Igreja Metodista Livre (EUA) · Manual do Pastor (1998) · Capítulo I
A Comissão de Estudos sobre Doutrina, a pedido do Concílio Geral de 1979, preparou o lecionário a seguir para a Igreja Metodista Livre da América do Norte. Adotado pelo Concílio Geral de 1985, foi publicado pela primeira vez na edição de 1986 do Manual do Pastor.
Lecionário é uma coleção de leituras do Antigo e do Novo Testamento organizadas para orientar o culto ao longo do ano cristão. Ele garante que a congregação tenha contato amplo com todas as partes das Escrituras, porque propõe leituras ligadas ao ano cristão. O ano cristão, por sua vez, desdobra o ensino cristão básico de forma ordenada, percorrendo as etapas da vida de nosso Senhor. Juntos, o lecionário e o ano cristão conduzem a congregação a um culto a Deus que edifica.
A igreja histórica desenvolveu o seu próprio calendário ao longo de muitos séculos. A história do evangelho forneceu o modelo. Seguindo essa tradição, este lecionário organiza as Escrituras em torno de Jesus Cristo.
O ano cristão tem cinco estações, cada uma com a sua ênfase:
Um estudo atento das estações mostra que o ano cristão pode ser dividido em duas grandes partes:
Desde cedo na sua história, a igreja criou lecionários para orientar o culto. Tanto o ano cristão quanto os lecionários foram aos poucos se tornando mais complexos. Depois da Reforma, as igrejas protestantes adotaram, em graus variados, o calendário e os lecionários. As igrejas litúrgicas os conservaram de modo bastante geral, fazendo adaptações aqui e ali. As igrejas não litúrgicas os abandonaram quase por completo.
A Igreja Metodista Livre recebeu influência tanto do protestantismo litúrgico quanto do não litúrgico. João Wesley, o pai do metodismo, era membro da Igreja da Inglaterra. Durante toda a vida, Wesley observou as orações da manhã e da tarde do Livro de Oração Comum. Mas o movimento das igrejas livres, que veio da outra ponta da Reforma, também influenciou a Igreja Metodista Livre.
Muitos temem que qualquer abordagem planejada ponha em risco a verdadeira natureza do culto. Esse temor é desnecessário para quem está disposto a buscar o equilíbrio entre a ordem e a espontaneidade. Como essas duas abordagens fazem parte da nossa história, o metodismo, no que tem de melhor, oferece uma ordem no culto que deixa espaço para a resposta à direção do Espírito.
O lecionário metodista livre adaptou o Lecionário Comum para que correspondesse às ênfases do calendário denominacional.
Este lecionário se apoia na sabedoria, provada pelo tempo, da igreja universal. Mas também tem traços próprios. Por um lado, inclui as estações do ano cristão histórico e, para cada domingo, sugere leituras de diferentes partes da Bíblia. Isso está de acordo com o antigo ensino da igreja de que as Escrituras, dentro de uma rica diversidade, têm uma unidade profunda. Baseado num ciclo de três anos, o lecionário inclui boa parte do Novo Testamento e um grande número de textos do Antigo Testamento. Ao mesmo tempo, dá atenção especial às passagens que destacam as preocupações, dadas por Deus, que caracterizam o metodismo histórico.
Os pastores devem decidir exatamente como usar as leituras bíblicas. Pode haver domingos em que necessidades locais exijam deixar o lecionário de lado por completo. Eles descobrirão, no entanto, que o lecionário, em vez de amarrá-los, na verdade os liberta para preparar os seus próprios cultos, porque concentra a atenção deles numa direção determinada. Naturalmente, terão de prosseguir a partir daí e, na pregação, determinar com precisão como aplicar as leituras às necessidades locais. Isso exigirá muita oração e estudo cuidadoso.
Alguns pastores podem preferir não usar o lecionário. Se o fizerem, devem lembrar que, como dirigentes do culto, são responsáveis por garantir que as Escrituras sejam abrangidas nos cultos das suas congregações. Há poucos líderes capazes de garantir, por conta própria, que ao longo do ano as suas congregações tenham contato amplo e sistemático com toda a extensão das Escrituras. A maioria dos pastores, porém, simplesmente não tem o tempo nem os recursos necessários para elaborar um plano assim. Os que não os têm farão bem em considerar o que o lecionário tem a oferecer.
Deus deu à igreja o seu livro, as Sagradas Escrituras, sem igual em toda a história do mundo. O seu Livro é um depósito confiado a nós. Deus também deu líderes à igreja, ordenados e nomeados para ensinar e pregar a mensagem do seu Livro em toda a sua amplitude e para conduzir o seu povo no culto público. Este lecionário oferece a esses líderes uma ajuda na forma de um guia simples, que permite que tanto a Palavra quanto o Espírito tenham pleno domínio na sua igreja.
Os pastores precisarão examinar o lecionário a fundo. Essa primeira leitura deve dar atenção ao alcance de cada estação, à unidade dos temas dentro de uma estação e ao movimento das passagens ao longo de domingos consecutivos. Os pastores que tiverem compreendido o plano do lecionário estarão em boas condições de usá-lo.
Eis algumas sugestões. Os pastores devem garantir que as suas congregações ouçam regularmente a unidade da mensagem das Escrituras por meio das suas várias testemunhas. Fazer pelo menos duas leituras no culto da manhã amplia o impacto que a Palavra de Deus pode causar. Isso, aliás, recorre à nossa herança, pois o hinário de 1910 da Igreja Metodista Livre sugeria que se lessem uma passagem do Antigo Testamento e outra do Novo Testamento em cada culto.
As abordagens certamente vão variar. Os pastores podem usar as leituras bíblicas inteiras ou abreviá-las. Podem seguir as leituras no culto da manhã e afastar-se delas à noite, em favor de escolhas pessoais. Além dessas opções, trechos de um salmo (que não fazem parte do ciclo de três anos) podem ser lidos na chamada ao culto ou em outro momento.
Os pastores podem descobrir que pregar livro por livro da Bíblia é valioso. Outros podem achar útil alternar entre uma série sobre um livro (por exemplo, em Pentecostes) e o ano cristão com o lecionário.
Quem quiser acompanhar outras igrejas metodistas livres na leitura das mesmas passagens a cada semana pode seguir esta regra. Se a soma dos algarismos for divisível por três, use as leituras do ano A. Por exemplo, como a soma dos algarismos de 2001 é 3, número divisível por 3, o ano cristão 2001/02 segue as leituras do ano A. Então 2003/04 segue as leituras do ano B, e assim por diante. [N. do T.: assim está no original. Pelo quadro abaixo, o ano B começa no Advento de 2002, e o ano cristão 2003/04 corresponde ao ano C.] Esta regra só vale para o terceiro milênio.
Para os menos afeitos à matemática, há o quadro a seguir:
[N. do T.: pela mesma regra, o Advento de 2025 abre o ano A, o de 2026 o ano B e o de 2027 o ano C.]
A seguir, dois exemplos de como podem ser usadas as leituras do Domingo da Trindade, ano A (Pentecostes I):
Chamada ao culto: Sl 90.1-2
Leituras bíblicas: Gn 1.26-2.3; Mt 28.16-20
Leitura do sermão: 2Co 13.5-14
Chamada ao culto: Sl 90.1-4,12
Leitura bíblica: Mt 28.16-20
Leitura do sermão: 2Co 13.5-14
O nome Advento indica que o Senhor “veio até” nós no Menino Jesus. Os temas do Advento tratam, portanto, do seu nascimento, da vinda do Filho de Deus em carne, da predição dessa vinda na profecia do Antigo Testamento, da sua preparação na história do Antigo Testamento, das pessoas envolvidas e da maravilha da sua vinda. A estação do Advento e as suas leituras também se concentram na nossa prontidão para receber o Rei, na nossa expectativa e na nossa paciência.
| Tema | Salmos | Ano | Primeira leitura | Segunda leitura | Evangelho |
|---|---|---|---|---|---|
| I. Preparação | 24; 1; 84; 5 | A | Is 2.1-5 | Rm 13.11-14 | Mt 24.36-44 |
| B | Is 63.16b-64.8 | Tg 4.1-10 | Mc 13.32-37 | ||
| C | Jr 33.14-16 | 1Ts 5.1-6 | Lc 21.25-36 | ||
| II. O Profeta | 50.1-15 | A | Is 11.1-10 | Rm 15.4-9 | Mt 3.1-10 |
| B | Is 40.1-11 | 2Pe 3.8-14 | Mc 1.1-8 | ||
| C | Ml 3.1-4 | Fp 1.3-11 | Lc 3.1-6 | ||
| III. A mensagem do Profeta | 2; 46; 3; 21; 45 | A | Is 35.1-10 | Tg 5.7-12 | Mt 11.2-11 |
| B | Is 61.1-3,8-11 | 1Ts 5.12-24 | Jo 1.6-8,19-28 | ||
| C | Sf 3.14-20 | Fp 4.4-9 | Lc 3.7-18 | ||
| IV. O Filho de Davi | 80; 85; 89.1-4,38-52; 132 | A | Is 7.10-14 | Rm 1.1-7 | Mt 1.18-25 |
| B | 2Sm 7.8-16 | Rm 16.25-27 | Lc 1.26-38 | ||
| C | Mq 5.1-4 | Hb 10.5-10 | Lc 1.39-45 ou 1.46-55 | ||
| Natal (véspera) | 118; 8; 148 | A | Is 9.2-7 | Tt 2.11-15 | Lc 2.1-20 |
| B | Is 62.11-12 | Tt 3.4-7 | Jo 1.1-18 | ||
| C | Is 52.7-10 | Hb 1.1-6 | Lc 2.1-20 | ||
| Natal I | 145; 138; 111; 150 | A | Is 63.7-9 | Gl 4.4-7 | Mt 2.13-19 |
| B | Is 45.18-19,22-25 | Cl 3.12-17 | Lc 2.21-24 | ||
| C | Jr 31.10-14 | Hb 2.10-18 | Lc 2.36-40 | ||
| Janeiro I | 81; 90; 147; 103 | A | Nm 6.22-27 | Ef 5.8-20 | Mt 13.47-52 |
| B | Ec 3.1-15 | 2Co 5.16-6.2 | Jo 21.20-25 | ||
| C | Dt 8.1-10 | Hb 12.1-6,11-13 | Lc 14.15-24 | ||
| Natal II | 121; 66; 72 | A | Pv 8.22-31 | Ef 1.3-10 | Jo 3.22-30 |
| B | Êx 34.1-7 | Ef 1.11-14 | Lc 2.25-35 | ||
| C | Jó 28.20-28 | 1Co 1.18-25 | Lc 2.41-52 |
Epifania se refere à manifestação de Deus no ministério do seu Filho. A estação da Epifania começa com as histórias da visita dos magos e do batismo de Jesus, o acontecimento que inaugurou o seu ministério. Termina com a sua transfiguração, acontecimento em que Deus deu testemunho do seu Filho. A estação da Epifania normalmente se estende até bem dentro de fevereiro, o nosso Mês da Compaixão. [N. do T.: ênfase do calendário da Igreja Metodista Livre dos EUA.] O ministério de Jesus oferece um excelente modelo para a nossa compaixão. As passagens do Antigo Testamento que descrevem o cuidado de Deus pelos pobres e oprimidos nos dão um modelo de misericórdia anterior a Cristo.
| Tema | Salmos | Ano | Primeira leitura | Segunda leitura | Evangelho |
|---|---|---|---|---|---|
| I. A Epifania | 19; 93; 35 | A | Is 42.1-7 | At 10.34-38 | Mt 3.13-17 ou 2.1-12 |
| B | Is 60.1-7 | At 11.4-18 | Mc 1.4-11 | ||
| C | Gn 1.1-5 | Ef 3.1-6 | Lc 3.15-17,21-22 | ||
| II. Ministério | 23; 100; 11; 40 | A | Is 49.1-6 | 1Co 1.3-9 | Jo 1.29-34 |
| B | 1Sm 3.1-10 | 1Co 6.12-20 | Jo 1.35-42 ou 1.43-51 | ||
| C | Is 62.1-5 | 1Co 12.4-11 | Jo 2.1-11 | ||
| III. Proclamação | 125; 55; 68; 105; 7 | A | Am 3.1-8 | 1Co 1.10-17 | Mt 4.12-23 |
| B | Jn 3.1-5,10 | 1Co 7.17-23 | Mc 1.14-20 | ||
| C | Ne 8.1-4a,5-6,8-10 | 1Co 12.21-31 | Lc 4.14-21 | ||
| IV. Ensino claro | 1; 119.1-16; 32 | A | Sf 2.3; 3.11-13 | 1Co 1.26-31 | Mt 5.1-12 |
| B | Dt 18.15-20 | 1Co 8.1-13 | Mc 1.21-28 | ||
| C | Jr 1.4-10 | 1Co 14.1-5,12-19 | Lc 4.22-30 | ||
| V. Partilha | 61; 104; 111; 147 | A | Is 58.6-10 | 1Co 2.1-5 | Mt 5.13-20 |
| B | Jó 7.1-7 | 1Co 9.16-23 | Mc 1.29-39 | ||
| C | Is 6.1-8 | 1Co 15.1-11 | Lc 5.1-11 | ||
| VI. Cura | 38; 6; 41 | A | Dt 30.15-20 | 1Co 3.1-9 | Mt 5.27-37 |
| B | 2Rs 5.1-14 | 1Co 10.31-11.1 | Mc 1.40-45 | ||
| C | Jr 17.5-10 | 1Co 15.12-20 | Lc 6.17-26 | ||
| VII. O amor de Deus | 102; 101; 14 | A | Lv 19.1-2,11-18 | 1Co 3.10-17 | Mt 5.38-48 |
| B | Is 43.18-25 | 2Co 1.18-22 | Mc 2.1-12 | ||
| C | Êx 34.29-35 | Ef 2.1-10 | Lc 6.27-36 | ||
| VIII. Libertação | 125; 55; 68; 105; 7 | A | Is 49.13-18 | 1Co 4.1-5 | Mt 6.24-34 |
| B | Os 2.14-20 | 2Co 3.1-6 | Mc 2.18-22 | ||
| C | 2Sm 5.1-5 | 2Co 3.12-18 | Lc 6.39-45 | ||
| IX. A Transfiguração | 90; 47; 48 | A | Êx 24.12-18 | 2Pe 1.16-19 | Mt 17.1-9 |
| B | Dn 7.9-10,13-14 | Ap 1.4-8 | Mc 9.2-9 | ||
| C | 2Rs 2.1-12 | 2Co 4.3-6 | Lc 9.28-36 |
A palavra inglesa para Quaresma, Lent, vem do anglo-saxão “alongar” e se refere aos dias que vão se alongando nessa época do ano, o início da primavera. [N. do T.: no hemisfério norte. Em português, “Quaresma” vem do latim quadragesima, “quadragésimo (dia)”.] Nesta estação, lembramos a crucificação e a ressurreição de Cristo, os atos culminantes do evangelho. Tradicionalmente, a Quaresma tem sido um tempo de abstinência por quarenta dias (embora não se jejue nos seis domingos que caem nesse período). Nosso Senhor jejuou quarenta dias antes de começar o seu ministério público, e o seu exemplo mostra que Deus pode nos usar de modo especial quando nos afastamos da rotina da vida e esperamos diante dele.
Embora creiamos que a abnegação pertence a todas as estações do ano cristão, este é um tempo excelente para chamar à entrega total e à obediência completa. A Quaresma naturalmente se concentra nos últimos dias do ministério terreno de Jesus e na sua morte sacrificial. Ela termina com a Semana Santa, e as nossas igrejas frequentemente participam, com outras comunhões, de cultos comunitários. Muitas passagens do Antigo Testamento se encaixam naturalmente na estação da Quaresma, como as que explicam o plano da expiação, as que fazem chamados proféticos ao arrependimento e as que apresentam o exemplo de grandes hebreus que entregaram a vida inteiramente ao serviço de Deus.
| Tema | Salmos | Ano | Primeira leitura | Segunda leitura | Evangelho |
|---|---|---|---|---|---|
| I. Arrependimento | 106; 51; 69; 39 | A | Jl 2.12-19 | 2Co 5.16-6.2 | Mt 6.1-6,16-18 |
| B | 2Cr 7.11-16 | Tg 1.12-18 | Mc 2.13-17 | ||
| C | Zc 7.1-10 | 1Co 9.24-27 | Lc 5.27-32 | ||
| II. Provação | 4; 62; 139; 42-43 [N. do T.: o original traz “4:62;139;42-3”, erro de impressão.] | A | Gn 2.7-9; 3.1-7 | Rm 5.12-19 | Mt 4.1-11 |
| B | Gn 22.1-14 | 1Pe 3.18-22 | Mc 1.12-15 | ||
| C | Dt 26.5-11 | Rm 10.8-13 | Lc 4.1-13 | ||
| III. Confiança na promessa de Deus | 67; 140; 14 | A | Gn 12.1-8 | Rm 4.1-8 | Jo 4.4-26 |
| B | Gn 28.10-17 | Rm 8.31-39 | Mc 9.14-32 | ||
| C | Gn 15.5-12,17-18 | Gl 5.1-6 | Jo 5.1-15 | ||
| IV. O caminho da cruz | 26; 142; 141; 32 | A | 1Sm 15.16-23 | Rm 6.1-11 | Mt 16.21-28 |
| B | 1Sm 16.4-13 | 1Ts 4.1-12 | Mc 8.27-9.1 | ||
| C | Dn 3.1-6,16-18 | Gl 5.16-26 | Lc 14.25-33 | ||
| V. O caminho estreito | 20; 63; 138 | A | Gn 13.5-13 | Rm 6.12-23 | Mt 7.13-20 |
| B | Dt 11.16-32 | Fp 3.7-14 | Mc 4.1-12 | ||
| C | Os 6.1-3 | Gl 6.1-10 | Jo 13.1-5,12-17 | ||
| Domingo de Ramos | 21; 3; 7; 88 | A | Is 50.4-7 | Hb 3.1-6 | Mt 21.1-11 |
| B | Zc 9.9-12 | Fp 2.5-11 | Mc 11.1-11 | ||
| C | Is 59.15b-20 | 1Tm 1.12-17 | Lc 19.28-40 | ||
| Quinta-feira Santa | 25; 26; 27; 28 | A | Êx 12.1-11 | 1Co 11.23-32 | Mt 26.36-46 |
| B | Dt 16.1-8 | 1Jo 2.1-6 | Mc 14.12-26 | ||
| C | Êx 12.21-28 | 1Co 5.6-8 | Lc 22.14-34 | ||
| Sexta-feira da Paixão | 10; 17; 22; 31; 34 | A | Is 52.13-53.12 | Hb 4.14-5.10 | Mt 27.31-50 |
| B | Lv 16.7-10,29-30 | Hb 10.11-18 | Jo 19.16-37 | ||
| C | Lm 1.8-12 | Ap 5.6-14 | Lc 23.26-49 |
A Páscoa é o ponto alto do ano cristão, quando celebramos o triunfo de Cristo sobre o pecado, a morte e o inferno. A sua ressurreição se torna também o modelo da transformação do cristão no “novo nascimento” e da futura transformação do mundo inteiro na “nova criação”. A ascensão de nosso Senhor aconteceu dez dias antes de Pentecostes. Assim, a estação inclui a ressurreição de Cristo, a sua exaltação ao céu, a sua intercessão pelos cristãos e a promessa do Espírito Santo. Podemos também voltar às passagens do Antigo Testamento que descrevem o triunfo de Deus, como o Êxodo e os salmos que proclamam: “O Senhor reina”. Enquanto a Quaresma é um tempo de reflexão, confissão e compromisso, a Páscoa é uma estação de alegria, confiança, expectativa e poder.
| Tema | Salmos | Ano | Primeira leitura | Segunda leitura | Evangelho |
|---|---|---|---|---|---|
| I. Páscoa | 58; 29; 118; 135; 18 | A | Is 43.1-3a | Cl 3.1-11 | Mt 28.1-10 |
| B | Is 25.1,6-9 | 1Pe 1.3-9 | Jo 20.1-9 | ||
| C | Êx 15.1-6 [N. do T.: o original traz “Ex 15:16”, um versículo só; provavelmente falta o hífen de 15.1-6, o cântico de Moisés.] | 1Co 15.20-28 | Lc 24.1-12 | ||
| II. Aparições | 114; 27; 29; 50 | A | At 2.42-47 | 1Pe 1.3-9 | Jo 20.24-31 |
| B | At 3.1-10 | 1Jo 5.1-6 | Mt 28.11-20 | ||
| C | Jó 42.1-6 | Ap 1.9-13,17-19 | Jo 21.1-14 | ||
| III. O poder da ressurreição | 110; 97; 99; 47 | A | At 2.22-32 | 1Pe 1.17-21 | Lc 24.13-35 |
| B | At 3.13-19 | 1Jo 1.1-2.2 | Lc 24.36-49 | ||
| C | At 5.27-32,40-42 | 1Co 15.35-49 | Jo 21.15-19 | ||
| IV. O Bom Pastor | 64; 72; 2; 21 | A | At 2.36-41 | 1Pe 2.19-25 | Jo 10.1-10 |
| B | At 4.8-12 | 1Jo 3.1-3,7-10 | Jo 10.11-18 | ||
| C | At 13.42-52 | Ap 7.9-17 | Jo 10.22-30 | ||
| V. Vida em Cristo | 30; 28; 145 | A | At 6.1-7 | 1Pe 2.4-10 | Jo 14.1-12 |
| B | At 9.26-31 | 1Jo 3.18-24 | Jo 15.1-8 | ||
| C | At 14.21-28 | Ap 21.1-5 | Jo 11.17-27 | ||
| VI. A promessa do Espírito | 116; 23; 68.1-20; 49 | A | At 8.4-8,14-17 | 1Jo 2.18-25 | Jo 14.15-21 |
| B | At 11.19-30 | 1Jo 4.1-6 | Jo 15.9-17 | ||
| C | At 15.1-2,22-29 | Ap 21.10-14,22-23 | Jo 14.23-29 | ||
| VII. Ascensão | 96; 45; 48 | A | At 1.1-11 | Ef 1.16-23 | Jo 17.1-11 |
| B | At 1.6-14 | Hb 9.11-14 | Jo 17.12-19 | ||
| C | At 1.15-26 | Hb 10.19-25 [N. do T.: o original traz “Heb 19:19-25”, mas Hebreus tem 13 capítulos; provavelmente Hb 10.19-25.] | Jo 17.20-26 ou Lc 24.44-53 |
O nome Pentecostes vem da festa das primícias do Antigo Testamento. No Novo Testamento, refere-se ao dom do Espírito Santo que Deus enviou à igreja no dia de Pentecostes. Nesta longa estação, portanto, pensamos no ministério atual do seu Espírito, tanto dentro da igreja quanto no mundo. As passagens do Antigo Testamento sobre o trato de Deus com Israel, a sua igreja na era anterior a Cristo, pertencem a esta estação. Os temas do vigésimo quarto ao vigésimo sétimo domingos depois de Pentecostes podem ser usados apropriadamente durante o “Festival de Louvor” da Igreja Metodista Livre, no início de novembro.
| Tema | Salmos | Ano | Primeira leitura | Segunda leitura | Evangelho |
|---|---|---|---|---|---|
| I. Pentecostes | 73; 91; 34; 46 | A | Jl 2.28-32 | At 2.1-11 | Jo 15.26-16.4 |
| B | Ez 37.1-3,11-14 | At 2.1-11 | Jo 7.37-39 | ||
| C | Gn 11.1-9 | At 2.1-11 | Jo 20.19-23 | ||
| II. Trindade | 90; 93; 114; 8 | A | Gn 1.1-2,26-2.3 | 2Co 13.5-14 | Mt 28.16-20 |
| B | Dt 6.4-9 | Rm 8.12-17 | Jo 16.12-15 | ||
| C | Is 6.1-8 | Rm 5.1-5 | Jo 3.1-17 | ||
| III. Atender à Palavra de Deus | 31; 19; 56 | A | Dt 11.16-21 | Rm 3.21-28 | Mt 7.24-29 |
| B | Dt 5.6-21 | 2Co 4.7-12 | Mc 2.23-28 | ||
| C | 1Rs 8.41-43 | Gl 1.1-10 | Lc 7.1-10 | ||
| IV. Juízo sobre o pecado | 50; 5; 11 | A | Os 6.3-7 | Rm 4.13-25 | Mt 9.9-13 |
| B | Gn 3.8-15 | 2Co 4.13-5.1 | Mc 3.20-29 [N. do T.: o original traz “Mk 3:29-29”; o Lecionário Comum Revisado, com as mesmas outras leituras, lê Mc 3.20-35 neste domingo.] | ||
| C | 1Rs 17.17-24 | Gl 1.11-24 | Lc 7.11-17 | ||
| V. A mensagem e os mensageiros | 3; 14; 78; 97 | A | Êx 19.2-6 | Rm 5.6-11 | Mt 9.35-10.8 |
| B | Ez 17.22-24 | 2Co 5.1-10 | Mc 4.26-34 | ||
| C | 2Sm 12.1-10 | Gl 2.11-21 | Lc 7.36-50 | ||
| VI. A soberania de Deus | 12; 13; 71; 2 | A | Jr 20.7-13 | Rm 5.12-15 | Mt 10.26-33 |
| B | Jó 38.1-11 | 2Co 5.11-21 | Mc 4.35-41 | ||
| C | Zc 12.7-10 | Gl 3.23-29 | Lc 9.18-24 | ||
| VII. A guerra interior | 51; 106; 109 | A | Is 2.17-22 | Rm 7.14-25 | Mt 10.37-42 |
| B | Gn 4.3-10 | 2Co 7.8-12 | Mc 5.1-13 | ||
| C | Dt 15.7-11 | Gl 5.1,13-18 | Lc 9.51-62 | ||
| VIII. A liberdade cristã | 36; 4; 131 | A | Zc 9.9-10 | Rm 8.1-11 | Mt 11.25-30 |
| B | Ez 2.1-5 | 2Co 12.7-10 | Mc 6.1-6 | ||
| C | Is 66.10-14 | Gl 6.12-18 | Lc 10.1-9 | ||
| IX. Valores cristãos | 39; 76; 117 | A | Is 55.10-13 | Rm 8.18-25 | Mt 13.1-9 |
| B | Am 7.12-17 | Ef 6.10-20 | Mc 6.7-13 | ||
| C | Dt 30.9-14 | Cl 1.1-14 | Lc 10.25-37 | ||
| X. A liberdade de Deus | 10; 74; 75; 96; 137 | A | Is 44.5-8 | Rm 8.26-30 | Mt 13.24-30 |
| B | Jr 23.1-6 | Ef 2.11-18 | Mc 6.30-34 | ||
| C | Gn 18.1-10a | Cl 1.21-28 | Lc 10.38-42 | ||
| XI. Oração | 34; 115; 4 | A | 1Rs 3.5-12 | Rm 8.31-34 | Mt 13.44-52 |
| B | 2Rs 4.1-7 | Ef 4.1-8 | Jo 6.1-15 | ||
| C | Gn 18.20-32 | Cl 4.2-6 | Lc 11.1-13 | ||
| XII. A generosidade de Deus | 54; 89.1-18; 126 | A | Is 55.1-3 | Rm 8.35-39 | Mt 14.13-21 |
| B | Êx 16.2-4,12-15 | Ef 4.17-24 | Jo 6.25-35 | ||
| C | Ec 2.17-26 | Cl 2.6-10 | Lc 12.13-21 | ||
| XIII. Deus se revela | 9; 70; 113; 129 | A | 1Rs 19.9b-18 | Rm 9.1-5 | Mt 14.22-32 |
| B | 1Rs 19.1-9a | Ef 4.29-5.2 | Jo 6.41-51 | ||
| C | Gn 15.1-5 | Hb 11.1-3,8-12 | Lc 12.32-40 | ||
| XIV. Provação | 58; 33; 79 | A | Is 56.1,6-8 | Rm 11.13-16,28-32 | Mt 15.21-28 |
| B | Pv 9.1-6 | Ef 5.15-20 | Jo 6.51-59 | ||
| C | Jr 38.1-13 | Hb 11.4-6,32-40 | Lc 12.49-53 | ||
| XV. O povo de Deus | 77; 99; 144 | A | Êx 6.2-8 | Rm 11.33-36 | Mt 16.13-20 |
| B | Js 24.1-2,14-18 | Ef 5.21-33 | Jo 6.60-69 | ||
| C | Is 66.18-23 | Hb 12.18-24,28-29 | Lc 13.22-30 | ||
| XVI. A religião pura | 101; 5; 59 | A | Jr 15.15-21 | Rm 12.1-8 | Mt 16.21-28 |
| B | Dt 4.1-8 | Tg 1.19-27 | Mc 7.1-8,20-23 | ||
| C | Pv 22.1-9 | Hb 13.1-9 | Lc 14.1,7-14 | ||
| XVII. Repreender e perdoar | 93; 141; 95 | A | Ez 33.7-11 | Rm 13.8-10 | Mt 18.15-20 |
| B | Ez 33.12-20 | Tg 2.1-5 | Mc 7.31-37 | ||
| C | Pv 9.8-12 | Fm 8-17 | Lc 15.1-10 | ||
| XVIII. Aceitação | 60; 40; 123; 124; 130 | A | Gn 50.15-21 | Rm 14.1-8 | Mt 18.21-35 |
| B | Is 55.6-9 | Tg 2.14-18 | Mc 8.27-35 | ||
| C | Êx 32.7-14 | 1Tm 1.12-17 | Lc 15.11-32 | ||
| XIX. Liderança servidora | 133; 134; 135 | A | Is 55.6-9 | Fp 1.21-27 | Mt 20.1-16 |
| B | Jr 11.18-20 | Tg 3.13-18 | Mc 9.30-37 | ||
| C | Am 8.4-7 | 1Tm 2.1-8 | Lc 16.1-13 | ||
| XX. A justiça de Deus | 53; 82; 83; 94 | A | Ez 18.25-29 | Fp 2.1-11 | Mt 21.28-32 |
| B | Nm 11.24-30 | Tg 5.1-6 | Mc 9.38-50 | ||
| C | Am 6.1-7 | 1Tm 6.11-16 | Lc 16.19-31 | ||
| XXI. A família | 127; 128 | A | Is 5.1-7 | Fp 3.12-4.1 | Mt 19.1-12 |
| B | Gn 2.18-24 | Hb 2.9-11 | Mc 10.2-12 | ||
| C | Hb 1.2-3; 2.2-4 | 2Tm 1.3-12 | Lc 17.5-10 | ||
| XXII. As provisões de Deus | 62; 49; 52 | A | Is 25.1,6-9 | Fp 4.10-13,19-20 | Mt 22.1-14 |
| B | Pv 3.13-20 | Hb 4.12-13 | Mc 10.17-27 | ||
| C | 2Rs 4.8-17 | 2Tm 2.8-13 | Lc 17.11-19 | ||
| XXIII. Os servos de Deus | 42; 3; 108; 44 | A | Is 45.1-7 | 1Ts 1.1-5a | Mt 22.15-21 |
| B | Is 53.10-12 | Hb 5.1-10 | Mc 10.35-45 | ||
| C | Gn 32.22-32 | 2Tm 3.14-4.2 | Lc 18.1-8 | ||
| XXIV. O grande mandamento | 15; 98; 1 | A | Êx 22.21-27 | 1Ts 1.4-10 | Mt 22.34-40 |
| B | Jr 31.7-9 | Hb 5.11-6.3 | Mc 10.46-52 | ||
| C | Dt 10.14-22 | 2Tm 4.4-8,16-18 | Lc 18.9-14 | ||
| XXV. A responsabilidade dos líderes | 41; 107; 122 | A | Mq 3.5-12 | 1Ts 2.7-13 | Mt 23.1-12 |
| B | 1Rs 17.7-16 | Hb 7.23-28 | Mc 12.28-34 | ||
| C | Êx 34.4-9 | 2Ts 1.3-5,11-12 | Lc 19.1-10 | ||
| XXVI. Festival de Louvor | 87; 16; 84 | A | Lm 3.22-26 | Rm 15.1-13 | Mt 5.13-20 |
| B | Dt 26.16-19 | 1Ts 4.13-18 | Mc 5.21-24a,35-43 | ||
| C | Is 1.10-20 | Cl 2.13-23 | Lc 7.40-50 | ||
| XXVII. Festival de Louvor | 37; 86; 146; 120 | A | Lm 3.22-26 | Rm 15.14-22 | Mt 5.43-48 |
| B | Am 5.1-4,14-15 | Ef 6.10-20 | Lc 5.1-11 | ||
| C | Pv 11.5-11 | 1Co 13.1-13 | Lc 6.12-19 | ||
| XXVIII. Festival de Louvor | 17; 85; 143; 130 | A | Ml 3.6-12 | Rm 15.23-33 | Mt 6.5-15 |
| B | Lv 18.1-5; 19.18 | 3Jo 1-8 | Jo 4.27-38 | ||
| C | Pv 28.18-28 | 1Co 15.58-16.4 | Lc 6.20-26 | ||
| XXIX. Último domingo: Cristo Rei | 23; 45; 47 | A | Ez 34.11-17,23-24 | 1Co 15.20-28 [N. do T.: o original traz um erro de impressão nesta referência; 1Co 15.20-28 é a leitura deste domingo em outros lecionários.] | Mt 25.31-46 |
| B | Dn 7.13-14 | Ap 1.4b-8 | Jo 18.33-37 | ||
| C | Jr 23.2-6 | Cl 1.11-20 | Lc 23.35-42 |
[N. do T.: no PDF oficial, esta tabela traz as leituras de oito domingos especiais, mas não traz o nome das ocasiões. Os nomes abaixo foram deduzidos das próprias leituras e do calendário da igreja americana da época, que este manual menciona (por exemplo, o Dia das Crianças no segundo domingo de junho). Os dois marcados como “provável” são os menos seguros: o segundo reúne textos sobre o coração novo, a certeza da salvação e a santificação, próprios da lembrança de Aldersgate (24 de maio); o sexto, textos sobre as nações e a unidade da igreja.]
| Ocasião | Salmos | Ano | Primeira leitura | Segunda leitura | Evangelho |
|---|---|---|---|---|---|
| Dia das Mães | 113; 23 | A | 1Sm 1.1-3,9-11,19-28 | 2Jo 1-6 | Mt 15.21-28 |
| B | Pv 31.10-31 | 2Tm 1.3-7 | Jo 2.1-11 | ||
| C | Rt 1.1-9,14-18 | At 16.11-18 | Jo 19.25-27 | ||
| Domingo de Aldersgate (provável) | 37; 30; 130 | A | Jr 31.31-34 | Rm 5.1-11 | Mt 5.1-20 |
| B | Ez 36.24-32 | Rm 8.9-17 | Lc 9.23-27 | ||
| C | Is 1.18-20 | 1Ts 5.16-24 | Jo 15.1-8 | ||
| Dia das Crianças | 127; 8 | A | Êx 13.11-16 | Hb 12.4-13 | Mt 21.28-32 |
| B | Ec 12.1-14 | Ef 6.1-4 | Mc 10.13-16 | ||
| C | 1Sm 3.1-10 | 1Tm 4.12 | Lc 2.41-51 | ||
| Dia dos Pais | 44; 114; 127; 37 | A | Gn 28.19-22 | Hb 11.11-19 | Mt 1.18-21,24-25; 2.13-15 |
| B | Js 4.1-7,19-24 | 1Jo 2.12-17 | Mc 9.17-25 | ||
| C | 1Sm 2.27-36 | At 10.24,30-33 | Lc 15.11-31 | ||
| Data nacional | 33; 67; 9 | A | 1Sm 8.6-8 | Rm 13.1-7 | Jo 19.8-16 |
| B | Dn 2.19-23,36-45 | 1Tm 2.1-8 | Mc 12.13-17 | ||
| C | Dt 28.1-6 | 1Pe 2.11-17 | Lc 1.68-79 | ||
| Missões (provável) | 29; 92; 150 | A | 1Cr 16.23-26 | Gl 1.1-9 | Mt 8.5-13 |
| B | Is 55.1-5 | Ap 3.14-22 | Jo 17.6-11 | ||
| C | Is 49.8-13 | Ap 7.13-17 | Jo 17.20-26 | ||
| Dia da Reforma | 32; 133; 5 | A | Hc 2.1-4 | Rm 3.21-28 | Mt 11.25-30 |
| B | Êx 33.12-17 | Rm 1.16-17 | Jo 3.13-21 | ||
| C | Is 30.15-21 | Hb 11.1-6 | Lc 18.9-14 | ||
| Ação de Graças | 112; 23; 65; 136 | A | Dt 26.1-11 | Gl 6.1-10 | Mt 7.7-12 |
| B | Is 40.25-31 | Fp 4.4-7 | Lc 17.11-19 | ||
| C | Dt 7.6-9 | 2Co 9.6-15 | Jo 4.43-54 |
As datas do Natal, do Dia da Epifania e da Páscoa servem de pontos de referência para todas as outras datas do ano cristão. Eis, em resumo, o pano de fundo histórico de como essas datas foram estabelecidas.
A Páscoa foi o ponto de partida. Os relatos dos Evangelhos informam que a morte e a ressurreição de Jesus aconteceram durante a festa da Páscoa judaica, no primeiro mês da primavera. Como o calendário judaico segue o mês lunar, e não o ano solar, a época da Páscoa judaica pode variar em várias semanas. Assim, como a Páscoa judaica, também a data da Páscoa cristã é móvel.
O Natal, por outro lado, cai sempre numa data fixa. Não temos como saber, pelos relatos dos Evangelhos, em que época do ano judaico Jesus nasceu. A escolha da data se desenvolveu no combate da igreja contra o mitraísmo, uma religião pagã que floresceu nos primeiros séculos da nossa era. Muitos cristãos eram tentados a participar da festa anual em honra de Mitra, celebrada na época do solstício de inverno. A igreja, para oferecer uma alternativa, colocou em seu lugar a festa do nascimento de Cristo.
No início do século II, os cristãos celebravam tanto o nascimento quanto a manifestação do Filho de Deus em 6 de janeiro, o Dia da Epifania, que coincidia com a observância do solstício de inverno. Por volta do século IV, a data do solstício de inverno foi transferida para 25 de dezembro, e a igreja separou a celebração do nascimento de Jesus da celebração da sua manifestação, que continuou a ser comemorada em 6 de janeiro. Isso foi feito para garantir que os cristãos rejeitassem o “adocionismo”, heresia que ensinava que Jesus nasceu como qualquer outro homem e só foi adotado como Filho de Deus por ocasião do seu batismo.
O ano cristão começa com a estação do Advento, no domingo mais próximo de 30 de novembro. A Epifania sempre começa em 6 de janeiro. A Páscoa é “o primeiro domingo depois da lua cheia que ocorre no primeiro dia da primavera, 21 de março, ou depois dele; se a lua cheia cair num domingo, no domingo seguinte”. A partir daí, valem as seguintes regras. O Advento e o Natal têm cinco ou seis domingos, quatro antes da véspera de Natal e um ou dois depois. Há de quatro a nove domingos depois do Dia da Epifania. A Quaresma começa no quadragésimo sexto dia antes da Páscoa e tem sempre seis domingos. A estação da Páscoa tem sempre sete domingos. E, no restante do ano cristão, há de vinte e três a vinte e oito domingos depois do Domingo de Pentecostes, o quinquagésimo dia depois da Páscoa (contando inclusive o dia da Páscoa).
[N. do T.: o texto reflete as estações do hemisfério norte, onde a Páscoa cai na primavera e o Natal no inverno. A tabela a seguir é a do original e cobre os anos de 1997/98 a 2010/11.]
| Ano cristão | Primeiro domingo do Advento | Primeiro dia da Quaresma | Páscoa | Pentecostes |
|---|---|---|---|---|
| 1997/98 | 30 nov. | 25 fev. | 12 abr. | 31 maio |
| 1998/99 | 29 nov. | 17 fev. | 4 abr. | 23 maio |
| 1999/00 | 28 nov. | 8 mar. | 23 abr. | 11 jun. |
| 2000/01 | 3 dez. | 28 fev. | 15 abr. | 3 jun. |
| 2001/02 | 2 dez. | 13 fev. | 31 mar. | 19 maio |
| 2002/03 | 1º dez. | 5 mar. | 20 abr. | 8 jun. |
| 2003/04 | 30 nov. | 25 fev. | 11 abr. | 30 maio |
| 2004/05 | 28 nov. | 9 fev. | 27 mar. | 15 maio |
| 2005/06 | 27 nov. | 1º mar. | 16 abr. | 4 jun. |
| 2006/07 | 3 dez. | 21 fev. | 8 abr. | 27 maio |
| 2007/08 | 2 dez. | 6 fev. | 23 mar. | 11 maio |
| 2008/09 | 30 nov. | 25 fev. | 12 abr. | 31 maio |
| 2009/10 | 29 nov. | 17 fev. | 4 abr. | 23 maio |
| 2010/11 | 28 nov. | 9 mar. | 24 abr. | 12 jun. |
Tradução para o português a partir de Pastor’s Handbook, publicado pela Junta de Bispos da Free Methodist Church (USA), 4ª edição revisada (Indianápolis: Light and Life Communications, 1998). As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA). Págs. 9-22 do original. Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.