História da Igreja Metodista Livre · Volume I · Capítulo XVII
As formas de perseguição às vezes mudam, mas o espírito perseguidor nunca. No tempo de São Paulo, os cristãos às vezes perdiam a cabeça por causa da sua devoção a Jesus Cristo. O próprio apóstolo aguardava o machado do carrasco quando escreveu a Timóteo: “Quanto a mim, já estou sendo oferecido por libação, e o tempo da minha partida chegou. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Desde agora me está guardada a coroa da justiça, que o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia” (2Tm 4.6-8). E não teve de esperar muito até que o golpe fatal fosse desferido e o seu corpo descesse sem cabeça ao túmulo. Mas, para ele, a morte do corpo significou a libertação da alma e a sua passagem para o paraíso de Deus.
O poder de Satanás está muito restringido nestes últimos tempos e nas terras civilizadas, e ele já não consegue instigar aquelas perseguições brutais em que as cabeças de cristãos inofensivos são literalmente sacrificadas. O espírito de perseguição continua o mesmo, porém; e, embora os seus métodos sejam mais polidos e refinados, a sua intenção é tão sombria e condenável como sempre. Embora em nossos dias não se cortem as cabeças dos cristãos no sentido literal, legiões de seguidores inofensivos de Cristo perderam a cabeça no sentido eclesiástico, mesmo nesta tão louvada era de luz e liberdade do evangelho, por causa da sua devoção intransigente ao Mestre e aos princípios que ele representa. Além disso, foram em geral cristãos professos de mente carnal e dados à transigência os instrumentos de Satanás para realizar essa obra repreensível.
As agitações dentro da Conferência de Genesee da Igreja Metodista Episcopal que temos considerado nos capítulos anteriores resultaram, por fim, na decapitação eclesiástica de muitos homens fiéis de Deus. Quando falharam todos os outros métodos para tentar sufocar o avivamento que se acendera, a “Regência” recorreu ao extremo de mover processos disciplinares contra líderes destacados da obra. Foram acusados de “conduta imoral e não cristã” e submetidos a julgamentos partidários, com especificações forjadas.
A primeira vítima desse método extremo foi o Rev. Joseph McCreery. Era um homem profundamente dedicado, de originalidade marcante, de talentos notáveis e com a coragem das suas convicções. Diz-se que era mais tranquilo do que expansivo nas suas ministrações do púlpito, mas que exercia um poder sob o qual grandes auditórios não só eram profundamente tocados, mas também “levados ao mais alto grau de excitação”. O seu modo de dizer as coisas, que era só dele, tinha muito a ver com o efeito da sua pregação. Falava para ser entendido e lembrado. Também pregava com a unção do Espírito e, como resultado, viu avivamentos amplos e profundos sob o seu ministério.
O Sr. McCreery era de linhagem metodista e tinha justo orgulho disso. Era sobrinho do eminente Dr. Samuel Luckey, cujo nome e fama eram conhecidos em todo o metodismo americano por volta de meados do século passado, e era um adepto e representante muitíssimo dedicado da Igreja Metodista Episcopal.
O Rev. B. T. Roberts diz dele:
A sua conduta nos lembra uma moça irlandesa que a mãe, católica, expulsara de casa por ter andado com os metodistas e se convertido.
A moça encontrara colocação como empregada numa família piedosa que nos hospedou durante uma sessão da Conferência. Certa manhã a mãe veio à casa e derramou sobre a pobre moça uma torrente de eloquência injuriosa como nunca ouvimos igual. Quando aquilo se tornou intolerável, o dono da casa a pôs para fora com delicadeza. Ela então foi até o portão e dali lançou anátemas e maldições, até que, vencida pela própria raiva, caiu desmaiada. A filha correu para fora, banhou-lhe as têmporas, chorou sobre ela e ficou quase desesperada de tristeza. Quando procuramos consolá-la, ela disse, com uma profundidade de sentimento raramente vista: “É a minha mãe, faça ela o que fizer.”
Assim dizia Joseph McCreery da Igreja Metodista Episcopal. Quando foi posto para fora sob a acusação mais trivial, filiou-se de novo como membro em experiência. Quando foi excluído, por causa do clamor levantado pelos seus inimigos, e a Igreja Metodista Livre foi organizada por aqueles com quem ele trabalhara para promover o metodismo, recusou-se durante cinco anos a filiar-se; e, quando por fim se uniu a ela, era tal a sua saudade da velha igreja que deixou a Conferência em cerca de dois anos e foi para a fronteira.1
Quando o Sr. McCreery foi nomeado para Lyndonville, em 1854, encontrou a obra daquele cargo em estado de triste decadência. Em vez de se contentar em deixar as coisas seguirem como vinham seguindo, ou de desanimar e abandonar o campo, pôs-se imediatamente a trabalhar para despertar interesse pelo avivamento, restaurar a fé do povo, que declinara, e edificar a obra de Deus em geral. Chamou o povo com insistência a voltar às “veredas antigas” (Jr 6.16) do metodismo e do cristianismo primitivo. De acordo com uma exigência muito descuidada da Disciplina metodista episcopal, leu e explicou as Regras Gerais e, ao fazê-lo, lembrou aos membros as obrigações que tinham assumido ao entrar na Igreja Metodista. Informou-os também de que se esperaria deles que cumprissem essas obrigações, mas que, se alguém não quisesse ser governado por aquelas regras, teria permissão para retirar-se discretamente. Tal começo pode parecer um tanto extremo às pessoas desta época relaxada, mas os metodistas de um tempo anterior estavam mais acostumados a isso, pois tinham sido educados no rigor da aplicação da disciplina da igreja. Nenhum dos membros saiu; todos se comprometeram de novo a conformar a sua conduta às Regras Gerais e se uniram na expectativa de um derramamento geral do Espírito e de um avivamento da obra de Deus.
O Sr. McCreery também aboliu o canto do coro, ou, nas suas próprias palavras: “Expulsei as pombinhas que arrulhavam e trocavam beijinhos na galeria e introduzi o canto congregacional, exortando todos, e não apenas um em cada dez, a participar dessa parte do culto.” Pregou a Palavra com grande fervor e em demonstração do Espírito. E a sua pregação não foi em vão, pois logo se despertou grande interesse, e vinha gente de milhas de distância, de todas as direções, embora os montes de neve fossem mais altos do que as cercas; e seguiu-se um avivamento glorioso.
Mas, dentro dos limites desse cargo, morava o Rev. Dr. Chamberlayne, pregador jubilado, que era dono de uma fazenda dentro do circuito, onde residia. “Era um homem forte, de inclinação metafísica, temperamento frio e maneiras reservadas. Era defensor da teoria ‘gradual’ da santidade. Animado por grandes verbas do fundo dos jubilados, deixou-se tornar uma figura de destaque do partido dominante da Conferência de Genesee nos seus ataques abertos aos que chamavam de ‘nazaritas’. O seu zelo era também estimulado pelo fato de que a sua esposa, mulher nobre, de mente forte e de piedade profunda e constante, se identificou com os que foram proscritos como ‘nazaritas’ e depois expulsos.”2
Tendo-se deixado fazer instrumento do partido da Regência na Conferência, o Dr. Chamberlayne parece ter se dedicado à tarefa de apanhar “nazaritas” como quem está acostumado ao ofício de armar armadilhas. Durante o ano do pastorado do Sr. McCreery no circuito em que morava, o Doutor Chamberlayne manteve um caderno de notas, no qual anotou uma longa lista dos ditos estranhos e característicos de McCreery, tal como eram pronunciados do púlpito, mas destacados da sua ligação original com o sentido geral das suas palavras do púlpito. Isso evidentemente tinha o mesmo propósito que moveu os escribas e fariseus de outrora quando enviaram a Jesus “alguns dos fariseus e dos herodianos, para que o apanhassem em alguma palavra” (Mc 12.13).
Eis alguns exemplos dos ditos censuráveis do Sr. McCreery. Descrevendo uma festa de igreja daqueles dias, disse: “Um trapaceiro de suíças e cobertor nos ombros aparece e paga os seus vinte e cinco centavos pelo privilégio de pescar uma boneca de pano numa sacola de surpresa.” Referindo-se à oposição levantada contra ele por causa dos seus esforços para trazer o metodismo de volta à antiga simplicidade e pureza, falou assim: “Alguns dos rapazes mais novos pegaram a minha mãe, a Igreja Metodista, na sua velhice, pintaram-lhe o rosto, frisaram-lhe o cabelo, puseram-lhe crinolina e babados, cobriram-na de joias e a enfeitaram até que mal podíamos distingui-la de uma mulher do mundo. Agora, quando peguei a velha senhora, lavei-lhe o rosto, alisei-lhe o cabelo e a vesti com roupa modesta, de modo que ela parece ela mesma outra vez, fazem um grande alarido e chamam a isso maltratar a mãe.”
Em tempos mais recentes, muitos ministros metodistas se empenharam muito em obter os serviços do Rev. Sam Jones, evangelista metodista do Sul, para dar palestras ou dirigir cultos de avivamento na sua igreja ou na sua comunidade, e em garantir-lhe uma boa remuneração; e isso sabendo que a maior parte dos seus discursos seria feita de burla, sarcasmo e ridículo dirigidos contra a própria igreja que contratara os seus serviços. Comparados com isso, os ditos do Sr. McCreery acima são certamente faltas leves. Mas McCreery era “nazarita”, e McCreery levava a sério o seu trato com o metodismo; e era isso o que tornava as suas palavras tão ofensivas e intoleráveis para o partido dominante da Conferência de Genesee.
[N. do T.: Sam Jones (1847-1906), evangelista da Igreja Metodista Episcopal do Sul, era famoso pelo estilo popular e mordaz. “Membro em experiência” traduz “on probation”, o período de prova dos novos membros no metodismo.]
Na sessão seguinte da Conferência Anual, realizada em Olean, o Dr. Chamberlayne leu perante aquele corpo a lista de ditos que recolhera das pregações do Rev. Sr. McCreery e que considerava censuráveis e ofensivos, e, com base nessas afirmações, deteve a aprovação do seu caráter. Nessa Conferência o Sr. McCreery também leu publicamente os “Documentos nazaritas”, depois do que o seu caráter foi aprovado, ficando sujeito a um exame, perante o seu presbítero presidente, de quaisquer acusações que lhe fossem feitas. Ele foi transferido para outro circuito. O seu presbítero presidente era o Rev. Loren Stiles Jr.; e, quando por fim as acusações foram apresentadas, ele determinou que o julgamento se realizasse em Lyndonville, onde as supostas ofensas tinham sido cometidas e onde moravam as testemunhas, embora o lugar ficasse fora do seu distrito. Na abertura do julgamento, o advogado da acusação objetou à decisão do presidente, recusou-se a prosseguir com o caso, e assim o julgamento foi encerrado abruptamente.
A sessão seguinte da Conferência realizou-se em Medina. Agora se apresentaram acusações contra o Sr. Stiles pela sua administração no caso do Sr. McCreery. O Rev. Thomas Carlton e o Rev. James M. Fuller conduziram a acusação. A pedido do acusado, o Rev. B. T. Roberts atuou como seu defensor, e obteve-se um veredito favorável ao acusado.
Essa reviravolta foi naturalmente muito irritante para o partido da “Regência”. Até então eles controlavam apenas dois dos cinco distritos presbiterais e só conseguiam reunir cerca de trinta pessoas nas suas reuniões secretas. Por isso não tinham conseguido controlar votos suficientes para obter a condenação do Sr. Stiles. Era preciso, portanto, fazer algo desesperado, e a necessidade do caso sugeriu o modo de proceder. Com a ameaça, feita ao bispo que presidia, de que todos se recusariam a aceitar nomeação se Stiles e Kingsley não fossem tirados do cargo de presbítero presidente e substituídos por homens do seu agrado, fato já mencionado num capítulo anterior, esses homens alcançaram o seu objetivo. Informados da situação, Stiles e Kingsley foram transferidos, a pedido deles mesmos, para a Conferência de Cincinnati. Com isso se realizou o plano do partido da Regência.
Seguiu-se então um ato de administração que só pode merecer a desaprovação e a condenação das mentes inteligentes e imparciais. As acusações contra o Rev. Sr. McCreery foram retiradas, e adotou-se uma série de resoluções que lançavam graves suspeitas sobre ele, em lugar de uma condenação pelo devido processo legal. Depois, sob as suspeitas assim lançadas sobre ele pela sua Conferência, foi enviado de novo para pastorear “o rebanho de Deus” (1Pe 5.2) e trabalhar pela salvação dos perdidos. A decisão final no seu caso é relatada num capítulo posterior.
Naturalmente, os homens que eram capazes de tal injustiça na sua administração da disciplina podiam ser igualmente cegos às exigências éticas quando membros do seu próprio partido estavam envolvidos em transações desonestas e escandalosas, como a sequência mostrará com clareza.
Nessa mesma Conferência foram apresentadas queixas de caráter grave contra três membros da facção da “Regência”. Sobre o caráter dessas queixas e o modo como a Conferência as tratou, citamos Why Another Sect?:
Enoch Pease, velho metodista do condado de Niágara, tinha emprestado a esses pregadores cerca de mil dólares. Eles lhe deram como garantia o que diziam ser uma primeira hipoteca, devidamente registrada, sobre um imóvel que afirmavam possuir em Lima, N. Y. Ele deixou a hipoteca correr até o vencimento. Nesse meio-tempo os devedores tinham falido. Na ação de execução, provou-se que eles tinham comprado esse imóvel do Dr. T. Pagaram à vista apenas uma quantia simbólica e deram em troca uma hipoteca pelo preço da compra. Na época da compra, a Sra. T. estava fora de casa. A escritura e a hipoteca ficaram ambas com o advogado que as redigira, até que a Sra. T. pudesse assinar a escritura, e então as duas seriam registradas juntas. Enquanto esses papéis estavam assim em depósito, foi feita essa hipoteca a Enoch Pease. Ele nunca recebeu o seu dinheiro. Esses homens podiam não saber qual hipoteca valeria; mas sabiam que tinham dado a uma ou à outra das partes com quem negociavam uma garantia sem valor. Assim que as queixas foram apresentadas à Conferência, um dos homens principais do partido deles, creio que foi T. Carlton, propôs que todo o assunto fosse posto sobre a mesa. A proposta foi apoiada e aprovada, e lá o assunto ainda está.
Com a culpa das partes não temos nada a ver; mas sustentamos que a Conferência que se recusou a investigar tais queixas, feitas por um homem como Enoch Pease, e da maneira como foram feitas (pois tomamos o seu depoimento juramentado sobre os fatos do caso), FOI CULPADA DE ENCOBRIR UMA FRAUDE!
Outro caso é o seguinte. A mesma firma, formada por esses três pregadores destacados, quis de novo tomar dinheiro emprestado. Um deles levou a Geneseo uma nota promissória que os três tinham assinado, para tomar emprestados quinhentos dólares de um irmão White, metodista, que mantinha ali um banco particular. Como não os conhecia, ele levou a nota ao seu pastor, o Rev. Jonathan Watts, da Conferência de East Genesee, e pediu o seu conselho. O Sr. Watts lhe disse que supunha que os homens cujos nomes estavam na nota fossem honestos (eram pregadores metodistas em boa situação e deviam ser), mas que nada sabia da sua capacidade financeira. “Mas”, disse ele, “o sogro de um deles, o Dr. B., sei que é homem de posses; se ele avalizar a nota, ela estará segura.” O Sr. White devolveu a nota a esse pregador e disse-lhe que, se conseguisse que o Dr. B. a avalizasse, ele mesmo também a avalizaria, iria a outro banco e lhes conseguiria o dinheiro, pois não tinha dinheiro em caixa e gostaria de atendê-los. O pregador voltou no dia seguinte com a nota avalizada com o nome do Doutor. O Sr. White a avalizou e conseguiu-lhes o dinheiro. No vencimento, a nota foi protestada, e o irmão White procurou o avalista, o Dr. B., para que pagasse; mas, em vez dele, quem assinara a nota, a pedido deles, era o filho do Doutor, que não tinha nenhuma capacidade financeira! A nota e as custas chegaram a seiscentos dólares, e nunca se pagou um centavo ao irmão White. Pouco depois ele faliu nos negócios e ficou reduzido à miséria. Pediu ao Sr. Watts que procurasse um desses pregadores e lhe pedisse que, já que recebia um bom salário como pastor de uma das igrejas principais, pagasse a sua parte, ou parte dela, para aliviar as suas necessidades urgentes. Ele se recusou terminantemente. O Rev. Sr. Watts mandou dinheiro ao irmão White naquela ocasião, para livrá-lo da fome, a ele e à sua família.
Apresentamos queixa dessa transação fraudulenta à Conferência, apoiada pela declaração do Rev. J. Watts, em substância como aqui foi dada. A queixa foi prontamente posta sobre a mesa.
Por que as vítimas de tal desonestidade não processaram esses pregadores num tribunal criminal? Enoch Pease era um homem idoso e rico e não queria o incômodo de um processo, pois sabia que não conseguiria reaver o seu dinheiro. Era um metodista dedicado e não queria ver a igreja desonrada.
O Sr. White conseguiu que o pregador que negociara a nota com ele fosse indiciado, e o pregador fugiu do estado. Filiou-se a uma Conferência do Oeste e era, pelo que soubemos por último, pregador regular em boa situação na Igreja Metodista Episcopal.
Nessa mesma sessão, o Rev. L. Stiles declarou à Conferência que tinha cartas, escritas por homens de boa reputação na comunidade, dois deles membros da Igreja Metodista Episcopal, que punham em dúvida a integridade comercial e a honestidade de um membro da Conferência. Pediu que se nomeasse uma comissão, à qual essas cartas pudessem ser encaminhadas para a providência que a comissão julgasse adequada. Mas a Conferência se recusou a nomear a comissão, e até a ouvir as cartas!3
Não mostram essas coisas a intenção da facção da “Regência” na sua perseguição aos chamados “nazaritas” e no seu professado zelo de extirpar o fanatismo do metodismo do oeste de Nova York?
[N. do T.: “pôr sobre a mesa” (“lay on the table”) é a moção parlamentar que suspende a discussão de um assunto, na prática arquivando-o.]
Tradução para o português a partir de Wilson T. Hogue, History of the Free Methodist Church of North America (Chicago: Free Methodist Publishing House, 1915), 2 vols., no exemplar de 1918 da Universidade Emory digitalizado pelo Internet Archive; domínio público. O volume I foi conferido também com a transcrição do Holiness Data Ministry. Do volume II foram traduzidos os capítulos de alcance geral (XIII a XXI). As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA). Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.