Igreja Metodista Livre (EUA) · Manual do Pastor (1998) · Capítulo I

A Ceia do Senhor

[N. do T.: o rito tradicional (págs. 102-105) é o mesmo que o Manual da Igreja Metodista Livre do Brasil traz no §9110. Nas fórmulas ditas pelo povo (Pai-Nosso, Gloria Patri, palavras de distribuição), seguimos de perto a redação do Manual; nas citações bíblicas, a NAA.]

Instruções para quem serve a Comunhão

Espera-se que o presbítero, ou o diácono designado para uma igreja, use o rito da Comunhão impresso no Livro de Disciplina. A inovação às vezes ajuda, e circunstâncias especiais podem torná-la necessária, mas normalmente se deve seguir o rito estabelecido. Além disso, o celebrante não deve improvisar, nem por achar o próprio rito incômodo, nem por sentir necessidade de modificar a sua teologia. É valioso que o nosso povo ouça estas palavras repetidas vezes. Elas refletem a nossa compreensão do significado da Santa Ceia.

O pastor oficiante deve se preparar para servir a Comunhão da seguinte maneira. Antes do culto, releia as palavras do rito, para preparar o próprio coração. Verifique com bastante antecedência se os responsáveis pelo preparo dos elementos fizeram os arranjos finais na mesa da comunhão, para evitar a distração dos preparativos de última hora enquanto os adoradores estão chegando. Todos os ministros que vão ajudar devem conhecer bem as suas tarefas antes do início do culto, e os músicos devem ser orientados. O celebrante deve também dar atenção especial à sua apresentação pessoal.

Sempre que for viável, sirva a Santa Ceia no altar. Há ocasiões, naturalmente, em que a inovação é valiosa para dar aos adoradores uma nova percepção do significado do sacramento. A Comunhão pode ser servida onde não há altar nem simbolismo arquitetônico, quando for oportuna e edificante. Em circunstâncias normais, porém, quando se segue um rito bem conhecido, as pessoas sabem o que esperar e podem concentrar-se melhor nas suas meditações. Além disso, como somos uma igreja conexional, é bom que os membros que se mudam de uma igreja para outra se sintam em casa graças a procedimentos comuns. Se cada celebrante seguir as suas preferências pessoais, sem levar em conta os nossos usos, perderemos essa importante característica conexional. O conteúdo e o significado de um bom rito ganham força com a repetição.

Se a Santa Ceia for servida num culto de domingo, convém organizar a ordem do culto de modo que o sacramento não pareça algo acrescentado no fim. O pastor que tentar acrescentar o sacramento a um culto dominical comum descobrirá que, exceto em ocasiões excepcionais, as pessoas chegam à mesa da comunhão distraídas, pensando em como já é tarde.

Alguns pastores fazem do culto de Comunhão um culto especial, em que se faz uma meditação mais curta, antes ou depois da Comunhão, e as outras partes do culto são encurtadas de modo apropriado.

Antes de o pastor oficiante ler o convite geral, a toalha deve ser retirada de sobre os elementos, dobrada com cuidado e posta de lado. Esse pequeno gesto ajuda o povo, pelo simbolismo visual, a se preparar para o culto.

O pastor que celebra a Santa Ceia sem a ajuda de outros deve comungar primeiro. Quando Arão presidia aos sacrifícios no Dia da Expiação, primeiro oferecia sacrifício pelos próprios pecados e depois pelos do povo. Se outro pastor estiver ajudando, o assistente pode ser servido primeiro e depois servir o pastor oficiante.

O pastor que serve o pão e o cálice deve segurar a bandeja de modo que os comungantes peguem a sua própria porção. O costume de pôr o pão na mão em concha do comungante pode parecer “sacerdotal” demais e simbolizar indevidamente a dependência dos leigos em relação ao clero.

As palavras do rito, “O corpo de nosso Senhor Jesus Cristo…”, devem ser ditas em voz baixa por quem serve, enquanto se move ao longo do altar ou segura os elementos para os comungantes que passam. Esse costume também aprofunda o significado das palavras, que são ouvidas repetidamente. Pode-se usar uma frase para cada dois ou três comungantes: “O corpo de nosso Senhor Jesus Cristo, que foi dado por você.” Assim o serviço fica ainda mais pessoal.

O pastor deve instruir com cuidado os introdutores para ajudar o povo a vir à frente. Quanto mais ajudadas forem, menos as pessoas terão de se preocupar com a mecânica de vir à frente e voltar aos seus lugares. Isso também as deixa mais livres para se concentrar no significado do sacramento.

Se o altar tiver suportes próprios para os cálices usados, os adoradores os deixarão ali. Se não, deve haver uma bandeja separada para recolhê-los enquanto as pessoas se retiram. Isso é preferível a colocá-los de volta na bandeja de servir.

Se os comungantes forem servidos individualmente, ajoelhados no altar, cada “mesa” pode ser despedida com uma palavra das Escrituras ou de encorajamento, terminando com as palavras: “Levantem-se e vão em paz, e que o Deus da paz vá com vocês.”

Pode-se tocar música suave enquanto o povo é servido, mas, de preferência, não durante a leitura do rito.

Quando todos tiverem sido servidos, a mesa deve ser posta em ordem e, se uma toalha tiver sido usada, deve ser colocada sobre os elementos. O culto pode passar a um hino final e à bênção, conforme o plano do dirigente.


As crianças à mesa do Senhor

“As crianças podem participar da Comunhão?”

“Se podem, a partir de que idade?”

Estas são perguntas que pais atentos fazem com frequência aos pastores.

O Concílio Geral de 1979 confirmou a seguinte decisão da Junta de Bispos sobre o assunto:

“Concluímos que não podemos proibir aos pais cristãos o privilégio de trazer os seus filhos consigo para participarem da mesa do Senhor na Santa Ceia.

“Na prática, exortamos os pastores, os pais e os professores a instruir todas as crianças sob os seus cuidados, para que tenham um grau de compreensão do sacramento cristão compatível com a idade e a maturidade intelectual da criança. Deve haver uma preparação cuidadosa para o momento em que, como crente responsável, a pessoa possa responder ao convite com uma compreensão mais madura.

“Insistimos também em que se tome o devido cuidado para que não haja irreverência na administração do sacramento quando houver crianças presentes, nem em nenhuma outra ocasião.”

As perguntas seguintes ajudarão os pais a decidir quando os seus filhos estão prontos para participar da Ceia do Senhor:

Se as respostas a estas perguntas forem “sim”, os pais devem se sentir livres para trazer os filhos à mesa do Senhor.


O sacramento da Ceia do Senhor

(Recomenda-se o uso de cálices individuais, sempre que for possível. As partes marcadas com * podem ser usadas quando se desejar um culto abreviado.)

*O convite

Vocês, que verdadeira e sinceramente se arrependem dos seus pecados, que vivem em amor e paz com o próximo e que pretendem levar uma vida nova, seguindo os mandamentos de Deus e andando nos seus santos caminhos, aproximem-se com fé e recebam este santo sacramento para o seu conforto; e, ajoelhando-se humildemente, façam a sua sincera confissão ao Deus todo-poderoso.

A confissão geral

(O ministro pode orar:)

Deus todo-poderoso, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Criador de todas as coisas, Juiz de todos os homens, confessamos que pecamos e ficamos profundamente entristecidos ao lembrar a maldade da nossa vida passada. Pecamos contra ti, contra a tua santidade e contra o teu amor, e merecemos apenas a tua indignação e a tua ira.

Sinceramente nos arrependemos e estamos verdadeiramente tristes por todo erro cometido e por toda falha em fazer o que devíamos. O nosso coração está aflito, e reconhecemos que estamos sem esperança sem a tua graça.

Tem misericórdia de nós.

Tem misericórdia de nós, Pai misericordiosíssimo, por amor do teu Filho, nosso Salvador, Jesus Cristo, que morreu por nós.

Perdoa-nos.

Purifica-nos.

Dá-nos força para te servir e te agradar em novidade de vida e para honrar e louvar o teu nome; por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

(Então o ministro pode dizer: “Continuemos a nossa confissão, orando juntos a oração que Jesus ensinou aos seus discípulos.”)

*A Oração do Senhor (em uníssono)

Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus; o pão nosso de cada dia nos dá hoje; e perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal; pois teu é o reino, o poder e a glória, para sempre. Amém.

(O ministro pode continuar a oração.)

*A afirmação de fé

Ó Deus todo-poderoso, nosso Pai celestial, que com grande misericórdia prometeste o perdão a todos os que se voltam para ti com sincero arrependimento e verdadeira fé: tem misericórdia de nós, perdoa-nos e livra-nos dos nossos pecados, torna-nos fortes e fiéis em toda bondade e conduz-nos à vida eterna; por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

(Então o ministro pode dizer: “Oremos pela purificação interior.”)

*A coleta (oração em uníssono)

Deus todo-poderoso, para quem todos os corações estão abertos, todos os desejos são conhecidos e de quem nenhum segredo se esconde: purifica os pensamentos do nosso coração pela inspiração do Espírito Santo, para que te amemos perfeitamente e engrandeçamos dignamente o teu santo nome; por Cristo, nosso Senhor. Amém.

O Sanctus

É sempre justo e apropriado, e é nosso dever moral, que em todo tempo e em todo lugar te demos graças, ó Senhor, Pai santo, Deus todo-poderoso e eterno.

Por isso, com os anjos e os arcanjos e com todos os habitantes do céu, honramos e adoramos o teu glorioso nome, louvando-te sem cessar e dizendo:

(Em uníssono)

Santo, santo, santo, Senhor Deus dos Exércitos!
O céu e a terra estão cheios da tua glória.
Glória a ti, ó Senhor altíssimo. Amém.

(Então pode ser cantado ou recitado)

O Gloria Patri

Glória ao Pai,
e ao Filho,
e ao Espírito Santo;
como era no princípio,
é agora e sempre será,
por todos os séculos. Amém. Amém.

(Então o ministro pode orar:)

A oração pela comunhão espiritual

Não viemos a esta tua mesa, ó Senhor misericordioso, com autoconfiança e orgulho, confiando na nossa própria justiça, mas confiamos nas tuas grandes e muitas misericórdias. Não somos dignos de recolher as migalhas debaixo da tua mesa. Mas tu, ó Senhor, és imutável na tua misericórdia, e a tua natureza é amor. Concede-nos, portanto, Deus de misericórdia, Deus de graça, comer a esta tua mesa de tal modo que recebamos em espírito e em verdade o corpo do teu amado Filho, Jesus Cristo, e os méritos do seu sangue derramado, para que vivamos e cresçamos à semelhança dele e, lavados e purificados pelo seu preciosíssimo sangue, vivamos para sempre nele, e ele em nós. Amém.

*A oração de consagração dos elementos

Deus todo-poderoso, nosso Pai celestial, que, por amor, deste o teu único Filho, Jesus Cristo, para sofrer a morte na cruz pela nossa redenção; ele, pelo seu sacrifício, oferecido uma vez por todas, providenciou uma plena, perfeita e suficiente expiação pelos pecados do mundo inteiro. Viemos agora à tua mesa em obediência ao teu Filho, Jesus Cristo, que no seu santo evangelho nos ordenou que mantivéssemos uma memória perpétua da sua preciosa morte até que ele volte. Ouve-nos, ó Pai misericordioso, nós te pedimos humildemente, e concede que nós, recebendo este pão e este cálice, como ele ordenou, e em memória da sua paixão e morte, participemos do seu benditíssimo corpo e sangue.

Na noite em que foi traído, Jesus tomou o pão,

(Aqui o ministro pode tomar o pão na mão.)

e, tendo dado graças, partiu-o e o deu aos seus discípulos, dizendo: “Tomem, comam; isto é o meu corpo, que é dado por vocês; façam isto em memória de mim.”

Do mesmo modo, depois da ceia, tomou o cálice,

(Aqui o ministro pode impor as mãos sobre os cálices.)

e, tendo dado graças, o deu a eles, dizendo: “Bebam todos dele, porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que é derramado por vocês e por muitos, para remissão de pecados; façam isto, todas as vezes que o beberem, em memória de mim.” Amém.

[N. do T.: as palavras da instituição juntam Mt 26.26-28, Lc 22.19-20 e 1Co 11.24-25, aqui na redação da NAA. O original diz “o meu sangue do Novo Testamento”, como na versão King James.]

(Então o ministro pode receber primeiro a Comunhão, tanto o pão quanto o cálice, e depois servir os outros ministros que estejam presentes para ajudar no culto. Em seguida, o ministro dá a Comunhão ao povo, tanto o pão quanto o cálice. Ao entregar o pão, o ministro pode dizer:)

O corpo de nosso Senhor Jesus Cristo, que foi dado por você, conserve a sua alma e o seu corpo para a vida eterna. Tome e coma isto em memória de que Cristo morreu por você, e alimente-se dele no seu coração, pela fé, com ação de graças.

(Ao servir o cálice, o ministro pode dizer:)

O sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, que foi derramado por você, conserve a sua alma e o seu corpo para a vida eterna. Beba isto em memória de que o sangue de Cristo foi derramado por você, e seja grato.

(Se o pão ou o cálice consagrados acabarem antes que todos tenham sido servidos, o ministro deve consagrar mais, repetindo a oração de consagração. Quando todos tiverem comungado, o ministro volta à mesa do Senhor e coloca sobre ela os elementos consagrados que sobraram, cobrindo-os com uma toalha de linho branco. O ministro pode então fazer uma oração espontânea, ou falar brevemente do significado do culto, e concluir com uma bênção.)

A bênção

Que a paz de Deus, que excede todo entendimento, guarde o coração e a mente de vocês no conhecimento e no amor de Deus e do seu Filho, Jesus Cristo, nosso Senhor; e que a bênção do Deus todo-poderoso, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, esteja com vocês, agora e para sempre. Amém.

Livro de Disciplina, Par. A/911


Rito alternativo para o culto da Santa Ceia

O convite

O pastor:

Vocês, que verdadeira e sinceramente se arrependem dos seus pecados, que vivem em amor e paz com o próximo e que pretendem levar uma vida nova, seguindo os mandamentos de Deus e andando daqui em diante nos seus santos caminhos, aproximem-se com fé e recebam este santo sacramento para o seu conforto; e, inclinando-se humildemente, façam a sua sincera confissão ao Deus todo-poderoso.

A confissão geral

O pastor:

Deus todo-poderoso, nosso Pai celestial, Criador de todas as coisas, Juiz de todas as pessoas, que com grande misericórdia prometeste perdão e libertação a todos os que se voltam para ti com sincero arrependimento e verdadeira fé: confessamos que pecamos contra ti e que estamos sem esperança sem a tua graça. Tem misericórdia de nós, ó Pai misericordioso, tem misericórdia de nós; perdoa-nos e livra-nos de todos os nossos pecados:

da cegueira do coração e da falta de amor;
dos enganos do mundo, da carne e do diabo;
da falsa doutrina e do descaso com a tua Palavra;
da ansiedade e da falta de confiança.

Ó Deus, nosso Salvador, guarda-nos hoje sem pecado.

Dá-nos força para te servir e te agradar em novidade de vida e para honrar e louvar o teu nome; por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

A petição

O pastor:

Deus todo-poderoso, tu nos tens guardado com tanta fidelidade e nos tens ajudado com tanta graça; ouve agora as nossas petições:

por boa saúde e mente sã;
por força para ganhar o nosso pão, por descanso da preocupação e do trabalho;
por segurança nas viagens, por proteção contra os inimigos;
por lares cristãos, por uma nação justa e forte.

Pela tua compaixão, dá-nos as coisas que são boas e convenientes para a nossa alma e protege-nos com o teu poder em todas as nossas tribulações. Concede-nos neste mundo a paz que vem do alto e conduz-nos à vida eterna no mundo vindouro; por Cristo, nosso Senhor, que nos ensinou a orar dizendo:

O povo:

Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus; o pão nosso de cada dia nos dá hoje; e perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal; pois teu é o reino, o poder e a glória, para sempre. Amém.

A intercessão

O pastor:

Deus todo-poderoso, que criaste o mundo do nada e o sustentas pela tua palavra poderosa: ampara-nos e protege-nos, para que te sirvamos como intercessores no teu mundo; e, para isso, ouve as nossas orações pelos necessitados:

pelos doentes, pelos enfermos e pelos que estão morrendo;
pelas viúvas e pelos órfãos, pelos pobres e pelos oprimidos;
pelos solitários, pelos desanimados, pelos enlutados e pelos de coração partido;
pelos que estão presos ao pecado, esquecidos de Deus, sem conhecer o evangelho da salvação.

Oramos também por todos os teus servos que trabalham honradamente na causa de nosso Senhor Jesus Cristo:

pelos que cuidam do lar e pelos assalariados,
pelos professores e pelos alunos,
pelos médicos, pelos enfermeiros e por outros que servem aos doentes,
pelos trabalhadores e pelos executivos,
pelos lavradores e pelos moradores das cidades,
pelos idosos e pelos jovens,
pelos que governam e pelos que são governados:

a cada um deles, e a todos os outros por quem devemos orar, dá sabedoria, força e perseverança; por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

[Aqui pode ser cantado um hino de comunhão.]

O diálogo

O pastor: O Senhor esteja com vocês.
O povo: E também com você.
O pastor: Elevem o coração.
O povo: Nós o elevamos ao Senhor.
O pastor: Demos graças ao Senhor.
O povo: É justo dar-lhe graças e louvor.

Ação de graças

O pastor:

Nós te damos graças, ó Senhor Deus, por toda a tua bondade, em todo tempo e em todo lugar. Tu nos protegeste, livraste, ajudaste e guiaste todos os nossos dias e nos trouxeste até esta hora, permitindo-nos mais uma vez te adorar e buscar a tua ajuda.

Bendito és tu, Senhor Deus, Soberano de toda a criação, pois pela tua bondade temos este pão, que vem da terra, e este fruto, que vem da videira.

Louvor

O pastor:

É sempre justo e apropriado que te demos graças e louvor, ó Senhor Deus, pois só tu reinas. Tu julgas o mundo com justiça e governas todas as nações. Por isso, com os anjos e os arcanjos e com todos os habitantes do céu, honramos e adoramos o teu glorioso nome, louvando-te sem cessar e dizendo:

O povo:

Santo, santo, santo, Senhor Deus dos Exércitos!
O céu e a terra estão cheios da tua glória.
Glória a ti, ó Senhor altíssimo. Amém.

A grande ação de graças

O pastor:

Deus todo-poderoso, tu nos criaste para desfrutarmos da tua comunhão; e, mesmo quando transgredimos o teu mandamento, não nos abandonaste, mas nos corrigiste como Pai misericordioso.

Chamaste Abraão da terra dos seus pais e libertaste os filhos de Israel do cativeiro e da escravidão; deste a tua lei e enviaste os teus profetas para guiá-los nos teus caminhos.

No tempo certo, deste ao mundo o teu único Filho, que, pelo seu nascimento de uma virgem e por meio das suas tentações e do seu ministério, do seu sofrimento e morte, da sua ressurreição e ascensão, nos abriu o caminho para o céu.

Enviaste o teu Espírito Santo, o Conselheiro, que, por meio dos apóstolos e da igreja, nos chamou à salvação; tu nos adotaste e, pelo mesmo Espírito, nos dás ajuda a cada dia na caminhada da fé. O nosso coração está cheio, ó Deus, e, em ação de graças a ti, clamamos: Aba, Pai.

Na confiança de que nos levarás à nossa plena herança e nos darás o nosso lugar à mesa celestial com o teu Filho, nosso Salvador, Jesus Cristo, oferecemos ação de graças, unindo a nossa voz à de toda a igreja para confessar:

O povo:

Cristo morreu,
Cristo ressuscitou,
Cristo voltará.

Glória a Deus

O povo:

Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo; como era no princípio, é agora e sempre será, por todos os séculos. Amém. Amém.

Oração de aproximação

O pastor:

Deus todo-poderoso, nosso Pai celestial, envia sobre nós o poder do teu Espírito Santo, para que experimentemos de novo o sofrimento, a morte e a ressurreição do teu Filho, Jesus Cristo. Que o teu Espírito nos ajude a reconhecer, no partir deste pão e no beber deste cálice, a presença de Cristo, que deu o seu corpo e o seu sangue por todos. E que o teu Espírito nos faça um com Cristo, um uns com os outros e um no serviço a todo o mundo. Amém.

Palavras de consagração

O pastor, pondo a mão sobre o pão:

Na noite em que foi traído, Jesus tomou o pão e, tendo dado graças, partiu-o e o deu aos seus discípulos, dizendo: “Tomem, comam; isto é o meu corpo, que é dado por vocês; façam isto em memória de mim.”

O pastor, pondo a mão sobre o cálice:

Do mesmo modo, depois da ceia, tomou o cálice e, tendo dado graças, o deu a eles, dizendo: “Bebam todos dele, porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que é derramado por vocês e por muitos, para remissão de pecados; façam isto, todas as vezes que o beberem, em memória de mim.”

Palavras de distribuição

O pastor:

O corpo de nosso Senhor Jesus Cristo, que foi dado por você, conserve a sua alma e o seu corpo para a vida eterna. Tome e coma isto em memória de que Cristo morreu por você, e alimente-se dele no seu coração, pela fé, com ação de graças.

O pastor:

O sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, que foi derramado por você, conserve a sua alma e o seu corpo para a vida eterna. Beba isto em memória de que o sangue de Cristo foi derramado por você, e seja grato.

Bênção

O pastor:

A bênção do Deus todo-poderoso, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, esteja sobre vocês e permaneça com vocês para sempre. Amém.


A Ceia do Senhor: uma liturgia bíblica

[N. do T.: no original, todas as citações desta liturgia vêm da NIV; aqui, da NAA.]

O convite

Pastor:

Portanto, meus irmãos, tendo ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, pela sua carne, e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos com um coração sincero, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e o corpo lavado com água pura. Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel. Cuidemos também de nos animar uns aos outros no amor e na prática de boas obras.

Hb 10.19-24

O chamado ao amor

Em uníssono:

“Escute, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e com toda a sua força.”

Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: “Ame o seu próximo como você ama a si mesmo.” Não há outro mandamento maior do que estes.

Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.

Mc 12.29-30; Mt 22.38-39; Mc 12.31; Mt 22.40

A boa-nova de Jesus

Pastor:

Depois de João ter sido preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o evangelho de Deus. Ele dizia: “O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo; arrependam-se e creiam no evangelho.”

Mc 1.14-15

Os atos e as atitudes bem-aventurados

Em uníssono:

Ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte. Ele se assentou e os seus discípulos se aproximaram dele. Então ele passou a ensiná-los. Jesus disse:

“Bem-aventurados os pobres em espírito,
porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados os que choram,
porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos,
porque herdarão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,
porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos,
porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os limpos de coração,
porque verão a Deus.
Bem-aventurados os pacificadores,
porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça,
porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados são vocês quando, por minha causa,
os insultarem e os perseguirem,
e, mentindo, disserem todo mal contra vocês.
Alegrem-se e exultem, porque é grande a sua recompensa nos céus;
pois assim perseguiram os profetas que viveram antes de vocês.”

Mt 5.1-12

A comunidade responsável

Pastor:

Vocês são o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.

Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada no alto de um monte. Nem se acende uma lamparina para colocá-la debaixo de um cesto, mas num lugar adequado onde ilumina bem todos os que estão na casa. Assim brilhe também a luz de vocês diante dos outros, para que vejam as boas obras que vocês fazem e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos céus.

Mt 5.13-16

A oração dos discípulos

Em uníssono:

Pai nosso, que estás nos céus,
santificado seja o teu nome;
venha o teu Reino;
seja feita a tua vontade,
assim na terra como no céu;
o pão nosso de cada dia nos dá hoje;
e perdoa-nos as nossas dívidas,
assim como nós também perdoamos aos nossos devedores;
e não nos deixes cair em tentação;
mas livra-nos do mal.

Porque, se perdoarem aos outros as ofensas deles, também o Pai de vocês, que está no céu, perdoará vocês; se, porém, não perdoarem aos outros as ofensas deles, também o Pai de vocês não perdoará as ofensas de vocês.

Mt 6.9-15

A fé da Comunhão

Pastor:

Antes de tudo, entreguei a vocês o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. E apareceu a Cefas e, depois, aos doze.

Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria ainda vive; porém alguns já dormem. Depois, foi visto por Tiago e, mais tarde, por todos os apóstolos. Por último, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo.

1Co 15.3-8

A instituição da Ceia

Pastor:

Chegada a hora, Jesus se pôs à mesa, e os apóstolos estavam com ele. Então Jesus lhes disse: “Tenho desejado ansiosamente comer esta Páscoa com vocês, antes do meu sofrimento. Pois eu lhes digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no Reino de Deus.”

E, pegando um cálice, depois de ter dado graças, disse: “Peguem e repartam entre vocês. Pois eu digo a vocês que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus.”

E, pegando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: “Isto é o meu corpo, que é dado por vocês; façam isto em memória de mim.”

Do mesmo modo, depois da ceia, pegou o cálice, dizendo: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue derramado por vocês.”

Lc 22.14-20

O Cordeiro que foi morto

Em uníssono:

Então vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, em pé, um Cordeiro que parecia que tinha sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados por toda a terra. O Cordeiro foi e pegou o livro da mão direita daquele que estava sentado no trono.

E, quando ele pegou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos se prostraram diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos, e cantavam um cântico novo, dizendo:

“Digno és de pegar o livro
e de quebrar os selos,
porque foste morto
e com o teu sangue compraste para Deus
os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação
e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes;
e eles reinarão sobre a terra.”

Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares, proclamando com voz forte:

“Digno é o Cordeiro que foi morto
de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, a força,
a honra, a glória e o louvor.”

Então ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo:

“Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro
sejam o louvor, a honra, a glória e o domínio
para todo o sempre.”

E os quatro seres viventes respondiam: “Amém!” Também os anciãos se prostraram e adoraram.

Ap 5.6-14

Pastor:

Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!

Ef 3.20-21

ou:

Pastor:

Ao Deus que é poderoso para evitar que vocês tropecem e que pode apresentá-los irrepreensíveis diante da sua glória, com grande alegria, a este que é o único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, sejam a glória, a majestade, o poder e a autoridade, antes de todas as eras, agora, e por toda a eternidade. Amém!

Jd 24-25

(Ocasionalmente, a Oração dos Discípulos pode ser cantada, e hinos podem ser intercalados entre as leituras.)

Compilada por Lloyd H. Knox.

Tradução para o português a partir de Pastor’s Handbook, publicado pela Junta de Bispos da Free Methodist Church (USA), 4ª edição revisada (Indianápolis: Light and Life Communications, 1998). As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA). Págs. 99-114 do original. Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.