Charles Wesley · Hymns for the Nation in 1782 (Londres: Paramore, 1781)

Hinos para a Nação

17 hino(s)/peça(s)

Hino I. Após a derrota no ChesapeakeHino II. Pelos americanos leaisHino III. “Por quem se levantará Jacó? Pois é pequeno.” (Am 7.2)Hino IVHino V. Por Sua Majestade o Rei JorgeHino VIHino VII. Pela concórdiaHino VIII. Uma oração pelo CongressoHino IX. “Venha o teu reino!” (Mt 6.10)Hino XHino XIHino XII. Pela conversão dos francesesHino XIII. Por Sua Majestade a RainhaHino XIV. Pela Família RealHino XV. Ação de graças pelo êxito do evangelho na AméricaHino XVIHino XVII

Hino I. Após a derrota no Chesapeake

Original1The Lord, th’ Almighty Lord of hostsHis own dread purpose hath fulfill’d;Rebuk’d a sinful nation’s boasts,That all may see his arm reveal’d;And Britain humbled in the dust,Confess his sharpest judgments just.
Tradução1O Senhor, o Todo-Poderoso Senhor dos exércitos,cumpriu o seu próprio temível propósito;repreendeu as jactâncias de uma nação pecadora,para que todos vejam revelado o seu braço;e a Grã-Bretanha, humilhada no pó,confesse justos os seus mais severos juízos.
2Righteous, O Lord, thy judgments are!We bow to thy severe decree,Who, casting out our formal prayer,Hast giv’n our foes the victory:As pleas’d rebellion’s cause to bless,And crown the wicked with success.
2Justos, ó Senhor, são os teus juízos!Curvamo-nos ao teu severo decreto,tu que, rejeitando a nossa oração formal,deste aos nossos inimigos a vitória:como que aprazendo-te em abençoar a causa da rebelião,e coroar de êxito os ímpios.
3The wicked are thy sword and rod,Our crimes commission’d to chastise;Who long have fought against our God,Provok’d the vengeance of the skies:Thy threat’nings mock’d, thy favors spurn’d,Thy blessings into curses turn’d.
3Os ímpios são a tua espada e a tua vara (Sl 17.13; Is 10.5),incumbidos de castigar os nossos crimes;nós que por muito tempo lutamos contra o nosso Deus,provocamos a vingança dos céus:zombamos das tuas ameaças, desprezamos os teus favores,convertemos em maldição as tuas bênçãos.
4Therefore the dire decree takes place,Abandon’d as to Satan’s power,A desperate, death-devoted race:We see the slaughtring sword devour:Our legions pass beneath the yoke,Our nation is of God forsook.
4Por isso se cumpre o terrível decreto,abandonados como que ao poder de Satanás,raça desesperada e votada à morte:vemos a espada matadora devorar;as nossas legiões passam sob o jugo,a nossa nação foi por Deus desamparada.
5Yet if thou hast not fixt our doom,And sworn, in wrath, no more to spare,If still there is for mercy room,For hope, and penitence, and prayer,Us in our blood once more reprieve,And bid thy sentenc’d rebels live.
5Contudo, se não fixaste a nossa sentença,e não juraste, na tua ira, não mais poupar,se ainda há lugar para a misericórdia,para a esperança, o arrependimento e a oração,concede-nos no nosso sangue mais um adiamento,e manda viver os teus rebeldes já sentenciados.
6Howe’er the righteous thou conceal,Or under, or above the skies,The wicked must thy justice feel;And never shall Britannia rise,Unless we to our smiter turn,And leave the sins for which we mourn.
6Ainda que ocultes os justos,quer debaixo, quer acima dos céus,os ímpios hão de sentir a tua justiça;e nunca se erguerá a Britânia,a menos que nos voltemos para aquele que nos fere (Is 9.13),e deixemos os pecados que choramos.

Hino II. Pelos americanos leais

Original1Father of everlasting love,The only refuge of despair,Thy bowels toward th’ afflicted move;And now thou hear’st the mournful prayerWe for our helpless brethren breathe,Who pant within the jaws of death.
Tradução1Pai do amor eterno,o único refúgio do desespero,movam-se as tuas entranhas para com os aflitos;e agora ouves a oração pesarosaque exalamos pelos nossos irmãos desamparados,que arquejam entre as mandíbulas da morte.
2The men who dared their king revere,And faithful to their oaths abide,Midst perjur’d hypocrites sincere,Harrass’d, oppress’d on every side;Gaul’d by the tyrant’s iron yoke,By Britain’s faithless sons forsook.
2Os homens que ousaram reverenciar o seu rei,e permanecer fiéis aos seus juramentos,sinceros em meio a hipócritas perjuros,atormentados, oprimidos por todos os lados;feridos pelo jugo de ferro do tirano,abandonados pelos filhos infiéis da Grã-Bretanha.
3Our patriot chiefs betray’d their trust,To serve their own infernal ends,The slaves of avarice and lust,Sparing their foes, they spoil’d their friends;Basely repaid their loyal zeal,And left them—to the murtherer’s will.
3Os nossos chefes “patriotas” traíram a confiança recebida,para servir aos seus próprios fins infernais,escravos da avareza e da luxúria;poupando os seus inimigos, espoliaram os seus amigos;vilmente recompensaram o seu zelo leal,e os deixaram entregues à vontade do assassino.
4As sheep appointed to be slain,The victims of fidelityTo man they look for help in vain;But shall they look in vain to thee,God over all, who canst subdueThe hearts which mercy never knew.
4Como ovelhas destinadas ao matadouro (Sl 44.22; Rm 8.36),vítimas da sua fidelidade,em vão buscam socorro nos homens;mas haverão de buscar-te em vão,ó Deus sobre todos, que podes subjugaros corações que jamais conheceram misericórdia?
5Ev’n now thou canst disarm their rage,(If so thy gracious will intends)The wrath implacable asswageThe malice of remorseless fiends:Mercy at last compell’d to show,And let the hopeless captives go.
5Ainda agora podes desarmar a fúria deles,(se assim o dispuser a tua graciosa vontade)abrandar a ira implacável,a malícia de demônios sem remorso:compelidos enfim a mostrar misericórdia,e a deixar ir os cativos sem esperança.
6Yet if our brethren’s doom be seal’d;And for superior joys design’d,They have their glorious course fulfill’d;To souls beneath the altar join’d,Their guiltless blood hath found a tongue,And every drop exclaims—”How long?”
6Contudo, se a sorte dos nossos irmãos está selada,e, destinados a alegrias superiores,eles cumpriram a sua gloriosa carreira;unidos às almas debaixo do altar (Ap 6.9-10),o seu sangue inocente achou uma língua,e cada gota exclama: “Até quando?”
7O earth, conceal not thou their bloodWhich loud as Zechariah’s cries!O God, thou just, avenging God,Behold them with thy flaming eyes,And blast, and utterly consumeThose murtherers of fanatic Rome.
7Ó terra, não escondas o seu sangue (Gn 4.10; Jó 16.18),que clama tão alto como o de Zacarias (Mt 23.35)!Ó Deus, tu, justo Deus vingador,contempla-os com os teus olhos de fogo,e fulmina, e consome inteiramenteaqueles assassinos da Roma fanática.
8Till then, thou bidst thy servants rest,Who suffered death for conscience sake,And wait to rise completely blest,The general triumph to partake,To see the righteous judge come down,And boldly claim the martyr’s crown.
8Até então, mandas repousar os teus servos,que sofreram a morte por causa da consciência,e esperam ressurgir plenamente bem-aventurados,para participar do triunfo universal,para ver descer o justo juiz,e reivindicar com ousadia a coroa do mártir.

Hino III. “Por quem se levantará Jacó? Pois é pequeno.” (Am 7.2)

Original1By whom, O God, shall Britain rise,So small in all the nations’ eyes,So lessen’d in her own?Out of the deep, we cry to thee,And with profound humilityBesiege thy gracious throne.
Tradução1Por quem, ó Deus, se erguerá a Grã-Bretanha,tão pequena aos olhos de todas as nações,tão diminuída aos seus próprios olhos?Das profundezas, clamamos a ti (Sl 130.1),e com profunda humildadesitiamos o teu trono de graça.
2By whom, O God, shall Britain rise?Not by th’ ignoble slaves of viceWho have their country sold,Betray’d us in their prosp’rous hour,To raise a restless faction’s power,And glut their lust of gold.
2Por quem, ó Deus, se erguerá a Grã-Bretanha?Não pelos ignóbeis escravos do vícioque venderam a sua pátria,que nos traíram na sua hora próspera,para elevar o poder de uma facção inquieta,e saciar a sua cobiça de ouro.
3Not by the basest tools of war,Who all thy plagues and judgments dare,In oaths and blasphemies,Ravage their friends with sword and fire,Thro’ covetous or foul desire,And hate the thoughts of peace.
3Não pelos mais vis instrumentos da guerra,que desafiam todas as tuas pragas e juízos,com juramentos e blasfêmias,devastam os seus amigos com espada e fogo,por desejo cobiçoso ou imundo,e odeiam o próprio pensamento da paz.
4By whom—but we enquire in vain,Till thou thy own design explain,For only Lord to theeThy works, before the world begun,Thy chosen instrument were knownFrom all eternity.
4Por quem, mas em vão perguntamos,até que expliques o teu próprio desígnio,pois só a ti, Senhor,as tuas obras, antes de começar o mundo,o teu instrumento escolhido, eram conhecidasdesde toda a eternidade.
5Thy searching eye beholds him now:While suppliant at thy feet we bowTo us the man be show’d,Th’ intrepid man of virtuous zeal,Resolv’d and incorruptible,Who seeks our nation’s good:
5O teu olhar perscrutador já o contempla:enquanto, suplicantes, nos curvamos a teus pés,que a nós seja mostrado o homem,o homem intrépido de zelo virtuoso,resoluto e incorruptível,que busca o bem da nossa nação:
6Our nation’s good, and not his own;While list’ning to the plaintive moan,Of loyalty opprest,He serves his king’s and God’s designs,America and Britain joins,And blends them in his breast.
6O bem da nossa nação, e não o seu próprio;enquanto escuta o gemido queixosoda lealdade oprimida,ele serve aos desígnios do seu rei e de Deus,une a América e a Grã-Bretanha,e as funde no seu peito.
7O that he in the gap may stand,Rais’d up to save a sinking land,Our blessings to restore,Concord, and peace, and loyal fear,And truth, and piety sincere,Till time shall be no more.
7Ah, que ele esteja de pé na brecha (Ez 22.30),levantado para salvar uma terra que afunda,para restaurar as nossas bênçãos,a concórdia, e a paz, e o temor leal,e a verdade, e a piedade sincera,até que não haja mais tempo.
8Then shall we, Lord, surround thy throne,Thro’ Christ inseparably one,United in thy praise,And sing, with all those hosts above,The triumphs of all-conquering loveIn everlasting lays.
8Então, Senhor, rodearemos o teu trono,por Cristo inseparavelmente unidos,juntos no teu louvor,e cantaremos, com todas aquelas hostes do alto,os triunfos do amor que tudo vence,em cantos eternos.

Hino IV

Original1Great God, we know not what to do,But fix our wishful eyes on thee,Who or by many or by fewSav’st in the last extremity!Whose arm, when all resources fail,Its own immortal strength puts on,When the infernal hosts prevail,And Satan shouts—”The work is done.”
Tradução1Grande Deus, não sabemos o que fazer,senão fixar em ti os nossos olhos anelantes (2Cr 20.12),tu que, seja por muitos, seja por poucos (1Sm 14.6),salvas no último extremo!Cujo braço, quando falham todos os recursos,se reveste da sua própria força imortal,quando prevalecem as hostes infernais,e Satanás grita: “A obra está consumada.”
2Whom hostile multitudes surround,And nations ready to devour,No help for us in man is found,No refuge in our darkest hour,Unless thy greatness interpose,To blast th’ infallible design,Confound our proud, triumphant foes,And claim this ransom’d land for thine.
2A nós, que multidões hostis cercam,e nações prontas a devorar,nenhum socorro se acha no homem,nenhum refúgio na nossa hora mais escura,a menos que a tua grandeza interponha,para frustrar o desígnio tido por infalível,confundir os nossos soberbos e triunfantes inimigos,e reivindicar esta terra resgatada como tua.
3Oft hath thine arm, in ancient days,Stretch’d out in our defence appear’d,And ransom’d a devoted race,And snatch’d us from the death we fear’d:Armies and fleets invincibleWere baffled in their surest aim,Treasons and plots thou didst dispelDeep as the pit from which they came.
3Muitas vezes o teu braço, em dias antigos,se estendeu, aparecendo em nossa defesa,e resgatou uma raça votada à perdição,e nos arrebatou da morte que temíamos:exércitos e frotas invencíveisforam frustrados no seu alvo mais certo,traições e conspirações tu dissipaste,profundas como o abismo de onde vieram.
4Thy providence revers’d our doom,When parricides the land o’erflow’d,(Rebellious sects in league with Rome)And turn’d it to a field of blood.For years we groan’d beneath their sway,But mercy by a powerful word,Crush’d all our tyrants in a day,Our blessings all at once restor’d.
4A tua providência reverteu a nossa sentença,quando os parricidas inundaram a terra,(seitas rebeldes aliadas a Roma)e a converteram num campo de sangue.Por anos gememos sob o seu domínio,mas a misericórdia, por uma palavra poderosa,esmagou todos os nossos tiranos num só dia,e restaurou de uma vez todas as nossas bênçãos.
5Have we not lately heard and seenMore wonderful escapes than these,From furious, persecuting men,From hosts of human savages?Appall’d, we heard Apollyon roar,Aghast we saw the flames aspire,Till rescued by almighty power,And pluck’d as brands out of the fire.
5Não ouvimos e vimos há poucolivramentos mais admiráveis do que estes,de homens furiosos e perseguidores,de hostes de selvagens humanos?Aterrados, ouvimos Apoliom rugir (Ap 9.11),horrorizados, vimos as chamas subir,até que, resgatados por poder onipotente,fomos arrancados como tições do fogo (Zc 3.2).
6Why then, great God, should we despair,As thou wert not almighty still,But deaf to thy own people’s prayerWho tremble at th’ impending ill;Who will not let the scourge o’erflow,The desolating judgment come,But still suspend the final blow,And screen the land from Sodom’s doom.
6Por que, então, grande Deus, haveríamos de desesperar,como se já não fosses todo-poderoso,mas surdo à oração do teu próprio povo,que treme diante do mal iminente;tu que não deixarás transbordar o açoite,nem vir o juízo desolador,mas ainda suspendes o golpe final,e resguardas a terra da sentença de Sodoma.
7Wrestling with Abraham’s faithful seedLo! In the gap we humbly stand,The righteous for the wicked pleadProtectors of a guilty land,Thou infinite in gracious power,With theirs our suppliant suit receive,Stay the rough wind, the fiery shower,And for the remnant’s sake forgive.
7Lutando, como a fiel descendência de Abraão (Gn 32.24),eis que, na brecha, humildemente estamos,os justos intercedendo pelos ímpios,protetores de uma terra culpada;tu, infinito em gracioso poder,recebe, com a súplica deles, a nossa súplica,detém o vento áspero, a chuva de fogo,e, por amor do remanescente, perdoa.
8If now in us thy Spirit cry,In ours thy own request attend,The Lord of hosts, the Lord most highDeliverance to thine Israel send;Because thou art the faithful God,Our God in every age the same,Because we trust in Jesu’s blood,And ask the grace in Jesu’s name.
8Se agora em nós clama o teu Espírito (Rm 8.26),atende, no nosso, ao teu próprio pedido,ó Senhor dos exércitos, Senhor altíssimo,envia livramento ao teu Israel;porque tu és o Deus fiel,o nosso Deus, o mesmo em toda era,porque confiamos no sangue de Jesus,e pedimos a graça em nome de Jesus.

Hino V. Por Sua Majestade o Rei Jorge

Original1Jesus, from whom dominion springs,The faithful counsellor of kings,The sovereign Lord thou art;Thy Spirit on our king bestow,Who only dost the mazes knowOf man’s deceitful heart.
Tradução1Jesus, de quem procede o domínio,o fiel conselheiro dos reis,o soberano Senhor tu és;concede o teu Espírito ao nosso rei,tu que só conheces os labirintosdo coração enganoso do homem (Jr 17.9).
2By factious demagogues gainsaid,By fawning sycophants betrayedWho boast their loyalty,How can he judge, or chuse aright,Unless assisted by thy light,And taught himself by thee?
2Contrariado por demagogos facciosos,traído por bajuladores aduladoresque se gabam da sua lealdade,como poderá ele julgar, ou escolher com acerto,se não for assistido pela tua luz,e ensinado por ti mesmo?
3Do thou the true discernment give,Whom to reject, and whom receiveHis royal toils to share;O point him out where’er concealedThe upright man, with wisdom fill’d,An empire’s weight to bear.
3Concede tu o verdadeiro discernimento,a quem rejeitar, e a quem receberpara partilhar as suas labutas reais;ah, aponta-lhe, onde quer que esteja oculto,o homem íntegro, cheio de sabedoria,capaz de suportar o peso de um império.
4The man with heavenly courage bold,Above the lust of fame, or gold,Detach’d and unconfin’d,A foe to every selfish end,Religion’s, and his country’s friend,A friend to all mankind.
4O homem de ousada coragem celestial,acima da cobiça da fama, ou do ouro,desapegado e livre,inimigo de todo fim egoísta,amigo da religião e da sua pátria,amigo de toda a humanidade.
5Not for himself but others made,His country and his king to aidWith talents large endow’d;Out of the throng thy servant chuse,A vessel fitted for thy use,And for Britannia’s good.
5Feito não para si, mas para os outros,para auxiliar a sua pátria e o seu rei,dotado de grandes talentos;dentre a multidão escolhe o teu servo,um vaso apto para o teu uso (2Tm 2.21),e para o bem da Britânia.
6Him as a guardian angel send,Our feuds, and woes, and wars to end,Our sinking state to raise;Brethren in lasting bonds to join,And then confess—the work is thine,And give thee all the praise.
6Envia-o como anjo guardião,para pôr fim às nossas contendas, aflições e guerras,para erguer o nosso Estado que afunda;para unir os irmãos em laços duradouros,e então confessar: a obra é tua,e dar-te todo o louvor.
7So shall our happy monarch seeHis kingdoms in prosperity,Thro’ thy uniting power,The source of all our blessings own,And prostrate at thy gracious throne,The King of kings adore.
7Assim verá o nosso feliz monarcaos seus reinos em prosperidade,pelo teu poder que une,reconhecerá a fonte de todas as nossas bênçãos,e, prostrado diante do teu trono de graça,adorará o Rei dos reis.

Hino VI

Original1At this most alarming crisis,Shall we not from sin awake,While the great Jehovah rises,Terribly the earth to shake?While he doth a moment spare,Shall we not attend the rod,Hear his thunder’s voice, “Prepare,O prepare, to meet your God!”
Tradução1Nesta crise tão alarmante,não despertaremos do pecado,enquanto o grande Jeová se levantapara sacudir terrivelmente a terra?Enquanto ele poupa um momento,não atenderemos à vara,não ouviremos a voz do seu trovão: “Prepara-te,ah, prepara-te para te encontrar com o teu Deus!” (Am 4.12)
2Compass’d round with hostile nations,All to our destruction sworn,God of unexhausted patience,Still we may to thee return:Though thy peremptory sentenceAbsolute perdition sound,Place there is for true repentance,Mercy sought may yet be found.
2Cercados por nações hostis,todas juramentadas à nossa destruição,ó Deus de paciência inesgotável,ainda podemos voltar a ti:embora a tua sentença peremptóriasoe perdição absoluta,há lugar para o verdadeiro arrependimento,a misericórdia, se buscada, ainda pode ser achada.
3Still thou hearst the mourners sighingFor our wickedness abhorr’d,Thousands in our Israel cryingStop, O stop the slaughtering sword,Drop thy dreadful controversy,While we at thy footstool groan;Lord, in wrath remember mercy,Give us to thy pleading Son.
3Ainda ouves os que choram, suspirandopela nossa detestável maldade,milhares no nosso Israel clamando:Detém, ah, detém a espada matadora,abandona a tua terrível contenda,enquanto gememos junto ao teu escabelo;Senhor, na ira lembra-te da misericórdia (Hc 3.2),entrega-nos ao teu Filho que intercede.
4By his bloody cross and Passion,By his precious death, we pray,Turn aside thine indignation,Take thy heaviest plague away,Sin, the cause of our distresses,Sin, the bitter root remove,Then appeas’d, thine anger ceases,Then redeem’d, we praise and love.
4Pela sua cruz sangrenta e Paixão,pela sua preciosa morte, oramos,desvia a tua indignação,afasta a tua praga mais pesada,o pecado, causa das nossas angústias,o pecado, a raiz amarga, remove (Hb 12.15),então, aplacada, cessa a tua ira,então, redimidos, louvamos e amamos.

Hino VII. Pela concórdia

Original1Divided ‘gainst itself so longHow could a kingdom stand,Had we not a Redeemer, strongTo prop our tottering land?Had he not left himself a seedWho deprecate the woe,Who day and night for mercy plead,And still suspend the blow.
Tradução1Dividido contra si mesmo por tanto tempo,como poderia um reino subsistir (Mt 12.25),se não tivéssemos um Redentor, fortepara escorar a nossa terra cambaleante?Se ele não tivesse deixado para si uma sementeque roga contra a desgraça,que dia e noite intercede por misericórdia,e ainda suspende o golpe.
2Still let thy praying seed prevailOur evils to remove,Till mercy turns the hovering scale,And justice yields to love;His king till every Briton ownsWith warmest loyalty,And faction’s and rebellion’s sonsStretch out their hands to thee.
2Que a tua semente que ora ainda prevaleçapara remover os nossos males,até que a misericórdia incline a balança suspensa,e a justiça ceda ao amor;até que todo britânico reconheça o seu reicom a mais calorosa lealdade,e os filhos da facção e da rebeliãoestendam as suas mãos a ti.
3Now, Lord, a gracious token show,The stoutest hearts inclineTheir own true happiness to know,Their common foes’ design;Against ourselves who turn our swords,That they the spoils may gain,And rise at last despotic lords,And by our ruin reign.
3Agora, Senhor, mostra um sinal de graça,inclina os corações mais durosa conhecer a sua própria verdadeira felicidade,e o desígnio dos seus inimigos comuns;que contra nós mesmos voltam as nossas espadas,para que ganhem os despojos,e se ergam enfim como senhores despóticos,e reinem pela nossa ruína.
4Why should the specious fiend deceiveThe many by the few?Saviour, the multitude forgive;They know not what they do;They fancy those their country’s friends,Who hasten on its doom,And blindly serve the treacherous endsOf tyranny and Rome.
4Por que haveria o inimigo especioso de enganaros muitos por meio dos poucos?Salvador, perdoa à multidão;eles não sabem o que fazem (Lc 23.34);imaginam que são amigos da sua pátriaaqueles que apressam a sua ruína,e cegamente servem aos fins traiçoeirosda tirania e de Roma.
5Open their eyes almighty grace,The latent snare to see,That brethren may again embraceIn closest amity;Britons no more with Britons fight,No more our God oppose,Let Europe then their powers unite,And all the world be foes.
5Abre-lhes os olhos, ó graça onipotente,para que vejam o laço oculto,a fim de que os irmãos de novo se abracemna mais estreita amizade;que os britânicos não mais lutem com britânicos,nem mais se oponham ao nosso Deus;que a Europa, então, una as suas forças,e o mundo inteiro seja nosso adversário.

Hino VIII. Uma oração pelo Congresso

Original1True is the oracle divine,The sentence which thy lips hath past,Tho’ hand in hand the wicked join,They shall not, Lord, escape at last;Who for a while triumphant seem,Curst with their own false heart’s desire,Their empire is a fleeting dream,Their hopes shall all in smoke expire.
Tradução1Verdadeiro é o oráculo divino,a sentença que os teus lábios proferiram:ainda que de mãos dadas os ímpios se unam (Pv 11.21),não escaparão, Senhor, no fim;os que por um tempo parecem triunfantes,amaldiçoados com o desejo do seu próprio coração falso,o seu império é um sonho fugaz,as suas esperanças todas expirarão em fumaça.
2Surely thou wilt full vengeance takeOn rebels ‘gainst their king and God,And strictest inquisition makeFor rivers spilt of guiltless blood,By men who take thy name in vain,By fiends in sanctity’s disguise,As thou wert serv’d with nations slain,Or pleas’d with human sacrifice.
2Por certo tomarás plena vingançados rebeldes contra o seu rei e o seu Deus,e farás rigorosíssima inquiriçãopelos rios derramados de sangue inocente (Gn 9.5),por homens que tomam o teu nome em vão,por demônios disfarçados de santidade,como se fosses servido com nações mortas,ou te aprouvesses com sacrifício humano.
3Thou know’st thine own appointed timeTh’ ungodly homicides to quell,Chastise their complicated crime,And break their covenant with hell:Thy plagues shall then o’erwhelm them all,From proud ambition’s summit driven;And faith foresees th’ usurpers fall,As Lucifer cast down from heaven.
3Tu conheces o teu tempo determinadopara subjugar os ímpios homicidas,castigar o seu crime intrincado,e romper o seu pacto com o inferno (Is 28.18):as tuas pragas então a todos os submergirão,lançados do cume da soberba ambição;e a fé prevê a queda dos usurpadores,como Lúcifer derrubado do céu (Is 14.12; Lc 10.18).
4Yet if they have not sinn’d the sinWhich never can obtain thy grace,When Tophet yawns to take them in,And claims them as their proper place,The authors of our woes forgive,And snatch their souls from endless woes,Who wouldst that all mankind should live,Who diedst thyself to save thy foes.
4Contudo, se não cometeram o pecadoque jamais pode alcançar a tua graça (Mt 12.31-32),quando o Tofete se escancarar para os engolir,e os reclamar como o seu devido lugar,perdoa os autores das nossas aflições,e arranca as suas almas das aflições sem fim,tu que quiseste que toda a humanidade vivesse (1Tm 2.4),tu que morreste para salvar os teus inimigos.

Hino IX. “Venha o teu reino!” (Mt 6.10)

Original1Jesus, supreme in majesty,Thy kingdom and thy glory claim,For every soul, and every kneeMust bow to thy tremendous name,JEHOVAH on Jehovah’s throne,Fulness of power to thee is given;Thou settest up, and castest down,And orderest all in earth and heaven.
Tradução1Jesus, supremo em majestade,reivindica o teu reino e a tua glória,pois toda alma, e todo joelhohá de curvar-se ao teu tremendo nome (Fp 2.10),JEOVÁ no trono de Jeová,a plenitude do poder te é dada (Mt 28.18);tu levantas, e tu derrubas,e ordenas tudo na terra e no céu.
2We trace thy footsteps in the deep,Who dost in previous judgments come,And with destruction’s besom sweepThe earth, to make thy kingdom room:The havock which on earth we see,The dire effects of human willAccomplish thy unknown decree,Thy own mysterious mind fulfil.
2Seguimos as tuas pegadas no abismo (Sl 77.19),tu que vens em juízos preliminares,e com a vassoura da destruição varresa terra, para dar lugar ao teu reino (Is 14.23):a devastação que na terra vemos,os terríveis efeitos da vontade humana,realizam o teu decreto desconhecido,cumprem a tua própria mente misteriosa.
3Thou sufferest now the evil done,Where the rebellious multitudeIn the New World rush madly on,O’er hills of slain, through seas of blood:Their rage for power, their fury blindHastens the coming of our Lord,The good supreme for man design’d,With paradise on earth restor’d.
3Toleras agora o mal que se faz,onde a multidão rebelde,no Novo Mundo, avança loucamente,sobre colinas de mortos, através de mares de sangue:a sua sede de poder, a sua fúria cegaapressa a vinda do nosso Senhor,o bem supremo destinado ao homem,com o paraíso restaurado na terra.
4Whate’er the plagues that intervene,The judgments, and vindictive days,Saviour, we know the final scene,The earth renew’d in righteousness,Descending on thine azure throneThee in the clouds we soon shall see,To reign before thy saints alone,And then through all eternity.
4Sejam quais forem as pragas que sobrevenham,os juízos, e os dias de vingança,Salvador, conhecemos a cena final:a terra renovada em justiça (2Pe 3.13),descendo sobre o teu trono de céu-azul,a ti nas nuvens em breve veremos (Ap 1.7),para reinar, primeiro, diante dos teus santos,e depois por toda a eternidade.

Hino X

Original1Turn us again, our Saviour-God,And let thy righteous anger cease;Be satisfied with seas of blood,Spilt for our nation’s wickedness:But seas of blood cannot atoneFor sins which cost thee all thine own.
Tradução1Torna-nos a ti, ó Deus, nosso Salvador (Sl 80.3),e cesse a tua justa ira;contenta-te com mares de sangue,derramados pela maldade da nossa nação:mas mares de sangue não podem expiarpecados que a ti custaram todo o teu próprio sangue.
2Thine own, thine own, for respite cries,When smote a sinner turns to thee;And dares not lift his guilty eyes,But sighs—”Be merciful to me!”O that with hearts, not garments, rent,We all might, as one man, repent!
2O teu próprio, o teu próprio sangue clama por trégua,quando, ferido, um pecador se volta a ti;e não ousa erguer os olhos culpados,mas suspira: “Sê misericordioso para comigo!” (Lc 18.13)Ah, que, com o coração, e não as vestes, rasgado (Jl 2.13),todos, como um só homem, nos arrependêssemos!
3In vain alas, thy patience spares,Unless thy grace our hearts convince,In vain are all our fasts and prayers,Unless we cast away our sins,(Of all our woes the bitter root,)And bear the penitential fruit.
3Em vão, ai, a tua paciência poupa,se a tua graça não convencer os nossos corações,em vão são todos os nossos jejuns e orações,se não lançarmos fora os nossos pecados,(de todas as nossas aflições a raiz amarga,)e não dermos o fruto da penitência (Mt 3.8).
4O that at last the faithful seed,Who day and night besiege thy throne,The just who for our Sodom plead,Might pray the contrite Spirit down,On those, who harden’d from thy fear,Defy eternal judgments near.
4Ah, que enfim a semente fiel,que dia e noite sitia o teu trono,os justos que intercedem pela nossa Sodoma,façam descer, pela oração, o Espírito contritosobre aqueles que, endurecidos, longe do teu temor,desafiam os juízos eternos que se aproximam.
5Behold them with that pitying eye,Which wept the bloody city’s doom;Who wouldst not let thy murtherers die:Who wouldst not let the flames consume,When urg’d by fiends implacable,We hung as o’er the mouth of hell.
5Contempla-os com aquele olhar de compaixão,que chorou a sentença da cidade sanguinária (Lc 19.41);tu que não quiseste deixar morrer os teus assassinos:que não quiseste deixar as chamas consumir,quando, incitados por demônios implacáveis,pendíamos como que sobre a boca do inferno.
6Hence, by a glimmering ray of hope,Chear’d, we presume to sue for grace;That sin which fills the measure up,That sin which saints and prophets slays,That only sin, through grace aloneRestrain’d, thou know’st, we have not done.
6Por isso, animados por um trêmulo raio de esperança,ousamos rogar por graça;aquele pecado que enche a medida (Mt 23.32),aquele pecado que mata santos e profetas,aquele único pecado, contido só pela graça,tu o sabes, nós não o cometemos.
7Then let thy people’s suit succeed,For those that have thy people spar’d,And save them at their greatest need,By general penitence prepar’d,The humbled prodigals receive,And for thy own dear sake forgive.
7Então prospere a súplica do teu povo,por aqueles que o teu povo pouparam,e salva-os na sua maior necessidade,preparados por uma penitência geral,recebe os pródigos humilhados (Lc 15.20),e perdoa por amor de ti mesmo.
8Cut short thy work in righteousness,That all thy gracious work may see;Born in a day our nation bless,With pure, primeval piety:Born in a day, from heaven above,The day of thine almighty love.
8Abrevia a tua obra em justiça (Rm 9.28),para que todos vejam a tua graciosa obra;nascida num só dia, abençoa a nossa nação (Is 66.8),com pura e primitiva piedade:nascida num só dia, lá do céu,no dia do teu amor todo-poderoso.

Hino XI

Original1Saviour, whom our hearts adore,To bless our earth again,Now assume thy royal power,And o’er the nations reign:Christ, the world’s desire and hope,Pow’r compleat to thee is given,Set the last great empire up,Eternal God of heaven.
Tradução1Salvador, a quem os nossos corações adoram,para abençoar de novo a nossa terra,assume agora o teu poder real,e reina sobre as nações:Cristo, desejo e esperança do mundo (Ag 2.7),poder completo te é dado,estabelece o último grande império,eterno Deus do céu.
2When thy foes are swept away,And meet their righteous doom,Then thy deity display,And let thy kingdom come:Then in the New World appear,In lands where thou wast never known,There th’ imperial standard rear,And fix thy fav’rite throne.
2Quando os teus inimigos forem varridos,e encontrarem a sua justa sentença,então manifesta a tua divindade,e venha o teu reino:então aparece no Novo Mundo,em terras onde nunca foste conhecido,ali ergue o estandarte imperial,e fixa o teu trono predileto.
3Where they all thy laws have spurn’d,Thy holiest name profan’d,Where the ruin’d earth hath mourn’d,With blood of millions slain:Open there th’ ethereal scene,Claim the savage race for thine,There thy endless reign beginWith majesty divine.
3Onde todos desprezaram as tuas leis,e profanaram o teu santíssimo nome,onde a terra arruinada tem pranteado,com o sangue de milhões de mortos:abre ali a cena etérea,reivindica para ti a raça selvagem,ali começa o teu reino sem fimcom majestade divina.
4Universal Saviour, thouWilt all thy creatures bless,Every knee to thee shall bow,And every tongue confess:None shall in thy mount destroy;War shall then be learnt no more,Saints shall their great King enjoy,And all mankind adore.
4Salvador universal, tuabençoarás todas as tuas criaturas,todo joelho se dobrará diante de ti,e toda língua confessará (Rm 14.11):ninguém destruirá no teu monte santo (Is 11.9);a guerra não mais se aprenderá (Is 2.4),os santos gozarão o seu grande Rei,e toda a humanidade o adorará.
5Then, according to thy word,Salvation is reveal’d;With thy glorious knowledge, Lord,The new-made earth is fill’d:Then we sound the mystery,The depths and heights of Godhead prove,Swallow’d up in mercy’s sea,For ever lost in love.
5Então, conforme a tua palavra,a salvação é revelada;do teu glorioso conhecimento, Senhor,a terra recém-feita se enche (Is 11.9; Hc 2.14):então sondamos o mistério,experimentamos as profundezas e as alturas da Divindade,absorvidos no mar da misericórdia,para sempre perdidos no amor.

Hino XII. Pela conversão dos franceses

Original1Supreme, immortal potentate,Whose will omnipotent is fate,Who on thy lofty throneDost with unrivall’d glory sit,Till earth, and heaven, and hell submit,And bow to thee alone:
Tradução1Supremo e imortal potentado,cuja vontade onipotente é o destino,que no teu excelso tronote assentas com glória sem rival,até que a terra, o céu e o inferno se submetam,e se curvem só a ti:
2Hear us, in this our evil day,Against the treacherous nation pray,Which by pernicious wilesConspires our country to o’erthrow,And with the wisdom from belowThe Christian world embroils.
2Ouve-nos, neste nosso dia mau,orando contra a nação traiçoeira,que, por ardis perniciosos,conspira para derrubar a nossa pátria,e com a sabedoria que vem de baixo (Tg 3.15)lança em confusão o mundo cristão.
3A nation whom no oaths can bind,The false corrupters of mankind,The slaves of every lust,Despiteful, insolent, and proud,Haters of the redeeming God,And murtherers of the just.
3Uma nação que juramento algum pode obrigar,os falsos corruptores da humanidade,os escravos de toda concupiscência,afrontosos, insolentes e soberbos (Rm 1.30),que odeiam o Deus que redime,e assassinam os justos.
4Fraught with the policy of Rome,By the old felon led, they comeTo scatter, steal, and slay;Brethren and countrymen divide,While with gigantic steps they strideTo universal sway.
4Carregados da política de Roma,conduzidos pelo velho malfeitor, eles vêmpara dispersar, roubar e matar (Jo 10.10);dividem irmãos e compatriotas,enquanto, a passos gigantescos, marchamrumo ao domínio universal.
5Arise, O Lord of hosts, arise,Open the drowsy nation’s eyes,To see the threatened blow;Europe’s unconscious states alarm,In strict confederacy to armAgainst the common foe.
5Levanta-te, ó Senhor dos exércitos, levanta-te,abre os olhos da nação sonolenta,para ver o golpe ameaçado;alarma os Estados desatentos da Europa,a armarem-se em estreita confederaçãocontra o inimigo comum.
6O let thy jealousy awake,Into thy hand the matter take,That all thy hand may see;Which casts the proud and mighty down,Which doth the weak, and humble crownWith more than victory.
6Ah, desperte o teu zelo,toma nas tuas mãos a questão,para que todos vejam a tua mão;que derruba os soberbos e poderosos,que coroa os fracos e humildescom mais do que a vitória.
7Compel triumphant Gallia’s prideTo own that God is on our side,Who nothing fear but God:Nor can their plots, or arms succeed,While in our Saviour’s steps we tread,And glory in his blood.
7Compele a soberba da triunfante Gáliaa reconhecer que Deus está do nosso lado,nós que nada tememos senão a Deus:nem podem prosperar os seus planos, ou as suas armas,enquanto pisamos nas pegadas do nosso Salvador,e nos gloriamos no seu sangue.
8The wretches, Lord, who thee blaspheme,O let thy blood be heard for them,Into the furnace cast;So shall the infidels return,Look upon thee they pierc’d, and mourn,And ‘scape the fire at last.
8Os miseráveis, Senhor, que te blasfemam,ah, que o teu sangue seja ouvido por eles,lançados na fornalha;assim os infiéis se voltarão,olharão para ti, a quem traspassaram, e prantearão (Zc 12.10; Jo 19.37),e escaparão do fogo no fim.

Hino XIII. Por Sua Majestade a Rainha

Original1Jesus, with complaisance see,Her our faith presents to thee;Her, the choicest gift of heaven,To our favor’d monarch given.
Tradução1Jesus, olha com agradoaquela que a nossa fé te apresenta;ela, o mais seleto dom do céu,dada ao nosso favorecido monarca.
2Giv’n, his joys and griefs to share,Ev’ry toil, and ev’ry care;Born to soften his distress,Born t’ insure his happiness.
2Dada para partilhar as suas alegrias e dores,toda labuta, e todo cuidado;nascida para suavizar a sua aflição,nascida para assegurar a sua felicidade.
3Her thou hast on all bestow’d,Lovely minister of good;Her, in our flagitious days,Beautifi’d with every grace.
3A ela deste a todos,amável ministra do bem;a ela, nos nossos dias infames,adornada de toda graça.
4Virtuous, wise, without pretence,Meek as lamb-like innocence;Rival of the saints above,Object of a nation’s love.
4Virtuosa, sábia, sem fingimento,mansa como a inocência de um cordeiro;rival dos santos do alto,objeto do amor de uma nação.
5Malice ventures not to blame,Envy sickens at her name;Gen’ral praise is Charlotte’s right,Parties all in this unite.
5A malícia não se atreve a censurá-la,a inveja adoece ao ouvir o seu nome;o louvor geral é direito de Carlota,nisto todos os partidos se unem.
6Neither man, nor God they spare,Yet they all are friends to her;Strangest sight that earth can show,Goodness lives—without a foe!
6Nem ao homem, nem a Deus poupam,e contudo todos são amigos dela;a mais estranha visão que a terra pode mostrar:a bondade vive, e sem um inimigo!
7Happy that she long may live,Jesus, all thy blessings give;Partner of the British throne,Count her worthy of thy own.
7Feliz, que ela viva muito,Jesus, dá-lhe todas as tuas bênçãos;consorte do trono britânico,considera-a digna do teu próprio trono.
8Let her then triumphant stand,With the blest at thy right-hand;She, and all her children given,All ordained to reign in heaven.
8Que ela, então, triunfante esteja,com os bem-aventurados à tua direita;ela, e todos os filhos que lhe foram dados,todos destinados a reinar no céu.

Hino XIV. Pela Família Real

Original1Father, to thee we bringIn faithful, fervent prayer,The offspring of our gracious king,Thy own peculiar care:Acknowledging for thine,Into thy arms receive,And let them in thy service join,And to thy glory live.
Tradução1Pai, a ti trazemos,em fiel e fervorosa oração,a descendência do nosso bondoso rei,o teu próprio e particular cuidado:reconhecendo-os como teus,recebe-os nos teus braços,e faze-os unir-se ao teu serviço,e viver para a tua glória.
2From every secret foe,From every flattering friend,Who all thy creatures’ hearts dost know,Their innocence defend:To make them truly great,Thy grace to them be given,And with thy people’s princes seatTh’ anointed heirs of heaven.
2De todo inimigo secreto,de todo amigo lisonjeiro,tu que conheces o coração de todas as tuas criaturas,defende a sua inocência:para torná-los verdadeiramente grandes,seja-lhes dada a tua graça,e assenta, com os príncipes do teu povo,os herdeiros ungidos do céu.
3O may they still approveTheir gratitude to thee,And recompense their parents’ loveWith duteous piety;Still bow to thy command,Till the great King comes down,And each receives from Jesu’s handAn everlasting crown.
3Ah, que sempre comprovema sua gratidão para contigo,e recompensem o amor de seus paiscom dedicada piedade;sempre se curvem ao teu mandamento,até que o grande Rei desça,e cada um receba da mão de Jesusuma coroa eterna (1Pe 5.4).

Hino XV. Ação de graças pelo êxito do evangelho na América

Original1Glory to our redeeming Lord,Whose kingdom over all presides,While in the chariot of the word,And on the whirlwind’s wings he rides.
Tradução1Glória ao nosso Senhor que redime,cujo reino sobre tudo preside,enquanto no carro da palavra,e nas asas do redemoinho, ele cavalga (Sl 104.3).
2Nothing his rapid course can stay,Or stop his government’s increase;Earthquakes, and plagues prepare his way,Wars usher in the Prince of Peace.
2Nada pode deter a sua rápida carreira,ou estancar o crescimento do seu governo (Is 9.7);terremotos e pragas preparam o seu caminho,guerras introduzem o Príncipe da Paz.
3Rebellions, massacres, and bloodOn every side as water shed,Are suffer’d by a righteous God,That happier days may then succeed.
3Rebeliões, massacres e sangue,derramado por todos os lados como água,são tolerados por um Deus justo,para que então se sigam dias mais felizes.
4Ev’n now his word doth swiftly run,And saving knowledge multiplies,And still his gracious work goes on,And still his temple’s walls arise.
4Ainda agora corre velozmente a sua palavra (Sl 147.15; 2Ts 3.1),e o conhecimento que salva se multiplica,e ainda prossegue a sua obra de graça,e ainda se erguem os muros do seu templo.
5The church is built in troublous times,(Jehovah the commission gave)And God from all their sins and crimesWould all the sons of Adam save.
5A igreja se edifica em tempos turbulentos,(Jeová deu a incumbência)e Deus quereria salvar, de todos os seus pecados e crimes,todos os filhos de Adão.
6Loving to the whole ransom’d race,He fits the creatures for his use,In every age and every placeOne uniform design pursues.
6Amando toda a raça resgatada,ele prepara as criaturas para o seu uso,em toda era e em todo lugarpersegue um só e uniforme desígnio.
7In love he doth his sons chastise,His desolating judgments send!Judgments are mercies in disguise,And all in man’s salvation end.
7Em amor ele castiga os seus filhos (Hb 12.6),envia os seus juízos desoladores!Os juízos são misericórdias disfarçadas,e todos terminam na salvação do homem.
8Wherefore beneath thy hand we bow,And bless each salutary blow;If what thou dost we know not now,We shall, O Lord, hereafter know.
8Por isso nos curvamos sob a tua mão,e bendizemos cada golpe salutar;se o que fazes não entendemos agora,entenderemos, ó Senhor, mais tarde (Jo 13.7).
9Shall see thy footsteps in th’ abyss,Unwind the providential maze,And own, amidst the general bliss,Mercy, and truth are all thy ways.
9Veremos as tuas pegadas no abismo,desenredaremos o labirinto da providência,e reconheceremos, em meio à bem-aventurança geral,que misericórdia e verdade são todos os teus caminhos (Sl 25.10).
10With grateful joy we comprehendThe meaning of th’ eternal mind:Accept, thou universal friend,The ceaseless praise of all mankind!
10Com alegria agradecida compreendemoso sentido da mente eterna:aceita, ó amigo universal,o incessante louvor de toda a humanidade!

Hino XVI

Original1God, who wouldst a world forgive,Offer’st all sufficient grace:All may in thy Son believe,Numbers do thy Son embrace;Numbers sav’d, from ev’ry sect,Form the church of thy elect.
Tradução1Deus, que quiseste perdoar um mundo,ofereces graça suficiente a todos:todos podem crer no teu Filho,muitos abraçam o teu Filho;muitos, salvos de toda seita,formam a igreja dos teus eleitos.
2Scatter’d o’er the earth they lie,Sheep with wolves incompast round,Guided by their shepherd’s eye,Safe they in the fold are found;Angels all their steps attend,Serve, and keep them to the end.
2Espalhados pela terra estão,ovelhas cercadas de lobos,guiadas pelo olhar do seu pastor,seguras se acham no aprisco;anjos acompanham todos os seus passos,servem-nas e as guardam até o fim (Hb 1.14).
3When thy judgments are abroad,Them thou kindly dost conceal,Hidden in the ark of God,Shelter’d, they in Zoar dwell,Find a sanctu’ry prepar’d,Find omnipotence their guard.
3Quando os teus juízos percorrem a terra (Is 26.9),a elas benignamente ocultas,escondidas na arca de Deus,abrigadas, habitam em Zoar (Gn 19.22-23),acham um santuário preparado,acham a onipotência por sua guarda.
4Poor and mean, whom all reject,Persecute, or else despise,They their enemies protect,Stay the vengeance of the skies:Till thou hast secur’d thine own,Stands the world for them alone.
4Pobres e humildes, a quem todos rejeitam,perseguem, ou então desprezam,eles protegem os seus inimigos,detêm a vingança dos céus:até que tenhas posto a salvo os teus,o mundo subsiste só por causa deles.
5States and empires rise, or fall,Stands the church till time shall end,Waiting for the Bridegroom’s call,List’ning, longing to ascend,Fair, and spotless, and compleat,Jesus in the clouds to meet.
5Estados e impérios se erguem, ou caem,mas a igreja subsiste até que o tempo acabe,esperando o chamado do Esposo,atenta, ansiando por subir,formosa, e sem mácula, e completa (Ef 5.27),para encontrar Jesus nas nuvens.
6When the number is fulfill’d,When the righteous are brought home,When the mystery is seal’d,Then the world shall meet its doom,Earth burnt up in smoke expire,Sinners in eternal fire.
6Quando o número se completar,quando os justos forem recolhidos ao lar,quando o mistério for selado,então o mundo encontrará a sua sentença,a terra, queimada, expirará em fumaça (2Pe 3.10),os pecadores, no fogo eterno.

Hino XVII

Original1Let earth be glad, the Lord is King,The multitude of isles may sing,Britain may still rejoice in himThe Lord almighty to redeem,Who o’er the impatient heathen reigns,And holds our furious foes in chains.
Tradução1Alegre-se a terra, o Senhor reina (Sl 97.1),cante a multidão das ilhas,ainda pode a Grã-Bretanha alegrar-se nele,no Senhor todo-poderoso, para a redimir,que reina sobre os gentios impacientes,e mantém em cadeias os nossos inimigos furiosos.
2Frowning on us, he seems awhileOn perjur’d parricides to smile,Our foes with much long-suffering sparesA bundle of devoted tares,But bids us patiently attendHis time, and calmly mark the end!
2Franzindo o cenho para nós, ele parece por um temposorrir aos parricidas perjuros,poupa os nossos inimigos com muita longanimidade,um feixe de joio votado ao fogo (Mt 13.30),mas manda-nos esperar com paciênciao seu tempo, e observar com calma o fim!
3Escaping for their wickedness,Triumphant in their sure success,Off from their necks the yoke they shake,And as meek saints the kingdom take,And ‘stablish both by land and sea,The fifth the final monarchy.
3Escapando por causa da sua maldade,triunfantes no seu êxito garantido,sacodem o jugo do pescoço,e, como santos mansos, tomam o reino,e estabelecem, por terra e por mar,a quinta e final monarquia.
4Yet instruments of thy designThe kingdom is not theirs, but thine,Who dost with wisdom deep employThy foes each other to destroy,And use, beyond their own intent,To shock, and purge the continent.
4Contudo, instrumentos do teu desígnio,o reino não é deles, mas teu,tu que, com profunda sabedoria, empregasos teus inimigos para se destruírem uns aos outros,e os usas, além da sua própria intenção,para abalar e purgar o continente.
5Extirpating th’ ungodly race,With whom wilt thou supply their place?With Israel’s tribes so long conceal’d?Just Jews, and real Christians fill’d?With savages thro’ Jesu’s bloodRedeem’d, and seal’d the sons of God?
5Extirpando a raça ímpia,com quem preencherás o lugar deles?Com as tribos de Israel, por tanto tempo ocultas?Com judeus justos, e verdadeiros cristãos cheios do Espírito?Com selvagens que, pelo sangue de Jesus,foram redimidos, e selados filhos de Deus?
6America, we trust shall showThy glorious kingdom fixt below,A kingdom of perennial peace,Pure joy, and perfect righteousness,Not of this world, but that above,Where all is harmony and love.
6A América, confiamos, mostraráo teu glorioso reino estabelecido aqui embaixo,um reino de paz perene,de alegria pura, e de justiça perfeita,não deste mundo, mas do que está no alto,onde tudo é harmonia e amor.
7Then shall thy whole design be seen,How far beyond the thoughts of men!When all authority put down,All powers are swallow’d up in one,And challenging thy right divine,Thou claim’st the universe for thine.
7Então se verá todo o teu desígnio,quão distante do pensamento dos homens!Quando toda autoridade for abatida,e todos os poderes forem absorvidos num só (1Co 15.24),e, reivindicando o teu direito divino,reclamas o universo como teu.
8Then shall we hallelujah sing,Angels and saints, to Christ our King,Loud as the mighty waters’ noise,Loud as the rattling thunder’s voice,“Th’ omnipotent his sway maintains,The Lord our God for ever reigns!”
8Então cantaremos aleluia,anjos e santos, a Cristo, nosso Rei,alto como o fragor das muitas águas,alto como a voz do trovão que ribomba (Ap 19.6),“O onipotente mantém o seu domínio,o Senhor, nosso Deus, reina para sempre!”
Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo Ildo Mello.
Textos originais em domínio público. Transcrição de referência: Duke Divinity School (CSWT).