Charles Wesley · The Protestant Association (Londres: Paramore, 1781)
A Associação Protestante
4 hino(s)/peça(s)
A Associação Protestante, escrita em meio aos tumultos, junho de 1780
Original1Arms, and the good old cause I sing,Which threaten’d vengeance on our king,Brought down the storm so long a brewing,And Britain to the brink of ruin,While all her foes intestine joinTo execute the dark DESIGN,And glut the patriotic zealOf France, America, and hell.
Tradução1As armas, e a boa e velha causa eu canto,que ameaçou vingança sobre o nosso rei,fez desabar a tempestade por tanto tempo fermentada,e levou a Grã-Bretanha à beira da ruína,enquanto todos os seus inimigos internos se unempara executar o tenebroso DESÍGNIO,e saciar o zelo “patriótico”da França, da América e do inferno.
2An army of Associators,Of rebels, regicides, and traitors,(With here and there a warm Dissenter,Geneva Jack, and John the painter)Of real, or pretended zealots,Of Scots, sworn enemies to prelates,Of patriots a countless throngTheir banners rear, and pour along;
2Um exército de Associados,de rebeldes, regicidas e traidores,(com aqui e ali um Dissidente exaltado,o João de Genebra, e João o pintor)de zelotes reais, ou fingidos,de escoceses, inimigos jurados dos prelados,de “patriotas” uma multidão incontávelerguem os seus estandartes, e avançam em torrente;
3Russians and Frenchmen in disguise,Americans, their sworn allies,And all the friends of Congress meet,To make th’ infernal host compleat.
3russos e franceses disfarçados,americanos, seus aliados jurados,e todos os amigos do Congresso se reúnem,para completar a hoste infernal.
4See, where the Protestant crusade,With Masaniello* at their head,March from the fields with mild intent,T’ address, and purge the Parliament!With loud huzzas their friends they greet,And safe escort them thro’ the street:But woe to those they can’t confide in!Unfit their carriages to ride in,They drag ‘em out, and thrust, and bruise ‘em,And most papistically use ‘em.
4Vede, onde a cruzada protestante,com Masaniello* à sua frente,marcha dos campos com brando intento,para peticionar, e purgar o Parlamento!Com altos vivas saúdam os seus amigos,e os escoltam a salvo pela rua:mas ai daqueles em quem não podem confiar!Indignos de andar nas suas carruagens,arrancam-nos delas, e empurram, e machucam,e os tratam do modo mais papista.
5Commons and lords alike they shake,Compel’d the Covenant to take;Judges, and ministers of state,On these they wreck their keenest hate;Or roll with Oliverian sportTheir legislators in the dirt,Or bishops† o’er the houses fright,Right glad to save their lives by flight.
5Aos Comuns e aos lordes igualmente sacodem,compelidos a assinar o Pacto;juízes, e ministros de Estado,sobre estes descarregam o seu mais acerbo ódio;ou, com folguedo à moda de Oliver, rolamos seus legisladores na lama,ou espantam os bispos† pelas casas afora,bem contentes de salvar a vida pela fuga.
6Less fierce the saints of forty-oneWith ‘prentices their work begun,And carrying on the Reformation,O’erturn’d at last both church and nation.
6Menos ferozes, os “santos” de quarenta e umcom aprendizes começaram a sua obra,e, levando adiante a Reforma,derrubaram enfim tanto a igreja como a nação.
7But now the dupes of meek condition,Who blindly follow’d their petition,Shock’d at the madness of their fellows,(While Masaniello blows the bellows)Wisely escape from hell broke loose,And slip their necks out of the noose.
7Mas agora os enganados de branda condição,que cegamente seguiram a sua petição,chocados com a loucura dos seus companheiros,(enquanto Masaniello sopra o fole)sabiamente escapam do inferno solto,e livram o pescoço do laço.
8Meantime the resolute crusaders,(No longer psalm-singing paraders)From outrag’d senators returning,Begin their work of chapel-burning;The choicest imps of hell employTo tear, demolish, and destroy,(Themselves at a convenient distanceTo give their instruments assistance.)
8Entrementes, os resolutos cruzados,(não mais desfilando a cantar salmos)voltando dos senadores ultrajados,começam a sua obra de incendiar capelas;empregam os mais seletos diabretes do infernopara rasgar, demolir e destruir,(eles próprios a uma distância conveniente,para dar assistência aos seus instrumentos.)
9“Courage, my lads! ‘Tis now, or never:Down with the mass-houses for ever!”‘Tis said: ‘tis done; in half a minuteThe chapel’s storm’d: the foe within it,With Gothic, or with Scottish feelings,Batter the walls, or mar the cielings,Compassionate as stones and stocks,And gentle as reforming Knox;*Altar and cross their fury feel,On pictures they let loose their zeal,On organs they discharge their rage,On books; nor spare the sacred page:Bibles must aid to feed the fire,Till Popery all in smoke expire.
9“Coragem, rapazes! É agora, ou nunca:abaixo as casas da missa para sempre!”Dito e feito; em meio minutoa capela é assaltada: o inimigo dentro dela,com sentimentos góticos, ou escoceses,martela as paredes, ou estraga os tetos,compassivos como pedras e troncos,e gentis como o reformador Knox;*o altar e a cruz sentem a sua fúria,sobre os quadros soltam o seu zelo,sobre os órgãos descarregam a sua raiva,sobre os livros; nem poupam a página sagrada:as Bíblias hão de servir para alimentar o fogo,até que todo o papismo expire em fumaça.
10Flush’d with success, without their headThe sons of anarchy proceed,Satan anew their violence rousesTo gut, and then to burn the houses.
10Inflamados pelo êxito, sem a sua cabeça,os filhos da anarquia prosseguem,Satanás de novo lhes desperta a violênciapara saquear, e depois queimar as casas.
11And first they an example make,And vengeance on the wretches take,(All vile informers to deter)Who durst against their comrades swear.And next the men that dared commit them,And like atrocious villains treat them,They justly to destruction doom,And burn them out of house and home.
11E primeiro dão um exemplo,e vingam-se dos miseráveis,(para deter todos os vis delatores)que ousaram testemunhar contra os seus camaradas.E depois os homens que ousaram detê-los,e tratá-los como vilões atrozes,justamente os condenam à destruição,e os expulsam, queimando-lhes casa e lar.
12Of neither evidence nor warrantAfraid, as an outrageous current,They now the dams and banks o’erflow,And menace every Popish foe;“Down with the mass-houses,” they cry:And Walworth’s* successor stands by:The city’s meek administrator,A tame, not unconcern’d, spectator,Quakes, as the conflagration rages,And pays the devil’s slaves their wages,With “Come, my lads, enough is done;Take this—and quietly be gone!”
12Nem de provas, nem de mandadotemerosos, como corrente desenfreada,transbordam agora represas e diques,e ameaçam todo inimigo papista;“abaixo as casas da missa”, gritam:e o sucessor de Walworth* fica ao lado:o brando administrador da cidade,um espectador manso, mas não indiferente,treme, enquanto a conflagração se enfurece,e paga aos escravos do diabo o seu salário,com um “Vinde, rapazes, já basta;tomai isto, e ide embora em paz!”
13The aldermen in corners hide,And wisely for themselves provide;The shrieves an awful distance keep,Or—sometimes—venture at a peep!The justices with dread look on,Till their own houses are pull’d down,Content the mob shall burn their hives,If they will only spare their lives.
13Os vereadores se escondem pelos cantos,e sabiamente cuidam de si mesmos;os xerifes mantêm uma distância pavorosa,ou, às vezes, arriscam uma espiada!Os juízes olham com pavor,até que as suas próprias casas sejam derrubadas,contentes de que a turba queime as suas colmeias,contanto que apenas lhes poupe a vida.
14The generous mob, too brave to martyrMeek citizens who beg for quarter,Or storm the houses mark’d for burningWithout a fair, sufficient warning,Seeing the gallant city yield,Th’ acknowledg’d masters of the fieldTo all their victims send advice,And scorn to take them by surprize.And now from street to street they roam,And ruin spread where’er they come;The tutor’d boys, without dismay,Pursue their work in open day,As lords of the surrender’d town,As hir’d to pull old houses down.
14A generosa turba, brava demais para martirizaros mansos cidadãos que imploram trégua,ou para assaltar as casas marcadas para queimarsem um justo e suficiente aviso,vendo ceder a galante cidade,reconhecidos senhores do campo,a todas as suas vítimas mandam recado,e desdenham apanhá-las de surpresa.E agora de rua em rua vagueiam,e espalham ruína por onde passam;os meninos adestrados, sem susto,prosseguem a sua obra em pleno dia,como senhores da cidade rendida,como que contratados para derrubar casas velhas.
15Young Allen’s* fate untaught to fearFrom men inur’d to massacre,They smile to see the troops draw nigherWith no authority to fire,As sent to mark how they go on,And guard them, till their work is done.
15Não ensinados a temer a sorte do jovem Allen*por homens acostumados ao massacre,sorriem ao ver as tropas se aproximaremsem autoridade para atirar,como que enviadas para observar como prosseguem,e guardá-los, até que a sua obra esteja feita.
16When nothing can their force resist,Allow’d to do whate’er they list,They next the welcome word obey,And to the prisons march away.But promise first at morning-lightTo burn and pillage them at night,Set all the lawful captives free,And make a jail-delivery.
16Quando nada pode resistir à sua força,autorizados a fazer o que bem entendem,obedecem em seguida à palavra benvinda,e marcham rumo às prisões.Mas prometem primeiro, à luz da manhã,queimá-las e saqueá-las à noite,soltar todos os cativos legais,e fazer um esvaziamento das cadeias.
17A principle of self-compassion,Of self-defence, and preservation,To loose th’ opprest, their heart engages,Let the birds fly, and burn the cages,Desp’rate, in case of a defeat,Thus to cut off their last retreat.
17Um princípio de autocompaixão,de autodefesa, e de preservação,compromete-lhes o coração a soltar os oprimidos,deixar voar os pássaros, e queimar as gaiolas,desesperados, em caso de derrota,a cortar assim a sua última retirada.
18The keepers warn’d, in time prepare,And send for succour to the mayor.But is the aid they ask refus’d?He only begs to be excus’d“From raising the combustion higher,From pouring oil upon the fire,Provoking a mad multitude,And rashly shedding Christian blood.”
18Os carcereiros, avisados, a tempo se preparam,e mandam pedir socorro ao prefeito.Mas será recusado o auxílio que pedem?Ele apenas roga que o desculpem“de atear ainda mais alto a combustão,de derramar óleo sobre o fogo,de provocar uma multidão enfurecida,e de temerariamente verter sangue cristão.”
19As lovers at th’ appointed hour,True to their word, with wasteful power,Dread executioners of fateThey fire the house, and burst the gate,The fortress storm’d, their fellows seize,And with triumphant joy release.
19Como amantes na hora marcada,fiéis à sua palavra, com poder devastador,temíveis executores do destino,incendeiam a casa, e arrombam o portão,assaltada a fortaleza, agarram os seus companheiros,e com triunfante alegria os libertam.
20Who can describe the mutual greetingOf friends, at such a happy meeting!As brethren and companions dearRedeem’d from bonds and death so near,They gladly their deliv’rers joinTo carry on th’ humane design,The business of Association,And break the shackles of the nation.
20Quem poderá descrever a mútua saudaçãodos amigos, em tão feliz encontro!Como irmãos e caros companheirosresgatados de laços e de morte tão próxima,de bom grado se juntam aos seus libertadorespara levar adiante o “humano” desígnio,o negócio da Associação,e romper os grilhões da nação.
21Behold them rush from jail to jail,Resolv’d their promise shall not failTo set imprison’d virtue free,Erase the marks of tyranny,Afford the frailer sex protection,Burn all the houses of correction,Destroy the scourges of mankind,Nor leave one whipping-post behind.
21Ei-los a correr de cadeia em cadeia,resolvidos a que a sua promessa não falhe,a libertar a virtude aprisionada,apagar as marcas da tirania,dar proteção ao sexo mais frágil,queimar todas as casas de correção,destruir os flagelos da humanidade,e não deixar atrás um só poste de açoites.
22The threaten’d jails, an hour before,The magisterial aid implore;But cannot gain what they require;But sink, like Newgate, in the fire,While issuing from their burning hives,The vermin that by plunder thrives,Augment the gang of public spoilersWith a fresh regiment of Tylers.
22As cadeias ameaçadas, uma hora antes,imploram o auxílio dos magistrados;mas não conseguem o que pedem;mas afundam, como Newgate, no fogo,enquanto, saindo das suas colmeias em chamas,os vermes que da pilhagem se nutremaumentam o bando dos saqueadores públicoscom um novo regimento de Tylers.
23One glorious enterprize remains,To recompense the heroes’ pains,Th’ unguarded bank by storm to take,A bonfire of the books to make,Assist the insufficient state,And pay at once the nation’s debt.
23Uma gloriosa empresa ainda resta,para recompensar as fadigas dos heróis:tomar de assalto o banco desguarnecido,fazer uma fogueira dos seus livros,socorrer o Estado insuficiente,e pagar de uma vez a dívida da nação.
24Fir’d with the hope so rich a treasureTo seize, and then to take their pleasure,They run, they fly, where booty calls,And force the gate, and scale the walls,Ready th’ important fort to win,When answer’d by a guard within,Repuls’d, o’erthrown, on heaps they lie,And in the bed of honor die!
24Inflamados pela esperança de tão rico tesouroapanhar, e depois se deleitar,correm, voam, para onde o saque chama,e forçam o portão, e escalam os muros,prontos a conquistar o importante forte,quando, respondidos por uma guarda lá dentro,repelidos, derrubados, jazem em montes,e no leito da honra morrem!
25(Yet, on the point of being sack’d,The bank, they say, was ne’er attack’d:And three months hence, the Cits will tell us,No accident at all befel us,No Popish chapel was pull’d down,And not a house was burnt in town.)Baffled for once, the mob retreat,Yet conq’rors still in every street,The prostrate citizens they see,And haste t’ improve their victory;The list of the proscrib’d make known,For lives and fortunes are their own.
25(Contudo, prestes a ser saqueado,o banco, dizem eles, nunca foi atacado:e daqui a três meses, os burgueses nos dirãoque nenhum acidente algum nos sucedeu,que nenhuma capela papista foi derrubada,e que nem uma casa foi queimada na cidade.)Frustrada por uma vez, a turba recua,mas ainda conquistadora em cada rua,veem os cidadãos prostrados,e apressam-se a aproveitar a sua vitória;dão a conhecer a lista dos proscritos,pois vidas e fortunas são deles.
26“The chapels were a good beginning,An hint to signify our meaning;But Protestants, or Papists allShall now without distinction fall:Whether of high or low condition,Whoever sign’d not the petition:The foreigners by labour fed,Who rob the people of their bread,
26“As capelas foram um bom começo,uma insinuação para dar a entender o nosso intento;mas protestantes, ou papistas, todoshão de cair agora sem distinção:seja de alta ou baixa condição,quem quer que não tenha assinado a petição:os estrangeiros sustentados pelo trabalho,que roubam ao povo o seu pão,
27“Bishops, and lords, and gentlemen,Who proudly o’er the people reign,And all the men on gain intent,And all the tools of government,The government o’erturn’d shall see,And mourn its sad catastrophe.
27“bispos, e lordes, e fidalgos,que soberbamente reinam sobre o povo,e todos os homens ávidos de ganho,e todos os instrumentos do governo,verão derrubado o governo,e prantearão a sua triste catástrofe.
28“But O! What death doth he require,Who cast our names into the fire,Repuls’d, and treated us with scorn?He, and his house, and church shall burn.That rogue Romaine we soon shall have him;Nor Mence’s tuneful voice shall save him,”(Who would not the Associates join,Or list beneath a madman’s sign.)
28“Mas, ah! Que morte merece aqueleque lançou os nossos nomes ao fogo,repeliu-nos, e nos tratou com escárnio?Ele, e a sua casa, e a sua igreja hão de arder.Aquele biltre do Romaine, logo o pegaremos;nem a voz melodiosa de Mence o salvará,”(os quais não quiseram unir-se aos Associados,nem alistar-se sob o estandarte de um louco.)
29“Old Wesley too, to Papists kind,Who wrote against them for a blind,Himself a Papist still in heart,He, and his followers shall smart.Not one of his fraternityWe here beneath our standard see,To which whole regiments resortBoth from the Lock and Tottenham-Court,”(Who rave, like patriots disappointed,And roar, and curse the Lord’s anointed.)
29“O velho Wesley também, benévolo aos papistas,que escreveu contra eles por disfarce,ele próprio ainda papista no coração,ele, e os seus seguidores, hão de padecer.Nem um só da sua irmandadevemos aqui sob o nosso estandarte,ao qual acorrem regimentos inteirostanto do Lock como de Tottenham-Court,”(os quais deliram, como patriotas desiludidos,e rugem, e amaldiçoam o ungido do Senhor.)
30The rabble speak, and spread their bands,To execute their own commands,Impetuous, as the torrent pours,Resistless, as the flame devours,And scatt’ring ruin far and wide,While terror is on every side,With blasphemies they rend the sky,And both their king and God defy.
30A ralé fala, e espalha os seus bandos,para executar as suas próprias ordens,impetuosa, como a torrente que jorra,irresistível, como a chama que devora,e espalhando ruína por toda parte,enquanto o terror está em todos os lados,com blasfêmias rasgam o céu,e desafiam tanto o seu rei como o seu Deus.
31But chiefly those they hate and fearWho bear the noblest character;The hoary guardian of our laws,Most adverse to rebellion’s cause,Most faithful to his king and true,Most zealous for his country too,On him with keenest rage they fly,As justice would with Mansfield die.
31Mas sobretudo aqueles odeiam e tememque trazem o mais nobre caráter;o encanecido guardião das nossas leis,o mais avesso à causa da rebelião,o mais fiel e verdadeiro ao seu rei,e também o mais zeloso pela sua pátria,sobre ele se atiram com a mais acerba fúria,como se a justiça houvesse de morrer com Mansfield.
32The feeble guards stand by and seeThe basest tools of anarchy,Our age and nation’s foul disgrace,Who set his mansion in a blaze:Pictures, and monuments of art,The utmost genius could exert,Compilers of th’ historic page,The bard, and lawgiver, and sage,Writings for gen’ral use, design’dTo teach, and to improve mankind,With manuscripts of price unknown,Upon the flaming heap are thrown,More than a Vatican containsIs lost, and not a wreck remains.
32As débeis guardas ficam a veros mais vis instrumentos da anarquia,torpe vergonha da nossa era e nação,que puseram a sua mansão em chamas:quadros, e monumentos de arte,o máximo que o gênio pôde produzir,compiladores da página histórica,o poeta, e o legislador, e o sábio,escritos destinados ao uso geral,para ensinar, e aperfeiçoar a humanidade,com manuscritos de valor incalculável,sobre a pilha em chamas são lançados,mais do que um Vaticano contémse perde, e não resta um só destroço.
33So when ferocious Omar comes,And learning to destruction dooms;Ptolemy’s stores* erect the pyre,His volumes all in smoke expire,And the barbaric flames devourThe work of ages in an hour.
33Assim, quando o feroz Omar chega,e condena o saber à destruição;os tesouros de Ptolomeu* erguem a pira,os seus volumes todos expiram em fumaça,e as chamas bárbaras devorama obra de séculos numa hora.
34What hinders now the fell bandittiFrom plund’ring the devoted city?Boldly they cast the mask away,And stand confest in open day;Hourly with fresh recruits increas’d;The cry of Popery now is ceas’d:They threaten gen’ral desolation,A fire to purify the nation;A fire impartial to consumeThe friends and enemies of Rome,
34Que impede agora o cruel bando de salteadoresde saquear a cidade votada à perdição?Ousadamente lançam fora a máscara,e mostram-se descobertos em pleno dia;a cada hora aumentados por novos recrutas;o brado do papismo agora cessou:ameaçam desolação geral,um fogo para purificar a nação;um fogo imparcial para consumiros amigos e os inimigos de Roma,
35“Throughly to purge is our intent,Is—to blow up the Parliament,The rich to level with the poor,Unbounded freedom to restore,To pull the courts and churches down,And all the palaces in town,Demolish every public place,Set all your records in a blaze,And warm you with the glorious sight—Expect a specimen to night!”
35“Purgar a fundo é o nosso intento,é fazer explodir o Parlamento,nivelar os ricos com os pobres,restaurar a liberdade sem limites,derrubar os tribunais e as igrejas,e todos os palácios da cidade,demolir todo lugar público,pôr em chamas todos os vossos registros,e aquecer-vos com o glorioso espetáculo:esperai uma amostra esta noite!”
36O what a night was that! The crowdAs congregated waters loud,Tremendous as the sea in storm,Their promise terribly perform!Fierce flames on every side aspire,And vault the firmament with fire!The clash of arms, the thund’ring sound,The pierc’d, who fall and bite the ground,The roaring of Abaddon’s sons,The shoutings, and the dying groans,The shrieks of anguish and dismay,(A picture of that final day)Horrible sympathy impart,And thrill with fear the boldest heart!
36Ah, que noite foi aquela! A multidão,como águas ajuntadas, ruidosa,tremenda como o mar em tempestade,cumpre terrivelmente a sua promessa!Chamas ferozes de todos os lados sobem,e abobadam o firmamento com fogo!O fragor das armas, o som atroador,os traspassados, que caem e mordem o chão,o rugido dos filhos de Abadom,os gritos, e os gemidos dos moribundos,os alaridos de angústia e pavor,(um retrato daquele dia final)infundem horrível comoção,e enchem de medo o mais bravo coração!
37Where’er we turn our blasted eyes,The torrent roars, the flames arise:The old, the sick, the women fear,Or die thro’ dread of death so near!Swiftly the catching fire proceeds,From house to house destruction spreads,And streets* entire are doom’d to fall,And vengeance vows t’ o’erwhelm us all.
37Para onde quer que voltemos os olhos fulminados,a torrente ruge, as chamas se erguem:os velhos, os doentes, as mulheres temem,ou morrem de pavor da morte tão próxima!Velozmente o fogo que se pega avança,de casa em casa a destruição se espalha,e ruas* inteiras estão condenadas a cair,e a vingança jura submergir-nos a todos.
38Unhappy Langdale! Who could seeUnmov’d his mournful tragedy,Enough to mollify the natureOf the most stern Associator!His num’rous babes, an helpless throng,They deprecate the cruel wrong;The father sad, with fruitless prayer,Intreats the savages to spare,(Whom wine inflames, and fury blinds)Talks to the waves, and courts the winds;In vain to magistrates applies,Before his house in ashes lies,To aldermen most humbly suing,While trembling on the verge of ruin,He instantaneous aid requires,Or to prevent, or quench the fires.
38Infeliz Langdale! Quem poderia verimpassível a sua lastimosa tragédia,bastante para abrandar a naturezado mais severo Associado!Os seus numerosos filhinhos, turba desamparada,suplicam contra o cruel agravo;o pai triste, com oração infrutífera,roga aos selvagens que poupem,(a quem o vinho inflama, e a fúria cega)fala às ondas, e corteja os ventos;em vão recorre aos magistrados,antes que a sua casa jaza em cinzas,suplicando humildíssimo aos vereadores,enquanto, tremendo à beira da ruína,requer socorro instantâneo,seja para prevenir, seja para apagar os incêndios.
39Compassion steals into their breast,And W— assents to his request,(That hero in tumultuous fights,That champion for the city’s rights!)“Let’s save him then,” he cries, “from murder—But all things must be done in order,—Let’s save him from the mob so curst—But let us call a council first!”
39A compaixão se insinua no peito deles,e W— assente ao seu pedido,(aquele herói nos combates tumultuosos,aquele campeão dos direitos da cidade!)“Salvemo-lo, pois”, grita ele, “do assassínio;mas tudo deve ser feito com ordem;salvemo-lo da turba tão maldita;mas convoquemos primeiro um conselho!”
40Vain help, alas, which never came!Consum’d by the voracious flameHis all is lost! And numbers moreHis ruin, and their own deplore,Recalling oft with fresh affrightThe havock of that dreadful night!
40Vão socorro, ai, que nunca veio!Consumido pela chama voraz,tudo o que tinha se perde! E muitos maisdeploram a ruína dele, e a sua própria,recordando muitas vezes, com renovado espanto,a devastação daquela noite terrível!
41At morn we see the fiery void,And glorying o’er their foes destroy’d,We shrink from the assassin band,Possest of absolute command:The nation’s scum together rise,To swell their host with new supplies,From smoking gaols a desp’rate crew,Who rob the gibbet of its due,Vile instruments of depredationLet loose on an abandon’d nation,Incendiaries from every sideHeighten the wild tumultuous tide:Hibernians join to rend and tear,And Papists last, the spoils to share,(As vultures to the carcase fly,Smelling the bloody banquet nigh)
41De manhã vemos o vazio incendiado,e, gloriando-se sobre os seus inimigos destruídos,recuamos diante do bando de assassinos,de posse do comando absoluto:a escória da nação se levanta em massa,para engrossar a sua hoste com novos reforços,das cadeias fumegantes uma tripulação desesperada,que rouba ao patíbulo o que lhe é devido,vis instrumentos de depredaçãosoltos sobre uma nação abandonada,incendiários de todos os ladosavolumam a selvagem maré tumultuosa:os hibérnios se juntam para dilacerar e rasgar,e os papistas por último, para partilhar os despojos,(como abutres voam à carniça,farejando perto o sanguinário banquete)
42Flock to the city of confusionGiv’n up to mobbish execution.Who can against the ruffians stand,Or dare deny their just demand?Religion’s friends, our faith’s protectors,Our guards—an army of collectors,May they not maintenance require,As workmen worthy of their hire,And lay us under contribution,And bring us to a good conclusion?
42Acorrem à cidade da confusão,entregue à execução da turba.Quem pode resistir aos rufiões,ou ousa negar a sua justa exigência?Os amigos da religião, os protetores da nossa fé,os nossos guardas, um exército de coletores,não poderão exigir sustento,como operários dignos do seu salário (Lc 10.7),e nos pôr sob tributo,e levar-nos a uma boa conclusão?
43“That good and full conclusion’s come,Your sure, inevitable doom:Th’ exterminating word is past,And the next night shall be your last:‘Tis fixt (the hellish murth’rer cries)A thousand fires at once shall rise;Your aqueducts cut off shall fail,And flames unquenchable prevail,(Strange flames that never can expire,A compound of Tartarian fire)Destruction shall your city sweep,Burnt down into a ruinous heapYour proud metropolis shall lie,And London’s boast for ever die.”
43“Essa boa e plena conclusão chegou,a vossa certa e inevitável sentença:a palavra exterminadora está proferida,e a próxima noite será a vossa última:está decidido (grita o infernal assassino)mil fogos de uma vez se erguerão;os vossos aquedutos, cortados, faltarão,e chamas inextinguíveis prevalecerão,(estranhas chamas que nunca podem expirar,um composto de fogo tartáreo)a destruição varrerá a vossa cidade,reduzida a um montão de ruínasjazerá a vossa soberba metrópole,e o orgulho de Londres morrerá para sempre.”
44What can their purpose fell defeat,Or snatch us from the gaping pit?We shudder on the brink of fate,And for our sure excision wait:Let but another night pass o’er,And England’s glory is no more,Triumph the Luciferian host,Abaddon reigns, and all is lost!But lo! At the appointed time,On his eternal throne sublime,The Lord, who o’er all nature reigns,And holds rebellious powers in chains,Who sets the raging sea its bounds,HE looks—and all our foes confounds!
44Que poderá frustrar o seu cruel propósito,ou arrancar-nos do abismo escancarado?Estremecemos à beira do destino,e esperamos a nossa certa extinção:baste que passe mais uma noite,e a glória da Inglaterra não existe mais,triunfa a hoste luciferina,Abadom reina, e tudo está perdido!Mas eis que, no tempo determinado,no seu eterno trono sublime,o Senhor, que reina sobre toda a natureza,e mantém em cadeias as potências rebeldes,que põe limites ao mar enfurecido (Jó 38.11),ELE olha, e confunde todos os nossos inimigos!
45He calls the man of his right-hand,His image, in the gap to stand,Inspir’d with wisdom from above,Cloth’d with authority and love,Deputed by the Lord most highTo deal the vengeance of the sky,Root out the sons of wickedness,And save a most unthankful race.
45Chama o homem da sua destra,a sua imagem, para se pôr na brecha,inspirado de sabedoria lá do alto,revestido de autoridade e de amor,delegado pelo Senhor altíssimopara dispensar a vingança do céu,desarraigar os filhos da maldade,e salvar uma raça ingratíssima.
46His faithful troops from every sideAre brought to turn the rapid tide,To scatter the wild beasts of prey,The felons and destroyers slay,To seize th’ appointed heirs of death,And pluck the prey out of their teeth,The brands half-burnt out of the fire,And pay th’ incendiaries their hire.
46As suas tropas fiéis, de todos os lados,são trazidas para reverter a rápida maré,para dispersar as feras de rapina,matar os criminosos e destruidores,apoderar-se dos herdeiros marcados da morte,e arrancar-lhes a presa dos dentes,os tições meio queimados, do meio do fogo,e pagar aos incendiários o seu salário.
47Compel’d at last the loyal bandsTo execute their king’s commands,(Their king by heaven’s Almighty LordIntrusted with the nation’s sword)No more they tenderly forbear,No more with cruel pity spare,Nor slaughter all with fury blind,But where the active fiends they findIn their infernal work employ’d,The hell-hounds are at once destroy’d!
47Compelidas enfim as bandas leaisa executar as ordens do seu rei,(o seu rei, pelo Todo-Poderoso Senhor do céuincumbido da espada da nação)não mais ternamente se contêm,não mais com cruel piedade poupam,nem matam a todos com fúria cega,mas, onde acham os ativos demôniosempregados na sua obra infernal,os cães do inferno são de uma vez destruídos!
48The pale, remaining sons of riot,Atrocious foes to public quiet,Quaking before their swift pursuers,(A terror now to evil-doers)Into remotest corners fly,(Their badges and their arms thrown by)Or wish in the deep dungeon’s gloomTo skreen them from the death to come,Or long to hide their guilty headIn ruins which their hands have made.
48Os pálidos filhos remanescentes da desordem,atrozes inimigos da tranquilidade pública,tremendo diante dos seus velozes perseguidores,(agora um terror para os malfeitores)fogem para os cantos mais remotos,(lançados fora os seus distintivos e as suas armas)ou desejam, na treva do calabouço profundo,abrigar-se da morte que há de vir,ou anseiam por esconder a cabeça culpadanas ruínas que as suas mãos fizeram.
49But vain your hope of a reprieve,Ye see the sad alternative,Mercy itself is forc’d to cry,The innocent or you must die.What streams of blood already shed!Heaps of intoxicated dead,Beneath the flaming ashes found,And carcases without a wound!(While many a slaughter’d parricideIs dragg’d away, their names to hide)
49Mas vã é a vossa esperança de indulto,vedes a triste alternativa:a própria misericórdia é forçada a clamar,ou o inocente, ou vós tendes de morrer.Que torrentes de sangue já derramadas!Montes de mortos embriagados,achados debaixo das cinzas em chamas,e cadáveres sem uma ferida!(enquanto muitos parricidas mortossão arrastados para longe, para ocultar os seus nomes)
50Patricians here in rags remain,There female fiends and furies slain,To every shock’d spectator show“There is a God that reigns below!”
50Patrícios aqui jazem em farrapos,ali demônios fêmeas e fúrias mortas,mostram a todo espectador atônito“Há um Deus que reina cá embaixo!”
51But now fulfill’d his dread design,The ministers of wrath divineBehold the public peace restor’d,And gladly sheath the vengeful sword.Extinct we see the fatal blaze,Sav’d by a miracle of grace,The national escape we view,And scarcely dare believe it true.
51Mas agora, cumprido o seu temível desígnio,os ministros da ira divinaveem restaurada a paz pública,e com alegria embainham a espada vingadora.Extinto vemos o fatal incêndio,salvos por um milagre da graça,contemplamos a nacional escapada,e mal ousamos crer que é verdade.
52Yet now beginning to respire,We anxiously the cause inquireWhence our calamities began,Or who contriv’d the burning plan.Too evident th’ accurst designWe see; but where’s the Catiline?The wisest grant, we are not gotTo the dark bottom of the plot;The least acute, methinks, might smellThe counsel of Ahithophel.
52Contudo, agora, começando a respirar,ansiosamente indagamos a causade onde começaram as nossas calamidades,ou quem tramou o plano incendiário.Bem evidente vemos o maldito desígnio;mas onde está o Catilina?Os mais sábios reconhecem que não chegamosao fundo tenebroso da conspiração;o menos perspicaz, penso eu, poderia farejaro conselho de Aitofel (2Sm 15.31).
53Or is there no resentment ranklingIn the unnatural heart of Franklyn?Does nothing treasonable lurk,Nothing American in ——?No depths of Luciferian artIn F—’s foul, infernal heart?(That son of vice and dissipation,Implung’d in debt and desperation,For each flagitious purpose fit,A fiend in malice and in wit!)
53Ou não haverá ressentimento a roero desnaturado coração de Franklin?Nada de traiçoeiro se oculta,nada de americano em ——?Nenhuma profundeza de arte luciferinano imundo e infernal coração de F—?(aquele filho do vício e da dissipação,mergulhado em dívidas e desespero,apto para todo propósito infame,um demônio em malícia e em espírito!)
54No hope in the ejected race?No mischief hatching in His Grace—So forward to defend the crown,And turn the soldiers out of town,So willing, in our last extreme,Our safety should be left to him!
54Nenhuma esperança na raça deposta?Nenhuma maldade a incubar em Sua Graça,tão pronto a defender a coroa,e a expulsar os soldados da cidade,tão disposto a que, no nosso último extremo,a nossa segurança fosse deixada a ele!
55How came Mynheer our doom to know,And publish it two months ago?French prophets—whence could they foreseeOur swift-approaching destiny?Or Congress, from across th’ Atlantic,Behold th’ Associate mob so frantic,And promise the destruction nearOf London and of Westminster?
55Como veio o Senhor Holandês a saber da nossa sentença,e a publicá-la dois meses atrás?Os profetas franceses, de onde puderam prevero nosso destino tão rapidamente próximo?Ou o Congresso, do outro lado do Atlântico,avistar a turba associada tão frenética,e prometer a destruição próximade Londres e de Westminster?
56In answer to these choaking questions,Or ministerial suggestions,The patriots say, “No harm was meant,No plot; but all was accident!”By accident the rabble cameTogether, in religion’s name;By accident, without a plan,They with the mass-houses began;They next suppress’d all evidence,And all who justice could dispense;The statesmen to destruction doom’d;By accident the jails consum’d;(While water we in vain requireTo quench the hell-compounded fire)By accident the people’s leesConcurr’d our wealth and arms to seize;
56Em resposta a estas perguntas sufocantes,ou a sugestões ministeriais,os patriotas dizem: “Nenhum mal se pretendeu,nenhuma conspiração; tudo foi acidente!”Por acidente a ralé se reuniu,em nome da religião;por acidente, sem um plano,começaram pelas casas da missa;em seguida suprimiram toda prova,e todos os que podiam dispensar justiça;condenaram à destruição os homens de Estado;por acidente as cadeias foram consumidas;(enquanto em vão pedimos águapara apagar o fogo composto no inferno)por acidente a borra do povoconcorreu para apoderar-se da nossa riqueza e das nossas armas;
57From step to step, by measures justTo lay our cities in the dust,Our name and nation to erase,And build their empire in its place;To reign—yet still with no intentTo reign—”for all was accident!”
57de passo em passo, por medidas exataspara reduzir a pó as nossas cidades,apagar o nosso nome e a nossa nação,e edificar o seu império em seu lugar;para reinar, e contudo sem intenção algumade reinar, “pois tudo foi acidente!”
58So, as the sons of EpicurusWith modest confidence assure us,Atoms did into order danceAnd formed an universe;—by chance!
58Assim como os filhos de Epicurocom modesta confiança nos asseguram,que os átomos dançaram até a ordeme formaram um universo, por acaso!
59“But why is no discovery made?We see the tail, without the head.”Our rulers may know more, and seeFarther, perhaps, than you or me;And at the time that best befitsTo bring the nation to their wits,Unravel the compleat DESIGN,And shew the face of CATILINE!
59“Mas por que não se faz nenhuma descoberta?Vemos a cauda, sem a cabeça.”Os nossos governantes talvez saibam mais, e vejammais longe, quem sabe, do que tu ou eu;e no momento que melhor convémpara trazer a nação ao juízo,desvendarão o completo DESÍGNIO,e mostrarão a face de CATILINA!
60Meantime in spite of all your covers,And sly, political manoeuvres,This inference the public draws,Th’ effect must pre-suppose a cause,The mischief point at the contrivers,The headlong herd detect the drivers.
60Entrementes, apesar de todos os vossos disfarces,e ardilosas manobras políticas,esta inferência o público tira:o efeito há de pressupor uma causa,o dano aponta para os tramadores,o rebanho desvairado denuncia os condutores.
Endereço à Cidade, escrito em junho de 1780
Original1Ye citizens of London, whySo coy, and diffident, and shy,Who should with open arms receiveThe instruments, thro’ whom ye live;Why shun the soldiers’ company,And wish the valiant city free,And call for arms yourselves at last?Is it, because the danger’s past?
Tradução1Ó cidadãos de Londres, por quetão esquivos, e desconfiados, e tímidos,vós que deveríeis de braços abertos receberos instrumentos por meio dos quais viveis;por que evitais a companhia dos soldados,e desejais livre a valente cidade,e por fim reclamais armas para vós mesmos?Será porque o perigo já passou?
2Should bloody arms entrusted beWith men of your temerity,Who, when ye in the ground assembleYour bands, bid all the council tremble?Who, firing but with powder, makeYourselves, and the whole city quake?What would become of us, if allThe liverymen should fire with ball?The fright we never could endure;Nor would his lordship be secureWithin the wind of such commotion,But death again might be his potion!
2Deveriam armas sangrentas ser confiadasa homens da vossa temeridade,que, quando reunis no terrenoas vossas bandas, fazeis tremer todo o conselho?Que, disparando apenas com pólvora, fazeisa vós mesmos, e à cidade inteira, estremecer?Que seria de nós, se todosos membros das guildas disparassem com bala?O susto nunca poderíamos suportar;nem estaria seguro o senhor prefeitoao sopro de tamanha comoção,mas a morte de novo poderia ser a sua poção!
3Can ye so suddenly forgetThose ragged ministers of fate,All law and order’s over-turners,The furious mob of chapel-burners;The scum and refuse of the nation,The panic-dread, and devastation,The ravage and the flames they spread,With king Apollyon at their head!
3Podeis tão de repente esqueceraqueles esfarrapados ministros do destino,os que tudo derrubam, lei e ordem,a turba furiosa de incendiários de capelas;a escória e o refugo da nação,o pânico e a devastação,o estrago e as chamas que espalharam,com o rei Apoliom à sua frente!
4Aghast ye stood, nor dar’d opposeYour feeble, despicable foes,Boys, women, chimney-sweeps, collectedTo act, as wiser heads directed,With horror every heart t’ inspire,To burn your stately domes with fire,Your shackled felons to release,Your wealth and arsenals to seize,And gall you with the triple chainOf France, America and Spain.
4Horrorizados ficastes, e não ousastes opor-vosaos vossos débeis e desprezíveis inimigos,meninos, mulheres, limpadores de chaminés, reunidospara agir conforme cabeças mais astutas dirigiam,para infundir horror em todo coração,para queimar com fogo os vossos majestosos edifícios,para soltar os vossos criminosos acorrentados,para apoderar-se da vossa riqueza e dos vossos arsenais,e ferir-vos com a tríplice cadeiada França, da América e da Espanha.
5No need of hostile fleets combin’dTo execute what hell design’d,Suffice the miscreants most baseYour proud metropolis to rase.So, if almighty wisdom will,The meanest instruments of ill,Vermin out of the dust shall rise,To deal the vengeance of the skies.
5Nenhuma necessidade de frotas hostis combinadaspara executar o que o inferno tramou,bastam os mais vis descridospara arrasar a vossa soberba metrópole.Assim, se a sabedoria onipotente o quiser,os mais ínfimos instrumentos do mal,vermes do pó, se levantarão,para dispensar a vingança dos céus.
6What angel in that darkest hourSav’d you from the destroyer’s power?Whose arm did the deliverance bring?Was it the patriots or the king?From George the timely rescue came,And pluck’d the brands out of the flame:Swift to your help his legions flew,And crush’d the desolating crew,The authors of your woes and fears,Your slaves—and executioners.
6Que anjo, naquela hora tão tenebrosa,vos salvou do poder do destruidor?Que braço trouxe o livramento?Foram os patriotas, ou o rei?De Jorge veio o oportuno resgate,e arrancou os tições do meio da chama:velozes ao vosso socorro voaram as suas legiões,e esmagaram a turba desoladora,os autores das vossas aflições e temores,vossos escravos, e carrascos.
7But do ye king and soldiers thankOr for the mansion-house or bank?With joy the kind preservers seeBoth of your lives and property?Rather the benefit to ownYe scorn, and urge them to be gone,Your friends impatient to exclude:Such is the city’s gratitude!
7Mas agradeceis ao rei e aos soldados,seja pela casa da prefeitura, seja pelo banco?Com alegria vedes os bondosos preservadorestanto das vossas vidas como dos vossos bens?Antes, reconhecer o benefíciovós desdenhais, e os instais a partir,impacientes por excluir os vossos amigos:tal é a gratidão da cidade!
8After the fight, ye breathe anew,And who so valiant now as you?Recover’d from the recent squallWhich threaten’d to o’erwhelm us all,Ye plead your right to guide the helm,(The city is your proper realm)And but your own militia need,With dauntless K— at their head.
8Depois da luta, respirais de novo,e quem tão valente agora como vós?Refeitos da recente rajadaque ameaçava submergir-nos a todos,alegais o vosso direito de guiar o leme,(a cidade é o vosso próprio reino)e só da vossa própria milícia precisais,com o destemido K— à sua frente.
9So sailors when the storm is o’er,Look up, and think of it no more,Forget their fears, and what is stranger,They swear they never were in danger.
9Assim os marinheiros, passada a tempestade,erguem os olhos, e não pensam mais nela,esquecem os seus temores, e, o que é mais estranho,juram que nunca estiveram em perigo.
Conselho à Cidade, escrito em junho de 1780
Original1What means this melancholy ditty,Resounding through the ransom’d city?Why do our aldermen exclaim,So lately pluck’d out of the flame?
Tradução1Que significa esta melancólica cantiga,que ressoa pela cidade resgatada?Por que se lamentam os nossos vereadores,há tão pouco arrancados da chama?
2“Because His Majesty defendsOur lives, for his own private ends;For spite, his courtiers interposeTheir help, to screen us from our foes:The arbitrary ministryRefuse to leave our city free,And the officious soldiers kill,By saving us against our will.
2“Porque Sua Majestade defendeas nossas vidas, para os seus próprios fins particulares;por despeito, os seus cortesãos interpõemo seu auxílio, para nos proteger dos nossos inimigos:o ministério arbitráriorecusa-se a deixar livre a nossa cidade,e os oficiosos soldados matam,salvando-nos contra a nossa vontade.
3“What need of government’s assistance,When mob, and danger’s at a distance;What need of military careTo guard, when K— is our mayor?When all the rioters in townAre govern’d by the scarlet gown,And see our livery in arrayPrepar’d to fight—another day?
3“Que necessidade da assistência do governo,quando a turba, e o perigo, estão a distância;que necessidade de cuidado militarpara guardar, quando K— é o nosso prefeito?Quando todos os amotinados da cidadesão governados pela toga escarlate,e veem as nossas guildas em formaçãoprontas a lutar, noutro dia?
4“Besides, ourselves the city guard,And hunt the rogues through every ward:Intrepid W— appears our chief,And who so fit to catch a thief?His old vagaries he forgets,Lives honestly, and pays his debts,As bent immortal fame to win,And die a royalist, like Prynne.
4“Além disso, nós mesmos guardamos a cidade,e caçamos os malandros por cada distrito:o intrépido W— surge como o nosso chefe,e quem tão apto para pegar um ladrão?Os seus antigos disparates ele esquece,vive honestamente, e paga as suas dívidas,como empenhado em ganhar fama imortal,e morrer realista, como Prynne.
5“Why send us troops who cannot need ‘em?Only to rob us of our freedom,Debar us of our native right,And dearest privilege, to fight,And standing on our own defence,Again to drive the rebels hence.
5“Por que nos enviar tropas, quando delas não podemos precisar?Só para roubar-nos a liberdade,privar-nos do nosso direito natural,e do mais caro privilégio, o de lutar,e, firmes na nossa própria defesa,de novo expulsar daqui os rebeldes.
6“Deny us arms? We cannot seeThe meaning of His Majesty:Does he suspect his faithful leiges,Because he knows our skill in sieges,In party-clubs, and coalitions,Address, remonstrance and petitions?Our conduct past must have convinc’d himWe cannot turn our arms against him;He knows our bold train-bands for valourAs fam’d and dreadful—as a tailor!
6“Negar-nos armas? Não conseguimos vera intenção de Sua Majestade:Suspeitará dos seus fiéis vassalos,porque conhece a nossa perícia em cercos,em clubes partidários, e coalizões,requerimentos, protestos e petições?A nossa conduta passada deve tê-lo convencidode que não podemos voltar as nossas armas contra ele;conhece as nossas ousadas milícias, famosase temíveis pelo valor, como um alfaiate!
7Nor are our aldermen such foolsTo meddle rashly with edg’d tools;Since not a crow that flies is shyerOf gunpowder, when soldiers fire,Which makes us first the redcoats* orderTo shoot—and try them then for murder!
7Nem são os nossos vereadores tão tolosa ponto de meter-se sem cautela com ferramentas cortantes;pois nem corvo que voa é mais arredioda pólvora, quando os soldados atiram,o que nos faz primeiro ordenar aos casacas-vermelhas*que atirem, e depois julgá-los por assassínio!
8“Unless the king his troops withdraw,He means to rule by martial law,And for our most unfeign’d affectionDragoon us into tame subjection,At last to change the constitution;By military executionAccomplish his despotic plan,And as the Swedish monarch reign.
8“A menos que o rei retire as suas tropas,pretende governar por lei marcial,e, em troca da nossa afeição sinceríssima,subjugar-nos à mansa submissão pela força,para enfim mudar a constituição;por execução militarrealizar o seu plano despótico,e reinar como o monarca sueco.
9“How can we now preserve the nation,But by a new Association?Put arms into our hands, and seeIf we can fight for liberty,If each will not his castle guard:Plenty of musquets be prepar’d,Let every householder have one,And teach him to let off his gun,Then when the bridle you withdraw,Which keeps the rioters in awe,No longer when the troops restrain,The rabble freed may rise again.
9“Como podemos agora preservar a nação,senão por uma nova Associação?Ponde armas nas nossas mãos, e vedese podemos lutar pela liberdade,se cada um não guardará o seu castelo:prepare-se abundância de mosquetes,tenha um cada chefe de família,e ensine-se-lhe a disparar a sua arma,então, quando retirardes o freioque mantém os amotinados sob temor,quando as tropas não mais os contiverem,a ralé, solta, poderá levantar-se de novo.
10And let them rise, a desperate herdTo take us lions by the beard!Let every boy—and girl—come on,And all the chimney-sweeps in town,They to their own destruction come,They rush upon their instant doom.
10E que se levantem, um rebanho desesperado,para nos pegar, a nós leões, pela barba!Que venha todo menino, e menina,e todos os limpadores de chaminés da cidade,vêm para a sua própria destruição,precipitam-se sobre a sua imediata sentença.
11“Or if the beast will but be civil,Committing only useful evil,Let loose their prowess on our foes,Who all our patriot-schemes oppose,Their rage on N— and S— vent,And the vile tools of government;Pity the troops should keep them under,Or rob them of their lawful plunder,Pity the troops should tear and rend themFor want of arms—which we could lend them.
11“Ou, se a fera quiser apenas ser civilizada,cometendo só o mal útil,que solte a sua bravura sobre os nossos inimigos,que se opõem a todos os nossos esquemas patrióticos,que descarregue a sua fúria sobre N— e S—,e sobre os vis instrumentos do governo;é pena que as tropas os mantenham sob controle,ou lhes roubem a sua legítima pilhagem,é pena que as tropas os dilacerem e rasguem,por falta de armas, que nós poderíamos emprestar-lhes.
12“If mob is totally supprest,How can a grievance be redrest?Or how reviv’d the good old cause?Or how supplied defective laws?But rabble-government, we see,With soldiers never can agree;Unless we then the redcoats chace,The mob can hardly shew his face,Or pull a courtier’s mansion down,Or strip a bishop of his gown.
12“Se a turba for totalmente reprimida,como se poderá reparar um agravo?Ou como reavivar a boa e velha causa?Ou como suprir as leis deficientes?Mas o governo da plebe, bem o vemos,com os soldados nunca pode concordar;a menos que expulsemos os casacas-vermelhas,a turba dificilmente pode mostrar a cara,ou derrubar a mansão de um cortesão,ou despojar um bispo da sua toga.
13But when the people’s reign is o’er,Freedom and property’s no more,With the mob’s power religion fails,And Popery over all prevails.”
13Mas, quando o reinado do povo tiver acabado,não há mais liberdade nem propriedade,com o poder da turba a religião falha,e o papismo sobre tudo prevalece.”
14Ye gentle citizens, attendThe cooler counsels of a friend:Let not your hasty courage rise,Or blind self-love put out your eyes;Let not a spirit of oppositionConceal from you your own condition,But learn in time yourselves to know,Nor triumph o’er an absent foe.
14Ó gentis cidadãos, atendeiaos conselhos mais serenos de um amigo:não se levante a vossa coragem precipitada,nem o cego amor-próprio vos apague os olhos;não deixeis que um espírito de oposiçãovos esconda a vossa própria condição,mas aprendei a tempo a conhecer-vos,e não triunfeis sobre um inimigo ausente.
15Your fortitude, a reed so weak,Will play you still a slippery trick:To fight ye never were intended,Only to be yourselves defended;Witness the absolute defeatWhich now ye labour to forget,When fearing goods and lives to lose,Your hearts sunk down into your hose!
15A vossa fortaleza, cana tão frágil,ainda vos pregará uma peça traiçoeira:para lutar nunca fostes destinados,apenas para serdes vós mesmos defendidos;testemunhe a absoluta derrotaque agora vos esforçais por esquecer,quando, temendo perder bens e vidas,o vosso coração afundou até as meias!
16Ye did not then the mob defy,But piteously for mercy cry,Panting, and pale, and out of breath,And quash’d, as in the arms of death!But now your courage is return’d,The foe supprest, the danger scorn’d:Yet, if the army stand aloof,He still may put you to the proof;And when the rabble re-appears,O’erwhelm’d with stupefying fears,Ye may for help cry out again,And wish the soldiers back, in vain.
16Não desafiastes então a turba,mas lastimosamente clamastes por misericórdia,arquejantes, e pálidos, e sem fôlego,e esmagados, como nos braços da morte!Mas agora a vossa coragem voltou,reprimido o inimigo, desprezado o perigo:contudo, se o exército se mantiver afastado,ele ainda poderá pôr-vos à prova;e, quando a ralé reaparecer,dominados por temores estupefacientes,podereis clamar por socorro de novo,e desejar de volta os soldados, em vão.
17Be caution’d then by good advice,And learn your happiness to prize,Your rage for liberty repress,Nor turn it to licentiousness;No more your gracious king mistrustSo mild, and merciful, and just;No more by cruel insults wrong,Because he suffers you so long,With pity your perverseness sees,And saves you in your last distress.
17Sede, pois, advertidos por um bom conselho,e aprendei a apreciar a vossa felicidade,reprimi a vossa fúria por liberdade,e não a convertais em libertinagem;não mais desconfieis do vosso bondoso rei,tão brando, e misericordioso, e justo;não mais o agraveis com cruéis insultos,porque ele vos suporta por tanto tempo,com piedade vê a vossa perversidade,e vos salva na vossa última aflição.
18And if you wish in peace to live,No credence to your leaders give,But every demagogue dismiss,Those worst of all incendiaries,Who, foes to king and country, dareUsurp the patriot’s character,Pleaders for liberty and laws,Supporters of rebellion’s cause,Who set the nation in a flame,And on their monarch cast the blame.
18E, se desejais viver em paz,não deis crédito aos vossos líderes,mas despedi todo demagogo,os piores de todos os incendiários,que, inimigos do rei e da pátria, ousamusurpar o caráter de patriota,defensores da liberdade e das leis,apoiadores da causa da rebelião,que puseram a nação em chamas,e lançam a culpa sobre o seu monarca.
19All counsels to sum up in one,Do, what so few of you have done,Poor, guilty worms, your Maker fear,And then ye must your king revere!
19Para resumir todos os conselhos num só,fazei o que tão poucos de vós fizeram:pobres e culpados vermes, temei o vosso Criador,e então haveis de reverenciar o vosso rei!
Segundo Endereço à Cidade, escrito em junho de 1780
Original1Ye Londoners, with smiles regardThe homage of a nameless bard,(Ambitious, had he power, to raiseA lasting monument to your praise)Who reads you with a lover’s eye,Exalts your virtues to the sky,Admires your zeal and public spiritIn strains unequal to your merit,And with astonish’d Europe seesYour truly wonderful police.
Tradução1Ó londrinos, olhai com sorrisosa homenagem de um bardo sem nome,(que ambicionaria, se tivesse poder, erguerum monumento duradouro ao vosso louvor)que vos lê com olhos de amante,exalta as vossas virtudes até o céu,admira o vosso zelo e espírito públicoem versos desiguais ao vosso mérito,e, com a Europa atônita, contemplaa vossa polícia verdadeiramente admirável.
2All-wise omnipotent creatorsOf senates, kings, and legislators,Creators, and deliv’rers too,Our safety we ascribe to you.Whose magnanimity so lateRedeem’d us on the edge of fate,And from a general conflagrationPreserv’d the city and the nation.
2Criadores onipotentes e sapientíssimosde senados, reis e legisladores,criadores, e também libertadores,a vós atribuímos a nossa segurança.Cuja magnanimidade, há tão pouco,nos redimiu à beira do destino,e de uma conflagração geralpreservou a cidade e a nação.
3Yet having your dear country freed,Ye lessen the heroic deed,The plot your valour has defeatedBy you is as a nothing treated,Who now with confidence maintain“The mob had no concerted plan,No thought, or previous consultationFor burning, or for desolation.But simply meant to do no moreThan all the mischief in their power:No counsel was in the destroyers,”
3Contudo, tendo libertado a vossa querida pátria,vós diminuís o feito heroico,a conspiração que o vosso valor derrotoupor vós é tratada como um nada,vós que agora com confiança sustentais:“a turba não tinha plano concertado,nem pensamento, nem consulta préviapara incendiar, ou para desolar.Mas simplesmente pretendia não fazer maisdo que todo o dano ao seu alcance:não havia conselho nos destruidores,”
4But was there none in their employers?Here, gentlemen, we issue join:The mob, you say, had no DESIGN:The mob had no design, we say,Only for plunder and for pay:The instruments ostensible,Actors howe’er of every ill,Contrivers they were not, that’s certain:But were there none behind the curtain?
4mas não havia nenhum nos que os empregavam?Aqui, senhores, travamos a questão:a turba, dizeis, não tinha DESÍGNIO:a turba não tinha desígnio, dizemos nós,a não ser pela pilhagem e pela paga:os instrumentos ostensivos,atores, no entanto, de todo mal,tramadores não eram, isso é certo:mas não havia ninguém por trás da cortina?
5No heads, or counsellors, more ableTo influence the thoughtless rabble?To teach them what, and how perform?To manage and direct the storm?Were none of the AssociatorsAmerican or English traitors?
5Nenhumas cabeças, ou conselheiros, mais capazesde influenciar a ralé irrefletida?De ensinar-lhes o quê, e como executar?De comandar e dirigir a tempestade?Não seriam alguns dos Associadostraidores americanos ou ingleses?
6It cannot now be doubted whetherThey help’d to bring the mob together:But could it not be once suspectedThe rabble might be ill-directed?Or would the multitude increaseTo myriads, and then part in peace?
6Já não se pode duvidar de queajudaram a reunir a turba:mas não se poderia sequer suspeitarde que a ralé fosse mal dirigida?Ou a multidão cresceriaa miríades, e depois se dispersaria em paz?
7We grant it, the Associate host,The bulk of them were dupes at most:But might not some be hir’d t’ advanceThe cause of Congress, and of France?A knave behind a madman lurk?A G— be the tool of ——?America might seize th’ occasion,And use the blind Association,Amidst our national confusion,To put their scheme in execution,To perpetrate their hellish plan,And kings by our excision reign?
7Concedemo-lo, a hoste dos Associados,o grosso deles eram, quando muito, enganados:mas não poderiam alguns ser pagos para promovera causa do Congresso, e da França?Um velhaco espreitar por trás de um louco?Um G— ser o instrumento de ——?A América poderia agarrar a ocasião,e usar a cega Associação,em meio à nossa confusão nacional,para pôr o seu esquema em execução,para perpetrar o seu infernal plano,e reinar reis pela nossa extinção?
8Why would ye then, ah, tell us why,Thro’ modesty the truth deny,Ye rulers of the gallant townThat still subsists, to your renown?Your fame, which fears no more eclipsesFrom boys, or chimney-sweeps, or gipsies,In spite of all your foes’ designs,Illustrious, and immortal shines.
8Por que, então, ah, dizei-nos por quê,por modéstia negais a verdade,ó governantes da galante cidadeque ainda subsiste, para a vossa fama?A vossa fama, que não teme mais eclipsesde meninos, ou limpadores de chaminés, ou ciganos,apesar de todos os desígnios dos vossos inimigos,ilustre, e imortal, resplandece.
9If bards on those who greatly dareCan immortality confer,Your patriotic deeds shall blaze,Brilliant, in everlasting lays.But stand it, far above the rest,In England’s chronicles confest,That when our foes had laid the train,And ripen’d their pernicious plan,Rebels with regicides conspir’d,And London was already fir’d;Then all who wore the scarlet gownStood up—and trod the ruffians down:
9Se os bardos aos que grandemente ousampodem conferir imortalidade,os vossos feitos patrióticos hão de arder,brilhantes, em cantos eternos.Mas fique, bem acima do resto,confessado nas crônicas da Inglaterra,que, quando os nossos inimigos tinham armado o rastilho,e amadurecido o seu pernicioso plano,rebeldes conspiraram com regicidas,e Londres já estava em chamas;então todos os que vestiam a toga escarlatese levantaram, e pisaram os rufiões:
10A W— did on our side appearAnd charg’d the faction—in the rear;A B— preserv’d the city’s right,And put the soldiery to flight,A second Walworth grac’d the chair,And KENNETT was our GLORIOUS MAYOR!
10um W— apareceu do nosso lado,e atacou a facção, pela retaguarda;um B— preservou o direito da cidade,e pôs em fuga a soldadesca,um segundo Walworth honrou a cadeira,e KENNETT foi o nosso GLORIOSO PREFEITO!
Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo Ildo Mello. Textos originais em domínio público. Transcrição de referência: Duke Divinity School (CSWT).