A opinião de que se podem recolher, por indução racional a partir das obras e do governo de Deus, informações suficientes sobre a vontade e os propósitos dele a respeito do homem atribui demasiado ao poder da razão humana e às circunstâncias em que, nesse caso, ela teria necessariamente de começar a exercer-se.
A razão humana tem de ser tomada tal como de fato é: uma faculdade fraca e sujeita a erro, e passível de ter suas operações suspensas ou perturbadas pela influência de princípios viciosos e do apego às coisas terrenas; nenhuma dessas duas coisas pode ser negada, por mais diferentes que sejam as explicações que se deem delas.
Outra consideração importante é que o exercício da razão é limitado por nosso conhecimento; em outras palavras, ela precisa ser provida de assuntos que possa ordenar, comparar e julgar, pois seu poder não se estende além daquilo que ela concebe com clareza.
Do fato de muitas doutrinas da religião e muitas regras da moral produzirem convicção clara e decidida no juízo logo que são propostas, não se segue que elas tenham sido descobertas, em primeira instância, por indução racional; assim como não se segue que as grandes e simples verdades da filosofia, trazidas à luz pelos esforços de homens de mente superior, estivessem ao alcance dos entendimentos comuns só porque, depois de reveladas por quem fez a descoberta, conquistaram imediatamente o assentimento de quase todos a quem foram propostas. Os próprios primeiros princípios do que se chama religião natural1 são provavelmente desse tipo. A razão do homem, ainda que lhes dê assentimento e ainda que a demonstração deles seja agora fácil, pode estar em dívida, até mesmo por eles, com a revelação de uma mente superior, e essa mente, a mente de Deus.2
Isso se torna tanto mais provável porque os grandes princípios de toda religião (a existência de Deus, a imortalidade da alma humana, a responsabilidade do homem, a qualidade boa ou má das ações morais mais importantes) não foram apresentados por nenhum dos que escreveram sobre eles, por nenhum legislador, poeta ou sábio da antiguidade, por mais antigo que seja, como descobertas feitas por eles no curso de uma investigação racional; mas se fala deles como de coisas comumente conhecidas entre os homens, que eles se propõem defender, explicar, demonstrar ou negar, conforme suas respectivas opiniões. Ainda que deixemos de lado a inspiração dos escritos de Moisés, eles merecem respeito como os registros mais antigos do mundo e como expressão das opiniões religiosas das primeiras épocas; mas Moisés em parte alguma alega ser o autor de qualquer dessas verdades fundamentais. O livro de Gênesis começa com as palavras: “No princípio, Deus criou os céus e a terra” (Gn 1.1); mas aqui o termo “Deus” é usado com familiaridade, e se dá por certo que tanto o nome quanto a ideia que ele transmite eram comumente aceitos pelo povo para quem Moisés escrevia.
O mesmo escritor apresenta a história de épocas muito anteriores à sua e mostra os patriarcas da raça humana conversando uns com os outros, conversas em que os temas principais da religião e da moral surgem muitas vezes de passagem; mas nunca nos são apresentados em forma de discussão. Nenhum patriarca, por mais remota que seja sua antiguidade, se apresenta como o descobridor desses primeiros princípios, ainda que pudesse ser, como Noé, “pregador da justiça” (2Pe 2.5) fundada sobre eles. Moisés menciona os antediluvianos que foram inventores das artes de trabalhar os metais e de fabricar e tocar instrumentos musicais; mas não apresenta ninguém como inventor de qualquer ramo da ciência moral ou religiosa, embora estes sejam tanto mais importantes para a humanidade.
Para maior esclarecimento, pode-se observar que, de fato, as concepções sobre os assuntos que acabamos de mencionar que, desde que se deu a revelação cristã, parecem mais claras e satisfatórias à razão de todos os teístas sóbrios não se encontraram em parte alguma desde os tempos patriarcais, exceto nas Escrituras, que se apresentam como a reunião das verdadeiras tradições e revelações religiosas de todas as épocas, ou entre aqueles cuja razão tirou dessas revelações os princípios sobre os quais fundar suas inferências.
Em geral, consideramos uma verdade fácil e convincentemente demonstrada que existe um Deus; e, no entanto, muitos dos filósofos da antiguidade falam com dúvida sobre esse ponto, e alguns deles o negaram. Em nossos dias, não apenas alguns filósofos especulativos do mundo pagão, mas os muitos milhões da raça humana que professam a religião de Buda não só negam uma Causa Primeira suprema, como argumentam com sutileza e veemência contra essa doutrina.
Sentimos que nossa razão repousa com plena satisfação na doutrina de que todas as coisas foram criadas por um único Ser eterno e existente por si mesmo; mas os filósofos gregos sustentavam que a matéria coexistia eternamente com Deus. Essa era a opinião de Platão, que foi chamado o Moisés dos filósofos. Em todo o Timeu, Platão supõe duas causas eternas e independentes de todas as coisas: uma, aquela pela qual todas as coisas são feitas, que é Deus; a outra, aquela de que todas as coisas são feitas, que é a matéria. O dr. Cudworth tentou em vão livrar Platão dessa acusação. O erudito dr. Thomas Burnet, que conhecia bem as opiniões dos antigos, diz que “as escolas jônica, pitagórica, platônica e estoica concordavam todas em afirmar a eternidade da matéria; e que a doutrina de que a matéria foi criada do nada parece ter sido desconhecida dos filósofos, e é uma de que eles não tinham noção alguma”. Aristóteles afirmou a eternidade do mundo, tanto na matéria quanto na forma, o que não passava de uma dedução fácil do princípio anterior e prova suficientemente sua tendência ateísta.
A mesma doutrina estava amplamente difundida por todo o Oriente num período muito antigo, e evidentemente retira grande parte do fundamento daqueles argumentos em favor da existência de uma Divindade suprema nos quais os modernos se apoiaram com tanta confiança para demonstrar a existência de Deus por indução racional, quer tirados das obras da natureza, quer de princípios metafísicos. Tanto estão as obras notáveis escritas sobre esse assunto em dívida com aquela revelação à qual seus autores tantas vezes fecham os olhos, pelas próprias bases sobre as quais se constroem seus argumentos mais convincentes. Os mesmos resultados ateístas seguiam-se logicamente da antiga doutrina dos magos sobre dois princípios eternos, um bom e outro mau, noção que também contaminou as escolas gregas, como se vê pelo exemplo de Plutarco e pelos casos que ele apresenta.
Ninguém que tenha sido iluminado pelas Escrituras, reconheça ou não sua dívida para com elas, jamais caiu em absurdo tão grande quanto negar a individualidade da alma humana; e, no entanto, onde a luz da revelação não se espalhou, essa noção, por mais absurda e destrutiva da moral que seja, prevalece muito amplamente. A opinião de que a alma humana é uma parte de Deus, encerrada por breve tempo na matéria, mas ainda assim uma porção de sua essência, percorre boa parte da filosofia grega. Ela é ainda mais antiga que isso, e, em nossos dias, a mesma opinião destrói toda ideia de responsabilidade entre os que seguem o sistema brâmane na Índia. “A alma humana é Deus, e os atos da alma humana são, portanto, os atos de Deus.” Esse é o argumento popular com que se justificam seus crimes.
A doutrina de uma Providência única, suprema, toda sábia e incontrolável recomenda-se à nossa razão como uma das verdades mais nobres e mais sustentadoras; mas não devemos ignorar a fonte de onde a tiram até mesmo os que julgam a razão do homem capaz de desenvolvê-la plenamente. Os pagãos estavam tão longe de poder conceber pensamento tão elevado que os mais sábios entre eles inventaram agentes subordinados para conduzir os assuntos do mundo, seres muitas vezes divididos entre si e sujeitos a paixões humanas, destruindo assim a doutrina da providência e removendo o próprio fundamento da confiança humana num Poder supremo. Essa invenção de divindades subordinadas deu origem à idolatria, o que prova suficientemente tanto a extensão quanto a antiguidade dessa invenção.
A bela e bem sustentada série de argumentos que muitas vezes, nos tempos modernos, se apresentou para apoiar a presunção de que “a alma humana é imortal” pode ser lida com proveito; mas não se pode explicar que os que professam limitar-se à razão humana nessa investigação argumentem com força tão maior que os filósofos dos tempos antigos, a não ser pelo fato de terem recebido ajuda de uma fonte que não têm a lealdade de reconhecer. Algumas belas passagens sobre esse assunto podem ser recolhidas de Platão, Cícero, Sêneca e outros, mas temos de tomá-las junto com outras que exprimem às vezes dúvida e às vezes descrença. Para nós, isso é matéria de crença geral; não assim para a generalidade dos pagãos, antigos ou modernos. A mesma escuridão que obscureceu a glória de Deus diminuiu proporcionalmente a glória do homem, isto é, sua verdadeira e própria imortalidade. A noção muito antiga de uma absorção das almas de volta à Essência divina era, entre os antigos, o que sabemos que ela é hoje no sistema metafísico dos hindus: uma negação da imortalidade individual. Tampouco as demonstrações da razão fizeram coisa alguma para convencer o outro grande ramo dos pagãos metafísicos em que se divide o paganismo moderno, os seguidores de Buda, que creem na aniquilação total de homens e deuses depois de uma série de eras, artigo de fé sustentado provavelmente pela maioria da raça humana.3
Esses exemplos poderiam ser ampliados; mas mostram abundantemente que os que falam da suficiência da razão humana em matéria de moral e de religião desprezam quase todos os fatos que a história das opiniões humanas fornece, e que devem todas as suas melhores concepções àquela fonte de inspiração da qual tão culposamente se desviam. Pois de que outro modo se podem explicar os exemplos que acabamos de mencionar? E como se explica que aqueles princípios fundamentais da moral e da religião que os filósofos modernos apresentaram como demonstráveis pelas forças não assistidas da mente humana tenham sido sustentados com dúvida, ou ligados a algum absurdo manifesto, ou totalmente negados pelos mais sábios mestres de moral entre os gentios que viveram antes de ser dada a revelação cristã? Eles tinham as mesmas obras de Deus para contemplar e o mesmo curso da providência a partir do qual raciocinar, e não eram desatentos a nenhum dos dois. Tinham dotes intelectuais que foram a admiração de todas as épocas seguintes; e sua razão se tornara aguda e perspicaz pela disciplina da ciência matemática e dialética. Tinham tudo o que os modernos têm, exceto a Bíblia; e, no entanto, em pontos que os filósofos morais de nossa época geralmente deram por assentados como fundamentais para a religião natural, não tinham concepções corretas nem convicção firme. “As diversas opiniões dos sábios”, diz Cícero, “justificarão as dúvidas e as hesitações dos céticos, e só será tempo de censurá-los si aut consenserint alii, aut erit inventus aliquis, qui quid verum sit invenerit, quando os outros concordarem, ou quando alguém tiver descoberto a verdade. Não dizemos que nada é verdadeiro, mas que algumas coisas falsas estão ligadas a tudo o que é verdadeiro, tanta similitudine ut iis nulla sit certa judicandi et assentiendi nota, e com tanta semelhança que não há nenhum sinal seguro para julgar o que é verdadeiro ou para dar-lhe assentimento. Não negamos que algo possa ser verdadeiro; percipi posse negamus, mas negamos que se possa perceber que o é; pois quid habemus in rebus bonis et malis explorati, que temos de certo a respeito do bem e do mal? E por isso não somos nós que devemos ser censurados, mas a natureza, que escondeu a verdade nas profundezas: naturam accusa, quae in profundo veritatem penitus abstruserit.” (Ver De Natura Deorum, livro I, n. 10, 11; Academicae Quaestiones, livro II, n. 66, 120.)
Sobre esse assunto, o dr. Samuel Clarke, embora seja um defensor tão grande da religião natural, concede que, “dos filósofos, alguns se convenceram, à força de argumentos, a abandonar a crença na própria existência de Deus; alguns, atribuindo todas as coisas ao acaso, e outros a uma fatalidade absoluta, subverteram igualmente todas as verdadeiras noções de religião e tornaram desnecessária e impossível a doutrina da ressurreição dos mortos e de um juízo futuro. Alguns professavam abertamente a imoralidade; outros, por distinções sutis, patrocinavam vícios particulares. Os melhores dentre eles, que foram os mais célebres, discorreram com a maior razão, mas com muita incerteza e dúvida, a respeito das coisas da mais alta importância: a providência de Deus no governo do mundo, a imortalidade da alma e um juízo futuro.”
Se tais fatos provam a fraqueza e a insuficiência da razão humana, aqueles pensamentos justos a respeito de Deus, de sua providência, de sua vontade e de um estado futuro que às vezes aparecem nos escritos dos pagãos mais sábios não devem, contudo, ser atribuídos, ao contrário, à força dela. Ainda que fossem, o argumento em favor da suficiência da razão não avançaria muito com isso; pois o caso seria então que a razão que ocasionalmente alcançava a verdade não tinha firmeza bastante para retê-la, e a asa que às vezes levava a mente a regiões de luz não conseguia mantê-la nessas alturas. Mas não se pode nem sequer admitir que a verdade que ocasionalmente irrompe em suas obras fosse descoberta de suas próprias faculdades. Há muitas provas de que eles estavam em dívida com um conhecimento tradicional muito anterior à sua época, e de que o conhecimento moral e religioso entre eles recebeu acréscimos ocasionais e importantes dos descendentes de Abraão, povo que possuía registros que, deixando por ora de lado a questão de sua inspiração, todos os teístas imparciais reconhecerão conter concepções nobres e justas de Deus e uma moral correta. Embora não se possa provar que a razão humana tenha feito uma única descoberta em verdade moral ou religiosa, pode-se estabelecer satisfatoriamente que noções justas sobre ambas foram postas ao seu alcance, e que ela primeiro as obscureceu e depois as corrompeu.
“Os budistas não creem na existência de um Ser supremo, existente por si mesmo e eterno, criador e preservador do universo; na verdade, é duvidoso que creiam na existência e na operação de qualquer causa além do destino e da necessidade, aos quais parecem atribuir todas as mudanças no mundo moral e físico. Parecem ser materialistas no sentido mais estrito do termo e não ter noção alguma de espírito ou de mente pura. Prane e hitta, a vida e a inteligência, os mais eruditos dentre eles parecem considerar idênticas: assentadas no coração, irradiando dali para as diferentes partes do corpo, como o calor de um fogo; incriadas, sem começo, pelo menos que eles saibam; capazes de ser modificadas por uma variedade de circunstâncias, como o sopro em diferentes instrumentos musicais; e, como um vapor, capazes de passar de um corpo para outro; e, como uma chama, sujeitas a ser extintas e totalmente aniquiladas. Deuses, demônios, homens, répteis, até os animálculos mais minúsculos e imperfeitos, eles os consideram seres semelhantes, formados dos quatro elementos (o calor, o ar, a água e aquilo que é tangível) e animados por prane e hitta. Creem que um homem pode tornar-se deus ou demônio; ou que um deus pode tornar-se homem ou animálculo; que a morte comum é mera mudança de forma; e que essa mudança é quase infinita e limitada apenas pela aniquilação, que eles consideram o auge da felicidade!” (Account of Ceylon.)
1. A expressão religião natural é muitas vezes usada de modo equívoco. “Alguns entendem por ela tudo o que há na religião, quanto à verdade e ao dever, que, uma vez descoberto, pode ser claramente mostrado como tendo fundamento real na natureza e nas relações das coisas, e que a razão sem preconceito aprovará quando lhe for proposto com justiça e posto sob a luz adequada; e, de acordo com isso, filósofos e teólogos cristãos elaboraram esquemas de religião natural muito belos e excelentes, nos quais incluíram uma parte considerável do que se contém na revelação da Escritura. Nesse sentido, a religião natural não se chama assim por ter sido originalmente descoberta pela razão natural, mas porque, uma vez conhecida, é aquilo que a razão da humanidade, devidamente exercitada, aprova como fundado na verdade e na natureza. Outros entendem por religião natural a religião que os homens descobrem pelo exercício exclusivo de suas faculdades naturais, sem ajuda superior.” (Leland.) ↩
2. “Quando as verdades nos são conhecidas uma vez, ainda que pela tradição, somos inclinados a favorecer nossos próprios talentos e a atribuir a nosso próprio entendimento a descoberta daquilo que, na realidade, tomamos emprestado de outros; ou, pelo menos, vendo que podemos provar o que a princípio aprendemos de outros, apressamo-nos a concluir que se trata de uma verdade óbvia, que não teríamos deixado de encontrar se a tivéssemos buscado. Nada parece difícil ao nosso entendimento depois de conhecido; e, porque o que vemos, vemos com nossos próprios olhos, somos inclinados a desprezar ou esquecer a ajuda que tivemos de outros que no-lo mostraram e que primeiro nos fizeram vê-lo, como se não lhes devêssemos nada por aquelas verdades para as quais abriram o caminho e às quais nos conduziram. Pois, sendo o conhecimento apenas de verdades percebidas como tais, somos favoráveis o bastante às nossas próprias faculdades para concluir que elas, por sua própria força, teriam alcançado essas descobertas sem nenhuma ajuda alheia, e que conhecemos essas verdades pela força e pela luz nativa de nossa própria mente, como as conheceram pelas deles aqueles de quem as recebemos; eles apenas tiveram a sorte de vir antes de nós. Assim, todo o cabedal do conhecimento humano é reivindicado por cada um como sua posse particular, tão logo ele (aproveitando-se das descobertas de outros) o tenha colocado em sua própria mente; e assim é, mas não propriamente por seu esforço solitário, nem por aquisição sua. Ele estuda, é verdade, e se esforça para progredir naquilo que outros transmitiram; mas os esforços dos que primeiro trouxeram à luz essas verdades, que ele depois tira deles, foram de outra espécie. Quem viaja hoje pelas estradas aplaude sua própria força e suas pernas, que o levaram tão longe em tão pouco tempo, e atribui tudo ao próprio vigor, considerando pouco quanto deve ao esforço daqueles que limparam as matas, drenaram os pântanos, construíram as pontes e tornaram os caminhos transitáveis, sem o que ele poderia ter labutado muito com pouco progresso. Muitas coisas em cuja crença fomos criados desde o berço, e que agora se tornaram familiares (e, por assim dizer, naturais para nós sob o evangelho), tomamos por verdades inquestionáveis, óbvias e facilmente demonstráveis, sem considerar por quanto tempo poderíamos ter ficado em dúvida ou em ignorância a respeito delas se a revelação tivesse silenciado. E muitos outros estão em dívida com a revelação sem reconhecê-lo. Não é diminuição para a revelação que a razão também dê seu voto às verdades que a revelação descobriu; mas é engano nosso pensar que, porque a razão as confirma para nós, foi dela que tivemos o primeiro conhecimento certo dessas verdades, e com aquela clara evidência com que agora as possuímos.” (Locke.) ↩
3. “A religião de Buda”, diz o dr. Davy, “está mais amplamente difundida que qualquer outra religião. Parece ser a religião de toda a Tartária, da China, do Japão e de suas dependências, e de todos os países entre a China e o Bramaputra. ↩