John Wesley · Londres, 1788

A Ceia do Senhor

A ordem para a administração da Ceia

Convenções: as instruções do original ao ministro (as rubricas) aparecem em itálico; o que o povo diz aparece em negrito ou marcado com Resp. Citações bíblicas na Nova Almeida Atualizada (NAA).

Nesta página: A Ordem para a Administração da Ceia do Senhor

A Ordem para a Administração da Ceia do Senhor

Na hora da Comunhão, a Mesa, coberta com uma toalha de linho branca e limpa, ficará em algum lugar conveniente. E o presbítero, de pé junto à Mesa, dirá a Oração do Senhor, com a coleta que segue, estando o povo ajoelhado. [N. do T.: Wesley usa Elder, “presbítero”, onde o Livro de Oração Comum dizia Priest, “sacerdote”.]

Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofendem. E não nos conduzas à tentação, mas livra-nos do mal. Amém.

A coleta.

Deus todo-poderoso, para quem todos os corações estão abertos, todos os desejos são conhecidos e de quem nenhum segredo se esconde: purifica os pensamentos do nosso coração pela inspiração do teu Santo Espírito, para que te amemos perfeitamente e engrandeçamos dignamente o teu santo nome; por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Então o presbítero, voltado para o povo, recitará com clareza todos os DEZ MANDAMENTOS; e o povo, ainda ajoelhado, depois de cada mandamento, pedirá a Deus misericórdia pela transgressão dele no tempo passado e graça para guardá-lo no tempo vindouro, como segue:

Ministro. “Então Deus falou todas estas palavras: Eu sou o Senhor, seu Deus… Não tenha outros deuses diante de mim.” (Êx 20.1-3)
Povo. Senhor, tem misericórdia de nós e inclina o nosso coração a guardar esta lei.

Ministro. “Não faça para você imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não adore essas coisas, nem preste culto a elas, porque eu, o Senhor, seu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, mas faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.” (Êx 20.4-6)
Povo. Senhor, tem misericórdia de nós e inclina o nosso coração a guardar esta lei.

Ministro. “Não tome o nome do Senhor, seu Deus, em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.” (Êx 20.7)
Povo. Senhor, tem misericórdia de nós e inclina o nosso coração a guardar esta lei.

Ministro. “Lembre-se do dia de sábado, para o santificar. Seis dias você trabalhará e fará toda a sua obra, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor, seu Deus. Não faça nenhum trabalho nesse dia, nem você, nem o seu filho, nem a sua filha, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu animal, nem o estrangeiro das suas portas para dentro. Porque em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou.” (Êx 20.8-11)
Povo. Senhor, tem misericórdia de nós e inclina o nosso coração a guardar esta lei.

Ministro. “Honre o seu pai e a sua mãe, para que você tenha uma longa vida na terra que o Senhor, seu Deus, lhe dá.” (Êx 20.12)
Povo. Senhor, tem misericórdia de nós e inclina o nosso coração a guardar esta lei.

Ministro. “Não mate.” (Êx 20.13)
Povo. Senhor, tem misericórdia de nós e inclina o nosso coração a guardar esta lei.

Ministro. “Não cometa adultério.” (Êx 20.14)
Povo. Senhor, tem misericórdia de nós e inclina o nosso coração a guardar esta lei.

Ministro. “Não furte.” (Êx 20.15)
Povo. Senhor, tem misericórdia de nós e inclina o nosso coração a guardar esta lei.

Ministro. “Não dê falso testemunho contra o seu próximo.” (Êx 20.16)
Povo. Senhor, tem misericórdia de nós e inclina o nosso coração a guardar esta lei.

Ministro. “Não cobice a casa do seu próximo. Não cobice a mulher do seu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao seu próximo.” (Êx 20.17)
Povo. Senhor, tem misericórdia de nós e escreve todas estas tuas leis no nosso coração, nós te rogamos.

Então se seguirá esta coleta.

Deus todo-poderoso e eterno, a tua santa Palavra nos ensina que o coração dos reis está sob o teu domínio e governo, e que tu os dispões e inclinas como parece melhor à tua divina sabedoria: humildemente te rogamos que disponhas e governes de tal modo o coração de Jorge, teu servo, nosso rei e governante, que em todos os seus pensamentos, palavras e obras ele busque sempre a tua honra e glória e se empenhe em preservar o povo confiado aos seus cuidados em prosperidade, paz e piedade. Concede isto, ó Pai misericordioso, por amor do teu amado Filho, Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

Então se dirá a coleta do dia. E logo depois da coleta o presbítero lerá a Epístola, dizendo: “A Epístola [ou: A porção das Escrituras designada para a Epístola] está escrita no capítulo ___ de ___, a partir do versículo ___.” E, terminada a Epístola, ele dirá: “Aqui termina a Epístola.” Então se lerá o Evangelho (todo o povo de pé), dizendo: “O santo Evangelho está escrito no capítulo ___ de ___, a partir do versículo ___.”

Então se seguirá o sermão.

Então o presbítero dirá uma ou mais destas sentenças.

“Assim brilhe também a luz de vocês diante dos outros, para que vejam as boas obras que vocês fazem e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos céus.” (Mt 5.16)

“Não acumulem tesouros sobre a terra, onde as traças e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntem tesouros no céu, onde as traças e a ferrugem não corroem, e onde ladrões não escavam, nem roubam.” (Mt 6.19-20)

“Aquele que semeia pouco também colherá pouco; e o que semeia com fartura também colherá com fartura. Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade, porque Deus ama quem dá com alegria.” (2Co 9.6-7)

“Seja misericordioso conforme as suas posses: se você tem muito, dê com fartura; se tem pouco, procure dar de boa vontade desse pouco; pois assim você ajunta para si uma boa recompensa para o dia da necessidade.” (Tb 4.8-9) [N. do T.: Tobias pertence aos livros apócrifos, que não fazem parte do cânon protestante e não constam da NAA; esta sentença foi traduzida do inglês de Wesley.]

“Porque Deus não é injusto para se esquecer do trabalho que vocês fizeram e do amor que mostraram para com o seu nome, pois vocês serviram e ainda estão servindo aos santos.” (Hb 6.10)

“Zaqueu, por sua vez, se levantou e disse ao Senhor: ‘Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres. E, se roubei alguma coisa de alguém, vou restituir quatro vezes mais.'” (Lc 19.8)

“Portanto, tudo o que vocês querem que os outros façam a vocês, façam também vocês a eles; porque esta é a Lei e os Profetas.” (Mt 7.12)

“Nem todo o que me diz: ‘Senhor, Senhor!’ entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” (Mt 7.21)

“Quem é que vai à guerra às suas próprias custas? Quem planta uma vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta um rebanho e não se alimenta do leite do rebanho?” (1Co 9.7)

“Se nós semeamos entre vocês as coisas espirituais, será muito recolhermos de vocês bens materiais?” (1Co 9.11)

“Vocês não sabem que os que prestam serviços sagrados se alimentam do próprio templo e que os que servem ao altar participam do que é oferecido sobre o altar? Assim também o Senhor ordenou aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho.” (1Co 9.13-14)

“Mas aquele que está sendo instruído na palavra compartilhe todas as coisas boas com aquele que o instrui. Não se enganem: de Deus não se zomba. Pois aquilo que a pessoa semear, isso também colherá.” (Gl 6.6-7)

“Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.” (Gl 6.10)

“De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada trouxemos para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele.” (1Tm 6.6-7)

“Exorte os ricos deste mundo a que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para o nosso prazer. Que eles façam o bem, sejam ricos em boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; ajuntando para si mesmos um tesouro que é sólido fundamento para o futuro, a fim de tomarem posse da verdadeira vida.” (1Tm 6.17-19)

“Não se esqueçam da prática do bem e da mútua cooperação, pois de tais sacrifícios Deus se agrada.” (Hb 13.16)

“Ora, se alguém possui recursos deste mundo e vê seu irmão passar necessidade, mas fecha o coração para essa pessoa, como pode permanecer nele o amor de Deus?” (1Jo 3.17)

“Quem se compadece do pobre empresta ao Senhor, e este lhe retribuirá o benefício.” (Pv 19.17)

“Bem-aventurado é aquele que ajuda os necessitados; o Senhor o livra no dia do mal.” (Sl 41.1)

Enquanto se leem estas sentenças, alguma pessoa designada para isso recolherá as esmolas para os pobres e as outras ofertas do povo numa bandeja decente, providenciada para esse fim, e a levará ao presbítero, que a colocará sobre a Mesa.

Feito isso, o presbítero dirá:

Oremos por todo o estado da Igreja de Cristo, militante aqui na terra.

Deus todo-poderoso e eterno, que pelo teu santo apóstolo nos ensinaste a fazer orações e súplicas e a dar graças por todas as pessoas: humildemente te rogamos que, com toda a tua misericórdia, [*aceites as nossas esmolas e ofertas e] recebas estas nossas orações, que oferecemos à tua divina Majestade; rogando-te que inspires continuamente a Igreja universal com o espírito de verdade, unidade e concórdia; e concede que todos os que confessam o teu santo nome concordem na verdade da tua santa Palavra e vivam em unidade e amor piedoso. Também te rogamos que salves e defendas todos os reis, príncipes e governantes cristãos, e especialmente o teu servo Jorge, nosso rei, para que sob ele sejamos governados com piedade e tranquilidade; e concede a todos os que estão investidos de autoridade sob ele que administrem a justiça com verdade e imparcialidade, para castigo da maldade e do vício e para a manutenção da tua verdadeira religião e da virtude. Dá graça, ó Pai celestial, a todos os ministros do teu evangelho, para que, tanto pela vida como pela doutrina, anunciem a tua Palavra verdadeira e viva e administrem correta e devidamente os teus santos sacramentos. E a todo o teu povo dá a tua graça celestial, e especialmente a esta congregação aqui presente, para que, com coração manso e a devida reverência, ouça e receba a tua santa Palavra, servindo-te verdadeiramente em santidade e justiça todos os dias da sua vida. E com toda a humildade rogamos à tua bondade, ó Senhor, que consoles e socorras todos aqueles que, nesta vida passageira, estão em aflição, tristeza, necessidade, doença ou qualquer outra adversidade. E também bendizemos o teu santo nome por todos os teus servos que partiram desta vida na tua fé e no teu temor, rogando-te que nos dês graça para seguir de tal modo o seu bom exemplo que, com eles, sejamos participantes do teu reino celestial. Concede isto, ó Pai, por amor de Jesus Cristo, nosso único Mediador e Advogado. Amém.

* Se não houver esmolas nem ofertas, deixem-se de dizer as palavras [aceites as nossas esmolas e ofertas e].

Então o presbítero dirá aos que vêm receber a Santa Comunhão:

Vocês que de verdade e com sinceridade se arrependem dos seus pecados, que vivem em amor e caridade com o próximo e que pretendem levar uma vida nova, seguindo os mandamentos de Deus e andando daqui em diante nos seus santos caminhos: aproximem-se com fé e recebam este santo sacramento para o seu conforto; e façam a sua humilde confissão ao Deus todo-poderoso, ajoelhados com mansidão.

Então o ministro fará esta confissão geral, em nome de todos os que pretendem receber a Santa Comunhão, ele e todo o povo humildemente ajoelhados, dizendo:

Deus todo-poderoso, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Criador de todas as coisas, Juiz de todas as pessoas: reconhecemos e lamentamos os nossos muitos pecados e maldades, que de tempos em tempos cometemos gravemente, por pensamento, palavra e ação, contra a tua divina Majestade, provocando com toda a justiça a tua ira e indignação contra nós. Arrependemo-nos sinceramente e sentimos de coração o pesar destas nossas más ações; a lembrança delas nos é dolorosa. Tem misericórdia de nós, tem misericórdia de nós, Pai misericordiosíssimo; por amor do teu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, perdoa-nos todo o passado; e concede que daqui em diante te sirvamos e agrademos sempre em novidade de vida, para a honra e glória do teu nome; por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

Então o presbítero dirá:

Ó Deus todo-poderoso, nosso Pai celestial, que pela tua grande misericórdia prometeste o perdão dos pecados a todos os que se voltam para ti com arrependimento sincero e fé verdadeira: tem misericórdia de nós; perdoa-nos e livra-nos de todos os nossos pecados; confirma-nos e fortalece-nos em toda a bondade; e conduze-nos à vida eterna; por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

Então, todos de pé, o presbítero dirá:

Ouçam que palavras de conforto o nosso Salvador Cristo diz a todos os que se voltam para ele de verdade:

“Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei.” (Mt 11.28)

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3.16)

Ouçam também o que diz São Paulo:

“Esta palavra é fiel e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores.” (1Tm 1.15)

Ouçam também o que diz São João:

“Se alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados.” (1Jo 2.1-2)

Depois disso o presbítero prosseguirá, dizendo:

Elevem o coração.
Resp. Nós o elevamos ao Senhor.
Presbítero. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
Resp. É digno e justo fazê-lo.

Então o presbítero dirá:

É muito digno e justo, e nosso dever indeclinável, que em todo tempo e em todo lugar te demos graças, ó Senhor, *Pai santo, Deus todo-poderoso e eterno.

* No Domingo da Trindade devem omitir-se as palavras [Pai santo].

Aqui se seguirá o prefácio próprio, conforme o tempo, se houver algum especialmente designado; senão, seguir-se-á imediatamente:

Por isso, com os anjos e arcanjos e com toda a companhia do céu, louvamos e engrandecemos o teu glorioso nome, louvando-te sempre e dizendo: Santo, santo, santo, Senhor Deus dos Exércitos; o céu e a terra estão cheios da tua glória. Glória a ti, ó Senhor altíssimo. Amém.

Prefácios próprios

No dia de Natal.

Porque deste Jesus Cristo, teu único Filho, para que, num tempo como este, nascesse por nós; o qual, pela ação do Espírito Santo, se fez verdadeiro homem, e isso sem mancha de pecado, para nos purificar de todo pecado. Por isso, com os anjos etc.

No dia de Páscoa.

Mas sobretudo devemos louvar-te pela gloriosa ressurreição do teu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor; pois ele é o verdadeiro Cordeiro pascal, que foi oferecido por nós e tirou o pecado do mundo; que pela sua morte destruiu a morte e, ressurgindo para a vida, nos restituiu a vida eterna. Por isso, com os anjos etc.

No dia da Ascensão.

Por meio do teu amadíssimo Filho, Jesus Cristo, nosso Senhor, que, depois da sua gloriosíssima ressurreição, apareceu claramente a todos os seus apóstolos e, diante dos olhos deles, subiu ao céu para nos preparar lugar, a fim de que, onde ele está, para lá também subamos e reinemos com ele na glória. Por isso, com os anjos etc.

No Pentecostes.

Por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor, segundo cuja promessa fidelíssima o Espírito Santo desceu do céu, num tempo como este, com um som repentino e forte, como de um vento poderoso, em forma de línguas de fogo, pousando sobre os apóstolos para os ensinar e os conduzir a toda a verdade, dando-lhes tanto o dom de diversas línguas como a ousadia de pregar sem cessar, com zelo fervoroso, o evangelho a todas as nações; e por esse evangelho fomos tirados das trevas e do erro para a luz clara e o verdadeiro conhecimento de ti e do teu Filho Jesus Cristo. Por isso, com os anjos etc.

Na festa da Trindade.

Tu que és um só Deus, um só Senhor; não uma só pessoa, mas três pessoas numa só substância. Pois aquilo que cremos da glória do Pai, o mesmo cremos do Filho e do Espírito Santo, sem desigualdade alguma. Por isso, com os anjos etc.

Depois de cada um desses prefácios se dirá imediatamente:

Por isso, com os anjos e arcanjos e com toda a companhia do céu, louvamos e engrandecemos o teu glorioso nome, louvando-te sempre e dizendo: Santo, santo, santo, Senhor Deus dos Exércitos; o céu e a terra estão cheios da tua glória. Glória a ti, ó Senhor altíssimo. Amém.

Então o presbítero, ajoelhado junto à Mesa, dirá, em nome de todos os que vão receber a Comunhão, esta oração que segue, estando também o povo ajoelhado:

Não ousamos vir a esta tua Mesa, ó Senhor misericordioso, confiando na nossa própria justiça, mas nas tuas muitas e grandes misericórdias. Não somos dignos nem de recolher as migalhas debaixo da tua mesa. Mas tu és o mesmo Senhor, cuja natureza é ter sempre misericórdia. Concede-nos, pois, Senhor gracioso, comer de tal modo a carne do teu amado Filho Jesus Cristo e beber o seu sangue, que o nosso corpo pecador seja purificado pelo seu corpo, e a nossa alma lavada pelo seu preciosíssimo sangue, e que habitemos sempre nele, e ele em nós. Amém.

Então o presbítero dirá a oração de consagração, como segue:

Deus todo-poderoso, nosso Pai celestial, que, pela tua terna misericórdia, deste o teu único Filho Jesus Cristo para sofrer a morte na cruz pela nossa redenção; o qual ali fez (pela oblação de si mesmo, uma vez oferecida) um sacrifício, oblação e satisfação plena, perfeita e suficiente pelos pecados do mundo inteiro; e instituiu, e no seu santo evangelho nos ordenou que continuássemos, uma memória perpétua daquela sua preciosa morte até a sua volta: ouve-nos, ó Pai misericordioso, nós te rogamos humildemente, e concede que nós, recebendo estas tuas criaturas de pão e vinho, segundo a santa instituição do teu Filho, nosso Salvador Jesus Cristo, em memória da sua morte e paixão, sejamos participantes do seu bendito Corpo e Sangue; o qual, na mesma noite em que foi traído, tomou o pão (a) e, tendo dado graças, o partiu (b) e o deu aos seus discípulos, dizendo: “Tomem, comam; isto (c) é o meu Corpo, que é dado por vocês; façam isto em memória de mim.” Do mesmo modo, depois da ceia, tomou o cálice (d) e, tendo dado graças, o deu a eles, dizendo: “Bebam dele todos, pois isto (e) é o meu sangue do Novo Testamento, que é derramado por vocês e por muitos, para remissão dos pecados; façam isto, todas as vezes que o beberem, em memória de mim.” Amém.

(a) Aqui o presbítero tomará a pátena nas mãos. (b) E aqui partirá o pão. (c) E aqui porá a mão sobre todo o pão. (d) Aqui tomará o cálice na mão. (e) E aqui porá a mão sobre o cálice.

Então o presbítero receberá primeiro ele mesmo a Comunhão nas duas espécies, e depois a dará do mesmo modo aos outros ministros (se houver algum presente), e em seguida também ao povo, por ordem, nas mãos. E, ao entregar o pão a cada um, dirá:

O Corpo de nosso Senhor Jesus Cristo, que foi dado por você, preserve o seu corpo e a sua alma para a vida eterna. Tome e coma isto em memória de que Cristo morreu por você, e alimente-se dele no seu coração, pela fé, com ação de graças.

E o ministro que entregar o cálice a cada um dirá:

O Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, que foi derramado por você, preserve o seu corpo e a sua alma para a vida eterna. Beba isto em memória de que o Sangue de Cristo foi derramado por você, e seja agradecido.

Se o pão ou o vinho consagrado acabar antes que todos tenham comungado, o presbítero consagrará mais, segundo a forma prescrita acima, começando em (o qual, na mesma noite etc.) para a bênção do pão, e em (Do mesmo modo, depois da ceia etc.) para a bênção do cálice.

Quando todos tiverem comungado, o ministro voltará à Mesa do Senhor e colocará sobre ela o que restar dos elementos consagrados, cobrindo-os com uma toalha de linho limpa.

Então o presbítero dirá a Oração do Senhor, e o povo repetirá depois dele cada petição.

Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofendem. E não nos conduzas à tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.

Depois disso se dirá o que segue:

Ó Senhor e Pai celestial, nós, teus humildes servos, desejamos que a tua bondade paterna aceite com misericórdia este nosso sacrifício de louvor e ação de graças, rogando-te com toda a humildade que concedas que, pelos méritos e pela morte do teu Filho Jesus Cristo e pela fé no seu sangue, nós e toda a tua Igreja alcancemos a remissão dos nossos pecados e todos os demais benefícios da sua paixão. E aqui te oferecemos e apresentamos, ó Senhor, a nós mesmos, a nossa alma e o nosso corpo, como sacrifício racional, santo e vivo para ti, rogando-te humildemente que todos nós, que participamos desta santa Comunhão, sejamos cheios da tua graça e da tua bênção celestial. E, embora sejamos indignos, pelos nossos muitos pecados, de te oferecer qualquer sacrifício, rogamos-te que aceites este nosso dever e serviço, não pesando os nossos méritos, mas perdoando as nossas ofensas; por Jesus Cristo, nosso Senhor, por quem e com quem, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e glória sejam a ti, ó Pai todo-poderoso, pelos séculos sem fim. Amém.

Então se dirá:

Glória a Deus nas alturas, e paz na terra, boa vontade para com os homens. Nós te louvamos, nós te bendizemos, nós te adoramos, nós te glorificamos, nós te damos graças pela tua grande glória, ó Senhor Deus, Rei celestial, Deus Pai todo-poderoso.

Ó Senhor, Filho unigênito, Jesus Cristo; ó Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho do Pai, que tiras os pecados do mundo, tem misericórdia de nós. Tu que tiras os pecados do mundo, tem misericórdia de nós. Tu que tiras os pecados do mundo, recebe a nossa oração. Tu que estás sentado à direita de Deus Pai, tem misericórdia de nós.

Pois só tu és santo, só tu és o Senhor, só tu, ó Cristo, com o Espírito Santo, és altíssimo na glória de Deus Pai. Amém.

Então o presbítero, se julgar conveniente, poderá fazer uma oração espontânea; e depois despedirá o povo com esta bênção:

Que a paz de Deus, que excede todo entendimento, guarde o coração e a mente de vocês no conhecimento e no amor de Deus e de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor; e que a bênção do Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, esteja entre vocês e permaneça com vocês para sempre. Amém.

Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo Ildo Mello.
Texto original em domínio público: The Sunday Service of the Methodists; with other occasional services (Londres, 1788), exemplar do Princeton Theological Seminary digitalizado no Internet Archive.