Meus Sermões · Volume 1 · Providência e liberdade
Se Deus é bom, por que existe o mal no mundo?
Textos base: João 3.16-19; Eclesiastes 7.29; Romanos 5.8
1. Porque Deus amou o mundo
Vamos declamar João 3.16. Coloquemo-nos em pé para fazer isso de maneira bem forte, bem clara, de maneira bonita, expressando a verdade deste texto. É palavra de Jesus — palavra de Jesus preciosa para nós, aqui e agora. João 3.16: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". Amém? Podem assentar.
"Porque Deus amou" — é assim que Jesus começa. Porque Deus amou, irmãos. O Evangelho é boa notícia. Quando Jesus nasceu, os anjos vieram e anunciaram uma boa-nova — é isso que significa "evangelho": boa notícia. Boa notícia para os pobres, boa notícia para os pastores que estavam no campo (Lc 2.10). E que notícia é essa? É uma notícia que fala do amor de Deus, que fala dos sentimentos de Deus por nós. O nosso Criador é bom. Ele é bondoso. Tudo o que Deus fez foi bem feito, gente: ele fez tudo bom. Nada do que Deus fez, ele fez errado.
E aí você me pergunta: mas então por que cargas d'água temos tanta coisa errada no mundo? Bom, o livro de Eclesiastes diz que Deus fez tudo perfeito, mas os homens arrumaram cada encrenca… "Deus fez o ser humano reto, mas ele se meteu em muitas astúcias" (Ec 7.29).
2. Deus poderia ter feito um mundo de autômatos?
Deus poderia ter feito o mundo para funcionar harmoniosamente aos seus comandos? Poderia. Sendo Deus, certamente poderia. Poderia ter feito a mim e a você de tal maneira que nós correspondêssemos sempre às suas expectativas. Ele poderia ter "chipado" a nossa mente; poderia ter nos tratado como autômatos, como robôs — seres que mecanicamente corresponderiam a cada um dos seus anseios, e de cuja boca sempre saísse o perfeito louvor e as palavras que agradam a Deus. Mas ele olharia para tudo isto e perceberia, sem muito tempo passado, que a artificialidade seria a consequência de todas essas expressões de amor e de louvor.
Até uma criança sabe disso. Ela recebe uma boneca e fica fascinada: porque a boneca faz isso, porque a boneca faz aquilo, porque a boneca diz isso e aquilo outro. Mas logo ela perde a fantasia com a boneca; logo está interessada em algum brinquedo mais sofisticado, diferente ou novo. Por quê? Porque ela percebe que tudo o que a boneca diz é o que a boneca pode dizer — é o que a boneca foi programada para dizer. Afinal de contas, alguém botou as palavras na boca daquela boneca. Não são expressões autênticas, provindas do coração livre de uma boneca, porque a boneca não é livre para isso; ela está programada para dizer aquelas coisas maravilhosas de ouvir — mas que, logo a própria criança percebe, não são tão lisonjeiras assim.
E o produto final disso seria um mundo maravilhoso, perfeito… e sem graça.
3. Deus não criou o mal
Mas onde é que está a graça na guerra, na morte? Não há graça na guerra, nem na morte, nem na doença. Não há nada disso. Deus não criou nenhuma dessas coisas. Deus não criou a morte, Deus não criou a guerra. Deus não é a causa de nenhum mal que há no mundo. O que Deus fez foi criar seres à sua imagem e semelhança (Gn 1.26-27). O que Deus fez foi criar gente — gente livre, gente perfeita, gente maravilhosa, gente com inteligência e capacidade de tomar decisão.
Mas isso é um perigo danado, não é? Olha o risco que Deus correu! Deus sabia da encrenca em que ele ia se meter? Sabia. Mas ele julgou que valeria a pena; que melhor seria assim do que um mundo de autômatos robotizados, chipados, programados. Deus queria um relacionamento vivo e autêntico com seres livres. Porque, irmãos, as expressões de amor só são verdadeiras onde há liberdade.
4. Amor verdadeiro exige liberdade
A menina fica invocada, com o passar do tempo, ao ver que a expressão de amor da boneca é artificial — a boneca não tem liberdade para dizer outra coisa a não ser aquilo para o qual foi programada. Portanto, aquilo fica sem graça: "eu não me sinto muito amado e lisonjeado por tudo aquilo de bonito que eu ouço".
Vamos imaginar: estamos só eu e a minha esposa — digamos, na época em que namorávamos — no naufrágio de uma ilha. Estamos lá já há muito tempo, sobrevivendo como Robinson Crusoé, sem esperança de sairmos dali. E ela diz para mim: "Você é o homem da minha vida, você é a pessoa que eu mais amo no mundo". Só temos eu e ela nessa parada, gente! Eu fico um pouco encafifado com todas aquelas expressões; afinal de contas, fico sem saber… E se estivéssemos vivendo num mundo como a sociedade brasileira, cheia de pessoas mais bonitas do que eu, mais espertas do que eu, mais inteligentes do que eu, mais bem-sucedidas do que eu — e que ainda tivessem interesse por ela, porque são livres também —, ela ainda diria o mesmo? Ah, se isso é verdade, então eu me sinto melhor; eu me sinto mais amado de verdade. Está entendendo?
Então, esse mundo tem capeta, gente. Esse mundo tem diabo; esse mundo tem adversário de Deus. Não adianta eu dar liberdade e matar todos os concorrentes — é como se eu, querendo ser amado pela minha esposa, aniquilasse todos os concorrentes e só sobrasse eu. Deus deixou a serpente no jardim (Gn 3.1). Deus deixou uma série de atrações neste mundo. Por quê? Porque ele quer saber. O que Deus espera de nós? Que nós o amemos acima de todas as coisas (Mc 12.30) — como ele nos ama acima de todas as coisas.
5. Deus já provou o seu amor
Ele deu o seu Filho; ele deu o que tinha de melhor; ele se deu. Que maior prova do que essa, de alguém dar a sua vida em favor de outros (Jo 15.13)? Foi o que Deus fez. Ele já provou o seu amor por nós. Ainda diz o apóstolo Paulo, em Romanos, capítulo 5: Deus prova o seu amor para conosco no fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores (Rm 5.8). Ele não está morrendo por mim e por você arrependidos, convertidos, redimidos, regenerados — não! Ele está morrendo por cada um de nós distantes, rebeldes, no meio do pecado. Ele ama o pecador, gente.
Jesus, quando esteve aqui neste mundo, foi criticado. E o principal motivo de crítica — aquele que a gente vê repetidas vezes, algo que os religiosos não admitiam num mestre espiritual — é que Jesus comia, bebia e andava no meio dos pecadores (Mt 9.10-11; Lc 15.1-2), enquanto os religiosos procuravam manter distância deles. O homem mais santo que já pisou neste mundo era visto no meio da galera, gente! Ele era visto com publicanos e prostitutas. Ele não estava ali para se prostituir; o olhar de Cristo sempre foi um olhar de pureza, de compaixão, de amor. Quando ele estava no meio dos pecadores, o olhar dele e a atenção dele nunca eram para recriminar, para condenar.
Vejam: trouxeram uma mulher pega em flagrante adultério, e os homens, com pedras nas mãos para apedrejá-la, queriam que Cristo pegasse uma pedra e a atacasse. E Jesus diz: "Aquele que dentre vocês estiver sem pecado seja o primeiro a atirar pedra nela" (Jo 8.7). Todo mundo bate em retirada. E Jesus diz assim: "Eu também não a condeno" (Jo 8.11). Se a pessoa mais santa deste mundo, Jesus, esteve com os pecadores, não foi para condenar.
6. "Eu não vim para julgar": o juízo da luz
Você conhece João 3.16? Conheça também os versículos 17, 18 e 19, porque na sequência a gente vai ler o seguinte: "eu não vim para julgar", disse Jesus, "eu não vim para condenar; eu vim para salvar" — vim buscar e salvar o perdido (Jo 3.17; Lc 19.10). Mas o juízo é este: a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más (Jo 3.19).
Nós, criados à imagem e semelhança de Deus — o que fizemos? Em Adão, cada um de nós praticamente reproduziu os pecados de Adão e Eva a nosso jeito; assinamos embaixo do que eles fizeram. Nós pecamos. Nós nos desgarramos como ovelhas que fugiram do aprisco (Is 53.6). Nós demos as costas para Deus, como o filho pródigo, que quer apenas a bênção de Deus, a herança de Deus, e quer viver à sua maneira, o mais longe possível dos olhares de Deus — porque entende que pode viver sem Deus, que melhor nesta vida é usufruir, curtir: "Deus longe de mim, eu vou viver do meu jeitão; eu quero só o que Deus tem para me dar — me dá a herança" (Lc 15.11-13).
E sabe o que Deus faz? Deus concede. Deus concede a você inteligência, concede força, concede oportunidades incríveis nesta vida. E, quando você dá as costas para ele, ele não necessariamente tira isso de você. Ele permite que você siga, use, viva a vida do seu jeito. Ele ama você; ele quer você na casa dele; ele lamenta, porque sabe o risco que você está correndo lá fora; ele adverte — certamente aquele pai conversou com aquele filho: "cuidado com isso, cuidado com aquilo". Mas o filho foi livre para ir embora, para virar as costas e se distanciar da casa do pai. Assim somos todos nós. O Pai não quer nenhum filho contrariado dentro de casa.
7. Nem por força nem por violência
Quando Jesus Cristo veio a este mundo, ele não podia ter vindo com poder extraordinário? Lembra da tentação que o diabo lhe propôs — uma delas: salta do pináculo do templo e seja acolhido pelos anjos (Mt 4.5-6); manifesta o teu poder e recebe a glória deste mundo; todos vão te admirar, todos vão te seguir. Veja que Cristo evita isso. Até mesmo quando faz milagres, ele procura muitas vezes mantê-los em surdina — é o que se percebe: a preocupação, a cautela de Jesus Cristo nesse sentido. Porque ele quer que a sua salvação não venha através de nenhuma espécie de força coercitiva. Você acha que ele não podia converter você à força? Mas diz a Palavra de Deus: "não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito" (Zc 4.6). É um outro caminho.
Quando ele entra em Jerusalém como Rei, entra montado em quê? No jumentinho (Mt 21.1-11). Portanto, não entra com poder bélico para subjugar o Império Romano, para conquistar os seus adversários na força. Quando ele é preso, Pedro tem uma espada e tenta defender Jesus da prisão — acaba cortando a orelha de Malco, um dos que vieram prendê-lo. E é curioso que Jesus diz para Pedro: "Pedro, põe a espada na bainha. Você não sabe que, se eu quisesse, chamaria legiões de anjos para me defender?" (Jo 18.10-11; Mt 26.51-53). Ninguém pode tirar a minha vida: eu é que a estou dando voluntariamente (Jo 10.18). Eu é que estou me entregando à morte, como ovelha muda diante dos seus tosquiadores, não abrindo a boca (Is 53.7) — aceitando isto como um caminho, um caminho de redenção. Ele vai atraindo as pessoas.
Não há ninguém com mais seguidores do que Jesus Cristo. Quem tem mais seguidores hoje no mundo, no Twitter, no Facebook? Não estou falando da galera dos famosos: Jesus hoje tem mais de dois bilhões de seguidores, gente que se chama pelo seu nome. Na história da humanidade não houve ninguém que possa ser comparado a ele — ninguém mais admirável, ninguém mais poderoso. Os seus feitos foram tremendos; o seu ensino, acima de qualquer outro; a sabedoria e a graça que saíam das suas palavras… Todo o poder ele tinha, no céu e na terra (Mt 28.18). No entanto, não fez uso dele para converter as pessoas. Não pense que Deus vai converter você à força: ele procura atrair você pela via da cruz, pela via do amor. O maior sinal que Jesus dá está ali na cruz — é o sinal do amor, do significado que você tem para ele. Ele ama você; ele morreu por você. Ele ama todas as pessoas; Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34).
8. O preço da liberdade e os verdadeiros adoradores
Deus quer o céu cheio de gente, mas não quer filhos contrariados. Portanto, se as pessoas insistem em viver uma vida alheia a Deus, ele permitirá que sigam as suas decisões. Você é livre. Agora, quando você, na sua liberdade, corresponde ao amor dele, ele sente o seu amor, se sente amado — e o ama. Ah, agora esse romance ficou bonito! Agora não é mais aquela coisa artificial de uma boneca. Você podia amar outros, você podia escolher — e você o escolheu. Ele também escolheu você; ele amou você primeiro (1Jo 4.19). Mas você está correspondendo ao seu amor, e ele o está atraindo pelo amor dele. Então temos aqui um relacionamento de amor vivo e autêntico entre Deus e a sua criatura.
E o que diz o texto? "Porque Deus amou o mundo de tal maneira…" Que maneira foi essa? A ponto de dar o seu Filho. Você seria capaz de dar o seu filho para salvar alguém? Ele foi capaz. Nenhum de nós seria capaz de algo semelhante; nenhum de nós tem um amor dessa categoria, dessa estirpe. E o amor que ele tem por você — por você alheio, por você distante, por você pecador — é desse tamanho. É um amor acolhedor, abraçador; ele quer abraçar o mundo. Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29); ele é a luz que veio para espantar as trevas da nossa vida, da nossa existência, do nosso futuro, da nossa casa. Mas tem gente que gosta mais das trevas do que da luz; tem gente que estranha a luz. E Deus respeita.
Então entenda o seguinte: Deus respeita você como ser humano que ele fez. Ele fez você à sua imagem e semelhança, deu a você liberdade de escolha — e respeita essa escolha. Porque não adianta dar liberdade e depois cercear o exercício dessa liberdade. É porque ele não cerceia, porque ele não coloca anjos inibindo cada uma das nossas más ações, que existe tanta desgraça no mundo, gente. Porque senão seria o seguinte: eu crio seres livres, mas com marcação cerrada — anjo marcando homem, mulher, cada um com o seu "parzinho", e é multa para cá, multa para lá… Teríamos o quê? Gente livre, mas debaixo de coerção, de um poder coercitivo que nos enquadra. Estaríamos enquadrados na base do medo, na base do pavor — mas não na base do amor.
Então, tudo o que existe de errado neste mundo, meus irmãos e irmãs, existe não porque Deus quer que assim seja. O que Deus quer é resgatar deste mundo, no final das contas, homens e mulheres, adultos e crianças, gente que abraçou de livre e espontânea vontade a sua graça, a sua salvação, o seu amor. Mas o preço é alto; o preço são as guerras, as mortes. Porque, se ele cercear a liberdade, voltamos à estaca zero: as pessoas simplesmente farão o que é certo por causa do poder de uma mão maior que as obriga a fazer tudo certo. E Deus, o que busca, são verdadeiros adoradores — lembra que Jesus usou essa expressão? Deus procura verdadeiros adoradores, que o adorem em espírito e em verdade (Jo 4.23-24), de livre e espontânea vontade. Para recolher deste mundo os verdadeiros adoradores, o preço foi alto. Mas, no final das contas, vale a pena: ninguém precisa voltar para a morte; Deus oferece a vida eterna.
9. Deus não obriga ninguém a ser salvo
Ele não veio para condenar ninguém; veio para salvar. Ele quer abraçar todo mundo, mas permite que as pessoas acolham ou não o seu abraço, a sua oferta de amor. Ele ama, mas não obriga você a amá-lo; você é livre para não amá-lo. Claro que, se não ama a Deus, se permanece nas trevas, a consequência de quem está fora de Deus é morte — porque vida só tem quem está com Deus, gente. A vida está em Deus. Se você vira as costas para a vida, vai colher a morte no final das contas.
Deus quer a morte de alguém? Não. Deus não tem prazer na morte do ímpio; antes, deseja que ele se arrependa, que se converta (Ez 33.11). Deus quer salvar, mas não quer salvar o ímpio contra a vontade do próprio ímpio. O ímpio é livre para decidir a esse respeito. Deus oferta a salvação, propõe a conversão, o arrependimento; Deus dá até graça, poder para ele sair daquela situação. Mas esse alguém ainda é livre para decidir. Deus não quer ninguém perdido, mas Deus não obriga ninguém a ser salvo. Pronto, falei! Deus não vai obrigar você a ser salvo — porque, se ele quisesse, já teria feito todo mundo programado para ser salvo direitinho, e ponto final.
Espero que isso ajude você a entender: "eu não vim para julgar, eu não vim para condenar, eu vim para salvar; mas o juízo é este: a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más" (Jo 3.17-19). Eles estavam afeitos às suas obras más e, por causa disso, escolheram — e eu respeito. A luz se manifesta, e os homens, em vez de virem à luz, se escondem nas suas cavernas; optam por elas. Então, afeitos às trevas, receberão o quê? A condenação. Jesus não veio para condenar, veio para salvar; mas o pecado traz condenação, pecado gera morte. Ele quer propor a vida, "para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna" — e a vida eterna está nele.
10. Só há um Salvador
O caminho que Deus escolheu para reconciliar os homens consigo mesmo é através do seu Filho Jesus Cristo (2Co 5.18-19). Ele morreu como propiciação pelos nossos pecados — e não somente pelos nossos, mas pelos do mundo inteiro (1Jo 2.2). Mas é preciso exercer fé: "para que todo aquele que nele crê não pereça". Portanto, a fé é o meio, o caminho de escape, o livramento — e você precisa exercer fé em Jesus Cristo, porque não há outro Salvador, não há outro caminho (Jo 14.6; At 4.12).
Cristo é o caminho não apenas como exemplo, gente. Ele não é o caminho apenas porque dá bom exemplo, porque tem boas palavras, porque é um bom mestre. É porque ele é o Filho de Deus, o Deus que se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.14). Por que ele foi para a cruz? Porque na cruz ele pagou o preço: a condenação dos nossos pecados caiu sobre ele; o justo acabou morrendo no lugar dos injustos (1Pe 3.18). Aquela cruz estava preparada para quem? Para Barrabás — era a cruz de Barrabás, um criminoso. Jesus, o inocente, assumiu o lugar de Barrabás, o criminoso (Mc 15.6-15). E Barrabás representa todos os pecadores, que tinham por merecimento a morte, consequência do pecado (Rm 6.23). Cristo, nosso irmão maior, assumiu a nossa culpa e, sendo inocente, transmite a nós a sua inocência; assume a bronca sobre as suas costas, carrega o pecado nas suas costas (1Pe 2.24), para que eu e você pudéssemos experimentar a sua justiça (2Co 5.21). E nele somos salvos, perdoados — o perdão só concede aquele que pagou o preço dos nossos pecados. Por isso Jesus é o único Salvador. Amém?
Então não adianta acreditar em Jesus como "bonzinho", como grande mestre, ou como o maior de todos os mestres. É preciso crer em Cristo como aquele unigênito Filho de Deus que veio a este mundo, assumiu a forma humana, sofreu e morreu pelos nossos pecados, e ressuscitou para conceder-nos a vida eterna. Porque Deus amou o mundo de tal maneira — a mim e a você — que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
11. Apelo
Coloquemo-nos em pé; vamos curvar a nossa fronte. Vamos ter um momento de oração.
Você tem compreendido melhor isto: que Cristo é o Salvador? Quem é Jesus? O Filho de Deus. E por que ele morreu, por que ele sofreu, por que ele venceu a morte? Porque isso abre as portas para a nossa própria vitória. Você tem compreendido que ele não quer converter as pessoas à força, mas que o caminho que ele escolheu é o caminho da fé, da liberdade? Ele demonstra o seu amor ali na cruz e, a partir daí, espera cativar por essa via do amor. Tem compreendido você que Deus é amor (1Jo 4.8); que Deus não é culpado pelo mal que há no mundo; que isto é simplesmente algo inevitável quando o que se busca, afinal das contas, são homens e mulheres que, no meio desta vida conturbada, possam corresponder à luz que estão recebendo da parte de Deus?
Capítulo 11
De Meus Sermões, Volume 1: Deus — pessoa, atributos e providência. Citações bíblicas na Nova Almeida Atualizada (NAA).