Convenções: as instruções do original ao ministro (as rubricas) aparecem em itálico; o que o povo diz aparece em negrito ou marcado com Resp. Citações bíblicas na Nova Almeida Atualizada (NAA).
O ministro, chegando à pia batismal, que deve estar cheia de água pura, dirá:
Amados, visto que todos os seres humanos são concebidos e nascidos em pecado, e que o nosso Salvador Cristo diz que ninguém pode entrar no Reino de Deus se não for regenerado e nascido de novo da água e do Espírito Santo, peço a vocês que invoquem a Deus Pai, por nosso Senhor Jesus Cristo, para que, pela sua generosa misericórdia, conceda a esta criança aquilo que por natureza ela não pode ter: que seja batizada com água e com o Espírito Santo, recebida na santa Igreja de Cristo e feita membro vivo dela.
Então o ministro usará tantas das orações seguintes quantas o tempo permitir, dizendo:
Oremos.
Deus todo-poderoso e eterno, que pela tua grande misericórdia salvaste Noé e a sua família na arca, para que não perecessem pela água; e também conduziste em segurança os filhos de Israel, o teu povo, através do mar Vermelho, figurando com isso o teu santo batismo; e que, pelo batismo do teu amado Filho Jesus Cristo no rio Jordão, santificaste a água para este santo sacramento: nós te rogamos, pelas tuas infinitas misericórdias, que olhes para esta criança; lava-a e santifica-a com o Espírito Santo, para que, livre da tua ira, seja recebida na arca da Igreja de Cristo; e, firme na fé, alegre na esperança e arraigada no amor, atravesse de tal modo as ondas deste mundo agitado que finalmente chegue à terra da vida eterna, para ali reinar contigo pelos séculos sem fim; por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.
Então o povo se levantará, e o ministro dirá:
Ouçam as palavras do Evangelho escrito por São Marcos, no capítulo décimo, a partir do versículo treze.
“Então trouxeram algumas crianças a Jesus para que as abençoasse, mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: ‘Deixem que os pequeninos venham a mim; não os impeçam, porque dos tais é o Reino de Deus. Em verdade lhes digo: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele.’ Então, tomando as crianças nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava.” (Mc 10.13-16)
Então o ministro dirá:
Ó Deus misericordioso, concede que o velho Adão nesta criança seja de tal modo sepultado que o novo homem seja ressuscitado nela. Amém.
Concede que todas as afeições carnais morram nela, e que tudo o que pertence ao Espírito viva e cresça nela. Amém.
Concede que ela tenha poder e força para alcançar vitória e triunfar sobre o diabo, o mundo e a carne. Amém.
Concede que todo aquele que é dedicado a ti pelo nosso ofício e ministério seja também dotado de virtudes celestiais e eternamente recompensado, pela tua misericórdia, ó bendito Senhor Deus, que vives e governas todas as coisas pelos séculos sem fim. Amém.
Deus todo-poderoso e eterno, cujo amadíssimo Filho Jesus Cristo, para o perdão dos nossos pecados, fez sair do seu preciosíssimo lado água e sangue, e deu ordem aos seus discípulos que fossem ensinar todas as nações e batizá-las em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo: atende, nós te rogamos, às súplicas da tua congregação, e concede que esta criança, que agora vai ser batizada, receba a plenitude da tua graça e permaneça sempre no número dos teus filhos fiéis e eleitos; por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.
Então o ministro tomará a criança nos braços e dirá aos parentes e amigos da criança:
Deem nome a esta criança.
E então, chamando-a pelo nome que lhe derem, ele a mergulhará na água, ou derramará água sobre ela, ou a aspergirá com água, dizendo:
N., eu te batizo em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
Então o ministro dirá:
Visto agora, amados irmãos, que esta criança foi admitida no corpo da Igreja de Cristo, demos graças ao Deus todo-poderoso por este benefício e, de comum acordo, façamos a ele as nossas orações, para que esta criança viva o resto da sua vida para a glória de Deus.
Então se dirá, todos ajoelhados:
Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofendem. E não nos conduzas à tentação, mas livra-nos do mal. Amém.
Então o ministro dirá:
Nós te damos graças de todo o coração, Pai misericordiosíssimo, porque te agradou receber esta criança como teu próprio filho por adoção e admiti-la na tua santa Igreja. E humildemente te rogamos que concedas que ela, morta para o pecado e viva para a justiça, e sepultada com Cristo na sua morte, crucifique o velho homem e destrua por completo todo o corpo do pecado; e que, assim como é feita participante da morte do teu Filho, seja também participante da sua ressurreição; de modo que, finalmente, com o restante da tua santa Igreja, seja herdeira do teu reino eterno; por Cristo, nosso Senhor. Amém.
O ministro, se julgar conveniente, poderá concluir com uma oração espontânea.
O ministro dirá:
Amados, visto que todos os seres humanos são concebidos e nascidos em pecado (e que o que é nascido da carne é carne, e os que estão na carne não podem agradar a Deus, mas vivem em pecado, cometendo muitas transgressões efetivas), e que o nosso Salvador Cristo diz que ninguém pode entrar no Reino de Deus se não for regenerado e nascido de novo da água e do Espírito Santo, peço a vocês que invoquem a Deus Pai, por nosso Senhor Jesus Cristo, para que, pela sua generosa bondade, conceda a estas pessoas aquilo que por natureza elas não podem ter: que sejam batizadas com água e com o Espírito Santo, recebidas na santa Igreja de Cristo e feitas membros vivos dela.
Então o ministro usará tantas das orações seguintes quantas o tempo permitir, dizendo:
Oremos.
(E aqui toda a congregação se ajoelhará.)
Deus todo-poderoso e eterno, que pela tua grande misericórdia salvaste Noé e a sua família na arca, para que não perecessem pela água; e também conduziste em segurança os filhos de Israel, o teu povo, através do mar Vermelho, figurando com isso o teu santo batismo; e que, pelo batismo do teu amado Filho Jesus Cristo no rio Jordão, santificaste o elemento da água para este santo sacramento: nós te rogamos, pelas tuas infinitas misericórdias, que olhes com misericórdia para estes teus servos; lava-os e santifica-os com o Espírito Santo, para que, livres da tua ira, sejam recebidos na arca da Igreja de Cristo; e, firmes na fé, alegres na esperança e arraigados no amor, atravessem de tal modo as ondas deste mundo agitado que finalmente cheguem à terra da vida eterna, para ali reinar contigo pelos séculos sem fim; por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.
Deus todo-poderoso e imortal, amparo de todos os necessitados, socorro de todos os que fogem para ti em busca de ajuda, vida dos que creem e ressurreição dos mortos: nós te invocamos por estas pessoas, para que, vindo ao teu santo batismo, recebam a remissão dos seus pecados pela regeneração espiritual. Recebe-as, ó Senhor, como prometeste pelo teu amado Filho, dizendo: “Peçam e lhes será dado; busquem e acharão; batam, e a porta será aberta para vocês.” (Mt 7.7) Dá, pois, agora a nós que pedimos; faze que nós que buscamos achemos; abre a porta a nós que batemos, para que estas pessoas desfrutem a bênção eterna do teu lavar celestial e cheguem ao reino eterno que prometeste por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Então o povo se levantará, e o ministro dirá:
Ouçam as palavras do Evangelho escrito por São João, no capítulo terceiro, a partir do primeiro versículo.
“Havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. Este, de noite, foi até Jesus e lhe disse: ‘Rabi, sabemos que o senhor é Mestre vindo da parte de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que o senhor faz, se Deus não estiver com ele.’ Jesus respondeu: ‘Em verdade, em verdade lhe digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus.’ Nicodemos perguntou: ‘Como pode um homem nascer, sendo velho? Será que pode voltar ao ventre materno e nascer uma segunda vez?’ Jesus respondeu: ‘Em verdade, em verdade lhe digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não fique admirado por eu dizer: Vocês precisam nascer de novo. O vento sopra onde quer, você ouve o barulho que ele faz, mas não sabe de onde ele vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito.'” (Jo 3.1-8)
Então o ministro falará às pessoas que vão ser batizadas, desta maneira:
Amados, que vieram até aqui desejando receber o santo batismo: vocês ouviram como a congregação orou para que o nosso Senhor Jesus Cristo se digne recebê-los e abençoá-los, livrá-los dos seus pecados e dar-lhes o Reino dos céus e a vida eterna. E o nosso Senhor Jesus Cristo prometeu, na sua santa Palavra, conceder todas essas coisas pelas quais oramos; e essa promessa ele, da sua parte, com toda a certeza guardará e cumprirá.
Por isso, depois desta promessa feita por Cristo, vocês também, da sua parte, devem prometer fielmente, na presença de toda esta congregação, que renunciarão ao diabo e a todas as suas obras, crerão com constância na santa Palavra de Deus e guardarão com obediência os seus mandamentos.
Então o ministro perguntará às pessoas que vão ser batizadas:
Pergunta. Você renuncia ao diabo e a todas as suas obras, à pompa e à glória vãs do mundo, com todos os desejos cobiçosos dele, e aos desejos carnais da carne, de modo que não os seguirá nem se deixará levar por eles?
Resp. Renuncio a todos eles.
Pergunta. Você crê em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra?
E em Jesus Cristo, seu Filho unigênito, nosso Senhor; e que ele foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; que ressuscitou ao terceiro dia; que subiu ao céu e está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso; e que de lá há de vir outra vez, no fim do mundo, para julgar os vivos e os mortos?
E você crê no Espírito Santo; na santa Igreja católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; e na vida eterna depois da morte?
Resp. Creio firmemente em tudo isso.
Pergunta. Você quer ser batizado nesta fé?
Resp. Este é o meu desejo.
Pergunta. Você guardará então com obediência a santa vontade e os mandamentos de Deus, e andará neles todos os dias da sua vida?
Resp. Procurarei fazê-lo, com a ajuda de Deus.
Então o ministro dirá:
Ó Deus misericordioso, concede que o velho Adão nestas pessoas seja de tal modo sepultado que o novo homem seja ressuscitado nelas. Amém.
Concede que todas as afeições carnais morram nelas, e que tudo o que pertence ao Espírito viva e cresça nelas. Amém.
Concede que elas tenham poder e força para alcançar vitória e triunfar sobre o diabo, o mundo e a carne. Amém.
Concede que elas, aqui dedicadas a ti pelo nosso ofício e ministério, sejam também dotadas de virtudes celestiais e eternamente recompensadas, pela tua misericórdia, ó bendito Senhor Deus, que vives e governas todas as coisas pelos séculos sem fim. Amém.
Deus todo-poderoso e eterno, cujo amadíssimo Filho Jesus Cristo, para o perdão dos nossos pecados, fez sair do seu preciosíssimo lado água e sangue, e deu ordem aos seus discípulos que fossem ensinar todas as nações e batizá-las em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo: atende, nós te rogamos, às súplicas desta congregação, e concede que as pessoas que agora vão ser batizadas recebam a plenitude da tua graça e permaneçam sempre no número dos teus filhos fiéis e eleitos; por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.
A congregação poderá cantar aqui um hino próprio para a ocasião.
Então o ministro tomará pela mão direita cada pessoa que vai ser batizada e, colocando-a junto à pia batismal, como lhe parecer melhor, perguntará o seu nome; e então a mergulhará na água, ou derramará água sobre ela, ou a aspergirá com água, dizendo:
N., eu te batizo em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
Então o ministro dirá:
Visto agora, amados irmãos, que estas pessoas foram admitidas no corpo visível da Igreja de Cristo, demos graças ao Deus todo-poderoso por este benefício e, de comum acordo, façamos a ele as nossas orações, para que elas vivam o resto da sua vida de acordo com este começo.
Então se dirá a Oração do Senhor, todos ajoelhados.
Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofendem. E não nos conduzas à tentação, mas livra-nos do mal. Amém.
Nós te damos graças de todo o coração, Pai misericordiosíssimo, porque te agradou admitir estas pessoas na tua santa Igreja. E humildemente te rogamos que concedas que elas, mortas para o pecado e vivas para a justiça, e sepultadas com Cristo na sua morte, crucifiquem o velho homem e destruam por completo todo o corpo do pecado; e que, feitas participantes da morte do teu Filho, sejam também participantes da sua ressurreição; de modo que, finalmente, com o restante da tua santa Igreja, sejam herdeiras do teu reino eterno; por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Primeiro, os proclamas de todos os que vão se casar devem ser publicados na congregação em três domingos diferentes, durante o culto divino (a menos que se obtenha licença da autoridade competente), dizendo o ministro, da maneira costumeira:
Publico os proclamas de casamento entre M., de ___, e N., de ___. Se algum de vocês souber de causa ou impedimento justo pelo qual estas duas pessoas não devam ser unidas em santo matrimônio, deve declará-lo. Esta é a primeira [segunda, ou terceira] vez que se pergunta.
No dia e na hora marcados para a celebração do matrimônio, estando juntas as pessoas que vão se casar, o homem à direita e a mulher à esquerda, o ministro dirá:
Amados, estamos aqui reunidos à vista de Deus e diante desta congregação para unir este homem e esta mulher em santo matrimônio, que é um estado honroso, instituído por Deus no tempo da inocência do homem, e que nos representa a união mística que existe entre Cristo e a sua Igreja. Este santo estado Cristo adornou e embelezou com a sua presença e com o primeiro milagre que realizou, em Caná da Galileia; e São Paulo o recomenda como digno de honra entre todos. Por isso ninguém deve empreendê-lo nem assumi-lo de modo irrefletido, leviano ou desregrado, para satisfazer as concupiscências e os apetites carnais dos homens, como os animais brutos, que não têm entendimento; mas com reverência, discrição, ponderação, sobriedade e no temor de Deus, considerando devidamente as razões pelas quais o matrimônio foi instituído.
Primeiro, foi instituído para a procriação dos filhos, para serem criados no temor e na disciplina do Senhor e para o louvor do seu santo nome.
Segundo, foi instituído como remédio contra o pecado e para evitar a imoralidade sexual, a fim de que as pessoas que não têm o dom da continência possam casar-se e conservar-se membros puros do corpo de Cristo.
Terceiro, foi instituído para a companhia, a ajuda e o conforto mútuos que um deve ter do outro, tanto na prosperidade como na adversidade.
Neste santo estado vêm agora unir-se estas duas pessoas aqui presentes. Portanto, se alguém puder apresentar alguma causa justa pela qual não possam ser legitimamente unidas, fale agora, ou cale-se para sempre.
E, falando também às pessoas que vão se casar, ele dirá:
Exijo e ordeno a ambos (como hão de responder no terrível dia do juízo, quando os segredos de todos os corações serão revelados) que, se algum de vocês souber de algum impedimento pelo qual não possam ser legitimamente unidos em matrimônio, o confesse agora. Pois tenham bem certeza de que todos os que se unem de forma diferente da que a Palavra de Deus permite não são unidos por Deus, nem é legítimo o seu matrimônio.
Se nenhum impedimento for alegado, o ministro dirá ao homem:
M., você aceita esta mulher como sua esposa, para viverem juntos segundo a ordenança de Deus no santo estado do matrimônio? Você vai amá-la, consolá-la, honrá-la e cuidar dela, na doença e na saúde, e, deixando todas as outras, guardar-se somente para ela, enquanto ambos viverem?
O homem responderá:
Sim, aceito.
Então o ministro dirá à mulher:
N., você aceita este homem como seu marido, para viverem juntos segundo a ordenança de Deus no santo estado do matrimônio? Você vai obedecer-lhe, servi-lo, amá-lo, honrá-lo e cuidar dele, na doença e na saúde, e, deixando todos os outros, guardar-se somente para ele, enquanto ambos viverem?
A mulher responderá:
Sim, aceito.
Então o ministro fará que o homem tome com a mão direita a mão direita da mulher e diga depois dele, como segue:
Eu, M., recebo você, N., como minha esposa, para ter e conservar, deste dia em diante, nos dias bons e nos maus, na riqueza e na pobreza, na doença e na saúde, para amar e cuidar, até que a morte nos separe, segundo a santa ordenança de Deus; e para isso lhe empenho a minha fé.
Então soltarão as mãos, e a mulher, tomando com a mão direita a mão direita do homem, dirá do mesmo modo depois do ministro:
Eu, N., recebo você, M., como meu marido, para ter e conservar, deste dia em diante, nos dias bons e nos maus, na riqueza e na pobreza, na doença e na saúde, para amar, cuidar e obedecer, até que a morte nos separe, segundo a santa ordenança de Deus; e para isso lhe dou a minha fé.
Então o ministro dirá:
Oremos.
Ó Deus eterno, Criador e Preservador de toda a humanidade, doador de toda graça espiritual, autor da vida eterna: envia a tua bênção sobre estes teus servos, este homem e esta mulher, que abençoamos em teu nome; para que, assim como Isaque e Rebeca viveram juntos com fidelidade, também estas pessoas cumpram e guardem com segurança o voto e a aliança feitos entre si, permaneçam sempre juntas em perfeito amor e paz e vivam segundo as tuas leis; por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.
Então o ministro unirá as mãos direitas deles e dirá:
Aqueles que Deus uniu, ninguém separe.
Então o ministro falará ao povo:
Visto que M. e N. consentiram juntos no santo matrimônio, e o testemunharam diante de Deus e desta assembleia, e para isso empenharam a sua fé um ao outro, e o declararam unindo as mãos, eu os declaro marido e mulher, em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
E o ministro acrescentará esta bênção:
Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo os abençoe, preserve e guarde; o Senhor olhe para vocês com misericórdia e favor, e os encha de tal modo de toda bênção e graça espiritual, que vocês vivam juntos nesta vida de tal maneira que no mundo vindouro tenham a vida eterna. Amém.
Então o ministro dirá:
Senhor, tem misericórdia de nós.
Resp. Cristo, tem misericórdia de nós.
Ministro. Senhor, tem misericórdia de nós.
Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofendem. E não nos conduzas à tentação, mas livra-nos do mal. Amém.
Ministro. Ó Senhor, salva o teu servo e a tua serva;
Resp. e que eles ponham em ti a sua confiança.
Ministro. Ó Senhor, envia-lhes socorro do teu santo lugar;
Resp. e defende-os sempre.
Ministro. Sê para eles uma torre forte
Resp. diante do inimigo.
Ministro. Ó Senhor, ouve a nossa oração;
Resp. e chegue a ti o nosso clamor.
Ministro.
Ó Deus de Abraão, Deus de Isaque, Deus de Jacó, abençoa estes teus servos e semeia a semente da vida eterna no coração deles, para que tudo o que com proveito aprenderem na tua santa Palavra eles de fato cumpram. Olha, ó Senhor, com misericórdia para eles desde o céu e abençoa-os. E, assim como enviaste a tua bênção sobre Abraão e Sara, para grande conforto deles, digna-te enviar a tua bênção sobre estes teus servos, para que, obedecendo à tua vontade e estando sempre seguros sob a tua proteção, permaneçam no teu amor até o fim da vida; por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.
A oração seguinte será omitida quando a mulher já tiver passado da idade de ter filhos.
Ó Senhor misericordioso e Pai celestial, por cujo dom gracioso a humanidade se multiplica: nós te rogamos que assistas com a tua bênção estas duas pessoas, para que sejam fecundas na procriação de filhos e também vivam juntas por tanto tempo em amor piedoso e honestidade que vejam os seus filhos criados de modo cristão e virtuoso, para o teu louvor e honra; por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.
Ó Deus, que pelo teu grande poder fizeste todas as coisas do nada; que também (depois de pôr em ordem as outras coisas) determinaste que do homem (criado à tua imagem e semelhança) a mulher tivesse o seu começo; e que, unindo-os, ensinaste que nunca seria lícito separar aqueles que tu, pelo matrimônio, fizeste um só: ó Deus, que consagraste o estado do matrimônio a um mistério tão excelente que nele se significa e representa o casamento espiritual e a unidade entre Cristo e a sua Igreja, olha com misericórdia para estes teus servos, para que este homem ame a sua esposa, segundo a tua Palavra (como Cristo amou a sua esposa, a Igreja, e se entregou por ela, amando-a e cuidando dela como da sua própria carne), e também para que esta mulher seja amorosa e amável, fiel e obediente ao seu marido, e, em toda tranquilidade, sobriedade e paz, siga o exemplo das santas e piedosas mulheres de outrora. Ó Senhor, abençoa a ambos e concede-lhes herdar o teu reino eterno; por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.
Então o ministro dirá:
O Deus todo-poderoso, que no princípio criou os nossos primeiros pais, Adão e Eva, e os santificou e uniu em casamento, derrame sobre vocês as riquezas da sua graça, os santifique e abençoe, para que vocês lhe agradem no corpo e na alma e vivam juntos em santo amor até o fim da vida. Amém.
A coleta.
Deus todo-poderoso e eterno, Criador da humanidade, que corriges aqueles a quem amas e castigas todo aquele a quem recebes: nós te rogamos que tenhas misericórdia deste teu servo, visitado pela tua mão, e lhe concedas suportar com paciência a sua doença e recuperar a saúde do corpo, se for da tua graciosa vontade; e que, sempre que a sua alma partir do corpo, seja apresentada a ti sem mancha; por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.
A Epístola. Hb 12.5-6.
“Filho meu, não despreze a correção que vem do Senhor, nem desanime quando você é repreendido por ele; porque o Senhor corrige a quem ama e castiga todo filho a quem aceita.” (Hb 12.5-6)
O Evangelho. Jo 5.24.
“Em verdade, em verdade lhes digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” (Jo 5.24)
Depois disso o presbítero prosseguirá segundo a forma prescrita acima para a Santa Comunhão, começando na Confissão Geral.
Na hora da distribuição do santo sacramento, o presbítero receberá primeiro ele mesmo a Comunhão, e depois a ministrará aos que foram designados para comungar com o enfermo, e por último ao enfermo.
O ministro, indo ao encontro do corpo e caminhando à frente dele, dirá:
“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. E todo o que vive e crê em mim não morrerá eternamente.” (Jo 11.25-26)
“Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Eu o verei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros.” (Jó 19.25-27)
“Porque nada trouxemos para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele.” (1Tm 6.7) “O Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 1.21)
Então se lerá o Salmo 90.
Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração.
Antes que os montes nascessem e tu formasses a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus.
Tu reduzes o ser humano ao pó e dizes: “Voltem ao pó, filhos dos homens.”
Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite.
Tu os arrastas na torrente; são como um sono. São como a relva que floresce de madrugada;
de madrugada, viceja e floresce; à tarde, murcha e seca.
Pois somos consumidos pela tua ira e pelo teu furor, conturbados.
Puseste as nossas iniquidades diante de ti e, sob a luz do teu rosto, os nossos pecados ocultos.
Pois todos os nossos dias se passam na tua ira; acabam-se os nossos anos como um breve pensamento.
Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos.
Quem conhece o poder da tua ira? E a tua cólera, segundo o temor que te é devido?
Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.
Volta-te, Senhor! Até quando estarás indignado? Tem compaixão dos teus servos.
Sacia-nos de manhã com a tua bondade, para que cantemos de júbilo e nos alegremos todos os nossos dias.
Alegra-nos por tantos dias quantos nos tens afligido, por tantos anos quantos suportamos a adversidade.
Aos teus servos apareçam as tuas obras, e a seus filhos, a tua glória.
Seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus; confirma sobre nós as obras das nossas mãos, sim, confirma a obra das nossas mãos. (Sl 90.1-17)
Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo;
como era no princípio, é agora e sempre será, por todos os séculos. Amém.
Então se seguirá a lição tirada do capítulo décimo quinto da primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios.
“Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo. Cada um, porém, na sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda. E então virá o fim, quando ele entregar o Reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. Porque é necessário que ele reine até que tenha posto todos os inimigos debaixo dos seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. Porque ‘ele sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés’. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente exclui aquele que tudo lhe sujeitou. Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.
De outra maneira, que farão os que se batizam por causa dos mortos? Se de fato os mortos não ressuscitam, por que se batizam por causa deles? E por que também nós nos expomos a perigos a toda hora? Dia após dia, morro! Eu afirmo isso, irmãos, pelo orgulho que tenho de vocês, em Cristo Jesus, nosso Senhor. Se, como homem, lutei em Éfeso contra feras, qual foi o meu proveito? Se os mortos não ressuscitam, ‘comamos e bebamos, porque amanhã morreremos’. Não se enganem: ‘As más companhias corrompem os bons costumes.’ Voltem à sobriedade, como convém, e não pequem. Porque alguns ainda não têm conhecimento de Deus. Digo isto para vergonha de vocês.
Mas alguém dirá: ‘Como é que os mortos ressuscitam? E com que corpo virão?’ Insensato! O que você semeia não nasce, se primeiro não morrer. E, quando semeia, você não semeia o corpo que há de ser, mas o simples grão, como de trigo ou de qualquer outra semente. Mas Deus lhe dá corpo como ele quer dar e a cada uma das sementes dá o seu corpo apropriado. Nem toda carne é a mesma; porém uma é a carne dos seres humanos; outra, a dos animais; outra, a das aves; e outra, a dos peixes. Também há corpos celestiais e corpos terrestres; e, sem dúvida, uma é a glória dos celestiais, e outra, a dos terrestres. Uma é a glória do sol; outra, a glória da lua; e outra, a das estrelas. Porque até entre estrela e estrela há diferenças de glória.
Pois assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder. Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual. Pois assim está escrito: ‘O primeiro homem, Adão, se tornou um ser vivente.’ Mas o último Adão é espírito vivificante. O que vem primeiro não é o espiritual, e sim o natural; depois vem o espiritual. O primeiro homem, formado do pó da terra, é terreno; o segundo homem é do céu. Como foi o homem terreno, assim também são os demais que são feitos do pó da terra; e, como é o homem celestial, assim também são os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do homem terreno, traremos também a imagem do homem celestial.
Com isto quero dizer, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis que vou lhes revelar um mistério: nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade e o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: ‘Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão?’ O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sejam firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o trabalho de vocês não é vão.” (1Co 15.20-58)
Junto à sepultura, quando o corpo for posto na terra, o ministro dirá:
“O ser humano, nascido de mulher, vive breve tempo, cheio de inquietação. Nasce como a flor e murcha; foge como a sombra e não permanece.” (Jó 14.1-2)
No meio da vida estamos na morte. De quem podemos buscar socorro, senão de ti, ó Senhor, que com justiça te desagradas dos nossos pecados?
Contudo, ó Senhor Deus santíssimo, ó Senhor todo-poderoso, ó santo e misericordiosíssimo Salvador, não nos entregues às dores amargas da morte eterna.
Tu conheces, Senhor, os segredos do nosso coração; não feches os teus ouvidos misericordiosos às nossas orações; mas poupa-nos, Senhor santíssimo, ó Deus todo-poderoso, ó santo e misericordioso Salvador, tu, digníssimo Juiz eterno: não permitas que, na nossa última hora, por dor alguma da morte, nos afastemos de ti.
Então se dirá:
“Então ouvi uma voz do céu, dizendo: ‘Escreva: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor.’ ‘Sim’, diz o Espírito, ‘para que descansem das suas fadigas…'” (Ap 14.13)
Então o ministro dirá:
Senhor, tem misericórdia de nós.
Cristo, tem misericórdia de nós.
Senhor, tem misericórdia de nós.
Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofendem. E não nos conduzas à tentação, mas livra-nos do mal. Amém.
A coleta.
Ó Deus misericordioso, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que é a ressurreição e a vida, em quem todo aquele que crê viverá, ainda que morra, e todo aquele que vive e nele crê não morrerá eternamente: humildemente te rogamos, ó Pai, que nos ressuscites da morte do pecado para a vida da justiça, para que, quando partirmos desta vida, descansemos nele; e, na ressurreição geral, no último dia, sejamos achados aceitáveis aos teus olhos e recebamos a bênção que o teu amado Filho então pronunciará a todos os que te amam e temem, dizendo: “Venham, benditos filhos de meu Pai, recebam o reino preparado para vocês desde a fundação do mundo.” Concede isto, nós te rogamos, ó Pai misericordioso, por Jesus Cristo, nosso Mediador e Redentor. Amém.
A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vocês, para sempre. Amém. (2Co 13.13)