Ministério Infantil · Nossa identidade
Uma série de lições para ensinar às crianças a história e a identidade da Igreja Metodista Livre: quem somos, de onde viemos e por que temos “livre” no nome. Para usar na escola dominical, no culto infantil ou em casa.
Cada lição traz a história de uma pessoa que Deus usou, com plano de aula, brincadeiras no meio da história, perguntas para conversar, versículo para memorizar, atividade para fazer em família e uma ideia para envolver a igreja toda. As quatro lições formam a série completa: livres para crer, para ser iguais, para adorar e para servir.
Entre na sala descalço, como se nada estivesse acontecendo. Quando as crianças perguntarem (e elas vão perguntar!), responda apenas: “Hoje vocês vão conhecer alguém que mudou a vida de muitas crianças andando descalço. No fim da história, vocês vão entender os meus pés.” Quem quiser pode tirar os sapatos também.
Outras opções de abertura (escolha uma ou combine): cantar juntos um louvor sobre a liberdade em Jesus ou um hino de Charles Wesley que a igreja conheça; ou ler juntos o Salmo 130, apresentando-o como “a oração de quem precisa de socorro”, que vai aparecer na história de hoje.

Há muito tempo, em 1703, nasceu na Inglaterra um menino chamado John Wesley. A família era enorme: ele tinha 18 irmãos! Todos viviam numa casa pequena, aprendendo a dividir tudo e a agradecer por cada refeição. A mãe deles, Susana, fazia uma coisa linda: toda semana separava uma hora para conversar sozinha com cada filho sobre Deus e ouvir as suas perguntas.

Uma noite, quando John era pequeno, ele acordou com um barulho estranho e um cheiro de fumaça. A casa estava pegando fogo! Todos correram para fora, mas John ficou preso no andar de cima. Ele conseguiu abrir a janela e gritou por socorro. Lá embaixo, o pai e a mãe se ajoelharam para orar. Então um homem levantou um rapaz sobre os ombros, e ele alcançou John pela janela, momentos antes de a casa desabar em chamas. Os pais o abraçaram apertado e agradeceram a Deus, dizendo que John era como “um toco de lenha tirado do fogo” (é uma frase da Bíblia, de Zacarias 3.2). Eles entenderam que Deus tinha salvado John por um motivo: tinha planos para a vida dele. E sabe de uma coisa? Deus tem planos para a sua vida também.
Aos 11 anos, John ganhou uma bolsa para estudar num colégio longe de casa. Não foi fácil: os meninos maiores implicavam muito com os menores, como ele. Mas John tinha um talento que conquistava os colegas: era um contador de histórias incrível! Ele sabia, na própria pele, o que é ser caçoado. Guarde isso, porque vai ser importante daqui a pouco.

John cresceu e foi estudar na famosa universidade de Oxford, onde seu irmão Charles estudava. Ele era muito organizado: tinha horário para estudar, orar, ler a Bíblia e ajudar os pobres e os presos. Charles reuniu um grupo de amigos que queriam levar Deus a sério, e John entrou no grupo com o seu jeitão metódico, isto é, cheio de método, tudo planejadinho. Os outros estudantes zombavam deles e os apelidaram de “metodistas”. Era para ser um apelido de deboche, mas Deus transformou a zombaria em bênção: é daí que vem o nome da nossa família de igrejas até hoje!

John e Charles atravessaram o oceano num navio para servir como missionários na América. No meio da viagem, veio uma tempestade tão forte que o mastro do navio quebrou, e os passageiros gritavam apavorados, John inclusive. Mas num canto do navio havia um grupo de cristãos, os morávios, que continuaram cantando louvores com calma, até as crianças deles! John nunca esqueceu aquilo e pensou: “Eles têm uma confiança em Deus que eu não tenho.” Na América, John enfrentou muitas dificuldades e ficou desanimado: os adultos não queriam ouvi-lo, e ele mesmo reconhecia que nem sempre sabia falar a verdade com amor, como a Bíblia ensina (Ef 4.15), e por isso algumas pessoas ficavam bravas com ele. Mas com as crianças era diferente: John sempre foi amigo delas e reunia os pequenos para ensinar a Bíblia. E agora eu posso contar por que estou descalço!

Conta-se que, um dia, John soube que os meninos pobres tinham parado de vir às aulas, porque não tinham sapatos e os meninos ricos caçoavam dos seus pés descalços. Sabe o que John fez? No domingo seguinte, ele veio dar a aula de terno completo, todo elegante… e descalço! Sem falar nada, ensinou a lição inteira daquele jeito, e assim toda semana. Os meninos pobres voltaram de cabeça erguida, e os zombadores ficaram com vergonha da própria zombaria. A Bíblia diz: “Quão formosos são sobre os montes os pés do que anuncia boas-novas” (Is 52.7).
De volta à Inglaterra, John estava triste, sentindo que tinha fracassado. Ele queria muito agradar a Deus, e se esforçava, se esforçava… mas tentava fazer tudo na força dele mesmo. Ele não tinha entendido ainda que só o poder de Deus muda o coração das pessoas: nosso esforço, nossas palavras e nossas boas ações, sozinhos, não conseguem. E John vivia procurando aquela alegria que tinha visto nos morávios do navio. Uma noite, ele foi a um pequeno culto numa rua chamada Aldersgate, onde alguém lia justamente a carta de Romanos. Vamos ler juntos o trecho que estava sendo estudado?

Ali John entendeu, de coração: a salvação não se ganha sendo bonzinho, se recebe de presente, crendo em Jesus. Ele contou depois: “Senti o meu coração estranhamente aquecido. Senti que confiava em Cristo, somente em Cristo, para a salvação.” Lembra do menino salvo do fogo? Naquela noite, John foi salvo de um perigo ainda maior: foi salvo do pecado, pela fé em Jesus.

Daquele dia em diante, tudo mudou. John começou a pregar ao ar livre, nos campos e nas praças, como Jesus fazia. Na primeira vez, havia cerca de três mil pessoas, e não existia microfone: Deus fez a mensagem chegar a cada coração. John passou a vida viajando a cavalo pela Inglaterra, milhares de quilômetros por ano, para anunciar as boas novas a quem nunca entrava numa igreja: mineiros, presos, gente que achava que Deus não se importava com ela. As crianças amavam segui-lo pelas estradas, cantando os hinos que o irmão dele, Charles, escrevia. E onde as pessoas criam em Jesus, a vida mudava: vizinhos passavam a se ajudar, famílias eram restauradas, cidades inteiras ficavam diferentes.
Nem tudo foi fácil: houve gente que jogou pedras, gritou e tentou impedir as pregações, porque nem todos queriam entregar a vida inteira a Jesus, ajudar os pobres ou aceitar que todas as pessoas são iguais aos olhos de Deus. Mas Deus foi fiel e o guardou em cada perigo, às vezes de maneiras impressionantes. Ao terminar a aula, você pode convidar as crianças a contarem outros exemplos de pessoas que tiveram coragem de ficar do lado de Deus.
John lutou contra a escravidão, abriu lugares onde os pobres recebiam remédios de graça, viveu de um jeito simples para poder ajudar os outros e ainda ajudou o metodismo a chegar a outros países, inclusive à América. E foi dali que, muitos anos depois, o metodismo livre chegaria ao Brasil, até a nossa igreja! Ele pregou até o fim da vida e morreu em 1791, aos 87 anos, cercado de amigos. Suas últimas palavras foram: “O melhor de tudo é: Deus está conosco.” Termine orando com as crianças: agradeça pelo presente da salvação e peça que cada uma ande pela fé e tenha coragem de compartilhar as boas novas, como John Wesley.

Cada criança monta a sua pulseira com as miçangas, aprendendo o que cada cor conta. Depois, treine com elas como usar a pulseira para explicar o evangelho a um amigo:
Cante junto (opcional): encerre cantando um hino de Charles Wesley que a sua igreja conheça, contando às crianças que o irmão de John escreveu milhares de hinos que cantamos até hoje.
Versículo para memorizar: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores.” (Rm 5.8). Dica de gestos: apontar para cima (“Deus”), fazer um coração com as mãos (“o seu próprio amor”), abrir os braços como uma cruz (“Cristo ter morrido por nós”) e apontar para si mesmo (“ainda éramos pecadores”).
Querido Deus, obrigado porque a salvação é um presente e não uma compra. Obrigado por Jesus, que morreu por mim quando eu ainda era pecador. Aquece o meu coração como aqueceste o de John Wesley, e usa a minha vida nos teus planos. Em nome de Jesus, amém.

A Sacola da Bênção: John Wesley amava cuidar dos pobres. Montem uma “Sacola da Bênção” para entregar a alguém em necessidade. Ideias do que colocar (adaptem à realidade de vocês, usando um saco plástico resistente):
Entreguem juntos, orando pela pessoa e, se o Espírito abrir a porta, contando as boas novas. Conversem em casa: por que Jesus se importa com quem ninguém nota?
Antes de as crianças chegarem, arrume a sala com assentos diferentes: cadeiras boas e enfeitadas na frente, com etiquetas de preço alto; cadeiras simples atrás, mais baratas; e um cantinho no fundo, de pé, “de graça”. Na entrada, cada criança recebe uma quantia aleatória de dinheirinho de brinquedo (algumas não recebem nada) e deve se sentar no lugar que consegue “pagar”. Depois converse: o que vocês acharam disso? Foi justo? Dava para saber quem tinha dinheiro e quem não tinha? Você viria a uma igreja assim se fosse pobre?
Explique: no século 19, era comum as igrejas venderem ou alugarem os bancos. Os ricos sentavam na frente; os pobres, atrás, quando podiam entrar. Hoje vamos conhecer o homem que não aceitou isso.
Outra opção de abertura: mostre um mapa-múndi e conte que a família metodista livre está hoje em mais de cem países, e que a nossa própria igreja abraça o Brasil, Angola, o Paraguai e a Argentina. Pergunte: como será a “cara” de um metodista livre? A resposta é: de todas as cores e de todos os povos!

Benjamin Titus Roberts nasceu em 1823, no estado de Nova York, nos Estados Unidos. Aos 21 anos entregou a vida a Jesus e sentiu o chamado para ser pastor na igreja metodista, a família que tinha nascido com John Wesley (lembra da lição passada?). Mas, com o tempo, Roberts foi ficando incomodado com duas coisas que via. A primeira eram os bancos pagos: quem tinha dinheiro sentava perto do altar, quem era pobre ficava lá atrás, e todo mundo sabia quem era rico e quem não era. A segunda era ainda mais grave: naquele tempo existia escravidão no país, e a igreja dele não queria se posicionar contra. Roberts não conseguia aceitar que a igreja de Jesus fechasse os olhos para pessoas sendo tratadas como coisas.

Ele começou a falar e a escrever artigos, chamando a igreja de volta para o jeito de John Wesley: santidade de vida e cuidado com os pobres. Sabe o que aconteceu? Os líderes ficaram tão bravos que o expulsaram da igreja! Mas Deus estava escrevendo uma história maior. Em 1860, num pomar de macieiras numa cidadezinha chamada Pekin, Roberts e um grupo de amigos que pensavam como ele começaram uma nova família de igrejas. Ela seria “metodista”, seguindo os ensinos de Wesley, e seria “livre”: bancos livres para todos sentarem juntos, luta pela liberdade dos escravizados e liberdade para adorar a Deus com simplicidade.

Foi ali, debaixo das macieiras, que nasceu a Igreja Metodista Livre. E ela cresceu! Missionários levaram as boas novas para muitos países, e hoje mais de noventa por cento dos metodistas livres vivem fora dos Estados Unidos, inclusive nós, aqui no Brasil, e nossos irmãos de Angola, do Paraguai, da Argentina e do Japão. Até hoje a nossa família de igrejas continua lutando contra a escravidão moderna, que infelizmente ainda existe, e cuidando de crianças pobres pelo mundo inteiro. Quando alguém pergunta por que temos “Livre” no nome, essa é a história!



Conheça Eliza Suggs (opcional, 5 min): conte às crianças a história de Eliza, filha de pais que foram escravizados nos Estados Unidos. Ela nasceu com uma doença que deixava seus ossos tão frágeis que quebravam com qualquer movimento, e passou a vida numa cadeira de rodas. A família e as amigas a carregavam para a escola todos os dias, e Eliza estudou, escreveu um livro e se tornou palestrante, falando de Jesus por onde passava. Na igreja de Jesus, pessoas com deficiência não ficam de fora: têm lugar de honra e muito a ensinar.
Cartaz IGUAIS. Com letras grandes de cartolina formando a palavra IGUAIS, cada criança (ou dupla) escreve dentro de uma letra um versículo que ensina como tratar os outros (Gn 1.27; Gl 3.28; Ef 2.14; Ef 2.19; Jo 17.21). Exponham o cartaz na sala ou no mural da igreja.

★ Só Jesus (fechamento, 5 min). Entregue a cada criança duas pulseiras (ou palitos) luminosas. Apague as luzes e peça que cada uma cruze as suas duas luzes em forma de cruz. No escuro, não dá para ver cor de pele, roupa cara ou barata, menino ou menina. Só se vê a cruz. É assim que Deus nos vê: todos iguais, todos amados, todos na luz de Jesus.
Versículo para memorizar: “Assim sendo, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vocês são um em Cristo Jesus.” (Gl 3.28). Dica de gestos: apontar para crianças diferentes a cada dupla do versículo e, no final, todos juntam as mãos no centro da roda ao dizer “todos vocês são um em Cristo Jesus”.
Querido Deus, obrigado por me criar à tua imagem e por amar todas as pessoas do mesmo jeito. Perdoa quando eu deixo alguém de fora. Ajuda a nossa igreja a ser sempre livre: com lugar para todos, sem muros e sem preço. Em nome de Jesus, amém.
Espalhe sobre a mesa os objetos do culto (Bíblia, vela, copinho da Ceia, hinário, microfone, instrumento…) e pergunte: onde usamos tudo isso? Para que serve? Deixe que descubram: são coisas que usamos para adorar. Então escreva no quadro e conversem: adorar é falar e viver de um jeito que diz a Deus que nós O amamos e que não existe ninguém como Ele. E o que adoração NÃO é? Não é assistir de longe como espectador, não é só entretenimento, e não é tentar impressionar os outros.

Quando B.T. Roberts era pastor (lembra dele?), ele conheceu igrejas em que as pessoas se preocupavam mais em impressionar do que em adorar: órgãos caríssimos, roupas de gala, cultos cheios de pompa, e até bancos pagos, como aprendemos na lição passada. Adorar tinha virado um espetáculo para se mostrar. Os primeiros metodistas livres queriam ser livres também nisso: ninguém deveria pagar para adorar, ninguém precisaria de roupa chique ou instrumento caro para chegar perto de Deus, e o culto deveria ter espaço para o Espírito Santo guiar, e não só regras e aparências.
Uma pessoa que ajudou Roberts a entender a adoração verdadeira foi uma mulher chamada Phoebe Palmer, amiga dele e da esposa dele, Ellen. Certa noite, num culto de acampamento, B.T. ouviu Phoebe pregar, e sentiu que Deus colocava dois caminhos à sua frente: o caminho dos aplausos, em que ele seria popular e elogiado, e o caminho difícil, em que ele falaria toda a verdade sobre Jesus, custasse o que custasse. Naquela noite, Roberts se entregou por inteiro ao Senhor. Phoebe ensinava que adorar não é algo que se faz só no domingo: adora-se com os pensamentos, com as escolhas e com as ações, amando a Deus, os pobres, os vizinhos e até os inimigos.

E aqui está uma das coisas mais bonitas que nós, metodistas livres, cremos: quando adoramos a Deus e O honramos com a vida, Ele trabalha em nós e vai nos transformando para ficarmos parecidos com Jesus. Isso tem um nome: santificação. É um processo que dura a vida inteira! Por isso a adoração não acontece só na igreja: acontece em todo lugar, todos os dias.

Emma Ray nasceu escravizada, em 1859, nos Estados Unidos. Quando cresceu e conquistou a liberdade, ela e o marido, L.P., passaram quase trinta anos servindo os pobres e os moradores de rua da cidade de Seattle. Emma liderava um grupo de mulheres cristãs que lutava contra os estragos da bebida nas famílias, e visitava a cadeia nos domingos à tarde para fazer cultos com os presos, e os dois cuidaram de uma missão para crianças pobres: davam aula da Bíblia, um lugar quentinho no inverno, roupa e comida. Já mais velhos, Emma e L.P. entraram para a Igreja Metodista Livre. Sabe o que os atraiu? O ensino de que as boas novas de Jesus devem ser pregadas primeiro aos pobres. Emma escreveu um livro sobre a sua vida com um título lindo: “Duas Vezes Vendida, Duas Vezes Resgatada”. Ela viveu num tempo em que era muito difícil ser mulher e ser negra, mas nenhum obstáculo a impediu de seguir Jesus. Para Emma, adorar era entregar a vida inteira a Deus e às pessoas.

Mímica da adoração no dia a dia (7 min). Prepare cartões com tarefas comuns (regar plantas, fazer lição, lavar louça, passear com o cachorro, ajudar um colega). Uma criança fica de costas; as outras fazem a mímica da tarefa e ela adivinha. No fim, conversem: como cada uma dessas coisas pode virar adoração? (Fazendo com amor, com capricho e com gratidão a Deus!)
Adoração em ação (15 min). Divida a turma em duplas ou grupos e entregue a cada um um papelzinho com um lugar (escola, casa, casa do amigo, mercado, quadra de futebol, praça). Cada grupo pensa em jeitos de adorar a Deus naquele lugar e apresenta para os outros, como uma cena de teatro ou como mímica para os colegas adivinharem.
★ Salmos de louvor (10 min). Cada criança (ou dupla) escreve o seu próprio salmo: cinco linhas contando coisas que Deus fez por ela e, depois de cada linha, todos respondem juntos: “O seu amor dura para sempre!” (como no Salmo 136). Depois, leiam os salmos em voz alta como um culto das crianças.
Adorar de jeitos diferentes (5 min). Cantem um louvor que a turma conheça bem, variando o jeito a cada estrofe: ajoelhados, com as mãos erguidas, batendo palmas, em silêncio no coração, e à vontade no final. Cada pessoa é única, e há muitos jeitos sinceros de louvar.

Versículo para memorizar: “Portanto, irmãos, pelas misericórdias de Deus, peço que ofereçam o seu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Este é o culto racional de vocês.” (Rm 12.1). Dica de gestos: mãos no coração (“pelas misericórdias de Deus”), braços estendidos para a frente com as palmas abertas (“ofereçam o seu corpo”) e mãos erguidas ao céu (“este é o culto de vocês”).
Querido Deus, eu quero te adorar não só no domingo, mas todos os dias: em casa, na escola e onde eu estiver. Recebe a minha vida como uma oferta. Espírito Santo, me transforma um pouquinho por dia, até eu ficar parecido com Jesus. Amém.

Chame dois voluntários. O primeiro fica de frente para uma mesa, com os braços parados ao lado do corpo. O segundo fica atrás dele, passando os braços por baixo dos braços do primeiro: ele será “as mãos” do colega, sem enxergar o que está na mesa! Peça tarefas: comer a sobremesa de colher, pentear o cabelo, escovar os dentes… (risadas garantidas). Depois pergunte: sabiam que nós somos chamados a ser as mãos e os pés de Jesus? O que será que isso significa? Nós amamos e servimos porque Ele nos amou primeiro.
Outras opções: a colher comprida (a criança tenta comer sozinha com uma colher maior que o braço e descobre que precisa de alguém para alimentá-la: todos nós precisamos uns dos outros!); ou o gelo e a bala (segurar um cubo de gelo na boca e depois comer uma bala: não dá para sentir o doce; quando pensamos só em nós, o coração fica “dormente” para as necessidades dos outros).

Os primeiros metodistas livres escreveram um livro contando no que criam e como queriam viver: o Manual da Igreja. O primeiro deles, de 1866, dizia assim: as nossas igrejas devem ser “tão livres quanto a graça que pregam”, e a nossa missão é dupla: viver o padrão que a Bíblia ensina e pregar o evangelho aos pobres. Eles sabiam que ninguém segue Jesus de verdade sem amar e servir as pessoas, porque o próprio Jesus “não veio para ser servido, mas para servir” (Mc 10.45) e, sendo Deus, “se esvaziou, assumindo a forma de servo” (Fp 2.7). Ser mãos e pés de Jesus é isso: amar e servir como Ele. Hoje vamos conhecer metodistas livres de outros países que descobriram essa alegria.

Não é preciso ser adulto para servir! Elisha é uma menina do Togo, um país da África. Na igreja dela, Elisha percebeu que muitas crianças pequenas choravam durante o culto porque estavam com fome. Ela não sossegou: perguntava ao pai, que era pastor, se não dava para fazer alguma coisa, até que ele respondeu: “Dá! Mas eu vou ajudar VOCÊ a fazer.” Ele a animou a escrever uma carta contando o seu sonho e a entregá-la às pessoas. E as pessoas começaram a ajudar! Desde então, todo domingo, Elisha e duas irmãs da igreja preparam comida para mais de vinte crianças: arroz com frango, peixe ou feijão. “Eu amo as crianças”, conta ela, “e quero que as crianças pobres também tenham a chance de comer comida boa.” O sonho de Elisha é que, quando essas crianças crescerem, elas cuidem de outras crianças também.

Manny era um adolescente da cidade de Nogales, no México. Ele andava com más companhias, tinha largado a escola e vivia procurando um sentido para a vida. Perto da casa dele havia uma vendinha de esquina, e ali dois amigos, Leonardo e a dona da venda, Virna, sempre conversavam com ele sobre Jesus. Manny não queria saber de igreja. Até que um dia Virna o convidou para um encontro de jovens, com música e alegria, e naquela noite, aos 17 anos, Manny entregou o coração a Jesus. “Os outros jovens me cercaram e oraram por mim, e eu senti a presença de Deus como nunca”, conta ele. No domingo seguinte, ele acordou cedinho, animado para o seu primeiro culto na Igreja Metodista Livre “Manancial de Vida”, que naquele tempo era um barracão simples de madeira, lotado de gente. Manny entrou para o grupo de louvor, voltou a estudar, terminou a faculdade e já foi em viagem missionária servir em construções e ministério com crianças. O recado dele: “Tire tempo para ouvir as pessoas que estão procurando um sentido para a vida, e conte a elas o que Jesus fez por você!”
Agora é a sua vez, professor: conte uma história da nossa própria igreja! Quem é alguém daqui (de hoje ou de antigamente) que viu uma necessidade e decidiu servir? Se possível, convide essa pessoa para dar um “oi” à turma.


★ Calendário do serviço (10 min). Em duplas ou grupos, as crianças montam um calendário da semana (ou do mês) com uma ação de serviço para cada dia: segunda, arrumar a cama sem ninguém pedir; terça, ajudar um colega na lição; quarta, dar um recado carinhoso a alguém… Incentive ações dentro e fora de casa. Cada criança leva o seu calendário e vai marcando os dias cumpridos.
Sirva a sua igreja (opcional). Reserve um tempo para servir ali mesmo: recolher papéis do pátio, arrumar as cadeiras, servir o lanche dos pequenos, decorar biscoitos para os irmãos doentes ou idosos da igreja, fazer cartõezinhos para os visitantes.
Teia do servir (5 min). Escreva “SERVIR” no centro do quadro e deixe as crianças puxarem flechas com todos os exemplos que conseguirem lembrar.
Versículo para memorizar: “Ele já mostrou a você o que é bom; e o que o Senhor pede de você? Que pratique a justiça, ame a misericórdia e ande humildemente com o seu Deus.” (Mq 6.8). Dica de gestos: mãos equilibradas como uma balança (“pratique a justiça”), mão no coração (“ame a misericórdia”) e dois dedinhos caminhando na palma da outra mão (“ande humildemente com o seu Deus”).
Querido Jesus, obrigado porque Tu não vieste para ser servido, mas para servir. Eu quero ser as tuas mãos e os teus pés. Abre os meus olhos para ver quem precisa de ajuda, e me dá alegria em servir. “Sirvam ao Senhor com alegria” (Sl 100.2). Amém.
