História da Igreja Metodista Livre · Volume II · Capítulo XIX

As instituições de ensino (continuação)

O SEMINÁRIO DE WESSINGTON SPRINGS

O movimento pela criação de uma escola na Dakota do Sul começou em 1886. A Sra. M. H. Freeland, professora experiente, e a Srta. Densie Slocum (hoje Sra. Gaddis), que estudara no Seminário de Chili e conhecia o valor de uma educação cristã, sentiam que algo devia ser feito pelos jovens da Dakota do Sul. As duas conversavam muitas vezes sobre o assunto e fizeram dele objeto de oração fervorosa.

Em resultado da campanha delas, o assunto foi levado à reunião campal anual realizada em junho de 1886, que nomeou o Rev. e a Sra. J. K. Freeland comissão para preparar um documento sobre o assunto, a ser apresentado à Conferência Anual que se reuniria no outono. O documento foi recebido com aprovação imediata. O superintendente geral E. P. Hart, que presidiu a Conferência, ficou tão impressionado com o espírito que prevalecia que se declarou plenamente convencido de que o projeto era do Senhor. Subscreveram-se mil dólares e nomeou-se uma comissão de localização composta de G. C. Coffee, J. B. Freeland, H. L. Torsey, A. W. Hayes, J. S. Phillips e a Srta. Densie Slocum. Depois de considerar várias propostas, aceitou-se a oferta do Rev. A. B. Smart, de Wessington Springs, e a escola foi instalada nesse lugar.

A primeira Junta de Curadores compunha-se das seguintes pessoas: Rev. J. B. Freeland, presidente; Rev. G. C. Coffee, agente financeiro e secretário; A. W. Hayes, tesoureiro; W. S. Chamberlain, Rev. A. B. Smart, Rev. I. N. Rich, M. D. Lewis. Começou-se um prédio de 40 por 60 pés construindo o porão, de dez pés de altura, que foi então coberto com um telhado, dando à construção a aparência de um galpão. Daí veio o nome com que ela ainda vive na memória dos primeiros alunos: “O Curral das Ovelhas”.

Como o porão não estava bem pronto, a escola foi aberta num prédio comercial vago, em 15 de novembro de 1887. O corpo docente compunha-se do professor J. K. Freeland, diretor; a Sra. C. R. Freeland, preceptora; a Srta. Mary Freeland, auxiliar; e a Sra. A. B. Smart, música. Seis alunos se matricularam no primeiro dia. A segunda-feira, 28 de novembro de 1887, está marcada no velho livro de registro como “dia da mudança”. Suspenderam-se as aulas, e professores e alunos mudaram-se para o prédio do seminário. A terça-feira, 29 de novembro, é chamada “dia da inauguração”. Foi a abertura formal do seminário. Reuniu-se um grande auditório e cumpriu-se um programa elaborado, que constou de discursos de representantes da Igreja Metodista Livre e de moradores de Wessington Springs.

O crescimento da escola logo tornou necessário mais espaço; por isso as obras recomeçaram durante o verão de 1889, quando se acrescentou o primeiro andar, e um ou dois anos depois o prédio foi concluído.

Embora se realizassem atos públicos formais todos os anos desde o início, a primeira formatura propriamente dita foi em junho de 1892. O Rev. B. R. Jones (hoje bispo) pregou o sermão de formatura. A turma era de três alunos. Desde então forma-se uma turma todos os anos, e os ex-alunos formados passam de cem, além de grande número que concluiu os cursos de música e de comércio.

O superintendente B. T. Roberts escreveu o seguinte em 1891: “Aos trabalhos incansáveis e à fé inabalável do Rev. J. B. Freeland se deve em grande parte o êxito do Seminário de Wessington Springs.” Durante muitos anos o Sr. Freeland trabalhou e se sacrificou como poucos homens trabalharam e se sacrificaram no interesse da educação cristã, a fim de firmar esta instituição em bases sólidas em todos os aspectos. E não trabalhou em vão.

Muito se deveu também, naqueles primeiros anos, à abnegação e ao trabalho dedicado do Rev. G. C. Coffee, que aceitou o cargo de agente financeiro e secretário, mudando a família para Wessington Springs com esse propósito antes que houvesse qualquer sociedade metodista livre no lugar, e dedicando-se com todo o vigor da sua robusta virilidade e com toda a força do seu nobre intelecto e do seu juízo sadio ao trabalho de edificar esta nobre escola da fronteira.

Em 18 de janeiro de 1893, irrompeu a difteria na família escolar. Houve dezesseis casos, e essa aflição praticamente desfez a escola pelo resto do ano. Um moço, porém, concluiu o curso acadêmico com honra para si e para a escola. Foi N. B. Ghormley, hoje missionário e diretor de uma escola na África do Sul.

Os seguintes serviram como diretores desde a fundação da escola, pela ordem: J. K. Freeland, nove anos; J. G. Baird, quatro anos; E. G. Burritt, dois anos; O. W. Shay e S. E. Cooper, dois anos juntos; George Seacord, um ano; D. J. Brenneman, três anos; S. P. Crouch, dois anos; G. W. Griffith, o atual ocupante, cinco anos.

Em 22 de janeiro de 1908, o prédio e o seu conteúdo foram inteiramente destruídos por um incêndio. Mal as cinzas tinham esfriado, porém, os moradores convocaram uma assembleia pública e prometeram 10.000 dólares para um novo prédio. O seguro do velho prédio foi pago prontamente, e no dezembro seguinte o novo prédio foi ocupado. Exatamente um ano depois do dia e da hora em que o sino do velho prédio tocou como alarme de incêndio, o sino do novo prédio foi tocado pelas mesmas pessoas para marcar a abertura formal dos atos de dedicação. O Rev. A. Beers, de Seattle, Washington, devia fazer o discurso, mas foi impedido pelos bloqueios de neve. Na sua ausência, os Revs. J. W. Whiteside e W. D. McMullen, da Igreja Metodista Livre, e o Rev. T. C. Reynolds, da Igreja Congregacional, fizeram os discursos principais. Durante a construção do novo prédio, comprou-se o velho prédio da escola da cidade, que foi levado para o campus e adaptado como dormitório.

[N. do T.: as páginas do original trazem aqui e adiante gravuras (Plates Twenty-one e Twenty-three); as legendas não foram traduzidas.]

O valor do terreno e dos prédios é fixado em 50.000 dólares. O valor do equipamento é de 2.500 dólares. O fundo patrimonial é de apenas 3.000 dólares. Há uma dívida sobre a propriedade de 11.000 dólares, dos quais 3.000 ainda não têm cobertura. Entre os maiores contribuintes da escola estão os seguintes: W. N. Vennard, 2.800 dólares; Sr. Baughman, 2.000 dólares; B. Gaddis, 1.000 dólares; John Hetherington, 1.000 dólares; A. M. Slocum, 900 dólares; W. F. Harding, 600 dólares; C. G. Heath, 500 dólares; além da contribuição de 10.000 dólares dos moradores. Essas quantias são generosas, considerando o caráter de fronteira da comunidade.

O Seminário de Wessington Springs, no correr da sua história, justificou plenamente a sabedoria e a previdência dos seus fundadores pelo serviço inestimável que prestou à Igreja Metodista Livre em particular e à causa de Deus em geral, por meio do caráter e das realizações dos moços e moças que formou e enviou para abençoar o mundo com vidas dedicadas à elevação e ao melhoramento social e moral da humanidade.

O SEMINÁRIO E FACULDADE DE SEATTLE

Uma série singular de providências levou à fundação desta instituição. O Sr. H. H. Pease, hoje de Seattle, Washington, frequentou na mocidade o Wyoming Seminary, em Kingston, Pensilvânia, e recebeu do seu caráter profundamente religioso impressões que muito favoreceram o seu crescimento espiritual. Nos últimos anos da sua vida, a lembrança das influências espirituais que emanavam daquela instituição despertou nele o desejo de fundar uma escola semelhante na cidade do seu lar na costa do Pacífico. Na verdade, tinha a ambição de fundar uma escola assim desde 1860, uns treze anos antes de se mudar para o Noroeste.

Quando frequentava o Wyoming Seminary, o Sr. Pease era membro da Igreja Metodista Episcopal. O Sr. W. B. Bertels, hoje de Wilkes-Barre, Pensilvânia, era estudante ali na mesma época e era membro da mesma denominação. O conhecimento e a comunhão que se formaram entre esses dois moços naquela época continuam até hoje. A influência da instituição parece ter sido de grande valor religioso, e também de muito proveito educacional, para ambos, que sempre foram cristãos dedicados e ativos e cujas doações têm sido uma bênção para muitos empreendimentos públicos de caráter plenamente evangélico.

Depois de se estabelecer na vida, o Sr. Pease ganhava a vida como pintor, e o Sr. Bertels entrou no ramo de folhas de flandres e fogões. Depois de algum tempo, a saúde do Sr. Pease falhou, pois o ofício não parecia lhe fazer bem. Então o Sr. Bertels o levou para o seu negócio de folhas de flandres e fogões e, para citar uma carta do Sr. Pease ao Sr. Bertels, de 15 de fevereiro de 1912, da qual se colheram principalmente os fatos aqui narrados, “você me deu uma balança de mola e uns dois sacos velhos e encardidos e me mandou ir de casa em casa comprar trapos velhos, cobre, ferro, latão etc. Você os comprava de mim, e finalmente o negócio cresceu tanto que você me deu um cavalo e uma carroça, e eu empenhei o meu relógio como garantia para ajudar a pagá-los; e com o tempo você me fez sócio no negócio de folhas de flandres, fogões e trapos”.

Nesse meio-tempo, a obra metodista livre se espalhara pelo leste da Pensilvânia, e o Rev. John Glen veio de White Haven, Pensilvânia, a Wilkes-Barre, a chamado desses dois homens, e fez uma série de reuniões, e por essa época organizou-se uma igreja metodista livre neste último lugar, à qual tanto o Sr. Pease como o Sr. Bertels se uniram.

O negócio deles continuou a prosperar, e por fim construíram uma loja de tijolos para comportar o seu volume cada vez maior. Mas no começo da década de 1870 o Sr. Pease sentiu uma inclinação crescente para ir para o Oeste, e então o Sr. Bertels comprou a parte dele no negócio, pagando-lhe por ela 13.000 dólares.

O Sr. Pease partiu para Seattle na primavera de 1873, passando pelo Panamá e por São Francisco, e chegou no junho seguinte. Com a quantia recebida pela venda da sua parte do negócio ao Sr. Bertels, o Sr. Pease investiu em imóveis em Seattle, que se valorizaram rapidamente. Para ilustrar como as propriedades se valorizaram, o Sr. Pease conta que comprou uma esquina de 120 por 120 pés por 250 dólares e a vendeu trinta e dois anos depois por 35.000 dólares. Quando ele foi para lá, Seattle tinha apenas 4.500 habitantes. Atualmente (1915) a população é de cerca de 300.000. O Sr. Pease sempre considerou o fato de o Sr. Bertels o ter levado para o seu negócio, na mocidade, como um dos passos providenciais para a fundação do Seminário de Seattle. Deu-lhe o início financeiro na vida que lhe permitiu ajudar grandemente na construção daquela instituição quando chegou o tempo para isso.

Sendo membro dedicado da Igreja Metodista Livre, o Sr. Pease naturalmente desejava muito ver a sua obra estabelecida no Noroeste, onde agora decidira fixar residência. O Rev. George Edwards, pregador metodista livre, tinha acompanhado a ele e à Sra. Pease até Seattle, mas, por alguma razão, em vez de ficar ali, foi logo para o leste de Washington, onde continuou a pregar o evangelho da plena salvação até que a saúde falhou e um câncer na boca pôs fim aos seus dias. O Sr. Pease, porém, foi trabalhar no seu ofício em Seattle e, com isso, levou uma vida coerente e dedicou o tempo que pôde a exortar, pregar e fazer o bem de modo geral. Finalmente o desejo de estabelecer a pregação metodista livre regular tornou-se tão grande que ele e a Sra. Pease voltaram a Dover, Nova Jersey, para ver o Rev. John Glen, pregador capaz e fervoroso da Conferência de Nova York, com o propósito de levá-lo a ir para Seattle e abrir a obra ali. A Conferência do Sr. Glen relutou em se separar dele e o reteve por um ano; mas no ano seguinte ele empacotou os seus bens antes da sessão da Conferência, pronto para partir para o Noroeste logo depois do encerramento, plano que lhe foi permitido executar. O Sr. Pease providenciou o seu sustento, garantindo-lhe, além de 200 dólares para as despesas da mudança, 40 dólares por mês e uma casa confortável para morar. O Sr. Glen começou o seu trabalho em Seattle em 1885.

Nessa época a Conferência de Oregon e do Território de Washington estava organizada havia cerca de dois anos. Pouco depois de o Sr. Glen se instalar em Seattle, realizou-se ali uma sessão dessa Conferência. O superintendente geral B. T. Roberts a presidiu. A Sra. Roberts o acompanhou. O Sr. Pease, que vinha pensando em fundar uma escola, expôs-lhes o assunto. O Sr. Roberts, que aprendera por experiência o que significava um empreendimento assim, assegurou-lhe que, se se dispusesse a fundar uma escola, teria uma carga pesada nas mãos e no coração. Observou também que “economia doméstica e higiene deviam ser ensinadas em todas as nossas escolas”. O Sr. Pease, que era defensor ardoroso de uma vida higiênica, disse imediatamente: “Se tirarem do cardápio a carne de porco e os seus derivados, junto com o chá e o café, e recomendarem o uso do pão de Graham e o fizerem, eu darei 2.500 dólares para o empreendimento.” O Sr. N. B. Peterson, leigo abastado e dedicado, de origem norueguesa e muito interessado na causa das missões estrangeiras, disse que doaria cinco acres de terra na cidade de Seattle se fizessem dela uma escola missionária. Afinal as ideias desses dois leigos foram incorporadas em substância na fundação da escola. Os muitos filhos do Sr. Peterson foram todos educados ali, e dois deles, Lily e Mattie, deram-se à obra missionária na China, voltando a primeira para casa depois de poucos anos para morrer, e indo a segunda preencher a vaga deixada pela sua morte. O número considerável de formados do seminário que se deram à obra missionária no estrangeiro, em vários campos, proporcionou ao Sr. Peterson a realização das esperanças que nutriu pela instituição desde o início.

[N. do T.: “pão de Graham” é o pão de farinha de trigo integral popularizado pelo reformador Sylvester Graham.]

Passou-se, porém, um tempo considerável antes que as coisas começassem a tomar forma definida. Então o Sr. J. C. Norton, que vinha do leste das montanhas, estabeleceu-se em Seattle, e bem a tempo de ajudar muito a fazer avançar o projeto do seminário. Embora hoje seja presidente do University Bank de Seattle, tinha comparativamente poucos recursos naquela época, mas tinha o que em algumas emergências vale mais do que dinheiro: cabeça e bom senso. Foi morar como pensionista na casa do Sr. Pease, que mantinha naquela época uma espécie de hotel e sede metodista livre para os membros da igreja que vinham de outras partes do país. Depois de se consultarem, o Sr. Norton e o Sr. Pease abriram uma lista de subscrição para ver o que se poderia levantar para o seminário proposto. Logo se animaram muito no trabalho, conseguindo muitas promessas valiosas de dinheiro e de trabalho; e assim se obteve uma planta e contratou-se a construção de um prédio excelente e espaçoso, com capela, salas de aula e dormitórios para moços e moças. Infelizmente, porém, o empreiteiro mostrou-se financeiramente irresponsável, faliu e deixou o prédio parcialmente concluído e com uma pesada dívida sobre ele. Naturalmente isso obrigou a fazer novo contrato, e tudo isso fez o prédio original custar muito mais do que se previra e deixou a instituição em situação embaraçosa por causa da pesada dívida.

Decidiu-se então chamar o Rev. Alexander Beers e a sua excelente e talentosa esposa, da Virgínia, ex-alunos do Seminário A. M. Chesbrough, para vir assumir a escola. Aceitaram o chamado, assumiram o trabalho, viram o prédio finalmente concluído e a escola começar com as perspectivas mais favoráveis, e desde então continuam com ela. A dívida naquela época era de 16.800 dólares. A tarefa hercúlea de levantar essa quantia foi empreendida pelo Sr. Beers, então moço. Os curadores lhe deram muito ânimo, ajudando com os seus recursos e com as suas orações como podiam. O Sr. e a Sra. Pease deram pouco mais de 8.000 dólares para aliviar a pressão, além das generosas doações que já tinham feito ao empreendimento. O Sr. Beers percorreu a costa do Pacífico de alto a baixo e atravessou o continente de ida e volta várias vezes representando a causa, e sempre com postura varonil e otimismo sorridente, acompanhado de sinais tão manifestos do favor divino que o tornavam bem-vindo em quase toda parte e traziam respostas generosas aos seus pedidos de ajuda material; e finalmente, em dois ou três anos, levantou o suficiente para liquidar a dívida.

Começou então uma era de desenvolvimento que continuou até que, atualmente, a instituição tem um campus de oito acres, belamente traçado, nivelado e arborizado, onde há quatro grandes prédios com mobília e equipamento modernos, além de um ou dois menores, tudo no centro da crescente e próspera cidade de Seattle. Pelo modo como se avaliam as outras propriedades naquela cidade, supõe-se que toda a propriedade do seminário valha 170.000 dólares. Sem dúvida valerá o dobro dentro de vinte e cinco a cinquenta anos. Muito do mérito pelo êxito do Seminário de Seattle se deve ao Rev. C. E. McReynolds, que serviu na sua junta de curadores continuamente desde a data da incorporação e que fez a primeira subscrição para o empreendimento na época da fundação.

Esta nobre instituição tem um registro ilustre de envio de moços e moças de cultura, piedade e consagração de todo o coração a Deus, para abençoar a igreja e o mundo. Os seus formados ocupam cargos de responsabilidade em quase todas as partes do país. Tem sido particularmente frutífera em dar ao ministério e à obra missionária da Igreja Metodista Livre um número de jovens instruídos e consagrados tão seleto quanto qualquer denominação poderia desejar.

Aqui, como nas outras escolas da denominação, o caráter cristão sincero e a dedicação dos que serviram no seu corpo docente estiveram entre os fatores que contribuíram para o êxito da instituição em formar os jovens para ideais, ambições e aspirações nobres. Têm sido uma classe de homens e mulheres nobres, dedicados, sinceros e abnegados.

Em 1911, a instituição, que até então se limitara ao ensino secundário, instalou regularmente o primeiro ano do curso universitário, e mais tarde acrescentou o segundo e o terceiro anos, o que a fez ter categoria de faculdade júnior. Depois que se preparou o esboço acima, tomaram-se medidas para converter este seminário numa instituição de nível universitário, com o nome de Seattle Pacific College.

O GREENVILLE COLLEGE

O primeiro movimento para a fundação de uma instituição de ensino superior para moços e moças na Igreja Metodista Livre foi empreendido pela Conferência do Centro de Illinois. Curiosamente, o homem cuja munificência levou ao início desse empreendimento era membro da Igreja Metodista Episcopal: o Sr. James T. Grice, de Abingdon, Illinois.

O Sr. e a Sra. Grice assistiram a uma reunião campal em Prairie City, Illinois, em julho de 1881 [N. do T.: assim no original, conferido na imagem da página. Como todos os fatos seguintes da fundação são de 1892, e a Conferência que endossou a proposta se reuniu “em setembro daquele ano”, parece tratar-se de 1891], que, embora não fosse grande, foi marcada por manifestações notáveis da presença e do poder do Espírito Santo. Havia algum tempo estavam ligados ao Movimento de Santidade em Illinois e também tinham sido generosos na doação dos seus recursos para manter uma instituição de ensino superior na sua própria igreja e cidade. Mas lamentavam profundamente a decadência da espiritualidade no metodismo do seu tempo e tinham perdido a confiança na obra da instituição de ensino que vinham ajudando a manter. Ficaram profundamente impressionados com o caráter da reunião campal e do povo sob cujos auspícios ela se realizava.

Durante a reunião, o Sr. Grice comunicou ao Rev. F. H. Ashcraft, presidente do distrito, a quem conhecia favoravelmente havia algum tempo e em quem confiava, não só como homem de Deus, mas também como homem de capacidade e tino para os negócios, que ele e a esposa sentiam que o Senhor queria que dedicassem pelo menos parte dos bens que lhes restavam à educação cristã ligada ao Movimento de Santidade. Fez então a proposta de entregar 6.000 dólares, do produto da venda de uma fazenda avaliada em 6.600 dólares, assim que ela pudesse ser vendida, para fundar uma faculdade dentro da Igreja Metodista Livre, devendo-se garantir a ele e à esposa uma renda vitalícia enquanto ambos ou um deles vivesse, visto que isso seria necessário para o seu sustento.

O Sr. Ashcraft, considerando o assunto como vindo do Senhor, concordou em submeter a proposta desse casal venerável aos principais ministros e leigos da Conferência do Centro de Illinois e aos superintendentes gerais da denominação, depois do que lhes daria uma resposta definitiva. Todas essas pessoas foram calorosamente a favor de acolher a proposta, insistindo nela o superintendente Roberts com alguma extensão, por lhe parecer uma providência divina. A Conferência do Centro de Illinois, reunida em setembro daquele ano, também a endossou oficialmente e elegeu nove curadores, com instruções para tomar as medidas que parecessem melhores para pôr em prática a proposta do Sr. Grice e então prosseguir o mais depressa possível com o trabalho de fundar uma faculdade.

A principal dificuldade para fechar logo um contrato com o Sr. Grice era que a fazenda não tinha sido vendida, e os imóveis se vendiam tão devagar naquela época que, embora a fazenda estivesse à venda havia alguns meses, ainda não aparecera comprador. Era muito desejável fechar o contrato de imediato, visto que a idade avançada do Sr. e da Sra. Grice tornava precária a vida deles.

Finalmente, para concluir o negócio, o Sr. Ashcraft comprou a fazenda por conta própria, por 6.600 dólares, dando a sua nota promissória pessoal de 600 dólares e uma segunda nota, garantida por hipoteca sobre a fazenda, de 6.000 dólares. Então, em abril de 1892, a Junta de Curadores tomou essa nota de 6.000 dólares, garantida por hipoteca sobre a fazenda do Sr. Grice, firmando com o Sr. e a Sra. Grice um contrato em que se comprometia a pagar uma renda vitalícia estipulada, em prestações semestrais, enquanto eles ou um deles vivesse. O Sr. Ashcraft ficou com a fazenda quase dois anos, ao fim dos quais a vendeu com pequeno lucro sobre o preço pago, e também obteve do aluguel 50 dólares a mais do que o total dos impostos e juros. Então resgatou a hipoteca, pagando à Junta de Curadores 6.000 dólares, quitou a sua nota de 600 dólares que estava com o Sr. Grice e entregou à Junta de Curadores a margem obtida na venda da fazenda acima do preço de compra, junto com o produto líquido do aluguel, e assim se concluiu a garantia dos 6.000 dólares aos curadores para os fins da faculdade.

[N. do T.: as páginas do original trazem aqui uma gravura (Plate Twenty-two) com as legendas “Greenville College: prédio principal e prédio da capela” e “Greenville College: prédio de educação física”.]

Os curadores eleitos pela Conferência do Centro de Illinois para cuidar da fundação de uma escola no território da sua Conferência foram os seguintes: Franklin H. Ashcraft, W. B. M. Colt, Charles A. Fleming, Thomas H. Marsh, Robert W. Sanderson, William T. Branson, James H. Moss, Isaac Kesler e Walter S. Dann.

Havia vários anos o Sr. Ashcraft e outros que agora faziam parte da Junta de Curadores pensavam com simpatia em tentar obter para fins escolares uma propriedade de faculdade situada em Greenville, Illinois, que pertencera originalmente aos batistas e fora incorporada com o nome de Almira College, uma instituição exclusivamente para moças, mas que passara às mãos de um proprietário particular, que mantivera ali por alguns anos uma escola mista própria, mas que agora queria vendê-la. Essa propriedade foi examinada por várias pessoas interessadas da Conferência, que a julgaram uma propriedade desejável para comprar para fins escolares metodistas livres. Por isso, logo que os curadores ficaram praticamente seguros dos 6.000 dólares do Sr. Grice, começaram as providências para comprar essa propriedade; e quase todas as preliminares da compra estavam concluídas antes da efetivação da doação, de modo que, quando se fechou o contrato com ele, o negócio para a compra da propriedade do Almira College ao Sr. James P. Slade, o proprietário, estava virtualmente fechado.

O preço foi de 12.200 dólares à vista, pelo prédio, o conteúdo e o terreno. A propriedade compunha-se de dez acres de terra no coração da cidade; um prédio de tijolos muito sólido, de quatro andares, de 44 por 144 pés, situado no centro de um campus belamente arborizado; uma biblioteca de várias centenas de volumes; vários armários de espécimes geológicos, mineralógicos e zoológicos; uma pequena quantidade de aparelhos de física e química; vários pianos e órgãos; e considerável mobília e equipamento de ateliê de arte. Como os curadores não tinham dinheiro disponível para a compra, a única coisa que lhes restava para completá-la era tomar emprestada a quantia necessária. Foi o que fizeram, emprestando-lhes o Sr. John Bradford, um dos banqueiros de Greenville, a quantia inteira, mediante uma nota promissória pessoal assinada pelos nove curadores. Em 5 de abril de 1892, concluiu-se a compra, e o Sr. Slade e a esposa transferiram a propriedade do Almira College, em plena propriedade, às nove pessoas mencionadas na lista de curadores acima.

A escritura foi feita assim em nome dessas pessoas por duas razões, a saber: primeira, embora tivessem sido eleitas pela Conferência como curadores, não representavam nenhuma entidade devidamente incorporada e, portanto, não podiam, como junta, receber uma escritura que tivesse efeito legal. Embora a Conferência do Centro de Illinois estivesse então incorporada, a redação do seu certificado de incorporação era tal que, no parecer de advogados eminentes, impediria essa entidade de receber escritura da propriedade com o propósito de entrar no ramo das faculdades. Segunda, a Conferência do Centro de Illinois não tinha dinheiro para pagar a compra da propriedade escolar. A fazenda dos Grice ainda não fora vendida, e assim, quando a hipoteca de 6.000 dólares dada ao Sr. Grice foi finalmente entregue para fins escolares, mediante contrato que garantia a ele e à esposa uma renda vitalícia, não foi transferida à Conferência, mas às pessoas da referida Junta de Curadores. Parecia justo que, visto esses curadores terem de dar uma nota pessoal para a compra da propriedade, sem nenhuma outra garantia contra prejuízo pessoal até que se pudesse fazer uma incorporação adequada e resgatar a nota de 12.200 dólares, a propriedade lhes fosse transferida em plena propriedade. Havendo um impedimento legal a um negócio feito pela Conferência como entidade incorporada, alguns indivíduos assumiram a responsabilidade, para atender às exigências da lei na falta de uma incorporação legal adequada.

Mais tarde, porém, achou-se que seria mais satisfatório para a Conferência, e para aqueles a quem se pedissem subscrições para o empreendimento da faculdade, que os curadores fizessem escritura da propriedade à Conferência do Centro de Illinois, o que se fez em 19 de abril de 1892. O título ficou nessa condição até 1895. Em 31 de maio de 1893, com o consentimento da Conferência, obteve-se a incorporação da própria instituição, com o nome de Greenville College. Finalmente, em 29 de maio de 1895, a propriedade foi devidamente transferida ao Greenville College, instituição devidamente incorporada segundo as leis do Estado de Illinois, com sede em Greenville, Illinois. Essa foi a primeira e única incorporação do Greenville College como tal.

Notar-se-á que passou um tempo considerável entre a incorporação da faculdade propriamente dita e a transferência legal da propriedade a essa nova corporação. Isso se explica pelo fato de a corporação não ter ainda resgatado a nota de 12.200 dólares dada para obter o dinheiro da compra original do prédio. Quando a propriedade foi transferida à corporação conhecida como Greenville College, em 29 de maio de 1895, essa dívida estava inteiramente liquidada.

Por volta de meados de julho de 1892, a Comissão Executiva da junta de curadores da Conferência reuniu-se para escolher um presidente para a faculdade. Wilson T. Hogue, então pastor da Igreja Metodista Livre da Rua Virginia, em Buffalo, Nova York, e presidente do Distrito de Buffalo, da Conferência de Genesee, foi eleito por unanimidade para o cargo, sem que tivesse tido qualquer indício de que se pensava nessa medida.

Por isso ele firmou contrato, em 18 de julho de 1892, para assumir a presidência do Greenville College. E durante os doze anos seguintes não encontrou ocasião de se livrar das responsabilidades do cargo, embora várias vezes o tivesse feito com prazer, se tivesse havido uma abertura providencial.

[N. do T.: o autor fala de si mesmo na terceira pessoa.]

No primeiro ano não se empreendeu ensino universitário, começando a instituição apenas com os cursos preparatório para a faculdade, comercial, de música, de arte e de revisão para professores. Anunciou, porém, desde o início, que o seu propósito era acrescentar ao currículo cursos universitários e teológicos completos, logo que as circunstâncias o permitissem. Desde o começo a frequência excedeu as expectativas mais otimistas, e todos os diversos departamentos foram bem procurados. Tanto a procura local como a de fora foram lisonjeiras. A comunidade sempre teve vivo interesse pelo seu êxito, tanto por causa das ternas lembranças ligadas à instituição desde antes da Guerra Civil, como por causa da sua nova vida e utilidade sob o atual proprietário. A Igreja Metodista Livre também mostrou muito interesse pelo seu bem-estar, tanto com alunos como com apoio, por causa do seu alvo inteiramente cristão e também por ter sido, até agora, a única instituição de ensino de nível universitário completo projetada dentro da denominação.

O Registro Anual de 1893 anunciou que se tinham adotado dois cursos universitários completos e que a instituição estava pronta para admitir alunos no primeiro ano. A cada ano seguinte acrescentou-se mais um ano de estudos, até que se ensinava todo o curso de quatro anos, e desde então os cursos universitários completos têm sido mantidos regularmente. A nova incorporação da instituição em 1895 deu-lhe o direito de conferir os graus acadêmicos usuais aos alunos que concluíssem honrosamente os seus cursos universitários. Acrescentou-se então um curso que leva ao grau de bacharel em teologia, no Departamento de Teologia, e outro que leva ao grau de bacharel em ciências comerciais, no Departamento Comercial.

A frequência dos alunos dos cursos universitários foi pequena a princípio, mas cresceu gradualmente à medida que os méritos do trabalho feito se tornaram mais conhecidos, até que, há bom número de anos, tem sido animadora o bastante para alegrar os encarregados da administração dos seus negócios, bem como os numerosos amigos e mantenedores da instituição. A melhor propaganda do seu trabalho têm sido os homens e mulheres de caráter cristão culto e firme que ela enviou para abençoar o mundo.

No Departamento de Teologia, o professor John LaDue tem servido com dedicação incansável e satisfação eminente desde o outono de 1894; e a ele, mais do que a qualquer outro, se deve o mérito de o ter tornado de valor inexprimível para a Igreja Metodista Livre.

Depois da renúncia do presidente Hogue, em 1904, o Rev. A. L. Whitcomb, mestre em ciências, foi escolhido como seu sucessor. O Sr. Whitcomb era homem de notável capacidade, cuja piedade, erudição, porte digno e espiritual, eloquência no púlpito e na tribuna, energia e tato em matéria de disciplina, habilidade executiva e economia na administração das coisas materiais o tornavam admiravelmente apto para administrar uma instituição assim. Sob a sua presidência a escola floresceu em quase todos os sentidos da palavra.

Em 1905, construiu-se no campus um novo prédio administrativo, ao custo de 20.000 dólares, junto com o qual se instalou um sistema de aquecimento a vapor capaz de aquecer adequadamente os dois prédios, e o prédio antigo recebeu sanitários, banheiros e lavatórios, que havia muito faziam grande falta. Depois de ocupar o cargo por três anos, porém, por razões que julgou justificarem a sua atitude, o presidente Whitcomb renunciou e voltou ao trabalho do pastorado.

O professor Eldon G. Burritt, mestre em artes, que era deão na época da renúncia do presidente Whitcomb, foi escolhido como seu sucessor. Há muitos anos ele se dedica exclusivamente ao trabalho educacional, a maior parte do tempo em várias escolas da Igreja Metodista Livre. Sob a sua presidência a faculdade continuou a prosperar.

A instituição tem uma soma considerável para um fundo patrimonial, com boa quantia subscrita para aumentá-lo, sobre parte da qual os subscritores pagam juros regularmente.

O SEMINÁRIO METODISTA LIVRE DE LOS ANGELES

O falecido Rev. C. B. Ebey, mais do que qualquer outra pessoa, foi o instrumento da fundação do Seminário Metodista Livre de Los Angeles, situado em Hermon, subúrbio de Los Angeles, Califórnia. Uma resolução com vistas à fundação de uma instituição assim foi adotada pela Conferência do Sul da Califórnia na sua sessão de junho de 1902; e em abril de 1903 obtiveram-se os documentos de incorporação.

O Sr. Ralph Rogers doou à corporação cem lotes de terreno, situados no loteamento de Highland Park, em Los Angeles. Reservou-se número suficiente deles para um campus, e da venda dos outros obteve-se quase o bastante para pagar a construção do prédio do seminário. Construiu-se em 1903-1904 um prédio grande e espaçoso, num campus elevado e vistoso, revestido por fora de estuque de cimento e acabado por dentro de modo inteiramente moderno.

Segundo as disposições do seu estatuto, os curadores devem ser eleitos pela Conferência do Sul da Califórnia. Três deles podem ser indicados pela Conferência da Califórnia, e os outros geralmente são indicados pelos curadores em exercício. Apresenta-se todos os anos à Conferência Anual do Sul da Califórnia um relatório completo da escola quanto à sua situação financeira e geral. O seminário tem atualmente um fundo patrimonial de 20.000 dólares, principalmente em imóveis, que, porém, só renderá depois da morte dos doadores.

A Junta de Curadores original compunha-se das seguintes pessoas: C. B. Ebey, D. G. Shepard, E. Leonardson, F. J. Heil, M. C. Sperow, H. Bush, S. D. Sutton, J. G. Baird e J. K. Freeland. A junta foi recentemente ampliada de nove para onze membros. J. G. Baird, homem de negócios muito competente, é o seu presidente desde a data da incorporação.

O seminário começou o seu trabalho em setembro de 1904 e continuou sem interrupção desde então. A frequência sempre foi boa, e a instituição merece não pequena distinção por ter dado à igreja, ano após ano, um grupo de jovens tão nobre, inteligente e consagrado quanto qualquer instituição de nível semelhante dentro dos seus limites. Os seus formados são cinquenta e um: vinte e quatro moços e vinte e sete moças.

Em 1911 introduziu-se o primeiro ano de estudos universitários, com o propósito de fazer da instituição, no devido tempo, uma faculdade júnior, de acordo com as disposições do seu estatuto. O seminário publica um Boletim trimestral, um dos números do qual é o Catálogo Anual. A escola segue os melhores padrões do Estado e, no seu curso preparatório, habilita para a admissão nas melhores faculdades e nas universidades da Califórnia.

Os seguintes senhores serviram o seminário como seus diretores: Rev. N. J. Davis, 1904-1907, cuja gestão foi encerrada por uma morte prematura; J. G. Baird, que assumiu o cargo com a morte do professor Davis por um ano apenas; P. O. Cole, cujo trabalho começou em 1908 e terminou ao fim de dezoito meses por falta de saúde; J. K. Freeland, que completou o restante do ano depois da renúncia do professor Cole; B. J. Vincent, que está à frente da instituição desde 1910. Em 1912, H. K. Biddulph foi escolhido diretor do departamento acadêmico. E. A. Holtwick é o atual diretor.

O SEMINÁRIO METODISTA LIVRE DE CAMPBELL

O Seminário Metodista Livre de Campbell, em Campbell, Texas, originou-se de uma decisão da Conferência Anual do Texas em 1909. A grande distância da obra do Texas em relação às outras escolas da denominação tornava impraticável para muitos que moravam dentro dos seus limites frequentar de modo geral as instituições de ensino da denominação.

Depois de o assunto estar na mente de várias pessoas durante alguns anos, o Rev. R. A. Thompson finalmente apresentou uma resolução preliminar no sentido de se nomear uma comissão para tomar medidas preparatórias para o estabelecimento de uma escola metodista livre dentro dos limites da Conferência. A resolução foi adotada e nomeou-se uma comissão, presidida pelo Sr. Thompson, com instruções para usar o seu juízo na escolha do local da escola, no financiamento do empreendimento, na compra do terreno e em todas as outras coisas necessárias ao estabelecimento de um seminário denominacional.

Enquanto se negociava a compra de um terreno de cerca de setenta e cinco acres, situado na linha da ferrovia interurbana, mais ou menos a meio caminho entre Dallas e Fort Worth, e no mesmo dia em que o contrato devia ser fechado, ofereceram à comissão, por um preço meramente simbólico, a Instituição de Autoajuda e Industrial Grubbs, situada em Campbell. Essa propriedade compunha-se de três prédios escolares de madeira num campus de dez acres. Os moradores de Campbell incentivaram o projeto e usaram a sua influência para levar a comissão a decidir instalar a escola ali. Graças à influência deles, a propriedade da escola industrial foi finalmente oferecida à comissão pela quantia simbólica de 2.000 dólares.

A comissão ficou um tanto dividida quanto à questão, sustentando o Sr. Thompson e alguns outros que, obtida a propriedade da escola industrial, ela não seria o que desejavam, enquanto o outro local era ideal e seria um lugar onde todos os metodistas livres que o desejassem poderiam morar e, ao mesmo tempo, ter acesso às melhores cidades do Estado para ganhar a vida, com serviço de transporte tão bom, ou quase tão bom, quanto o serviço comum de bondes nas cidades.

A maioria da comissão, porém, decidiu-se pelo local de Campbell. Assim, fechou-se o negócio, começou-se e levou-se a cabo o trabalho de reparar e remobiliar os prédios, contratou-se um corpo docente e, no setembro seguinte, a escola foi aberta com uma procura muito animadora. A instituição está agora (1914) no seu quarto ano, e cada ano até o atual viu aumentar a procura. Os professores têm se caracterizado por profunda espiritualidade, os alunos têm sido em geral de excelente qualidade, e todos os anos houve excelentes reavivamentos religiosos ligados ao trabalho escolar. O Rev. C. E. Harroun é atualmente o diretor.

O prédio do seminário propriamente dito tem três andares, com oito salas, sendo todo o andar superior uma só sala, o que proporciona uma excelente capela ou auditório. O dormitório dos moços também tem três andares e trinta e seis quartos. O dormitório das moças é um prédio de dois andares e meio, com dezessete quartos.

Quando foi comprada, a escola estava praticamente sem dívidas; mas, por causa das despesas com a reforma dos prédios e a contratação do corpo docente, contraiu-se uma dívida considerável, embora não de tal monta que cause embaraço imediato. O valor atual da propriedade da escola é estimado entre 12.000 e 15.000 dólares.

O Seminário de Campbell se propõe fazer apenas o ensino secundário, ou seja, o da escola média comum. Até agora tem sido uma bênção para o povo da Conferência do Texas e está atraindo certa procura também de outras Conferências vizinhas.

A ACADEMIA E FACULDADE CENTRAL

Esta instituição, situada em McPherson, Kansas, é sucessora do Seminário de Orleans, de Orleans, Nebraska. A instituição original nasceu de uma decisão do Distrito de Norton, da Conferência do Oeste do Kansas. Isso foi em 1884, quando a região era relativamente nova e pouco desenvolvida. O plano original era construir uma grande escola de torrões de relva perto de Almena, Kansas, na terra requerida pelo Rev. C. M. Damon, e iniciar nela uma escola cristã. Mais tarde, porém, aceitou-se uma oferta generosa do povo de Orleans, como incentivo para que a escola se instalasse ali, e a instituição foi devidamente incorporada como Seminário de Orleans. Adotaram-se plantas para um prédio de tijolos de três andares, de 40 por 60, e o trabalho de construção começou logo.

No outono de 1883 [N. do T.: assim no original, conferido na imagem da página, embora o próprio texto date de 1884 a origem da escola], a Conferência Anual do Oeste do Kansas aceitou a propriedade e tornou-se a Conferência incorporadora. Em 1886 essa entidade autorizou a construção de um segundo prédio, de 40 por 70, com três andares, e no ano seguinte a escola foi novamente incorporada como Orleans College. O Rev. C. M. Damon e o Rev. E. E. Miller foram os principais sustentadores do empreendimento; mas muitos outros pregadores da Conferência foram ativos em levantar recursos e promover o projeto de outras maneiras. Jacob Dixon, a esposa e a família também estiveram entre os auxiliares mais dedicados e eficazes do empreendimento. O Rev. John Ellison, de Michigan, foi um líder ativo na tarefa de conseguir a construção do segundo prédio.

A escola começou com o Rev. C. M. Damon como presidente e Charles P. Tiffany, bacharel em artes, como diretor. O professor Tiffany retirou-se ao fim do primeiro ano. O Sr. Damon continuou no cargo até o outono de 1886, e então foi sucedido pelo Rev. W. H. Davis. Quando a escola foi reincorporada como faculdade, em 1887, o Rev. Clark Jones foi escolhido presidente, cargo que ocupou por três anos. A instituição funcionou com o nome de faculdade até 1893, embora não fizesse nada além do ensino preparatório para a faculdade. O professor Jones foi sucedido na presidência pela Srta. Emma Hillmon (hoje Sra. Haviland) em 1890, e o Rev. C. E. Harroun Jr. foi chamado para sucedê-la em 1891, e continuou no cargo até 1893, quando a instituição, como escola metodista livre, deixou de existir.

A propriedade foi vendida para fins escolares aos metodistas episcopais em 1893. Eles a mantiveram e fizeram uma tentativa malsucedida de manter uma escola até 1897. Não conseguindo pagar a propriedade, ofereceram-se para devolvê-la à Igreja Metodista Livre, e a Comissão Executiva da denominação, depois de enviar uma comissão para examinar a propriedade e informar-se das condições em que poderia ser obtida, comprou-a, a fim de salvar para a igreja a propriedade e o que o povo metodista livre tinha investido nela.

A Comissão Executiva finalmente a vendeu à Conferência do Rio Platte, que fora organizada a partir da Conferência do Oeste do Kansas e em cujo território a escola estava situada. A Conferência do Rio Platte obteve uma nova incorporação, dando-lhe desta vez o nome original de Seminário de Orleans. Depois de 1897 funcionou como seminário. As seguintes pessoas serviram como diretores durante esse tempo: o Rev. Bowman [N. do T.: o prenome está em branco no original], no primeiro ano; C. E. Anderson, 1898-1900, cuja carreira útil foi encerrada por uma morte muito inesperada, morrendo também a esposa mais ou menos na mesma época; Rev. W. W. Bruce, 1900-1902; Rev. N. B. Ghormley, 1902-1905; Rev. A. J. Damon, 1906-1908; Rev. W. W. Loomis, 1908-1909; Rev. J. L. Dodge, 1909-1910; Rev. Ezra P. Whitton, 1910-1911; E. B. Crippen, 1911-1912; e o Rev. L. Glenn Lewis, o último ocupante.

Os prédios do seminário eram ambos de tijolos e originalmente custaram uma grande soma. Desde então, porém, deterioraram-se tristemente e, naturalmente, valem muito menos. As obrigações da instituição atualmente (1914) também são bastante pesadas.

O Seminário de Orleans foi a mais infeliz de todas as instituições de ensino da Igreja Metodista Livre. Apesar de todos os seus infortúnios, porém, fez um bom trabalho e deu à igreja muitos moços e moças seletos e úteis.

Mais recentemente fez-se uma mudança no local, no nome e no caráter geral da escola, que dá muita esperança para o seu futuro. O local em Orleans, Nebraska, mostrou não ser favorável para uma escola assim. Por isso, havia vários anos se falava que, se fosse possível obter em condições razoáveis um local mais central e adequado sob outros aspectos, seria sensato vender a propriedade de Orleans e instalar a escola num lugar que atendesse melhor às várias Conferências mantenedoras.

Em 20 de janeiro de 1914, essa conversa começou a se concretizar. Realizou-se uma reunião em Abilene, Kansas, para considerar o assunto. Estavam presentes quarenta representantes de destaque das várias Conferências mantenedoras. Nomearam-se comissões para receber propostas, para os meios de financiar o empreendimento e para escolher um nome apropriado para a nova escola, caso se fizesse a mudança pretendida.

Depois de considerar propostas de Abilene, Concordia e McPherson, Kansas, a comissão de localização recomendou a proposta de McPherson, e a comissão encarregada do nome da nova instituição recomendou que ela se chamasse “Academia e Faculdade Central da Igreja Metodista Livre”. Depois da devida deliberação, os relatórios dessas comissões foram adotados.

[N. do T.: as páginas do original trazem aqui uma gravura (Plate Twenty-four) com as legendas “Academia e Faculdade Central: prédio administrativo” e “Academia e Faculdade Central: dormitório feminino”.]

Pediu-se à Conferência Anual que instruísse os curadores a designar cinco ou mais pessoas que fossem autorizadas a proceder imediatamente à incorporação de uma escola com o nome mencionado. A incorporação foi devidamente feita, e então a cidade transferiu à nova corporação uma elegante propriedade escolar, com uma área considerável de terreno vago.

A “Academia e Faculdade” dá para a Main Street, a três quartos de milha da agência dos correios, oferecendo as vantagens de uma cidade e, no entanto, sendo quase independente na sua vida e nos seus interesses. O belo campus de quinze acres oferece excelentes oportunidades para exercícios atléticos. É cercado de olmos, bordos e árvores perenes.

O prédio administrativo é um edifício de aulas de quatro andares, de 110 por 150 pés, feito de tijolo duro, com telhado de telhas, moderno em todos os sentidos, com grandes salas de aula, salas de ciências e laboratórios, sala de estudos, auditório, biblioteca, vestiários e sanitários, escritório administrativo e cofre à prova de fogo. Tem também luz elétrica, aquecimento a vapor, sistema de ventilação, mangueiras de incêndio e escadas de emergência. Todo o madeiramento interno é de acabamento natural. O valor estimado da propriedade da faculdade é de 70.000 dólares, dos quais 30.000 foram doação da cidade.

O Lewis Hall, construído em 1914-1915, é um belo edifício de três andares, de arquitetura moderna, de 60 por 70 pés, construído de tijolo prensado. Nesse prédio há salas de visita espaçosas e atraentes, refeitório etc., no primeiro andar. Os andares de cima são ocupados como dormitórios femininos. Esse prédio, com o seu equipamento, custou 15.000 dólares. A procura no primeiro ano foi profética de um futuro de ouro para a instituição.

Tradução para o português a partir de Wilson T. Hogue, History of the Free Methodist Church of North America (Chicago: Free Methodist Publishing House, 1915), 2 vols., no exemplar de 1918 da Universidade Emory digitalizado pelo Internet Archive; domínio público. O volume I foi conferido também com a transcrição do Holiness Data Ministry. Do volume II foram traduzidos os capítulos de alcance geral (XIII a XXI). As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA). Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.