Tratado · 1745
“Acima de tudo, vivam de modo digno do evangelho de Cristo.”
Filipenses 1.27
Em 1745, poucos anos depois do início das sociedades metodistas, Wesley escreveu este conselho aos seus membros. Começa por dizer quem são os metodistas: os que buscam a salvação pela fé e a santidade de coração e de vida. Depois, como pastor, mostra-lhes a situação em que estavam (poucos, desprezados e muitas vezes perseguidos) e os aconselha sobre como viver nela.
Wesley pede que evitem dar escândalo sem necessidade, que guardem as ordenanças de Deus, que vigiem contra o orgulho, o fanatismo e o sectarismo, e que saibam portar-se cristãmente diante da perseguição. São conselhos curtos e muito práticos, que continuam valendo para quem quer viver o cristianismo de modo sério e humilde.
Talvez seja necessário especificar a quem me refiro com esse termo ambíguo, pois seria trabalho perdido falar aos metodistas, assim chamados, sem antes descrever aqueles a quem me dirijo.
Por metodistas entendo um povo que professa buscar (em qualquer medida que já a tenha alcançado) a santidade de coração e de vida, a conformidade interior e exterior, em todas as coisas, com a vontade revelada de Deus; que situa a religião numa semelhança constante com o grande objeto dela; numa imitação firme daquele a quem adora, em todas as suas perfeições imitáveis; mais particularmente, na justiça, na misericórdia e na verdade, ou seja, no amor universal que enche o coração e governa a vida.
Vocês, a quem agora me dirijo, creem que esse amor pela humanidade não pode brotar senão do amor de Deus. Pensam que não pode haver exemplo de alguém cuja terna afeição abrace todo filho do homem (ainda que este não lhe seja querido nem por laços de sangue, nem por qualquer relação natural ou civil), a não ser que essa afeição flua de um amor grato e filial ao Pai comum de todos: a Deus, considerado não apenas como seu Pai, mas como o Pai dos espíritos de toda a carne; sim, como o pai e amigo universal de todas as famílias, tanto do céu como da terra.
Esse amor filial, segundo vocês, flui somente da fé, que vocês descrevem como uma evidência (ou convicção) sobrenatural das coisas que não se veem; de modo que, para quem possui esse princípio,
As coisas que o frágil sentido desconhece,
Que o raio bruxuleante da razão não vê,
Com forte e imperiosa evidência
Revelam sua origem celestial.
A fé empresta sua luz que as torna reais,
As nuvens se dissipam, as sombras fogem:
O Invisível aparece à vista,
E Deus é visto por olhos mortais.
Vocês entendem que essa fé implica uma evidência de que Deus é misericordioso para comigo, pecador; de que ele está reconciliado comigo pela morte de seu Filho e agora me aceita por amor dele. Assim, vocês descrevem a fé de um cristão verdadeiro como “uma confiança e segurança firmes (além e acima de seu assentimento às Sagradas Escrituras) que ele tem em Deus, de que seus pecados estão perdoados e de que ele está, pelos méritos de Cristo, reconciliado com o favor de Deus”.
Vocês creem, além disso, que tanto essa fé como esse amor são operados em nós pelo Espírito de Deus; mais ainda, que não pode haver em pessoa alguma uma só disposição ou desejo bom, nem sequer um só pensamento bom, a não ser que seja produzido pelo poder todo-poderoso de Deus, pela inspiração ou influência do Espírito Santo.
Se vocês andam segundo essa regra, esforçando-se continuamente para conhecer e amar o grande Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, assemelhar-se a ele e obedecer-lhe, como o Deus de amor, de misericórdia que perdoa; se, a partir desse princípio de fé amorosa e obediente, vocês se abstêm cuidadosamente de todo mal e se empenham, conforme têm oportunidade, em fazer o bem a todos, amigos ou inimigos; se, por fim, vocês se unem para encorajar e ajudar uns aos outros a desenvolver assim a sua salvação, e para esse fim zelam uns pelos outros em amor, então vocês são aqueles a quem chamo de metodistas.
O primeiro conselho geral que alguém que ama a alma de vocês recomendaria encarecidamente a cada um é este: considerem, com atenção profunda e frequente, as circunstâncias peculiares em que vocês se encontram.
Uma delas é que vocês são um povo novo. O nome de vocês é novo (pelo menos no sentido religioso), desconhecido até poucos anos atrás, tanto em nossa nação como em qualquer outra. Os princípios de vocês são novos, no sentido de que não há entre nós outro grupo de pessoas (e talvez nem no mundo cristão) que os sustente todos, no mesmo grau e na mesma conexão; que insista com tanto vigor e tanta constância na absoluta necessidade da santidade universal, tanto no coração como na vida; de um amor a Deus pacífico e alegre; de uma evidência sobrenatural das coisas que não se veem; de um testemunho interior de que somos filhos de Deus; e da inspiração do Espírito Santo para qualquer pensamento, palavra ou obra boa. E talvez não haja outro grupo de pessoas (ao menos não visivelmente unidas) que dê tanta importância, e não mais, quanto vocês dão à retidão das opiniões, às formas exteriores de culto e ao uso das ordenanças que vocês reconhecem como vindas de Deus. Tanta importância vocês dão até às opiniões corretas que professam desejar sinceramente ter juízo reto em todas as coisas, e se alegram em usar todo meio que saibam ou creiam poder conduzir a isso; e, contudo, não tanta a ponto de condenar qualquer pessoa sobre a terra simplesmente por pensar de modo diferente de vocês; muito menos de imaginar que Deus a condena por isso, se ela for reta e sincera de coração. Às formas exteriores de culto em que vocês foram criados, vocês dão tanta importância a ponto de aprová-las vivamente; mas não tanta a ponto de diminuir o amor de vocês por aqueles que, por consciência, discordam de vocês nesse ponto. Do mesmo modo, vocês dão tanta importância ao uso das ordenanças que creem ser de Deus que confessam não haver salvação para vocês se as negligenciarem deliberadamente. E, no entanto, não julgam os que pensam de outro modo; nada determinam a respeito daqueles que, não crendo que essas ordenanças sejam de Deus, se abstêm delas por princípio.
A rigidez de vida de vocês, tomada em conjunto, também pode ser considerada nova. Refiro-me ao fato de vocês terem por regra abster-se das diversões da moda, da leitura de peças de teatro, romances ou livros de humor, de cantar canções inocentes ou de conversar de maneira alegre, festiva e divertida; à simplicidade do vestir de vocês; à maneira de negociar no comércio; ao rigor na observância do dia do Senhor; ao escrúpulo quanto às mercadorias que não pagaram os direitos alfandegários; à abstinência total de bebidas destiladas (salvo em caso de necessidade); à regra de “não mencionar a falta de uma pessoa ausente, em particular de ministros ou de autoridades“: tudo isso pode com justiça ser chamado de novo. Pois, embora alguns sejam escrupulosos em algumas dessas coisas, e outros sejam rigorosos em outros pontos, não encontramos nenhum outro grupo de pessoas que insista em todas essas regras ao mesmo tempo. Portanto, quanto ao nome, aos princípios e à prática, vocês podem ser considerados um povo novo.
Outra circunstância peculiar da situação presente de vocês é que vocês estão recém-unidos; que acabam de ser reunidos, ou antes (ao que parece) estão sendo reunidos, a partir de todas as outras sociedades ou congregações; mais ainda, que até agora subsistiram, e ainda subsistem, sem poder (pois são um povo humilde e insignificante), sem riquezas (pois são pobres quase sem exceção, não tendo mais que o simples necessário para a vida) e sem nenhum dom extraordinário da natureza nem as vantagens da educação: até a maioria dos seus pregadores são homens sem nenhuma instrução e (em outras coisas) ignorantes.
Há ainda outra circunstância, inteiramente peculiar a vocês: enquanto todo outro grupo religioso, tão logo seus membros se juntavam, separava-se das sociedades ou congregações a que antes pertencia, vocês, ao contrário, não o fazem; mais ainda, rejeitam terminantemente todo desejo de separar-se delas. Declaram aberta e continuamente que não têm, nem jamais tiveram, tal intenção. E, enquanto as congregações a que pertenciam aqueles separatistas geralmente não pouparam esforços para impedir a separação, aquelas a que vocês pertencem não poupam esforços (não para impedir, mas) para provocar essa separação, para expulsá-los do seu meio, para forçá-los àquela divisão pela qual vocês declaram ter a mais forte aversão.
Considerando essas circunstâncias peculiares em que vocês se encontram, vocês verão a conveniência de um segundo conselho que eu lhes recomendaria: não imaginem que podem evitar causar escândalo. O próprio nome de vocês torna isso impossível. Talvez nem um em cem dos que usam o termo metodista tenha alguma ideia do que ele significa. Para noventa e nove deles, continua sendo grego puro. Só pensam que significa algo muito ruim: ou um papista, ou um herege, um sabotador da igreja, ou algum monstro inaudito; e, com toda a probabilidade, quanto mais longe ele for, mais e mais mal há de acumular. É vão, portanto, que qualquer um que seja chamado metodista pense em algum dia não causar escândalo.
E, por mais escândalo que vocês causem pelo nome, causarão ainda mais pelos princípios. Escandalizarão os fanáticos a favor das opiniões, formas de culto e ordenanças, por não lhes darem mais importância; os fanáticos contra elas, por lhes darem tanta; os formalistas, por insistirem com tanta frequência e força no poder interior da religião; os homens morais (assim chamados), por declararem a absoluta necessidade da fé para que alguém seja aceito por Deus; os homens da razão vocês escandalizarão por falarem de inspiração e de receber o Espírito Santo; os bêbados, profanadores do dia do Senhor, praguejadores habituais e outros pecadores declarados, por evitarem a companhia deles, bem como pela desaprovação do seu comportamento que muitas vezes vocês serão obrigados a expressar. E, de fato, a vida de vocês não pode deixar de escandalizá-los continuamente: a sobriedade de vocês é gravemente ofensiva para o bêbado; a conversa séria de vocês é igualmente intolerável para o frívolo impertinente; e, em geral, o fato de que “vocês ficaram tão meticulosos e singulares, tão monstruosamente rigorosos, além de todo bom senso e razão, que têm escrúpulos com tantas coisas inofensivas e imaginam ser obrigados a fazer tantas outras que não precisariam” não pode deixar de escandalizar uma multidão de pessoas, em particular os amigos e parentes de vocês. Portanto, ou vocês consentem em abandonar seus princípios, ou abandonam a ingênua esperança de agradar aos homens.
O que torna os princípios de vocês ainda mais ofensivos é o fato de vocês se unirem: porque essa união os torna mais visíveis, colocando-os mais diante dos olhos dos homens; mais suspeitos, quero dizer, sujeitos à suspeita de tramar algum desígnio sinistro (especialmente por parte daqueles que não conhecem, ou não querem conhecer, a lealdade inviolável de vocês a Sua Majestade reinante); mais temíveis para os de temperamento medroso, que imaginam que vocês tenham tal desígnio; e mais odiosos para os homens de zelo, se o zelo deles for outra coisa que não amor fervoroso a Deus e ao próximo.
Esse escândalo penetrará ainda mais fundo porque vocês foram reunidos de tantas outras congregações: pois os exaltados de cada uma delas não se convencerão facilmente de que vocês não desprezam nem a eles nem aos seus pastores; antes, provavelmente imaginarão que vocês os condenam totalmente, como se não pudessem ser salvos. E essa ocasião de escândalo está agora no auge, porque vocês acabam de ser reunidos, ou antes estão sendo reunidos, de modo que eles não sabem onde isso vai parar; e o medo de perder (assim o consideram) mais membros aguça o zelo deles e mantém toda a sua ira e ressentimento em pleno vigor.
Acrescente-se a isso que vocês não os deixam em paz: continuam a contar-se entre os seus membros, o que, para quem não sabe que vocês o fazem por motivo de consciência, também é uma circunstância irritante. “Se ao menos vocês sumissem da vista deles!” Mas vocês são um espinho constante no flanco deles enquanto permanecerem com eles.
E (o que não pode deixar de irritá-los ainda mais) vocês não têm poder, nem riquezas, nem instrução; e, no entanto, com todo o seu poder, dinheiro e sabedoria, eles não conseguem ganhar terreno contra vocês.
Vocês não podem deixar de esperar que o escândalo que nasce continuamente de tamanha variedade de provocações amadureça aos poucos em ódio, malícia e todas as demais disposições hostis. E, como os que forem assim afetados não deixarão de apresentá-los aos outros sob a mesma luz em que vocês lhes parecem, às vezes como loucos e tolos, às vezes como malfeitores, gente que não merece viver sobre a terra, a consequência, humanamente falando, há de ser que, junto com a reputação, vocês perderão primeiro o amor dos amigos, parentes e conhecidos, até daqueles que outrora os amaram com mais ternura; depois, o seu ganha-pão, pois muitos não os empregarão mais, nem “comprarão de alguém como você”; e, com o tempo (a menos que aquele que governa o mundo intervenha), a saúde, a liberdade e a vida.
Que outro conselho se pode dar a pessoas em tal situação? Não posso deixar de aconselhá-los, em terceiro lugar: considerem profundamente consigo mesmos: o Deus a quem sirvo é capaz de me livrar? Eu não sou capaz de me livrar dessas dificuldades; muito menos sou capaz de suportá-las. Não sei como abrir mão da minha reputação, dos meus amigos, dos meus bens, da minha liberdade, da minha vida. Pode Deus conceder-me alegrar-me em fazer isso? E posso confiar nele, de que ele o fará? Os cabelos da minha cabeça estão todos contados? E ele nunca falha aos que nele confiam? Pesem isso a fundo; e, se puderem confiar a Deus tudo o que têm, então sigam em frente, na força do seu poder.
Sigam em frente, eu os aconselharia encarecidamente, em quarto lugar; mantenham-se exatamente no caminho que agora trilham. Sejam fiéis aos seus princípios. Nunca mais descansem na formalidade morta da religião. Busquem com todas as forças a santidade interior e exterior; uma imitação firme daquele a quem vocês adoram; uma semelhança sempre crescente com as suas perfeições imitáveis, a sua justiça, misericórdia e verdade.
Seja esta a religião de vocês, viril, nobre e generosa, igualmente distante da mesquinhez da superstição (que situa a religião em fazer o que Deus não ordenou, ou em abster-se do que ele não proibiu) e da falta de bondade do sectarismo (que restringe o nosso afeto ao nosso próprio partido, seita ou opinião). Acima de tudo, permaneçam firmes na fé obediente, fé no Deus da misericórdia que perdoa, no Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que amou vocês e se entregou por vocês. Atribuam a ele todo o bem que encontram em si mesmos; toda a sua paz, alegria e amor; todo o seu poder de fazer e de sofrer a vontade dele, pelo Espírito do Deus vivo. Contudo, ao mesmo tempo, evitem cuidadosamente o entusiasmo: não imputem os sonhos dos homens ao Deus todo-sábio; e não esperem dele nem luz nem poder senão no uso sério de todos os meios que ele estabeleceu.
Sejam fiéis também aos seus princípios no que diz respeito às opiniões e aos aspectos exteriores da religião. Usem toda ordenança que vocês creem ser de Deus, mas guardem-se da estreiteza de espírito para com os que não as usam. Conformem-se às formas de culto que vocês aprovam; mas amem como irmãos os que não podem conformar-se a elas. Deem tanta importância às opiniões que todas as de vocês (se possível) estejam de acordo com a verdade e a razão; mas tenham cuidado com a ira, a antipatia ou o desprezo para com aqueles cujas opiniões diferem das suas. Vocês são acusados disso diariamente (e, de fato, de que não são acusados?), mas guardem-se de dar qualquer fundamento a tal acusação. Não condenem ninguém por não pensar como vocês pensam. Que cada um goze da plena e livre liberdade de pensar por si mesmo. Que cada um use o seu próprio juízo, visto que cada um prestará contas de si mesmo diante de Deus. Detestem toda aproximação, de qualquer tipo ou grau, do espírito de perseguição. Se vocês não conseguem conduzir alguém à verdade pela razão ou pela persuasão, jamais tentem forçá-lo a ela. Se o amor não o obrigar a entrar, deixem-no com Deus, o Juiz de todos.
Mas não esperem que os outros os tratem assim. Não: alguns tentarão assustá-los para que abandonem os seus princípios; outros, envergonhá-los para que adotem uma religião mais popular, ridicularizá-los e zombar de vocês até que larguem a sua singularidade; mas de nenhum destes vocês correrão tão grande perigo quanto daqueles que os atacarem com armas inteiramente diferentes: com brandura, afabilidade e sinceras declarações de boa vontade (talvez real). Nesse caso, vocês precisam igualmente evitar até a aparência de ira, desprezo ou falta de bondade, e reter com firmeza toda a verdade de Deus, tanto em princípio como na prática.
Isso, de fato, será interpretado como falta de bondade. Os antigos conhecidos de vocês considerarão o fato de vocês não quererem pecar nem perder tempo com frivolidades em companhia deles como prova clara da sua frieza para com eles; e esse fardo vocês terão de aceitar carregar. Mas esforcem-se por evitar toda falta de bondade real, toda palavra descortês ou aspereza no falar, toda reserva ou estranheza no comportamento. Falem-lhes com toda a ternura e amor, e comportem-se com toda a doçura e cortesia de que forem capazes, tomando cuidado para não causar nenhum escândalo desnecessário, seja ao vizinho ou ao estranho, ao amigo ou ao inimigo.
Talvez por essa mesma razão eu possa aconselhá-los, em quinto lugar, a não falar muito do que vocês sofrem: “da perseguição que sofreram em tal ocasião e da maldade dos seus perseguidores“. Nada tende mais a exasperá-los do que isso; e, portanto (embora haja um tempo em que essas coisas precisem ser mencionadas), poderia ser regra geral fazê-lo tão raramente quanto possível com a consciência tranquila. Pois (além de sua tendência a inflamá-los) isso tem aparência de mal, de ostentação, de engrandecer a si mesmos. Tende também a inchá-los de orgulho e a fazê-los julgar-se grande coisa, assim como certamente tende a despertar ou aumentar no coração de vocês a má vontade, a ira e todas as disposições hostis. É, na melhor das hipóteses, perda de tempo; pois, em vez da maldade dos homens, vocês poderiam estar falando da bondade de Deus. Mais ainda, é, na verdade, um pecado aberto e deliberado; é mexerico, maledicência, difamação (um pecado contra o qual vocês nunca serão suficientemente vigilantes, visto que ele se insinua em vocês sob mil formas). Não seria muito mais proveitoso para a alma de vocês, em vez de falar contra eles, orar por eles? Confirmar o seu amor por esses homens infelizes, que vocês creem estar lutando contra Deus, clamando fortemente a ele em favor deles, para que lhes abra os olhos e lhes mude o coração?
Agora só me resta entregá-los aos cuidados daquele que tem toda a autoridade no céu e na terra, rogando-lhe que, em todas as circunstâncias da vida, vocês permaneçam “firmes como a bigorna golpeada sob o martelo”, nada desejando na terra, considerando todas as coisas como esterco e escória, para ganhar a Cristo; e lembrando-se sempre de que “é próprio de um bom combatente ser esfolado vivo e vencer!”
10 DE OUTUBRO DE 1745.
Tradução para o português a partir de Advice to the People called Methodists (1745), no texto revisto por Wesley para as suas Obras (Bristol, William Pine, 1772, vol. XVI; transcrição do Projeto Gutenberg); domínio público. As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA). Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.