SERMÃO 83
Sobre a paciência
A paciência que amadurece na plena santificação.
“A perseverança, porém, deve ter ação completa, para que vocês sejam perfeitos e íntegros, em nada deficientes.”
(Tg 1.4, NAA)Antes de ler
Uma nota sobre a palavra: a NAA traduz o termo grego de Tiago (hypomoné) por “perseverança”; Wesley medita sobre ela como “paciência”. É a mesma realidade — a firmeza que suporta a prova sem desistir —, e mantive “paciência” no corpo do sermão por ser o tema que Wesley desenvolve. Repare que ele não fala de uma virtude apenas natural, nem de mera resignação estoica, mas de “uma disposição, obrada no coração do crente pelo poder do Espírito Santo, de sofrer o que apraz a Deus, do modo e pelo tempo que lhe aprouver”. A paciência cristã, diz ele, mantém o meio-termo: nem despreza o sofrimento, fingindo que não dói, nem se desfaz sob ele; sente a dor, mas descansa sabendo quem é o Autor da prova (o Pai), qual o motivo (o amor, mais que a justiça) e qual o fim (a nossa santidade).
O coração do sermão, porém, é a “obra perfeita” da paciência — e aqui estamos em casa, na doutrina wesleyana da plena santificação ou perfeição cristã. Wesley a distingue com cuidado da justificação (a santificação não é uma santidade de outro tipo, mas o amor levado à plenitude), narra o seu próprio testemunho pastoral sobre centenas de crentes que a experimentaram, e discute com serenidade a velha questão: essa mudança é instantânea ou gradual? Note o Wesley irênico: onde a Escritura não decide expressamente, “cada um abunde no seu próprio parecer, contanto que conceda a mesma liberdade ao próximo e não se irrite com quem discorda”. Guarde também o aviso arminiano do §10: apoiar-se na ideia de que “o verdadeiro crente não pode fazer naufrágio da fé” é agarrar-se ao “bordão de um caniço quebrado”. E o fecho, que é pura graça: essa obra não é conquista, é dom — recebe-se pela fé simples, e Deus está disposto a fazê-la não amanhã, mas hoje.
— Bispo Ildo Mello
1. “Meus irmãos”, diz o apóstolo no versículo anterior, “tenham grande alegria quando passarem por várias provações.” À primeira vista, isto pode parecer orientação estranha, visto que a maioria das provações é, “no presente, motivo de tristeza e não de alegria”. Não obstante, vocês sabem por experiência própria que “a provação da fé produz perseverança”; e, se “a perseverança tiver ação completa, vocês serão perfeitos e íntegros, em nada deficientes”.
2. Não é a uma pessoa ou igreja particular que o apóstolo dá esta instrução, mas a todos os que participam da mesma preciosa fé. Pois, enquanto estamos na terra, estamos na região da tentação. Aquele que veio ao mundo para salvar o seu povo dos pecados não veio para salvá-lo da tentação. Ele mesmo “não conheceu pecado”; e, contudo, enquanto esteve neste vale de lágrimas, “sofreu ao ser tentado”, e nisto também “nos deixou exemplo, para que sigamos os seus passos”. Estamos sujeitos a mil tentações, vindas do corpo corruptível que afeta a alma de vários modos. A própria alma, cercada de fraquezas como está, nos expõe a dez mil mais. E quantas são as tentações que encontramos até dos homens bons com quem convivemos dia a dia! Mas que são estas comparadas às que devemos esperar de um mundo mau, visto que todos, com efeito, “habitamos em Meseque e temos morada entre as tendas de Quedar”? Acrescente-se que os mais perigosos dos nossos inimigos não são os que nos assaltam abertamente. Não:
Anjos se opõem à nossa marcha,
que ainda nos excedem em força:
nossos inimigos secretos, jurados, eternos,
incontáveis, invisíveis!
Pois não é verdade que o nosso “adversário, o diabo, como leão que ruge”, com todas as suas legiões infernais, ainda anda “ao redor, buscando a quem possa devorar”? Se, portanto, não nos precipitarmos nelas por descuido, ainda assim certamente “passaremos por várias provações”, inumeráveis como as estrelas do céu. Mas, em vez de contar isto por perda, como fariam os incrédulos, “tenham grande alegria, sabendo que a provação da sua fé”, mesmo “provada como pelo fogo, produz perseverança”. E “tenha a perseverança a sua ação completa, e vocês serão perfeitos e íntegros, em nada deficientes”.
O que é a paciência
3. Mas o que é a paciência? Não falamos agora de uma virtude pagã, nem de uma indolência natural, mas de uma disposição bondosa, obrada no coração do crente pelo poder do Espírito Santo. É uma disposição de sofrer o que apraz a Deus, do modo e pelo tempo que lhe aprouver. Por ela, mantemos o meio-termo: nem desprezando os nossos sofrimentos, fazendo pouco deles, passando por eles levianamente, como se fossem obra do acaso; nem, por outro lado, afetados demais, abalados, desfeitos, afundando sob eles. O objeto próprio da paciência é o sofrimento, do corpo ou da mente. A paciência não implica não sentir isto: não é apatia nem insensibilidade. Está à máxima distância da estupidez estoica; sim, a igual distância da irritação e do abatimento. O crente paciente é preservado de cair em qualquer desses extremos ao considerar: quem é o Autor de todo o seu sofrimento? O próprio Deus, seu Pai. Qual é o motivo de ele nos dar a sofrer? Não tanto a sua justiça quanto o seu amor. E qual é o fim disso? O nosso “proveito, para que sejamos participantes da sua santidade”.
4. Muito aparentada à paciência é a mansidão, se é que não é antes uma espécie dela. Pois não se poderia definir como a paciência das injúrias — particularmente das afrontas, do opróbrio ou da censura injusta? É ela que nos ensina a não retribuir mal por mal, nem injúria por injúria, mas, pelo contrário, com bênção. O próprio bendito Senhor parece dar valor peculiar a esta disposição. É esta, em especial, que ele nos chama a aprender dele, se quisermos achar descanso para a nossa alma.
A obra da paciência
5. Mas o que entenderemos pela obra da paciência? “Tenha a paciência a sua obra perfeita.” Parece significar: tenha ela o seu pleno fruto ou efeito. E qual é o fruto que o Espírito de Deus costuma produzir por ela no coração do crente? Um fruto imediato da paciência é a paz — uma doce tranquilidade da mente, uma serenidade do espírito que jamais se acha senão onde reina a paciência. E esta paz muitas vezes se eleva em alegria. Mesmo em meio a várias provações, os que são capacitados a “possuir a sua alma pela perseverança” podem testemunhar não só quietude de espírito, mas triunfo e exultação. Isto
aplaina os caminhos ásperos da natureza rabugenta
e abre em cada peito um pequeno céu.
6. Quão vívido é o relato que o apóstolo Pedro dá não só da paz e da alegria, mas da esperança e do amor que Deus opera naqueles pacientes sofredores “que são guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação”! Ele parece ter aqui em vista esta mesma passagem de Tiago: “Embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejam contristados por várias provações, para que o valor provado da fé de vocês seja achado para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, sem terem visto, amam; no qual, sem agora o verem, mas crendo, exultam com alegria indizível e cheia de glória.” Veja aqui a paz, a alegria e o amor que, pelo poderoso poder de Deus, são o fruto, a “obra da paciência”!
7. E, assim como a paz, a esperança, a alegria e o amor são frutos da paciência — brotando dela e por ela confirmados —, assim também o é a coragem racional e genuína, que de fato não pode subsistir sem paciência. A coragem brutal, ou antes a ferocidade de um leão, talvez brote da impaciência; mas a verdadeira fortaleza, a coragem de um homem, brota justamente do temperamento contrário. O zelo cristão é igualmente confirmado e aumentado pela paciência, e assim o é a atividade em toda boa obra; o mesmo Espírito nos incitando a ser pacientes em sofrer o mal e em fazer o bem, tornando-nos igualmente dispostos a fazer e a sofrer toda a vontade de Deus.
A obra perfeita: a plena santificação
8. Mas o que é a obra perfeita da paciência? Será algo menos que o “perfeito amor de Deus”, que nos constrange a amar toda alma humana, “assim como Cristo nos amou”? Não é toda a religião, todo o “sentir que houve em Cristo Jesus”? Não é “a renovação da nossa alma à imagem de Deus, segundo a semelhança daquele que a criou”? E não é fruto disto a constante entrega de nós mesmos, corpo e espírito, a Deus, dando por inteiro tudo o que somos, tudo o que temos e tudo o que amamos, como sacrifício santo, aceitável a Deus por meio do Filho do seu amor? Parece que esta é “a obra perfeita da paciência”, consequente à provação da nossa fé.
9. Mas em que difere esta obra daquela obra graciosa que se realiza em todo crente, quando ele primeiro acha a redenção no sangue de Jesus, a saber, a remissão dos seus pecados? Muitos, não só retos de coração, mas que temem e até amam a Deus, não falaram com cautela sobre este ponto. Falaram da obra da santificação, tomando a palavra no seu pleno sentido, como se fosse de todo outro tipo, como se diferisse inteiramente da que se realiza na justificação. Mas este é um engano grande e perigoso, com tendência natural a fazer-nos desvalorizar aquela gloriosa obra de Deus realizada em nós quando fomos justificados. Pois, no momento em que somos justificados gratuitamente pela sua graça, quando somos aceitos no Amado, nascemos de novo, nascemos do alto, nascemos do Espírito. E opera-se na nossa alma, quando nascemos do Espírito, mudança tão grande quanto a que se opera no nosso corpo quando nascemos de uma mulher. Há, naquela hora, uma mudança geral da pecaminosidade interior para a santidade interior. O amor da criatura muda-se em amor ao Criador; o amor do mundo, em amor a Deus. Os desejos terrenos — o desejo da carne, o desejo dos olhos e a soberba da vida — são, naquele instante, mudados, pelo poderoso poder de Deus, em desejos celestiais. O turbilhão da nossa vontade é detido em pleno curso e se abaixa na vontade de Deus. O orgulho e a altivez descem à humildade de coração, como também a ira, com todas as paixões turbulentas, à calma, à mansidão e à brandura. Numa palavra, a mente terrena, sensual e diabólica cede lugar “ao sentir que houve em Cristo Jesus”.
10. “Pois bem; mas o que mais que isto se pode conter na plena santificação?” Ela não implica nenhuma nova espécie de santidade — que ninguém imagine tal coisa. Desde o momento em que somos justificados até entregarmos o nosso espírito a Deus, o amor é o cumprimento da lei; da lei evangélica inteira. O amor é a soma da santificação cristã; é a única espécie de santidade, que se acha apenas em vários graus nos crentes que João distingue em “filhinhos, jovens e pais”. A diferença entre uns e outros está propriamente no grau de amor. Todo o que é nascido de Deus, ainda que seja apenas um “bebê em Cristo”, tem no coração o amor de Deus e o amor do próximo, junto com humildade, mansidão e resignação. Mas tudo isto está então em grau baixo, na proporção do grau da sua fé. A fé de um bebê em Cristo é fraca, geralmente mesclada de dúvidas ou temores. E, se, para prevenir essas dúvidas perturbadoras, ele se agarra à opinião de que o verdadeiro crente não pode fazer naufrágio da fé, a experiência mais cedo ou mais tarde lhe mostrará que isso é apenas o bordão de um caniço quebrado, que, longe de sustentá-lo, só lhe entrará na mão e a traspassará. Mas voltemos: na mesma proporção em que cresce na fé, ele cresce na santidade; aumenta no amor, na humildade, na mansidão, em toda parte da imagem de Deus — até que apraz a Deus, depois de ele estar plenamente convencido do pecado que traz consigo, da total corrupção da sua natureza, remover tudo isto, purificar-lhe o coração e limpá-lo de toda injustiça, cumprindo aquela promessa: “Circuncidarei o teu coração e o coração da tua descendência, para amares o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma.” Não é fácil conceber que diferença há entre o que ele experimenta agora e o que experimentava antes. Até que essa mudança universal se operasse na sua alma, toda a sua santidade era mesclada. Era humilde, mas não inteiramente; a sua humildade vinha mesclada de orgulho. Era manso, mas a sua mansidão era frequentemente interrompida pela ira. O seu amor a Deus era muitas vezes amortecido pelo amor a alguma criatura. A sua vontade não estava de todo derretida na vontade de Deus. Mas agora toda a sua alma é consistente consigo mesma; não há corda destoante. Todas as suas paixões fluem num só rio contínuo, com um curso uniforme, para Deus. Àquele que entrou neste descanso, pode-se dizer com verdade:
Calmo tu és sempre por dentro,
de todo tranquilo, de todo sereno!
Não há mistura de afeto contrário algum: tudo é paz e harmonia. Cheio de amor, não há mais interrupção dele do que do bater do seu coração; e, trazendo o amor contínuo a alegria contínua no Senhor, ele se regozija sempre. Conversa continuamente com o Deus a quem ama, a quem em tudo dá graças. E, como agora ama a Deus de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e com todas as forças, também Jesus reina agora sozinho no seu coração.
11. Mas pode-se indagar: de que modo Deus opera esta mudança inteira e universal na alma do crente — instantaneamente, num momento, ou gradualmente, por lentos graus? Quantas são as disputas sobre este ponto, mesmo entre os filhos de Deus! E assim continuará a haver, depois de tudo o que já se disse ou se possa dizer. Pois muitos ainda dirão, com o famoso judeu: “Não me persuadirás, ainda que me persuadas.” E serão tanto mais resolutos nisto porque a Escritura silencia sobre o assunto, porque o ponto não é decidido, ao menos não em termos expressos, em parte alguma dos oráculos de Deus. Cada um, portanto, pode abundar no seu próprio parecer, contanto que conceda a mesma liberdade ao próximo, contanto que não se irrite com os que diferem da sua opinião, nem nutra maus pensamentos a respeito deles. Permita-me acrescentar mais uma coisa: seja a mudança instantânea ou gradual, cuide de nunca descansar enquanto ela não se realizar na sua própria alma, se você deseja habitar com Deus na glória.
12. Posto isto, para lançar a luz que puder sobre esta interessante questão, relatarei simplesmente o que eu mesmo vi no curso de muitos anos. Quarenta e cinco anos atrás, quando eu não tinha ideias distintas do que o apóstolo queria dizer ao exortar-nos a “deixar os rudimentos da doutrina de Cristo e avançar para a perfeição”, duas ou três pessoas em Londres, que eu sabia serem verdadeiramente sinceras, quiseram dar-me conta da sua experiência. Pareceu-me extremamente estranha, por ser diferente de qualquer que eu tinha ouvido antes; mas exatamente semelhante ao relato da plena santificação. No ano seguinte, mais duas ou três pessoas em Bristol e outras tantas em Kingswood me deram exatamente o mesmo relato. Anos depois, pedi a todos os que em Londres faziam a mesma profissão que viessem juntos falar comigo, para eu me satisfazer plenamente; e pedi àquele homem de Deus, Thomas Walsh, que nos acompanhasse. Quando nos reunimos, fizemos-lhes as perguntas mais penetrantes que pudemos imaginar. Responderam a cada uma sem hesitação, e com a máxima simplicidade, de modo que ficamos plenamente persuadidos de que não se enganavam. Nos anos de 1759 a 1762, o número deles se multiplicou extraordinariamente, não só em Londres e Bristol, mas em várias partes da Irlanda e da Inglaterra. Não confiando no testemunho de outros, examinei eu mesmo, com cuidado, a maioria deles; e só em Londres achei seiscentos e cinquenta e dois membros da nossa sociedade extremamente claros na sua experiência, e de cujo testemunho eu não via razão para duvidar. Creio que não passou ano algum, desde então, em que Deus não operasse a mesma obra em muitos outros. E cada um deles (após a mais cuidadosa inquirição, não achei uma só exceção na Grã-Bretanha ou na Irlanda) declarou que a sua libertação do pecado foi instantânea, que a mudança se operou num momento. Se metade destes, ou um terço, ou um em vinte, tivesse declarado que fora gradualmente operada neles, eu o teria crido a respeito deles. Mas, como não achei, em tão longo espaço de tempo, uma só pessoa a falar assim — como todos os que creem estar santificados declaram a uma só voz que a mudança se operou num momento —, não posso senão crer que a santificação é comumente, se não sempre, obra instantânea.
Como alcançá-la
13. Mas, como quer que essa questão se decida — seja a santificação, no pleno sentido da palavra, operada instantânea ou gradualmente —, como poderemos alcançá-la? “Que faremos”, perguntaram os judeus ao nosso Senhor, “para realizar as obras de Deus?” A sua resposta serve aos que perguntam: que faremos para que esta obra de Deus se realize em nós? “A obra de Deus é esta: que creiam naquele que ele enviou.” Desta única obra dependem todas as outras. Creia no Senhor Jesus Cristo, e toda a sua sabedoria, poder e fidelidade estão empenhados a seu favor. Nisto, como em tudo o mais, “pela graça somos salvos, mediante a fé”. Também a santificação “não vem das obras, para que ninguém se glorie”. “É dom de Deus”, e deve ser recebida por uma fé simples. Suponha que você agora se esforça por “abster-se de toda aparência do mal”, “zeloso de boas obras”, e anda com diligência em todos os preceitos de Deus; resta então apenas um ponto: a voz de Deus à sua alma é “Creia, e seja salvo”. Primeiro, creia que Deus prometeu salvá-lo de todo pecado e enchê-lo de toda santidade. Segundo, creia que ele é capaz de assim “salvar perfeitamente os que por meio dele se chegam a Deus”. Terceiro, creia que ele está disposto, tanto quanto é capaz, a salvá-lo perfeitamente, a purificá-lo de todo pecado e a encher-lhe o coração de amor. Creia, quarto, que ele não só é capaz, mas está disposto a fazê-lo agora — não quando você vier a morrer, não em tempo distante, não amanhã, mas hoje. Ele então o capacitará a crer que está feito, segundo a sua palavra; e então “a paciência terá a sua obra perfeita, para que vocês sejam perfeitos e íntegros, em nada deficientes”.
14. Vocês serão então perfeitos. O apóstolo parece querer dizer, por esta palavra, que serão de todo libertos de toda obra má, de toda palavra má, de todo pensamento pecaminoso; sim, de todo desejo, paixão e temperamento mau; de toda corrupção interior, de todos os restos da mente carnal; e serão renovados no espírito da sua mente, em todo reto temperamento, segundo a imagem daquele que os criou, em justiça e verdadeira santidade. Serão íntegros — o que parece referir-se não tanto à espécie quanto ao grau de santidade, como se ele dissesse: “Vocês gozarão de tão alto grau de santidade quanto é compatível com o seu presente estado de peregrinação.” E em nada serão deficientes: sendo o Senhor o seu Pastor, o seu Pai, o seu Redentor, o seu Santificador, o seu Deus e o seu Tudo, ele os alimentará com o pão do céu e os guiará mansamente junto às águas do descanso, guardando-os a cada momento. De modo que, amando-o de todo o coração (o que é a suma de toda a perfeição), vocês “se alegrarão sempre, orarão sem cessar e em tudo darão graças”, até que lhes seja concedida “ampla entrada no seu reino eterno”!
Tradução em português atual a partir do original em domínio público (ed. Thomas Jackson, 1872), realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo Ildo Mello. Citações bíblicas conforme a NAA. Igreja Metodista Livre do Brasil.