Igreja Metodista Livre · Disciplina de 1860 · Capítulo III

Dos oficiais e ministros

CAPÍTULO III

[N. do T.: boa parte deste capítulo (seções VI a XVI) reproduz, com poucas mudanças, as orientações aos pregadores que John Wesley estabeleceu nas Atas das suas conferências e que passaram à Disciplina da Igreja Metodista Episcopal. Em alguns trechos o original de 1860 conserva a palavra “Conferência” (“Annual Conference”, “Quarterly Conference”) onde o restante do texto diz “Convenção”. Mantivemos essa diferença na tradução.]

SEÇÃO I. DOS OFICIAIS E MINISTROS

Dos Superintendentes Gerais

1. A Convenção Geral elegerá um ou mais presbíteros itinerantes como Superintendentes Gerais, que permanecerão no cargo durante os quatro anos seguintes, ou até a próxima sessão da Convenção Geral.

2. Será dever dos Superintendentes viajar por toda a conexão; supervisionar os interesses espirituais e materiais da nossa Igreja e trabalhar para promover a sua pureza, paz e prosperidade; estabelecer novas igrejas; presidir as Convenções Geral e Anuais e decidir nelas todas as questões de lei, cabendo recurso às respectivas Convenções.

3. Os Superintendentes prestarão contas à Convenção Geral pelo desempenho das suas funções oficiais e, pela sua conduta cristã, às Convenções Anuais a que respectivamente pertencem.

[N. do T.: a Igreja Metodista Livre de 1860 não usou o título de “bispo”, e sim o de “Superintendente Geral”. B. T. Roberts foi eleito o primeiro Superintendente Geral.]

SEÇÃO II. Dos presidentes de distrito

Será dever do Presidente de um distrito:

1. Cuidar dos interesses espirituais e materiais da nossa Igreja dentro do seu distrito e ter a supervisão geral da obra no seu distrito, segundo a Disciplina, na medida em que o permita o seu dever para com o circuito para o qual foi designado.

2. Cuidar que todas as partes da Disciplina sejam devidamente cumpridas.

3. Visitar cada circuito ou estação do seu distrito sempre que julgar conveniente. O Presidente tem a orientação e a obrigação especial de visitar qualquer circuito ou estação do seu distrito quando o pregador responsável ou a junta oficial lho pedir, em caso de qualquer disputa ou dificuldade, ou de qualquer emergência que venha a surgir. O circuito ou a estação que o chamar pagará as suas despesas de viagem.

4. Realizar quatro Reuniões Trimestrais Gerais no seu distrito a cada ano.

5. Transferir, receber e suspender pregadores no seu distrito nos intervalos da Convenção e na ausência do Superintendente. Fica estabelecido, porém, que ele não transferirá nenhum pregador contra a vontade deste, a não ser a pedido de dois terços dos membros do circuito ou da estação.

6. Dar ao Superintendente todas as informações necessárias sobre o estado do seu distrito.

7. O Presidente não terá poder para empregar um pregador que tenha sido rejeitado pela Convenção Anual sem a permissão dessa Convenção.

8. Nenhum Presidente presidirá o mesmo distrito por mais de quatro anos seguidos.

9. O Presidente será sustentado pelo circuito ou pela estação para o qual for designado.

[N. do T.: diferentemente do “presbítero presidente” da Igreja Metodista Episcopal, que se dedicava só à supervisão, o presidente de distrito de 1860 continuava pastor de um circuito, que o sustentava.]

SEÇÃO III. Da eleição e ordenação dos presbíteros itinerantes, e dos seus deveres

Pergunta 1. Como se constitui um presbítero?

Resposta. Pela eleição da maioria da Convenção Anual e pela imposição das mãos de alguns dos presbíteros que estiverem presentes.

Pergunta 2. Qual é o dever de um presbítero itinerante?

Resposta. 1. Administrar o batismo e a Ceia do Senhor, celebrar o matrimônio e dirigir todas as partes do culto divino.

2. Cumprir todos os deveres de um pregador itinerante.

Nenhum presbítero que deixe de itinerar sem o consentimento da Conferência Anual, atestado de próprio punho pelo Presidente da Conferência, exceto em caso de doença, fraqueza ou outras circunstâncias inevitáveis, poderá de modo algum exercer as funções próprias do seu ofício, nem mesmo ter permissão para pregar entre nós. Contudo, a decisão final em todos esses casos cabe à Conferência Anual.

SEÇÃO IV. Da eleição e ordenação dos diáconos itinerantes, e dos seus deveres

Pergunta 1. Como se constitui um diácono itinerante?

Resposta. Pela eleição da maioria da Conferência Anual e pela imposição das mãos de alguns dos presbíteros presentes.

Pergunta 2. Qual é o dever de um diácono itinerante?

Resposta. 1. Batizar e celebrar o matrimônio na ausência do presbítero.

2. Auxiliar o presbítero na administração da Ceia do Senhor.

3. Cumprir todos os deveres de um pregador itinerante.

Pergunta 3. Qual será o tempo de experiência de um diácono itinerante para o ofício de presbítero?

Resposta. Todo diácono itinerante exercerá esse ofício durante dois anos antes de se tornar elegível para o ofício de presbítero, exceto no caso das missões, em que as Convenções Anuais terão autoridade para elegê-lo antes para o ofício de presbítero, se julgarem conveniente.

Nenhum diácono que deixe de itinerar sem o consentimento da Convenção Anual, atestado de próprio punho pelo Presidente da Convenção, exceto em caso de doença, fraqueza ou outras circunstâncias inevitáveis, poderá de modo algum exercer as funções próprias do seu ofício, nem mesmo ter permissão para pregar entre nós. Contudo, a decisão final em todos esses casos cabe à Convenção Anual.

SEÇÃO V. Da recepção de pregadores vindos de outras denominações

Pergunta. Como receberemos os ministros de outras igrejas cristãs que se oferecerem para unir-se a nós?

Resposta. Os ministros de outras igrejas evangélicas que desejarem unir-se à nossa Igreja, seja como locais, seja como itinerantes, poderão ser recebidos segundo os nossos usos, com a condição de assumirem os nossos votos de ordenação, sem nova imposição de mãos, e de demonstrarem a uma Convenção Anual que são ordenados e que estão de acordo conosco em doutrina, disciplina, governo e usos; contanto que a Convenção também esteja satisfeita quanto aos seus dons, à sua graça e à sua utilidade.

SEÇÃO VI. Do exame dos que pensam ser movidos pelo Espírito Santo a pregar

Pergunta. Como provaremos os que professam ser movidos pelo Espírito Santo a pregar?

Resposta. 1. Façam-se as seguintes perguntas: Conhecem a Deus como o Deus que perdoa? Têm o amor de Deus habitando neles? Desejam nada além de Deus? São santos em todo o seu procedimento (1Pe 1.15)?

2. Têm dons (além da graça) para a obra? Têm (em grau razoável) um entendimento claro e sadio, um juízo correto nas coisas de Deus, uma compreensão justa da salvação pela fé? E Deus lhes deu algum grau de facilidade para falar? Falam com correção, prontidão e clareza?

3. Têm fruto? Há alguém verdadeiramente convencido do pecado e convertido a Deus pela sua pregação?

Enquanto essas três marcas concorrerem em alguém, cremos que ele é chamado por Deus para pregar. Recebemos essas coisas como prova suficiente de que ele é movido pelo Espírito Santo.

SEÇÃO VII. Da recepção de pregadores

Pergunta 1. Como um pregador será recebido em experiência?

Resposta. Pela Convenção Anual, depois de passar num exame satisfatório, como prescreve a seção anterior, e no curso de estudos estabelecido para os que estão em experiência, e de ter sido devidamente recomendado por uma Convenção Trimestral.

Pergunta 2. Como um pregador itinerante será recebido em plena comunhão?

Resposta. 1. Deve dar respostas satisfatórias às seguintes perguntas: Você tem fé em Cristo? Tem a certeza presente dos pecados perdoados? Crê na perfeição cristã? Alcançou essa rica experiência no seu próprio coração? (Se não) Está gemendo por ela? Está resolvido a dedicar-se inteiramente a Deus e à sua obra? Conhece as Regras Gerais? Você as guarda? Participa com constância do sacramento? Leu a nossa Disciplina? Está disposto a conformar-se a ela? Considerou as regras de um pregador? Vai guardá-las por motivo de consciência? Está decidido a empregar todo o seu tempo na obra de Deus? Vai esforçar-se para não falar longo demais nem alto demais? Vai instruir com diligência as crianças em todos os lugares? Vai visitar de casa em casa? Vai recomendar o jejum ou a abstinência, tanto pelo preceito como pelo exemplo? Você tem dívidas? Usa rapé, tabaco ou aguardente?

Resposta. 2. Deve ter sido empregado na obra itinerante regular durante dois anos seguidos depois de ter sido recebido em experiência pela Convenção Anual.

Resposta. 3. Deve passar num exame satisfatório no curso de estudos prescrito.

SEÇÃO VIII. Das regras de conduta do pregador

Pergunta 1. Quais são as orientações dadas a um pregador?

Resposta. 1. Seja diligente. Nunca fique desocupado; nunca se ocupe com futilidades. Nunca desperdice o tempo; nem fique em lugar algum mais tempo do que o estritamente necessário.

2. Seja sério. Que o seu lema seja Santo ao Senhor (Zc 14.20). Evite toda leviandade, gracejos e conversas tolas.

3. Converse pouco com as mulheres e porte-se com prudência diante delas (1Tm 5.2).

4. Não dê nenhum passo em direção ao casamento sem antes consultar os seus irmãos.

5. Não acredite no mal de ninguém sem boa prova; a menos que o veja acontecer, tome cuidado ao dar-lhe crédito. Dê a melhor interpretação a tudo. Você sabe que o juiz deve sempre estar, por princípio, do lado do acusado.

6. Não fale mal de ninguém, porque a sua palavra, especialmente, roeria como uma gangrena. Guarde os seus pensamentos dentro do peito até se encontrar com a pessoa envolvida.

7. Diga a cada um que está sob os seus cuidados o que você considera errado na sua conduta e no seu temperamento, e isso com amor e franqueza, o quanto antes; do contrário, aquilo vai infeccionar no seu coração. Apresse-se ao máximo em lançar fora o fogo do seu peito.

8. Evite toda afetação. O pregador do evangelho é servo de todos (Mc 9.35).

9. Não se envergonhe de nada a não ser do pecado.

10. Seja pontual. Faça tudo exatamente na hora. E não emende as nossas regras, mas guarde-as; não por causa do castigo, mas por dever de consciência (Rm 13.5).

11. Você não tem outra coisa a fazer senão salvar almas. Portanto, gaste e deixe-se gastar nessa obra (2Co 12.15); e vá sempre não só aos que querem você, mas aos que mais precisam de você.

Observe bem! Não é só a sua tarefa pregar tantas vezes e cuidar desta ou daquela sociedade, mas salvar tantos quantos puder; levar tantos pecadores quantos puder ao arrependimento e, com todas as suas forças, edificá-los naquela santificação sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb 12.14). E lembre-se! O pregador metodista deve cuidar de cada ponto, grande e pequeno, da Disciplina metodista! Por isso você precisará exercer todo o bom senso e toda a graça que tem.

[N. do T.: no item 11, há um jogo de palavras com “want”, que significa ao mesmo tempo “querer” e “necessitar”: ir “não só aos que querem você, mas aos que mais precisam de você”.]

12. Aja em todas as coisas não segundo a sua própria vontade, mas como um filho no evangelho. Como tal, é seu dever empregar o seu tempo da maneira que orientamos: pregando e visitando de casa em casa, lendo, meditando e orando. Acima de tudo, se você trabalha conosco na vinha do Senhor, é preciso que faça a parte da obra que aconselhamos, nas horas e nos lugares que julgamos ser para a maior glória dele.

Pergunta 2. Há alguns conselhos menores que nos possam ser úteis?

Resposta. Talvez estes: 1. Tenha o cuidado de nunca deixar uma congregação esperando em vão. 2. Comece na hora marcada. 3. Que todo o seu comportamento seja sério, grave e solene. 4. Adapte sempre o assunto aos ouvintes. 5. Escolha os textos mais claros que puder. 6. Tenha o cuidado de não divagar, mas apegue-se ao seu texto e desenvolva o que se propôs a tratar. 7. Evite qualquer coisa desajeitada ou afetada, seja nos gestos, nas frases ou na pronúncia. 8. Normalmente, não ore de improviso por mais de oito ou dez minutos (no máximo) sem pausa. 9. Leia com frequência uma porção da Escritura e comente-a; e que os pregadores jovens muitas vezes exortem sem tomar um texto. 10. Aproveite sempre as grandes festas do ano, pregando sobre o tema da ocasião.

SEÇÃO IX. Do dever dos pregadores para com Deus, para consigo mesmos e uns para com os outros

Pergunta 1. Qual é o dever de um pregador?

Resposta. 1. Pregar.
2. Reunir-se com as sociedades e as classes.
3. Visitar os enfermos.
4. Pregar ao ar livre onde quer que se encontre uma congregação atenta.

Pergunta 2. Como um pregador se tornará apto para o seu cargo?

Resposta. Andando intimamente com Deus e tendo a sua obra muito a peito; e entendendo e amando a disciplina, em particular a nossa.

Pergunta 3. Vigiamos suficientemente uns aos outros?

Resposta. Não. Não deveríamos perguntar uns aos outros com frequência: Você anda intimamente com Deus? Tem agora comunhão com o Pai e com o Filho (1Jo 1.3)? A que horas se levanta? Observa pontualmente as horas de recolhimento da manhã e da tarde? Passa o dia da maneira que a Convenção aconselha? Conversa com seriedade, com proveito e de modo direto? Para ser mais específico: Você usa todos os meios de graça e insiste no uso deles com todas as outras pessoas? Eles são instituídos ou prudenciais.

I. Os instituídos são:

1. A oração: particular, em família e pública, que consiste em súplica para afastar o mal, petição, intercessão e ação de graças. Você usa cada uma delas? Planeja todos os dias, onde quer que esteja, como garantir tempo para a devoção particular? Pratica-a em todo lugar? Pergunta em todo lugar: Vocês fazem o culto doméstico? Pergunta a cada pessoa: Você faz a oração particular, especialmente de manhã e à tarde?

2. O exame das Escrituras, por meio de:

(1) Leitura: constante, uma parte de cada dia; regular, toda a Bíblia em ordem; cuidadosa, com notas; séria, com oração antes e depois; frutífera, praticando imediatamente o que ali aprende?

(2) Meditação: em horas determinadas? Com método?

(3) Ouvir: em toda oportunidade? Com oração antes, durante e depois? Você tem sempre uma Bíblia consigo?

3. A Ceia do Senhor: você participa dela em toda oportunidade? Com oração solene antes? Com entrega sincera e deliberada de si mesmo?

4. O jejum: você pratica tanta abstinência e jejum a cada semana quanto a sua saúde, as suas forças e o seu trabalho permitem?

5. A conversação cristã: você está convencido de como é importante e difícil ordenar corretamente o seu modo de falar? Ele é sempre agradável, temperado com sal (Cl 4.6)? Apto para transmitir graça aos que ouvem (Ef 4.29)? Você não conversa por tempo demais de uma só vez? Uma hora não costuma ser suficiente? Não seria bom ter sempre um fim determinado em vista? E orar antes e depois?

[N. do T.: “Christian conference”, na linguagem de Wesley, é a conversa entre cristãos para edificação mútua, contada entre os meios de graça instituídos.]

II. Meios prudenciais, que podemos usar como cristãos, como metodistas ou como pregadores.

1. Como cristãos: que regras particulares você tem para crescer na graça? Que práticas de vida santa?

2. Como metodistas: você nunca falta à sua classe?

3. Como pregadores: você considerou a fundo o seu dever? E faz questão de consciência de cumprir cada parte dele? Reúne-se com cada sociedade e com os seus líderes?

Esses meios podem ser usados sem fruto. Mas há alguns meios que não podem: a saber, vigiar, negar a nós mesmos, tomar a nossa cruz, exercitar-nos na presença de Deus.

1. Você vigia com constância contra o mundo? Contra si mesmo? Contra o pecado que o assedia?

2. Você nega a si mesmo todo prazer inútil dos sentidos? Da imaginação? Da honra? É moderado em todas as coisas (1Co 9.25)? Por exemplo, na comida: (1) Você usa apenas o tipo e a quantidade que são melhores tanto para o corpo como para a alma? Vê a necessidade disso? (2) Não come mais em cada refeição do que o necessário? Não fica pesado ou sonolento depois do almoço? (3) Usa apenas o tipo e a quantidade de bebida que são melhores tanto para o seu corpo como para a sua alma? (4) Escolhe e usa a água como bebida comum? E só toma vinho como remédio ou no sacramento?

3. Em que você toma a sua cruz dia a dia (Lc 9.23)? Leva a sua cruz com alegria, por mais penosa que seja à natureza, como um dom de Deus, e se esforça para tirar proveito dela?

4. Você se esforça para pôr Deus sempre diante de si? Para ver o olhar dele continuamente fixo em você? Nunca você usará esses meios sem que venha uma bênção. E quanto mais os usar, mais crescerá na graça.

SEÇÃO X. Dos deveres dos que têm a seu cargo circuitos ou estações

Pergunta 1. Quais são os deveres do pregador que tem o cargo especial de um circuito?

Resposta. 1. Cuidar que os outros pregadores do seu circuito se comportem bem e não lhes falte nada.

2. Indicar todos os líderes, sujeitos à confirmação pela classe, e examinar cada um deles com toda a exatidão possível, pelo menos uma vez por trimestre, quanto ao seu método de conduzir a classe.

3. Realizar vigílias e festas de amor, e cuidar que o sacramento seja administrado pelo menos uma vez a cada três meses.

4. Cuidar que cada sociedade seja devidamente suprida de livros.

5. Manter um registro exato de todos os membros das sociedades nos respectivos circuitos e estações, conservando os nomes de todos os presbíteros, diáconos e pregadores locais devidamente distinguidos, e entregar esse registro à Convenção Anual, para que o número deles seja impresso nas atas.

6. Prestar contas do seu circuito a cada trimestre ao Presidente do distrito.

7. Informar à sociedade, pelo menos uma vez por trimestre, os nomes dos que foram recebidos na Igreja ou dela excluídos durante o trimestre, e também os nomes dos que foram recebidos ou transferidos por certificado e dos que faleceram ou se retiraram da Igreja.

Pergunta 2. Que outras orientações lhe daremos?

Resposta. Várias.

1. Fazer uma lista regular das sociedades nas vilas e cidades, de acordo com as ruas em que os membros moram.

2. Deixar ao seu sucessor um relato minucioso do circuito, incluindo uma relação dos assinantes dos nossos periódicos.

3. Fazer cumprir com vigor, mas com calma, todas as regras da sociedade.

4. Assim que houver quatro crentes em algum lugar, reuni-los numa classe.

5. Advertir a todos, de tempos em tempos, que ninguém deve mudar-se de um circuito para outro sem uma carta de recomendação do pregador do circuito, nestes termos: “A. B., portador desta, tem sido um membro aceito da Igreja Metodista Livre.” E informá-los de que, sem esse certificado, não serão recebidos na Igreja em outros lugares.

6. Recomendar em toda parte a decência e a limpeza.

7. Ler as regras da sociedade, com a ajuda dos outros pregadores, uma vez por ano em cada congregação e uma vez por trimestre em cada sociedade.

8. O pregador que tem a seu cargo um circuito marcará reuniões de oração onde puder no seu circuito.

9. Cuidará que se faça um jejum em cada sociedade do seu circuito na sexta-feira que antecede cada reunião trimestral, e que se escreva um lembrete disso em todas as listas de classe.

N. B. Os pregadores que têm a supervisão de circuitos devem aplicar todas as nossas regras plena e energicamente contra todas as fraudes, em especial contra as insolvências desonestas, não permitindo que permaneça na nossa Igreja, por motivo algum, quem for considerado culpado de qualquer fraude.

Pergunta 3. O que se pode fazer para suprir os circuitos durante as sessões das Convenções?

Resposta. 1. Que todos os compromissos se mantenham de acordo com o plano do circuito.

2. Contratem-se tantos pregadores locais e exortadores quantos forem necessários para supri-los; e que sejam pagos pelo seu tempo na proporção do sustento dos pregadores itinerantes.

3. Se os pregadores e exortadores não puderem comparecer, nomeie-se em cada sociedade alguma pessoa capaz para cantar, orar e ler um dos sermões do Sr. Wesley.

4. Mas, se nem isso for possível, haja reuniões de oração.

SEÇÃO XI. Do conteúdo e da maneira de pregar

Pergunta 1. Qual é o melhor método geral de pregar?

Resposta. 1. Convencer. 2. Oferecer Cristo. 3. Convidar. 4. Edificar. E fazer isso, em alguma medida, em cada sermão.

Pergunta 2. Qual é a maneira mais eficaz de pregar Cristo?

Resposta. A maneira mais eficaz de pregar Cristo é pregá-lo em todos os seus ofícios, e anunciar a sua lei, tanto quanto o seu evangelho, aos crentes e aos incrédulos. Insistamos com firmeza e de perto na santidade interior e exterior em todos os seus ramos.

SEÇÃO XII. Regras pelas quais devemos continuar a pregar num lugar ou deixar de fazê-lo

Pergunta 1. É aconselhável pregarmos no maior número possível de lugares sem formar nenhuma sociedade?

Resposta. De modo algum. Fizemos a experiência em vários lugares, e por um tempo considerável. Mas toda a semente caiu à beira do caminho (Mt 13.4). Quase não resta fruto algum.

Pergunta 2. Onde devemos procurar pregar mais?

Resposta. 1. Onde houver o maior número de ouvintes tranquilos e dispostos.

2. Onde houver mais fruto.

Pergunta 3. Não devemos observar com diligência em que lugares Deus se agrada, em algum momento, de derramar o seu Espírito mais abundantemente?

Resposta. Devemos; e nesse momento enviar mais trabalhadores do que o habitual àquela parte da seara (Mt 9.38).

SEÇÃO XIII. Da visitação de casa em casa, da vigilância contra as coisas tão comuns entre os que professam a fé, e da insistência na religião prática

Pergunta 1. Como podemos ajudar ainda mais os que estão sob os nossos cuidados?

Resposta. Instruindo-os nas suas próprias casas. Que necessidade indizível há disso! O mundo diz: “Os metodistas não são melhores do que os outros.” Em geral isso não é verdade. Mas: 1. A religião pessoal, tanto para com Deus como para com o próximo, é superficial demais entre nós. Podemos apenas tocar em alguns pontos. Quão pouca fé há entre nós! Quão pouca comunhão com Deus, quão pouco viver no céu, andar na eternidade, morrer para toda criatura! Quanto amor ao mundo! Desejo de prazer, de comodidade, de ganhar dinheiro! Quão pouco amor fraternal! Que contínuo julgar uns aos outros! Quanta fofoca, maledicência, mexerico! Que falta de honestidade moral! Para citar só um exemplo: quem faz aos outros, ao comprar e vender, o que gostaria que lhe fizessem?

2. Falta religião em família em muitos lares. E de que vale só a pregação pública, ainda que pudéssemos pregar como anjos? Nós devemos, sim, todo pregador itinerante deve instruir o povo de casa em casa. Enquanto isso não for feito, e feito com toda a seriedade, os metodistas não serão melhores.

A nossa religião não é suficientemente profunda, universal, uniforme; mas superficial, parcial, desigual. E será assim enquanto não gastarmos nessa visitação a metade do tempo que agora gastamos em conversas inúteis. Podemos encontrar um método melhor de fazer isso do que o do Sr. Baxter? Se não, adotemo-lo sem demora. Todo o seu tratado intitulado O Pastor Reformado merece uma leitura atenta. Falando dessa visitação de casa em casa, ele diz: “Encontraremos muitos obstáculos, tanto em nós mesmos como no povo.”

[N. do T.: Richard Baxter (1615-1691), pastor puritano inglês; The Reformed Pastor (1656) é o seu tratado clássico sobre o cuidado pastoral, muito recomendado por Wesley.]

1. Em nós mesmos há muita apatia e preguiça, de modo que será muito difícil nos tornarmos fiéis nessa obra.

2. Temos um espírito vil, que procura agradar aos homens, de modo que os deixamos perecer em vez de perder a afeição deles; deixamos que vão tranquilamente para o inferno para não os ofendermos.

3. Alguns de nós têm uma timidez tola. Não sabemos como começar e temos vergonha de contradizer o diabo.

4. Mas o obstáculo maior é a fraqueza da fé. Todo o nosso movimento é fraco porque a mola que o impulsiona é fraca.

5. Por fim, somos inábeis nessa obra. Quão poucos sabem tratar com as pessoas de modo a alcançar o seu interior e ajustar toda a conversa às diversas condições e temperamentos delas; escolher os assuntos mais adequados e insistir neles com uma santa mistura de seriedade, temor, amor e mansidão!

Mas, sem dúvida, essa aplicação pessoal está implícita naquelas palavras solenes do apóstolo: “Diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu Reino, peço a você com insistência que pregue a palavra, insista, quer seja oportuno, quer não, corrija, repreenda, exorte com toda a paciência” (2Tm 4.1-2).

Ó irmãos, se pudéssemos ao menos pôr essa obra em andamento em todas as nossas sociedades e levá-la adiante com zelo, que glória resultaria para Deus! Se a mornidão comum fosse banida, e cada oficina e cada casa se ocupassem em falar da palavra e das obras de Deus, certamente Deus habitaria nas nossas moradas e faria de nós o seu deleite.

E isso é absolutamente necessário para o bem do nosso povo, alguns dos quais até hoje nem se arrependem nem creem. Olhe ao redor e veja quantos deles ainda estão em perigo evidente de condenação. E como você pode andar, conversar e se alegrar com essas pessoas, sabendo a situação delas? Quando olhar para o rosto delas, deveria romper em lágrimas, como o profeta quando olhou para Hazael (2Rs 8.11), e depois insistir com elas com as exortações mais veementes. Ó, por amor de Deus e por amor das pobres almas, despertem e não poupem nenhum esforço que possa contribuir para a salvação delas!

Que motivo temos para sangrar diante do Senhor por termos negligenciado por tanto tempo essa boa obra! Se tivéssemos começado antes, quantos mais poderiam ter sido trazidos a Cristo! E quanto mais santas e felizes poderiam ser hoje as nossas sociedades! E por que não poderíamos tê-lo feito antes? Havia muitos obstáculos, e sempre haverá. Mas o obstáculo maior está em nós mesmos, na pequenez da nossa fé e do nosso amor.

Mas objeta-se: I. “Isso tomará tanto tempo que não teremos folga para continuar os nossos estudos.” Respondemos: 1. Adquirir conhecimento é uma coisa boa, mas salvar almas é melhor. 2. Por meio disso mesmo você adquirirá o conhecimento mais excelente, o de Deus e da eternidade. 3. Você terá tempo também para adquirir outros conhecimentos. Apenas não durma mais do que precisa, “e nunca fique ocioso, nem ocupado com futilidades”. Mas, 4. Se você só pode fazer uma das duas coisas, deixe de lado os estudos. Deveríamos jogar fora todas as bibliotecas do mundo antes de sermos culpados da perda de uma só alma.

Objeta-se: II. “O povo não se sujeitará a isso.” Se alguns não se sujeitarem, outros se sujeitarão. E o êxito com estes recompensará todo o seu trabalho. Ó, sigamos nisso o exemplo de São Paulo! 1. Quanto à sua ocupação geral: servindo o Senhor com toda a humildade (At 20.19). 2. A sua obra especial: cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho (At 20.28). 3. A sua doutrina: o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo (At 20.21). 4. O lugar: publicamente e também de casa em casa (At 20.20). 5. O objetivo e a maneira de ensinar: noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, cada um de vocês (At 20.31). 6. A sua integridade e abnegação nisso: de ninguém cobicei prata, nem ouro (At 20.33). 7. A sua paciência: em nada considero a vida preciosa para mim mesmo (At 20.24). E, entre todos os outros motivos, que estes estejam sempre diante dos nossos olhos: 1. A igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue (At 20.28). 2. Aparecerão no meio de vocês lobos vorazes; e até mesmo entre vocês se levantarão homens falando coisas pervertidas (At 20.29-30).

Escreva isso no seu coração, e isso lhe fará mais bem do que vinte anos de estudo. Então você não terá tempo de sobra; terá trabalho suficiente. Então, também, nenhum pregador que seja como o sal que perdeu o sabor (Mt 5.13) ficará conosco, pois para esse tal essa ocupação será um puro fardo. E, para realizá-la, você precisará de todo o conhecimento que puder obter e de toda a graça que puder alcançar.

Em resumo: vá a cada casa, por ordem, e ensine todos os que nela estiverem, jovens e velhos, a serem cristãos por dentro e por fora; torne cada ponto claro ao entendimento deles; fixe-o na mente deles; escreva-o no coração deles. Para isso é preciso ensinar uma coisa depois da outra, um pouco aqui, um pouco ali (Is 28.10). Quanta paciência, quanto amor, quanto conhecimento são necessários para isso! Temos de fazer isso, ainda que fosse só para evitar a ociosidade. Não desperdiçamos muitas horas toda semana? Cada um examine a si mesmo; nenhuma ociosidade é compatível com o crescimento na graça. Mais ainda: sem exatidão no aproveitamento do tempo (Ef 5.16), você não consegue conservar a graça que recebe na justificação.

Pergunta 2. Por que não somos mais santos? Por que não vivemos na eternidade? Não andamos com Deus o dia todo? Por que não somos todos dedicados ao bem? Respirando todo o espírito de missionários?

Resposta. Principalmente porque somos entusiastas: esperamos o fim sem usar os meios. Para tocar apenas em dois ou três exemplos: quem de nós se levanta às quatro, ou mesmo às cinco, quando não prega? Conhecemos a obrigação e o benefício do jejum ou da abstinência? Com que frequência o praticamos? Só essa negligência basta para explicar a nossa fraqueza e o nosso desânimo de espírito. Estamos continuamente entristecendo o Espírito Santo de Deus (Ef 4.30) pela negligência habitual de um dever claro. Emendemo-nos a partir desta hora.

[N. do T.: “entusiastas”, no inglês do século XVIII, eram os que esperavam de Deus resultados extraordinários sem usar os meios que ele mesmo estabeleceu; o termo era pejorativo.]

Pergunta. Como nos guardaremos da profanação do dia do Senhor, da maledicência, da conversa sem proveito, da leviandade, do luxo ou da extravagância no vestir e de contrair dívidas sem o devido cuidado de pagá-las?

Resposta. 1. Preguemos expressamente sobre cada um desses pontos. 2. Leia-se em cada sociedade o sermão sobre a maledicência. 3. Que os líderes examinem de perto e exortem cada pessoa a lançar fora a coisa condenada (Js 7.1). 4. Que os pregadores advirtam cada sociedade de que ninguém que seja culpado nisso pode permanecer conosco. 5. Extirpe-se da nossa Igreja a compra ou venda de mercadorias que não pagaram os impostos estabelecidos pelo governo. Não permaneça conosco quem não se abstiver totalmente desse mal em toda forma e grau. Extirpe-se o suborno, o receber qualquer coisa, direta ou indiretamente, por votar em qualquer eleição. Não se faça acepção de pessoas nisso, mas expulsem-se todos os que tocarem na coisa condenada. E aconselhe-se fortemente o nosso povo a reprovar todas as festas e agrados oferecidos pelos candidatos antes das eleições ou durante elas, e a não participar, de forma alguma, dessas práticas iníquas.

[N. do T.: “o sermão sobre a maledicência” é o sermão de John Wesley “A cura da maledicência” (“The Cure of Evil-Speaking”), sobre Mt 18.15-17.]

SEÇÃO XIV. Das escolas dominicais e da instrução religiosa das crianças

Pergunta 1. O que faremos pela instrução moral e religiosa das crianças?

Resposta. 1. Será dever especial dos pregadores que têm a seu cargo circuitos ou estações, com a ajuda dos outros pregadores, formar escolas dominicais em todas as nossas congregações onde se possam reunir dez crianças para esse fim, e obter a cooperação de tantos membros nossos quantos puderem; visitar as escolas tantas vezes quanto possível; pregar sobre as escolas dominicais e a instrução religiosa em cada congregação pelo menos uma vez a cada seis meses; e formar classes bíblicas onde puderem para a instrução das crianças maiores e dos jovens e, onde não puderem dirigi-las pessoalmente, cuidar que se providenciem professores adequados para esse fim.

2. Será também dever dos pregadores mostrar fielmente aos pais e aos professores da escola dominical a grande importância de instruir as crianças nas doutrinas e nos deveres da nossa santa religião; cuidar que os nossos catecismos sejam usados o mais amplamente possível, tanto nas nossas escolas dominicais como nas famílias; pregar às crianças e catequizá-las publicamente nas escolas dominicais e em reuniões especiais marcadas para esse fim.

3. Será dever de todo pregador, nas suas visitas pastorais, dar atenção especial às crianças, falando-lhes pessoalmente e com bondade sobre a piedade experimental e prática, segundo a capacidade delas; orar com fervor por elas; e instruir e exortar com diligência todos os pais a dedicarem os seus filhos ao Senhor no batismo, tão cedo quanto for conveniente.

4. Cada pregador responsável apresentará à Conferência Trimestral, para ser registrado no seu livro de atas, o número e o estado das escolas dominicais e classes bíblicas sob o seu cargo, e em que medida pregou às crianças e as catequizou, e fará o relatório exigido sobre as escolas dominicais à sua Convenção Anual.

SEÇÃO XV. Do bom uso do tempo quando não estamos viajando nem ocupados em atividades públicas

Pergunta 1. Que método geral de empregar o nosso tempo aconselharemos?

Resposta. Aconselhamos você: 1. A levantar-se às quatro sempre que possível. 2. Das quatro às cinco da manhã, e das cinco às seis da tarde, a meditar, orar e ler as Escrituras com notas, e as partes mais diretamente práticas do que o Sr. Wesley publicou. 3. Das seis da manhã até o meio-dia (reservando uma hora para o café da manhã), a ler, com muita oração, alguns dos nossos melhores tratados religiosos.

Pergunta 2. Por que o povo sob os nossos cuidados não é melhor?

Resposta. Outras razões podem contribuir, mas a principal é que nós mesmos não temos mais conhecimento nem mais santidade.

Pergunta 3. Mas por que não temos mais conhecimento?

Resposta. Porque somos ociosos. Esquecemos a nossa primeira regra: “Seja diligente. Nunca fique desocupado. Nunca se ocupe com futilidades. Nem fique em lugar algum mais tempo do que o estritamente necessário.” Receamos que haja nisso uma falha geral, e que poucos de nós estejam isentos. Qual de nós gasta tantas horas por dia na obra de Deus quanto gastava antes no trabalho dos homens? Conversamos, conversamos ou lemos o que nos cai nas mãos. Temos de curar esse mal, absolutamente temos de curá-lo, ou trairemos a causa de Deus. Mas como? 1. Leia os livros mais úteis, e isso com regularidade e constância. 2. Dedique com firmeza toda a manhã a essa ocupação, ou pelo menos cinco horas em cada vinte e quatro. “Mas eu não tenho gosto pela leitura.” Adquira o gosto pelo hábito, ou volte à sua ocupação anterior. “Mas eu não tenho livros.” Seja diligente em espalhar os livros, e você terá o uso deles.

SEÇÃO XVI. Da necessidade de união entre nós

Tenhamos profunda consciência (pelo que já conhecemos) do mal de uma divisão em princípio, espírito ou prática, e das terríveis consequências para nós mesmos e para os outros. Se estivermos unidos, o que poderá resistir diante de nós? Se nos dividirmos, destruiremos a nós mesmos, a obra de Deus e as almas do nosso povo.

Pergunta. O que se pode fazer para uma união mais estreita entre nós?

Resposta. 1. Estejamos profundamente convencidos da sua absoluta necessidade.

2. Oremos com fervor uns pelos outros e falemos com franqueza uns aos outros.

3. Quando nos reunirmos, nunca nos separemos sem oração.

4. Tenhamos grande cuidado de não desprezar os dons uns dos outros.

5. Nunca falemos levianamente uns dos outros.

6. Defendamos a reputação uns dos outros em tudo, na medida em que isso for compatível com a verdade.

7. Esforce-se cada um, quanto à honra, para dar preferência ao outro (Rm 12.10).

8. Recomendamos a leitura séria de As causas, os males e os remédios das divisões do coração e da Igreja.

[N. do T.: obra extraída dos escritos dos puritanos Jeremiah Burroughs e Richard Baxter e publicada pelos metodistas americanos no fim do século XVIII.]

SEÇÃO XVII. Pregadores locais

Pergunta. Que orientações se darão a respeito dos pregadores locais?

1. A Convenção Trimestral tomará conhecimento de todos os pregadores locais do circuito ou estação e examinará os dons, os trabalhos e a utilidade de cada pregador pelo nome.

2. O pregador local licenciado será elegível para o ofício de diácono depois de ter pregado quatro anos a partir da data em que recebeu a licença regular, e de ter obtido a recomendação da Convenção Trimestral, depois do devido exame.

3. O diácono local será elegível para o ofício de presbítero depois de ter pregado quatro anos a partir da data em que foi ordenado diácono, e de ter obtido a recomendação da Convenção Trimestral da qual é membro, atestando as suas qualificações em doutrina, disciplina, talentos e utilidade, assinada pelo Presidente e pelo Secretário.

4. Todo presbítero, diácono ou pregador local prestará contas à Convenção Trimestral a que pertence pelo seu caráter cristão e pelo desempenho fiel do seu ofício ministerial. Terá o seu nome registrado no livro de atas dessa Convenção, e também inscrito numa lista de classe, e frequentará a classe. Se negligenciar esses deveres, a Convenção Trimestral, se julgar conveniente, poderá privá-lo do seu ofício ministerial. E, quando um pregador se tornar local, ou for desligado por uma Convenção Anual, prestará contas à Convenção Trimestral do circuito ou estação onde teve a sua última nomeação, ou do lugar onde residir no momento em que se tornou local.

5. Organizem-se os compromissos de modo a dar aos pregadores locais um trabalho regular e sistemático no dia do Senhor.

SEÇÃO XVIII. Reuniões oficiais

1. Em cada circuito ou estação se realizará, uma vez por mês, sempre que possível, uma reunião oficial, composta dos pregadores, exortadores, mordomos, líderes de classe e superintendentes da escola dominical.

2. A junta oficial cuidará dos interesses materiais e espirituais do circuito ou estação, estabelecerá e manterá escolas dominicais e concederá e renovará licenças para exortar, contanto que ninguém seja licenciado para exortar sem a recomendação da sociedade* da qual é membro. Também recomendará à Convenção Trimestral pessoas aptas para serem licenciadas como pregadores locais.

3. O pregador responsável presidirá a reunião oficial; na sua ausência, eleger-se-á um presidente. Uma vez por ano se elegerá um secretário, que manterá e registrará, num livro apropriado providenciado para esse fim, atas fiéis das reuniões oficiais e também das reuniões da sociedade. Também manterá um registro de todo o dinheiro arrecadado no circuito para fins religiosos e do modo como foi gasto.

* Por “sociedade” se entende o conjunto dos membros da nossa Igreja que se reúnem regularmente, num mesmo lugar, para o culto público.

Tradução para o português a partir de The Doctrines and Discipline of the Free Methodist Church, adopted August 23, 1860 (Buffalo: B. T. Roberts, 1860), em fac-símile publicado pela First Fruits Press (Asbury Theological Seminary, 2016); domínio público. As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA). Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.