Aos missionários que atravessaram o mar para servir a Igreja Metodista Livre em terras brasileiras
O que leva um homem e uma mulher a deixar a sua terra, a sua língua e o seu conforto para servir a um povo distante? Só o amor de Cristo. Ao longo de décadas, dezenas de missionários — em sua maioria norte-americanos e canadenses — vieram ao Brasil e gastaram a vida para que a Igreja Metodista Livre lançasse raízes entre nós.
Esta página é um “obrigado” em forma de memória. A Escritura nos exorta: “lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos falaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a sua fé” (Hb 13.7). Percorra, ano a ano, o rosto e a história daqueles que semearam entre nós.
“E quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!”Romanos 10.15 (NAA)

O pastor japonês que, movido pelo Espírito, deixou sua terra para evangelizar seus patrícios e lançou os fundamentos da Igreja Metodista Livre no Brasil. Ver biografia completa →

As primeiras missionárias na obra entre os brasileiros. Lucile Damon, tesoureira da Missão, dedicou-se às crianças e aos jovens e teve papel decisivo na aquisição do terreno de Mirandópolis; Hellen Voller trouxe e ensinou o método do flanelógrafo e mais tarde dirigiu a Escola Americana.

Excelente construtor e superintendente do trabalho missionário na América do Sul, dividindo-se entre o Brasil e o Paraguai, ergueu os primeiros prédios da Missão em Mirandópolis.

Vieram para reforçar a obra. Donald Bowen foi o primeiro reitor da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista Livre, fundada em Mairiporã em 1957.

Obreiros de longa e marcante atuação. Foram eles que conceberam e implantaram os Planos Quinquenais de Evangelismo, Discipulado e Implantação de Igrejas, que trouxeram grande crescimento à Igreja.

Evangelistas incansáveis. Pregavam nos sítios e nas fazendas de café de Neves Paulista — o Pr. Clarence chegava a pregar quatro vezes no mesmo dia.

Marceneiro habilíssimo, o Pr. Thompson ergueu tabernáculos por onde passava e foi superintendente. Décadas depois, dirigiria as missões metodistas livres em dezenas de países.

Vindos do Movimento de Santidade, serviram de Neves Paulista a Vila Galvão (Guarulhos), abrindo trabalhos e edificando templos.

O Pr. Mannoia serviu como reitor do Seminário e ajudou a iniciar a ala em português do Concílio Nikkei, trabalhando também no estabelecimento da igreja em Diadema.

Professor e deão da Faculdade, estudioso da renovação da Igreja. Foi aqui no Brasil que concluiu o seu conhecido livro “Vinho Novo e Odres Novos”.

Integraram-se profundamente ao povo brasileiro. Douglas foi superintendente do Concílio Brasileiro e reitor da Faculdade; Beth presidiu por anos a Federação Feminina. Juntos, fundaram a Igreja do Aeroporto.

Pastorearam com muito amor e dedicação as igrejas de Cidade Ademar e Vila Bonilha.

Vindos dos Estados Unidos, ministraram na Faculdade as disciplinas de Escatologia, Apocalipse e História da Igreja.

Serviram nas igrejas de Reimberg e Itapevi e cuidaram da tradução e da edição do Livro de Disciplina da Igreja. Até hoje, o Pr. Ray tem contribuído muito com o projeto de apadrinhamento de crianças e para o sucesso da Escola Pastor José Emílio Emerenciano.

Daniel, filho dos missionários Clarence e Beth Owsley, foi criado no Brasil. O casal dedicou-se a formar a liderança do Nordeste, de onde nasceu o Concílio do Nordeste. Até os dias de hoje, seguem servindo à Igreja na direção do Seminário Bíblico Wesleyano (SBW), onde também atuam como professores.
Servos de Deus cujos nomes talvez não apareçam nos relatos que guardamos, mas cuja dedicação o Senhor não esquece.


Olhando para trás, confessamos com humildade: “eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus” (1Co 3.6). Esses homens e mulheres plantaram e regaram entre nós, e Deus deu o crescimento. A Igreja Metodista Livre do Brasil, hoje autônoma e missionária, é fruto, sob a graça de Deus, daquela sementeira.
Que a nossa gratidão não fique só em palavras. A melhor homenagem que podemos prestar a esses missionários é continuar a obra que eles amaram: ganhar vidas para Cristo, formar discípulos e enviar novos obreiros — agora do Brasil para o mundo.
Com profunda gratidão,
Bispo Ildo Mello