Estudos do Bispo Ildo · Santificação e Vida Cristã · Vida Cristã Prática
“Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.” (Tg 1.2–4).
1) O cristão não está imune as tribulações Jesus advertiu aos seus discípulos, dizendo: “… No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33). Paulo e Barnabé demonstraram por palavras e obras que “através de muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus” (At 14.22).
Observe o seguinte padrão:
1. Após receber a promessa, Abraão passou por muitas provações; 2. Após receber sonhos divinos, José enfrentou várias tribulações; 3. Após a libertação milagrosa da escravidão do Egito, o povo de Israel teve que atravessar um deserto; 4. Após ter sido ungido rei, Davi teve que fugir para o deserto; 5. Após o início de seu ministério profético, Elias também precisou fugir para o deserto; 6. Após corajosa demonstração de fidelidade a Deus, Mesaque, Sadraque e Abdenego foram lançados em uma fornalha de fogo; 7. Após ser batizado, Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto onde foi tentado por Satanás.
Os cristãos são peregrinos nesta terra, de modo que o justo tem que viver pela fé. Em meio a todas as tribulações, os servos de Deus são mais que vencedores:
2. José saiu do poço e da prisão para se tornar governador do Egito,
7. e Jesus venceu Satanás, ressuscitou dos mortos e foi recebido na glória!
Tenham bom ânimo, Jesus venceu o mundo!
2) As provações fazem parte do plano maior de Deus Os apóstolos estavam convictos de que as provações cumprem um papel muito especial no plano de Deus para o crescimento espiritual dos filhos de Deus. Tiago disse: “sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes” (Tg 1.2–4). Pedro afirmou: “Para que a prova de vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro… seja para louvor, e honra, e glória…” [1Pe 1.7]. E Paulo afirmou com toda a categoria:“Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28). A tribulação produz virtudes que nos levam a maturidade cristã: “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança.” (Rm 5.3–4). Tais experiências nos tornam instrumentos de esperança e consolação: “É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus.” (2Co 1.4).
3) Alegria nas provações Seguro de que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8.28), o crente pode verdadeiramente alegrar-se nas provações da vida (Tg 1.2). Os discípulos “se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome” (At 5.41). Paulo e Silas, após terem sido açoitados e colocados na prisão, “oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam.” (At 16.25). Ele possuía autoridade para dizer: Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” (1Ts 5.18). Pois, ele realmente aprendeu “a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.11-13).
Portanto, podemos nos alegrar nas tribulações, confiantes que não fomos abandonados por Deus, que é poderoso para fazer com que cada uma delas coopere para o nosso próprio benefício e aperfeiçoamento. Em todas elas, somos mais do que vencedores, pois nada pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor! (Rm 8.35-37). Então, ”alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.” (Fp 4.4).
Bispo José Ildo Swartele de Mello