História da Igreja Metodista Livre · Volume II · Capítulo XIV

A Conferência Geral (continuação)

A décima sessão quadrienal da Conferência Geral realizou-se no velho prédio do Teatro Waverly, na West Madison Street, em Chicago, Illinois, de 12 a 20 de outubro de 1898. Era a época em que a Comissão Mista de Paz, que representava o governo dos Estados Unidos e o governo da Espanha, estava reunida em Paris, com o fim de acertar os termos de solução entre os dois governos das dificuldades que tinham levado à guerra hispano-americana.

Logo no começo da sessão, T. B. Arnold apresentou um memorial da Conferência de Illinois no sentido de que se preparassem resoluções apropriadas, a serem apresentadas ao Exmo. William McKinley, presidente dos Estados Unidos, com a opinião da Conferência sobre o que se devia exigir da Espanha, quanto às Ilhas Filipinas, como condição de paz. O memorial foi recebido e encaminhado a uma comissão de sete pessoas, a ser nomeada pela presidência. W. A. Sellew, J. S. MacGeary, E. C. Shipley, W. T. Hogue, H. D. F. Gaffin, W. H. Clark e O. P. Ray foram nomeados comissão para redigir o documento proposto.

Depois de vários dias de deliberação, a comissão apresentou um documento à consideração da Conferência. Trazia um preâmbulo um tanto longo, que expunha o seguinte: que a principal questão diante da Comissão Mista de Paz era se, como condição de solução entre os Estados Unidos e a Espanha, esta devia ceder aos Estados Unidos todo o grupo de ilhas do oceano Pacífico conhecido como Ilhas Filipinas, antes tributário da Espanha, ou apenas uma parte dele; que a Conferência acreditava que os sinais dos tempos indicavam que a Providência divina abrira aos Estados Unidos novas oportunidades e pusera sobre o nosso governo graves responsabilidades quanto a garantir ao povo longamente tiranizado dessas ilhas uma civilização melhor, um grau mais alto de liberdade política e melhores condições industriais, educacionais, sociais e econômicas, com o correspondente progresso moral e religioso; que o Soberano de todas as nações estava para impor ao povo dos Estados Unidos “uma tarefa mais ampla na evolução dos destinos humanos na terra”, cuja recusa seria deslealdade para com aquele que nos impunha essa tarefa e também uma quebra do espírito filantrópico que convém a uma nação cristã; e, por fim, que o presidente dos Estados Unidos era o principal responsável pela direção da política do governo quanto ao destino das Ilhas Filipinas. O documento continha então o seguinte:

Resolvido, que dirigimos respeitosamente um memorial a Sua Excelência, o presidente William McKinley, no sentido de que, tanto quanto possa fazê-lo de modo compatível com a justiça e a honra, exerça o seu cargo e a sua influência para obter a cessão de todo o grupo das Ilhas Filipinas aos Estados Unidos, não por amor à conquista ou à expansão territorial, nem pela glória delas, mas no interesse de lhes garantir as vantagens da liberdade civil e religiosa e um lugar nas fileiras dos povos civilizados que lideram a marcha do progresso humano.

Foi a primeira vez que um corpo oficial dos Estados Unidos tomou uma decisão recomendando tal exigência como condição de solução nas negociações de paz então pendentes. Era uma proposta ousada, mas a Conferência a aprovou por oitenta e dois votos a vinte.

O presidente McKinley estava em Chicago na ocasião, e a Conferência votou também que, se fosse possível marcar uma audiência com ele, o memorial lhe fosse apresentado pessoalmente. A audiência foi devidamente marcada, e as seguintes pessoas foram eleitas comissão para levar o memorial ao presidente: E. P. Hart, W. T. Hogue, F. H. Ashcraft, T. B. Arnold, O. P. Ray, B. H. Roberts e J. E. Coleman. O memorial foi caprichosamente caligrafado e devidamente apresentado ao presidente McKinley no Union League Club, em Chicago, na hora marcada. O presidente respondeu breve e apropriadamente e pediu que o documento lhe fosse enviado a Washington, D. C. Mais tarde mandou também ao bispo Hart uma confirmação escrita do recebimento.

O Inter-Ocean de Chicago publicou o documento inteiro e lhe dedicou, além disso, quase uma coluna de comentário editorial favorável. O redator chamou a atenção para o fato de que era a exigência mais radical feita a respeito da questão das Filipinas e declarou que daria um ponto apropriado na plataforma de qualquer partido político. Por mais ousada e radical que fosse a proposta, porém, não pedia nada além do que o presidente acabou exigindo como condição para resolver a questão das Filipinas.

Apresentou-se um documento pedindo que a Igreja Metodista Livre fosse representada na Conferência Metodista Ecumênica a realizar-se em Londres em 1901. O documento foi recebido, e B. H. Roberts foi eleito delegado a esse corpo. Wilson T. Hogue foi eleito delegado suplente.

Nessa sessão, por recomendação da Junta Geral de Missões, determinou-se que três membros da referida Junta seriam dali em diante mulheres eleitas pela Sociedade Missionária Feminina para o Exterior.

Na décima quinta sessão passou-se à eleição dos oficiais da Conferência Geral. A Conferência aprovara antes o relatório da Comissão de Superintendência, uma de cujas partes previa a eleição de quatro superintendentes gerais. A eleição dos superintendentes gerais foi o primeiro item da pauta. E. P. Hart, B. R. Jones e G. W. Coleman foram reeleitos, e W. A. Sellew foi eleito como o quarto. W. G. Hanmer foi também eleito evangelista da Conferência Geral.

Wilson T. Hogue foi reeleito redator do Free Methodist, e S. K. J. Chesbrough foi reeleito agente da Casa Publicadora da denominação. W. B. Rose foi também eleito agente adjunto da Casa Publicadora.

J. G. Terrill, secretário de missões, morrera durante o quadriênio. Na eleição de alguém para ocupar o cargo, B. Winget recebeu 97 de 111 votos e foi declarado eleito. S. K. J. Chesbrough foi também eleito tesoureiro da Junta Geral de Missões.

Algumas palavras parecem caber aqui sobre o caráter do Sr. Terrill, por quem a Conferência estava de luto, e também sobre a sua parte na formação do metodismo livre. O autor cita como apropriado o seguinte, do seu próprio editorial no Free Methodist de 1º de maio de 1895, cerca de uma semana depois da morte do Sr. Terrill:

O Rev. J. G. Terrill foi em muitos aspectos um homem extraordinário. A natureza o dotou de um físico esplêndido e robusto. A sua resistência física era maravilhosa. Poucos homens poderiam suportar tão longos esforço físico e de agitação como ele sem ficarem com os nervos abalados ou exaustos. Como avivalista, obreiro de acampamentos, presidente de distrito, conferencista da temperança e, no seu cargo de secretário de missões, parecia não haver limite nem à sua capacidade nem à sua disposição para o trabalho.

Foi também dotado de notáveis qualidades de mente. A sua compreensão clara, rápida e abrangente de todo assunto que se apresentava à sua consideração lhe permitia manter-se a par dos tempos, capaz de falar ou escrever com inteligência sobre todos os problemas mais importantes da época. A fidelidade e a exatidão da sua memória lhe permitiam lembrar com grande precisão tudo o que já lera, conforme a ocasião exigia. O seu poder de análise e de penetração lhe permitia examinar a fundo tudo o que ocupava o seu estudo. A sua agudeza e força lógicas lhe davam uma capacidade magistral no debate, permitindo-lhe com notável facilidade expor a falácia, refutar o erro e defender a verdade.

A versatilidade dos seus talentos era também excepcional. Daí a habilidade com que podia pregar, ensinar, dirigir avivamentos, convenções, institutos e acampamentos, ou dedicar-se à arquitetura prática, compor e ensinar música, escrever livros, redigir jornais, legislar para a igreja, interpretar a lei eclesiástica, advogar em litígios eclesiásticos, e alcançar o notável êxito que caracterizou o seu trabalho como secretário de missões nos últimos quatro anos. Poucos homens o superavam em poder no púlpito, quando estava no seu melhor para o trabalho do púlpito. O seu estilo era claro, simples, vigoroso e convincente, acompanhado de muita emoção e, às vezes, de voos de eloquência emocionante. Todas essas qualidades mentais, unidas a uma disposição afável e acompanhadas de um vasto acervo de informação geral e particular, faziam dele um homem interessante dentro e fora do púlpito.

A verdadeira beleza e o verdadeiro poder do seu caráter, porém, eram as excelências espirituais que ele mostrava. “Era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé” (At 11.24). Professava, gozava, pregava e vivia a experiência da inteira santificação.

Identificou-se com o metodismo livre na sua origem e foi um dos líderes mais ativos e influentes em toda a sua história. Creio que assistiu a todas as sessões da Conferência Geral, e várias vezes foi membro dela. Em todas as posições foi o mesmo homem de Deus de espírito doce, humilde, sério e dedicado. A morte de tal homem não é só uma dolorosa perda, mas, segundo o juízo humano, uma grande calamidade para a igreja.

Como escritor, o irmão Terrill tinha rara capacidade. A sua Vida do Dr. Redfield basta para prová-lo. As suas Conversas com professores de escola dominical receberam os mais fortes testemunhos de homens muito destacados. Além dessas obras, foi autor de uma História do acampamento de St. Charles e do Hinário métrico com músicas hoje em uso entre o nosso povo. A obra em que tinha posto o coração, porém, e que teria sido terminada nos últimos sete anos se a igreja não o tivesse chamado para a secretaria da Junta Geral de Missões, era uma História da Igreja Metodista Livre. * * *

O irmão Terrill não estava isento das imperfeições próprias da nossa humanidade, mas os que o conheceram melhor concordarão que as imperfeições do seu caráter eram fraquezas e não pecados. Era sem malícia, amoroso e amável, e multidões sempre prestarão tributo à sua memória e ao seu valor.

Fez-se outro esforço nessa sessão para que a Conferência Geral mandasse pôr a palavra “bispo” no lugar de “superintendente geral” em toda a Disciplina; mas não obteve a aprovação do corpo. A renovação do esforço, porém, ainda que tenha falhado, mostrou que o sentimento a favor estava vivo e avançando.

Durante o quadriênio anterior, a Casa Publicadora comprara toda a série de jornais de escola dominical e de auxílios para as lições que antes pertenciam a T. B. Arnold e eram publicados por ele. A Sra. Emma L. Hogue redigira os jornais da escola dominical por cerca de dois anos, para o editor, e W. T. Hogue, redator do Free Methodist, redigira os trimestrais das lições desde a sua compra, que foi posterior à dos jornais da escola dominical. Nessa sessão decidiu-se eleger um redator da literatura da escola dominical, e W. B. Olmstead, moço capaz e enérgico, foi escolhido para o cargo.

Entre as mudanças feitas na Disciplina nessa sessão, uma alterou a época das sessões quadrienais: em vez de “a segunda quarta-feira de outubro de 1882, em St. Charles, Illinois, e daí em diante uma vez a cada quatro anos, nos lugares que ela designar”, passou a dizer “a segunda quarta-feira de junho de 1903” etc.

Outra mudança deu à Comissão Executiva poder para decidir todas as questões de direito que lhe fossem submetidas nos intervalos das sessões da Conferência Geral.

O limite de tempo dos pastorados foi estendido de dois para três anos, sem nenhuma restrição. Previu-se também a organização de Juntas de Escola Dominical, que se reuniriam uma vez por mês; e os deveres dessas juntas foram apresentados de modo bem específico.

Inseriu-se um novo capítulo sobre a propriedade da igreja, longo demais para ser transcrito aqui, mas destinado a pôr a administração das propriedades da igreja, a sua compra e venda e todos os outros assuntos ligados a esses interesses numa base mais profissional.

Acrescentou-se o seguinte como novo parágrafo sobre a condição de membro da igreja:

Caso um membro que foi expulso da igreja seja depois provado inocente da acusação pela qual foi expulso, poderá ser restaurado à plena condição de membro da igreja por voto da sociedade da qual foi expulso.

B. Winget, secretário de missões, e J. S. MacGeary foram eleitos delegados à Conferência Missionária Ecumênica a realizar-se na cidade de Nova York em 1900.

Adotaram-se medidas para criar uma Comissão Central que formulasse um sistema uniforme de exames para os pregadores e preparasse uma série de perguntas sobre as várias obras dos Cursos de Estudo, para uso nas Conferências Anuais. Benson H. Roberts, Duane C. Johnson, John S. MacGeary, William B. Olmstead e J. Emory Coleman foram nomeados para essa comissão. Esse foi o começo do sistema de exames uniformes da igreja.

A Conferência Geral realizou a sua décima primeira sessão na Igreja Metodista Livre de Greenville, Illinois, de 10 a 24 de junho de 1903. Além dos quatro superintendentes gerais, estiveram presentes 121 delegados, num total de 125, sessenta e seis dos quais ministros e cinquenta e nove leigos.

Fez-se nessa sessão outro esforço para mudar o nome de superintendente geral para bispo em toda a Disciplina. A Comissão de Revisão da Disciplina, a que a emenda proposta foi encaminhada, informou que ela fora rejeitada pela comissão, embora não por dois terços dos votos. Isso abriu caminho para que a questão fosse discutida pela Conferência. A discussão foi viva e acalorada, embora em geral com bom espírito. Decidiu-se por fim fazer a votação nominal. O resultado foi o seguinte: sim, ministeriais 25, leigos 13, total 38; não, ministeriais 38, leigos 41, total 79. A proposta foi rejeitada, portanto, por 38 a favor e 79 contra.

Por recomendação da Comissão de Superintendência Geral, decidiu-se ter para o quadriênio seguinte o mesmo número de superintendentes gerais que tinham servido no anterior. No primeiro escrutínio, E. P. Hart, B. R. Jones e W. A. Sellew foram reeleitos, e Wilson T. Hogue foi eleito no lugar de G. W. Coleman, que se retirou por causa da idade.

A Conferência passou então a votar para redator do jornal da igreja, e no quinto escrutínio foi eleito Charles B. Ebey. S. K. J. Chesbrough foi de novo eleito agente da Casa Publicadora, e W. B. Rose agente adjunto.

A votação para secretário de missões resultou na reeleição de B. Winget, que recebeu 107 de um total de 117 votos.

Decidiu-se nessa sessão eleger dois evangelistas da Conferência Geral. W. G. Hanmer foi reeleito, e C. W. Stamp, então da Conferência do Colorado, foi escolhido como o segundo.

A Conferência decidiu que o redator da escola dominical seria também o secretário da escola dominical. W. B. Olmstead foi eleito para os dois cargos por 104 de 109 votos.

S. K. J. Chesbrough foi de novo eleito tesoureiro da Junta Geral de Missões.

A Comissão de Memórias apresentou necrológios muito apropriados: de G. Harry Agnew, missionário pioneiro da denominação na África do Sul durante dezoito anos, que devia ter voltado à América a tempo de assistir à Conferência Geral, mas, enquanto se preparava para a viagem, foi acometido de febre hematúrica e em poucos dias foi chamado ao seu lar celestial; de John Burg, um dos leigos mais firmes da Conferência de Iowa, homem que dirigia extensos empreendimentos comerciais em Burlington, Iowa, e que representou a sua Conferência como delegado à Conferência Geral de 1890, mas que morreu durante o quadriênio; de Timothy Ressiguie, leigo influente da Conferência do Norte de Michigan, que também fora delegado à última sessão da Conferência Geral e morrera em grande triunfo depois dela; e de C. E. Begel, médico, da Conferência de Michigan, outro membro da Conferência Geral de 1890, homem bom e santo, que fora abatido de repente na plenitude da vida depois da última sessão.

Inseriu-se na Disciplina um novo capítulo de muita importância sobre as missões, com o fim de harmonizá-lo mais plenamente com a carta da Junta de Missões. Fizeram-se também muitas outras mudanças na Disciplina, mas em geral de importância menor.

A Conferência Geral reuniu-se para a sua décima segunda sessão na Igreja Metodista Livre de Greenville, Illinois, na quarta-feira, 12 de junho de 1907, e encerrou-se definitivamente em 28 de junho. Essa sessão foi composta de sessenta e cinco ministros e cinquenta e cinco leigos. O Rev. Mendal B. Miller foi eleito secretário.

A Carta Pastoral, lida por Wilson T. Hogue, foi mandada publicar no Free Methodist e também em folheto.

Recebeu-se nessa Conferência uma mensagem da Sra. E. L. Roberts, viúva do superintendente geral B. T. Roberts, que mostrava o seu grande interesse pela obra na qual por tantos anos fora uma apoiadora muitíssimo dedicada e heroica do marido. A Conferência nomeou Wilson T. Hogue comissão especial para lhe mandar uma carta de saudação em resposta. A carta foi preparada e aprovada pela Conferência com os membros de pé, e depois se cantou

Original
Tradução
Blest be the tie that binds
Bendito seja o laço que une
Our hearts in Christian love,
os nossos corações no amor cristão,

e a carta foi enviada.

[N. do T.: o hino é de John Fawcett (1782), muito cantado nas igrejas metodistas.]

Os superintendentes W. T. Hogue, B. R. Jones e W. A. Sellew foram também nomeados comissão para preparar uma carta de saudação da Conferência ao ex-superintendente geral G. W. Coleman. A carta foi preparada e aprovada pela Conferência em meio a manifestações de profunda emoção, e depois foi enviada ao destinatário.

Como o Rev. J. W. Dake, um dos homens que serviram em destaque na edificação inicial do metodismo livre em Illinois e Iowa e que representara repetidas vezes as suas Conferências Anuais na Conferência Geral, morrera durante o quadriênio, a Conferência instruiu a Comissão de Memórias a incluir o Sr. Dake no seu relatório. Assim fizeram, prestando um tributo muito apropriado à sua memória.

A agitação da questão da substituição do título de superintendente geral pelo de bispo em toda a Disciplina voltou nessa sessão e consumiu considerável tempo, com o resultado de que, em votação nominal, a mudança proposta foi aprovada por 83 votos sim contra 40 não.

Os quatro superintendentes gerais foram todos reeleitos para mais um quadriênio; J. T. Logan foi eleito redator do Free Methodist; W. B. Olmstead foi eleito redator da literatura da escola dominical e secretário e evangelista da escola dominical, mas numa sessão posterior renunciou. A Comissão de Escolas Dominicais recomendou então a eleição de um secretário e evangelista da escola dominical e também de um redator da literatura da escola dominical. A recomendação foi aprovada, e W. B. Olmstead foi eleito secretário e evangelista da escola dominical, e David S. Warner foi eleito redator da escola dominical. C. W. Stamp foi reeleito evangelista da Conferência Geral, e S. K. Wheatlake foi escolhido para o mesmo cargo. C. B. Ebey foi eleito evangelista da Conferência Geral para os campos do Sul. O Sr. Ebey renunciou depois ao cargo. A renúncia foi aceita, e J. H. Flower, de St. Louis, Missouri, foi eleito no seu lugar. B. Winget foi reeleito secretário de missões.

Antes da votação para agente da Casa Publicadora, S. K. J. Chesbrough, que ocupara o cargo com grande crédito e aceitação durante cerca de dezenove anos e tinha agora mais de oitenta anos, levantou-se e pediu que não fosse mais considerado candidato ao cargo. A Conferência passou então a votar para agente da Casa Publicadora, e W. B. Rose, que vinha servindo como agente adjunto, foi eleito para o cargo.

Embora a Conferência reconhecesse a sabedoria da decisão do Sr. Chesbrough de não se deixar ser candidato de novo a agente da Casa Publicadora e se curvasse a ela como ao inevitável, a sua atitude tocou profundamente a todos, que não podiam deixar de se entristecer por ter chegado o tempo em que tal atitude da parte dele era necessária. Sabendo que ele decidira de antemão seguir esse caminho, tinham-se feito preparativos para lhe presentear uma taça de honra de desenho singular quando chegasse a hora de anunciar publicamente a sua decisão, como prova de respeito e afeto não só dos membros da Conferência Geral, mas do povo metodista livre em geral, por esse venerável homem, e em testemunho dos seus valiosos serviços à Igreja Metodista Livre por tantos anos. Ele respondeu com muita propriedade; depois a sua excelente e dedicada esposa foi chamada à frente, apresentada à Conferência e convidada a falar, o que fez, para alegria de todos.

Antes, o agente da Casa Publicadora era tesoureiro não só dos fundos da Casa Publicadora, mas também de todos os vários fundos da igreja. O crescimento da obra, porém, causara tal aumento da escrituração na tesouraria conjunta dos vários fundos que se julgou sábio separar a guarda dos fundos da igreja da dos da Casa Publicadora e pô-los a cargo de um tesoureiro especial. S. K. J. Chesbrough foi eleito tesoureiro dos fundos gerais da igreja, e a Comissão Executiva foi autorizada a preencher a vaga caso ele tivesse de deixar o cargo por doença ou morte.

A Conferência mandou fazer várias mudanças na parte da Disciplina que fora preparada na língua zulu para uso da Conferência Missionária da África do Sul, a fim de adaptar melhor a Disciplina às necessidades da obra entre os membros nativos da Igreja Metodista Livre na África. As mais importantes tinham a ver com um esforço para reformar alguns dos costumes pagãos ligados ao casamento, e um relato pormenorizado delas não parece necessário aqui.

Embora a questão da ordenação de mulheres tivesse sido decidida negativamente na sessão de 1894, os amigos da causa não tinham deixado de fazer o que estava ao seu alcance para garantir às mulheres maior liberdade para o exercício das suas capacidades no ministério da Igreja Metodista Livre. Assim, nessa sessão foi aprovada a seguinte emenda proposta ao capítulo da Disciplina sobre os “Evangelistas”:

Quando mulheres evangelistas tiverem sido licenciadas pela Conferência Anual e tiverem servido dois anos seguidos com nomeação como pastoras, poderão, por recomendação da Conferência Trimestral de que são membros, e a critério da Conferência Anual, ter voz e voto na Conferência Anual; e, nos trabalhos da Conferência, serão contadas com os pregadores. Essa relação só continuará enquanto receberem nomeações como pastoras.

Como se recomendara na Carta Pastoral, a sessão legislou também a favor de estabelecer uma ordem de diaconisas e mandou inserir na Disciplina um capítulo sobre esse assunto.

Providenciou-se também uma revisão completa do hinário metodista livre, com os hinos postos em música apropriada. A eleição das pessoas que serviriam na Comissão de Revisão, e também certos outros pormenores do trabalho, foram deixados à Comissão Executiva, tendo a Conferência Geral aprovado algumas regras gerais a serem observadas no trabalho de revisão.

Deram-se também passos com vistas a cultivar relações mais estreitas entre as Igrejas Metodista Livre e Metodista Wesleyana, como mostrará a seguinte decisão, tomada junto com a eleição de um delegado fraterno à Conferência Geral da Conexão (Igreja) Metodista Wesleyana. O bispo B. R. Jones foi escolhido delegado fraterno, e

Resolvido, que autorizamos e instruímos também a nossa Comissão Executiva a nomear uma comissão de cinco pessoas para conferenciar com uma comissão semelhante do corpo wesleyano sobre o assunto de uma afiliação mais estreita das duas denominações no seu trabalho.

[N. do T.: as páginas do original trazem aqui gravuras com retratos de oficiais da igreja; as legendas não foram traduzidas.]

As comissões foram nomeadas pelos dois corpos e se reuniram várias vezes durante o quadriênio seguinte. As reuniões foram muito fraternas, e da maneira mais amigável se discutiram livremente todas as questões relativas à federação e a uma possível união num futuro mais distante. Na sessão seguinte das Conferências Gerais das duas denominações, as mesmas comissões foram renomeadas; mas, em parte por causa da doença e morte de A. T. Jennings, presidente da comissão wesleyana, e da prolongada doença de W. T. Hogue, membro destacado da comissão da Igreja Metodista Livre, e em parte por outras razões, adiou-se qualquer ação posterior.

Tomou-se também uma decisão com vistas a preparar uma celebração denominacional do jubileu de cinquenta anos da organização da Igreja Metodista Livre, que ocorreria antes da sessão quadrienal seguinte. Wilson T. Hogue foi designado para pregar o sermão do cinquentenário perante a sessão seguinte da Conferência Geral, e o bispo B. R. Jones foi escolhido como suplente caso o bispo Hogue, por qualquer razão, não pudesse cumprir a tarefa.

A Conferência Geral reuniu-se para a sua décima terceira sessão quadrienal no prédio do Chicago Evangelistic Institute, em Chicago, Illinois, em 14 de junho de 1911, e continuou os seus trabalhos durante dezessete dias. Foi composta de setenta ministros e sessenta e três leigos. M. B. Miller foi escolhido secretário. Realizaram-se vinte e uma sessões.

Como só tinham passado cerca de nove meses desde que a Igreja Metodista Livre completara o cinquentenário do seu nascimento, combinou-se que o culto da primeira manhã de domingo seria um culto do cinquentenário. De acordo com a decisão da Conferência Geral anterior, o sermão da ocasião foi pregado pelo bispo Wilson T. Hogue. Escolheram-se dois textos, 1Sm 6.12 e Êx 14.15, que levaram ao anúncio do tema “Retrospecto e perspectiva”. Foi certamente um dia memorável nos anais do metodismo livre. O sermão do cinquentenário foi mandado publicar no General Conference Daily e também em folheto para distribuição geral.

[N. do T.: 1Sm 6.12: “As vacas se encaminharam diretamente para Bete-Semes […] sem se desviarem nem para a direita nem para a esquerda”; Êx 14.15: “Diga aos filhos de Israel que marchem.”]

A questão da ordenação de mulheres voltou ao primeiro plano nessa sessão. Encorajados pelo progresso obtido na última sessão, os amigos do movimento estavam decididamente atentos para garantir às mulheres toda vantagem que se pudesse obter constitucionalmente. A questão foi discutida, e muito acaloradamente, na Comissão de Revisão, e por esse corpo foi relatada como rejeitada, mas não por dois terços dos votos. Isso permitiu que a questão viesse perante a Conferência para decisão. Depois de feitas e discutidas várias moções e emendas sobre a questão, o bispo Sellew apresentou o seguinte:

Resolvido, que, sempre que alguma Conferência Anual estiver convencida de que alguma mulher é chamada por Deus para pregar o evangelho, essa Conferência Anual terá permissão para recebê-la em experiência e em plena conexão e ordená-la ao diaconato, tudo isso nas mesmas condições em que recebemos homens nas mesmas relações, contanto sempre que essa ordenação de mulheres não seja considerada um passo para a ordenação como presbítero.

Seguiu-se considerável discussão à apresentação dessa resolução, e fizeram-se todos os esforços razoáveis para derrotá-la. Muitos pensavam que era tosca demais para ser transformada em lei pela Conferência Geral, mesmo admitindo a conveniência de alguma legislação nesse sentido. Mas, apesar de tudo o que os seus opositores puderam fazer para derrotar a medida, ela foi levada à vitória e se tornou assim lei da igreja.

[N. do T.: “ordená-la ao diaconato” traduz “ordain her a Deacon”: trata-se da ordem ministerial de diácono, distinta da ordem de diaconisas criada em 1907.]

Outra questão que ocasionou discussão muito viva foi apresentada, a saber, a do esforço para privar os bispos do direito de serem membros da Conferência Geral. O assunto fora antes agitado em certa medida no Free Methodist. Apresentou-se à Conferência um documento que propunha emendar a Disciplina de modo a negar-lhes o direito de ser membros do corpo, e ele foi encaminhado à Comissão de Revisão, que por fim deu parecer favorável à proposta. Apresentou-se então uma emenda ao parecer da comissão no sentido de que a Disciplina ficasse como estava. A discussão durou um tempo considerável, e depois se propôs e se aprovou a votação nominal. A votação do substitutivo teve o seguinte resultado: sim, ministeriais 47, leigos 45, total 92; não, ministeriais 18, leigos 14, total 32. O resultado dessa votação foi deixar a Disciplina sem mudança nesse ponto, por um total de 92 a favor e 32 contra.

Durante o quadriênio, o bispo E. P. Hart sentira necessidade de renunciar ao episcopado por causa das crescentes enfermidades da idade. Apresentou a renúncia à Comissão Executiva, e esse corpo, em vez de aceitá-la, consentiu na sua aposentadoria e passou, segundo a Disciplina, a eleger outro no seu lugar. Foi eleito William Pearce, da Conferência de Genesee. A Conferência Geral aceitou a renúncia do bispo, manifestando o seu grande pesar pelo motivo que tornara necessária tal atitude da parte dele. A Comissão de Superintendência deu parecer favorável à eleição de quatro bispos. A Conferência aprovou o parecer e passou à eleição. Burton R. Jones, Walter A. Sellew, Wilson T. Hogue e William Pearce foram todos reeleitos.

B. Winget foi reeleito secretário de missões; J. T. Logan, redator do Free Methodist; W. B. Rose, agente da Casa Publicadora; D. S. Warner, redator da literatura da escola dominical; e W. B. Olmstead, secretário e evangelista da escola dominical. Thomas Sully, que fora eleito tesoureiro dos fundos da igreja pela Comissão Executiva durante o quadriênio, por causa da renúncia forçada do Sr. Chesbrough devido à idade e à fraqueza, foi também reeleito. S. K. Wheatlake e C. W. Stamp foram reeleitos evangelistas da Conferência Geral, e A. D. Zahniser, da Conferência de Pittsburgh, foi eleito pela primeira vez para esse cargo. A Conferência deixou aos bispos eleger, em data posterior, um evangelista da Conferência Geral para o Sul. No outono seguinte elegeram para o cargo Edward M. Sandys, da Conferência de Nova York. Ao fim de um ano, o Sr. Sandys, por razões consideradas boas e suficientes, renunciou ao cargo, e B. W. Huckabee, de Campbell, Texas, foi eleito no seu lugar.

A Conferência nomeou os bispos e o redator do Free Methodist comissão, sob a presidência do bispo W. T. Hogue, para redigir uma Constituição da igreja que abrangesse todas as leis fundamentais da Igreja Metodista Livre, e para submetê-la à sessão seguinte da Conferência Geral.

Durante o quadriênio tinham sido chamados à sua recompensa no alto o ex-bispo Coleman; dois membros ministeriais da última Conferência Geral, o Rev. C. L. Lambertson, da Conferência do Norte de Michigan, e o Rev. C. B. Ebey, da Conferência do Sul da Califórnia, redator do Free Methodist de junho de 1903 a junho de 1907; e também o Rev. S. K. J. Chesbrough, membro da Conferência de Genesee desde os primeiros dias do metodismo livre, que, nos últimos quase dezenove anos do seu serviço ativo, ocupou o cargo de agente da Casa Publicadora da denominação. Por recomendação da Comissão de Memórias, mandou-se realizar um culto em memória desses irmãos, presidido por J. O’Regan, presidente da comissão. O culto realizou-se na quinta-feira à tarde, 29 de junho, e nele se leram esboços biográficos dos falecidos e vários membros da Conferência que os tinham conhecido intimamente fizeram discursos interessantes.

Mandou-se pôr na Disciplina um novo capítulo intitulado “Caridade e beneficência”, no lugar do capítulo intitulado “Instituições de caridade”. Outra mudança na Disciplina proibiu o presidente de qualquer Conferência Anual de fazer parte de uma Comissão de Relações Ministeriais. Ainda outra mudança determinou:

Em todos os casos levados a julgamento na igreja, tanto o queixoso como o acusado poderão pedir o desaforamento e apresentar por escrito as razões do pedido; e, se o oficial que preside, depois de considerar devidamente os fundamentos do pedido, estiver convencido de que as condições e circunstâncias são tais que tornam impossível um julgamento justo e imparcial na Conferência ou em outro corpo perante o qual a ação foi iniciada, poderá ordenar o desaforamento pedido e decidir a Conferência ou o outro corpo perante o qual o caso será julgado.

[N. do T.: é exatamente o direito que B. T. Roberts pediu em vão na Conferência de Genesee de 1858 (vol. I, Cap. XIX).]

A Conferência decidiu, depois de muita deliberação na Comissão de Missões e também na própria Conferência, a favor da eleição de um bispo missionário, cuja jurisdição incluiria a Índia e a África. Era uma novidade completa na história do metodismo livre. Quando chegou a hora da eleição, J. S. MacGeary, da Conferência de Oil City, recebeu setenta de noventa e nove votos e foi declarado eleito.

Quando a renúncia do bispo E. P. Hart veio perante a Conferência e foi aceita, como já se disse, nomeou-se uma comissão para redigir resoluções que exprimissem a estima em que ele era tido pela igreja em geral e o pesar da Conferência por ter o seu estado físico tornado necessária tal atitude da parte dele. O relatório dessa comissão foi apresentado como o último item da pauta da sessão e aprovado por unanimidade. Dizia o seguinte:

CONSIDERANDO que a aposentadoria voluntária do nosso estimado pai em Israel, o bispo Edward P. Hart, foi julgada necessária por ele por causa da idade e das crescentes enfermidades durante o último quadriênio; e

CONSIDERANDO que esse nobre homem serviu a Deus e à Igreja Metodista Livre com grande fidelidade e com alto grau de aceitação durante muitos anos; e

CONSIDERANDO que a sua estimada esposa, Martha B. Hart, esteve associada a ele, durante os anos da sua superintendência geral, nas viagens e nos trabalhos, contribuindo muitíssimo para o bem da nossa Sião; portanto,

Resolvido, que deploramos que ele se tenha sentido obrigado a retirar-se do serviço ativo, mas nos curvamos em humilde submissão à providência de Deus nesse assunto.

Resolvido, que não podemos exprimir plenamente o alto apreço em que o nosso venerável pai em Israel é tido por nós e pela igreja em geral, tanto pela elevação do seu caráter como pela grande eficiência do seu serviço.

Resolvido, que sempre os levaremos, a ele e à sua estimada esposa, no coração diante do trono da graça, suplicando ao nosso Pai celestial que lhes conceda abundância de paz e de alegria no Espírito Santo para coroar os últimos anos da sua vida.

Resolvido, que nos comprometemos, nós e os que representamos, a seguir daqui em diante as piedosas admoestações que nos deram durante os muitos anos do seu serviço entre nós.

Resolvido, que este preâmbulo e estas resoluções sejam transcritos na ata da Conferência Geral, que se forneça uma cópia ao Free Methodist para publicação e que se envie uma cópia ao bispo e à Sra. Hart.

Parece apropriado mencionar aqui um pouco mais a vida e o trabalho dos irmãos que tinham morrido durante o quadriênio. O primeiro dos quatro a cair foi o ex-superintendente Coleman.

George W. Coleman nasceu em 1830 e morreu em 3 de julho de 1907. Teve uma conversão muito clara no começo da idade adulta e, alguns meses depois, buscou e obteve a inteira santificação. Desde que recebeu essa última experiência, “Santidade ao Senhor” foi o seu tema constante. Em 1853 casou-se com a Srta. Jane Brush. Tiveram sete filhos, dos quais três ainda vivem.

Em 1863 o Sr. Coleman uniu-se à Conferência de Genesee da Igreja Metodista Livre, da qual continuou membro até a morte. Durante vinte e três anos fez o trabalho de pregador itinerante sob a direção da sua Conferência, servindo várias nomeações, entre as quais as de maior responsabilidade dentro dos limites da Conferência. Serviu também vários anos como presidente de distrito.

Em 1886 a Conferência Geral o elegeu superintendente geral, cargo que continuou a ocupar, por reeleição, até 1903. Então, por causa da idade e das enfermidades, retirou-se voluntariamente. A sua primeira esposa, mãe dos seus filhos, foi incansável companheira de trabalho pela salvação das almas até a sua morte, em novembro de 1897. Tinham caminhado juntos quarenta e quatro anos. Em 25 de novembro de 1898, o Sr. Coleman casou-se de novo, escolhendo como companheira do resto da sua vida e dos seus trabalhos a Sra. Laura J. Warren, que viajou com ele enquanto continuou na superintendência e cuidou dele com ternura depois que se retirou do serviço público, até a sua morte. Ela ainda vive para chorar a sua partida.

George W. Coleman era homem de grande integridade e firmeza de caráter, pregador das coisas fortes do reino de Deus, defensor firme das verdades ortodoxas do evangelho, e homem que, em todas as suas ministrações, insistia fielmente em que os crentes tivessem uma experiência definida das coisas de Deus. Ele descansa das suas fadigas, e as suas obras o acompanham (Ap 14.13).

Charles Bond Ebey nasceu perto de Ripley, Illinois, em 16 de maio de 1847, e morreu de repente, de doença do coração, em Hermon, Califórnia, em 17 de junho de 1908. Embora tivesse sofrido havia alguns anos de fraqueza do coração, estivera tão bem como de costume até pouco antes do fim, quando falou várias vezes de ter o que nunca sentira antes, “uma dor nos pulmões”, como dizia. Estivera fora a negócios e, em companhia da esposa, voltava para casa. Depois de deixar o bonde, tinham meia milha ou mais a andar. No caminho, foi acometido de paralisia cardíaca. Chamou-se socorro médico, e fez-se por ele tudo o que se podia fazer; mas, depois de uma hora e meia de sofrimento intenso, partiu sem nem sequer uma mensagem de despedida aos que estavam à sua volta.

Algum tempo antes da Guerra Civil, converteu-se sinceramente a Deus. No último ano da guerra alistou-se como soldado, ainda menino de dezoito anos, sendo o quinto irmão da família a entrar no serviço do exército da União. No exército perdeu a graça de Deus do coração. Em 1866 casou-se com a Srta. Martha Gosnell, em Greenfield, Illinois, que ainda vive. Em 1868 foi restaurado e uniu-se à Igreja Metodista Episcopal. Dois anos depois buscou e obteve a experiência da santificação, e com essa experiência veio a convicção de que Deus o queria para a obra do ministério cristão. Tendo recebido de presente um exemplar do Free Methodist, interessou-se pela Igreja Metodista Livre e, em 12 de fevereiro de 1872, em companhia do irmão, L. C. Ebey, uniu-se a essa denominação.

O Sr. Ebey uniu-se em experiência à Conferência de Illinois em St. Charles, no outono de 1875, e foi nomeado para Lebanon, Illinois, um circuito de seis pontos, como pregador auxiliar, tendo W. F. Manley como colega. Serviu nomeações importantes na Conferência de Illinois durante treze anos, e sempre com êxito. Serviu também como secretário da Junta Geral de Missões de 1882 a 1890. Tinha inclinação evangelística na pregação; e, depois de ir para a Califórnia por causa da saúde da esposa, em 1888, foi o principal instrumento no surgimento do que hoje são as principais sociedades da Conferência do Sul da Califórnia. Tomou também a iniciativa e dirigiu em grande parte o empreendimento da fundação do Seminário Metodista Livre de Los Angeles. Foi membro de todas as Conferências Gerais de 1872 a 1907, inclusive, menos a de 1890.

A Conferência Geral de 1903 elegeu o Sr. Ebey redator do Free Methodist, cargo que continuou a ocupar durante o quadriênio. A sua eleição naquela ocasião foi uma surpresa total para ele; mas combinou com o seu antecessor que este continuasse cuidando dos pormenores do trabalho editorial por três meses, e depois arranjou as coisas de modo a deixar a família na costa do Pacífico, ir para Chicago e assumir a plena responsabilidade da redação.

O Sr. Ebey era de ascendência holandesa. Era homem grande, de físico bem formado, cabelos escuros e olhos negros penetrantes. A sua fisionomia indicava um homem de maior ou menor capacidade oratória. Era orador interessante, atraindo muito pelo poder da sua afabilidade e simpatia, e prendendo a atenção também pela facilidade com que ilustrava as verdades que procurava gravar nos ouvintes. Era forte defensor da experiência da santidade e dedicou grande parte do seu ministério a levar os crentes à “plenitude da bênção de Cristo” (Rm 15.29), assim como ao trabalho de converter os pecadores. Estava sempre nas primeiras fileiras de todas as verdadeiras reformas e era especialmente um forte e ardente defensor da proibição do álcool.

Um traço marcante dele em todo o seu ministério foi que, aonde quer que fosse, era homem que fazia as coisas acontecerem. Homens desse caráter são mais raros no ministério cristão do que deviam ser, e por isso a morte de tal homem é mais do que uma perda e uma calamidade comuns para a igreja.

Chester Langdon Lambertson nasceu no condado de Peoria, Illinois, em 20 de outubro de 1851. Ainda bem pequeno perdeu o pai, e a mãe, com o resto da família, mudou-se para Galva, Illinois. Pouco depois o jovem Lambertson converteu-se e se uniu à Igreja Metodista Livre. A sua primeira formação religiosa na igreja foi sob o trabalho pastoral de pregadores pioneiros firmes e nobres como T. S. LaDue, J. W. Dake e outros de espírito e dedicação semelhantes, que exerceram sobre ele uma poderosa influência para o bem. O Sr. Lambertson sentiu cedo o chamado ao ministério e procurou obter o preparo que pôde para o trabalho frequentando escolas em Evanston, Illinois, e em Spring Arbor, Michigan. Depois procurou preparar-se para o magistério frequentando as escolas de Ypsilanti e de Olivet, Michigan, e em seguida dedicou-se ao trabalho de professor por vários anos. Por fim tornou-se líder de classe, pregador local e superintendente de escola dominical. Neste último cargo destacou-se especialmente, por ter um dom natural para esse trabalho.

Casou-se em agosto de 1881 com a Srta. Saloma Dillingham, que, com dois filhos, lhe sobrevive. Uniu-se à Conferência do Norte de Michigan em 1884 e continuou ativamente empenhado no seu trabalho até a morte. Foi “homem muito amado” (Dn 10.11), especialmente na sua própria Conferência, onde era mais conhecido. Percorreu vários dos circuitos mais importantes, foi presbítero de distrito por cinco anos, foi secretário adjunto da sua Conferência por dez anos e secretário por onze, e foi duas vezes eleito delegado à Conferência Geral.

Era pregador sério e eficaz do evangelho, que declarava as suas verdades mais solenes com grande ternura e amor. Tinha dom para a exposição das Escrituras, particularmente para a exposição das verdades relativas à doutrina e à experiência da inteira santificação. Serviu bem à sua geração, e, para todos os que o conheceram, a sua memória é “como perfume derramado” (Ct 1.3).

Samuel Kennedy Jennings Chesbrough nasceu em Baltimore, Maryland, em 9 de março de 1826, e terminou a sua carreira terrena na sua casa em Chicago, Illinois, em 26 de outubro de 1909. Nasceu de pais metodistas rigorosos e dedicados. A mãe morreu antes do tempo de que ele podia lembrar-se.

Em 1833 a família mudou-se para Dedham, perto de Boston, Massachusetts, e entre essa data e 1841 mudou-se quatro vezes, fixando-se por último em Randolph, Nova York. Nesse lugar, em 1844, o Sr. Chesbrough converteu-se de verdade, sob o trabalho do Rev. Calvin Kingsley, depois bispo da Igreja Metodista Episcopal. Desde então perseverou firmemente no caminho cristão até o fim.

Em junho de 1844 foi para Forestville, Nova York, e dedicou-se ao comércio por algum tempo; mas em junho de 1846 voltou para a Nova Inglaterra, onde trabalhou na construção de ferrovias com o pai, que era empreiteiro desse tipo de obra. Em 6 de fevereiro de 1848 casou-se com a Srta. Ann Eliza Morrison, com quem viveu feliz por quase sessenta anos e que o precedeu no mundo celestial por quase dois anos. Tiveram seis filhos, cinco dos quais vivem e são homens e mulheres de integridade exemplar. Uma delas, a Srta. Emma, até agosto de 1914 trabalhara por quase dezessete anos na Casa Publicadora Metodista Livre.

Na primavera de 1850 o Sr. Chesbrough mudou-se para uma fazenda no condado de Niágara, Nova York, e por alguns anos se dedicou à agricultura. Como o leitor há de lembrar, ele conheceu de perto as dificuldades da Conferência de Genesee da Igreja Metodista Episcopal que resultaram na formação da Igreja Metodista Livre. Redigiu a convocação da primeira Convenção dos Leigos e foi o seu secretário. Mal suspeitava na época, porém, que a ação daquela convenção era um elo na cadeia de acontecimentos providenciais que levariam à organização de uma nova igreja, e de uma igreja com cuja história a sua própria vida estaria tão estreitamente entrelaçada por quase cinquenta anos. Mas estava destinado a ser identificado em destaque com a obra do metodismo livre desde o começo até a sua morte.

Em setembro de 1873, depois de ter ocupado por alguns anos nomeações como pregador local supridor, uniu-se à Conferência de Genesee da Igreja Metodista Livre e dedicou-se ao trabalho regular de ministro itinerante. Permaneceu na Conferência de Genesee até o fim dos seus dias. Foi um dos seus pregadores mais bem aceitos e um dos seus pastores mais eficientes. A sua pregação era sempre eminentemente prática. Havia nela uma singularidade natural de estilo e uma facilidade de ilustração que nunca deixavam de atrair; e, além disso, havia tal amabilidade no seu trato com todos, tanto na vida social como no trabalho ministerial, que fazia homens, mulheres e crianças que o conheciam sentir que ele era seu amigo especial e os aproximava muito dele. Era especialmente dado às boas obras, sempre cuidando dos doentes, dos pobres e dos desafortunados de todas as classes, e fazendo e levando outros a fazer o que pudesse para aliviá-los. Mal é preciso dizer que tal homem era popular, no sentido de ser amado pelo povo em geral. Era pregador intransigente da justiça do Novo Testamento e tinha um modo de apresentá-la que levava muitos a se reunirem em torno da bandeira do seu Senhor e a ficarem com integridade e firmeza ao lado das verdades mais impopulares.

O Sr. Chesbrough ocupou todas as nomeações mais importantes dentro da sua Conferência e supriu também cargos importantes em outras Conferências, e sempre com bom grau de êxito. O último cargo de que foi pastor foi Jamestown, Nova York. Foi durante esse pastorado, em 21 de março de 1887, que foi chamado a entrar no escritório do Free Methodist, então publicado pelo Rev. T. B. Arnold, de Chicago, Illinois, como guarda-livros. Com a renúncia do Sr. Arnold como agente da Casa Publicadora, no outono de 1888, o Sr. Chesbrough foi eleito pela Comissão Executiva para preencher a vaga. Continuou a servir como agente da Casa Publicadora, reeleito a cada quatro anos, até que as enfermidades da idade o obrigaram a recusar ser considerado candidato a nova eleição. Isso foi em junho de 1907, o que fez do período em que serviu como agente da Casa Publicadora cerca de dezenove anos. Durante esse período viu a obra crescer da simples publicação do Free Methodist, em instalações alugadas, até que a denominação publicava uma lista de quatro jornais de escola dominical, sete auxílios diferentes para as lições, um comentário anual sobre as Lições Internacionais da Escola Dominical, um jornal missionário mensal e uma lista bastante extensa de livros e folhetos, com clientela muito aumentada em todos esses departamentos.

O Sr. Chesbrough era homem de excelente capacidade para os negócios e era também a própria alma da integridade e da fidelidade. Quem o conhecesse quase preferiria pensar na queda de um anjo do céu a pensar em S. K. J. Chesbrough desviando-se da mais estrita integridade de caráter ou mostrando-se infiel a qualquer encargo que lhe fosse confiado. Enquanto tinha trabalho a fazer, ninguém podia aplicar-se mais ao dever do que ele. Mas, terminada a tarefa, era um dos homens mais sociáveis, e uma alegria inocente e agradável acompanhava a sua conversa. Apesar da dignidade do seu caráter, havia muito de menino nele nas horas de lazer, mesmo na idade avançada. Mas a sua alegria nunca chegava a um grau que diminuísse a sua espiritualidade. Era homem que andava constantemente com Deus e se mantinha no Espírito.

Na aparência, o Sr. Chesbrough era alto, levemente curvado, magro de corpo e de feições, com lábios finos e cerrados, nariz levemente romano, olhos azuis e uma cabeleira muito abundante que, na idade avançada, ficou lindamente prateada; enquanto “a pele do seu rosto resplandecia” (cf. Êx 34.29), um pouco como pergaminho bem curtido. Ninguém o tomaria por estrangeiro, pois o seu porte, as suas feições, os seus movimentos, a sua voz e o seu modo de falar eram todos americanos do tipo mais acentuado. Poucos homens em todo o país conheciam a Bíblia tão bem quanto ele. Começou a estudá-la na infância, e ela foi o seu livro de bolso até o fim da vida. Lera-a inteira dezessete vezes no culto doméstico, e muitas vezes mais na leitura particular e devocional. “Dizia que frequentara a escola dominical durante setenta e sete anos, em seis estados diferentes, em quarenta e cinco escolas diferentes e em cinco denominações diferentes.” Foi feito membro vitalício da Sociedade Bíblica Americana pela escola dominical de Wheatfield, condado de Niágara, Nova York, em 1854, e contribuiu regularmente para essa instituição até o fim da vida.

Foi marido amoroso, pai terno, patrão bondoso e atencioso, conselheiro sábio, amigo fiel e, acima de tudo, seguidor sincero e dedicado do Senhor Jesus.

Dificilmente podia ser de outro modo senão que tal homem se aproximasse do fim com calma e firmeza. Não só estava pronto para trocar de mundo, mas, tão gasto e cansado estava o corpo mortal, e tão carregado no fim das enfermidades da idade, que ansiava pela mudança, como os vigias cansados anseiam pela aurora. Fez todos os preparativos para o seu funeral e enterro semanas antes do fim. Fez esses preparativos com toda a serenidade com que, com saúde, prepararia uma viagem agradável. Por fim morreu no santo triunfo daquela fé que o sustentara durante tantos anos da sua peregrinação terrena.

Foi sepultado ao lado da esposa no cemitério de Bellefontaine, em St. Louis, Missouri, onde também repousam os corpos de vários outros parentes próximos.

A décima quarta sessão quadrienal da Conferência Geral realizou-se na Igreja dos Voluntários (antiga Igreja Congregacional da Ann Street), em Chicago, Illinois, de 9 a 25 de junho de 1915. A igreja em que se realizou fica a uma curta quadra da Casa Publicadora Metodista Livre e era admiravelmente adequada ao propósito, sendo grande o bastante para acomodar 3.000 pessoas no auditório, com excelente acústica e com um refeitório no subsolo capaz de servir mais de 300 pessoas de cada vez. Serviram-se ali mais de 18.000 refeições durante a sessão.

Além dos quatro bispos, estiveram presentes sessenta e oito delegados ministeriais e sessenta e seis leigos, num total de cento e trinta e oito membros. Além destes, estavam presentes cerca de quarenta delegadas à assembleia quadrienal da Sociedade Missionária Feminina Geral para o Exterior, que se realizava ao mesmo tempo no Fisk Hall do Seminário Teológico de Chicago, a poucas quadras da sede da Conferência. Os delegados dos dois corpos foram alojados no Fisk Hall, assim como muitos dos visitantes das duas reuniões, para o que o espaçoso edifício do dormitório era eminentemente adequado. Provavelmente o número de visitantes foi maior do que teria sido em qualquer outro lugar que não Chicago.

Realizaram-se vinte e duas sessões da Conferência, presidindo os bispos alternadamente na ordem da sua antiguidade oficial. O Rev. Mendal B. Miller foi reeleito secretário do corpo, e J. T. Logan, D. S. Warner, J. F. Silver e W. B. Olmstead, todos ministros, foram eleitos secretários adjuntos.

Determinaram-se comissões permanentes sobre os seguintes assuntos: culto público, revisão da Disciplina, superintendência, missões, publicações, estado da obra, reformas, o dia do Senhor, escolas dominicais, educação, limites das Conferências, atas das Conferências, curso de estudos, regras das Conferências, memórias, apelações, finanças, jovens, evangelização agressiva, caridade, recepção de delegados fraternos, exame do compêndio da lei metodista livre, incorporação da Conferência Geral e resoluções de agradecimento.

Apresentaram-se cerca de duzentas emendas propostas à Disciplina, das quais só umas setenta e cinco receberam decisão favorável. Quase dois terços dos delegados nunca tinham servido nessa função, e o grande número de emendas propostas talvez se deva ao fato de tantos delegados serem novos no trabalho e desejarem que o corpo legislasse para atender a certos fins locais nas suas respectivas comunidades.

De longe a maior parte das mudanças feitas foi de caráter menor, sem alterar materialmente a organização da igreja. Uma das emendas mais importantes foi a adoção de uma proposta de Constituição da Igreja Metodista Livre, que reunia todas as leis fundamentais da denominação. Na Conferência Geral anterior, os bispos tinham sido encarregados de redigir tal Constituição e apresentá-la à consideração da Conferência Geral de 1915. Depois de uma terceira leitura, e depois de emendada para incluir certos itens aprovados por esta Conferência Geral, a Constituição foi adotada por votação praticamente unânime.

Inseriu-se na Disciplina um novo parágrafo sobre a evangelização agressiva, como segue: “Exige-se que cada Conferência Anual organize uma Junta Evangelística da Conferência, que estará autorizada a fazer trabalho evangelístico agressivo dentro dos seus limites. Essa junta terá poder para levantar fundos e empregar evangelistas, obreiros de Grupo e auxiliares para trabalhar dentro dos limites da Conferência, os quais, com a concordância dos presbíteros de distrito, estarão autorizados a estabelecer novas sociedades onde os interesses da causa de Deus o exigirem, contanto que a junta providencie e responda pelo sustento de todos os obreiros que empregar.”

Mandou-se acrescentar uma nova subdivisão à seção da Disciplina relativa às sociedades secretas, que faz da filiação a sindicatos de trabalhadores, da parte dos empregados, e também da discriminação a favor dos que pertencem a esses sindicatos na contratação de mão de obra, da parte dos empreiteiros, um impedimento para ser membro da Igreja Metodista Livre.

Fez-se outra mudança de considerável importância, a saber: será preciso um terço, em vez de um quarto, de todos os membros presentes na Conferência Geral para dividir a casa, de modo que os ministros e os leigos votem separadamente, sendo exigida a maioria de ambos para aprovar qualquer medida.

A composição da Junta Geral de Beneficiários da Conferência fora até então idêntica à da Junta Geral de Missões. Nessa sessão determinou-se que dali em diante seria idêntica à da Comissão Executiva e que esta tomasse imediatamente as providências para incorporar-se como Junta de Beneficiários da Conferência segundo as leis de Illinois.

O parágrafo 100 da Disciplina dizia antes o seguinte: “Sempre que alguma Conferência Anual estiver convencida de que alguma mulher é chamada por Deus para pregar o evangelho, essa Conferência Anual terá permissão para recebê-la em experiência e em plena conexão e ordená-la ao diaconato, tudo isso nas mesmas condições em que recebemos homens nas mesmas relações; contanto sempre que essa ordenação de mulheres não seja considerada um passo para a ordenação como presbítero.” Fez-se uma mudança importante nesse parágrafo, acrescentando o seguinte: “e contanto, além disso, que nenhuma mulher cujo marido seja membro em experiência ou em plena conexão possa ser recebida na Conferência.”

Outra mudança da Disciplina fez das diaconisas membros da Junta Oficial e da Conferência Trimestral; e outra previu que as Conferências Anuais pudessem eleger presbíteros de distrito itinerantes diretamente para os vários distritos, em vez de eleger certo número a ser nomeado para os respectivos distritos pela Comissão de Nomeações.

Fizeram-se pequenas mudanças quanto ao sustento dos pregadores; e a ajuda aos jubilados foi fixada em 7,50 dólares por ano para os primeiros dez anos depois da recepção em plena conexão na Conferência e em 12,50 dólares para os dez anos seguintes, fazendo a ajuda máxima de 200 dólares por ano em vez de 150, a ser paga semestralmente quando o tesouro o permitir. Determinou-se que quinze por cento, em vez de dez, dos lucros líquidos da Casa Publicadora fossem destinados anualmente ao fundo dos jubilados. Começou-se um fundo especial em benefício dos jubilados, do qual só os juros serão usados anualmente para esse fim. Levantaram-se mais de 3.000 dólares por subscrição para esse fundo especial, e iniciaram-se outras medidas para aumentá-lo consideravelmente. O “sistema de orçamento” foi recomendado a todas as sociedades da denominação como o melhor método de levantar as finanças da igreja.

Em vez de eleger um secretário e evangelista da escola dominical, como antes, criou-se uma Junta Geral de Escolas Dominicais, posta à frente do trabalho da escola dominical. O secretário dessa junta será chamado secretário da escola dominical, mas não terá as mesmas funções do antigo secretário e evangelista da escola dominical.

Autorizou-se uma nova Conferência, a ser conhecida como Conferência do Leste do Texas, e fizeram-se algumas mudanças nos limites das Conferências já existentes.

Fizeram-se várias mudanças no Ritual, a principal das quais foi a inserção de uma forma para a dedicação de templos. As outras foram mudanças menores, feitas principalmente para harmonizá-lo com os costumes da denominação.

Fez-se mudança considerável nos Cursos de Estudo. Os bispos, encarregados pela Conferência Geral anterior de revisar e sistematizar completamente os cursos, tinham feito o seu trabalho com todo o cuidado que o seu tempo permitia, e a Conferência aprovou todas as mudanças recomendadas.

Os quatro bispos foram todos reeleitos, e J. T. Logan foi eleito redator do Free Methodist pela terceira vez; mas a Conferência, depois de uma experiência de quatro anos, decidiu não eleger um bispo para a África e a Índia. J. S. MacGeary, bispo da África e da Índia durante o último quadriênio, foi eleito secretário de missões, e com isso B. Winget, que servira nesse cargo com muita capacidade e eficiência durante vinte anos, foi aliviado das responsabilidades do cargo. D. S. Warner foi reeleito redator da literatura da escola dominical. W. B. Rose foi eleito agente da Casa Publicadora pela terceira vez. A Conferência decidiu eleger quatro evangelistas da Conferência Geral, um deles para o Sul. S. K. Wheatlake e A. D. Zahniser foram reeleitos para o cargo. C. W. Stamp recusou ser considerado candidato, e W. B. Olmstead foi eleito no seu lugar. E. Ballenger recebeu maioria sobre todos os outros candidatos a evangelista da Conferência Geral para o Sul e foi declarado eleito.

Nomeou-se uma comissão formada pelo bispo William Pearce, pelo Rev. W. H. Clark e pelo Rev. D. S. Warner para conferenciar com uma comissão semelhante a ser nomeada pela Conferência Geral da Conexão (Igreja) Metodista Wesleyana sobre uma possível união das duas denominações, e para formular uma base para tal união a ser submetida às próximas Conferências Gerais dos respectivos corpos.

Como prevê a Disciplina, elegeram-se um presbítero itinerante e um leigo de cada um dos distritos da Conferência Geral para servir na Comissão Executiva, e um de cada tipo também para servir na Junta Geral de Missões durante o quadriênio.

O Rev. W. W. Clay, como delegado fraterno da Conexão (Igreja) Metodista Wesleyana; o presidente C. A. Blanchard, doutor em teologia, do Wheaton College, como delegado fraterno da Associação Cristã Nacional Contrária às Sociedades Secretas; e o Dr. J. P. Brushingham, como delegado fraterno da Associação dos Pregadores Metodistas de Chicago, foram recebidos, e cada um deles falou à Conferência de modo muito inspirador. O Rev. Dr. A. E. Saunders também acompanhou o Dr. Brushingham.

A Conferência Geral de 1915 não se tornou famosa pela quantidade de legislação construtiva que produziu. O pouco que produziu, porém, foi importante e provavelmente terá influência benéfica sobre a denominação no futuro.

Os cultos religiosos foram excelentes e, durante a maior parte da sessão, prevaleceram condições espirituais saudáveis. As discussões em geral se fizeram com espírito fraterno. Os cultos de domingo foram tempos de poder e de salvação. Nos cultos da tarde e da noite também houve muita convicção, e muitos que buscavam encontraram o caminho para o altar. Em geral, realizavam-se três ou quatro grandes reuniões de rua antes da pregação de cada noite, estendendo assim a influência da Conferência para o bem na parte da cidade onde se reunia.

Mendal B. Miller, D. S. Warner e J. T. Logan foram feitos comissão para editar a Disciplina. Depois, como o Sr. Miller foi chamado para fora, W. B. Olmstead foi eleito no seu lugar.

O autor foi membro de oito Conferências Gerais da Igreja Metodista Livre, a começar pela de 1886, e, a seu juízo, a Conferência de 1915 foi espiritualmente a melhor de todas, menos uma.

Tradução para o português a partir de Wilson T. Hogue, History of the Free Methodist Church of North America (Chicago: Free Methodist Publishing House, 1915), 2 vols., no exemplar de 1918 da Universidade Emory digitalizado pelo Internet Archive; domínio público. O volume I foi conferido também com a transcrição do Holiness Data Ministry. Do volume II foram traduzidos os capítulos de alcance geral (XIII a XXI). As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA). Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.