Igreja Metodista Livre · Disciplina de 1860 · Capítulo VIII
[N. do T.: este rito deriva da Ceia do Senhor do Sunday Service de Wesley (1788), já traduzida neste site, cuja redação seguimos onde o texto é o mesmo. A Disciplina de 1860, porém, o reduz bastante. Começa diretamente pelas sentenças do ofertório e não traz a Oração do Senhor e a coleta iniciais, os Dez Mandamentos, as coletas pelo governante, as leituras, a oração por toda a Igreja, as palavras de conforto, o “Elevem o coração”, as orações depois da comunhão e o “Glória a Deus nas alturas”. A coleta “Deus todo-poderoso, para quem todos os corações estão abertos” passa para depois da confissão. Na oração “Não ousamos vir a esta tua Mesa”, o pedido final também muda: em vez de “que o nosso corpo pecador seja purificado pelo seu corpo, e a nossa alma lavada pelo seu preciosíssimo sangue”, diz “que a nossa alma e o nosso corpo pecadores sejam purificados pela sua morte e lavados pelo seu preciosíssimo sangue”. Uma nota final permite omitir qualquer parte do culto, exceto a oração de consagração.]
1. Nenhuma pessoa será admitida entre nós à Ceia do Senhor se for culpada de alguma prática imoral ou não cristã pela qual excluiríamos um membro da nossa Igreja.
2. Todas as pessoas devidamente incluídas no convite geral poderão participar entre nós da Ceia do Senhor.
[N. do T.: o “convite geral” é a exortação “Vocês que de verdade e com sinceridade se arrependem dos seus pecados…”, mais abaixo. A Ceia, portanto, não era restrita aos membros da Igreja Metodista Livre.]
O presbítero dirá uma ou mais destas sentenças:
“Assim brilhe também a luz de vocês diante dos outros, para que vejam as boas obras que vocês fazem e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos céus.” (Mt 5.16)
“Não acumulem tesouros sobre a terra, onde as traças e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntem tesouros no céu, onde as traças e a ferrugem não corroem, e onde ladrões não escavam, nem roubam.” (Mt 6.19-20)
“Portanto, tudo o que vocês querem que os outros façam a vocês, façam também vocês a eles; porque esta é a Lei e os Profetas.” (Mt 7.12)
“Nem todo o que me diz: ‘Senhor, Senhor!’ entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” (Mt 7.21)
“Zaqueu, por sua vez, se levantou e disse ao Senhor: ‘Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres. E, se roubei alguma coisa de alguém, vou restituir quatro vezes mais.'” (Lc 19.8)
“Aquele que semeia pouco também colherá pouco; e o que semeia com fartura também colherá com fartura. Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade, porque Deus ama quem dá com alegria.” (2Co 9.6-7)
“Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.” (Gl 6.10)
“De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada trouxemos para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele.” (1Tm 6.6-7)
“Exorte os ricos deste mundo a que sejam generosos em dar e prontos a repartir, ajuntando para si mesmos um tesouro que é sólido fundamento para o futuro, a fim de tomarem posse da verdadeira vida.” (1Tm 6.17-19)
[N. do T.: a Disciplina cita apenas parte destes versículos; a sentença reproduz na NAA somente as partes citadas.]
“Porque Deus não é injusto para se esquecer do trabalho que vocês fizeram e do amor que mostraram para com o seu nome, pois vocês serviram e ainda estão servindo aos santos.” (Hb 6.10)
“Não se esqueçam da prática do bem e da mútua cooperação, pois de tais sacrifícios Deus se agrada.” (Hb 13.16)
“Ora, se alguém possui recursos deste mundo e vê seu irmão passar necessidade, mas fecha o coração para essa pessoa, como pode permanecer nele o amor de Deus?” (1Jo 3.17)
“Quem se compadece do pobre empresta ao Senhor, e este lhe retribuirá o benefício.” (Pv 19.17)
“Bem-aventurado é aquele que ajuda os necessitados; o Senhor o livra no dia do mal.” (Sl 41.1)
Enquanto se leem estas sentenças, faça-se uma coleta.
Depois disso, o presbítero dirá:
Vocês que de verdade e com sinceridade se arrependem dos seus pecados, que vivem em amor e caridade com o próximo e que pretendem levar uma vida nova, seguindo os mandamentos de Deus e andando daqui em diante nos seus santos caminhos: aproximem-se com fé e recebam este santo sacramento para o seu conforto; e façam a sua humilde confissão ao Deus todo-poderoso, ajoelhados com mansidão.
Então o ministro fará esta confissão geral, em nome de todos os que pretendem receber a Santa Comunhão, ele e todo o povo humildemente ajoelhados, dizendo:
Deus todo-poderoso, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Criador de todas as coisas, Juiz de todas as pessoas: reconhecemos e lamentamos os nossos muitos pecados e maldades, que de tempos em tempos cometemos gravemente, por pensamento, palavra e ação, contra a tua divina Majestade, provocando com toda a justiça a tua ira e indignação contra nós. Arrependemo-nos sinceramente e sentimos de coração o pesar destas nossas más ações; a lembrança delas nos é dolorosa. Tem misericórdia de nós, tem misericórdia de nós, Pai misericordiosíssimo; por amor do teu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, perdoa-nos todo o passado; e concede que daqui em diante te sirvamos e agrademos sempre em novidade de vida, para a honra e glória do teu nome; por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.
Então o presbítero dirá:
Ó Deus todo-poderoso, nosso Pai celestial, que pela tua grande misericórdia prometeste o perdão dos pecados a todos os que se voltam para ti com arrependimento sincero e fé verdadeira: tem misericórdia de nós; perdoa-nos e livra-nos dos nossos pecados; confirma-nos e fortalece-nos em toda a bondade; e conduze-nos à vida eterna; por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.
A coleta.
Deus todo-poderoso, para quem todos os corações estão abertos, todos os desejos são conhecidos e de quem nenhum segredo se esconde: purifica os pensamentos do nosso coração pela inspiração do teu Santo Espírito, para que te amemos perfeitamente e engrandeçamos dignamente o teu santo nome; por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Então o presbítero dirá:
É muito digno e justo, e nosso dever indeclinável, que em todo tempo e em todo lugar te demos graças, ó Senhor, Pai santo, Deus todo-poderoso e eterno.
Por isso, com os anjos e arcanjos e com toda a companhia do céu, louvamos e engrandecemos o teu glorioso nome, louvando-te sempre e dizendo: Santo, santo, santo, Senhor Deus dos Exércitos; o céu e a terra estão cheios da tua glória. Glória a ti, ó Senhor altíssimo. Amém.
Então o presbítero dirá:
Não ousamos vir a esta tua Mesa, ó Senhor misericordioso, confiando na nossa própria justiça, mas nas tuas muitas e grandes misericórdias. Não somos dignos nem de recolher as migalhas debaixo da tua mesa. Mas tu és o mesmo Senhor, cuja natureza é ter sempre misericórdia. Concede-nos, pois, Senhor gracioso, comer de tal modo a carne do teu amado Filho Jesus Cristo e beber o seu sangue, que a nossa alma e o nosso corpo pecadores sejam purificados pela sua morte e lavados pelo seu preciosíssimo sangue, e que habitemos sempre nele, e ele em nós. Amém.
Então o presbítero dirá a oração de consagração, como segue:
Deus todo-poderoso, nosso Pai celestial, que, pela tua terna misericórdia, deste o teu único Filho Jesus Cristo para sofrer a morte na cruz pela nossa redenção; o qual ali fez (pela oblação de si mesmo, uma vez oferecida) um sacrifício, oblação e satisfação plena, perfeita e suficiente pelos pecados do mundo inteiro; e instituiu, e no seu santo evangelho nos ordenou que continuássemos, uma memória perpétua daquela sua preciosa morte até a sua volta: ouve-nos, ó Pai misericordioso, nós te rogamos humildemente, e concede que nós, recebendo estas tuas criaturas de pão e vinho, segundo a santa instituição do teu Filho, nosso Salvador Jesus Cristo, em memória da sua morte e paixão, sejamos participantes do seu bendito corpo e sangue; o qual, na mesma noite em que foi traído, tomou o pão (1) e, tendo dado graças, o partiu (2) e o deu aos seus discípulos, dizendo: “Tomem, comam; isto (3) é o meu corpo, que é dado por vocês; façam isto em memória de mim.” Do mesmo modo, depois da ceia, tomou o cálice (4) e, tendo dado graças, o deu a eles, dizendo: “Bebam dele todos, pois isto (5) é o meu sangue do Novo Testamento, que é derramado por vocês e por muitos, para remissão dos pecados; façam isto, todas as vezes que o beberem, em memória de mim.” Amém.
(1) Aqui o presbítero tomará nas mãos o prato do pão. (2) E aqui partirá o pão. (3) E aqui porá as mãos sobre todo o pão. (4) Aqui tomará o cálice na mão. (5) E aqui porá a mão sobre todos os recipientes que contêm o vinho.
Então o ministro receberá primeiro ele mesmo a comunhão nas duas espécies, e depois a dará do mesmo modo aos outros ministros (se houver algum presente), e em seguida também ao povo, por ordem, nas mãos. E, ao entregar o pão, dirá:
O corpo de nosso Senhor Jesus Cristo, que foi dado por você, preserve a sua alma e o seu corpo para a vida eterna. Tome e coma isto em memória de que Cristo morreu por você, e alimente-se dele no seu coração, pela fé, com ação de graças.
E o ministro que entregar o cálice dirá:
O sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, que foi derramado por você, preserve a sua alma e o seu corpo para a vida eterna. Beba isto em memória de que o sangue de Cristo foi derramado por você, e seja agradecido.
[Se o pão ou o vinho consagrado acabar antes que todos tenham comungado, o presbítero poderá consagrar mais, repetindo a oração de consagração.]
[Quando todos tiverem comungado, o ministro voltará à Mesa do Senhor e colocará sobre ela o que restar dos elementos consagrados, cobrindo-os com uma toalha de linho limpa.]
Então o presbítero dirá a Oração do Senhor, e o povo repetirá depois dele cada petição.
Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofendem. E não nos conduzas à tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.
Concluindo com esta bênção:
Que a paz de Deus, que excede todo entendimento, guarde o coração e a mente de vocês no conhecimento e no amor de Deus e de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor; e que as bênçãos do Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, estejam entre vocês e permaneçam com vocês para sempre. Amém.
N. B. Se o presbítero estiver com pouco tempo, poderá omitir qualquer parte do culto, exceto a oração de consagração.
Tradução para o português a partir de The Doctrines and Discipline of the Free Methodist Church, adopted August 23, 1860 (Buffalo: B. T. Roberts, 1860), em fac-símile publicado pela First Fruits Press (Asbury Theological Seminary, 2016); domínio público. As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA). Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.