Cartas · 1749–1791
“Se ainda não podemos, em tudo, pensar do mesmo modo, ao menos podemos amar do mesmo modo.”
Da Carta a um Católico Romano, 1749
Wesley foi um dos maiores correspondentes do seu tempo: ao longo de mais de meio século escreveu milhares de cartas — de doutrina, de conselho, de repreensão e de consolo — a pregadores, a mulheres das sociedades, a amigos e a adversários. Aos poucos, vamos reunindo aqui essas cartas, organizadas por conjuntos. Escolha abaixo a coleção que deseja ler.
— Bispo Ildo Mello
Três cartas que abrem uma janela para o coração de Wesley: a um católico romano (o amor entre cristãos divididos), a um jovem pregador (sobre o estudo e o ministério) e a William Wilberforce (a sua última carta, contra a escravidão).
Quatro cartas de direção espiritual e consolo, escritas no fim da vida a pessoas das sociedades: o exame do coração, o puro amor de Deus, o avançar para o alvo e a piedade unida ao serviço aos pobres.
Três cartas em que Wesley firma o essencial do que cria: a perfeição cristã recebida agora pela fé, a natureza da verdadeira religião (não as opiniões nem as formas de culto) e as razões para não separar os metodistas da Igreja da Inglaterra.
Três cartas sobre o ministério: a perseverança quando o fruto tarda, a fidelidade à doutrina e à disciplina, e a mansidão que conquista mais do que a dureza.
Três cartas em que Wesley lida, de modo pastoral, com a predestinação absoluta: como agir diante dela, o “Cristo morreu por todos” e como opor-se ao calvinismo pela visita amorosa, não pela polêmica.
Três cartas em que Wesley fala com franqueza aos poderosos e sobre as grandes causas: ao bispo de Londres (piedade acima da erudição), ao primeiro-ministro William Pitt (o custo humano da bebida) e aos pregadores na América.
Três cartas de ternura pastoral diante da aflição e da perda: nada acontece por acaso, Deus é fiel na provação, e o mistério da morte, diante do qual só resta admirar e adorar.
Três cartas à jovem sobrinha Sarah Wesley: o chamado a ser cristã por inteiro, a disciplina de ler os livros certos e um plano de estudos coroado por um só alvo — conhecer a Deus.
Três cartas aos pioneiros da obra na Nova Escócia, William Black e Freeborn Garrettson: fazer tudo por um bom Senhor, firmar os novos crentes e avançar com sabedoria, sem depressa demais.
Três cartas breves sobre visitar e servir os pobres como meio de graça: os pobres, a “parte mais seleta” da cidade; a visita aos enfermos como remédio da alma; o melhor uso do tempo livre.
Três cartas sobre o dinheiro e as riquezas: para Deus até dos ricos tudo é possível, o perigo de amar o dinheiro, e a boa mordomia — entesourar no céu e usar com fidelidade o que já se tem.
As três cartas-marco do ministério feminino no metodismo: a Sarah Crosby, a Mary Bosanquet (o “chamado extraordinário”) e a Sarah Mallet, primeira pregadora reconhecida pela Conferência.
Três repreensões fraternas que tocam a mente, a língua e o coração do pregador: a Trembath (ler ou permanecer raso), a Furly (falar com palavras simples) e a Mather (“cem pregadores que a nada temam senão o pecado”).
Três cartas de direção espiritual: aproximar-se da Mesa mesmo com o coração seco, buscar a felicidade só em Deus e não omitir a oração, e o amor que se resigna — “não como eu quero, mas como tu queres”.
Três cartas sobre o testemunho do Espírito: a certeza da fé e da esperança (distinta da presunção calvinista), e o testemunho e os frutos que, juntos, provam que somos de Deus.
O Wesley prático do Primitive Physick: remédios e caminhadas, dormir cedo e cuidar do corpo, o exercício e o bom humor diante da idade — porque corpo e alma andam juntos.
Três cartas rumo ao puro amor: recebê-lo agora, pela fé (“creia e entre”), andar na luz que Deus dá, e não perder, mas crescer no que se recebeu “até o dia perfeito”.
Três cartas sobre o proveito do que nos aperta: o remédio severo mas salutar, a tentação que vira ocasião de vitória, e a fornalha da aflição da qual se sai como ouro.
Três cartas sobre a decisão mais controversa da vida de Wesley: ordenar Coke e Asbury para a América, dando início ao metodismo episcopal. A carta aos irmãos na América, a defesa pessoal a Barnabas Thomas e o testamento à Conferência, lacrado até sua morte.
Seis cartas que acompanham a amizade de Wesley com George Whitefield do início ao fim: os primeiros dias do avivamento, uma repreensão terna, a ruptura doutrinária de 1741, a reconciliação em 1770 e uma lembrança saudosa quinze anos depois da morte de Whitefield.
Quatro cartas que acompanham a confiança — e a tensão — entre Wesley e Francis Asbury: a entrega da liderança em 1783, um conselho sobre o rodízio dos pregadores, a convocação da Conferência de Baltimore e a repreensão final sobre o título de “Bispo”.
Seis cartas que acompanham a parceria e a tensão entre os dois irmãos fundadores do metodismo: os primeiros dias do avivamento, o desconforto após o casamento de John, o debate sobre separar-se da Igreja da Inglaterra e a crise final das ordenações para a América — com a resposta de Charles incluída.
Quatro cartas da luta de Wesley contra o tráfico de escravos: o interesse por uma comunidade de negros livres na Nova Escócia, o apoio à recém-fundada Sociedade Abolicionista e, por fim, a última carta que Wesley escreveu em vida — a Wilberforce, quatro dias antes de morrer.
Seis cartas dos dois últimos anos de vida de Wesley, já octogenário: consolo a amigas de décadas, conselhos a um sobrinho, o relato sereno do próprio declínio físico e a última carta que enviou à América, um mês antes de morrer, pedindo que os metodistas dos dois lados do Atlântico permanecessem unidos.
Cinco cartas sobre a crise que marcou a relação de Wesley com a América: a análise privada enviada ao ministro britânico responsável pelas colônias, a explicação a Thomas Rankin sobre o polêmico panfleto “Apelo Sereno”, duas defesas públicas contra acusações de plágio e má-fé, e um apelo dramático sobre o abandono pastoral das almas americanas em plena guerra.
Sete cartas ao homem que Wesley considerava “o mais santo que já conheci” e o único capaz de sucedê-lo: o pedido explícito de 1773 para que Fletcher assumisse a liderança do metodismo, a colaboração teológica durante a controvérsia calvinista e, por fim, a carta enviada à viúva de Fletcher um mês depois da morte dele, em 1785.
Cinco cartas de um dos capítulos mais difíceis da biografia de Wesley: a felicidade dos primeiros dias de casado, a tensão crescente dos anos 1750, e cartas práticas já depois da separação definitiva, ainda assim marcadas por afeto.
Novos conjuntos serão acrescentados aqui com o tempo.