He liv’d a life of faith unfeign’d,His rigid virtue unsubdu’d;His strict integrity maintain’d,And boldly own’d he fear’d a God.
3[3] Sigamos o caminho resplandecente,e, seguindo-o, subamos a Deus,mantenhamos à vista o seu brilhante exemplo,a sua vida útil e o seu bendito fim:ele viveu uma vida de fé sem fingimento (1Tm 1.5),a sua rígida virtude, indômita;manteve a sua estrita integridade,e ousadamente confessou que temia a Deus.
4[4] O where shall we his equal find!To all so just, to all so dear;The pious son, the husband kind,The father good, the friend sincere:Not David lov’d his friend so well,Loth from his Jonathan to part;Or serv’d him with so warm a zeal,Or held him in so fond a heart.
4[4] Oh, onde acharemos o seu igual!para com todos tão justo, para com todos tão querido;o filho piedoso, o marido bondoso,o pai bom, o amigo sincero:nem Davi amou tanto o seu amigo,relutante em separar-se do seu Jônatas;ou o serviu com zelo tão ardente,ou o guardou em coração tão afeiçoado (1Sm 18.1).
5[5] Yet in no narrow bounds confin’d,His undisguis’d affection flow’d;His heart, enlarg’d to all mankind,Render’d to all the love it ow’d:But chiefly those who lov’d his Lord,Who most of Jesu’s mind exprest,Won by their lives, without the word,He cherish’d in his gen’rous breast.
5[5] Contudo, em nenhum estreito limite confinado,a sua afeição sem disfarce transbordava;o seu coração, alargado a toda a humanidade,rendia a todos o amor que devia:mas principalmente aos que amavam o seu Senhor,que mais exprimiam a mente de Jesus,conquistado pela vida deles, sem a palavra (1Pe 3.1),acalentava no seu generoso peito.
6[6] Cover’d with honourable shame,He mark’d the poor afflicted FEW,The faithful followers of the Lamb,In life and death to Jesus true:Rejected and despis’d of men,He heard the saints departing sing;He saw them smile in mortal pain,And trample on the grizzly king.
6[6] Coberto de honrosa vergonha,observava os poucos, pobres e aflitos,os fiéis seguidores do Cordeiro (Ap 14.4),na vida e na morte fiéis a Jesus:rejeitados e desprezados pelos homens (Is 53.3),ouvia os santos, ao partir, cantar;via-os sorrir na dor mortal,e pisar o rei medonho.
7[7] Not biass’d by a party-zeal,Their unsought advocate he stood:“The men, who live and die so well,Howe’er decri’d, they must be good.”Happy his tend’rest help to afford,A servant of salvation’s heirs,He look’d on earth for no reward,He ask’d no payment—but their pray’rs.
7[7] Não tendencioso por zelo de partido,erguia-se como seu advogado não solicitado:“Os homens que vivem e morrem tão bem,por mais difamados, hão de ser bons.”Feliz por prestar o seu mais terno auxílio,servo dos herdeiros da salvação (Hb 1.14),não buscava na terra recompensa alguma,não pedia pagamento senão as suas orações.
8[8] In part, before he reach’d the sky,“He found his loving labours paid;”He found their pray’rs return from high,In blessings on his hoary head:Warn’d of his dissolution near,He miss’d that witness from above;Or felt him in distressing fear,And not in sweet forgiving love.
8[8] Em parte, antes de alcançar o céu,“achou pagos os seus amorosos labores;”achou as orações deles voltando do alto,em bênçãos sobre a sua cabeça encanecida:avisado da sua dissolução próxima,sentiu falta daquele testemunho do alto;ou o sentiu em angustiante temor,e não no doce amor que perdoa.
9[9] The God unknown his servant knew,Long in the school of Moses tri’d;The sin-convincing Spirit blew,And wither’d all his virtuous pride:With publicans and harlots nowHe comes the sinner’s friend to meet;By grace subdu’d, and taught to bow,“A leper poor at Jesu’s feet.”
9[9] O Deus desconhecido conheceu o seu servo,longamente provado na escola de Moisés;o Espírito que convence do pecado soprou (Jo 16.8),e murchou todo o seu virtuoso orgulho:com publicanos e meretrizes agoravem ao encontro do amigo dos pecadores (Mt 11.19);subjugado pela graça e ensinado a curvar-se,“um pobre leproso aos pés de Jesus.”
10[10] While weeping there the sinner lay,Asunder sawn with hopes and fears,He cast his filthy rags away,The right’ousness of seventy years!Loathsome, and foul, and self-abhorr’d,Full of all sin, void of all good,His soul, at the last gasp, implor’d“One drop of that atoning blood.”
10[10] Enquanto ali jazia chorando o pecador,dividido entre esperanças e temores,lançou fora os seus trapos imundos,a justiça de setenta anos! (Is 64.6)Repugnante, imundo e a si mesmo detestável,cheio de todo pecado, vazio de todo bem,a sua alma, no último arquejo, implorou“uma só gota daquele sangue expiatório.”
11[11] Nor yet the peaceful answer came;His spirit to the utmost tri’d,Must suffer all its guilty shame,Condemn’d, and scourg’d, and crucifi’d,Must all his Saviour’s sorrows share,And cry, as bleeding on the tree,As in the depths of self-despair—“My God hath quite forsaken ME.”
11[11] Ainda não vinha a resposta de paz;o seu espírito, provado até o extremo,deve sofrer toda a sua vergonha culpada,condenado, açoitado e crucificado,deve partilhar todas as dores do seu Salvador,e clamar, como que sangrando no madeiro,como nas profundezas do desespero de si mesmo:“O meu Deus de todo me desamparou.” (Mt 27.46)
12[12] “Not so,” repli’d the Father’s love,And Jesus in his heart reveal’d;He felt the comfort from above,The gospel-grace, the pardon seal’d,How strange that instantaneous bliss!While to the brink of Tophet driv’n,Caught up, as from the dark abyss,He mounted to the highest heav’n.[1] “He’s come, he’s come, in peace and pow’r!The agony” he cries “is past;Call’d at my life’s eleventh hour,But call’d I surely am at last!I now in Christ redemption have;I feel it, through his sprinkl’d blood;And testify his will to save,And claim him for my Lord and God.
12[12] “Não é assim”, replicou o amor do Pai,e Jesus se revelou no seu coração;ele sentiu o consolo do alto,a graça do evangelho, o perdão selado,que estranha aquela bem-aventurança instantânea!Enquanto empurrado à beira de Tofete (Is 30.33),arrebatado, como do escuro abismo,subiu ao mais alto céu.[1] “Ele veio, ele veio, em paz e poder!A agonia”, clama ele, “passou;chamado na hora undécima da minha vida (Mt 20.6),mas chamado, com certeza, estou enfim!agora tenho em Cristo a redenção;sinto-a, pelo seu sangue aspergido (1Pe 1.2);e testifico a sua vontade de salvar,e o reclamo por meu Senhor e meu Deus (Jo 20.28).
13[2] “My God to me his grace hath giv’n,Hath with the sense of pardon blest;I taste anticipated heav’n,And happy in his favour rest.No evil now, but sin I fear;For God in Christ is reconcil’d:My heart is fix’d—I find him here,The witness that I am his child.
13[2] “O meu Deus me deu a sua graça,abençoou-me com o senso do perdão;saboreio o céu antecipado,e feliz repouso no seu favor.nenhum mal agora temo, senão o pecado;pois Deus, em Cristo, está reconciliado (2Co 5.19):o meu coração está firme (Sl 57.7), acho-o aqui,a testemunha de que sou seu filho (Rm 8.16).
14[3] “What is redemption unpossess’d?—Poor reasoning soul to Jesus bow;Thy pardon seek, like me distress’d,And find it, a mere sinner, now.“Ah, who the blessing will embrace,The tidings of great joy believe;Or urg’d, accept the proffer’d grace,As freely as my Lord would give?
14[3] “Que é a redenção não possuída?Pobre alma que raciocina, curva-te a Jesus;busca o teu perdão, angustiada como eu,e acha-o, mero pecador, agora.Ah, quem abraçará a bênção,crerá nas novas de grande alegria (Lc 2.10);ou, instado, aceitará a graça oferecida,tão livremente quanto o meu Senhor a daria?
15[4] “To-day, while it is call’d to-day,Ye all my happiness may prove;Discharg’d when I had nought to pay,I go to thank my Lord above:Through the dark vale of death I go,Whom Jesus to himself doth bring;—And triumph o’er my vanquish’d foe—A feeble foe!—Without a sting!”
15[4] “Hoje, enquanto se chama hoje (Hb 3.13),todos vós podeis provar a minha felicidade;quitado quando nada tinha com que pagar,vou agradecer ao meu Senhor no alto:pelo escuro vale da morte eu passo (Sl 23.4),a quem Jesus para si conduz;e triunfo sobre o meu inimigo vencido,um inimigo débil, sem aguilhão!” (1Co 15.55)
16[5] ‘Twas thus the dying Christian spoke,Conqu’ror of death, and hell, and sin,While ev’ry accent, ev’ry look,Confess’d the heav’nly change within:How patient now, and meek, and mild,That spirit, which could never tame;As loving as a little child,As gentle as a harmless lamb.
16[5] Assim falou o cristão moribundo,vencedor da morte, do inferno e do pecado,enquanto cada tom, cada olhar,confessava a celestial mudança interior:quão paciente agora, e manso, e brando,aquele espírito que nunca se pôde domar;tão amoroso como uma criancinha,tão dócil como um cordeiro inofensivo.
17[6] That all might Jesu’s witness hear,Might own his Lord in him reveal’d,His reason, as his conscience clear,Its office to the last fulfill’d.—“But what are nature’s gifts,” he cried“If Jesus were not pleas’d t’ impart,To a poor sinner justifi’d,The comfort of a praying heart?”
17[6] Para que todos ouvissem o testemunho de Jesus,reconhecessem o seu Senhor nele revelado,a sua razão, como a sua consciência, clara,cumpriu o seu ofício até o fim.“Mas que são os dons da natureza”, clamou,“se Jesus não se agradasse de conceder,a um pobre pecador justificado,o consolo de um coração que ora?”
18[7] Just ready to depart in peace,He must a farther test sustain,The last good fight of great distress,And suffer more with Christ to reign;Rouz’d by his spirit’s new-born cry,Satan and all his hosts assail,In vain to shake his faith they try,The Rock ‘tis built on cannot fail.[1] Mercy prolong’d his dying hours,That, wrestling with the hellish foe,With principalities and pow’rs,He might his utmost Saviour know:Might act his faith in Jesu’s blood,Hold fast his adamantine shield,And see th’ accusing fiend subdu’d,With all his fiery darts repell’d.
18[7] Justamente pronto para partir em paz,deve sustentar ainda outra prova,o último bom combate de grande angústia,e sofrer mais, para com Cristo reinar;despertado pelo clamor recém-nascido do seu espírito,Satanás e todas as suas hostes o assaltam,em vão tentam abalar a sua fé,a Rocha sobre a qual está edificada não pode falhar.[1] A misericórdia prolongou as suas horas de morte,para que, lutando com o inimigo infernal,com principados e potestades (Ef 6.12),conhecesse o seu Salvador até o extremo:exercesse a sua fé no sangue de Jesus,segurasse firme o seu escudo adamantino (Ef 6.16),e visse subjugado o demônio acusador,com todos os seus dardos inflamados repelidos.
19[2] The tempter ask’d and urg’d in vain,“Hath God indeed thy sins forgiv’n?”“He hath, he hath, in mortal pain,I cleave to Christ, my life, my heav’n!Jesus, thou seest my sprinkl’d heart,My faith in pow’r almighty stands;Thou wilt not let th’ accuser part,Or pluck my soul out of thy hands.
19[2] O tentador perguntou e insistiu em vão:“Terá Deus, de fato, perdoado os teus pecados?”“Perdoou, perdoou; em dor mortal,agarro-me a Cristo, minha vida, meu céu!Jesus, tu vês o meu coração aspergido,a minha fé se firma em poder onipotente;não deixarás partir o acusador,nem arrebatar a minha alma da tua mão (Jo 10.28).
20[3] “The purchase of thy death I am,On this my only hopes depend;Look on thy hands, and read my name,And keep me faithful to the end.I do, I do believe on thee,Thou know’st the grace by thee bestow’d;I plunge me in the purple sea,I bathe me in my Saviour’s blood.
20[3] “Sou a aquisição da tua morte,disto dependem as minhas únicas esperanças;olha as tuas mãos e lê o meu nome (Is 49.16),e guarda-me fiel até o fim.Creio, sim, creio em ti,tu conheces a graça por ti concedida;mergulho-me no mar purpúreo,banho-me no sangue do meu Salvador.
21[4] “I will, I will on Jesus trust,I cannot doubt his changeless love;The fiend hath made his parting thrust,But could not from my Rock remove.My Saviour would not quit his own,And, lo, in death I hold him fast!Having my latest foe o’erthrown,I stand and all is well at last!”
21[4] “Confiarei, sim, confiarei em Jesus,não posso duvidar do seu amor imutável;o demônio desferiu a sua estocada final,mas não me pôde arrancar da minha Rocha.O meu Salvador não abandonaria os seus,e eis que, na morte, seguro-o firme!Tendo derrubado o meu último inimigo (1Co 15.26),permaneço, e enfim tudo está bem!”
22[5] One only task is yet behind,To bless, as with his parting breath,With love, unutterably kind,With love surpassing time and death:Ready to quit the house of clay,He leans on a beloved breast,And sinks in friendship’s arms away,And finds his everlasting rest.
22[5] Uma só tarefa ainda resta,abençoar, como que com o seu último suspiro,com amor indizivelmente bondoso,com amor que ultrapassa o tempo e a morte:pronto para deixar a casa de barro,reclina-se sobre um peito amado,e esvai-se nos braços da amizade,e encontra o seu descanso eterno.
Sobre a Morte de Alexander Harford, que Partiu Desta Vida em 24 de Janeiro de 1783
Original1[1] And is the happy moment come,When Jesus hath recall’d thee home,And wip’d off ev’ry tear?And must we part, no more to join,Till all who tread the path divine,Shall with their Lord appear?
Tradução1[1] E chegou o momento feliz,em que Jesus te chamou de volta ao lar,e enxugou toda lágrima? (Ap 21.4)E devemos separar-nos, para não mais nos unirmos,até que todos os que trilham o caminho divinoapareçam com o seu Senhor? (Cl 3.4)
2[2] Go happy saint, by Jesus bless’d,Of all that happiness possess’dThy Saviour hath in store;Thy conflicts now for ever past,And thou from earth escap’d at lastHast reach’d the heav’nly shore.
2[2] Vai, ó santo feliz, abençoado por Jesus,de posse de toda aquela felicidadeque o teu Salvador tem reservada;os teus conflitos agora para sempre passados,e tu, escapado enfim da terra,alcançaste a praia celestial.
3[3] A blessing to the church below,He long’d that all the truth might know,And all its sweetness prove;He by example spread around,The precious faith himself had found,The faith that works by love.
3[3] Uma bênção para a igreja aqui embaixo,ansiava que todos conhecessem a verdade,e provassem toda a sua doçura;pelo exemplo espalhou ao redora preciosa fé que ele mesmo achara,a fé que opera pelo amor (Gl 5.6).
4[4] Long in affliction’s furnace tri’d,But still with heav’nly grace suppli’d,He bow’d beneath the rod;Resign’d to his Redeemer’s will,Desirous always to fulfilThe pleasure of his God.
4[4] Longamente provado na fornalha da aflição (Is 48.10),mas sempre suprido de graça celestial,curvou-se sob a vara;resignado à vontade do seu Redentor,desejoso sempre de cumpriro beneplácito do seu Deus.
5[5] He testifi’d to all around,The happiness in Jesus found,And prais’d his loving Lord;While in excruciating pain,Did heav’nly consolation gain,Relying on his word.
5[5] Testemunhou a todos ao redora felicidade achada em Jesus,e louvou o seu amoroso Senhor;enquanto em dor excruciante,obteve consolação celestial,apoiado na sua palavra.
6[6] Thus longing for the welcome word,And wishing to behold his Lord,The happy prisoner lay;Till Jesus did his convoy send,Who bore the spirit of our friend,To realms of endless day.
6[6] Assim, ansiando pela palavra bem-vinda,e desejando contemplar o seu Senhor,jazia o feliz prisioneiro;até que Jesus enviou a sua escolta,que levou o espírito do nosso amigo,aos reinos do dia sem fim.
7[7] Supported by the pow’r of grace,May we behold the Saviour’s face,To wonder and adore;From him receive the glorious prize,And claim our mansion in the skies,Where parting is no more.
7[7] Sustentados pelo poder da graça,possamos contemplar a face do Salvador,para admirar e adorar;dele receber o glorioso prêmio,e reivindicar a nossa morada nos céus (Jo 14.2),onde não há mais despedida.
Sobre a Morte da Sra. [Grace] Pawson
Original1[1] Our friend hath dropt her cumb’rous clay,And joyful soars the shining way,While kindred spirits spread their wings,And bear her to the King of kings.
Tradução1[1] A nossa amiga deixou cair o seu embaraçoso barro,e alegre se eleva pelo caminho resplandecente,enquanto espíritos aparentados abrem as asas,e a levam ao Rei dos reis.
2[2] Long had she known the Saviour’s love,And fix’d her heart on things above:Long had she run with even pace,A painful — not uncertain race.
2[2] Muito tempo conhecera o amor do Salvador,e fixara o coração nas coisas do alto (Cl 3.2):muito tempo correra em passo firmeuma corrida penosa, mas não incerta.
3[3] With various gifts and graces fraught,By the unerring Spirit taught,She warn’d, allur’d, with fervent zeal,Nor dar’d religion to conceal.
3[3] Dotada de vários dons e graças,ensinada pelo Espírito que não erra,advertia e atraía, com zelo fervoroso,nem ousava ocultar a religião.
4[4] Who say the brightness of her face,Admir’d the monument of grace:Herself, not to herself reveal’d,By humble poverty conceal’d.
4[4] Os que viram o brilho do seu rostoadmiraram o monumento da graça:ela mesma, não revelada a si própria,oculta por humilde pobreza.
5[5] But now she shines in endless light,In all her Father’s glory bright:A spotless robe to her is giv’n,And all the glorious joys of heav’n.
5[5] Mas agora resplandece em luz sem fim,brilhante em toda a glória de seu Pai:uma veste sem mácula lhe é dada (Ap 7.9),e todas as gloriosas alegrias do céu.
6[6] She sees with joy her Saviour’s face,And sings the triumph of his grace;Then casts her crown before his throne,And glory give to God alone.
6[6] Ela vê com alegria a face do seu Salvador,e canta o triunfo da sua graça;então lança a sua coroa diante do trono (Ap 4.10),e dá glória somente a Deus.
7[7] Mortality, thou veil of night,How dost thou now obscure my sight?How dost thou clip my soaring wings,And chain me to inferior things!
7[7] Ó mortalidade, véu de noite,como obscureces agora a minha vista?Como cortas as minhas asas que se elevam,e me acorrentas a coisas inferiores!
8[8] Yet still I’ll bear the port in view,And sav’d by hope my way pursue,Till I shall hear my Saviour say,Rise up my love, and come away.
8[8] Contudo, ainda manterei o porto à vista,e, salvo pela esperança (Rm 8.24), seguirei o meu caminho,até que ouça o meu Salvador dizer:“Levanta-te, amada minha, e vem.” (Ct 2.10)
9[9] Then shall I join th’ immortal throng,And swell the everlasting song:With joy, through endless ages own,All praise belongs to God alone.
9[9] Então me unirei à multidão imortal,e engrossarei o cântico eterno:com alegria, por eras sem fim, reconhecereique todo louvor pertence somente a Deus.
Uma Oração por Santidade
Original1[1] When, O my Saviour, shall I find,Planted in me thy heav’nly mind!When wilt thou make me as thou art,Lowly and meek and pure in heart!
Tradução1[1] Quando, ó meu Salvador, achareiplantada em mim a tua mente celestial!Quando me farás como tu és,humilde, manso e puro de coração!
2[2] Till with thy mind and Spirit blest,I cannot enter into rest;Rest to my soul I cannot know,Till fashion’d as my Lord below.
2[2] Até que, abençoado com a tua mente e o teu Espírito,não posso entrar no descanso;descanso para a minha alma não posso conhecer,até ser moldado como o meu Senhor aqui embaixo.
3[3] Thou man of griefs, thou man of love,This wrath, desire, and pride remove:My nature by thine own expel,And in my soul for ever dwell.
3[3] Ó varão de dores, ó varão de amor (Is 53.3),remove esta ira, este desejo e este orgulho:expulsa a minha natureza pela tua própria,e habita para sempre na minha alma.
4[4] Thou know’st for this alone I live,Thy spotless image to retrieve;With peace and wisdom from above,With gentle, chaste, and humble love.
4[4] Tu sabes que só para isto vivo,para recobrar a tua imagem sem mácula;com paz e sabedoria do alto,com amor gentil, casto e humilde.
5[5] O love, essentially divine,I nothing want, when thou art mine;Substantial holiness thou art,And God inhabiting the heart.
5[5] Ó amor, essencialmente divino,de nada careço, quando és meu;és a santidade substancial,e Deus habitando o coração.
6[6] Come then to vindicate thine own,And fix in me thy favourite throne,My uttermost salvation be;My heav’n through all eternity!
6[6] Vem, então, reivindicar o que é teu,e fixa em mim o teu trono predileto,sê a minha suprema salvação;o meu céu por toda a eternidade!
Uma Oração por Alguém Gravemente Tentada
Original1[1] Jesus, the promise made by theeWe plead, and touching this agree,To ask it for our friend;The help thou only canst bestow,Deliv’rance from her cruel foe,A swift deliv’rance send.
Tradução1[1] Jesus, a promessa por ti feitaalegamos, e sobre isto concordamos (Mt 18.19),a pedi-la pela nossa amiga;o auxílio que só tu podes conceder,o livramento do seu cruel inimigo,envia um livramento veloz.
2[2] The virtue of thy saving name,To-day, as yesterday the same,In her relief exert;The fiend who dares thy temple seize,No longer suffer him t’ oppress,But bid him now depart.
2[2] A virtude do teu nome salvador,hoje o mesmo que ontem (Hb 13.8),exerce em seu alívio;o demônio que ousa apoderar-se do teu templo,não permitas mais que oprima,mas ordena-lhe agora que se retire.
3[3] Thou canst with equal ease make wholeThe body and the sin-sick soul,Physician of mankind:Thy patient, Lord, at once restore,Fill’d with th’ spirit of love and pow’r,And of a healthful mind.
3[3] Tu podes, com igual facilidade, sararo corpo e a alma adoecida pelo pecado,ó Médico da humanidade:restaura de uma vez o teu paciente, Senhor,cheio do espírito de amor e poder,e de mente sã (2Tm 1.7).
4[4] Cloth’d with humility and grace,Thy sav’d, thy happy handmaid placeAttentive at thy feet;And never may she thence remove,Till spotless in thy sight aboveShe finds her joy compleat.
4[4] Vestida de humildade e graça,coloca a tua salva e feliz servaatenta aos teus pés (Lc 10.39);e que dali nunca se afaste,até que, sem mácula à tua vista no alto,encontre a sua alegria completa.
Uma Oração Escrita para a Sra. Sarah Bulgin
Original1[1] Jesus, in whose name I trust,Nearest those who need thee most;See, thy helpless creature see,Touch’d with my infirmity.
Tradução1[1] Jesus, em cujo nome confio,mais perto dos que mais precisam de ti;vê, ó vê a tua criatura desamparada,compadecido da minha fraqueza (Hb 4.15).
2[2] While I sensibly decline,Unassur’d that thou art mine,Pain’d in life, of death afraid,Let me feel thy present aid.
2[2] Enquanto visivelmente declino,sem a certeza de que és meu,atormentada na vida, temerosa da morte,faze-me sentir o teu auxílio presente.
3[3] Calmly with submission mourn,For the Comforter’s return;For the reconciling kiss,Seal of my eternal bliss.
3[3] Serenamente, com submissão, deixa-me prantear,pela volta do Consolador;pelo beijo reconciliador,selo da minha bem-aventurança eterna.
4[4] When his coming from above,Re-assures me of thy love,Stamps thy image on my heart,Ready am I to depart.
4[4] Quando a sua vinda do altode novo me assegura o teu amor,imprime a tua imagem no meu coração,pronta estou para partir.
5[5] Or if so my Lord ordain,Still I in the flesh remain,Neither life, nor death request;Sure whate’er thou wilt is best.
5[5] Ou, se assim o meu Senhor ordenar,que eu ainda permaneça na carne (Fp 1.24),não peço nem vida nem morte;certa de que tudo quanto queres é o melhor.
6[6] Till thy welcome will is done,Hang I on my Lord alone;Happy thine in life to be,Happi’r still to die in thee!
6[6] Até que a tua bendita vontade se cumpra,dependo somente do meu Senhor;feliz por ser tua na vida,e mais feliz ainda por morrer em ti!
Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo Ildo Mello. Textos originais em domínio público. Transcrição de referência: Duke Divinity School (CSWT).