História da Igreja Metodista Livre · Volume II · Capítulo XVIII
Os homens que mais contribuíram para fundar a Igreja Metodista Livre tinham sido, na maior parte, formados em faculdades ou universidades. Por isso eram também homens que conheciam e apreciavam o valor da instrução como preparo para a obra da vida, qualquer que fosse essa obra. Não eram homens que fizessem pouco caso da formação intelectual, nem que supusessem que, na fundação do seu reino, Deus alguma vez premia a ignorância.
Cedo, portanto, na história da denominação, deram-se passos para prover a educação dos seus jovens. A primeira escola, conhecida como Seminário de Chili, começou em 1866. O superintendente geral Roberts tomou a iniciativa desse empreendimento e por muitos anos continuou a ser o seu pai. Havia alguns anos ele conhecia uma fazenda de quase 145 acres em North Chili, Nova York, que lhe parecia um lugar ideal para uma escola como a que tinha em mente construir. O lugar ficava a apenas dez milhas do fórum de Rochester, Nova York, e, no entanto, bastante afastado da cidade para estar livre daquelas fontes peculiares de tentação que abundam nos centros populosos. Além disso, em North Chili se formara uma excelente sociedade metodista livre, o que era outra vantagem. Ao saber, na primavera de 1866, que essa fazenda, que pertencera a um certo Sr. Rumsey, estava à venda, decidiu tentar adquiri-la.
Teve de assumir uma hipoteca de 10.000 dólares, que o Sr. Roberts continuou a carregar por quase vinte anos. Muitos outros fardos pesados também tiveram de ser carregados por ele e pela sua dedicada esposa durante a maior parte da vida: fardos próprios de iniciar e manter um empreendimento assim no meio de um povo pequeno em número e de poucos recursos. Mais tarde o Sr. Roberts comprou terras vizinhas suficientes para que a fazenda da escola chegasse a 196 acres.
A escola funcionou primeiro na própria casa do Sr. Roberts. Depois passou para o salão de baile da velha taverna, que ele comprara ao se mudar para North Chili e que, desde a construção dos prédios do seminário, tem servido de armazém geral. O único objetivo da compra desse prédio parece ter sido eliminar o único lugar do município onde se podiam obter bebidas alcoólicas. O município ficou quase sem interrupção sem licença para a venda de bebidas desde então até hoje, um período de cerca de cinquenta anos.
O prédio da taverna abrigou a escola nascente até que se pudesse construir e mobiliar um prédio adequado para o seminário. Depois de uma luta longa e heroica, um prédio assim foi dedicado em novembro de 1869. Cerca de nove anos depois se construiu um amplo acréscimo. Na dedicação do prédio original, Martin B. Anderson, doutor em teologia e em direito, presidente da Universidade de Rochester, fez o discurso principal, que foi de grande ânimo para os promotores e amigos da escola e foi muitíssimo apreciado. Voltando-se para o Sr. Roberts no correr das suas palavras, disse, provavelmente falando da sua própria experiência de luta na construção da Universidade de Rochester: “O senhor encontrará muitos dispostos a sacrificá-lo no altar da educação cristã.” A sua profecia cumpriu-se abundantemente.
Em setembro de 1890, irrompeu um incêndio no sótão desse valioso prédio, que se supôs ter sido causado pelo descuido de instaladores de aquecimento, e que reduziu a ruínas toda a construção. O novo ano letivo acabara de começar, e por algum tempo pareceu provável que os alunos se dispersariam e a escola se desfaria por completo. A maioria dos alunos, porém, relutava em voltar para casa, e logo se combinou levar as atividades da escola para o novo templo metodista livre; e, com a abertura de casas particulares, providenciou-se hospedagem para os alunos de fora, e assim o trabalho escolar prosseguiu com perda mínima de tempo.
A gravidade da situação aumentava porque o seguro que os curadores mantinham sobre o prédio escolar tinha vencido sem renovação pouco antes do incêndio. O tesoureiro estava longe de casa numa longa viagem naquela época, o que provavelmente explica esse aparente descuido. Por mais embaraçosa e grave que fosse a situação, porém, os curadores resolveram imediatamente reconstruir e, em setembro de 1892, um edifício de tijolos de quatro andares, conhecido como Roberts Hall, e um prédio administrativo amplo, cômodo e bonito, construído de grandes pedras roladas e cimento Portland, estavam prontos para uso, e isso sem envolver a instituição em dívidas embaraçosas. Este último fato se deveu às respostas gerais e generosas dos seus amigos aos apelos de ajuda financeira.
A construção do prédio administrativo teria sido impossível naquele momento se o Sr. Edward Cox, de Buffalo, Nova York, não tivesse contribuído generosamente com 8.000 dólares para esse fim. Ele não fez nenhuma exigência desse tipo, mas os curadores, reconhecendo a conveniência de fazê-lo, deram ao prédio o nome de “Edward P. Cox Memorial Hall”.
Em 1884, o seminário recebeu, do espólio do falecido Sr. A. M. Chesbrough, que morara perto de Niagara Falls, um legado de 30.000 dólares, com a condição de que se comprasse para a instituição a fazenda onde a escola estava situada e o restante fosse aplicado em bons títulos, devendo a renda da fazenda e da aplicação ser usada perpetuamente para ajudar alunos pobres a obter a instrução que o seminário pudesse lhes dar. Em reconhecimento e em honra da generosidade do Sr. Chesbrough, e por uma emenda ao seu estatuto, o nome da escola foi então mudado para “Seminário A. M. Chesbrough”.
Mais tarde construiu-se um acréscimo à espaçosa casa da fazenda, hoje incluída no campus, e esse prédio também passou a ser usado para fins escolares. O preço pago pela fazenda foi de 22.500 dólares. A quantia aplicada, tirada do legado, foi de 7.500 dólares. Os prédios escolares valem provavelmente 30.000 dólares. A fazenda, tão perto da cidade de Rochester, de terra das melhores, provida de excelentes construções, pomares etc., é muito valiosa.
O seminário foi devidamente incorporado pelo Legislativo do Estado de Nova York. Pelas disposições do seu estatuto, está sujeito ao Conselho de Regentes do Estado, o que lhe dá direito legal à sua parte proporcional do fundo de educação do Estado. O valor da verba anual depende do número de dias de frequência dos alunos acadêmicos durante o ano. Alunos acadêmicos são os que passaram nos exames do Estado nas matérias preliminares. Fazem-se também exames do Estado duas vezes por ano em todas as matérias, exceto algumas do curso de Obreiros Cristãos, e emitem-se certificados do Estado para os que são aprovados.
O seminário tem quatro cursos: Clássico, Acadêmico e Científico, cada um de quatro anos, e o de Obreiros Cristãos, de dois anos. A Junta de Curadores acrescentou recentemente dois anos de estudos avançados aos cursos acima.
Durante quase meio século esta escola tem prestado serviço inestimável à igreja. Das suas salas têm saído grandes números de moços e moças consagrados para todos os diversos ramos do serviço cristão. As outras escolas da igreja tiveram o benefício de conseguir entre os seus ex-alunos membros valiosos para os seus corpos docentes, e duas delas foram fundadas em grande parte por homens que fizeram os cursos preparatórios sob a sua direção.
[N. do T.: as páginas do original trazem aqui e adiante gravuras (Plates Eighteen a Twenty); as legendas não foram traduzidas.]
O seminário viu os seus professores e alunos, talvez em número de quase sessenta, entrarem na obra missionária no estrangeiro. Louisa Ranf, cuja morte trágica na Índia, depois de alguns anos de leal dedicação à obra, a igreja inteira lamentou sinceramente, e Clara A. Leffingwell, que abriu a obra metodista livre na China depois de trabalhar sete anos sob os auspícios da Missão do Interior da China, e que foi levada por uma morte prematura quando apenas começava a ver realizado o objeto do seu desejo e a resposta às suas orações, foram alunas do Seminário A. M. Chesbrough. Monoramabai, filha de Pandita Ramabai, e várias outras moças da Índia estão entre os seus ex-alunos. Mortimer C. Clarke, por algum tempo diretor da Escola Industrial da igreja em Yeotmal, na Índia; Effie L. Southworth e Maud Edwards, da mesma missão; e Lucy H. Tittemore, que agora trabalha na China, também são formados por esta escola. Dos que entraram no ministério cristão e em outros tipos característicos de trabalho cristão, o número passa de duzentos.
Este seminário, como todas as outras escolas da denominação, começou como uma instituição caracteristicamente cristã. O seu alvo sempre foi imprimir em cada aluno, tanto quanto possível, um molde inteiramente cristão. Os seus diretores e demais professores sempre foram escolhidos com esse fim em vista. Embora não seja sectário, é cristão, no sentido ortodoxo do termo. Além disso, o caráter dos que saíram formados pelos seus vários cursos é, em geral, tal que desafia a comparação com o de igual número de formados de qualquer outra instituição do país.
As pessoas que estiveram à frente desta instituição durante a sua história, e que do ponto de vista educacional tiveram parte na sua formação, merecem uma breve menção.
O prospecto do primeiro período letivo, que começou em 14 de setembro de 1868, fazia o seguinte anúncio quanto ao corpo docente: “Rev. B. T. Roberts, mestre em artes, diretor; Rev. John Glen, diretor adjunto; Srta. Delia Jeffres (mais tarde Catton), preceptora; Sra. Lucy Glen, professora; Jesse Murdock, ecônomo.” Quanto à aptidão do Sr. Roberts para a direção da instituição não podia haver dúvida. Tinha também na Srta. Jeffres uma preceptora muito piedosa e muito competente, que deixou a sua marca para o bem em todos os que estiveram sob o seu ensino.
Do diretor seguinte, o professor Wright, que serviu por pouco tempo, há poucas informações disponíveis. Parece ter sido membro da Igreja Metodista Episcopal, homem bom e competente. O seguinte foi o Rev. George W. Anderson, mestre em artes, homem de dotes brilhantes, mas talvez mais apto para alguma outra vocação do que a de diretor de escola. A seguinte a ocupar o cargo, embora apenas interinamente, foi uma mulher, a Srta. F. F. Clement, cujo caráter puro e elevado, cuja abnegação e sacrifício no interesse da instituição, cuja cultura e refinamento e cuja influência geral para o bem sobre os alunos lhe valeram a admiração e o amor de todos. Seguiu-se a administração de Clark Jones, mestre em artes, cuja vida piedosa, cuja disciplina rigorosa e cujo ensino completo nenhum dos que frequentaram a escola sob a sua direção jamais esquecerá. Depois, por algum tempo, o superintendente geral Roberts assumiu de novo a direção, sendo sucessivamente professoras principais sob ele uma certa Srta. Johnson e mais tarde a Srta. Susie E. Ullyette. Ele carregou esse fardo durante algum tempo, além de todos os seus outros deveres, enquanto alguns dos moços da igreja se preparavam na faculdade para cargos assim. Mal seria permitido encerrar este parágrafo sem mencionar o nome da Srta. Adella P. Carpenter, que se manteve fiel e heroicamente no seu posto de professora nesta instituição por mais de trinta anos. Ao seu exemplo piedoso e à sua sabedoria no conselho e na disciplina a escola deve muito do seu êxito sob as várias administrações.
Em 1876, Benson Howard Roberts, filho do superintendente Roberts, ex-aluno do Oberlin College, mas formado por Dartmouth, foi chamado para a direção, cargo que ocupou então por dois anos. Sucedeu-o Albert H. Stilwell, moço de qualidades sólidas, que acabara de se formar pela Universidade de Rochester. O professor Stilwell ocupou o cargo apenas dois anos, mas desde então tem estado quase sempre empregado, como diretor ou professor, em alguma das escolas da denominação. Atualmente é professor no Seminário e Faculdade de Seattle, cargo que ocupa há vários anos.
Depois da administração do professor Stilwell, Benson Howard Roberts, mestre em artes, e a Sra. Emma Sellew Roberts, mestra em artes, sua esposa, tornaram-se diretores conjuntos, cargo que continuaram a exercer com muita capacidade por vinte e cinco anos. Durante esse período o seminário conquistou uma reputação invejável como escola que desenvolvia nos alunos os ideais mais elevados e dava um acabamento fino ao seu caráter.
Em 1906, o professor Roberts e a esposa deixaram os cargos, e os curadores elegeram para a direção o Rev. David S. Warner, mestre em artes. Mas a Conferência Geral de 1907 o elegeu redator da literatura de escola dominical da igreja, o que acabou encerrando a sua relação de diretor depois de apenas dois anos. O Rev. R. E. Raycraft, formado pelo Alma College, Michigan, foi então chamado para o cargo, e durante três anos a escola esteve sob a sua administração. Quando o professor Raycraft se retirou, o Rev. Charles W. Bacon, ex-aluno do seminário nos seus primeiros anos, foi chamado para a direção, cargo que ocupou algum tempo com dignidade e êxito, mas acabou renunciando, e então foi chamado para o cargo Harold A. Millican, bacharel em artes, que ainda o ocupa com êxito.
A sessão anual da Conferência de Michigan, realizada em Spring Arbor, Michigan, em setembro de 1871, tornou-se histórica pelo início de um movimento para estabelecer uma escola denominacional dentro dos seus limites. Na sessão anual seguinte, as seguintes pessoas foram nomeadas comissão, com plenos poderes para estabelecer uma escola de nível de seminário e pô-la em funcionamento: Edward P. Hart, John Ellison, C. S. Gitchell, Charles Mattice, Joseph Jones, E. T. Pettis.
Comprou-se para esse fim um terreno de dez acres, com dois velhos prédios de faculdade, situado dentro da vila de Spring Arbor e avaliado em cerca de 9.000 dólares. Fizeram-se os reparos necessários e, no verão de 1873, realizou-se um breve período letivo, tendo como diretor o professor Clark Jones. O culto de dedicação foi dirigido pelo superintendente geral B. T. Roberts em 2 de setembro de 1873. O período de outono começou com perspectivas muito animadoras, com cerca de sessenta alunos matriculados, na maioria internos.
A escola foi razoavelmente próspera desde o início e, exigido pelo seu crescimento, construiu-se alguns anos depois um prédio central de tijolos, de três andares, que, com a sua mobília e equipamento, aumentou muito a eficiência da instituição.
A administração do professor Jones foi sucedida pela do Rev. Walter A. Sellew, mestre em artes, hoje um dos bispos da Igreja Metodista Livre; e os que o sucederam na direção foram, pela ordem, as seguintes pessoas: Albert H. Stilwell, Charles P. Tiffany, David S. Warner, Burton Jones Vincent, Harold A. Millican, H. A. Stewart. O Seminário de Spring Arbor tem sido particularmente feliz na escolha dos seus diretores. A lista acima é uma de que qualquer denominação religiosa poderia justamente se orgulhar.
Pelos esforços incansáveis do Rev. H. D. F. Gaffin, então agente financeiro da instituição, tornou-se possível em 1905 a construção de um novo prédio administrativo; e em 11 de junho daquele ano o novo prédio foi dedicado, oficiando o bispo Burton R. Jones. O Sr. Jones fora durante muitos anos presidente da Junta de Curadores do seminário e estivera intimamente ligado à escola de outras maneiras, servindo algum tempo como um dos seus professores no início da sua história. O novo prédio administrativo aumentou muito as condições da escola para realizar o seu trabalho, e depois da sua construção a instituição pareceu ter recebido nova vida.
O valor atual da propriedade do seminário, avaliado com prudência, é de 20.000 dólares. Além disso, a instituição tem um fundo patrimonial de cerca de 15.000 dólares, parte do qual, porém, só estará disponível depois da morte dos doadores.
O seminário está na lista de escolas credenciadas da Universidade de Michigan.
Centenas de jovens de ambos os sexos, sob as influências exercidas sobre eles nesta excelente escola, tornaram-se cristãos de experiência e desenvolveram caracteres cristãos fortes e vigorosos, com os quais saíram para enfrentar e resolver, com sabedoria e êxito, os problemas da vida, e assim ser uma bênção para a sua geração. Entre os seus ex-alunos há muitos que se distinguiram como ministros, missionários, professores, médicos, advogados e em várias outras profissões honrosas. Uma instituição assim é um patrimônio valioso para a igreja e é digna de crescimento e prosperidade cada vez maiores.
O Seminário de Evansville, situado em Evansville, no condado de Rock, Wisconsin, foi originalmente concebido na mente do Rev. Asa Wood, pregador itinerante da Igreja Metodista Episcopal. Levou vários anos para se concretizar, mas finalmente, em 1855, fez-se uma organização com o propósito de fundar um seminário. Depois de vencidos muitos e graves obstáculos, uma instituição assim foi por fim fundada, sob os auspícios da denominação metodista episcopal. Uma vez fundada, porém, o seu período de luta apenas começara. Em consequência das adversidades, acabou sendo entregue aos batistas do livre-arbítrio, que se atracaram com as adversidades próprias de tentar estabelecer uma escola assim numa região nova e pouco povoada, até que também eles foram obrigados a desistir da luta.
Uma coisa que militou contra o êxito da escola durante o seu período de luta e fracasso foi uma cláusula do seu estatuto que estabelecia que todo doador de vinte e cinco dólares seria eleitor legal na corporação.
Durante o ano de 1879, os curadores ofereceram a propriedade como doação à Igreja Metodista Livre, com a condição de que a igreja abrisse e mantivesse ali uma escola. Subcomissões das Comissões de Educação nomeadas pelas Conferências de Illinois e de Wisconsin reuniram-se com a Junta de Curadores do seminário em 17 de dezembro de 1879, ocasião em que os curadores lhes pediram que sugerissem as mudanças no estatuto que o tornassem satisfatório para a Igreja Metodista Livre. Assim fizeram, e as mudanças sugeridas foram adotadas pelos curadores e mais tarde aprovadas pelo Legislativo do Estado como emendas ao estatuto. A lei foi publicada em 12 de março de 1880.
Em 7 de abril de 1880, os representantes das Conferências de Illinois e de Wisconsin reuniram-se com os curadores em Evansville, ocasião em que L. Whitney, D. M. Sinclair, W. Holden e C. Webber, da Conferência de Wisconsin; Warren Tyler, J. G. Terrill, W. F. Manley e E. A. Kimball, da Conferência de Illinois; e B. T. Roberts, da Conferência de Genesee, foram eleitos para preencher vagas na junta. A Junta de Curadores, como então constituída, compunha-se de nove metodistas livres e quatro outros, três da antiga junta que conservaram os seus lugares e L. T. Pullen, morador de Evansville, eleito para preencher uma vaga. B. T. Roberts foi feito presidente, e I. M. Bennett vice-presidente. Esses curadores foram eleitos para servir só até o novembro seguinte, quando as Conferências mantenedoras teriam o direito de indicar os curadores que julgassem convenientes.
Nomeou-se então uma comissão de obras, composta de D. M. Sinclair, C. Webber, J. G. Terrill, E. A. Kimball e I. M. Bennett, para supervisionar os reparos necessários e mobiliar os quartos dos alunos para uso. L. Whitney, W. F. Manley e J. G. Terrill foram nomeados agentes financeiros, com instruções específicas quanto ao emprego do dinheiro que se levantasse antes da reunião ordinária seguinte da junta. Antes de deixar o lugar, a comissão de obras já tinha contratado operários para fazer os reparos necessários.
A reforma do prédio foi concluída durante o verão e, em 15 de setembro, começou o primeiro período letivo, e a igreja tomou posse efetiva do prédio para fins escolares. Ele foi rededicado com a cerimônia apropriada, pregando o Rev. J. G. Terrill o sermão de dedicação. J. Emory Coleman, filho de G. W. Coleman (mais tarde bispo) e formado pela Universidade de Rochester, foi o primeiro diretor; a Sra. Lucy Sellew Coleman, sua esposa, foi preceptora, e a Srta. Belle Edic, a sua auxiliar. A escola começou com apenas dezesseis alunos. No outono seguinte a matrícula foi de setenta e cinco. No outono de 1885 a frequência subira para 132, e o prédio, que continha tanto salas de aula como dormitórios para os alunos, tornou-se insuficiente para abrigar por mais tempo toda a escola, como antes. Por isso, na primavera de 1888, começou-se a construção de um novo prédio. Seria um prédio de tijolos de três andares, com um salão de assembleia geral, salas de aula, laboratório etc. Ficou pronto em 1890, e então o prédio original foi transformado inteiramente em dormitórios, refeitório e escritório.
Em janeiro de 1889, a Sra. Lucy Sellew Coleman, que fora fonte de constante inspiração e torre de força não só para o marido sob os seus pesados fardos, mas para todos os que estavam ligados à instituição, adoeceu e morreu. Foi de fato um golpe pesado tanto para o professor Coleman como para a escola. A sua capacidade e a sua profunda experiência religiosa a tornavam admiravelmente apta para o cargo que ocupava no seminário. Todos os que a conheciam a amavam, e todos lamentaram sinceramente a sua partida aparentemente prematura. Morreu nos plenos triunfos de uma fé viva em Jesus.
O professor Coleman continuou como diretor do seminário, carregando fardos muito pesados e dedicando-se com grande empenho ao trabalho. Em 19 de agosto de 1890, casou-se com a Srta. Mary L. Hopkins, que partilhou com ele a dedicação ao trabalho da instituição, tanto na educação como na religião, até que, em 1894, ele se sentiu obrigado, pela saúde arruinada, a mudar de atividade, e renunciou.
No ano seguinte assumiu trabalho na Conferência de Wisconsin, da qual era membro, e foi feito presbítero de distrito, cargo que continuou a exercer com muita eficiência durante oito anos. Depois serviu como pastor em Evansville por um ano. Então mudou-se para o Texas, na esperança de recobrar a saúde, que agora estava muito abalada. Mas a esperança de recobrar a saúde foi frustrada. Declinou rapidamente até que, em 12 de junho de 1906, chegou ao fim da sua jornada terrena. Morreu como vivera: verdadeiro cristão, homem santo e, por isso, vitorioso sobre “o último inimigo” (1Co 15.26).
Chancellor N. Bertels, estudante da Universidade de Rochester e depois da Universidade Leland Stanford Junior, foi eleito para suceder ao professor Coleman em 1894. Começou o trabalho com uma coragem e um entusiasmo que prometiam muito; mas, antes de passar o primeiro ano, a Junta de Curadores viu-se tão embaraçada pela pesada dívida contraída na construção do novo prédio que não viu outra saída senão pedir a todo o corpo docente que renunciasse. Os professores renunciaram como se lhes pediu; mas, como havia uma turma esperando a formatura, ofereceram-se depois para assumir toda a responsabilidade financeira pela continuação da escola durante o ano, se a junta lhes permitisse continuar. Os curadores consentiram nessa proposta, e assim a escola continuou e a turma se formou.
No ano seguinte, o Rev. A. L. Whitcomb, mestre em ciências, formado pela Lawrence University, e a sua esposa foram contratados para assumir o seminário. O Sr. Whitcomb era estudioso capaz, pregador e orador extraordinário, bom administrador e excelente disciplinador; e a esposa era uma senhora admiravelmente adequada ao cargo para o qual fora chamada. A administração deles logo ganhou a confiança e o apoio do povo de Evansville e arredores e também recomendou a escola ao povo metodista livre em geral; e, em resultado, a escola, durante os quatro anos seguintes sob a direção deles, teve êxito indiscutível.
Com a renúncia do professor Whitcomb, conseguiram-se o professor e a Sra. A. H. Stilwell, que foram empossados como diretor e preceptora. Sob o professor Stilwell, também formado pela Universidade de Rochester, a escola alcançou uma matrícula maior do que jamais tivera. Ele serviu três anos e foi então sucedido pelo professor Eldon Grant Burritt, formado pela mesma universidade. Ao assumir a direção, encontrou a instituição fora da lista de escolas credenciadas da universidade estadual e começou a tomar medidas para obter esse reconhecimento. Para isso foi preciso fortalecer os cursos e fazer outras mudanças no sentido de elevar o nível acadêmico da instituição. Antes do fim do ano, porém, a escola foi posta na lista de credenciadas da Universidade de Wisconsin. O professor Burritt continuou como diretor até junho de 1906.
Depois que ele se retirou, Chester M. Sanford, bacharel em artes, formado pela Cornell University, assumiu o cargo. Mas encontrou condições financeiras muito desfavoráveis, que muito o atrapalharam no trabalho, e assim continuou apenas um ano. Então o Rev. Lynn B. Webb, ex-aluno da instituição e membro da Conferência de Wisconsin, e a sua esposa, a Sra. Grace Jenkyn Webb, dirigiram os negócios da escola como diretor e preceptora durante três anos. Havia anos estavam ligados ao seminário de um modo ou de outro e tinham dedicado os seus maiores esforços a promover o seu êxito. Os seus esforços pesaram seriamente sobre as suas forças. A Sra. Webb morreu em 29 de junho de 1914.
Em seguida a Srta. Anna L. Burton, formada pela Universidade de Wisconsin, atuou como diretora durante dois anos, servindo o professor A. L. Whitcomb como presidente durante o segundo ano da sua direção.
Desde então Richard R. Blews, doutor em filosofia (Cornell University), tem sido presidente, e o professor Charles A. Stoll, mestre em artes (Universidade de Wisconsin), vice-presidente da instituição, que acrescentou ao seu currículo o primeiro e o segundo anos de estudos universitários e adotou o nome de Seminário e Faculdade Júnior de Evansville. O primeiro ano de estudos universitários foi anunciado em 1910, e o segundo ano foi acrescentado em 1912. Desde que os cursos se estenderam para incluir os dois primeiros anos de faculdade, catorze alunos concluíram os cursos da faculdade júnior. O total de formados pelo departamento preparatório desde que o seminário passou às mãos dos metodistas livres é de duzentos e dezesseis. Com a atual administração, a instituição parece ter recebido nova vida e prosperidade.
Estes são alguns dos que mais ajudaram o seminário desde que se tornou uma instituição metodista livre: o bispo G. W. Coleman, que deu bem mais de 1.000 dólares; William Kitely, de Sharon, Wisconsin, 15.000 dólares; a Sra. William Holden, 3.000 dólares, e o Sr. William Holden, 1.000 dólares, ambos de Portage, Wisconsin; Charles Franz, de Fall River, Hiram Sweet, de Marshall, W. A. Gillingham, de Richland Center, e a Sra. Grace J. Webb, de Evansville, todos de Wisconsin, 1.000 dólares cada um; a Srta. Martha Smith, de Marengo, Illinois, propriedade avaliada em 1.000 dólares; e a Sra. P. D. Fay, de Belvidere, Illinois, 1.000 dólares. As seguintes pessoas deram 500 dólares cada uma: B. D. Fay, A. S. Baker, T. C. Richardson, a Sra. Cecelia Wygatt, a Sra. D. Bennett, a Sra. A. Eager, William Stephens, a Sra. William Gillingham e a Sra. Mary A. Backenstoe, de Emaus, Pensilvânia.
O atual fundo patrimonial em dinheiro da instituição é de 13.500 dólares.
Já se fizeram os arranjos para a construção de um novo prédio, que terá três salas para a Escola de Ciências Comerciais, quatro grandes salas de ciências e um ginásio completamente equipado. Já se conseguiram cerca de 5.000 dólares para o novo empreendimento.
Sob a atual administração, mais de mil volumes cuidadosamente escolhidos foram acrescentados à biblioteca.
O valor total estimado da propriedade é atualmente de 55.000 dólares.
Os registros desta magnífica instituição ficariam incompletos se se omitissem os esforços heroicos do Rev. B. D. Fay, agente financeiro. Pelos seus esforços incessantes durante vários anos, a situação financeira da instituição melhorou tanto que parece ter chegado ao fim o período de “luta pela existência”. Milhares de dólares de dívidas foram cancelados; o velho prédio dos dormitórios foi reformado segundo as ideias modernas, e instalou-se um sistema de aquecimento suficiente para os dois prédios, ao custo, para ambas as coisas, de 15.000 dólares; o fundo patrimonial foi em grande parte garantido; e já se providenciou em boa parte um novo prédio para o ginásio.
Tradução para o português a partir de Wilson T. Hogue, History of the Free Methodist Church of North America (Chicago: Free Methodist Publishing House, 1915), 2 vols., no exemplar de 1918 da Universidade Emory digitalizado pelo Internet Archive; domínio público. O volume I foi conferido também com a transcrição do Holiness Data Ministry. Do volume II foram traduzidos os capítulos de alcance geral (XIII a XXI). As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA). Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.