Patrística · século IV

Atanásio, A Encarnação do Verbo

De Incarnatione Verbi Dei

Antes de ler

Atanásio (c. 296-373) foi bispo de Alexandria a partir de 328 e o grande defensor da fé do Concílio de Niceia (325), que confessou o Filho como verdadeiro Deus, da mesma substância do Pai. Por essa fé foi exilado cinco vezes. A Encarnação do Verbo é a segunda parte de uma obra em dois livros dirigida a um amigo chamado Macário; a primeira, Contra os gentios, refuta a idolatria. A data é discutida: alguns a situam na juventude de Atanásio, antes da controvérsia ariana, outros nos primeiros anos do seu episcopado.

Atanásio pergunta por que o Verbo de Deus se fez homem. O ser humano, criado à imagem de Deus, afastou-se dele e caiu na corrupção e na morte; só o próprio Verbo, por meio de quem tudo foi feito, podia renovar a imagem e vencer a morte. Por isso tomou um corpo, morreu publicamente na cruz em lugar de todos e ressuscitou, e a vitória sobre a morte se vê na vida e na coragem dos que creem nele. A obra termina com respostas às objeções dos judeus e dos gregos e com um convite a estudar as Escrituras com uma vida pura. Ali está a frase célebre: “ele se fez homem para que nós fôssemos feitos Deus”, que o tradutor inglês relaciona com 2Pe 1.4, onde se lê que nos tornamos “coparticipantes da natureza divina”.

O original é grego; a tradução foi feita da versão inglesa de Archibald Robertson, na coleção Nicene and Post-Nicene Fathers (1892), conferida com as páginas impressas. Os resumos no começo de cada seção e as notas são do tradutor inglês. A obra diz coisas duras sobre judeus e gregos, como era próprio da apologética da época; traduzimos com fidelidade, sem comentários.

Seções 1 a 11

A criação, a queda e a necessidade da encarnação

O Criador é também o Salvador; o homem, criado à imagem de Deus, caiu na corrupção; o dilema divino e a resposta: o Verbo toma um corpo.

Seções 12 a 23

O Verbo se fez homem; a sua morte pública

Por que só o Verbo podia renovar a imagem de Deus no homem; ele se faz conhecer pelas suas obras; a morte que vence a morte, em público.

Seções 24 a 35

A cruz, a ressurreição e as profecias

Por que a morte de cruz; a ressurreição ao terceiro dia; os cristãos já não temem a morte; as profecias sobre o nascimento, a paixão e a cruz.

Seções 36 a 45

Resposta aos judeus e aos gregos

Resposta aos judeus pelas profecias que só Cristo cumpre; resposta aos gregos: o Verbo, que governa o universo, pôde habitar num corpo humano.

Seções 46 a 57

A vitória de Cristo e a vida dos que o seguem

A queda dos ídolos e dos oráculos, a vida dos cristãos e o testemunho dos mártires; o convite a estudar as Escrituras com uma vida pura.

Tradução para o português a partir da versão inglesa de Archibald Robertson (Nicene and Post-Nicene Fathers, 2ª série, vol. 4, Nova York, 1892), conferida com as imagens das páginas; domínio público. É, portanto, tradução de tradução. Os resumos no começo de cada seção e as notas são do tradutor inglês. As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA) quando Atanásio cita o texto bíblico tal como o conhecemos; quando cita de outro modo, segue-se a redação dele. Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.