Estudos do Bispo Ildo · Antigo e Novo Testamentos
Novo Testamento
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Igreja: Uma Comunidade de Esperança e Redenção+
A igreja num tempo de descrédito
Vivemos em uma época em que as instituições, de modo geral, estão em descrédito. Há um desencanto generalizado, e a igreja não é exceção. A igreja sofre ataques externos, muitas vezes vindos de pessoas que a observam de fora com desconfiança e preconceito. Ela é vista com suspeita e, em muitos casos, com desprezo. Além disso, os escândalos dentro da igreja, que infelizmente não são poucos, alimentam essa desconfiança.
Jesus já havia advertido que falsos profetas e mercadores da fé surgiriam (Mateus 7.15; 2 Pedro 2.1-3). Ele sabia que muitos se apresentariam como líderes espirituais, mas, na verdade, estariam apenas buscando lucro e poder. Muitas igrejas parecem mais mercados, com o púlpito sendo transformado em um balcão de negócios. Escândalos financeiros e sexuais, coisas bárbaras acontecendo no seio da igreja, têm deixado muitas pessoas escandalizadas e feridas. O joio cresce no meio do trigo, como Jesus ensinou na parábola (Mateus 13.24-30).
Diante desse cenário crítico, onde a igreja é atacada tanto por preconceito quanto por seus próprios erros, a tentação de muitos é abandonar a igreja, desvalorizá-la ou até esconder sua fé. Muitos preferem não se envolver, tornando-se ‘agentes secretos de Jesus,’ sem que ninguém saiba que pertencem a Cristo.
Eu mesmo, às vezes, sinto dificuldade em afirmar minha vocação pastoral publicamente. Quando alguém me pergunta sobre minha profissão, hesito em dizer que sou pastor, porque já imagino os preconceitos que essa resposta pode gerar. Prefiro responder que sou professor, o que também é verdade. Mas isso não deve ser assim.
Jesus sabia que enfrentaríamos um contexto adverso, com muitas ‘fake news’ e escândalos. Ele disse: ‘Não se acende uma candeia para colocá-la debaixo de um cesto, mas no velador, onde ilumina a todos os que estão na casa’ (Mateus 5.15-16). Nossa luz deve brilhar para que, ao verem nossas boas obras, as pessoas glorifiquem a Deus.
Imperfeitos, mas enviados como luzeiros
Apesar dos desafios e dos escândalos, é importante lembrar que no grupo mais seleto de Jesus havia um Judas Iscariotes, mas também havia Pedro, Tiago, João e outros discípulos fiéis. Não podemos permitir que a presença de ‘Judas’ nos leve a generalizar e a perder a confiança na igreja como um todo. Deus tem levantado Seus verdadeiros filhos para brilhar e dar bom testemunho, fortalecidos pelo Espírito Santo.
A igreja é composta por seres humanos imperfeitos, ainda aguardando o dia em que o joio será separado do trigo no juízo final. Mas, mesmo em meio às imperfeições, a igreja é o corpo de Cristo, uma nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, levantada para anunciar as virtudes do Reino (1 Pedro 2.9). É chamada a ser uma luz, uma cidade edificada no alto de um monte (Mateus 5.14-16).
Deus nos envia para sermos luzeiros neste mundo, refletindo Seu propósito para toda a criação (Filipenses 2.15; Mateus 5.14-16). A igreja, como o rebanho de Deus (1 Pedro 5.2-3; João 10.11) e o corpo de Cristo (1 Coríntios 12.27; Efésios 1.22-23), deve ser um farol de justiça, amor e verdade em meio a uma sociedade corrompida (Mateus 5.14-16; 1 Timóteo 3.15).
A natureza e o propósito da igreja
Quando falamos da igreja, precisamos compreender sua natureza e propósito no plano divino. A igreja não é uma instituição humana; ela é uma criação divina, estabelecida por Cristo, que transcende denominações e placas (Mateus 16.18). Ela é o povo de Deus, composto por aqueles que foram chamados para fora do mundo, como um sacerdócio real, uma nação santa e um povo de propriedade exclusiva de Deus, levantado para proclamar as virtudes do Reino de Deus (1 Pedro 2.9).
O propósito eterno de Deus é constituir um povo para Si, uma família repleta de filhos semelhantes ao Seu Filho primogênito, Jesus Cristo (Romanos 8.29). Para isso, recebemos Dele o exemplo, a palavra e o Espírito, para o benefício de todos ao nosso redor (João 13.15; Atos 1.8). Deus não levantou a igreja para que ela exercesse um monopólio das bênçãos, mas para que fosse uma bênção para todas as famílias da terra (Gênesis 12.3; Atos 2.39). A igreja é o templo do Espírito Santo, redimida pelo sangue de Jesus Cristo, que a amou e se entregou por ela, a fim de apresentá-la santa e irrepreensível diante de Deus (1 Coríntios 3.16; 6.19; Efésios 5.25-27).
Nosso principal mandamento é amar a Deus sobre todas as coisas (Mateus 22.37), o que inclui amar a igreja, pois ela é o corpo de Cristo (Efésios 5.25-30). Esse amor nos conduz a buscar o Reino de Deus em primeiro lugar (Mateus 6.33), comprometendo-nos com Sua igreja.
Ser parte da igreja é um privilégio, pois fomos batizados pelo Espírito Santo em um só corpo (1 Coríntios 12.13). A igreja foi o cenário onde Deus derramou Seu Espírito no dia de Pentecostes (Atos 2.1-4), e continua sendo a comunidade do Espírito Santo, o templo de Deus (Efésios 2.22). É nosso dever amar e zelar pela igreja, reconhecendo que, embora haja muito a ser melhorado, ela é o instrumento de Deus para manifestar Sua presença no mundo.
Assim como Isaías respondeu ao chamado de Deus, dizendo: ‘Eis-me aqui, envia-me a mim’ (Isaías 6.8), devemos nos colocar a serviço do Senhor e do Seu Reino, contribuindo para a santificação da igreja (Efésios 5.26). Jesus se entregou para santificá-la, e Ele espera que nos unamos a Ele nesse papel.
Paulo nos exorta a fazer todo o esforço para preservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz (Efésios 4.3). Seguir o exemplo de Cristo, que amou e se entregou pela igreja, é nossa responsabilidade (Efésios 5.25-27). A igreja, como comunidade do Espírito Santo, continua sendo o templo de Deus, e nosso papel é zelar por sua santidade e contribuir para que ela brilhe como um farol de esperança para o mundo.
Devemos honrar o nome da igreja, que é o corpo de Cristo, trabalhando para superar preconceitos e críticas através do testemunho de uma igreja verdadeira, cheia do Espírito Santo e do amor de Deus. Que sejamos uma comunidade que reflete o caráter de Cristo, atraindo outros pela nossa integridade, alegria e amor ao próximo.
Atos 2: o retrato da igreja cheia do Espírito
Abram suas Bíblias em Atos capítulo 2, para que possamos examinar o que significa ser a verdadeira igreja. É isso que queremos ver manifestado aqui, em nossa pequena comunidade, neste nosso pequeno grupo. Por favor, fiquem em pé e acompanhem a leitura de Atos 2, a partir do versículo 41.
Como mencionei anteriormente, o Espírito Santo foi derramado sobre a igreja. Cada um dos membros da igreja foi cheio do Espírito Santo (Atos 2.4). E quando eles receberam o Espírito Santo, saíram cheios de poder para anunciar a mensagem do Evangelho (Atos 1.8). Pedro pregou, e três mil pessoas, em meio a uma grande multidão, aceitaram a palavra de Deus, se converteram, e ali a igreja começou a ganhar corpo e crescer (Atos 2.41).
O versículo 41 nos diz que aqueles que aceitaram a palavra de Pedro foram batizados, e quase três mil pessoas foram acrescentadas à igreja naquele dia. Observemos as características dessa igreja: ‘Eles perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações’ (Atos 2.42). Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e sinais eram realizados pelos apóstolos (Atos 2.43). Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum (Atos 2.44), vendendo suas propriedades e bens e repartindo o produto entre todos, conforme a necessidade de cada um (Atos 2.45).
Diariamente, perseveravam unânimes no templo, partiam o pão de casa em casa e tomavam suas refeições com alegria e singeleza de coração (Atos 2.46), louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava, dia a dia, os que iam sendo salvos (Atos 2.47). Amém. Podem se assentar.
As características daquela igreja
Agora, rapidamente passando pelas características da igreja, o versículo 41 já começa a definir a igreja como composta por aqueles que aceitam a palavra do Evangelho. Você aceitou a pregação do Evangelho? Você crê no Evangelho? Você valoriza o Evangelho e o recebeu de bom grado? Amém! Isso é um sinal de que você pertence à igreja.
Mas não para por aí. Eles foram batizados (Atos 2.41). E você? Já foi batizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo? Já foi batizado no corpo de Cristo pelo Espírito Santo (1 Coríntios 12.13)? Meus irmãos, eles foram acrescentados à igreja pela fé e pelo batismo (Atos 2.41, 47).
O versículo 42 nos diz que eles perseveravam na doutrina dos apóstolos. Aqui, pregamos a palavra de Deus com fidelidade e pureza, sem distorções, sem segundas intenções. Pregamos todo o Evangelho de Cristo, permanecendo firmes na doutrina que recebemos, preservada nas Escrituras Sagradas, especialmente no Novo Testamento (2 Timóteo 3.16).
Eles perseveravam também na comunhão. Precisamos, cada vez mais, estar integrados uns aos outros, em comunhão (Hebreus 10.25). No partir do pão, celebramos a Ceia do Senhor e compartilhamos refeições em comum, como uma expressão de nossa unidade (1 Coríntios 10.16).
Eles se reuniam para orar. A casa de Deus é chamada a ser conhecida como uma casa de oração para todos os povos (Isaías 56.7; Mateus 21.13). Aqui é o lugar onde pessoas que precisam de ajuda, socorro, salvação, libertação e cura encontram intercessores. Este é o lugar de oração (Atos 2.42).
Em cada alma havia temor. Este é um lugar onde respeitamos e reverenciamos a presença de Deus, onde tememos desagradá-Lo, onde amamos ao Senhor, O respeitamos e O obedecemos (Atos 2.43).
Também é um lugar onde vemos prodígios, sinais e milagres, onde a ação poderosa do Senhor se manifesta (Atos 2.43). Todos os que criam estavam juntos, e precisamos valorizar cada vez mais nossos encontros e reuniões, assim como eles valorizavam (Atos 2.44).
Eles praticavam a solidariedade, ajudando uns aos outros e repartindo o que tinham (Atos 2.45). Partiam o pão de casa em casa, e se tivermos mais tempo, que possamos visitar uns aos outros, cultivando essa comunhão (Atos 2.46).
Eles tomavam suas refeições com alegria e singeleza de coração, sempre em um ambiente de adoração (Atos 2.46-47). A nossa atitude deve ser de gratidão diante da vida, sem temor de maldições ou pragas, porque maior é aquele que está em nós do que aquele que está no mundo (1 João 4.4; Salmo 91.10).
Assim, a igreja cheia do Espírito Santo contava com a simpatia de todo o povo. Hoje, os escândalos têm afastado as pessoas, mas podemos reverter esse quadro, mostrando ao mundo que na igreja há homens e mulheres fiéis como Pedro, Tiago e João, e não apenas Judas Iscariotes (Atos 2.47).
Resumindo: a igreja é instituição de Deus
Resumindo, a igreja não é uma invenção humana, mas uma instituição estabelecida por Cristo (Mateus 16.18). Em Atos 2.41-47, aprendemos que a Igreja é composta por aqueles que:
Aceitam com fé a pregação do Evangelho (Atos 2.41, 44); São batizados (Atos 2.41); São acrescidos à membresia da Igreja (Atos 2.41, 47; cf. 1 Coríntios 12.13); Perseveram na doutrina dos apóstolos (Atos 2.42); Demonstram temor a Deus e respeito às lideranças da Igreja instituídas por Cristo (Atos 2.43); Perseveram na comunhão, sendo solidários uns aos outros (Atos 2.42, 44); * Reúnem-se periodicamente para orar, adorar a Deus, participar do sacramento da Ceia do Senhor e também de refeições comunitárias em uma atmosfera de alegria e amor (Atos 2.42, 46); * São comprometidos com a missão de fazer discípulos de Cristo através da pregação e de um bom testemunho de vida, fruto de seu temor a Deus, e da alegria e singeleza de coração, contando, assim, com a simpatia de todo o povo ao redor, de modo que muitos venham a ser também salvos e acrescidos à Igreja pelo Senhor (Atos 2.46-47; cf. Mateus 28.18-20 e Atos 1.8).
Sendo assim, com o auxílio do Espírito, vamos fazer brilhar nossa luz, mostrando ao mundo que somos honestos, solidários, cheios de paz e alegria, uma verdadeira comunidade do bem, um povo de Deus, porque o caráter de Cristo em nós deve atrair os outros (Mateus 5.16). Sejamos como Cristo, que andava entre os pecadores, amado por eles, sendo cativante, não juiz dos outros (Lucas 15.1-2).
Ainda que não andemos no espírito deste mundo, amamos as pessoas que vivem nele (João 17.15-18). Não compactuamos com pecado, injustiça, malignidade ou promiscuidade, mas amamos as pessoas, mesmo os mais pecadores (Romanos 12.9). Sejamos luz para eles, para que possam sentir o amor de Cristo e saber que Deus verdadeiramente os ama, apesar de seus pecados, e os chama para a redenção (João 3.16; 1 João 4.9-10). Que a igreja seja essa comunidade de resgate, redenção, salvação e libertação (Lucas 19.10). E dia a dia, o Senhor acrescentava os que iam sendo salvos (Atos 2.47).
Desperte o Evangelista que Há em Você+
SEJA UM(A) EVANGELISTA!
Introdução
Este artigo tem como propósito incentivar e capacitar cada cristão a abraçar o chamado de evangelizar. Evangelizar é comunicar as “Boas Novas” de Jesus Cristo a todas as pessoas, em obediência ao mandamento de fazer discípulos (Mateus 28.18-20). Significa anunciar que Deus oferece perdão, reconciliação e vida eterna por meio de Cristo (João 3.16).
O que é Evangelizar?
Evangelizar envolve proclamar o Evangelho (Romanos 10.14-15; 2 Timóteo 2.2) e fazer discípulos (Mateus 28.19-20). Esse processo inclui testemunhar de Cristo (Atos 1.8; 1 Pedro 3.15), semear a Palavra (Marcos 4.14-20) e promover a reconciliação (2 Coríntios 5.18-19). Consiste também em ser embaixador (2 Coríntios 5.20), luz no mundo (Mateus 5.14-16) e proclamar a libertação em Cristo (João 8.36).
Além disso, evangelizar é chamar ao arrependimento. A Palavra de Deus declara que Ele “ordena a todas as pessoas, em todos os lugares, que se arrependam” (Atos 17.30). O próprio Jesus disse: “O tempo se cumpriu, e o Reino de Deus está próximo; arrependei-vos…” (Marcos 1.15). Em Atos 2.38, Pedro exorta: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo…”.
Evangelizar não se resume a cumprir uma ordenança bíblica, mas participar ativamente do plano redentor de Deus para a humanidade.
Palavras e Ações Evangelizar envolve tanto palavras quanto ações:
Palavras:
Testemunho pessoal, Ensino das Escrituras, Explicação sobre quem é Jesus, o que Ele fez na cruz e por que todos precisam de salvação.
Ações:
Práticas de amor, Serviço, Hospitalidade, Demonstração de que o Evangelho produz transformação real no coração de quem crê (Tiago 2.14-17).
Nosso papel é falar e viver o que anunciamos, orando para que Deus abra o coração das pessoas. Cooperamos com o Espírito Santo (João 16.8), que convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo.
Por que Evangelizar?
A Condição Humana sem Cristo Sem Jesus, todos estão separados de Deus e destinados à perdição eterna (Romanos 3.23-26; Efésios 2.1-3; João 3.18).
Somente Cristo é o caminho, a verdade e a vida (João 14.6; 6:68).
Urgência da Mensagem A vida é breve, e não temos garantias do amanhã (Tiago 4.13-14).
Há um juízo eterno que torna indispensável o anúncio do Evangelho (Hebreus 9.27; Apocalipse 20.11-12).
Obediência ao Mandamento de Cristo “Fazei Discípulos” (Mateus 28.18-20).
“Sereis minhas testemunhas” (Atos 1.8).
“Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15).
Bem-aventurados são os Evangelistas “Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!” (Romanos 10.15-16).
Alegria da Colheita Cada conversão provoca festa no céu (Salmo 126.5-6; Lucas 15.7).
Ver vidas transformadas fortalece a própria fé do evangelista.
Exemplos Bíblicos de Evangelistas Jesus No episódio com a mulher samaritana (João 4), Ele superou barreiras culturais e de gênero, ensinando que um simples diálogo cotidiano (sobre água) pode conduzir a assuntos espirituais profundos.
Filipe Levou Natanael até Jesus (João 1.43-46).
Apresentou os gregos a Jesus (João 12.20-22).
André “André era um dos dois que ouviram as palavras de João e seguiram Jesus. Este, pois, encontrou primeiro o seu irmão Simão e dizia-lhe: Achamos o Messias (que traduzido é o Cristo). E o levou a Jesus.” (João 1.40-42)
Outros Paulo, Pedro, a mulher samaritana e Lídia, dentre tantos, também são referências de evangelistas na Bíblia.
Como Evangelizar?
A evangelização não se limita a discursos ou panfletos: ela acontece, sobretudo, nos relacionamentos, por meio de uma vida coerente com os valores do Evangelho. Abaixo, alguns aspectos fundamentais:
1. Evangelismo Pessoal e Testemunho de Vida
Conecte-se ao contexto cultural do ouvinte (1 Coríntios 9.19-23).
Assim como o apóstolo Paulo adaptava a linguagem e a abordagem para alcançar diferentes públicos, busque entender a cultura, os interesses e os desafios da pessoa com quem está falando. Uma comunicação contextualizada demonstra respeito e aumenta a receptividade à mensagem.
Demonstre compaixão com atitudes concretas (Tiago 2.14-17; Mateus 25.35-40).
O evangelismo se torna autêntico quando acompanhado de ações que expressam amor e cuidado — seja por meio de ajuda prática, gestos de solidariedade ou ouvindo empaticamente as necessidades do próximo.
Valorize a hospitalidade e os relacionamentos (Romanos 12.13; Atos 2.46-47).
Ter um lar acolhedor, convidar pessoas para uma refeição ou simplesmente estar presente em momentos importantes da vida delas cria oportunidades naturais de compartilhar a fé. A hospitalidade foi um dos pilares da igreja primitiva, contribuindo para uma comunhão profunda e atrativa.
Aproveite as oportunidades do dia a dia.
O evangelismo não precisa acontecer apenas em eventos formais. Sabe aquela conversa informal no trabalho, na fila do mercado ou até mesmo nas redes sociais? Cada situação pode se tornar uma porta aberta para falar do amor de Cristo, desde que sejamos intencionais e sensíveis ao Espírito Santo.
Convidar para os Cultos: Um gesto simples, porém poderoso.
Ao convidar amigos e familiares para participarem de momentos de adoração, comunhão e ensino na igreja, você possibilita que eles vejam como a fé cristã é vivida em comunidade.
Muitas pessoas precisam vivenciar o ambiente cristão para superar preconceitos ou ideias distorcidas. Experienciar a comunhão, os cânticos e as mensagens bíblicas pode tocar o coração de maneira profunda e inesperada.
Quando um visitante comparece ao culto, a proximidade não termina ali. Ofereça acompanhamento, apresente-o a outros irmãos, mostre-se disponível para conversar e esclarecer dúvidas. A evangelização é um processo — e o calor humano demonstrado pela igreja muitas vezes fala mais alto do que palavras.
Para evangelizar com eficácia, é essencial viver o que se prega e criar pontes com as pessoas ao nosso redor. Seja através de um simples convite para um culto ou no testemunho diário de amor e compaixão, cada cristão é desafiado a ser “luz do mundo” (Mateus 5.14-16), permitindo que as boas novas de Cristo alcancem corações necessitados.
Desculpas Dadas para Não Evangelizar Em meio ao chamado inegável de “fazer discípulos de todas as nações” (Mateus 28.19-20), muitos cristãos esbarram em justificativas que os impedem de cumprir esse mandato. Abaixo, analisamos quatro das desculpas mais comuns, demonstrando biblicamente por que elas não se sustentam:
1. “Não tenho o dom.”
Refutação Bíblica:
A ordem de Jesus em Mateus 28.19-20 não foi dirigida apenas a pessoas com um suposto “dom de evangelista”; foi dada a todos os discípulos. Além disso, Marcos 16.15 diz “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. Não há menção de que apenas quem possua um dom específico deva obedecer a esse chamado.
Embora existam pessoas com um ministério especializado em evangelismo (Efésios 4.11), todo cristão pode e deve testemunhar de Cristo onde estiver. O Evangelho se manifesta de várias maneiras – seja no compartilhamento de experiências pessoais, no ensino bíblico, na conversa informal com amigos ou no testemunho de vida.
O compromisso de anunciar Jesus independe de uma “habilidade especial”. Se temos o Espírito Santo habitando em nós (Atos 1.8), temos a capacitação básica para falar de Cristo.
2. “Não tenho tempo.”
Refutação Bíblica:
Efésios 5.15-16 exorta a “remir o tempo, porque os dias são maus”. Ou seja, devemos administrar bem nosso tempo para que nossas prioridades estejam alinhadas com a vontade de Deus.
Não é preciso separar um espaço enorme na agenda para cumprir nosso papel como “luz do mundo” (Mateus 5.14-16). Na maioria das vezes, o evangelismo surge em oportunidades naturais do dia a dia: no trabalho, em uma conversa informal ou até mesmo nas redes sociais.
Se não evangelizamos porque “não temos tempo”, talvez precisemos reavaliar como estamos usando nossos dias. Em muitos casos, evangelizar implica apenas redirecionar conversas e atitudes para apontar Cristo, sem demandar grandes intervalos adicionais.
3. “Tenho vergonha.”
Refutação Bíblica:
Paulo declara em Romanos 1.16: “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.” A própria natureza do Evangelho é libertadora e digna de ser anunciada.
A timidez para falar de Jesus pode ser vencida à medida que entendemos que não estamos apresentando apenas nossas opiniões pessoais, mas a verdade salvadora do Filho de Deus. Além disso, a companhia do Espírito Santo (Atos 1.8) nos capacita com ousadia e amor, que lançam fora o medo (2 Timóteo 1.7; 1 João 4.18).
A vergonha é superada quando confiamos no poder do Espírito Santo e na relevância do Evangelho para salvar vidas. A mesma graça que nos alcançou é suficiente para nos dar coragem de compartilhar a Boa Nova.
4. “Não faz parte das minhas prioridades.”
Refutação Bíblica:
A Grande Comissão (Mateus 28.19-20) não é uma sugestão, mas um mandamento. Se Jesus coloca a evangelização como prioridade, nós, como servos, não podemos relegá-la a um segundo plano sem prejudicar nossa obediência e nossa paixão pelo Reino.
Em Mateus 6.33, Jesus nos ensina a buscar primeiro o Reino de Deus. Evangelizar faz parte dessa busca, pois não se trata apenas de “fazer números”, mas de participar do coração missionário de Deus e do Seu plano de redenção da humanidade.
Se o Reino de Deus não é prioridade em nossa vida, precisamos avaliar onde está nosso tesouro (Mateus 6.21). O discípulo maduro entende que evangelizar é parte essencial do nosso relacionamento com o Senhor e do serviço ao próximo.
A tarefa de evangelizar não se resume a “especialistas” ou pessoas que “tenham tempo de sobra”. É o dever de todo cristão, independentemente de seu temperamento ou de suas limitações. As desculpas apresentadas acima revelam, em maior ou menor grau, falhas na compreensão da missão da Igreja ou no nosso alinhamento pessoal com o coração de Deus.
Em vez de aceitar essas justificativas, devemos recordar que o próprio Jesus prometeu estar conosco “todos os dias, até à consumação do século” (Mateus 28.20). Essa garantia divina nos assegura que não estaremos sozinhos nem despreparados enquanto obedecemos ao chamado de compartilhar as Boas Novas.
Ações Práticas para Evangelizar Eficazmente Ore por familiares, amigos e pessoas que carecem de Cristo.
Ore por oportunidades de compartilhar o Evangelho.
Seja criativo, usando dons e talentos que Deus lhe deu.
Aproveite as ferramentas modernas (internet, redes sociais, aplicativos).
Dê bom testemunho: atitude e boas obras.
Fale de Jesus de maneira simpática, humilde e respeitosa.
Seja hospitaleiro.
A Igreja Primitiva como Exemplo “Louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” (Atos 2.47)
O segredo de uma evangelização eficaz está em vivermos, como Igreja, um cotidiano que reflita o amor de Deus. O cuidado, a edificação e o serviço mútuo tornam-se canais poderosos para o agir do Espírito Santo, atraindo as pessoas a Cristo. Não é apenas uma questão de ter métodos evangelísticos, mas de cultivar relacionamentos genuínos, onde o amor e a prática da Palavra sejam visíveis e incontestáveis.
Conclusão
Ser um evangelista é um privilégio e um chamado que todo cristão recebe. Ao comunicarmos as “Boas Novas” de Cristo, cumprimos o mandamento de fazer discípulos, testemunhamos a transformação que o Evangelho provoca em nossas vidas e participamos ativamente do plano redentor de Deus para a humanidade.
Portanto, ame as pessoas, sirva com alegria, viva em comunhão e nunca se canse de anunciar as maravilhas de Deus. Assim, sua vida e suas palavras mostrarão ao mundo quem é o Salvador e Senhor que adoramos.
Romanos 7.14-25 descreve o drama pessoal do Apóstolo Paulo?+
Muitos estudiosos entendem que Paulo descreve ali o seu conflito pessoal como também o de todos os crentes. Em defesa desta tese, apontam a utilização do pronome pessoal “eu” com verbos no tempo presente; que uma pessoa ainda não regenerada não tem prazer na lei de Deus (v. 22); que a libertação do corpo pecaminoso é futura (v. 24; 8:10, 11, 23); e que a tensão registrada no versículo 25 é própria de um cristão.
No entanto, vários outros afirmam que tal conclusão é equivocada, pois ignora o estilo retórico de Paulo muito presente no decorrer de toda esta epístola (2:1–6,17–24; 3:1-9, 27-4:25; 9:19–21; 10:14–21; 11:17–24; 14:4,10–11.1). É de fundamental importância, notar que Paulo está aqui respondendo a uma questão apresentada de modo retórico por interlocutores fictícios que representam os judeus e suas inquietações quanto ao valor da lei diante do que Paulo tem afirmado a respeito dela até então: "Que diremos, pois? É a lei pecado?" (Rm 7.7). Paulo responde de forma também retórica, com um sonoro: "De modo nenhum!" E passa a usar um "eu" retórico para não ser tão ofensivo aos seus conterrâneos judeus, optando para falar de si na qualidade de judeu ainda não redimido, com uma natureza caída, fracassando diante da obrigação de cumprir as exigências boas e santas da lei. Paulo, na condição de um judeu diante da lei, afirma que ela não lhe trouxe vida, mas sim a morte: "Porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou." (Rm 7.11). O versículo 13 explica como a lei trouxe morte a Paulo quando ainda era o incrédulo Saulo: “Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum! Pelo contrário, o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno.” Portanto, o “eu” e os verbos no tempo presente servem para acentuar a vivacidade retórica que aponta para a condição presente de muitos judeus, ainda não nascidos de novo, que tentam, sem sucesso, obedecer a lei, pois seguem ainda debaixo da escravidão do pecado e não conhecem o poder libertador do Espírito Santo. Tanto que, neste trecho (7:13-25), Paulo não menciona sequer uma vez o Espírito Santo, enquanto que em Romanos 8, temos 19 citações a pessoa e obra do Espírito Santo! Lembremos que, em Romanos 6, Paulo já havia deixado claro que os cristãos foram libertos da escravidão do pecado e que foram feitos servos da justiça para a santificação, e que, portanto, não devem mais viver no pecado e nem obedecer às paixões da carne. Sendo assim, Paulo não poderia aqui contrariar tudo o que acabara de afirmar com tanta clareza e veemência. Ainda que a libertação do corpo mortal e corruptível seja futura e que, por conta disto, os cristãos ainda tenham de lidar com uma luta entre o espírito e a carne, eles o fazem tendo já sido libertos do domínio do pecado e, revestidos pelo poder do Espírito Santo, encontram forças para não satisfazer as paixões da carne (8:8-15), cumprindo assim o preceito da lei (8:4).
Se atentarmos devidamente para a própria estrutura da passagem, perceberemos que, depois de afirmar que os cristãos não devem mais viver em pecado, pois Cristo os libertou da escravidão tanto do pecado quanto da lei, Paulo, de forma resumida, nos versículos 5 e 6, contrasta a condição pregressa do cristão com a sua condição atual, e, na sequencia, nos versículos de 7 a 25, passa a descrever com mais detalhes a condição pregressa apontada no versículo 5, para, a seguir (8:1-17), detalhar a condição atual do cristão como apontado no versículo 6. Repare a que tanto 7.6 como 8.1 começam com o advérbio “agora”, o que fortalece ainda mais o argumento de que estão relacionados entre si, além de denotar claro contraste com o que é dito anteriormente. Portanto, a descrição da condição da pessoa antes da conversão, que é esboçada introdutoriamente em 7.5, é detalhada em 7.7-25, enquanto que, a condição atual do cristão que foi esboçada em 7.6, passa a ser descrita com mais detalhes em 8.1-17, ambas sendo introduzidas pelo advérbio “agora” para ressaltar a atual condição em Cristo em contraste com sua vida pregressa.
O maior perigo de uma interpretação equivocada deste texto é concluir que, se até o Apóstolo Paulo era carnal e seguia escravo do pecado, agindo sem domínio próprio, incapaz de fazer o bem desejado e de conter o mal indesejado, que dirá dos recém convertidos e dos demais cristãos que não chegaram a maturidade espiritual dele? Tal ideia gera conformismo e complacência diante das tentações e do pecado.
Romanos 7.7-25 descreve uma pessoa carnal que não tem o Espírito Santo nela habitando. Saulo até poderia afirmar tais coisas, mas Paulo jamais diria coisas como: “porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim.” Paulo vivia em santidade e não em pecado. Tanto que, por vezes, pôde exortar aos cristãos a seguirem o seu exemplo de vida: “Sede meus imitadores, a como também eu sou de Cristo.” (1Co 11.1; cf. 1Co 14.16 e Fp 2.7). “Finalmente, irmãos, nós vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus que, como de nós recebestes, quanto à maneira por que deveis viver e agradar a Deus, e efetivamente estais fazendo, continueis progredindo cada vez mais; (1Ts 4.1).
Dizer que os cristãos são “carnais, vendidos a escravidão do pecado" (7:14) e que cada um deles ainda segue como “prisioneiro à lei do pecado" (v. 23) contraria o ensino dos cap. 6 e 8, que proclamam a libertação dos crentes da escravidão ao pecado. “Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?” (Rm 6.3). O mais sensato é reconhecer que Paulo não está aqui introduzindo um novo argumento, mas dando continuação a respeito dos efeitos drásticos da Queda de Adão. Romanos 7 tem como pano de fundo Romanos 3.23 e Romanos 5.12-21.
Embora os cristãos ainda tenham de batalhar contra o pecado ao longo de toda a vida (Gl 5.17 e 1Jo 1.8–9), travam esta luta com confiança na força do Espírito Santo que neles habita, revestidos de toda a armadura de Deus. (Rm 8.2, 4, 9, 13-14). O ensino de Paulo é que a Lei exige, mas não capacita o homem à obediência. Mas, o que fora impossível através da operação externa da Lei por conta da pecaminosidade da natureza humana, agora, torna-se possível pela operação interna do Espírito Santo que liberta e regenera o crente. Cumpre-s em Cristo a promessa que diz: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis.” (Ez 36.26–27). Os cristãos receberam o poder do Espírito “a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” (Rm 8.4). Isto não significa que os cristãos estejam blindados ou imunes ao pecado (1Jo 1.8). Eles seguem sujeitos a tropeços (Tg3.2), mas contam com o poderoso auxílio “daquele que é poderoso para os guardar de tropeços e para os apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória” (Jd 24).
Concluímos que o “eu” de Romanos 7.7–25 é retórico e não pode se referir nem a Paulo e nem aos cristãos, pois ainda está sob o domínio da Lei, do pecado e da morte (7:7–13), enquanto que os cristãos já foram libertados da lei (7:4, 6; 8:2), do domínio do pecado (6:18, 20, 22) e da morte (5:21; 6:23; 8:2); o “eu” é carnal (7:14); enquanto que os cristãos não devem mais viver na carne (8:9), pois viver segundo as paixões carnais é coisa do passado (7:5) e conduz a morte (8.13); o “eu” segue ainda vendido como um escravo para o pecado (7:14; 23), enquanto que os crentes em Cristo foram libertos da escravidão do pecado (6:18, 20, 22), pois já foram "redimidos" (3:24); o “eu” diz respeito ao judeu Saulo, antes da conversão, e também aos judeus que ainda estão debaixo da Lei, que conhecem e querem obedecê-la, mas não conseguem devido a escravidão do pecado (7:15-23); Já, os cristãos receberam o poder do Espírito que os habilita a cumprirem o preceito da Lei (8:4); Nada de bom habita no “eu” em questão a não ser o pecado que o domina (7:17-20), já os cristãos não podem afirmar isto, pois sabem que o Espírito Santo é quem habita neles (8:9, 11); o eu de Romanos 7 ainda está sob o domínio da lei do pecado (7:23), enquanto que os crentes já foram libertados da lei do pecado (8:2; cf. 6.18, 20, 22); o “eu” está aprisionado e perde a batalha contra o pecado (7:23); enquanto que os crentes devem vencer as batalhas espirituais (8:2, 13, 15, 31, 37; 2Co 10.3-5); o “eu” anseia por libertação deste “corpo da morte”; enquanto que os crentes foram libertos em Cristo e não vivem para seus próprios desejos carnais (8:10–13), foram libertos do caminho que conduz a morte (8:2), em contraste com aqueles que seguem a carne (8:6, 13). Paulo declarou: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” (Gl 2.20).
SEJA UM(A) EVANGELISTA!+
Introdução
Este artigo tem como propósito incentivar e capacitar cada cristão a abraçar o chamado de evangelizar.
Evangelizar é comunicar as “Boas Novas” de Jesus Cristo a todas as pessoas, em obediência ao mandamento de fazer discípulos (Mateus 28.18-20). Significa anunciar que Deus oferece perdão, reconciliação e vida eterna por meio de Cristo (João 3.16).
O que é Evangelizar?
Evangelizar envolve proclamar o Evangelho (Romanos 10.14-15; 2 Timóteo 2.2) e fazer discípulos (Mateus 28.19-20). Esse processo inclui testemunhar de Cristo (Atos 1.8; 1 Pedro 3.15), semear a Palavra (Marcos 4.14-20) e promover a reconciliação (2 Coríntios 5.18-19). Consiste também em ser embaixador (2 Coríntios 5.20), luz no mundo (Mateus 5.14-16) e proclamar a libertação em Cristo (João 8.36).
Além disso, evangelizar é chamar ao arrependimento. A Palavra de Deus declara que Ele “ordena a todas as pessoas, em todos os lugares, que se arrependam” (Atos 17.30). O próprio Jesus disse: “O tempo se cumpriu, e o Reino de Deus está próximo; arrependei-vos…” (Marcos 1.15). Em Atos 2.38, Pedro exorta: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo…”.
Evangelizar não se resume a cumprir uma ordenança bíblica, mas participar ativamente do plano redentor de Deus para a humanidade.
Palavras e Ações Evangelizar envolve tanto palavras quanto ações:
Palavras:
Testemunho pessoal, Ensino das Escrituras, Explicação sobre quem é Jesus, o que Ele fez na cruz e por que todos precisam de salvação.
Ações:
Práticas de amor, Serviço, Hospitalidade, Demonstração de que o Evangelho produz transformação real no coração de quem crê (Tiago 2.14-17).
Nosso papel é falar e viver o que anunciamos, orando para que Deus abra o coração das pessoas. Cooperamos com o Espírito Santo (João 16.8), que convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo.
Por que Evangelizar?
A Condição Humana sem Cristo Sem Jesus, todos estão separados de Deus e destinados à perdição eterna (Romanos 3.23-26; Efésios 2.1-3; João 3.18).
Somente Cristo é o caminho, a verdade e a vida (João 14.6; 6:68).
Urgência da Mensagem A vida é breve, e não temos garantias do amanhã (Tiago 4.13-14).
Há um juízo eterno que torna indispensável o anúncio do Evangelho (Hebreus 9.27; Apocalipse 20.11-12).
Obediência ao Mandamento de Cristo “Fazei Discípulos” (Mateus 28.18-20).
“Sereis minhas testemunhas” (Atos 1.8).
“Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15).
Bem-aventurados são os Evangelistas “Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!” (Romanos 10.15-16).
Alegria da Colheita Cada conversão provoca festa no céu (Salmo 126.5-6; Lucas 15.7).
Ver vidas transformadas fortalece a própria fé do evangelista.
Exemplos Bíblicos de Evangelistas Jesus No episódio com a mulher samaritana (João 4), Ele superou barreiras culturais e de gênero, ensinando que um simples diálogo cotidiano (sobre água) pode conduzir a assuntos espirituais profundos.
Filipe Levou Natanael até Jesus (João 1.43-46).
Apresentou os gregos a Jesus (João 12.20-22).
André “André era um dos dois que ouviram as palavras de João e seguiram Jesus. Este, pois, encontrou primeiro o seu irmão Simão e dizia-lhe: Achamos o Messias (que traduzido é o Cristo). E o levou a Jesus.” (João 1.40-42)
Outros Paulo, Pedro, a mulher samaritana e Lídia, dentre tantos, também são referências de evangelistas na Bíblia.
Como Evangelizar?
A evangelização não se limita a discursos ou panfletos: ela acontece, sobretudo, nos relacionamentos, por meio de uma vida coerente com os valores do Evangelho. Abaixo, alguns aspectos fundamentais:
1. Evangelismo Pessoal e Testemunho de Vida
Conecte-se ao contexto cultural do ouvinte (1 Coríntios 9.19-23).
Assim como o apóstolo Paulo adaptava a linguagem e a abordagem para alcançar diferentes públicos, busque entender a cultura, os interesses e os desafios da pessoa com quem está falando. Uma comunicação contextualizada demonstra respeito e aumenta a receptividade à mensagem.
Demonstre compaixão com atitudes concretas (Tiago 2.14-17; Mateus 25.35-40).
O evangelismo se torna autêntico quando acompanhado de ações que expressam amor e cuidado — seja por meio de ajuda prática, gestos de solidariedade ou ouvindo empaticamente as necessidades do próximo.
Valorize a hospitalidade e os relacionamentos (Romanos 12.13; Atos 2.46-47).
Ter um lar acolhedor, convidar pessoas para uma refeição ou simplesmente estar presente em momentos importantes da vida delas cria oportunidades naturais de compartilhar a fé. A hospitalidade foi um dos pilares da igreja primitiva, contribuindo para uma comunhão profunda e atrativa.
Aproveite as oportunidades do dia a dia.
O evangelismo não precisa acontecer apenas em eventos formais. A conversa informal no trabalho, na fila do mercado ou nas redes sociais pode se tornar uma porta aberta para falar do amor de Cristo, desde que sejamos intencionais e sensíveis ao Espírito Santo.
2. Convidar para os Cultos: Um Gesto Simples, Porém Poderoso Vivência em Comunidade Ao convidar amigos e familiares para participarem de momentos de adoração, comunhão e ensino na igreja, você possibilita que eles vejam como a fé cristã é vivida em comunidade.
Superando Preconceitos Muitas pessoas precisam vivenciar o ambiente cristão para superar preconceitos ou ideias distorcidas. Experienciar a comunhão, os cânticos e as mensagens bíblicas pode tocar o coração de maneira profunda e inesperada.
Continuidade do Relacionamento Quando um visitante comparece ao culto, a proximidade não termina ali. Ofereça acompanhamento, apresente-o a outros irmãos, mostre-se disponível para conversar e esclarecer dúvidas. A evangelização é um processo — e o calor humano demonstrado pela igreja muitas vezes fala mais alto do que palavras.
Desculpas Dadas para Não Evangelizar Em meio ao chamado inegável de “fazer discípulos de todas as nações” (Mateus 28.19-20), muitos cristãos esbarram em justificativas que os impedem de cumprir esse mandato. A seguir, analisamos quatro das desculpas mais comuns, demonstrando biblicamente por que elas não se sustentam:
“Não tenho o dom.”
Refutação Bíblica:
A ordem de Jesus em Mateus 28.19-20 não foi dirigida apenas a pessoas com um suposto “dom de evangelista”; foi dada a todos os discípulos. Além disso, Marcos 16.15 diz “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. Não há menção de que apenas quem possua um dom específico deva obedecer a esse chamado.
Verdade Prática:
Embora existam pessoas com um ministério especializado em evangelismo (Efésios 4.11), todo cristão pode e deve testemunhar de Cristo onde estiver. O Evangelho se manifesta de várias maneiras — compartilhando experiências pessoais, ensinando princípios bíblicos ou conversando informalmente.
Conclusão:
Se temos o Espírito Santo habitando em nós (Atos 1.8), estamos capacitados para falar de Cristo.
“Não tenho tempo.”
Refutação Bíblica:
Efésios 5.15-16 exorta a “remir o tempo, porque os dias são maus”. Ou seja, devemos administrar bem nosso tempo para alinhá-lo com a vontade de Deus.
Verdade Prática:
O evangelismo pode acontecer em oportunidades simples do dia a dia, sem exigir grandes intervalos adicionais.
Conclusão:
É preciso reavaliar prioridades se “não temos tempo” para anunciar as Boas Novas.
“Tenho vergonha.”
Refutação Bíblica:
Paulo declara em Romanos 1.16: “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação…”
Verdade Prática:
O medo é dissipado quando reconhecemos que não estamos apresentando apenas uma opinião pessoal, mas a verdade salvadora de Cristo. Além disso, o Espírito Santo nos concede ousadia e amor (2 Timóteo 1.7).
Conclusão:
A mesma graça que nos alcançou é suficiente para nos dar coragem de compartilhar a Boa Nova.
“Não faz parte das minhas prioridades.”
Refutação Bíblica:
A Grande Comissão (Mateus 28.19-20) é um mandamento, não uma sugestão.
Verdade Prática:
Em Mateus 6.33, Jesus nos ensina a buscar primeiro o Reino de Deus — e evangelizar faz parte dessa busca.
Conclusão:
Precisamos avaliar onde está nosso tesouro (Mateus 6.21). Evangelizar é parte essencial do nosso relacionamento com o Senhor e do serviço ao próximo.
A tarefa de evangelizar não se resume a “especialistas” ou pessoas que “tenham tempo de sobra”. É o dever de todo cristão, independentemente de temperamento ou limitações. Em vez de aceitar essas justificativas, recordemos que Jesus prometeu estar conosco “todos os dias, até à consumação do século” (Mateus 28.20). Essa garantia divina nos assegura que não estaremos sozinhos nem despreparados enquanto obedecemos ao chamado de compartilhar as Boas Novas.
Ações Práticas para Evangelizar Eficazmente Ore por familiares, amigos e pessoas que carecem de Cristo.
Ore por oportunidades de compartilhar o Evangelho.
Seja criativo, usando dons e talentos que Deus lhe deu.
Aproveite as ferramentas modernas (internet, redes sociais, aplicativos).
Dê bom testemunho: atitude e boas obras.
Fale de Jesus de maneira simpática, humilde e respeitosa.
Seja hospitaleiro.
A Igreja Primitiva como Exemplo “Louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” (Atos 2.47)
O segredo de uma evangelização eficaz está em vivermos, como Igreja, um cotidiano que reflita o amor de Deus. O cuidado, a edificação e o serviço mútuo tornam-se canais poderosos para o agir do Espírito Santo, atraindo as pessoas a Cristo. Não é apenas uma questão de ter métodos evangelísticos, mas de cultivar relacionamentos genuínos, onde o amor e a prática da Palavra sejam visíveis e incontestáveis.
Conclusão
Ser um evangelista é um privilégio e um chamado que todo cristão recebe. Ao comunicarmos as “Boas Novas” de Cristo, cumprimos o mandamento de fazer discípulos, testemunhamos a transformação que o Evangelho provoca em nossas vidas e participamos ativamente do plano redentor de Deus para a humanidade.
Portanto, ame as pessoas, sirva com alegria, viva em comunhão e jamais se canse de anunciar as maravilhas de Deus. Assim, sua vida e suas palavras mostrarão ao mundo quem é o Salvador e Senhor que adoramos.
Os 3 gemidos de Romanos 8+
Como Deus se sente diante do sofrimento que abate sua criação? Qual o papel da igreja diante das injustiças e sofrimentos que há no Mundo? Qual a reputação de nossa igreja na comunidade? Qual o significado da Igreja para a comunidade onde ela está inserida, ou seja, como ela é vista pelos de fora?
Em tempos tão conturbados como estes em que estamos vivendo, os cristãos precisam ter em mente, com muita clareza, qual é o seu papel no mundo. Digo isto, a propósito, por perceber que, muitos são os crentes que estão confusos e outros tantos que se mostram indiferentes. É triste perceber que a esperança da maioria é puro escapismo, pois sequer esperam estar no mundo quando da manifestação do anticristo. E nem percebem a insensatez da idéia da aparição do anticristo após a remoção da Igreja e do Espírito Santo da Terra. Pois, se o anticristo se levantasse quando já não estivessem mais na Terra nem a Igreja e nem o Espírito de Deus, neste caso, ele seria anti o que? Observe que o próprio João, autor do Apocalipse, disse que, já em seu tempo, muitos anticristos haviam surgido, pelo que ele podia saber que estava vivendo a hora derradeira (1 Jo 2.18). Portanto, em vez de estarem aguardando um escape do anticristo, os cristãos deveriam reconhecer, confrontar e encarar as distintas manifestações do mal no tempo presente, que se opõem aos valores e a pessoa de Cristo.
A Igreja precisa se conscientizar de sua missão no mundo e não deve sucumbir ao perigos de uma teologia alienante, escapista, individualista e que gera acomodação diante das circunstâncias da vida. O cristão não deve fazer da Igreja um gueto ou um museu de santos e nem deve cair no outro extremo de se acomodar a este mundo. O cristão não pode ficar como espectador passivo dos eventos escatológicos, um crente de arquibancada, ou atuar como mero prognosticador do caos, um agoureiro do fim. Dentre os quais, existem alguns que chegam até a esboçar alguma espécie de alegria mórbida diante das catástrofes, o que não se justifica, nem mesmo com a alegação de que as Escrituras estão se cumprindo. Pois Deus não se alegra com o mal e nem com o sofrimento ou com a morte de quem quer que seja (Ez 33.11 e 1 Co 13.6). Os textos bíblicos que tratam de escatologia não existem para saciar nossa curiosidade, nem para nos tornar mais "sabidos", nem nos tornar espectadores e nem muito menos para servir de escapismo e fuga da realidade.
Jesus deixou claro qual deveria ser o papel dos cristãos: "vós sois a luz do mundo e o sal da terra" (Mt 5.13 e 14). Luz, sabemos, tem a ver com vida, verdade, justiça e paz; enquanto o sal possui duas propriedades muito relevantes para o tema em questão, a saber: preservação e tempero. Soma-se a isto, muitos outros textos que nos exortam a orarmos e buscarmos a paz (1 Tm 2 e 1 Pe 3.11; Rm 12.18, Hb 12.14 e Tg 3.18) e a sermos servos da justiça (Rm 6.18). Portanto, a Igreja possui uma enorme responsabilidade social. Os cristãos, como embaixadores que são de Cristo (2Co 5.20) e como promotores do bem, da paz, do amor, da verdade e da justiça, devem assumir uma postura ativa, como protagonistas da história, na construção de uma sociedade melhor e na promoção da paz, da justiça e da alegria, que são características marcantes do Evangelho do Reino que pregamos e vivemos. Neste sentido, a Igreja deve ser testemunha viva da eficácia e do valor de seu próprio ensino. A nossa luz deve brilhar não apenas em palavras, mas, principalmente, em boas obras (Mateus 5.16) e em atitudes que revelem o nosso compromisso com a mensagem do Evangelho. Aguardamos e apressamos a Vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, não de braços cruzados, mas cumprindo a missão que Ele nos deu (1 Pe 3), pois o Seu retorno está atrelado ao cumprimento da missão da Igreja, que é a de proclamar por palavra e obras o Evangelho do Reino (Mc 13.10).
Deus se importa com este Mundo e nós também devemos nos importar. Deus tem compaixão pelos que sofrem e é movido por esta compaixão para socorrer os aflitos, assim devemos nós também ser movidos por compaixão.
1. O gemido da Criação
Romanos 8.22 "Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora".
Isaías 33.9 "A terra geme e desfalece; o Líbano se envergonha e se murcha; Sarom se torna como um deserto, Basã e Carmelo são despidos de suas folhas".
2. O Gemido do Povo (Nós também gememos)
Paulo, em Rm 8. 22, afirma que não apenas a criação geme e suporta angústias, mas que nós também gememos. O povo de Deus também sofre muito.
Êxodo 2.24 "Ouvindo Deus o seu gemido, lembrou-se da sua aliança com Abraão, com Isaque e com Jacó".
Atos 7.34 "Vi, com efeito, o sofrimento do meu povo no Egito, ouvi o seu gemido e desci para libertá-lo. Vem agora, e eu te enviarei ao Egito".
Salmos 12.5 "Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessitados, eu me levantarei agora, diz o SENHOR; e porei a salvo a quem por isso suspira".
Juízes 2.18 "Quando o SENHOR lhes suscitava juízes, o SENHOR era com o juiz e os livrava da mão dos seus inimigos, todos os dias daquele juiz; porquanto o SENHOR se compadecia deles ante os seus gemidos, por causa dos que os apertavam e oprimiam".
Isaías 35.10 "Os resgatados do SENHOR voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido".
3. O Gemido do Espírito Santo
Romanos 8.26 "Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis." Observamos aí, a sensibilidade do Espírito de Deus, que geme em favor do seu povo. Deus ouve com compaixão o gemido do povo e da Criação e se move, intercedendo e agindo a nosso favor.
Conclusão
Esta mensagem é contra um pseudocristianismo: individualista, alienado da realidade social, que serve mais como escapismo por conceber o Reino de Deus apenas em termos futuros e celestes e também contra aquele tipo de evangélico que está acomodado ao status quo, buscando apenas a sua própria prosperidade e felicidade. Uma palavra de alerta para os que se abstém de sua missão de ser sal (preservação) da Terra e Luz do Mundo.
Esta é uma tentativa de despertar a Igreja para o exercício pleno de sua missão no Mundo. Propondo a redenção do homem e da sociedade através de uma mais profunda inserção social, cumprindo nosso papel de "Sal da Terra e luz do Mundo". Deus está preocupado com as necessidades do povo – Ele está em plena atividade e conta conosco, ou seja, Deus está recrutando homens e mulheres de todas as idades para entrarem neste serviço de promover o bem-estar do ser humano e da sociedade em que estão inseridos, em todos os níveis, não apenas o espiritual.
Deus ama o mundo de maneira profunda. Ele tem compaixão. Deus se importa com todos os que sofrem. Não apenas com suas almas, mas também com seus corpos, sentimentos e com todas as circunstâncias de suas vidas. Ele ouviu o gemido do povo no passado e continua ouvindo com sensibilidade e se movendo por compaixão, levantando profetas como Moisés, para que sirvam como agentes de salvação e libertação no Mundo atual.
Jesus disse: "O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor". (Lc 4.18-19); Assim como o Pai enviou a Jesus, assim também Jesus nos envia ao Mundo, de modo que partilhamos de sua missão redentora e buscamos que a vontade de Deus seja feita na Terra como acontece no céu: "Venha a nós o Teu Reino e seja feita a Tua vontade assim na Terra como nos Céus".
A Parábola do Semeador+
A Parábola do Semeador, descrita em Mateus 13, é uma das muitas parábolas ensinadas por Jesus. Parábolas são narrativas curtas e figurativas que contêm lições ou ensinamentos morais e espirituais. Elas usam histórias simples e envolventes, baseadas em situações cotidianas, para transmitir mensagens mais profundas e complexas por meio de analogias, metáforas ou alegorias.
Jesus pregava por meio de parábolas para transmitir ensinamentos espirituais de maneira acessível, impactante e memorável. Ele utilizava histórias simples para alcançar pessoas de diferentes origens e idades, buscando estimular o pensamento crítico e a reflexão sobre a mensagem que estava sendo transmitida a fim de inspirar mudança de vida.
Além disso, as parábolas permitiam que aqueles que estavam abertos a entender e receber a mensagem compreendessem os ensinamentos de maneira mais profunda, enquanto aqueles que não estavam dispostos a ouvir ou entender as parábolas poderiam não compreender a mensagem. Isso se relaciona com a passagem em Mateus 13.11, em que Jesus fala sobre os mistérios do Reino dos Céus sendo revelados apenas àqueles que têm ouvidos para ouvir.
Algumas parábolas ensinadas por Jesus continham elementos desconcertantes para os fariseus e outros líderes religiosos legalistas, que se opunham a Ele e se recusavam a ouvir Sua mensagem, negando Sua identidade como o Messias, mesmo diante de evidências extraordinárias e sinais evidentes. Jesus se refere a esse grupo de pessoas como aqueles a quem não é concedido conhecer os mistérios do Reino dos Céus (Mateus 13.11).
Isso não se deu porque Deus, desde antes da fundação do mundo, decretou que Israel fosse privado dessa revelação, já que nenhum povo recebeu mais profetas e revelações de Deus do que o povo de Israel. Jesus cita aqui a profecia de Isaías 6 sobre a dureza do coração do povo de Israel, que propositadamente tapava os ouvidos e fechava os olhos para não se converterem a Deus (Mateus 13.14-15).
Embora Jesus tenha vindo primeiramente para o Seu próprio povo, muitos deles não o receberam (João 1.11). Ele expressou profunda tristeza por Jerusalém, lamentando que Ele queria tê-los salvado, mas eles recusaram o Salvador (Mateus 23.37).
Repare no apelo de nosso Senhor Jesus Cristo: "Quem tem ouvidos para ouvir, ouça" (Mateus 13.9). No entanto, como Estevão observou sobre a geração de seus conterrâneos que estavam prestes a apedrejá-lo: "Homens teimosos e incircuncisos de coração e de ouvidos, vocês sempre resistem ao Espírito Santo" (Atos 7.51). Paulo também cita as palavras de Deus, lamentando como Ele estendeu Suas mãos diariamente a um povo desobediente e rebelde (Romanos 10.21).
Os mistérios de Deus permanecerão ocultos daqueles que continuamente os desprezam. Os seres humanos são indesculpáveis quando menosprezam e deturpam o conhecimento de Deus, agindo de maneira orgulhosa e insensata, tornando-se vazios em seus próprios raciocínios e obscurecidos em entendimento. Deus os entrega a si mesmos, permitindo que seus corações se tornem obstinados e endurecidos (Romanos 1.20–24).
Essa dureza de coração e resistência ao conhecimento de Deus não é exclusiva daquela época. Ao longo da história, e mesmo nos dias atuais, vemos pessoas que se fecham para a mensagem espiritual, ignorando os sinais e as evidências que Deus coloca diante delas.
Jesus, por meio da Parábola do Semeador, descreve quatro tipos de solos, simbolizando diferentes atitudes e disposições do coração humano em relação à Palavra de Deus:
À beira do caminho: Representa os fariseus e outros líderes religiosos e todos aqueles que não entendem a mensagem de Jesus porque optam por não entender por hostilidade e desprezo. Seus corações estão endurecidos pela resistência à verdade e pela recusa em aceitar o que é apresentado a eles. Satanás rouba a semente de seus corações muito antes dela poder germinar.
Rochoso: Essa categoria se refere àqueles com fé superficial e fraca. Embora a semente do Evangelho seja recebida com alegria e até mesmo germinem, essas pessoas não possuem raízes profundas para sustentar sua fé. Quando enfrentam dificuldades e tribulações, sua fé não consegue resistir, e eles acabam desistindo. É como uma casa construída sobre a areia, que cede diante das intempéries (Mateus 7.24-27). Para sermos verdadeiros participantes de Cristo, devemos nos apegar firmemente à confiança que tivemos desde o início (Hebreus 3.14).
Entre espinhos: Representa os corações divididos com interesses mundanos. A semente também germina nessas pessoas, mas seus corações estão cercados por espinhos, simbolizando preocupações, ambições e paixões desta vida, que acabam sufocando a planta. Jesus ensinou que não podemos servir a dois senhores (Mateus 6.24) e devemos amar a Deus acima de tudo. João adverte os crentes a não amarem o mundo (1 João 2.15). É um alerta contra amar o presente século, como foi o caso de Demas que abandonou a Cristo por amor ao mundo (2 Timóteo 4.10). Além disso, muitos líderes religiosos creram em Jesus, mas não o confessaram publicamente, pois amavam mais a glória deste mundo do que a glória de Deus (João 12.43). Paulo também exorta a fugirmos das paixões mundanas (2 Timóteo 2.22) e a não extinguirmos o Espírito (1 Tessalonicenses 5.19).
Boa terra: Representa os corações receptivos e dispostos a acolher a Palavra de Deus. Essas pessoas permitem que a semente germinada encontre um ambiente propício, com os nutrientes necessários para crescer e se desenvolver. Assim como uma árvore saudável, elas alcançarão a maturidade e produzirão muitos frutos espirituais.
Através dessa parábola, Jesus nos desafia a refletirmos sobre que especie de solo é o nosso coração. Essas diferentes categorias nos lembram da importância de cultivar um coração receptivo à Palavra de Deus, livre de dureza, superficialidade ou divisão de interesses. O desejo é que possamos ser como a boa terra, permitindo que a Palavra de Deus penetre em nosso ser, transformando-nos profundamente e produzindo frutos que glorifiquem a Deus em abundância.
Apesar do insucesso de ¾ partes da semeadura, a mensagem de esperança que a parábola nos traz é sobre o solo fértil, o coração receptivo que acolhe a Palavra de Deus e permite que ela germine e dê frutos. A escolha de que tipo de solo ser está em nossas mãos. Podemos abrir nossos corações para a verdade e permitir que ela nos transforme, ou podemos nos fechar em nossas próprias ideias e endurecer nossos corações, afastando-nos da mensagem divina.
Deus, em Sua infinita misericórdia, continua a estender Suas mãos a todos nós, oferecendo Sua sabedoria, graça e amor (Tito 2.11; João 3.16). Ele deseja que cada um de nós tenha a oportunidade de conhecer os mistérios do Seu Reino e experimentar uma transformação espiritual profunda (2 Pedro 3.9 e 1 Timóteo 2.4).
Portanto, é essencial que estejamos atentos ao chamado de Jesus: "Quem tem ouvidos para ouvir, ouça" (Mateus 13.9). Devemos estar dispostos a ouvir a Palavra de Deus, a refletir sobre ela e a permitir que ela penetre em nossos corações, mudando-nos de dentro para fora a fim de nos tornarmos “árvores frutíferas”.
Em nossas jornadas de fé, é crucial evitar o orgulho e a dureza de coração, pois somente quando nos humilhamos e nos tornamos dispostos e obedientes aprendizes é que podemos verdadeiramente conhecer os mistérios do Reino dos Céus e experimentar a plenitude da vida espiritual que Deus deseja para cada um de nós.
Vídeo deste Sermão:
Romanos 10 – Comentário+
Perguntas Introdutórias Se Deus cumpriu sua aliança em Cristo, por que muitos judeus não creram? 2) O que significa dizer que Cristo é o telos da Lei (Rm 10.4)? 3) Como a salvação se apropria no presente e se consuma no último dia ? 4) Qual é a marca do povo de Deus hoje e qual é a tarefa da igreja?
Tese:
Em Romanos 10 Paulo mostra que a justiça de Deus se manifestou em Cristo e se apropria pela fé, de modo universal (judeus e gentios), através de uma resposta integral: crer com o coração e confessar com a boca. A Lei encontra seu clímax e término como via de justiça em Cristo, e a missão torna-se o elo necessário: enviados → anunciam → ouvem → creem → invocam → são salvos (Rm 10.14–17).
1) 10.1–4 — Zelo sem conhecimento e o Fim ( telos) da Lei Exposição Paulo abre com dor pastoral: “o desejo do meu coração e a súplica… é que sejam salvos ” (10.1). Ele reconhece zelo em Israel, mas “ não com entendimento ” (10.2). O problema: ignoram a justiça de Deus e “ buscam estabelecer a sua própria ”, não se sujeitando a ela (10.3). A razão decisiva: “ Cristo é o telos da Lei para justiça a todo o que crê” (10.4).
Notas exegéticas “Justiça de Deus” em Romanos carrega o eixo de fidelidade de aliança revelada no evangelho e dom gratuito que constitui o povo (cf. 1.16–17; 3.21–26).
“Sua própria justiça”: não é apenas “entrar” no povo, mas “manter-se de pé” com base no desempenho legal (cf. Fp 3.4–9).
Telos = clímax/objetivo e, no plano salvífico-histórico, término da Lei como via de justiça. A Lei testemunha Cristo, mas não é mais o meio de justificação/santificação (cf. 2Co 3.7–14; Gl 3.23–25).
Teologia e síntese A justiça que salva é de Deus em Cristo; o ser humano submete-se a ela pela fé. No nosso vocabulário wesleyano: é a graça que desperta e convence, conduzindo à fé obediente que salva e santifica.
Aplicações Zelo não é critério de verdade (10.2). Piedade sem evangelho não salva.
Pastores: interceder e evangelizar. A dor pastoral vira missão (10.1).
2) 10.5–13 — Deuteronômio 30 cumprido em Cristo: fé que crê e confessa Exposição Paulo contrapõe vozes:
Moisés sobre a justiça “da Lei”: “o homem que praticar viverá por elas” (Lv 18.5; 10.5).
“A justiça da fé” fala com as palavras de Dt 30.12–14: não é subir ao céu nem descer ao abismo; a Palavra está perto (10.6–8).
Clímax: “Se com a boca confessares Jesus é Senhor e no coração creres que Deus o ressuscitou, serás salvo ” (10.9–10). Promessa universal: “ todo o que nele crê não será envergonhado ” (Is 28.16; 10.11); “ todo o que invocar o nome do Senhor será salvo ” (Jl 2.32; 10.13). Não há distinção entre judeu e grego (10.12).
Notas intertextuais Paulo faz uma variação sapiencial de Dt 30: o que Israel aguardava ( fim do exílio, coração circuncidado, Palavra perto) chegou em Cristo.
“ Jesus é Senhor ”: confissão batismal e contracultural (no império, “Senhor” era César), agora aplicada ao Senhor do AT (Jl 2.32).
Teologia e síntese Salvação é dom próximo: crer (coração)
+ confessar (boca). A fé justifica e a confissão salva (10.10) — linguagem que une status e processo (início e percurso), compatível com a ênfase wesleyana: a graça salva e santifica; a confissão pública marca a incorporação no povo renovado.
Aplicações Chamado claro ao arrependimento e à confissão pública de Cristo.
Igreja sem barreiras: o mesmo Senhor é rico para com todos (10.12).
3) 10.14–21 — A cadeia missionária e a incredulidade prevista Exposição Paulo deduz a necessidade da missão: enviar → pregar → ouvir → crer → invocar (10.14–15,17). Contudo, “ nem todos obedeceram ao evangelho” (10.16; Is 53.1). Isso não invalida o plano; foi previsto:
A voz já ecoou (Sl 19; 10.18).
Deus provocaria ciúmes em Israel por meio de um “ não-povo ” (Dt 32.21; 10.19).
Deus se deixou achar por quem não buscava (Is 65.1–2; 10.20–21).
Teologia e síntese A missão aos gentios cumpre as Escrituras e serve ao propósito de restaurar Israel (ponte para Rm 11). A fé vem pelo ouvir da palavra de Cristo (10.17).
Aplicações Prioridade missional: sem enviados, ninguém crê. Invista em formar mensageiros.
Humildade: a incredulidade de alguns não desautoriza o evangelho; persista.
Tópicos teológicos de Romanos 10 Justiça de Deus: fidelidade de aliança revelada em Cristo e comunicada pela fé (3.21–26; 10.3–4).
Cristo, telos da Lei: a Lei chega ao seu alvo e cessa como caminho de justiça; permanece como testemunho (2Co 3; Gl 3–6).
Resposta integral: coração (crer) + boca (confessar) = apropriação presente e honra no juízo (10.9–11).
Universalidade: nenhuma distinção; a mesma via para todos (10.12–13).
Economia da missão: Deus salva por meio da pregação; por ela nasce fé (10.14–17).
História da salvação: a entrada dos gentios e a resistência de Israel estavam no roteiro bíblico (10.18–21).
Esboço “Zelo que salva? Só com conhecimento”
(10.1–4): contraste entre piedade autossuficiente e submissão à justiça de Deus.
“Tão perto quanto a boca e o coração”
(10.5–13):
Dt 30 em Cristo; convite a crer e confessar.
“Como crerão… se não há quem pregue?”
(10.14–17): convocação para enviar e ser enviado.
“Deus de mãos estendidas”
(10.21): paciência e misericórdia como moldura do juízo.
Aplicações pastorais Graça que desperta, convence, salva e santifica: dê espaço ao apelo que una fé e entrega pública (10.9–10).
Cuidado com moralismo: zelo sem evangelho tropeça em Cristo (10.2–3, 33).
Discipulado como confissão contínua: a boca que confessa no batismo deve continuar confessando na vida (Tg 3; Rm 12.1–2).
Missões e envio: estabeleça cadeias missionais (formação → envio → pregação) e meça ministérios por ouvir-crer-invocar (10.14–17).
Acolhimento radical: estruture a comunidade para “todos”
(10.11–13), derrubando barreiras étnicas, rituais e socioculturais (Ef 2.11–22).
Conclusão
Romanos 10 é o coração prático de 9–11: a fidelidade de Deus atinge seu clímax em Cristo; a marca do povo é a fé confessante; e o método de Deus é a pregação que faz a Palavra chegar tão perto quanto a boca e o coração. Entre a dor pastoral (10.1) e a misericórdia universal (11.32), a igreja vive enviando e confessando para que “ todo o que invocar o nome do Senhor seja salvo ” (10.13).
A conversão de Zaqueu (Lc 19)+
A conversão de Zaqueu é um dos episódios mais célebres da Bíblia. Zaqueu tinha uma péssima fama em Jericó por ter enriquecido ilicitamente através das práticas de extorsão e cobrança de propinas no exercício do alto cargo de chefe dos cobradores de impostos. Os publicanos eram considerados traidores do povo, pois estavam a serviço do Império Romano que subjugava os judeus. Portanto, Zaqueu, o corrupto chefe dos publicanos, era provavelmente o mais odiado cidadão de Jericó.
Sendo muito rico, Zaqueu tinha tudo aquilo que o dinheiro pode proporcionar, mas, mesmo assim, não estava satisfeito, pois chegara a conclusão de que as riquezas, conquistas e prazeres desta vida não podiam preencher o vazio de sua alma, que ansiava por algo bem superior. Este anseio por transcendência é uma experiência universal que se deve ao fato de termos sido criados por Deus e para Deus (Cl 1.16). Sendo assim, quem tem vocação para o Eterno, não consegue mesmo satisfazer-se plenamente com conquistas e experiências terrenas, por serem efêmeras (Ec 1.11). Só Jesus tem a água viva. Ele falou: "Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna" (Jo 4.13-14).
Zaqueu ouviu falar de Jesus e, agora, queria muito vê-lo. Mas deparou-se com uma multidão que se colocava entre ele e Jesus. Não é nada raro que uma multidão de pessoas e circunstâncias se coloquem no caminho daqueles que pretendem se aproximar de Jesus. Quando isto acontece, elas devem fazer como Zaqueu, que não desanimou diante dos obstáculos e nem mesmo diante das próprias limitações pessoais (Lc 19.3). Sua vontade de conhecer a Jesus era tão grande que ele não desistiu, mas seguiu em frente e buscou um modo de superar todas as barreiras. Ele subiu numa árvore! E era a árvore certa, pois Jesus havia de passar por ali! Diante das dificuldades, ele encontrou apoio! Esta árvore pode simbolizar um cristão ou grupo de cristãos autênticos e maduros que podem auxiliar as pessoas a conhecerem melhor a Jesus (Is 52.7).
E lá vinha Jesus, acompanhado de uma multidão. Estava muito ocupado, mas, ao aproximar-se daquela árvore, para surpresa de Zaqueu, Jesus pára! Ele parou para Zaqueu e pára para você também! Jesus, então, olha para cima e enxerga a Zaqueu, que deve ter suspirado de espanto: "Ele me viu!" (Sl 11.4, Sl 139-6-16)). Mas o pacote de surpresas não termina por aí. O mais fascinante vem a seguir, pois, quão assustado não deve ter ficado Zaqueu quando Jesus o chamou pelo seu próprio nome! "Ele me conhece! Mas como? Nunca fomos apresentados antes" (Jo 1.48). Jesus ainda lhe dá uma ordem, que ele obedece imediatamente e com muita alegria. Zaqueu que, como chefe, estava acostumado a mandar, era visto, agora, obedecendo a ordem de um estranho. Sinal de que ele estava convencido de estar diante do Senhor. Aqui também se cumpre a seguinte frase de Jesus: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem" (Jo 10.27). As ovelhas reconhecem a voz do pastor (Jo 10.16)! O Espírito Santo estava testificando de Cristo ao coração de Zaqueu (1Co 12.3, Rm 8.15, Gl 4.6, Jo 16.8, Hb 10.15, 1 Jo 5.16)! Assim foi também com Pedro, que afirmou: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai, que está nos céus" (Mt 16.16-17).
Zaqueu levou Jesus para casa! Quem diria que aquele pecador contumaz, acostumado a levar coisas não recomendáveis para casa, seria ainda visto levando Jesus para o seu próprio lar! É impressionante a quantidade de coisas nocivas que as pessoas são capazes de trazer para dentro de suas residências. Mas, Zaqueu estava, agora, pela primeira vez em sua vida, levando a Jesus para sua casa. A mulher dele deve ter ficado assustada, até mesmo porque o grupo era grande, pois os discípulos de Jesus também estavam com ele:
_Que é isso, homem? Que gente toda é essa que você está trazendo para jantar? E, assim, de surpresa? Poderia pelo menos ter telefonado ou mandado uma mensagem SMS.
_É Jesus e seus discípulos! respondeu Zaqueu.
_Mas foi você, quem os convidou?
_Não, de fato, foi ele quem se convidou!
_Mas, afinal de contas, quem é que manda nesta casa, você ou ele?
_Era eu, mas, agora, é Ele!
Aquele foi um dia e tanto na vida de Zaqueu! Mas nem todos estavam contentes. Um grupo de religiosos hipócritas estava fazendo fofoca, falando mal de Jesus, dizendo que ele estava se associando com pecadores. Mas Jesus não deu confiança a eles e seguiu na companhia de Zaqueu e de sua família, pois, bem sabia o que estava promovendo! No meio do banquete, Zaqueu, espontaneamente, levanta-se e declara o propósito de dar a metade de seus bens aos pobres e de reparar de maneira bem compensadora todos os danos materiais causados a outros no passado. Zaqueu estava reconciliado com Deus e, agora, queria também reconciliar-se com seus semelhantes! Jesus, com muita alegria, proclamou: "E disse-lhe Jesus: Hoje, veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido" (Lc 19.9-10).
Jesus pousou aquela noite na casa de Zaqueu, que na calada da noite deve ter se voltado para a esposa e cochichado ao pé do ouvido:
_Amor, não é maravilhoso ter Jesus em nossa casa?! Que diferença! Que segurança! Que alegria! Que paz!
Mensagem do Bispo José Ildo Swartele de Mello
O Dilema de Paulo+
Reflexão devocional em Filipenses 1.21–24 “Porquanto, para mim, o viver éCristo, e o morrer é lucro.” (Fp 1.21)
Introdução
Quem nunca se viu em meio a um dilema? Paulo, escrevendo da prisão, não enfrenta um dilema comum, mas uma tensão profunda entre dois grandes amores: o desejo ardente de estar com Cristo e o compromisso inabalável com a missão de servir à Igreja. Em Filipenses 1.21–24, ele escancara o coração e nos convida a enxergar a vida com os olhos da eternidade. É um dilema santo, carregado de amor por Deus e pelo próximo.
1. O Contexto: Prisão, adversidade e missão
Paulo escreve esta carta sob duras circunstâncias. Preso por pregar o Evangelho (Fp 1.7,13–14,19), enfrentando oposição externa e até interna, ele demonstra que mesmo em cadeias é possível experimentar liberdade interior. Enquanto outros veriam a prisão como um sinal de fracasso, Paulo a interpreta como plataforma para o avanço do Evangelho. E mais: desafia os crentes a verem as adversidades como sinais de salvação (Fp 1.28). Para ele, sofrer por Cristo não é apenas um dever, é um privilégio concedido pela graça (Fp 1.29).
“Porque vos foi concedidaa graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele.” (Fp 1.29)
2. A Carta da Alegria
É impressionante que, no meio da dor, Paulo fale tanto sobre alegria. A carta aos Filipenses é marcada por um tom jubiloso e triunfante. São muitas as menções à alegria, mesmo em meio ao sofrimento (Fp 1.4,18,25; 2.2,17–18,28–29; 3.1; 4.1,4,10).
Essa alegria não é fruto de circunstâncias favoráveis, mas do relacionamento com Cristo. Não depende do “lado de fora”, mas do “lado de dentro”. Paulo nos ensina que a alegria verdadeira floresce mesmo em solo árido, porque está enraizada em Cristo.
3. Vivendo sob a perspectiva da eternidade
O dilema de Paulo nasce da perspectiva escatológica que permeia toda a carta. Ele vive olhando para “o Dia de Cristo” (Fp 1.6,10; 2.16), aguardando o retorno do Salvador (Fp 3.20), ciente de que “perto está o Senhor” (Fp 4.5). É essa visão que redefine valores e dá novo sentido à vida e à morte.
“Ora, de um e outro lado, estouconstrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.” (Fp 1.23)
Paulo não tem medo da morte. Ele a enxerga como lucro, como promoção, como reencontro. Seu dilema não é medo de morrer, mas amor pela missão. Partir é melhor, mas permanecer é necessário — por causa dos outros.
4. Para mim, o viver é Cristo
Esta afirmação é o coração do dilema de Paulo: “O viver é Cristo” (Fp 1.21). Isso significa que Cristo é o centro, o sentido, o propósito e o prazer da sua existência. Não se trata apenas de viver para Cristo, mas de viver em Cristo, com Cristo, por Cristo, como Cristo.
A morte, então, é lucro, não perda. Porque significa estar com Aquele que é a razão do viver.
Enquanto muitos crentes ainda tratam a morte como tragédia absoluta — lamentando o que o falecido “deixou de viver” — Paulo nos exorta a pensar com olhos espirituais. Estar com Cristo é incomparavelmente melhor (Fp 1.23). Melhor que ver os filhos crescerem. Melhor que a realização de sonhos terrenos. Melhor até que ver o Palmeiras ser campeão.😅
5. Permanecer por amor à Igreja
Contudo, Paulo também vê o valor da vida presente: servir à Igreja, promover o progresso dos irmãos na fé, investir no crescimento espiritual dos crentes. Esse amor pastoral o faz inclinar-se a permanecer (Fp 1.24–25), mesmo sabendo que isso significaria mais sofrimento.
“E, convencido disto, estou certo de que ficarei e permanecerei com todos vós, para o vosso progresso e gozo da fé.” (Fp 1.25)
É a espiritualidade da cruz, do serviço, do sacrifício. A vida vale a pena ser vivida quando é vivida com propósito e por amor.
6. Um chamado para os Filipenses — e para nós
A vida cristã não se resume em crer, mas também em viver de modo digno do Evangelho (Fp 1.27). Essa expressão, no original grego, remete ao exercício da cidadania — algo que os filipenses, como cidadãos romanos, valorizavam muito. Paulo os exorta a viver à altura da sua nova cidadania celestial (Fp 3.20).
“Vivei acima de tudo por modo digno doevangelho de Cristo…” (Fp 1.27)
Isso significa:
• Permanecer firmes em meio às adversidades (Fp 1.27); • Lutar juntos pela fé evangélica, contra heresias e divisões (Fp 1.27); • Padecer por Cristo, com coragem e alegria, sabendo que isso é parte da comunhão com Ele (Fp 1.29; 3.10).
Cristãos que professam o nome do Senhor devem se apartar da iniquidade (2Tm 2.19) e viver de forma coerente com sua identidade em Cristo.
Conclusão: Uma vida com propósito eterno O dilema de Paulo revela o segredo de uma vida cristã plena: viver com os olhos na eternidade e os pés firmes na missão. Seu exemplo nos convida a rever nossas prioridades, nosso apego à vida terrena e nosso compromisso com o Reino.
Como temos vivido? Com medo da morte ou com fé no Cristo ressurreto? Com foco nas conquistas terrenas ou no progresso da fé dos irmãos? Que possamos repetir com Paulo:
“Para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.” (Fp 1.21)
E que, até o dia em que formos chamados à glória, possamos viver por Cristo, para Cristo, e com Cristo, alegrando-nos em toda e qualquer circunstância.
Por que temos quatro Evangelhos?+
Por Que Temos 4 Evangelhos? by José Ildo Swartele de Mello Por que existem 4 Evangelhos? by Ildo Mello on Mixcloud Por que é que existem 4 Evangelhos?
Para alcançar os quatro cantos da terra (Ap 4.6; 7.1; 20.8); como o rio do Jardim do Éden que possuía quatro afluentes para regar a terra! Começando por (1) Jerusalém, estendendo-se por toda a (2) Judeia, (3) Samaria e alcançando (4) os confins da terra.
Para alcançar todas as pessoas, de todas as (1) tribos, (2) povos, (3) línguas e (4) nações (Ap 5.9), e também para ser semeado sobre os quatro tipos de solo (Mt 13) pois os quatro Evangelhos também foram escritos para distintos destinatários: Mateus escreveu para a comunidade judaica, Marcos para os romanos, Lucas para o gentio Teófilo (Lc 1.1-4) e João para que o mundo inteiro saiba que Jesus é o Unigênito de Deus que veio para possibilitar a salvação para todo mundo (Jo 3.16).
Por que há quatro elementos na natureza: terra, água, fogo e ar. Para que a semente do Evangelho fosse plantada em toda a terra (Mt 13), caindo como água que traz a vida (Sl 72.6; Dt 32.2; Os 6.3 e Jo 7.38), queimando como fogo para desfazer as obras do diabo (Lc 12.49; 1 Jo 3.8; Hb 1.7; Is 6.6; 2 Sm 22.13; At 2.3), agindo como luz que espanta as trevas (Jo 1.9; 8.12; 9.5 e 11.19), espalhando-se pelo mundo como o ar que é capaz de penetrar nas cavernas mais profundas e escuras da terra (Ez 37.9; Jo 3.8 e At 2.2).
Para abranger as quatro estações do ano. O Evangelho de Cristo diz respeito a todos os tempos e fases da vida. "Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação" (2 Co 6.2).
Para vislumbrarmos a vida e obra de Cristo de todos os ângulos de um perfeito quadrado, a fim de termos uma visão mais completa, profunda e detalhada dos quatro ofícios de Cristo: Rei, Profeta, Sacerdote e Deus.
Para fundamentar o Tabernáculo de Deus com os homens sobre as "quatro colunas de madeira de acácia, cobertas de ouro" (Ex 26.32), onde a madeira simboliza a sua humanidade e o ouro a sua divindade. Ali também se vê o véu, que possui a figura dos querubins que, em Ez 10.15, são denominados de seres viventes, o que nos remete aos quatro seres viventes do Apocalipse (4.6 cp. Ez 1.5-28), onde cada um deles representa uma das quatro características de Cristo que vemos destacadas em cada um dos quatro Evangelhos!
O primeiro ser vivente é semelhante a um leão (Ap 4.7), representando Jesus como Rei (ou Messias) como também se vê ressaltado no Evangelho de Mateus, que apresenta Jesus como Messias, salientando Sua majestade. É o Evangelho que mais referências faz às Escrituras do Antigo Testamento, utilizando a genealogia para demonstrar aos judeus que Jesus é da linhagem de Davi.
O segundo é semelhante a um bezerro, que representa a Jesus como servo humilde e sofredor, como também é retratado no Evangelho de Marcos, cujo versículo chave é: “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10.45).
O terceiro possui um rosto semelhante a um homem, representando Jesus como o Filho do Homem, expressão que aparece 28 vezes neste que é o Terceiro Evangelho, "porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido" (Lc 19.10). Único Evangelho cuja genealogia vai até Adão, pai da humanidade. Sendo o único também Evangelho que descreve o nascimento e a infância de Jesus. As narrativas de Lucas sãos as que possuem mais cor humana, descrevendo eventos da vida cotidiana, eventos cheios de emoções humanas.
Enquanto os três primeiros animais pertencem a terra, o quarto ser vivente é semelhante a uma águia, que voa no céu! A divindade de Cristo é aqui destacada do mesmo modo como o é no Quarto Evangelho! Jesus é descrito como o Logos divino, como o Criador, o Eu Sou, o Unigênito do Pai, digno de adoração. "Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome." (Jo 20.31).
Para confirmar a veracidade dos fatos através do relato de várias testemunhas (2 Co 13.1; Hb 2.3). Mateus, Marcos e João foram testemunhas oculares e Lucas foi um cuidadoso historiador que se valeu do testemunho verbal dos Apóstolos.
E para "poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus" (Ef 3.18-19)
Para que a multiforme graça e sabedoria do Evangelho de Cristo pudesse ser contemplada por você!
"Arrependei-vos e crede no Evangelho" (Mc 1.15).
Bispo José Ildo Swartele de Mello
Realismo não deve sufocar o bom ânimo+
A expansão do Reino – As conquistas do “Já”
Temos razões para crer que a Igreja será bem sucedida no cumprimento de sua missão, primeiro porque o Senhor Jesus ao comissionar seus discípulos fez questão de dizer que todo poder lhe havia sido dado tanto no céu como na terra e garantiu que sempre estaria com eles (Mt 28.18), disse também que eles receberiam o poder do Espírito para serem testemunhas do Rei em todas as partes do Mundo (At 1.8), e garantiu que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja (Mt 16.18) e que certamente o Evangelho seria pregado para testemunho a todas as nações antes do fim (Mt 24.14). Jesus também cuidou de amarrar o valente e concedeu poder aos discípulos sobre os demônios e sobre todo o poder do inimigo (Mt 12.28 e Lc 10.18,19). Paulo disse que os cristãos que vivem neste mundo já estão assentados juntamente com Cristo nas regiões celestiais acima de todo principado e potestade e abençoados com toda sorte de bênçãos e graças espirituais (Ef 1.3, 20-23 e 2.6). Jesus concedeu poder aos discípulos para viverem uma vida de vitória sobre o maligno, o pecado e o mundo (1 Jo 2.13,14; 5.4,5,18). Poder para não nos conformarmos com este mundo, mas para vivermos vidas transformadas e abundantes (Rm 12.1,2 e Jo 10.10). Além disto, muitas parábolas do Reino mostram que o Reino crescerá aqui na Terra assim como o trigo, como o grão de mostarda e como o fermento que leveda toda a massa (Mt 13).
A Bíblia também diz que “a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Hc 2.14), o que é um retrato de uma visão poderosa do futuro do Reino de Deus que deve inspirar e mover a Igreja ao cumprimento de sua missão. Mas, devido à natureza do Reino de Deus, nem tudo são flores na caminhada da Igreja, que deve estar preparada para as frustrações. Precisamos ser realistas.
Preparados para as frustrações do “ainda não” – Realismo Tanto devido aos aspectos relacionados à cruz de Cristo, quanto ao que já aprendemos a respeito da natureza do Reino de Deus na era presente, com também aquilo que se pode desprender do ensino de algumas parábolas do Reino, concluímos que a Igreja precisa estar preparada não apenas para ter vitórias, mas também para encarar conflitos, resistência e até mesmo frustração.
Na parábola do Semeador aprendemos que nós precisamos estar preparados para as frustrações do ministério. Nem sempre seremos bem sucedidos. Devemos esperar rejeição e desapontamento. Pois, apenas um quarto do esforço do semeador deu resultados positivos.
Na parábola correlata do joio e do trigo aprendemos também que: precisamos estar preparados para oposição e para lidar com os falsos irmãos. Jesus ensinou também que “O reino dos céus é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. E, quando já está cheia, os pescadores arrastam-na para a praia e, assentados, escolhem os bons para os cestos e os ruins deitam fora. Assim será na consumação do século: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos” (Mt 13.47-49). Jesus está claramente ensinando aos seus discípulos através destas parábolas, que o Reino de Deus que foi introduzido por ele na era presente possuí esta característica heterogênea e conflituosa, que perdurará até a consumação dos séculos. Mas, como veremos a seguir, o realismo derivado desta consciência da natureza do Reino de Deus não deve sufocar o bom ânimo cristão no cumprimento de sua missão.
O realismo não deve sufocar o bom ânimo Veremos mais adiante como Wesley foi ao mesmo tempo realista e confiante. Seu realismo nunca apagou o seu otimismo em relação à Missão da Igreja. Seu realismo nunca serviu de desculpas para atitudes escapistas e conformistas. Nosso realismo não pode sobrepujar nossa confiança na providência divina e no poder da graça de Deus para a superação das forças do pecado e do mal no mundo. “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1 Jo 5.4).
Jesus foi realista ao informar aos discípulos que eles teriam aflições neste mundo, mas transmitiu-lhes muita confiança, ao dizer que eles deveriam ter bom ânimo, porque ele tinha vencido o mundo Jo 16.33). Nós não devemos nos conformar com este mundo, pois podemos e devemos ser transformados e renovados a fim de experimentarmos já no tempo presente aquela que é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Se isto é possível em relação ao indivíduo, por que não seria válido também para grupos e comunidades? Confiar nesta possibilidade de mudança, nos dá bom ânimo para empreendermos ações neste sentido. Do contrário, nos sentiremos desencorajados a agir para mudança ou por estarmos exaltando mais as forças do mundo do que o poder de Deus ou por adiarmos a manifestação do Reino para um tempo além da nossa era.
Por que temos 4 Evangelhos?+
Para alcançar os quatro cantos da terra (Ap 4.6; 7.1; 20.8); como o rio do Jardim do Éden que possuía quatro afluentes para regar a terra! Começando por (1) Jerusalém, estendendo-se por toda a (2) Judeia, (3) Samaria e alcançando (4) os confins da terra.
Para alcançar todas as pessoas, de todas as (1) tribos, (2) povos, (3) línguas e (4) nações (Ap 5.9), e também para ser semeado sobre os quatro tipos de solo (Mt 13) pois os quatro Evangelhos também foram escritos para distintos destinatários: Mateus escreveu para a comunidade judaica, Marcos para os romanos, Lucas para o gentio Teófilo (Lc 1.1-4) e João para que o mundo inteiro saiba que Jesus é o Unigênito de Deus que veio para possibilitar a salvação para todo mundo (Jo 3.16).
Por que há quatro elementos na natureza: terra, água, fogo e ar. Para que a semente do Evangelho fosse plantada em toda a terra (Mt 13), caindo como água que traz a vida (Sl 72.6; Dt 32.2; Os 6.3 e Jo 7.38), queimando como fogo para desfazer as obras do diabo (Lc 12.49; 1 Jo 3.8; Hb 1.7; Is 6.6; 2 Sm 22.13; At 2.3), agindo como luz que espanta as trevas (Jo 1.9; 8.12; 9.5 e 11.19), espalhando-se pelo mundo como o ar que é capaz de penetrar nas cavernas mais profundas e escuras da terra (Ez 37.9; Jo 3.8 e At 2.2).
Para abranger as quatro estações do ano. O Evangelho de Cristo diz respeito a todos os tempos e fases da vida. "Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação" (2 Co 6.2).
Para vislumbrarmos a vida e obra de Cristo de todos os ângulos de um perfeito quadrado, a fim de termos uma visão mais completa, profunda e detalhada dos quatro ofícios de Cristo: Rei, Profeta, Sacerdote e Deus.
Para fundamentar o Tabernáculo de Deus com os homens sobre as "quatro colunas de madeira de acácia, cobertas de ouro" (Ex 26.32), onde a madeira simboliza a sua humanidade e o ouro a sua divindade. Ali também se vê o véu, que possui a figura dos querubins que, em Ez 10.15, são denominados de seres viventes, o que nos remete aos quatro seres viventes do Apocalipse (4.6 cp. Ez 1.5-28), onde cada um deles representa uma das quatro características de Cristo que vemos destacadas em cada um dos quatro Evangelhos!
O primeiro ser vivente é semelhante a um leão (Ap 4.7), representando Jesus como Rei (ou Messias) como também se vê ressaltado no Evangelho de Mateus, que apresenta Jesus como Messias, salientando Sua majestade. É o Evangelho que mais referências faz às Escrituras do Antigo Testamento, utilizando a genealogia para demonstrar aos judeus que Jesus é da linhagem de Davi.
O segundo é semelhante a um bezerro, que representa a Jesus como servo humilde e sofredor, como também é retratado no Evangelho de Marcos, cujo versículo chave é: “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10.45).
O terceiro possui um rosto semelhante a um homem, representando Jesus como o Filho do Homem, expressão que aparece 28 vezes neste que é o Terceiro Evangelho, "porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido" (Lc 19.10). Único Evangelho cuja genealogia vai até Adão, pai da humanidade. Sendo o único também Evangelho que descreve o nascimento e a infância de Jesus. As narrativas de Lucas sãos as que possuem mais cor humana, descrevendo eventos da vida cotidiana, eventos cheios de emoções humanas.
Enquanto os três primeiros animais pertencem a terra, o quarto ser vivente é semelhante a uma águia, que voa no céu! A divindade de Cristo é aqui destacada do mesmo modo como o é no Quarto Evangelho! Jesus é descrito como o Logos divino, como o Criador, o Eu Sou, o Unigênito do Pai, digno de adoração. "Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome." (Jo 20.31).
Para confirmar a veracidade dos fatos através do relato de várias testemunhas (2 Co 13.1; Hb 2.3). Mateus, Marcos e João foram testemunhas oculares e Lucas foi um cuidadoso historiador que se valeu do testemunho verbal dos Apóstolos.
E para "poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus" (Ef 3.18-19)
Para que a multiforme graça e sabedoria do Evangelho de Cristo pudesse ser contemplada por você!
"Arrependei-vos e crede no Evangelho" (Mc 1.15).
Bispo José Ildo Swartele de Mello
Por que temos 4 Evangelhos? (Vídeo)+
Para alcançar os quatro cantos da terra (Ap 4.6; 7.1; 20.8); como o rio do Jardim do Éden que possuía quatro afluentes para regar a terra! Começando por (1) Jerusalém, estendendo-se por toda a (2) Judeia, (3) Samaria e alcançando (4) os confins da terra.
Para alcançar todas as pessoas, de todas as (1) tribos, (2) povos, (3) línguas e (4) nações (Ap 5.9), e também para ser semeado sobre os quatro tipos de solo (Mt 13) pois os quatro Evangelhos também foram escritos para distintos destinatários: Mateus escreveu para a comunidade judaica, Marcos para os romanos, Lucas para o gentio Teófilo (Lc 1.1-4) e João para que o mundo inteiro saiba que Jesus é o Unigênito de Deus que veio para possibilitar a salvação para todo mundo (Jo 3.16).
Por que há quatro elementos na natureza: terra, água, fogo e ar. Para que a semente do Evangelho fosse plantada em toda a terra (Mt 13), caindo como água que traz a vida (Sl 72.6; Dt 32.2; Os 6.3 e Jo 7.38), queimando como fogo para desfazer as obras do diabo (Lc 12.49; 1 Jo 3.8; Hb 1.7; Is 6.6; 2 Sm 22.13; At 2.3), agindo como luz que espanta as trevas (Jo 1.9; 8.12; 9.5 e 11.19), espalhando-se pelo mundo como o ar que é capaz de penetrar nas cavernas mais profundas e escuras da terra (Ez 37.9; Jo 3.8 e At 2.2).
Para abranger as quatro estações do ano. O Evangelho de Cristo diz respeito a todos os tempos e fases da vida. "Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação" (2 Co 6.2).
Para vislumbrarmos a vida e obra de Cristo de todos os ângulos de um perfeito quadrado, a fim de termos uma visão mais completa, profunda e detalhada dos quatro ofícios de Cristo: Rei, Profeta, Sacerdote e Deus.
Para fundamentar o Tabernáculo de Deus com os homens sobre as "quatro colunas de madeira de acácia, cobertas de ouro" (Ex 26.32), onde a madeira simboliza a sua humanidade e o ouro a sua divindade. Ali também se vê o véu, que possui a figura dos querubins que, em Ez 10.15, são denominados de seres viventes, o que nos remete aos quatro seres viventes do Apocalipse (4.6 cp. Ez 1.5-28), onde cada um deles representa uma das quatro características de Cristo que vemos destacadas em cada um dos quatro Evangelhos!
O primeiro ser vivente é semelhante a um leão (Ap 4.7), representando Jesus como Rei (ou Messias) como também se vê ressaltado no Evangelho de Mateus, que apresenta Jesus como Messias, salientando Sua majestade. É o Evangelho que mais referências faz às Escrituras do Antigo Testamento, utilizando a genealogia para demonstrar aos judeus que Jesus é da linhagem de Davi.
O segundo é semelhante a um bezerro, que representa a Jesus como servo humilde e sofredor, como também é retratado no Evangelho de Marcos, cujo versículo chave é: “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10.45).
O terceiro possui um rosto semelhante a um homem, representando Jesus como o Filho do Homem, expressão que aparece 28 vezes neste que é o Terceiro Evangelho, "porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido" (Lc 19.10). Único Evangelho cuja genealogia vai até Adão, pai da humanidade. Sendo o único também Evangelho que descreve o nascimento e a infância de Jesus. As narrativas de Lucas sãos as que possuem mais cor humana, descrevendo eventos da vida cotidiana, eventos cheios de emoções humanas.
Enquanto os três primeiros animais pertencem a terra, o quarto ser vivente é semelhante a uma águia, que voa no céu! A divindade de Cristo é aqui destacada do mesmo modo como o é no Quarto Evangelho! Jesus é descrito como o Logos divino, como o Criador, o Eu Sou, o Unigênito do Pai, digno de adoração. "Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome." (Jo 20.31).
Para confirmar a veracidade dos fatos através do relato de várias testemunhas (2 Co 13.1; Hb 2.3). Mateus, Marcos e João foram testemunhas oculares e Lucas foi um cuidadoso historiador que se valeu do testemunho verbal dos Apóstolos.
E para "poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus" (Ef 3.18-19)
Para que a multiforme graça e sabedoria do Evangelho de Cristo pudesse ser contemplada por você!
"Arrependei-vos e crede no Evangelho" (Mc 1.15).
O BATISMO CRISTÃO+
O batismo é mais do que um ato público de fé; ele representa nossa ligação com a morte, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo (Romanos 6.3-4). Quando nos submetemos a esse sacramento, nos unimos a Cristo e nos revestimos dele, integrando-nos ao corpo de Cristo (1 Coríntios 12.13; Gálatas 3.27).
No Novo Testamento, a crença no Batismo como purificação e redenção é reforçada por líderes cristãos. Ananias, ao instruir Saulo, enfatizou isso: "Levante-se, receba o batismo e lave os seus pecados, invocando o nome dele" (Atos dos Apóstolos 22.16, NAA). Pedro também reforçou essa ideia em Atos dos Apóstolos 2.38, proclamando que o batismo era para a remissão dos pecados e para receber o Espírito Santo.
Em Gálatas 3.27, Paulo afirma que os batizados em Cristo se revestiram dele, mostrando a transformação espiritual que ocorre através desse sacramento. Em 1 Coríntios 12.13, Paulo enfatiza que todos os cristãos, independentemente de origem ou posição social, tornam-se parte do Corpo de Cristo pelo batismo. Além disso, ele destaca um evento crucial no nosso batismo: "tendo sido sepultados juntamente com ele no batismo, no qual vocês também foram ressuscitados por meio da fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos" (Colossenses 2.12, NAA). Essa passagem realça que o batismo vai além do simbolismo, representando nossa real união com Cristo em sua morte e ressurreição, marcando nossa morte para o pecado e nosso renascimento em uma nova vida em Cristo.
Alguns eventos bíblicos do Antigo Testamento oferecem paralelos significativos que destacam a importância do batismo para a remissão dos pecados. A aspersão do sangue nos umbrais para proteger os primogênitos de Israel do anjo da morte (Êxodo 12.7, 13) e a necessidade de olhar para a serpente de bronze para obtenção da cura (Números 21.8-9), e o caso de Naamã, que precisou mergulhar no rio Jordão para ser purificado (2 Reis 5.10-14), juntamente com a aspersão da água para purificação dos pecados (Ezequiel 36.25-27), simbolicamente apontam para a relevância do batismo como um ato eficaz de purificação e remissão dos pecados.
É importante distinguir entre o batismo de João Batista e o batismo cristão. João batizava com água em um ato de arrependimento, enquanto Jesus traz o batismo não apenas com a água, mas com o Espírito Santo e com fogo (Mateus 3.11). O batismo de João era um ritual de purificação judaico, já o batismo cristão traz consigo o renascimento pela água e pelo Espírito, como mencionado em João 3.5. A característica distintiva do batismo cristão é a "Promessa do Pai" (Atos 2.39), o dom do Espírito Santo, que, poderosamente, regenera e salva o indivíduo (Tito 3.5-6), capacitando-o a viver uma nova vida como testemunha de Cristo (Atos 1.8).
A vida cristã é gerada e guiada pelo poder do Espírito Santo (Gálatas 5.25), que nos permite reconhecer Jesus como Senhor (1 Coríntios 12.1-3), integrando-nos ao corpo de Cristo (1 Coríntios 12.13) e nos tornando filhos de Deus (Romanos 8.16; Gálatas 4.5-6).
O batismo cristão é administrado com água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mateus 28.19 e João 3.5). Pode ser feito por imersão, por aspersão ou por derramamento de água. Enquanto o método da imersão é o que melhor representa a identificação do cristão com a morte e a ressurreição de Cristo (Romanos 6.4 e Colossenses 2.12), os métodos da aspersão e do derramamento da água são os mais condizentes com os rituais de purificação judaicos que eram predominantemente por aspersão e com o derramamento do Espírito Santo (Êxodo 24.8, Números 8.7; 19.13; Ezequiel 36.25; 1 Pedro 1.2; Hb 9.19; 10.22; Tito 3.5-6; Atos 1.5; 11.15-16). Para aprofundar o conhecimento sobre a forma apropriada do batismo, confira: http://escatologiacrista.blogspot.com/2009/10/qual-e-forma-correta-de-batismo.html Ao receberem o batismo em Cristo, os cristãos se revestem da Sua natureza (Gálatas 3.27). Tornam-se morada não apenas do Espírito Santo (1 Coríntios 6.19), mas também do Pai e do Filho, conforme expresso em João 14.23.
O batismo, nos tempos do Novo Testamento, era imediato após a confissão de fé em Jesus (Atos 2.38-41; 8:13, 36-38; 9:18; 10:48; 16:14-15, 33; 19:5), requerendo fé, arrependimento e confissão de Jesus como Senhor (Atos 2.38; Romanos 10.9).
O processo de discipulado começa com a pregação que gera a fé, levando ao batismo, e se aprofunda por meio do ensino, como ordenado por Jesus em Mateus 28.19-20. Os cristãos são incentivados a buscar continuamente o crescimento na graça e no conhecimento de Deus, como indicado em 2 Pedro 3.18.
João 3.16 – Jesus, nosso Modelo, vocação e inspiração missionária+
A Bĩblia não é base para missões, mas missões são a base para a Bĩblia.
João 3.16 é considerado o coração da Bíblia, pois revela o coração de Deus que é missionário e cheio de amor pela humanidade, ao ponto de enviar e sacrificar o próprio Filho para salvação de todo o que crer. O amor de Deus pela humanidade se revela desde os primórdios da criação.
Em cada detalhe vemos o capricho e o cuidado de Deus em favor de suas criaturas prediletas. Após a confusão de Babel que gerou conflitos, intrigas e a divisão e o distanciamento dos povos e da nações, o Senhor, Ur dos Caldeus, região de Babel, chama um homem com o intuito de que este venha a se tornar uma bênção para todas as famílias da Terra (Gn 12). Deus abe nçoa Abrão e quer que ele se torne uma bênção para todas as nações. Abraão e seus descendentes recebem um chamado missionário. Mas, a história mostra que, infelizmente, os descendentes de Abraão, por vezes, tornaram-se ensimesmados, acabando por se esquecerem de sua grande missão. Mas Deus não desiste, e, dentre os descendentes de Abraão, faz nascer o "Cordeiro de Deus que tira o pecado do Mundo" (Jo 1.29)!
“Deus proverá o cordeiro para o holocausto”, foi o que o pai Abraão disse ao seu querido filho Isaque, que estava atado ao altar do sacrifício como uma figura do verdadeiro Cordeiro de Deus que, muito tempo depois, se ofereceria no Calvário para tirar o pecado do Mundo!
É interessante notar que este pequeno texto revela um modelo para a ação missionária da Igreja. Pois temos aqui, um agente enviador que é o Pai, o missionário enviado que é o Filho, o alvo que o Mundo inteiro, a motivação que é o amor e o propósito que é o de Salvar e conceder a vida eterna aos que estão alheios a vida de Deus. Jesus não veio para julgar e condenar, mas, sim, para salvar os que estão perdidos.
O Pai, movido por um imenso amor pela humanidade, envia o que tem de melhor, o único Filho, para ser missionário! Quantos pais cristãos desejam uma carreira missionária para os seus filhos? Aprendemos com Deus o valor que devemos dar a Missão da Igreja de Evangelizar o Mundo. No entanto, existem muitos que agem como aquele fazendeiro que, de uma ninhada de porcos, decidiu ofertar ao Senhor o porquinho mais mirradinho, que por aquelas bandas é costumeiramente chamado de "tiguera". Mas, sabe o que aconteceu? Com o passar do tempo, o tiguera cresceu e ficou mais gordo do que os seus irmãos! E não é que os olhos do fazendeiro cresceram sobre o tiguera. Tanto que ele mudou de idéia e, agora, não queria mais ofertá-lo para Deus. O Senhor nos livre deste espírito miserável em relação as coisas de Deus e desta visão estreita do valor da causa do Evangelho.
O Filho abraçou a obra missionária, deixou sua casa e todo o conforto do lar que tinha ao lado do Pai, desceu até nós, aprendeu nosso idioma, vestiu-se como um de nós, andou entre nós e conviveu conosco, visitou nossas casas e comeu e bebeu de nossa comida. Partilhou de nossos de nossos momentos alegres, mas também chorou conosco. Ele verdadeiramente nos amou e se identificou conosco a ponto de partilhar o nosso destino a fim de prover nosso bem estar e a vida eterna.
Mas a história não termina por aí, pois o Filho fez seguidores que receberam dele a mesma incumbência:
“Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio ”
(Jo 20.21). Temos, aí, a nossa vocação, a nossa inspiração e o nosso modelo. Sigamos os passos do Filho!
Pr. José Ildo Swartele de Mello
Tratando com o remédio certo+
"Exortamo-vos, também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos." (1Ts 5.14)
Quem procuraria um médico que não sabe diagnosticar as enfermidades de seus doentes? Ou quem confiaria em um médico que não sabe prescrever a medicação adequada para cada doença?
A função básica e essencial de um médico é reconhecer bem cada tipo de doença e saber tratá-la com a medicação correta. Se um médico trata um canceroso com aspirina, certamente irá matá-lo e se não reconhece um simples resfriado e prescreve uma quimioterapia, também irá matá-lo.
Assim também na igreja há diferentes tipos de enfermos e devemos cuidar de cada um da forma mais sábia e correta.
No texto acima, o apóstolo Paulo enumera três tipos de pessoas na igreja, e exorta a três tipos de atuação:
• admoesteis os insubmissos • consoleis os desanimados • ampareis os fracos Estes são três tipos completamente diferentes de enfermidade, e Paulo dá a indicação exata do tratamento para cada uma delas. a) Os insubmissos:
Esta é a categoria mais complicada. A enfermidade mais grave para a qual Paulo descreve a medicação mais potente:
Admoesteis os insubmissos.
Admoestação está no mesmo nível de uma repreensão.
Os insubmissos não podem continuar em seu caminho de rebelião. Necessitam ser corrigidos firmemente para ser salvos. Mas, cuidado! Não devemos estar tão prontos a considerar alguém insubmisso. Nem todo desobediente a uma orientação é um insubmisso. Muitas vezes um desobediente pode ser um fraco ou um desanimado. A insubmissão está ligada a uma atitude interior de rebelião, de não reconhecer autoridade sobre si, ou de levantar-se contra a autoridade. b) Os desanimados:
Desânimo é um estado emocional, muitas vezes momentâneo e circunstancial, que qualquer um pode passar. Algumas vezes um discípulo, diante de problemas e dificuldades, pode ser tomado de desânimo e o apóstolo Paulo dá a indicação do remédio que ele necessita: Consolo. Consolo muitas vezes é uma palavra de ânimo, colocando-se ao lado, proclamando a verdade e procurando gerar fé em seu coração. c) Os fracos:
Os fracos são aqueles que desde o início da fé, mesmo tendo o desejo sincero de seguir a Cristo, tem debilidades e deficiências em sua vida como discípulos. Diferem-se totalmente dos insubmissos em sua atitude de coração, pois reconhecem seus erros e aceitam a correção, ainda que às vezes tardem em vencer as suas debilidades. A estes, Paulo orienta que sejam amparados. Amparo quer dizer, suporte e ajuda. Os fracos são como ovelhas debilitadas que necessitam, às vezes, ser carregadas nos ombros.
Dar uma repreensão a um desanimado é o mesmo que dar uma quimioterapia para um gripado lhe causará muitos males. E dar amparo a um insubmisso é dar uma aspirina a um canceroso. Certamente acabará morrendo. Portanto é fundamental que cada líder saiba discernir com precisão a dificuldade de cada discípulo e dar a cada um o que ele necessita.
Ao final do texto, Paulo nos exorta a respeito da atitude que devemos ter com todos os tipos de problemas:
"Sejais longânimes para com todos".
Portanto qualquer que seja a situação a tratar – seja insubmissão, desânimo ou fraqueza – devemos nos revestir de paciência, sabedoria e graça. Devemos evitar nos exasperar e impacientar.
Forte abraço Pr Paulo Chein
Estava procurando uma igreja perfeita e resolveu ligar par ao Apóstolo Paulo+
_ Alô! É o Apostolo Paulo?
_ Sim é ele!
_ Graça e paz!
_ Graça e paz!
_ Desculpe o incômodo Apóstolo, mas estou precisando da sua ajuda. É que ando decepcionado com muita coisa na igreja a qual pertenço e estou a procura de uma Igreja perfeita. Estou pensando em congregar em Corinto. Ela é uma igreja ideal?
_ Olha, a Igreja de Corinto tem grupinhos (1Co 1.12), tem inveja, contendas (1Co 3.3), brigas que vão parar nos tribunais de justiça comum (1Co 6.-11), e tem até alguns fornicadores (1Co 5.1).
_ E a Igreja de Éfeso?
_ É uma Igreja alicerçada na palavra (At 20.27), mas, ultimamente, tem muita gente sem amor lá (Ap 2.4).
_ Então, penso em ir congregar em Tessalônica.
_ Lá tem alguns que andam desordenadamente e não gostam de trabalhar (2Ts 3.11).
_ Hum! Tá difícil, hein, Paulo?! E se eu for para a igreja de Filipos?
_ Filipos até que é uma igreja boa, mas tem duas irmãs lá uma se chamam Evódia e Síntique que se desentenderam e estão sem conversar uma com a outra (Fp 4.2).
_ Então, acho que vou mudar para Colossos para começar a congregar lá.
_ Olha, em Colossos tem uns hereges que estão tumultuando o ambiente. Tem um grupo lá que estão até cultuando a anjos (Cl 2.18).
_ Que coisa! E se eu for para para a igreja dos Gálatas?
_ Bem, lá tem alguns crentes se mordendo e devorando uns aos outros (Gl 5.15).
_ Não sabia que era tão difícil achar uma igreja perfeita. Entrei em contato com o Apóstolo João para saber se a igreja de Tiatira seria ideal, mas ele me disse que os irmãos lá tem tolerado uma mulher que se diz profetisa e que tem fomentado a prostituição e a idolatria (Ap 2.20). Pensei, então, na possibilidade de ir para Laodiceia, mas João me disse que seus membros estão muito longe da perfeição, pois são orgulhosos, materialistas e mornos espiritualmente (Ap 3.16). Perguntei sobre Pérgamo, e João me disse que lá tem alguns que seguem as doutrinas dos nicolaítas e de Balaão (Ap 2.14-15). Sabe, Paulo, já pensei em ir para a Igreja sede em Jerusalem, mas ouvi dizer que tem muita gente preconceituosa lá (Gl 2.12,13), além de murmuradores (At 6.1) e alguns mentem aos pastores buscando destaque na comunidade (At 5.1-11). E agora, como faço, Paulo?
_ Você precisa entender que não existe igreja perfeita, por ser composta por seres humanos. Há joio no meio do trigo e muitos crentes genuínos que estão em processo de aperfeiçoamento, alguns mais maduros e outros ainda muito imaturos. Em breve, estaremos na Igreja perfeita, a universal assembleia e Igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus (Hb 12.23). Meu conselho é que desista de procurar uma Igreja perfeita, e passe a procurar uma igreja com líderes sinceros e que estejam bem firmados na sã doutrina. Não deixe de congregar (Hb 10.25). E abandone a mentalidade de cliente. Coloque-se à disposição de Deus para se tornar um membro saudável na edificação do Corpo de Cristo para a salvação de muitos e para a glória de Deus (Ef 4.1-16).
Musical Espírito: “Vai Queimando Viva Chama”+
O musical Espírito, do Exército de Salvação, marcou minha vida no início dos anos 80. Na première, no Grande Auditório do Mackenzie, fui profundamente tocado pelo Espírito Santo — sobretudo por esta canção.
Musical Espírito Produzido pelo Exército de Salvação, no início da década de 80.A première aconteceu no grande auditório do Instituto Mackenzie, em São Paulo, com casa cheia!
Este Musical marcou impactou minha vida, em especial esta canção. Fui especialmente tocado pelo Santo Espírito de Deus.
Autores John Larsson – compôs a música John Gowans – escreveu as letras Ambos fizeram também a coreografia Edição no Brasil Christopher Parker – maestro da brass band Shirley Parker – organista e regente do coral Lúcio de Moura Neto – tradutor das músicas Elizabeth Mello – tradutora dos textos Gladys Hofer – coreógrafa Adelaide H. Redfern – responsável pelo vestuário ELENCO PRINCIPAL Jesus – Roberto Camargo Pedro – Paulo Franke Tiago – Juarez Morais João – João Carlos Cavalheiro André – Nelson Wakai Filipe – Edgar Chagas Bartolomeu – José Carlos da Silva Matias – Kenneth Hofer Tomé – Luiz Carlos Mello Tiago de Alfeu – Paulo Roberto Mello Tadeu – Teodoro Moura Simão – Teófilo Chagas Mateus – Janus César Saulo / Paulo – Ilm Hofer PERSONAGENS DE APOIO Soldado 1 – Reginaldo da Silva Soldado 2 – Adriano da Silva Anjo – Aila Hittelimmen Sumo Sacerdote – Cláudio Lopes Sinédrio 1 – Celso da Silva Sinédrio 2 – Emanuel Nakai Sinédrio 3 – Samuel Nakai Tomás – Fred Nunderlich Gamaliel – Josias Freitas Mensageiro – Jay Basta Gama Tiago, o Ancião – Steven Jones Estevão – Lacy Camargos Ananias – Genivaldo Martins Allan Hofer OUTROS PAPÉIS E SOLOS Raquel Pinha – Heather Jones Heliosa Moraes – Déa de Oliveira Elaine Miranda – Grace de Oliveira * Míriam Cavalheiro – Verônica Jung ELENCO ADICIONAL Rachel Parker – Vera de Oliveira – Elisana da Silva – Wilson Flávio Strasse – J. Luiz Fortunato –Ricardo Baptista – Horleimar da Silva – Valdo de Oliveira – Sualy Salgado – Vera Wakai –Cília Z. César – Rute da Costa – Raquel Camargo – Paulo Moura – Antônio de Oliveira –Roberto Salgado – Haroldo Lopes – Deise Souza – Jacqueline Oliveira CORO L. Antônio Amaral – Rolf Drexha Júnior – Mônica Wakai – Marta Wakai – Mirenece Fonseca –Eliane Lopes – Antonia Salymas – Rasmagela Camargos – Tânia de Oliveira – Denise Pinheiro – Denise Souza –José Rodrigues – Moisés Faria – Denusa Almeida – Luzia Reis – Neide Wakai – Suíse Lopes – Deise de Oliveira –M. Amélia Baptista – Marinalva de Oliveira – Marina de Oliveira – Miriam Miranda ORQUESTRA 🎶 Pistões – Paulo Nakai, Nilson Oliveira Trombones – Edison Nakai, Marcos Nakai Percussão – Mário Nakai, Philip Parker Contra Baixo – Lício de Moura Piano/Órgão – Shirley Parker Auxiliar – Sara Parker
Zaqueu, encontrando a razão de viver+
Baseado em Lucas 19.1-10 Zaqueu buscou felicidade acumulando riquezas, mas insatisfeito, ansiava por algo que realmente pudesse preencher seu vazio existencial. Ouvindo falar de Jesus, foi procurá-lo, mas deparou-se com uma multidão entre ele e Jesus. Uma multidão de coisas e pessoas costumam se interpor no caminho daqueles que desejam encontrar e seguir a Jesus. Além disto, temos de superar obstáculos internos, íntimos e pessoais, como preconceitos, incredulidade e apego as coisas mundanas, representados ali pela pequena estatura de Zaqueu, que dificultava ainda mais que ele pudesse ao menos avistar a Jesus no meio daquela multidão. Diantes de tais obstáculos, Zaqueu não recuou, antes, correu adiante, buscou ajuda, encontrou uma árvore e nela subiu para avistar a Jesus. Ele encontrou uma boa árvore! Pois Jesus passaria exatamente por debaixo dela. Se é fato que existe uma multidão servindo de obstáculo, é certo também que Deus coloca uma árvore para nos socorrer! Uma igreja, um crente fiel que nos ajuda a encontrar a Jesus!
Jesus parou debaixo daquela árvore para dar atenção a Zaqueu. Ele pára para você também. Jesus se importa! Ele olhou para cima e viu a Zaqueu. Jesus também olha para você. Ele vê o seu estado. Ele quer ajudar!
O mais impressionante para Zaqueu, foi quando Jesus o chamou pelo próprio nome. Eles nunca haviam sido apresentados antes. Isto revela a onisciência de Cristo. Jesus sabe tudo a nosso respeito. Ele é o nosso Criador! Jesus fala com Zaqueu com autoridade e intimidade. Zaqueu reconhece a voz do Bom Pastor e obedece de bom grado. Zaqueu leva Jesus para sua casa.
Os legalistas quando viram Jesus entrando na casa de Zaqueu começaram a criticá-lo, pois Zaqueu era um pecador contumaz. Mas Jesus veio buscar e salvar os pecadores, pois são os enfermos que precisam de médico. Enquanto a crítica corria solta fora da casa, lá dentro, Zaqueu dava provas de ser uma pessoa mudada. Arrependido, decide partilhar metade de seus bens com os pobres e também se propõe a restituir a todas as pessoas que ele havia prejudicado quatro vezes mais do que havia sido "roubado". Reconciliado com Deus, Zaqueu está agora também reconciliando-se com seus próximos. Jesus lhe confere uma nova vida. Ele tem um futuro novo pela frente, mas também está preocupado em reconciliar-se com o seu passado. O encontro com Cristo produziu efeitos extraordinários na vida de Zaqueu.
Jesus continua vivo e poderoso para transformar vidas.
Jesus está passando… "Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto" (Is 55.6).
Bispo José Ildo Swartele de Mello www.metodistalivre.org.br www.imeldemirandopolis.blogspot.com www.escatologiacrista.blogspot.com http://www.scribd.com/ildomello http://twitter.com/ildomello
O Sermão do Monte+
Como Jesus interpretou a lei mosaica?
Estaria Jesus ensinando salvação através das obras?
Temos aqui o primeiro, mais longo e mais importante discurso de Jesus, e também o menos obedecido.
Do alto de um monte, Jesus apresenta uma nova legislação para um Novo Testamento. Jesus discorre sobre a Lei Mosaica. Ele veio para cumpri-la e também para interpretá-la corretamente. Jesus critica o legalismo farisaico e o mau uso da lei divina que produz orgulho espiritual, santidade apenas aparente, crentes de fachada, sepulcros caiados.
Não adianta uma espiritualidade apenas exterior para inglês ver, pois os bem-aventurados são os puros de coração. Deus sonda os corações.
O caminho para a salvação não é o orgulho das obras, pois os bem-aventurados são os pobres de espírito que estão desprovidos de qualquer noção de direito de entrar no Reino de Deus por seus próprios méritos. Eles clamam por misericórdia e a encontram em Cristo. Encontram não apenas o perdão, mas também o poder regenerador do Espírito Santo que os capacita a viverem de acordo com o elevado padrão moral estabelecido por Jesus no Sermão do Monte. Salvos pela graça para as boas obras!
Espero que esta mensagem contribua para uma melhor compreensão deste importantíssimo sermão de nosso Senhor Jesus Cristo.