Capítulo VIII

A fé1

Páginas 135 a 144 da edição de 1835

Providenciar um Salvador e os meios de salvação é a parte de Deus; aceitar esse Salvador, tomando posse da esperança que nos é proposta, é a nossa. Os que recusam o caminho e os meios de salvação têm de perecer; os que aceitam o grande Sacrifício da Aliança não podem perecer, mas terão a vida eterna.

Um dos males menores que acompanham a incredulidade é que ela age não só em oposição a Deus, mas também de modo incoerente consigo mesma. Recebe as Escrituras em bloco e reconhece que vieram por inspiração divina, mas não crê em nenhuma parte separadamente. Para ela, o todo é verdadeiro, mas nenhuma parte é verdadeira. A própria falta de razão dessa conduta mostra que o seu princípio veio de baixo, ainda que não houvesse outras provas contra ela.

“Quem crer no meu Filho Jesus será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (cf. Mc 16.16). Esse é o propósito final de Deus; esse propósito ele nunca mudará; e ele o declarou plenamente no evangelho eterno. Esse é o grande decreto de reprovação e eleição.

Quem não quer crer enquanto não receber o que chama de uma razão para isso provavelmente nunca terá a sua alma salva. A razão mais alta e mais soberana que se pode dar para crer é que Deus o ordenou.

Deus tem o direito de ser crido só pela sua palavra, e é ímpio, depois de estarmos convencidos de que é a palavra dele, exigir um sinal ou uma garantia do seu cumprimento.

Não é a fé dom de Deus (Ef 2.8)? Sim, quanto à graça pela qual ela é produzida. Mas a graça ou o poder de crer e o ato de crer são duas coisas diferentes. Sem a graça ou o poder de crer, ninguém jamais creu nem pode crer; mas, com esse poder, o ato de fé é da própria pessoa. Deus nunca crê por ninguém, assim como não se arrepende por ninguém. O penitente, capacitado por essa graça, crê por si mesmo. E também não crê de modo necessário ou forçado quando tem esse poder: o poder de crer pode estar presente muito tempo antes de ser exercido. Se não fosse assim, por que as advertências solenes que encontramos em toda parte na palavra de Deus, e as ameaças contra os que não creem? Não é isso prova de que essas pessoas têm o poder, mas não o usam? Elas não creem e, por isso, não permanecem (Is 7.9). Este, portanto, é o verdadeiro estado da questão: Deus dá o poder; o ser humano usa o poder assim dado e dá glória a Deus. Sem o poder, ninguém pode crer; com ele, qualquer um pode.

Cristo nunca diz: “Creia agora para uma salvação de que você precisa agora, e eu a darei a você em algum tempo futuro”. A salvação que se espera por obras ou por sofrimentos tem de ser necessariamente futura, porque é preciso tempo para trabalhar ou sofrer. Mas a salvação que é pela fé tem de ser para o momento presente. Por esta simples razão ela é pela fé: para que Deus seja manifestado e honrado; e não por obras nem por sofrimentos, para que ninguém se glorie (Ef 2.9). Dizer que, embora seja pela fé, ela pode e deve ser adiada em muitos casos (mesmo quando a pessoa vem com a humildade mais genuína, a contrição mais profunda e a fé mais viva no sangue do Cordeiro) é dizer que ainda é preciso fazer alguma coisa, ou da parte da pessoa, ou da parte de Deus, para obtê-la. E nenhuma dessas duas afirmações tem verdade alguma.

Em Cristo Deus sempre se agrada: em tudo o que ele fez, em tudo o que sofreu e no fim e no propósito para os quais viveu, sofreu e morreu. Por consequência, ele se agrada de distribuir aos seres humanos os benefícios do seu sacerdócio e da sua oferta sacrificial. Deus não precisa de súplicas para ser levado a perdoar e salvar. Ele está infinitamente disposto a fazê-lo e tem uma razão infinita para essa disposição. Esse é um grande princípio da teologia e um forte encorajamento da fé. Quem crê que Deus está assim disposto a salvar a sua alma, e pelas razões acima mencionadas, não pode sentir nem relutância nem dificuldade em vir ao trono da graça para alcançar misericórdia. Todas as dificuldades sobre a doutrina da fé surgiram de não se considerar esse princípio. E é doloroso e vergonhoso ver a que tamanho e a que número essas dificuldades foram levadas. Casos de consciência, casos de dúvida, motivos para a fé, encorajamentos para crentes fracos etc. foram multiplicados por pregadores sistemáticos e por negociantes de compêndios de teologia [N. do T.: no original, Bodies of Divinity, título comum dos tratados de teologia sistemática da época], para grande perturbação da igreja de Deus e confusão das almas simples. E isso acontece por não conhecerem ou não atenderem ao princípio exposto acima. Nada seria mais claro do que o caminho da salvação pela fé em Cristo, se ele não tivesse sido embaraçado, bloqueado ou destruído pelos sistemas inúteis dos homens.

Considerando as circunstâncias e o perigo do ser humano, não é estranho que a fé seja tão pouco exercida e não seja, por assim dizer, a mais popular de todas as graças cristãs? E não é uma das ciladas do diabo que o persuade de que o exercício dessa graça é o mais difícil de todos e, em suma, quase impossível sem um poder miraculoso? Daí o dito: “Não podemos crer, assim como não podemos fazer um mundo”. Admite-se de bom grado que sem Deus não podemos fazer nada. Mas, assim como ele nos dá o poder de discernir, de nos arrepender, de esperar, de amar e de obedecer, também nos dá o poder de crer, e a nós cabe o uso ou o exercício desse poder. Ele não discerne, não se arrepende, não espera, não ama nem obedece por nós, assim como não crê por nós. Usando a graça que ele dá, nós discernimos, nos arrependemos, esperamos, cremos, amamos e obedecemos. Sem a graça, não podemos fazer nada; sem o uso cuidadoso da graça, a graça de nada nos aproveita. Para cada dever prescrito, Deus fornece a graça necessária. A ajuda está sempre à mão, mas não somos cooperadores com ele; por isso, em geral, recebemos em vão a graça de Deus (2Co 6.1). E, para desculpar a nossa negligência, a nossa preguiça e a nossa incredulidade, exclamamos: “Não podemos fazer nada!”, “Não temos força!”, “Não podemos crer, assim como não podemos fazer um mundo!”. O nosso adversário sabe muito bem tirar proveito de tais ditos, e, na verdade, eles são fruto das suas próprias tentações. Por isso o seu interesse é nos persuadir de que são todos verdades incontestáveis! Como é estranho, como é vergonhoso, que as palavras do diabo, as palavras perversas de um mundo mentiroso e as máximas antinomianas de igrejas caídas ou de cristãos caídos sejam cridas sem reserva, enquanto as palavras do Deus vivo não recebem crédito! Ele nos ordena crer, repreende-nos pela nossa incredulidade, diz-nos que, se não crermos, não permaneceremos; afirma que quem não crê faz de Deus um mentiroso (1Jo 5.10); proclama a salvação pela fé; e conclui a refutação das nossas falas incrédulas com isto: “Quem, porém, não crer será condenado”. Ora, tudo isso supõe que ele nos dá a força e que nós não a usamos. A palavra de quem é tão digna de crédito quanto a palavra de Deus? E a palavra de quem recebe menos crédito? Muitos se oferecem para crer onde não há promessa nenhuma: conseguem crer que não podemos ser salvos de todo pecado nesta vida, que seremos salvos no momento da morte e que há um estado intermediário de purgatório, onde poderemos ser purificados, por fogo penal, de vícios que o sangue de Jesus não pôde ou não chegou a purificar e que o Espírito todo-poderoso de juízo e de ardor (Is 4.4) não consumiu ou não pôde consumir. [N. do T.: Clarke segue a King James, spirit of burning; a NAA traz “Espírito purificador”.] Mas, onde há preciosas e mui grandes promessas (2Pe 1.4), que em Deus são “sim” e em Cristo “amém” (2Co 1.20), mal conseguem crer em alguma coisa! Como é abominável essa conduta! Como é ofensiva a Deus! Como é destruidora para a alma! Não admira que muitos dos nossos melhores escritores antigos tenham clamado tanto contra ela, chamando a incredulidade de “o pecado que condena” por excelência, aquele que prende à alma todos os outros pecados. As pessoas podem tratar a palavra de Deus como quiserem, mas estas verdades de Deus permanecerão para sempre: “Quem crer será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (cf. Mc 16.16), e “Ele é escudo para os que nele confiam” (Pv 30.5).

Muitos tocam em Jesus e não são curados por ele. A razão é que não o tocam pela fé, com o senso das suas necessidades e a convicção da capacidade e da disposição dele para salvá-los (Lc 8.44-46). A fé leva à alma a virtude de Cristo, e a saúde espiritual é a consequência imediata dessa virtude recebida.

Cristo não se revela a almas incrédulas e desobedientes.

Sem fé, Jesus não faz nada pela alma das pessoas hoje, assim como não fazia pelo corpo delas nos dias da sua carne.

A fé não leva em conta as impossibilidades aparentes onde há um mandamento e uma promessa de Deus. O esforço para crer é muitas vezes a própria fé pela qual a alma é curada.

A fé parece pôr nas mãos humanas o poder todo-poderoso de Deus, ao passo que a incredulidade parece amarrar as mãos do próprio Todo-Poderoso.

Muitos esperam mais fé sem usar a que têm. É tão possível esconder esse talento quanto qualquer outro.

O grande sacrifício oferecido por Cristo é uma razão infinita para que o pecador arrependido espere encontrar a misericórdia que suplica.

Uma fé fraca vive desejando sinais e milagres. Tomar Cristo pela palavra revela não só a perfeição da fé, mas também o exercício mais alto da razão sadia. Ele deve ser crido pela sua própria palavra, porque é “a verdade” (Jo 14.6) e, por isso, não pode mentir nem enganar.

Há graus na fé, assim como nas outras graças do Espírito. Uma fé pequena pode ser a semente de uma grande fé e, por isso, não deve ser desprezada. Mas muitos que deveriam ser fortes na fé têm dela uma pequena medida, porque ou cedem ao pecado ou não cuidam de aproveitar o que Deus já lhes deu.

Obter um aumento de fé é obter um aumento de cada graça que constitui o modo de pensar que havia em Jesus (Fp 2.5) e que prepara plenamente para o gozo do reino de Deus.

Quem tem fé atravessará toda dificuldade e toda perplexidade; diante dele, os montes se tornarão montículos, ou planícies (Mt 17.20).

A incredulidade e a desobediência estão tão intimamente ligadas que a mesma palavra, nos Escritos Sagrados, muitas vezes serve para as duas. [N. do T.: Clarke provavelmente se refere ao grego apeítheia (e ao verbo apeithéō), que pode significar tanto incredulidade quanto desobediência.]

Por que a nossa alma não está completamente curada? Por que nem todo demônio foi expulso? Por que o orgulho, a vontade própria, o amor ao mundo, a luxúria, a ira, a impaciência e todas as outras más disposições e inclinações que constituem a mente de Satanás não foram inteiramente destruídos? Ai! É porque não cremos. Jesus pode; mais ainda, Jesus quer. Mas nós não queremos abrir mão dos nossos ídolos; não damos crédito à sua palavra. Por isso o pecado tem existência em nós e domínio sobre nós.

Muitos, dando ouvidos à linguagem da incredulidade, perderam a linguagem do louvor e da ação de graças por meses, se não por anos.

Haveria mais milagres, ao menos de cura espiritual, se houvesse mais fé entre os que são chamados crentes.

Como é que a fé no poder e na bondade de Deus é tão raramente exercida? Nada temos, porque não pedimos (Tg 4.2). A nossa experiência da sua bondade é estreita, porque oramos pouco e cremos menos ainda. Aos homens santos da antiguidade, o objeto da fé foi revelado de modo mais obscuro do que a nós, e eles tinham menos ajudas para a sua fé; no entanto, creram mais e testemunharam manifestações maiores do poder e da misericórdia do seu Criador. Leitor, tenha fé em Deus! E saiba que, para despertar, exercitar e coroar essa fé, ele lhe deu a sua palavra e o seu Espírito. E aprenda que sem ele você não pode fazer nada (Jo 15.5).

Cristo só habita no coração pela fé; a fé só vive pelo amor; e o amor só continua pela obediência. Quem crê ama, e quem ama obedece. Quem obedece ama; quem ama crê; quem crê tem em si mesmo o testemunho (1Jo 5.10); quem tem esse testemunho tem Cristo no coração, a esperança da glória (Cl 1.27); e quem crê, ama e obedece tem Cristo no coração e é uma pessoa de oração.

Nunca encontraremos uma sequência de vida piedosa e desinteressada sem verdadeira fé. E nunca encontraremos verdadeira fé sem uma vida assim. Podemos ver obras de aparente benevolência sem fé; o seu princípio é a ostentação, e, enquanto puderem ter a recompensa que buscam (o aplauso humano), podem continuar. Mas a experiência de toda a humanidade mostra como essas obras duram pouco: falta-lhes tanto princípio quanto impulso; duram algum tempo, mas logo murcham. Onde há verdadeira fé, ali está Deus: o seu Espírito dá vida, e o seu amor oferece motivos para ações justas. O uso de qualquer princípio divino leva ao seu aumento. Quanto mais alguém exerce a fé em Cristo, mais capacitado fica para crer; quanto mais crê, mais recebe; e, quanto mais recebe, mais capaz fica de trabalhar para Deus. A obediência é o seu prazer, porque o amor a Deus e ao próximo é o elemento em que a sua alma vive. Leitor, você professa crer: mostre a sua fé, a Deus e aos outros, por uma vida conforme à lei do Reino (Tg 2.8), que sempre dá liberdade e confere dignidade (Tg 1.25).

A fé e a esperança entrarão na glória eterna tão necessariamente quanto o amor (1Co 13.13). As perfeições de Deus são absolutas na sua natureza, infinitas em número e eternas em duração. Por mais alta, gloriosa ou sublime que a alma possa ser naquele estado eterno, ela sempre será, em relação a Deus, limitada nas suas faculdades, e terá de ser aperfeiçoada e ampliada pelas comunicações do Ser Supremo. Por isso terá na natureza de Deus glórias infinitas para apreender pela fé, antecipar pela esperança e desfrutar pelo amor.

Pela natureza das perfeições divinas, deve haver nelas glórias infinitas que serão objeto de fé para os espíritos sem corpo, porque é impossível que sejam conhecidas por experiência ou por posse por qualquer criatura. Mesmo no céu dos céus, em relação às excelências infinitas e eternas de Deus, andaremos por fé e não pelo que vemos (2Co 5.7). Daremos crédito à existência nele de glórias infinitas e ilimitadas que, pela sua natureza absoluta e infinita, têm de ser incomunicáveis. E, assim como a própria natureza da alma mostra que ela é capaz de crescimento e aperfeiçoamento eternos, as comunicações da Divindade que hão de produzir esse crescimento e realizar esse aperfeiçoamento têm de ser objeto de fé para o espírito puro. E, se são objeto de fé, são por consequência objeto de esperança. Pois, como a esperança é “a expectativa de um bem futuro”, é inseparável da natureza da alma não poder saber da existência de algum bem alcançável sem fazê-lo imediatamente objeto de desejo ou esperança. E não é isso que constituirá a felicidade eterna e progressiva do espírito imortal? Isto é: saber, pelo que já recebeu, que há infinitamente mais para receber, e desejar ser posto na posse de todo bem comunicável que sabe existir.

Assim como a fé avança para contemplar, a esperança avança para desejar, e Deus continua a comunicar. Cada comunicação abre caminho para outra, preparando a alma para um gozo maior, e esse gozo tem de produzir amor. Dizer que a alma não pode ter nem fé nem esperança num estado futuro é dizer que, assim que entra no céu, ela é tão feliz quanto pode ser. E isso equivale a excluir todo crescimento no estado eterno e todas as manifestações e comunicações progressivas de Deus; e, por consequência, a fixar um espírito, que é feito de desejos infinitos, num estado de mesmice eterna, no qual ele teria de ser muito mudado na sua constituição para encontrar satisfação sem fim.

Para resumir o raciocínio sobre este assunto, julgo necessário observar: 1. Que o termo “fé” deve ser tomado aqui no sentido geral da palavra, como a crença que a alma tem da infinita suficiência e bondade de Deus, em consequência das manifestações que ele fez de si mesmo e dos seus propósitos, quer pela revelação, quer diretamente pelo seu Espírito. Ora, sabemos que Deus se revelou não só em relação a este mundo, mas também em relação à eternidade, e grande parte da nossa fé se ocupa de coisas que dizem respeito ao mundo eterno e aos gozos daquele estado. 2. Que a esperança deve ser tomada na sua acepção comum, a expectativa de um bem futuro, expectativa que se funda necessariamente na fé, assim como a fé se funda no conhecimento. Deus dá uma revelação que diz respeito aos dois mundos e contém preciosas e mui grandes promessas relativas a ambos. Cremos no que ele disse com base na sua veracidade, e esperamos desfrutar as bênçãos prometidas nos dois mundos, porque quem fez a promessa é fiel (Hb 10.23). 3. Como as promessas se referem aos dois mundos, também a fé e a esperança, de que essas promessas são objeto, têm de se referir a ambos. 4. Os gozos do mundo eterno são todos espirituais e têm de proceder diretamente do próprio Deus. 5. Deus, na plenitude das suas excelências, é tão incompreensível para um espírito glorificado quanto para um espírito que habita em carne e sangue. 6. Toda natureza intelectual criada é capaz de aperfeiçoamento eterno. 7. Se ver a Deus tal como ele é for essencial à felicidade eterna dos espíritos bem-aventurados, então as revelações que ele faz de si mesmo têm de ser graduais, já que é impossível que uma Natureza infinita e eterna se manifeste de outro modo a uma natureza criada e limitada. 8. Como as perfeições de Deus são infinitas, podem ser manifestadas eternamente, e, depois de todas as manifestações, ainda há de restar uma infinidade de perfeições a serem mostradas. 9. Como toda alma que tem alguma noção correta de Deus tem de saber que ele possui todas as perfeições possíveis, essas perfeições, sendo objeto de conhecimento, têm de ser objeto de fé. 10. Todo espírito santo se sente possuído de desejos ilimitados pelo gozo do bem espiritual, e a fé na bondade infinita de Deus implica necessariamente que ele satisfará todo desejo que despertou. 11. O poder de satisfazer, no Ser divino, e a capacidade de ser satisfeito, no espírito imortal, despertarão necessariamente desejos contínuos; e esses desejos, com base na evidência da fé, produzirão necessariamente esperança, que é a expectativa de um bem futuro. 12. Todas as perfeições possíveis em Deus são objeto de fé, e a comunicação de toda bem-aventurança possível é objeto de esperança. 13. A fé avança para apreender, e a esperança para antecipar, à medida que Deus continua a revelar as suas glórias e perfeições sem limites. 14. Assim reveladas e desejadas, a sua influência é comunicada; o amor as possui e é despertado e aumentado pela comunicação. 15. Quanto às que já foram comunicadas, a fé e a esperança cessam e avançam para novas apreensões e antecipações, enquanto o amor continua a reter e desfrutar o todo. 16. Assim se mantém um interesse eterno, e bênçãos infinitas, numa sucessão sem fim, são apreendidas, antecipadas e desfrutadas.

Notas de Samuel Dunn

1. “Para uma definição completa da fé, consulte-se o excelente comentário do Doutor a Hebreus 11.1. S. D.” ↩

Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo Ildo Mello.
Texto original em domínio público: Adam Clarke, Christian Theology, selecionada e organizada por Samuel Dunn (Londres, Thomas Tegg and Son, 1835), exemplar digitalizado pelo Google (Universidade de Illinois). Citações bíblicas na Nova Almeida Atualizada (NAA).