História da Igreja Metodista Livre · Volume II · Capítulo XX
Na história mais antiga da Igreja Metodista Livre, as forças eram tão pequenas, os recursos tão limitados e havia tantas coisas exigindo atenção imediata na “luta pela existência” da denominação que alguns ramos da atividade cristã organizada foram naturalmente deixados de lado. Entre eles estavam as obras públicas de beneficência. Não que a igreja não se interessasse por essas coisas, mas faltava-lhe organização para reduzir o seu interesse a uma base mais definida e prática. A maior parte da sua obra beneficente era feita então pela cooperação de pessoas caridosas com instituições já organizadas para esse trabalho.
No ano de 1884, e também no seguinte, crescia em algumas mentes dentro da Conferência de Genesee a convicção de que se aproximava o tempo em que a igreja devia se empenhar numa obra beneficente organizada; e essas convicções finalmente se concretizaram no
Esta instituição está situada em Gerry, no condado de Chautauqua, Nova York, a cerca de seis milhas da cidade de Jamestown, na estrada de ferro Dunkirk, Allegany Valley and Pittsburgh, operada como linha da New York Central. Do estatuto, constituição e regimento originais publicados, toma-se emprestado o seguinte “Esboço histórico”:
A Sra. Ann Chesbrough, esposa do Rev. S. K. J. Chesbrough, tem direito ao mérito de ter sido a idealizadora do Orfanato e Lar. A necessidade de uma instituição assim foi assunto de várias conversas entre a família Chesbrough e o Rev. Henry Hornsby durante o ano conferencial de 1884-1885. A convicção de que a igreja devia, sem mais demora, entrar nessa linha de trabalho cristão fortaleceu-se rapidamente. Os envolvidos nessas conversas preliminares sentiram que Deus tinha posto o fardo dessa obra sobre o coração deles. Alguns deles, não tendo filhos, sentiram ser seu dever dedicar os seus recursos e esforços a prover para algumas das muitas crianças desamparadas da terra, que ficaram sem pais que cuidassem delas.
Na sessão anual da Conferência de Genesee realizada em Parma Center, Nova York, no outono de 1885, convocou-se uma reunião dos interessados em se organizar para estabelecer uma obra assim. Nessa reunião, o Rev. W. A. Sellew apresentou as seguintes resoluções, que foram adotadas:
1. “Que cremos ter chegado o tempo de nós, como metodistas livres, darmos passos com vistas à fundação de um Orfanato e Lar sob o controle da nossa igreja.
2. “Que o presidente nomeie uma comissão de indicação de três, que, na sessão de amanhã [da Conferência], indicará uma comissão permanente de três, que, com a menor demora possível, obterá a incorporação legal de uma instituição assim.”
Henry Hornsby, S. K. J. Chesbrough e W. A. Sellew foram indicados e eleitos pela Conferência para servir como comissão encarregada de obter um estatuto.
Essa comissão reuniu-se em Gerry, no condado de Chautauqua, Nova York, e redigiu um estatuto, que foi submetido ao Exmo. E. S. Pitts, de Medina, Nova York, para correção, o qual também gentilmente o apresentou no Senado e obteve a sua aprovação pelo Legislativo do Estado de Nova York.
A primeira reunião dos curadores realizou-se em Gerry, em 27 de agosto de 1886, e nela a junta se organizou devidamente com a eleição de Henry Hornsby como presidente, John T. Michael, vice-presidente, Samuel K. J. Chesbrough, secretário, e Walter A. Sellew, tesoureiro.
Não se encontrando local adequado, e também por outras razões suficientes, o trabalho só começou dois anos depois. Na reunião anual de 1888, o Rev. W. A. Sellew fez aos curadores uma proposta quanto à transferência da propriedade do Seminário de Gerry, que então lhe pertencia, para os fins do Orfanato e Lar. A propriedade do seminário compunha-se de cerca de oito acres de terra; um prédio de madeira de dois andares, de 40 por 70 pés, com porão de pedra; um depósito de lenha, de 16 por 24 pés; um celeiro, de 24 por 30 pés; um galinheiro, de 12 por 22 pés; e duas casinhas acabadas. O custo do conjunto foi de cerca de 7.200 dólares, dos quais o terreno custou 1.200. Propunha-se transferir toda a propriedade aos curadores para a fundação de um Orfanato e Lar, mediante o pagamento de 1.500 dólares à Sra. Jennie R. Sellew, que tinha 2.500 dólares dos seus próprios recursos na propriedade do seminário. Essa proposta generosa foi prontamente aceita, e tomaram-se imediatamente medidas para providenciar os recursos necessários para pagar os 1.500 dólares e começar o trabalho de reformar o prédio escolar para os fins do Orfanato e Lar.
Em maio de 1889, a reforma do prédio estava tão adiantada que se julgou conveniente abrir a instituição. O Rev. O. O. Bacon, membro antigo e bem conhecido da Conferência de Genesee, com a sua excelente esposa, foi contratado para dirigir a instituição. Ele começou o trabalho em 12 de maio de 1889 e recebeu o primeiro internado no dia 3 do junho seguinte. No fim do primeiro ano, a família do Lar compunha-se de sete idosos (três homens e quatro mulheres) e dez crianças, além do administrador, da governanta e dos seus auxiliares.
A Junta de Curadores original compunha-se dos seguintes: Walter A. Sellew, Henry Hornsby, Peter D. Miller, John S. MacGeary, Alanson K. Bacon, Jarvis K. Wilson, Wilson T. Hogue, George W. Gurley, Olin M. Owen, Melville C. Burritt, Albert McCoy, Hiram Beardsley, William Manning, John T. Michael, Oscar Partridge.
Em 1º de maio de 1890, os curadores compraram dez acres de terra contíguos à propriedade do Orfanato e Lar, ao custo de 1.500 dólares. O terreno tinha uma casa e um celeiro, mas em mau estado. A terra fazia muita falta à instituição e foi um acréscimo valioso à outra propriedade por várias razões. Outros pequenos sítios muito próximos da instituição também foram comprados de tempos em tempos.
Durante o primeiro ano depois da abertura da instituição, o Sr. L. Atwood, leigo que morava em Rome, Nova York, lembrou-se da instituição com a doação de um título de 1.000 dólares, como início de um fundo patrimonial. Outros deram generosamente para a compra de terras e para cobrir as despesas correntes. Cobra-se uma taxa de algumas centenas de dólares pela admissão dos idosos, e o dinheiro assim recebido é sempre acrescentado ao fundo patrimonial.
[N. do T.: as páginas do original trazem aqui uma gravura (Plate Twenty-five); a legenda não foi traduzida.]
Por volta de 1905, os curadores compraram uma fazenda de cento e vinte acres contígua ao Lar, ao custo de 4.400 dólares, da qual se tira boa parte do sustento da família do Lar. Além do que a família consumiu, vendeu-se em 1914 produção da fazenda no valor de mais de 2.100 dólares.
No início havia poucos idosos, e eles e as crianças órfãs moravam todos no mesmo prédio. Em 1898, porém, construiu-se um prédio separado para os idosos, ao custo de 14.000 dólares. Era um prédio bonito, aquecido a vapor, em posição vistosa, com melhoramentos modernos, que dava a cada idoso um quarto bonito e completamente mobiliado e oferecia salas de estar e de visitas alegres, refeitório, banheiros, sanitários e, na verdade, quase tudo o que pudesse servir ao conforto e à alegria dos internados. O Lar dos Idosos foi destinado aos idosos de ambos os sexos, sem consideração de raça, religião, nacionalidade ou qualquer outra condição, exceto uma vida anterior respeitável e estar livre de doença contagiosa.
No fim de 1914, o Lar dos Idosos tinha trinta internados, e o Orfanato tinha sessenta. O administrador, a governanta, os professores, as enfermeiras e os auxiliares eram dezoito, perfazendo a família total da instituição 110 pessoas. As despesas do ano tinham sido de cerca de 1.000 dólares por mês. O tesoureiro informou uma pequena dívida, contraída em grande parte pela construção de um acréscimo ao orfanato. Mantém-se uma escola para as crianças, há um hospital de isolamento para uso caso irrompa alguma doença contagiosa, empregam-se enfermeiras para cuidar dos doentes, e faz-se tudo o que se pode pelo bem-estar físico e moral dos confiados aos cuidados da instituição.
Os que fizeram as maiores contribuições para o Orfanato e Lar desde a sua fundação são os seguintes: Henry Hornsby, de West Kendall, Nova York, deu 960 dólares em dinheiro e uma fazenda que foi vendida por 7.500 dólares, num total de 8.460 dólares; W. A. Sellew, de Jamestown, Nova York, a sua parte de 4.700 dólares no prédio do seminário que foi convertido em orfanato, e desde então tem sido muito generoso no seu sustento; William Phillips, de Newfane, Nova York, do produto da venda de uma fazenda, 4.000 dólares; a Sra. Charlotte Phillips, de Newfane, Nova York, uma casa e um terreno, no valor de cerca de 2.600 dólares; a Sra. L. Essex, de Franklinville, Nova York, 1.750 dólares em dinheiro e uma fazenda que rendeu cerca de 2.400 dólares, num total de 4.150 dólares; Thankful Burritt, de Chili, Nova York, por testamento, 2.300 dólares; B. E. Strong e Emily Strong, sua mãe, ambos de Gerry, fizeram cada um várias doações de 500 dólares; a Sra. Jennie R. Sellew, 1.000 dólares. Outros deram quantias generosas, mas os nomes acima são os dos que deram 1.000 dólares ou mais.
A instituição completou um quarto de século de história, e nesse tempo mais de mil crianças foram cuidadas sob a sua administração, e grande número de homens e mulheres idosos encontraram sob o seu teto sustento, abrigo, descanso, cuidado, conforto e companhia agradável para passar os últimos anos da vida. Ao encerrar o seu Relatório Anual de 1914, o Sr. Jarvis K. Wilson, o superintendente, disse muito apropriadamente: “Na providência de Deus, os Lares de Gerry estão completando um quarto de século de trabalho e êxito. Se os seus promotores, alguns dos quais já partiram, pudessem olhar para trás e ver o trabalho feito na elevação dos necessitados e o conforto dado aos jovens e aos velhos, alegrar-se-iam conosco pelo trabalho e pelo sacrifício empregados para levar adiante este ramo da obra de Deus.”
Estes compreendem o Lar Industrial de Chicago para Crianças, em Woodstock, Illinois, com escritório em Chicago, e o Lar de Descanso para Idosos, situado no mesmo lugar.
O Lar Industrial de Chicago para Crianças foi aberto formalmente em 4 de março de 1889, no número 1722 da North Whipple Street, em Chicago, Illinois. A incorporação data de 22 de setembro do ano anterior. Os incorporadores originais foram os seguintes: James D. Marsh, Thomas B. Arnold, James H. Porter, Rachel A. Bradley, Tressa R. Arnold, Maggie G. Parker, Mary C. Baker, George W. Whittington, Ellen L. Roberts, Morse V. Clute, Sarah Beach, Albert W. Parry, Eliza C. Sanborn.
Do Relatório Anual de outubro de 1907 toma-se emprestada a seguinte informação sobre a história mais antiga desta instituição:
O proprietário do imóvel acima mencionado [Thomas B. Arnold] vinha recebendo crianças, guardando-as por algum tempo e encontrando lares para elas, ou hospedando-as para algum pai ou mãe cujo lar se desfizera. Esse trabalho crescera até se tornar pesado demais para ser carregado como empreendimento particular. Consultaram-se outras pessoas de espírito caridoso e, a conselho delas, formou-se a corporação acima mencionada. A instituição não tinha recursos, e o trabalho de despertar a opinião pública era lento; mas a convicção de que o trabalho era muito necessário e de que a mão da Providência guiava deu coragem aos promotores do empreendimento. As provações e os desânimos foram muitos, mas, à medida que o trabalho se tornou mais conhecido, o apoio se tornou mais generoso.
Durante dois anos a instituição funcionou na casa acima mencionada, quando, para nossa grande alegria, a propriedade hoje ocupada pela instituição em Woodstock, Illinois, veio às nossas mãos, e as crianças foram transferidas para lá. A transferência da propriedade deu-se assim: a Sra. Roxey D. Stevens, viúva sem filhos, desejando que os seus bens fossem para alguma boa causa depois da sua morte, ao saber do nosso trabalho, transferiu com alegria a propriedade ao Lar, reservando-se o usufruto vitalício.
Comprou-se e reformou-se um chalé para o seu uso, e pagou-se a ela uma generosa renda durante a vida. A aquisição da propriedade deu ao Lar uma boa base sobre a qual construir. O velho prédio de tijolos, embora solidamente construído, precisava de muitos reparos. Estes foram feitos, o prédio foi ampliado, construiu-se um celeiro espaçoso e ergueu-se um prédio com uma lavanderia a vapor no porão, um ginásio para os meninos no primeiro andar e um dormitório para os meninos mais velhos e para o lavrador. Com essas ampliações e acréscimos, a instituição pode acomodar cinquenta crianças muito confortavelmente.
A fazenda, de cerca de quarenta e três acres, permite à instituição produzir as suas próprias verduras, alimentar vacas suficientes para abastecer o Lar de leite bom e fresco, galinhas suficientes para dar ovos frescos, e grãos e feno para manter os cavalos necessários ao trabalho do sítio.
Os objetivos da instituição, conforme expostos no seu estatuto, são “prover um lar para as crianças sem lar, órfãs, abandonadas, desamparadas, rebeldes e dependentes; educá-las e instruí-las em ofícios; e também ajudar essas crianças a conseguir lares cristãos adequados”.
O alcance do trabalho tem sido descrito sob três títulos, a saber: “Encontrar lares, salvar lares, prover lares”. Para as crianças entregues à instituição, ela se encarrega de encontrar lares em boas famílias cristãs. Nenhuma criança é posta num lar sem uma investigação prévia completa do caráter dos interessados e da sua capacidade de educar devidamente a criança. Sempre que é possível, como é em muitos casos, salvar um lar de se desfazer guardando as crianças temporariamente, isso se faz. Uma mãe pode ficar, pela morte ou pelo abandono do marido, com uma família de filhos. Por falta de saúde, ou por outras circunstâncias desfavoráveis, pode não ter condições de cuidar deles por algum tempo, mas, removida a incapacidade, pode ter condições de tomá-los de novo sob os seus cuidados, e assim o lar se preserva. Há também casos em que um pai ou uma mãe, conforme o caso, teria condições, se houvesse um lar e cuidado para os filhos, de ganhar não só o próprio sustento, mas o bastante para contribuir pelo menos em parte para a manutenção dos filhos. Nesses casos a instituição se encarrega de prover o lar e o cuidado para os pequenos, crendo que “é melhor para os pais, quando as circunstâncias o permitem, contribuir com alguma coisa para o cuidado dos filhos do que ser inteiramente aliviados do fardo”.
A instituição tem o endosso da Junta Estadual de Administração de Illinois, cujo certificado possui; e também o endosso da Comissão de Investigação de Subscrições da Associação Comercial de Chicago. O Estado de Michigan também reconheceu a instituição e a autorizou a “operar no Estado com o propósito de colocar crianças dependentes em lares cristãos selecionados, supervisionando-as até a maioridade, ou até que se sustentem, e contratando-as como aprendizes ou providenciando a sua adoção legal”.
Desde o início, Thomas B. Arnold foi superintendente até 1913, com exceção de talvez um ano em que J. D. Kelsey ocupou o cargo e dois anos em que W. P. Ferries o ocupou. No outono de 1912 o Sr. Ferries foi eleito superintendente, deixou o trabalho no pastorado para dar ao trabalho do Lar a sua atenção exclusiva e desde então tem exercido o cargo com eficiência e boa aceitação.
Durante muitos anos o Lar publicou um periódico mensal chamado The Children’s Friend (O Amigo das Crianças), que o representa oficialmente e é uma folhinha animada, cheia de coisas boas para jovens e velhos. A Sra. Emma L. Hogue tem sido a sua redatora desde o início. Recentemente ganhou a forma de revista. Esse periódico muito tem contribuído para dar à instituição uma representação digna onde quer que circule.
Durante 1911 e 1912 o Lar foi praticamente reconstruído, tornando-se, no pleno sentido da palavra, um prédio moderno, bem adaptado e equipado para os fins de um Lar Industrial para Crianças. O custo dessa reconstrução foi de cerca de 10.000 dólares.
O Lar Industrial de Chicago para Crianças fez muito trabalho excelente, nas várias linhas para as quais foi fundado, durante os anos da sua história. De mil a mil e duzentas crianças encontraram dentro dos seus muros cuidado terno, sustento confortável, boas oportunidades de instrução, excelente formação e sadia instrução moral e religiosa, e por meio disso foram salvas de se tornar vítimas daquelas más circunstâncias que quase com certeza resultam em vício de caráter e criminalidade de vida.
Esta instituição, que ocupa um terreno contíguo ao do Lar Industrial de Chicago para Crianças, em Woodstock, Illinois, foi incorporada e aberta em 1903. Os incorporadores foram os seguintes: Samuel K. J. Chesbrough, Burton R. Jones, James D. Marsh, Thomas B. Arnold, John D. Kelsey, William P. Ferries, John E. Coleman, Esmond E. Hall, William E. Bardell, Freeborn D. Brooke.
Os objetivos desta instituição são prover e manter um lar para idosos de ambos os sexos, em certa medida dependentes, onde possam ter as vantagens de boa acomodação, companhia agradável, ambiente aprazível, sustento confortável e cuidados ternos quando necessário, para passar no meio disso os últimos anos da vida. Certamente os seus objetivos são ao mesmo tempo filantrópicos e cristãos, e como tais não podem deixar de apelar à simpatia e à ajuda das pessoas generosas em toda parte.
As portas do Lar de Descanso estão sempre abertas aos idosos que precisam de um lugar assim de descanso e cuidado, sem consideração de nacionalidade, raça, credo ou religião. Muitos já encontraram abrigo, cuidado e conforto nos seus últimos anos dentro dos seus muros, e os administradores só lamentam que o espaço limitado não lhes permita receber muitos mais. Os internados do Lar geralmente são em torno de vinte, o que, com a governanta e os outros auxiliares, faz uma família considerável para manter. A capacidade do Lar é de cerca de vinte e quatro internados.
As seguintes são as pessoas que ocuparam os principais cargos da instituição desde a sua fundação: presidente, T. B. Arnold, 1903-1913; W. P. Ferries, 1913-1915. Secretário, F. D. Brooke, 1903-1915. Tesoureiro, W. B. Olmstead, 1903-1906; F. D. Brooke, 1906-1915. Superintendente, W. P. Ferries, 1903-1906; J. D. Kelsey, 1906-1915.
Os primeiros internados do Lar de Descanso foram a Sra. Anna Jacobson e o Sr. e a Sra. James Keyt. A Sra. Jacobson e o Sr. Keyt ainda vivem, ambos com mais de oitenta anos. Durante doze anos foram mantidos com conforto no Lar de Descanso para Idosos. Esses são apenas exemplos do bom trabalho que a instituição realizou durante a sua breve existência.
[N. do T.: as páginas do original trazem aqui uma gravura (Plate Twenty-six) com as legendas “Lar Industrial de Chicago para Crianças, Woodstock, Illinois” e “Lar de Descanso para Idosos, Woodstock, Illinois”.]
Pelo menos num aspecto o impulso para iniciar o trabalho de cuidar dos desamparados se parece com o movimento que culminou na formação da Igreja Metodista Livre. A inspiração veio ao Leste e ao Oeste ao mesmo tempo. O que se chamou movimento “nazarita” no oeste de Nova York teve o seu correspondente no norte de Illinois no que se chamou “redfieldismo”. Os que se reuniram em torno da bandeira da santidade nos reavivamentos do Dr. Redfield no norte de Illinois foram chamados por zombaria de “redfielditas”, assim como os que abraçaram a causa da santidade na Conferência de Genesee foram chamados por zombaria de “nazaritas”. Assim como os movimentos foram quase simultâneos no início, também o foram, cerca de vinte e cinco anos depois, os movimentos para iniciar empreendimentos beneficentes destinados a cuidar dos desamparados. Ninguém que conheça a história desses movimentos posteriores pode duvidar de que foram movidos pelo Espírito de Deus tão certamente quanto os reavivamentos originais que culminaram na formação da Igreja Metodista Livre.
Tradução para o português a partir de Wilson T. Hogue, History of the Free Methodist Church of North America (Chicago: Free Methodist Publishing House, 1915), 2 vols., no exemplar de 1918 da Universidade Emory digitalizado pelo Internet Archive; domínio público. O volume I foi conferido também com a transcrição do Holiness Data Ministry. Do volume II foram traduzidos os capítulos de alcance geral (XIII a XXI). As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA). Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.