Cartas · 1739–1789

Cartas da Missão e diante do Poder

Considero o mundo inteiro como a minha paróquia.

Do espírito das cartas de Wesley, 1739

Antes de ler

A obra que nasceu na Inglaterra logo cruzou o oceano e alcançou reis e continentes. Estas seis cartas mostram Wesley na frente de batalha da missão e da consciência pública: a diretora espiritual e nobre que sustenta a obra, o missionário enviado a Terra Nova, o pregador na jovem América, o soberano a quem os metodistas afirmam sua lealdade, e os irmãos de Londres a quem Wesley presta contas do avivamento.

Nelas está a Condessa de Huntingdon, grande sustentáculo do movimento; o Rev. Lawrence Coughlan, enviado ao Canadá; o Rev. Heath, em Nova Jersey; a humilde petição ao Rei Jorge II, afirmando que os “metodistas” são súditos leais e não sediciosos; e dois relatos aos irmãos de Fetter Lane, no calor de 1739, quando a pregação ao ar livre e as multidões despertadas assombravam a Inglaterra.

As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA).

À Condessa de Huntingdon

Newcastle-upon-Tyne, maio

(Sobre a unidade entre os pregadores do evangelho, apesar das divergências com os calvinistas. É o "espírito católico" de Wesley em ação.) [N. do T.: o dia e o ano exatos estão ilegíveis no impresso de que se traduz.]

Minha cara senhora, muito devo à vossa senhoria pela sua resposta animadora, que manifesta claramente um coração dedicado a Deus e ansioso pelo avanço do seu reino. Recebi também uma carta sumamente amistosa do Sr. Hart, testemunhando um grande desejo de união entre os pregadores do evangelho. Só que ele leva o ponto bem mais longe do que eu, propondo um debate livre acerca das nossas várias opiniões. Ora, isto, receio, ainda não somos capazes de suportar. Temo que ocasionasse certa aspereza de expressão, se não também de espírito, que poderia reabrir as feridas antes de estarem de todo fechadas. Estou longe de ter certeza de que eu mesmo o suportaria, e talvez outros fossem tão fracos quanto eu. A mim, portanto, ainda parece mais conveniente evitar toda espécie de disputa, ao menos por um tempo, até que tenhamos provado o espírito uns dos outros e confirmado o nosso amor mútuo. Confesso francamente: estou farto de disputar; estou cansado de suportá-lo. Toda a minha alma clama "Paz! Paz!", ao menos entre os filhos de Deus, para que possamos unir todas as nossas forças e levar adiante a guerra contra "os dominadores deste mundo tenebroso" (Ef 6.12). Ainda assim, peço uma só coisa, não posso exigir mais: "É o teu coração sincero para comigo, como o meu para contigo? Se é, dá-me a mão; tomemos juntos doce conselho e fortaleçamo-nos um ao outro no Senhor" (cf. 2Rs 10.15). E a vantagem da proposta que faço é esta: se acontecer (o que Deus não permita!) que eu não encontre ninguém para nisso se unir a mim, eu mesmo, com o auxílio de Deus, a cumprirei. Ninguém pode impedi-lo; e creio que o meu irmão será do mesmo parecer, sim, e todos os que agem em ligação conosco. Provavelmente muito contribuiria para esse fim se aqueles dos nossos irmãos que tiverem oportunidade estivessem em Bristol na quinta-feira, dia nove de agosto. Poderíamos então passar algumas horas em livre conversa, à parte dos outros pregadores ou junto com eles. Suponho que, se a vossa senhoria pudesse então estar por perto, seria de excelente serviço para confirmar qualquer disposição bondosa e amistosa que o nosso Senhor plantasse nos corações dos seus servos. Certamente, se isto se puder fazer com eficácia, veremos de novo Satanás cair do céu como um relâmpago (Lc 10.18). Então:

> Os filhos da tua fé e da tua oração > os teus olhos alegres hão de ver; > hão de ver a igreja próspera, e partilhar > da sua prosperidade!

Sou, minha cara senhora, o servo mais afetuoso e obediente da vossa senhoria.

Ao Rev. Lawrence Coughlan

agosto de 1768

Coughlan pregava em Newfoundland, no rigor do inverno. Wesley corrige um mal-entendido sobre a santidade e defende a perfeição cristã.

Prezado Lawrence, por uma variada sucessão de providências você foi conduzido justamente ao lugar onde Deus queria que estivesse. E tem motivo para louvá-lo, por ele não ter permitido que o seu trabalho aí fosse em vão. Dentro de pouco tempo, que pouco importará se teremos vivido nas Ilhas do Verão ou sob "a fúria do Norte e o gelo eterno" [N. do T.: verso de Prior, citado por Wesley, aludindo ao frio de Newfoundland]! Quão cedo há de terminar este sonho da vida! E, uma vez desembarcados na eternidade, tudo será o mesmo, quer tenhamos passado o nosso tempo na terra num palácio, quer não tivéssemos onde reclinar a cabeça.

Você nunca aprendeu, nem da minha conversa, nem da pregação, nem dos meus escritos, que "a santidade consiste num fluxo de alegria". Constantemente lhe disse justamente o contrário; disse-lhe que ela é amor: o amor de Deus e do próximo; a imagem de Deus gravada no coração; a vida de Deus na alma do homem; a mente que havia em Cristo, capacitando-nos a andar como ele andou. Se o Sr. Maxfield, ou você, a tomaram por outra coisa, a culpa foi de vocês, não minha. E, quando despertou desse sonho, você não deveria ter lançado sobre mim a culpa disso. É verdade que a alegria é uma parte do "fruto do Espírito", do reino de Deus dentro de nós. Mas primeiro vem a "justiça", depois a "paz", e então a "alegria no Espírito Santo" (Rm 14.17). É verdade, ainda, que, se você amar a Deus "de todo o coração", poderá "alegrar-se sempre". Mais: é verdade que muitos crentes sérios, humildes e sóbrios, que às vezes sentem o amor de Deus e então se alegram em Deus, seu Salvador, não se contentam com isso, mas oram continuamente para que ele os capacite a amar e a "alegrar-se sempre no Senhor" (Fp 4.4). E nenhum fato debaixo do céu é mais inegável do que este: que Deus responde a essa oração; que ele, por amor do seu Filho e pelo poder do seu Espírito, capacita um e outro a assim fazer. É também um fato claro que esse poder comumente os cobre num instante, e que, desse momento em diante, desfrutam daquela santidade interior e exterior à qual antes eram de todo estranhos. Talvez você se tenha enganado nisto; talvez pensasse ter recebido o que não recebera. Mas, por favor, não meça todos os homens por si mesmo; não imagine que você é a medida universal. Se você se enganou (o que, todavia, não afirmo), não deve inferir que todos os demais se enganem. Muitos pensam estar justificados e não estão; mas não podemos inferir que ninguém esteja justificado. Assim também, se muitos pensam estar "aperfeiçoados no amor" e não estão, não se segue que ninguém esteja. Bendito seja Deus: ainda que ponhamos de lado uma centena de exaltados, continuamos "rodeados por uma nuvem de testemunhas" (Hb 12.1) que têm testemunhado, e testemunham, em vida e em morte, aquela perfeição que ensino há quarenta anos! Esta perfeição não pode ser um engano, a menos que a Bíblia também o seja; refiro-me a "amar a Deus de todo o coração, e ao próximo como a nós mesmos" (Mc 12.30-31). Prendo a esta definição todos os que a combatem. Sem evasivas! Sem desviar a questão! Onde está o engano nisto? Ou você recebeu esse amor, ou não. Se recebeu, ousaria chamá-lo de engano? Não o chamaria assim por nada neste mundo. Se recebeu outra coisa, isso em nada afeta a questão. Seja ela um engano tão grande quanto você queira, nada é para os que receberam algo bem diverso, a saber, aquela profunda comunhão com o Pai e com o Filho, pela qual são capacitados a dar-lhe todo o coração, a amar cada homem como à própria alma e a andar como Cristo andou. Ó Lawrence, se a irmã Coughlan e você um dia desfrutaram disto, humilhem-se diante de Deus por o terem lançado fora; se não o desfrutaram, que Deus lho conceda!

Ao Rev. Sr. Heath, Burlington, Nova Jersey

Roundwood, perto de Wicklow, 26 de junho de 1789

Carta terna a um colaborador na América e à sua família, dois anos antes da morte de Wesley.

Prezado senhor, eu desejava muitíssimo ter notícias suas. Cheguei a pensar que a Sra. Heath e o senhor me tivessem esquecido, ainda que não fosse de estranhar se assim fosse, pois (sobretudo na juventude) [cinco linhas riscadas no manuscrito original]. Se assim tivesse sido, e o senhor não tivesse tido o cuidado de cumprir o compromisso, eu teria julgado que o acordo entre o senhor e o Dr. Coke permaneceria válido. Mas se (como suponho) o senhor esteve disposto e apto a ensinar, e de fato ensinou as crianças, então eu julgaria o compromisso [trecho ilegível no impresso de que se traduz], e o senhor estaria isento de culpa de ambos os lados, no que (ouso dizê-lo) o Dr. Coke consentirá de muito bom grado.

Eu iria bem longe para tomar o senhor e a sua querida família pela mão; mas o preço da viagem por mar agora está [trecho ilegível no impresso]; antigamente, um passageiro de cabine pagava cinco libras pela passagem. Agora inflaram-no para quase o dobro. De boa vontade eu daria cinquenta libras para a sua passagem. E,

> "A Providência eterna, que excede todo o pensamento, > ali onde nenhum caminho aparece, sabe abrir o seu."

Alegra-me a informação que o senhor me deu sobre o estado das coisas na América. Poderei entender melhor o relato que o Dr. Coke provavelmente me fará. Ah, que conforto é pensar que o Senhor reina, e há de ordenar todas as coisas para o bem!

Encomendo o senhor e a querida Sra. Heath (como eu a amo!) à guarda e ao braço dele. Prezado senhor, seu amigo e irmão afetuoso.

Minhas queridas Annie e Maria, gosto de ver os seus nomes, e beijo o papel. Talvez eu viva para ver quem os escreveu. Se não, hei de vê-las num lugar melhor, minhas queridas crianças. Adeus!

Ao Rei Jorge II

Humilde petição das sociedades chamadas por escárnio "metodistas" [Londres, 6 de março de 1744]

Nos temores de invasão de 1744, os metodistas afirmam ao rei a sua lealdade e a sua identidade dentro da Igreja da Inglaterra.

Sereníssimo Soberano, por mais insignificantes que sejamos, "um povo disperso e saqueado, pisado desde o princípio até agora" (cf. Is 18.2), de modo algum teríamos presumido, mesmo nesta grande ocasião, abrir os lábios diante de Vossa Majestade, se não fôssemos induzidos, antes constrangidos a fazê-lo, por duas considerações: a primeira, que, apesar de todos os nossos protestos a esse respeito, somos continuamente representados como uma seita peculiar de homens, que se separa da Igreja Estabelecida; a outra, que ainda somos caluniados como inclinados ao papismo e, por conseguinte, como desafetos a Vossa Majestade.

Por essas considerações, julgamos ser nosso dever, se havemos de figurar como corpo distinto dos nossos irmãos, apresentar por nós mesmos os nossos mais respeitosos préstitos à sagrada pessoa de Vossa Majestade; e declarar, na presença daquele a quem servimos, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, que somos parte (por mais humilde que seja) daquela Igreja protestante estabelecida nestes reinos; que nos unimos para este, e nenhum outro fim: promover, tanto quanto formos capazes, a justiça, a misericórdia e a verdade, a glória de Deus, e a paz e a boa vontade entre os homens; que detestamos e abominamos as doutrinas fundamentais da Igreja de Roma, e estamos firmemente ligados à real pessoa de Vossa Majestade e à sua ilustre Casa.

Não podemos, de fato, dizer nem fazer mais nem menos do que julgamos coerente com a palavra escrita de Deus; mas estamos prontos a obedecer a Vossa Majestade até o extremo, em todas as coisas que concebemos conformes a ela. E exortamos com veemência a todos com quem conversamos que, como temem a Deus, honrem o rei. Nós, do clero em particular, lembramos a todos que reverenciem as autoridades superiores como vindas de Deus, e continuamente declaramos: "É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa da ira, mas também por dever de consciência" (Rm 13.5).

Prata e ouro, a maioria de nós há de reconhecer, não temos; mas o que temos humildemente rogamos que Vossa Majestade aceite, junto com os nossos corações e as nossas orações. Que aquele que nos comprou com o seu sangue, o Príncipe dos reis da terra, combata todos os inimigos de Vossa Majestade com a espada de dois gumes que sai da sua boca! E, quando ele chamar Vossa Majestade deste trono, cheio de anos e de vitórias, seja com aquela voz: "Vinde, recebei o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo!" (cf. Mt 25.34). Estas são as contínuas orações dos súditos dedicados e leais de Vossa Majestade. John Wesley, etc.

Aos irmãos de Fetter Lane, em Londres (pelo Sr. James Hutton)

Bristol, 9 de abril de 1739 (trecho)

O relato de Wesley sobre o início do avivamento de Bristol e da pregação ao ar livre.

Meus caros irmãos, no domingo à noite, dia 1º deste mês, comecei a expor, na sociedade da Rua Nicholas, o Sermão do Monte do nosso Senhor. A sala, o corredor e a escada encheram-se de ouvintes atentos. Na segunda-feira conversei em particular com vários, para ver de que espírito eram; e, às quatro da tarde, fui a uma olaria junto à cidade, onde tive a oportunidade de pregar o evangelho do reino (de uma pequena elevação) a três ou quatro mil pessoas. O texto sobre o qual falei foi este: "O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, para anunciar o ano aceitável do Senhor" (Lc 4.18-19). Às sete, comecei a expor os Atos dos Apóstolos à sociedade da Rua Baldwin. Tínhamos mais gente do que a sala comportava, e o poder do nosso Senhor estava conosco.

Na terça-feira, dia 3, comecei a pregar em Newgate (como continuo a fazer todas as manhãs) sobre o Evangelho de João. Muitos presbiterianos e anabatistas vieram ouvir. Depois, copiei algumas das Regras da nossa Sociedade para o uso dos nossos (futuros) irmãos daqui. À noite, expus "Bem-aventurados os que choram" (Mt 5.4), na sociedade da Rua Nicholas. Espero que Deus tenha falado ao coração de muitos ali.

No dia seguinte, o auditório aumentou em Newgate. Às quatro da tarde ofereci a graça gratuita de Deus, a partir daquelas palavras "Sararei a sua infidelidade, eu de mim mesmo os amarei" (Os 14.4), a cerca de mil e quinhentas pessoas numa planície perto de Baptist Mills, uma espécie de subúrbio ou vila não longe de Bristol, onde muitos, se não a maioria dos habitantes, são papistas. Oh, que lancem mão, de modo eficaz, do único Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus (1Tm 2.5)!

Por volta das sete da noite, três mulheres, que só desejam conhecer a Jesus Cristo, e este crucificado (1Co 2.2) — a Sra. Norman, a Sra. Grevil e a Sra. Parsons — concordaram em reunir-se uma vez por semana para confessar as suas faltas umas às outras e orar umas pelas outras, para que sejam curadas (Tg 5.16). E a Sra. Parsons pediu que pudesse propor esse plano às suas duas irmãs, oferecendo-lhes a liberdade de a elas se unir. Às oito, Samuel Wathen, cirurgião; Richard Cross, estofador; Charles Bonner, destilador; e Thomas Westall, carpinteiro, reuniram-se e concordaram em fazer o mesmo; e também desejaram poder oferecer a três ou quatro dos seus conhecidos a possibilidade de a eles se unir. Se esta obra não for de Deus, que venha a nada; mas, se for, quem a poderá derrubar? (cf. At 5.38-39)

Aos irmãos de Fetter Lane, em Londres (pelo Sr. James Hutton)

Bristol, 7 de junho de 1739 (trecho)

O célebre encontro de Wesley com Richard "Beau" Nash, o "rei de Bath", que tentou impedi-lo de pregar.

Meus caros irmãos, ao voltar da pregação no Weavers' Hall, na segunda-feira, muitos vieram aconselhar-me a não ir à olaria à tarde, por causa de certas coisas terríveis que ali se fariam, se eu fosse. Esse boato levou para lá muitos do que chamam de "melhor sorte", de modo que acrescentou pelo menos mil ao auditório de costume. O meu nariz começou a sangrar no meio do sermão, mas logo estancou, de sorte que prossegui sem interrupção; e o poder de Deus caiu sobre todos, tanto que os escarnecedores ficaram a olhar uns para os outros, e nenhum abriu a boca.

Toda a Bath, na terça-feira, estava cheia de expectativa quanto ao que um grande homem me haveria de fazer ali; e muito me pediram que não pregasse, porque ninguém sabia o que poderia acontecer. Por esse boato também ganhei, creio eu, mil novos ouvintes, dentre os ricos e grandes deste mundo. Disse-lhes com franqueza: "A Escritura encerrou tudo debaixo do pecado" (Gl 3.22), altos e baixos, ricos e pobres, uns e outros. Não pareceram pouco surpresos, e iam afundando depressa em seriedade, quando apareceu o seu campeão e, forçando caminho por entre o povo, perguntou com que autoridade eu fazia essas coisas. Respondi: "Pela autoridade de Jesus, meu Mestre, transmitida a mim pelo (atual) arcebispo de Cantuária." Disse ele que aquilo era contrário à lei do Parlamento: havia uma lei do Parlamento contra os conventículos. Repliquei: "Os conventículos ali mencionados eram reuniões sediciosas. Mas aqui não há nada disso." Ele disse: "Sim, é, pois você assusta as pessoas até tirá-las do juízo." Perguntei-lhe se alguma vez me ouvira pregar; e, se não, como poderia julgar daquilo que nunca ouvira. Respondeu: "Pelo que se diz por aí, pois conheço o seu caráter." Então perguntei: "Diga-me, senhor, é o senhor juiz de paz, ou prefeito desta cidade?" Resposta: "Não, não sou." "Então, senhor, com que autoridade me pergunta essas coisas?" (Aqui ele hesitou um pouco, e eu prossegui.) "Permita-me, senhor, perguntar: o seu nome não é Nash?" Resposta: "Senhor, o meu nome é Nash." "Pois então, senhor, confio que o que se diz por aí não é boa prova da verdade." (Aqui a risada voltou-se toda contra ele, de modo que olhava em volta e mal se recompunha. Então um circunstante disse: "Senhor, deixe uma velha responder-lhe." E, voltando-se para o Sr. Nash, ela disse:) "Senhor, se o senhor pergunta ao que viemos aqui, viemos pelo alimento das nossas almas. O senhor cuida do seu corpo; nós cuidamos das nossas almas." Ele não respondeu uma só palavra, e retirou-se.

Meus irmãos, sejam mansos e humildes; sejam sábios, mas não astutos. Avivem o dom que há em vocês (2Tm 1.6), permanecendo bem unidos. Amem-se uns aos outros, e sejam agradecidos. Vocês estão muito no coração, tanto quanto nas orações, do seu afetuoso irmão em Cristo.

Traduções para o português a partir dos originais ingleses de John Wesley, em domínio público (entre as fontes: a seleção de Augustine Birrell, The Letters of John Wesley, e as edições clássicas de Wesley). Trechos assinalados como (trecho) são recortes de cartas mais longas. Referências bíblicas na versão NAA (Nova Almeida Atualizada), abreviadas ao padrão brasileiro. Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.

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