John Fletcher · O Último Freio ao Antinomianismo · Seção I
A melhor maneira de combater as doutrinas da imperfeição cristã e de um purgatório da morte é pôr a doutrina da perfeição cristã sob a devida luz. A perfeição cristã é a maturidade da graça do crente sob o evangelho de Cristo. É absurdo supor que essa perfeição seja sem pecado, se ela for medida pela lei da inocência e da obediência paradisíacas do nosso CRIADOR. Os crentes firmados cumprem a lei evangélica da liberdade do nosso REDENTOR. Enquanto a cumprem, não a transgridem, isto é, (falando SEGUNDO O EVANGELHO) NÃO PECAM.
A maior parte das controvérsias que surgem entre homens que temem a Deus nasce da pressa com que alguns deles censuram o que não examinaram e falam mal daquilo que não entendem. Por que o sr. Hill, à frente dos calvinistas, ataca a doutrina da perfeição cristã que defendemos? Será porque ele e eles são inimigos jurados da justiça e protetores zelosos da iniquidade? De modo nenhum. A grande razão, depois dos seus preconceitos calvinistas, é a falta de atenção deles à questão e aos argumentos em que se apoiam as nossas opiniões. Apesar do modo como aquele cavalheiro tratou a mim e aos meus amigos no calor das suas controvérsias, ainda tenho dele uma opinião tão boa que penso que, se ele entendesse a nossa doutrina, não lançaria sobre ela mais desprezo do que sobre os oráculos de Deus. Procurarei, portanto, corrigir as ideias dele acerca da gloriosa liberdade cristã para a qual prosseguimos. Se produzir luz é o melhor método de combater as trevas, apresentar a doutrina da perfeição cristã sob o devido ponto de vista será o melhor meio de combater as doutrinas da imperfeição cristã e de um purgatório da morte. Comecemos, pois, contemplando a nossa Jerusalém e a sua perfeição; e, quando tivermos notado bem as suas muralhas (Sl 48.13) e limpado o terreno entre as suas torres e a bateria do sr. Hill, marcharemos até essa bateria e veremos se os argumentos dele têm a solidez do bronze ou apenas a aparência vistosa de uma artilharia de madeira, pintada e montada como canhões de bronze.
Perfeição cristã! Por que essa expressão inofensiva haveria de nos ofender? Perfeição! Por que essa palavra tão bela haveria de nos assustar? Não é ela comum e clara? Não falou Cícero de modo inteligível quando chamou os filósofos consumados de “perfectos philosophos” [filósofos perfeitos] e um orador excelente de “perfectum oratorem” [orador perfeito]? Comprometeu Ovídio a sua reputação quando disse que “Quíron1 aperfeiçoou Aquiles na música”, ou que o “ensinou a tocar alaúde com perfeição”? E acha o sr. Hill errado observar que o fruto que chegou à maturidade está na sua perfeição? Nós, a quem aquele cavalheiro chama de perfeccionistas, usamos a palavra2 perfeição exatamente no mesmo sentido, dando esse nome à maturidade da graça própria dos crentes firmados sob as suas respectivas dispensações; e, se isto é um erro, somos levados a ele pelos escritores sagrados, que usam a palavra perfeição assim como nós.
A palavra predestinar ocorre apenas quatro vezes em todas as Escrituras, e a palavra predestinação, nenhuma vez; e, no entanto, o sr. Hill protestaria com razão contra nós se fizéssemos graça pedindo “um pouco de colírio da Fundição” [ou do Tabernáculo] para nos ajudar a ver a palavra predestinação UMA VEZ que fosse em toda a Bíblia. [N. do T.: a expressão vem do credo que o sr. Hill compôs para os perfeccionistas, citado no prefácio. A Fundição (Foundry) era a capela de John Wesley em Londres; o Tabernáculo (Tabernacle), a de George Whitefield, calvinista. O colírio lembra Ap 3.18.] Não é o caso da palavra perfeição: ela ocorre, com os seus derivados, tão frequentemente quanto a maioria das palavras da Escritura, e não raro exatamente no mesmo sentido em que a tomamos. Contudo, não damos peso indevido à expressão; e, se pensássemos que a nossa condescendência serviria a algum bom fim, abandonaríamos inteiramente essa palavra inofensiva e expressiva. Mas, se convém conservar a palavra NÃO BÍBLICA Trindade, porque ela é uma espécie de senha pela qual frequentemente descobrimos os opositores secretos da misteriosa distinção entre Pai, Filho e Espírito Santo na unidade divina, quanto mais apropriado é não renunciar à palavra BÍBLICA perfeição, pela qual muitas vezes são descobertos os espias desanimados que falam mal da boa terra da santidade (cf. Nm 13.32)? Acrescente-se a isso que a seguinte declaração do nosso Senhor não nos permite renunciar nem à palavra nem à coisa: Quem, nesta geração pecadora, se envergonhar de mim e DAS MINHAS PALAVRAS, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória do seu Pai (Mc 8.38). Ora, sendo as palavras da minha epígrafe, Sejam PERFEITOS etc. (Mt 5.48), palavras do próprio Cristo, não ousamos nos envergonhar delas, assim como não ousamos desejar que ele se envergonhe de nós no grande Dia. Isto basta quanto à palavra perfeição.
Além disso: chamamos perfeição CRISTÃ a maturidade da graça e da santidade que os crentes adultos e firmados alcançam sob a dispensação CRISTÃ; e, desse modo, distinguimos essa maturidade da graça tanto da madureza da graça que pertence à dispensação dos judeus, ABAIXO DE NÓS, quanto da madureza da glória que pertence aos santos que já partiram, ACIMA DE NÓS. Daí se vê que por perfeição cristã não entendemos senão o cacho e a maturidade das graças que compõem o caráter cristão na igreja militante.
Em outras palavras, a PERFEIÇÃO CRISTÃ é uma constelação espiritual formada por estas estrelas da graça: PERFEITO arrependimento, PERFEITA fé, PERFEITA humildade, PERFEITA mansidão, PERFEITA renúncia de si mesmo, PERFEITA resignação, PERFEITA esperança, PERFEITA caridade para com os nossos inimigos VISÍVEIS, assim como para com os nossos parentes TERRENOS. E, acima de tudo, PERFEITO amor ao nosso Deus INVISÍVEL, por meio do conhecimento explícito do nosso Mediador, Jesus Cristo. E, como esta última estrela é sempre acompanhada de todas as outras, como Júpiter o é dos seus satélites, frequentemente usamos, como são João, a expressão PERFEITO AMOR (1Jo 4.18) em vez da palavra perfeição, entendendo por ela o amor puro de Deus, derramado no coração dos crentes firmados pelo Espírito Santo, que lhes é dado abundantemente na plenitude da dispensação cristã (cf. Rm 5.5).
Se o sr. Hill perguntar se a perfeição cristã que defendemos é uma perfeição SEM PECADO, respondemos: o PECADO é a transgressão de uma lei divina (cf. 1Jo 3.4), e o homem pode ser considerado ou como estando debaixo da lei antievangélica, sem Cristo e sem remédio do nosso CRIADOR, ou como estando debaixo da lei evangélica, mediadora e remediadora do nosso REDENTOR; e a pergunta deve ser respondida segundo a natureza dessas duas leis.
Com respeito à primeira, isto é, à lei adâmica, sem Cristo, da inocência e da perfeição paradisíaca, renunciamos inteiramente à doutrina da perfeição SEM PECADO, por três razões: (1) Somos concebidos e nascemos num estado de degeneração pecaminosa, pelo qual aquela lei já está virtualmente quebrada. (2) As nossas faculdades mentais e físicas estão tão enfraquecidas que não podemos deixar de quebrar efetivamente aquela lei em inúmeros casos, mesmo depois da nossa conversão plena. E (3), depois que quebramos aquela lei, ela nos considera transgressores para sempre; e não pode nos declarar sem pecado, assim como a lei rigorosa que condena um homem à forca por homicídio não pode absolver um assassino, por mais perfeitos que sejam o seu arrependimento e a sua fé. Portanto, repito: com respeito à lei sem Cristo da obediência paradisíaca, rejeitamos inteiramente a perfeição sem pecado; e, falando impropriamente, dizemos com Lutero: “Em toda boa obra o justo PECA”; isto é, ele transgride mais ou menos a lei da inocência paradisíaca, por não pensar tão profundamente, não falar com tanta graça, não agir tão adequadamente, não obedecer com tanto vigor quanto o faria se ainda estivesse dotado da perfeição original e das faculdades paradisíacas. Nem hesitamos, NO MESMO SENTIDO, em dizer com o bispo Latimer: “Ele [Cristo] nos salvou, não para que ficássemos sem pecado, para que nenhum pecado fosse deixado no nosso coração; não, ele não nos salvou assim. Pois TODA SORTE DE IMPERFEIÇÕES permanece em nós, sim, nos melhores dentre nós; de modo que, se Deus entrasse em juízo conosco [segundo a lei sem Cristo dada a Adão antes da queda], seríamos condenados. Pois não há nem houve homem algum nascido neste mundo que pudesse dizer: Estou limpo do pecado” (cumpro a lei adâmica da inocência), “exceto Jesus Cristo.” E temos, NESSE SENTIDO, toda a razão para orar com Davi: Absolve-me das faltas que me são ocultas (Sl 19.12); pois, se tu, Senhor, observares iniquidades, quem, Senhor, poderá escapar? (Sl 130.3). Se nos julgares segundo a lei da perfeição paradisíaca, que vivente será justo à tua vista? (cf. Sl 143.2). Mas Cristo cumpriu tão completamente a lei paradisíaca da inocência dada pelo nosso Criador, a qual não admite nem arrependimento nem obediência renovada, que não seremos julgados por aquela lei, mas por uma lei adaptada ao nosso estado e às nossas circunstâncias presentes, uma lei mais branda, chamada a lei de Cristo (Gl 6.2), isto é, a lei do Mediador, que é, como ele mesmo, cheia de graça e de verdade evangélicas (cf. Jo 1.14).
Aos muitos argumentos que apresentei nos Freios em defesa desta lei, acrescentarei mais um, tirado de Hb 7.12: Quando se MUDA o SACERDÓCIO, NECESSARIAMENTE MUDA também a LEI. Destas palavras concluo que, se a lei sob a qual estavam os judeus foi necessariamente mudada quando Deus pôs o sacerdócio de Cristo no lugar do de Arão, muito mais foi necessariamente mudada a lei adâmica da inocência paradisíaca quando Deus deu a Adão, por promessa, aquele que feriria a cabeça da serpente (cf. Gn 3.15), o sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (Hb 5.10). Pois, se uma MUDANÇA no sacerdócio externo implicou NECESSARIAMENTE uma mudança da lei mosaica, quanto mais a INSTITUIÇÃO do próprio sacerdócio implicou necessariamente uma mudança da lei adâmica, que foi dada sem nenhum sacerdote mediador!
Se, portanto, o sr. Hill quiser fazer justiça à nossa doutrina, rogamos-lhe que considere que não estamos sem lei para com Deus, nem tampouco debaixo de uma lei sem Cristo, com Adão, mas debaixo da lei de Cristo (1Co 9.21), isto é, debaixo da lei do nosso sacerdote real, a lei evangélica da liberdade: uma lei mais cheia de graça, que admite um arrependimento sincero e se cumpre pela fé que ama. Ora, como seremos julgados por esta lei da liberdade (cf. Tg 2.12), sustentamos não só que ela pode, mas também que ela DEVE ser guardada; e que ela é de fato guardada pelos cristãos firmados, segundo a sua última e mais completa edição, que é a do Novo Testamento. Nem achamos “chocante” ouvir um crente adulto dizer: A lei do Espírito da vida, EM CRISTO JESUS, livrou-me da lei do pecado e da morte. Porque aquilo que a lei [da inocência, ou a letra da lei mosaica] não podia fazer, por causa da fraqueza da carne, isso Deus fez, enviando o seu próprio Filho. E assim Deus condenou o pecado na carne, a fim de que a exigência da lei [evangelicamente] SE CUMPRISSE EM NÓS, QUE NÃO VIVEMOS SEGUNDO A CARNE, MAS SEGUNDO O ESPÍRITO (Rm 8.2-4). [N. do T.: em Rm 8.2, a NAA, que segue outro texto grego, traz “livrou você”.]
A razão e a Escritura nos parecem confirmar esta doutrina; pois achamos muito menos absurdo dizer que o rei e o parlamento fazem leis que nenhum inglês pode de modo algum guardar do que supor que Cristo e os seus apóstolos nos deram preceitos que nenhum cristão é capaz de observar. E são Tiago nos assegura que a lei evangélica de Cristo e da liberdade é aquela pela qual ficaremos de pé ou cairemos no juízo: Assim, falem e vivam, diz ele, como pessoas que serão julgadas pela lei da liberdade (Tg 2.12). Encontramos a edição cristã dessa lei em todo o Novo Testamento, mas especialmente no sermão que nosso Senhor pregou no monte e na descrição que são Paulo faz da caridade (cf. 1Co 13). Estamos persuadidos, com são João e são Paulo, de que, assim como o pecado é a transgressão (1Jo 3.4), assim o amor penitente e puro é o cumprimento daquela lei evangélica (cf. Rm 13.10); e, por isso, não hesitamos em dizer com o apóstolo que quem ama o próximo cumpre a lei (Rm 13.8), e que nele não há nenhum tropeço, isto é, nenhum pecado (1Jo 2.10); visto que cumprir a lei de Cristo e pecar [no sentido evangélico da palavra] são tão diametralmente opostos entre si quanto obedecer e desobedecer, praticar a justiça e praticar a iniquidade.
Não duvidamos de que, assim como um pai sensato e amoroso nunca exige de um filho que tem apenas dez anos o trabalho de um homem de trinta, assim também o nosso Pai celestial nunca espera de nós, no nosso estado debilitado, a obediência do Adão imortal no paraíso, nem a adoração ininterrupta dos anjos que não dormem no céu. Estamos persuadidos, portanto, de que, por amor de Cristo, ele se agrada de uma obediência humilde à nossa luz presente e de um emprego amoroso das nossas forças presentes, aceitando os nossos serviços evangélicos conforme o que temos e não segundo o que não temos (cf. 2Co 8.12). Nem ousamos chamar de pecado esse emprego amoroso da nossa força presente, para não contradizermos, com isso, as Escrituras, confundirmos pecado e obediência e removermos todos os marcos que separam o terreno baldio do diabo da vinha do Senhor. E, se alguma vez exageramos a dificuldade de guardar a lei de Cristo, reconhecemos o nosso erro e confessamos que, desse modo, difamamos à maneira calvinista a equidade do nosso Deus cheio de graça e incentivamos, sem perceber, ilusões antinomianas.
Para concluir: cremos que, embora os crentes adultos e firmados, ou cristãos perfeitos, possam incorrer em muitos enganos, erros e faltas involuntários e em muitas impropriedades involuntárias de linguagem e de comportamento, contudo, enquanto a sua vontade estiver voltada para fazer a vontade de Deus, enquanto não viverem segundo a carne, mas segundo o Espírito, enquanto cumprirem a lei da liberdade pelo amor puro, eles não pecam segundo o evangelho; porque (falando segundo o evangelho) o pecado é a transgressão e o amor é o cumprimento daquela lei. Longe, pois, de pensar que haja o menor absurdo em dizer todos os dias: Digna-te guardar-me neste dia sem pecado, não duvidamos de que, nos crentes que andam na luz, como Cristo está na luz (cf. 1Jo 1.7), essa profunda petição é atendida, cumpre-se a exigência da lei sob a qual eles estão e, por consequência, experimenta-se todos os dias uma perfeição evangelicamente sem pecado. [N. do T.: pedido do Te Deum, na oração da manhã da Igreja da Inglaterra.] Digo evangelicamente sem pecado porque, sem a palavra evangelicamente, a expressão perfeição sem pecado dá ocasião de cavilação aos que buscam ocasião, como o sr. Wesley dá a entender na citação seguinte, tirada do seu livro Uma Clara Explicação da Perfeição Cristã, página 60. “Para me explicar um pouco mais sobre este ponto: (1) Não só o pecado propriamente dito, isto é, a transgressão voluntária de uma lei conhecida, mas também o pecado impropriamente dito, isto é, a transgressão involuntária de uma lei divina, conhecida ou desconhecida, precisa do sangue expiatório. (2) Creio que não há nesta vida perfeição tal que exclua essas transgressões involuntárias, as quais, a meu ver, são consequência natural da ignorância e dos enganos inseparáveis da mortalidade. (3) Por isso, perfeição sem pecado é uma expressão que nunca uso, para não parecer que me contradigo. (4) Creio que uma pessoa cheia do amor de Deus ainda está sujeita a essas transgressões involuntárias. (5) Você pode chamar essas transgressões de pecados, se quiser; eu não as chamo assim, pelas razões mencionadas acima.”
1. Phillyrides puerum cithara perfecit Achillem. [O filho de Fílira aperfeiçoou o menino Aquiles na cítara.] [N. do T.: Ovídio, A Arte de Amar I, 11. O filho de Fílira é o centauro Quíron.]
2. A palavra perfeição vem do latim perficio: aperfeiçoar, acabar, completar; e corresponde exatamente às palavras תמם e τελειοω, geralmente usadas no Antigo e no Novo Testamento. Nem os seus derivados podem ser traduzidos de modo mais literal e exato do que por perfeito e perfeição. Se os nossos tradutores vertem às vezes a palavra תם por reto e sincero, ou por sinceridade e integridade, é porque sabem que essas expressões, como a palavra original, admitem grande amplitude de sentido. Assim, Columela chama de lignum SINCERUM [madeira sincera] a madeira que não tem nenhuma parte podre e é perfeitamente sã; e Horácio diz que um barril limpo, que não tem mau cheiro de espécie alguma, é vas SINCERUM [vaso sincero]. Assim também Cícero chama de INTEGRITAS sermonis [integridade da linguagem] a pureza da linguagem perfeitamente livre de faltas contra a gramática; Plauto diz que uma virgem pura e imaculada é filia INTEGRA [filha íntegra]. E os nossos tradutores chamam o leite perfeitamente puro da palavra de Deus de o leite SINCERO da palavra (1Pe 2.2). [N. do T.: os “nossos tradutores” são os da versão inglesa do rei Jaime (King James, 1611); em 1Pe 2.2, a NAA traz “o genuíno leite espiritual”.] Portanto, se as palavras sinceridade e integridade forem tomadas em toda a sua amplitude, transmitem o sentido mais pleno de תמה e τελειοτης, isto é, perfeição.
Tradução para o português a partir de John Fletcher, The Last Check to Antinomianism. A Polemical Essay on the Twin Doctrines of Christian Imperfection and a Death Purgatory, 4ª edição, Londres, 1792 (exemplar digitalizado no Internet Archive), conferida com a edição das Obras de Fletcher publicada em Nova York; domínio público. As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA). Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.