Jacó Armínio · Haia, 1608
“Deus, nosso Salvador, que deseja que todos sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.”
1 Timóteo 2.3-4
Em 30 de outubro de 1608, Jacó Armínio (1560-1609), professor de teologia na Universidade de Leiden, apresentou-se diante dos Estados da Holanda e da Frísia Ocidental, em Haia, e leu esta declaração. Havia anos ele era acusado de ensinar doutrinas novas e perigosas, e os Estados quiseram ouvir dele mesmo o que de fato pensava. Armínio morreu no ano seguinte, e a controvérsia terminou no Sínodo de Dort (1618-1619).
É o resumo mais completo e direto da sua teologia. Ele expõe as várias formas da predestinação incondicional ensinada em seu tempo e as razões pelas quais a rejeita; apresenta as suas próprias convicções nos quatro decretos, centrados em Cristo e na fé; e trata da providência, do livre-arbítrio, da graça, da perseverança, da certeza da salvação, da perfeição dos crentes, da divindade do Filho e da justificação. É um dos textos fundamentais da tradição arminiana, que John Wesley abraçou e defendeu.
A tradução foi feita a partir da versão inglesa de James Nichols (1825). Os acréscimos que Nichols pôs entre colchetes para esclarecer o sentido foram mantidos entre colchetes.
Armínio se dirige aos Estados da Holanda e conta como, entre 1605 e 1608, foi pressionado a expor as suas convicções, e por que recusou as conferências que lhe propuseram.
Parte 2A opinião supralapsária exposta nas palavras dos seus defensores e as dez primeiras razões pelas quais Armínio a rejeita: não é fundamento da fé, nunca foi aprovada pela igreja e contraria a natureza de Deus, do homem e da criação.
Parte 3As razões XI a XX: essa predestinação contraria a natureza do pecado e da graça, a glória de Deus, a honra de Cristo, a salvação dos homens, a ordem do evangelho e o ministério.
Parte 4As convicções do próprio Armínio sobre a predestinação, nos quatro decretos, e os artigos sobre a providência, o livre-arbítrio, a graça, a perseverança dos santos e a certeza da salvação.
Parte 5A perfeição dos crentes nesta vida, a divindade do Filho de Deus, a justificação diante de Deus e o pedido de revisão da Confissão e do Catecismo, com a conclusão do discurso.
Tradução para o português a partir da versão inglesa de James Nichols, The Works of James Arminius, vol. 1 (Londres, 1825), domínio público. Armínio leu a Declaração em holandês, em 1608. As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA). Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.