Os Pais Apostólicos · Clemente de Roma (conclusão)

Primeira Carta aos Coríntios (capítulos 33 a 65)

A ordem na igreja, os ministérios estabelecidos pelos apóstolos, o amor que tudo suporta e a grande oração da igreja de Roma.

33. Que devemos fazer, então, irmãos? Devemos, por preguiça, deixar de fazer o bem e abandonar o amor? Que o Soberano nunca permita que isso nos aconteça, ao menos a nós; mas apressemo-nos com empenho e zelo a realizar toda boa obra. Pois o próprio Criador e Soberano do universo se alegra nas suas obras. Pois com o seu poder imensamente grande estabeleceu os céus e com a sua sabedoria incompreensível os pôs em ordem. E separou a terra da água que a rodeia e a firmou sobre o fundamento seguro da sua própria vontade; e aos seres vivos que andam sobre ela ordenou que existissem por sua determinação. Tendo antes criado o mar e os seres vivos que nele há, encerrou-o com o seu próprio poder. Acima de tudo, como a obra mais excelente e imensamente grande da sua inteligência, com as suas mãos santas e imaculadas formou o homem com a marca da sua própria imagem. Pois assim diz Deus: Façamos o homem à nossa imagem e conforme a nossa semelhança. E Deus fez o homem; homem e mulher os fez (Gn 1.26-27). Assim, tendo terminado todas estas coisas, louvou-as e abençoou-as e disse: Cresçam e multipliquem-se (Gn 1.28). Vimos que todos os justos foram adornados de boas obras. Sim, e o próprio Senhor, tendo-se adornado de obras, alegrou-se. Tendo, pois, este modelo, conformemo-nos com toda a diligência à sua vontade; com todas as nossas forças pratiquemos a obra da justiça.

34. O bom trabalhador recebe com confiança o pão do seu trabalho, mas o preguiçoso e negligente não ousa olhar o seu patrão no rosto. É necessário, portanto, que sejamos zelosos na prática do bem, pois dele vêm todas as coisas; visto que ele nos adverte, dizendo: Eis o Senhor, e a sua recompensa está diante dele, para retribuir a cada um segundo a sua obra. Ele nos exorta, pois, a crer nele de todo o coração e a não ser ociosos nem negligentes em nenhuma boa obra. Esteja nele a nossa glória e a nossa confiança; submetamo-nos à sua vontade; observemos toda a multidão dos seus anjos, como estão ao seu lado e servem à sua vontade. Pois a Escritura diz: Milhões de milhões estavam diante dele, e milhares de milhares o serviam (Dn 7.10); e clamavam: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a criação está cheia da sua glória (Is 6.3). Sim, e nós também, reunidos em concórdia, com atenção de coração, clamemos a ele com fervor como que de uma só boca, para que nos tornemos participantes das suas grandes e gloriosas promessas. Pois ele diz: Olhos não viram, ouvidos não ouviram, nem penetrou em coração humano quão grandes coisas ele preparou para os que esperam nele com paciência (1Co 2.9).

35. Como são bem-aventurados e maravilhosos os dons de Deus, amados! Vida na imortalidade, esplendor na justiça, verdade na ousadia, fé na confiança, domínio próprio na santificação! E todas estas coisas estão ao alcance da nossa compreensão. Quais serão, então, na opinião de vocês, as coisas que estão sendo preparadas para os que esperam nele com paciência? O Criador e Pai dos séculos, o próprio Santíssimo, conhece o seu número e a sua beleza. Lutemos, pois, para sermos achados no número dos que esperam nele com paciência, a fim de participarmos dos dons prometidos. Mas como será isso, amados? Se a nossa mente estiver fixada em Deus pela fé; se buscarmos as coisas que lhe são agradáveis e aceitáveis; se realizarmos o que convém à sua vontade irrepreensível e seguirmos o caminho da verdade, lançando fora de nós toda injustiça e iniquidade, a avareza, as contendas, as maldades e os enganos, as murmurações e as difamações, o ódio a Deus, a soberba e a arrogância, a vanglória e a falta de hospitalidade. Pois os que fazem estas coisas são odiosos a Deus; e não apenas os que as fazem, mas também os que as aprovam. Pois a Escritura diz: Mas ao pecador Deus disse: Por que você anuncia as minhas ordenanças e toma a minha aliança nos lábios? Pois você odiou a disciplina e lançou para trás de si as minhas palavras. Se via um ladrão, você andava com ele, e com os adúlteros punha a sua porção. A sua boca multiplicou a maldade, e a sua língua tramou engano. Você se sentava e falava contra o seu irmão, e ao filho da sua mãe armava tropeço. Você fez estas coisas, e eu me calei. Você pensou, homem injusto, que eu seria semelhante a você. Eu o repreenderei e o porei face a face consigo mesmo. Agora entendam estas coisas, vocês que se esquecem de Deus, para que ele não os arrebate como um leão, sem haver quem os livre. O sacrifício de louvor me glorificará, e esse é o caminho pelo qual eu lhe mostrarei a salvação de Deus (Sl 50.16-23).

36. Este é o caminho, amados, no qual encontramos a nossa salvação, isto é, Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote das nossas ofertas, o Protetor e Auxílio da nossa fraqueza. Por meio dele fixemos os olhos nas alturas dos céus; por meio dele contemplamos, como num espelho, a sua face imaculada e excelentíssima; por meio dele os olhos do nosso coração foram abertos; por meio dele a nossa mente insensata e obscurecida brota para a luz; por meio dele o Soberano quis que provássemos o conhecimento imortal; ele, que, sendo o resplendor da sua majestade, é tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome. Pois assim está escrito: Aquele que a seus anjos faz espíritos, e a seus ministros, labareda de fogo (Sl 104.4); mas a respeito do seu Filho o Soberano disse assim: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão (Sl 2.7-8). E outra vez lhe diz: Senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés (Sl 110.1). Quem são, então, esses inimigos? Os que são maus e resistem à sua vontade.

37. Alistemo-nos, pois, irmãos, com todo o empenho, sob as suas ordenanças irrepreensíveis. Observemos os soldados que estão alistados sob os nossos governantes: com que exatidão, com que prontidão, com que submissão executam as ordens que recebem. Nem todos são prefeitos, nem comandantes de mil, nem de cem, nem de cinquenta, e assim por diante; mas cada um, na sua própria posição, executa as ordens dadas pelo rei e pelos governadores. Os grandes não podem existir sem os pequenos, nem os pequenos sem os grandes. Há uma certa combinação em todas as coisas, e nisso está a utilidade. Tomemos o nosso corpo como exemplo. A cabeça sem os pés não é nada; do mesmo modo, os pés sem a cabeça não são nada; até os menores membros do nosso corpo são necessários e úteis para o corpo inteiro; mas todos os membros conspiram e se unem em sujeição, para que o corpo inteiro seja salvo.

38. Assim, no nosso caso, seja salvo o corpo inteiro em Cristo Jesus, e cada um se sujeite ao seu próximo, conforme o dom especial com que foi designado. Que o forte não negligencie o fraco, e que o fraco respeite o forte. Que o rico socorra o pobre, e que o pobre dê graças a Deus, porque lhe deu alguém por meio de quem as suas necessidades são supridas. Que o sábio mostre a sua sabedoria, não em palavras, mas em boas obras. Quem é humilde de espírito não dê testemunho de si mesmo, mas deixe que o próximo dê testemunho dele. Quem é puro na carne, que o seja, e não se glorie, sabendo que é Outro quem lhe concede a continência. Consideremos, irmãos, de que matéria fomos feitos; quem e que espécie de seres éramos quando viemos ao mundo; de que sepulcro e de que trevas aquele que nos modelou e criou nos trouxe ao seu mundo, tendo preparado de antemão os seus benefícios antes mesmo que nascêssemos. Visto, pois, que recebemos dele todas estas coisas, devemos em tudo dar-lhe graças, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém.

39. Homens insensatos, estúpidos, tolos e ignorantes zombam e escarnecem de nós, desejando ser eles mesmos exaltados nas suas fantasias. Pois que poder tem um mortal? Ou que força tem um filho da terra? Pois está escrito: Não havia forma diante dos meus olhos; somente ouvi um sopro e uma voz. Como, pois? Será um mortal puro diante do Senhor, ou será um homem irrepreensível nas suas obras? Visto que ele não confia nos seus servos e nota alguma perversidade nos seus anjos. Não, nem o céu é puro diante dele. Afastem-se, pois, vocês que habitam em casas de barro, do qual, desse mesmo barro, nós também somos feitos. Ele os feriu como uma traça, e da manhã à tarde deixam de existir. Por não poderem socorrer a si mesmos, pereceram. Ele soprou sobre eles, e morreram, porque não tinham sabedoria. Mas clame, para ver se alguém lhe obedece, ou se você verá algum dos santos anjos. Pois a ira mata o insensato, e a inveja destrói aquele que se desviou. Eu vi os tolos lançarem raízes, mas logo a sua habitação foi devorada. Estejam os seus filhos longe da segurança. Sejam escarnecidos às portas dos inferiores, e não haverá quem os livre. Pois o que foi preparado para eles, os justos comerão; mas eles mesmos não serão livrados dos males (Jó 4.16-18; 15.15; 4.19-21; 5.1-5).

40. Visto, pois, que estas coisas nos são manifestas de antemão e que penetramos nas profundezas do conhecimento divino, devemos fazer em ordem todas as coisas que o Soberano nos mandou realizar nos tempos determinados. Ora, ele mandou que as ofertas e os serviços fossem realizados com cuidado, e não temerariamente ou em desordem, mas em tempos e estações fixos. E onde e por quem ele quer que sejam realizados, ele mesmo determinou pela sua vontade suprema, para que todas as coisas, feitas com piedade segundo o seu beneplácito, fossem aceitáveis à sua vontade. Portanto, os que fazem as suas ofertas nos tempos determinados são aceitos e bem-aventurados; pois, seguindo as instituições do Soberano, não podem errar. Pois ao sumo sacerdote foram atribuídos os seus serviços próprios, aos sacerdotes foi designado o seu ofício próprio, e sobre os levitas foram impostos os seus serviços próprios. O leigo está sujeito às ordenanças dos leigos.

41. Cada um de vocês, irmãos, na sua própria ordem, dê graças a Deus, mantendo uma boa consciência e não ultrapassando a regra estabelecida do seu serviço, mas agindo com todo o decoro. Não é em qualquer lugar, irmãos, que se oferecem os sacrifícios diários contínuos, ou as ofertas voluntárias, ou as ofertas pelo pecado e pela culpa, mas somente em Jerusalém. E mesmo ali a oferta não é feita em qualquer lugar, mas diante do santuário, no pátio do altar; e isso também por meio do sumo sacerdote e dos ministros já mencionados, depois que a vítima a ser oferecida foi examinada quanto a defeitos. Portanto, os que fazem algo contrário à ordenança conveniente da sua vontade recebem a morte como pena. Vocês estão vendo, irmãos: quanto maior o conhecimento que nos foi concedido, tanto maior o perigo a que estamos expostos.

42. Os apóstolos receberam o evangelho para nós da parte do Senhor Jesus Cristo; Jesus Cristo foi enviado da parte de Deus. Assim, pois, Cristo vem de Deus, e os apóstolos vêm de Cristo. Ambos, portanto, procederam da vontade de Deus, na ordem estabelecida. Tendo, pois, recebido a incumbência, e tendo sido plenamente certificados pela ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo e confirmados na palavra de Deus com plena certeza do Espírito Santo, saíram anunciando a boa notícia de que o reino de Deus estava para vir. Assim, pregando por toda parte, no campo e na cidade, designaram as suas primícias, depois de prová-las pelo Espírito, para serem bispos e diáconos dos que haviam de crer. E isso não fizeram de maneira nova; pois, na verdade, desde tempos muito antigos se havia escrito a respeito de bispos e diáconos; pois assim diz a Escritura em certo lugar: Estabelecerei os seus bispos em justiça e os seus diáconos em fé (Is 60.17).

43. E que admira se aqueles a quem Deus confiou em Cristo semelhante obra designaram as pessoas já mencionadas? Visto que também o bem-aventurado Moisés, que foi servo fiel em toda a sua casa (Nm 12.7), registrou nos livros sagrados, como sinal, todas as coisas que lhe foram ordenadas. E os demais profetas o seguiram, dando testemunho junto com ele das leis por ele estabelecidas. Pois ele, quando surgiu o ciúme a respeito do sacerdócio e houve discórdia entre as tribos sobre qual delas seria adornada com aquele nome glorioso, ordenou aos doze chefes das tribos que lhe trouxessem varas, cada uma com o nome de uma tribo inscrito. E ele as tomou, as amarrou e as selou com os anéis de sinete dos chefes das tribos, e as depositou na tenda do testemunho, sobre a mesa de Deus. E, tendo fechado a tenda, selou as chaves e igualmente as portas. E disse-lhes: Irmãos, a tribo cuja vara brotar, essa Deus escolheu para lhe servir como sacerdotes e ministros. Quando chegou a manhã, convocou todo o Israel, os seiscentos mil homens, mostrou os selos aos chefes das tribos, abriu a tenda do testemunho e tirou as varas. E a vara de Arão foi encontrada não somente com brotos, mas também com fruto. Que pensam vocês, amados? Moisés não sabia de antemão que isso aconteceria? Certamente sabia. Mas, para que não surgisse desordem em Israel, fez assim, a fim de que fosse glorificado o nome do Deus verdadeiro e único; a quem seja a glória para todo o sempre. Amém.

44. Também os nossos apóstolos sabiam, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, que haveria contenda a respeito do título do ofício de bispo. Por esse motivo, pois, tendo recebido pleno conhecimento prévio, designaram as pessoas já mencionadas e, depois, estabeleceram uma norma de continuidade: se estes adormecessem, outros homens aprovados lhes sucederiam no seu ministério. Portanto, aqueles que foram designados por eles, ou depois por outros homens de boa reputação, com o consentimento de toda a igreja, e que serviram de modo irrepreensível ao rebanho de Cristo, com humildade de espírito, pacificamente e com toda a modéstia, e que por muito tempo receberam bom testemunho de todos, a esses consideramos que estão sendo injustamente afastados do seu ministério. Pois não será pecado leve para nós se afastarmos aqueles que apresentaram as ofertas próprias do ofício de bispo de modo irrepreensível e santo. Bem-aventurados os presbíteros que partiram antes, visto que a sua partida foi frutífera e madura; pois não têm medo de que alguém os remova do lugar que lhes foi designado. Pois vemos que vocês removeram certas pessoas, embora vivessem honradamente, do ministério †que por eles fora respeitado† de modo irrepreensível.

45. Sejam contenciosos, irmãos, e zelosos pelas coisas que dizem respeito à salvação. Vocês examinaram as Escrituras, que são verdadeiras, que foram dadas pelo Espírito Santo; e sabem que nada injusto ou falsificado está escrito nelas. Não encontrarão nelas que pessoas justas tenham sido rejeitadas por homens santos. Os justos foram perseguidos, mas pelos ímpios; foram aprisionados, mas pelos profanos. Foram apedrejados por transgressores; foram mortos por aqueles que haviam concebido um ciúme detestável e injusto. Sofrendo estas coisas, suportaram com nobreza. Pois que diremos, irmãos? Daniel foi lançado na cova dos leões por aqueles que temiam a Deus? Ou Ananias, Azarias e Misael foram encerrados na fornalha de fogo por aqueles que professavam o culto excelente e glorioso do Altíssimo? Longe de nós tal pensamento. Quem foram, então, os que fizeram estas coisas? Homens abomináveis e cheios de toda maldade foram incitados a tal grau de fúria que infligiram sofrimentos cruéis aos que serviam a Deus com propósito santo e irrepreensível, sem saber que o Altíssimo é o defensor e protetor dos que, com consciência pura, servem ao seu nome excelente; a quem seja a glória para todo o sempre. Amém. Mas os que perseveraram com confiança herdaram glória e honra; foram exaltados, e Deus registrou os seus nomes no seu memorial para todo o sempre. Amém.

46. A tais exemplos, pois, irmãos, também nós devemos nos apegar. Pois está escrito: Apeguem-se aos santos, porque os que se apegam a eles serão santificados. E outra vez ele diz em outro lugar: Com o inocente serás inocente, com o eleito serás eleito, e com o perverso agirás perversamente (Sl 18.25-26). Apeguemo-nos, pois, aos inocentes e justos; e estes são os eleitos de Deus. Por que há entre vocês contendas, iras, facções, divisões e guerra? Não temos um só Deus, um só Cristo e um só Espírito de graça, que foi derramado sobre nós? E não há uma só vocação em Cristo? Por que despedaçamos e dilaceramos os membros de Cristo e promovemos facções contra o nosso próprio corpo, e chegamos a tal ponto de loucura que esquecemos que somos membros uns dos outros? Lembrem-se das palavras de Jesus, nosso Senhor; pois ele disse: Ai daquele homem! Melhor lhe seria não ter nascido do que fazer tropeçar um dos meus eleitos. Melhor lhe seria que lhe pendurassem ao pescoço uma pedra de moinho e fosse lançado no mar do que perverter um dos meus eleitos (Mt 26.24; Lc 17.2). A divisão de vocês perverteu a muitos; levou muitos ao desânimo, muitos à dúvida, e todos nós à tristeza. E a sedição de vocês ainda continua.

47. Tomem a carta do bem-aventurado apóstolo Paulo. Que lhes escreveu ele primeiro, no princípio do evangelho? Na verdade, ele os advertiu no Espírito a respeito de si mesmo, de Cefas e de Apolo, porque já então vocês haviam formado partidos. Contudo, aquela formação de partidos trouxe sobre vocês menor pecado; pois vocês eram partidários de apóstolos de alta reputação e de um homem aprovado por eles. Mas agora observem quem são os que os perverteram e diminuíram a glória do seu famoso amor fraternal. É vergonhoso, amados, sim, extremamente vergonhoso e indigno da conduta de vocês em Cristo, que se diga que a igreja dos coríntios, tão firme e antiga, por causa de uma ou duas pessoas, promove sedição contra os seus presbíteros. E esta notícia chegou não só a nós, mas também aos que discordam de nós, de modo que vocês chegam a acumular blasfêmias contra o nome do Senhor por causa da sua insensatez, e além disso criam perigo para vocês mesmos.

48. Arranquemos, pois, isto depressa, e prostremo-nos diante do Soberano, suplicando-lhe com lágrimas que se mostre propício e se reconcilie conosco, e nos restaure à conduta digna e pura que convém ao nosso amor fraternal. Pois esta é uma porta da justiça aberta para a vida, como está escrito: Abram para mim as portas da justiça, para que eu entre por elas e louve o Senhor. Esta é a porta do Senhor; por ela entrarão os justos (Sl 118.19-20). Visto, pois, que muitas portas estão abertas, esta é a porta que está na justiça, isto é, a que está em Cristo, pela qual são bem-aventurados todos os que entraram e dirigem o seu caminho em santidade e justiça, realizando todas as coisas sem confusão. Seja alguém fiel, seja capaz de expor uma palavra profunda, seja sábio no discernimento dos discursos, seja esforçado nas obras, seja puro; pois tanto mais deve ser humilde de espírito quanto maior parece ser; e deve buscar o proveito comum de todos, e não o seu próprio.

49. Quem tem amor em Cristo cumpra os mandamentos de Cristo. Quem pode descrever o vínculo do amor de Deus? Quem é capaz de expressar a majestade da sua beleza? A altura a que o amor eleva é indizível. O amor nos une a Deus; o amor cobre uma multidão de pecados (1Pe 4.8); o amor tudo suporta, é longânimo em tudo. Não há nada de grosseiro, nada de arrogante no amor. O amor não tem divisões, o amor não promove sedições, o amor faz tudo em concórdia. No amor todos os eleitos de Deus foram aperfeiçoados; sem amor nada é agradável a Deus. No amor o Soberano nos tomou para si; pelo amor que teve por nós, Jesus Cristo, nosso Senhor, deu o seu sangue por nós, pela vontade de Deus, e a sua carne pela nossa carne, e a sua vida pelas nossas vidas.

50. Vocês estão vendo, amados, quão grande e maravilhosa coisa é o amor, e não há como descrever a sua perfeição. Quem é capaz de ser achado nele, senão aqueles a quem Deus conceder? Roguemos, pois, e peçamos à sua misericórdia que sejamos achados irrepreensíveis no amor, afastados do espírito partidário dos homens. Todas as gerações, desde Adão até o dia de hoje, passaram; mas os que, pela graça de Deus, foram aperfeiçoados no amor habitam a morada dos piedosos; e serão manifestados na visitação do reino de Deus. Pois está escrito: Entrem no quarto por um momento, até que passe a minha ira e o meu furor, e eu me lembrarei de um dia bom e os ressuscitarei dos seus sepulcros (Is 26.20; Ez 37.12). Bem-aventurados seríamos, amados, se cumpríssemos os mandamentos de Deus na concórdia do amor, a fim de que, pelo amor, os nossos pecados nos sejam perdoados. Pois está escrito: Bem-aventurados aqueles cujas iniquidades são perdoadas e cujos pecados são cobertos. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribuirá pecado, e em cuja boca não há engano (Sl 32.1-2). Esta declaração de bem-aventurança foi pronunciada sobre os que foram eleitos por Deus por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém.

51. Por todas as transgressões que cometemos por alguma das ciladas do adversário, supliquemos que obtenhamos perdão. Sim, e também aqueles que se fizeram líderes de facção e divisão devem olhar para o fundamento comum da esperança. Pois os que andam em temor e amor preferem que eles mesmos caiam em sofrimento a que caiam os seus próximos; e pronunciam condenação contra si mesmos antes que contra a harmonia que nos foi transmitida de modo nobre e justo. Pois é bom que o homem confesse as suas transgressões em vez de endurecer o coração, como foi endurecido o coração daqueles que promoveram sedição contra Moisés, o servo de Deus; cuja condenação ficou claramente manifesta, pois desceram vivos ao hades, e a morte será o seu pastor (Sl 49.14). Faraó e o seu exército e todos os governantes do Egito, os seus carros e os seus cavaleiros, foram submersos nas profundezas do mar Vermelho e pereceram, por nenhum outro motivo senão porque os seus corações insensatos se endureceram, depois que os sinais e os prodígios foram realizados na terra do Egito pela mão de Moisés, o servo de Deus.

52. O Soberano, irmãos, não tem necessidade de absolutamente nada. Nada deseja de ninguém, a não ser que se faça confissão a ele. Pois o eleito Davi diz: Confessarei ao Senhor, e isso lhe agradará mais do que um novilho com chifres e cascos. Que os pobres vejam isso e se alegrem (Sl 69.30-32). E outra vez diz: Ofereça a Deus sacrifício de louvor e cumpra os seus votos para com o Altíssimo; invoque-me no dia da sua aflição, e eu o livrarei, e você me glorificará (Sl 50.14-15). Pois sacrifício para Deus é o espírito quebrantado (Sl 51.17).

53. Pois vocês conhecem, e conhecem bem, as sagradas Escrituras, amados, e examinaram os oráculos de Deus. Escrevemos, pois, estas coisas para lhes trazer à memória. Quando Moisés subiu ao monte e passou quarenta dias e quarenta noites em jejum e humilhação, Deus lhe disse: Moisés, Moisés, desça depressa daqui, porque o meu povo, que você tirou da terra do Egito, cometeu iniquidade; depressa se desviaram do caminho que você lhes ordenou; fizeram para si imagens de metal fundido. E o Senhor lhe disse: Falei a você uma e duas vezes, dizendo: Tenho visto este povo, e eis que é povo de dura cerviz. Deixe que eu os destrua completamente, e apagarei o nome deles de debaixo do céu, e farei de você uma nação grande, admirável e mais numerosa do que esta (Dt 9.12-14). E Moisés disse: Não, Senhor, não assim. Perdoa a este povo o seu pecado, ou risca também a mim do livro dos vivos (Êx 32.32). Ó amor poderoso! Ó perfeição insuperável! O servo fala com ousadia ao seu Senhor; pede perdão para a multidão, ou exige que ele mesmo seja riscado junto com eles.

54. Quem, pois, entre vocês é nobre? Quem é compassivo? Quem está cheio de amor? Que diga: Se por minha causa há facção, contenda e divisões, eu me retiro, vou embora para onde vocês quiserem e faço o que o povo ordenar; contanto que o rebanho de Cristo esteja em paz com os presbíteros devidamente designados. Quem fizer isso alcançará para si grande renome em Cristo, e todo lugar o receberá; pois ao Senhor pertence a terra e a sua plenitude (Sl 24.1). Assim fizeram e farão aqueles que vivem como cidadãos daquele reino de Deus do qual ninguém se arrepende.

55. Mas, para apresentar também exemplos dos gentios: muitos reis e governantes, quando alguma época de peste os oprimia, instruídos por oráculos, entregaram-se à morte, para resgatar os seus concidadãos com o próprio sangue. Muitos se retiraram das suas próprias cidades, para que não houvesse mais sedições. Sabemos que muitos dentre nós se entregaram ao cativeiro, para resgatar outros. Muitos se venderam como escravos e, recebendo o preço pago por si mesmos, alimentaram outros. Muitas mulheres, fortalecidas pela graça de Deus, realizaram muitos feitos de bravura. A bem-aventurada Judite, quando a cidade estava sitiada, pediu aos anciãos que lhe permitissem sair para o acampamento dos estrangeiros. Assim, expôs-se ao perigo e saiu por amor à sua pátria e ao seu povo, que estava sitiado; e o Senhor entregou Holofernes nas mãos de uma mulher. A perigo não menor se expôs também Ester, que era perfeita na fé, para livrar as doze tribos de Israel quando estavam a ponto de perecer. Pois, com o seu jejum e a sua humilhação, suplicou ao Soberano que tudo vê, o Deus dos séculos; e ele, vendo a humildade da sua alma, livrou o povo por cuja causa ela enfrentou o perigo.

56. Portanto, intercedamos também por aqueles que se acham em alguma transgressão, para que lhes sejam dadas a mansidão e a humildade, a fim de que cedam, não a nós, mas à vontade de Deus. Pois assim a lembrança compassiva deles diante de Deus e dos santos lhes será frutífera e perfeita. Aceitemos a correção, amados, com a qual ninguém deve se irritar. A admoestação que fazemos uns aos outros é boa e extremamente útil; pois nos une à vontade de Deus. Pois assim diz a santa palavra: O Senhor me castigou severamente, mas não me entregou à morte (Sl 118.18). Pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo filho a quem aceita (Pv 3.12). Pois o justo, diz-se, me corrigirá com misericórdia e me repreenderá, mas que a †misericórdia† dos pecadores não unja a minha cabeça (Sl 141.5). E outra vez diz: Bem-aventurado o homem a quem o Senhor repreendeu; e você não rejeite a admoestação do Todo-Poderoso. Pois ele causa dor e ele mesmo restaura; ele fere, e as suas mãos curam. Seis vezes ele o livrará das aflições, e na sétima o mal não tocará em você. Na fome ele o livrará da morte, e na guerra o libertará do poder da espada. Do açoite da língua ele o esconderá, e você não temerá quando os males se aproximarem. Você zombará dos injustos e perversos, e das feras não terá medo. Pois as feras estarão em paz com você. Então saberá que a sua casa estará em paz, e a morada da sua tenda não falhará; e saberá que a sua descendência será numerosa, e os seus filhos como a erva abundante do campo. E você descerá à sepultura como o trigo maduro colhido no tempo próprio, ou como o monte da eira recolhido no momento certo (Jó 5.17-26). Vocês estão vendo, amados, quão grande proteção há para os que são corrigidos pelo Soberano; pois, sendo um pai bondoso, ele nos corrige para que alcancemos misericórdia por meio da sua santa correção.

57. Vocês, portanto, que lançaram o fundamento da sedição, submetam-se aos presbíteros e recebam a correção para o arrependimento, dobrando os joelhos do coração. Aprendam a se submeter, deixando de lado a obstinação arrogante e soberba da sua língua. Pois é melhor para vocês serem achados pequenos no rebanho de Cristo e terem o nome no registro de Deus do que serem tidos em grande honra e, contudo, serem lançados fora da esperança dele. Pois assim diz a Sabedoria, toda virtuosa: Eis que derramarei para vocês uma palavra do meu sopro e lhes ensinarei a minha palavra. Porque chamei, e vocês não obedeceram; estendi as minhas palavras, e vocês não atenderam, mas anularam os meus conselhos e desobedeceram às minhas repreensões; por isso também eu rirei da destruição de vocês e me alegrarei sobre vocês quando lhes sobrevier a ruína, e quando a confusão os alcançar de repente, e a sua queda chegar como um redemoinho, ou quando vierem sobre vocês a angústia e o cerco. Pois acontecerá que, quando me invocarem, eu não os ouvirei. Os maus me procurarão e não me encontrarão; pois odiaram a sabedoria e não escolheram o temor do Senhor, nem quiseram atender aos meus conselhos, mas zombaram das minhas repreensões. Por isso comerão os frutos do seu próprio caminho e se fartarão da sua própria impiedade. Pois, porque fizeram mal aos pequeninos, serão mortos, e o julgamento destruirá os ímpios. Mas quem me ouve habitará seguro, confiando na esperança, e estará tranquilo, livre do temor de todo mal (Pv 1.23-33).

58. Obedeçamos, pois, ao seu nome santíssimo e glorioso, escapando assim das ameaças que foram pronunciadas outrora pela boca da Sabedoria contra os desobedientes, para que habitemos seguros, confiando no nome santíssimo da sua majestade. Recebam o nosso conselho, e não terão motivo de arrependimento. Pois, assim como Deus vive, e vive o Senhor Jesus Cristo, e o Espírito Santo, que são a fé e a esperança dos eleitos, assim certamente aquele que, com humildade de espírito e perseverante na mansidão, cumpriu sem pesar as ordenanças e os mandamentos dados por Deus será inscrito e terá nome no número dos que são salvos por meio de Jesus Cristo, por meio de quem seja dada a ele a glória para todo o sempre. Amém.

59. Mas, se alguns desobedecerem às palavras que ele disse por meio de nós, saibam que se envolverão em transgressão e perigo nada pequenos; nós, porém, seremos inocentes deste pecado. E pediremos, com insistência em oração e súplica, que o Criador do universo guarde intacto até o fim o número contado dos seus eleitos em todo o mundo, por meio do seu amado Filho Jesus Cristo, por meio de quem nos chamou das trevas para a luz, da ignorância para o pleno conhecimento da glória do seu nome.

[Concede-nos, Senhor,] que esperemos no teu nome, que é a fonte primeira de toda a criação, e abre os olhos do nosso coração, para que te conheçamos, a ti, o único que permaneces Altíssimo entre os altíssimos, Santo entre os santos; que abates a insolência dos soberbos, que dispersas os pensamentos das nações, que exaltas os humildes e humilhas os exaltados; que enriqueces e empobreces; que matas e fazes viver; o único Benfeitor dos espíritos e Deus de toda carne; que olhas para os abismos, que examinas as obras dos homens; o Socorro dos que estão em perigo, o Salvador dos desesperados; o Criador e Supervisor de todo espírito; que multiplicas as nações sobre a terra e, dentre todos os homens, escolheste os que te amam por meio de Jesus Cristo, teu amado Filho, por meio de quem nos instruíste, nos santificaste, nos honraste. Rogamos-te, Senhor e Soberano, que sejas o nosso auxílio e socorro. Salva os que entre nós estão em tribulação; tem misericórdia dos humildes; levanta os caídos; mostra-te aos necessitados; cura os ímpios; converte os desviados do teu povo; alimenta os famintos; liberta os nossos prisioneiros; levanta os fracos; consola os desanimados. Que todos os gentios saibam que tu és o único Deus, que Jesus Cristo é o teu Filho, e que nós somos o teu povo e ovelhas do teu pasto (Sl 79.13).

60. Tu, pelas tuas operações, tornaste manifesta a estrutura eterna do mundo. Tu, Senhor, criaste a terra. Tu, que és fiel por todas as gerações, justo nos teus juízos, admirável em força e excelência; tu, que és sábio no criar e prudente no firmar o que fizeste, que és bom nas coisas que se veem e fiel para com os que confiam em ti, compassivo e misericordioso, perdoa as nossas iniquidades, as nossas injustiças, as nossas transgressões e as nossas faltas. Não leves em conta todo pecado dos teus servos e das tuas servas, mas purifica-nos com a purificação da tua verdade, e guia os nossos passos para andarmos em santidade, justiça e simplicidade de coração, e para fazermos o que é bom e agradável aos teus olhos e aos olhos dos nossos governantes. Sim, Senhor, faze resplandecer sobre nós o teu rosto em paz, para o nosso bem, para que sejamos protegidos pela tua mão poderosa e livrados de todo pecado pelo teu braço levantado. E livra-nos dos que nos odeiam injustamente. Dá concórdia e paz a nós e a todos os que habitam a terra, como deste aos nossos pais, quando te invocavam com fé e verdade, com santidade, [para que sejamos salvos,] enquanto prestamos obediência ao teu nome todo-poderoso e excelentíssimo e aos nossos governantes e autoridades sobre a terra.

61. Tu, Senhor e Soberano, lhes deste o poder da soberania pela tua força excelente e indizível, para que nós, conhecendo a glória e a honra que lhes deste, nos submetamos a eles, sem em nada resistir à tua vontade. Concede-lhes, pois, Senhor, saúde, paz, concórdia e estabilidade, para que exerçam sem falha o governo que lhes deste. Pois tu, Soberano celestial, Rei dos séculos, dás aos filhos dos homens glória, honra e poder sobre todas as coisas que há na terra. Dirige tu, Senhor, o conselho deles segundo o que é bom e agradável aos teus olhos, para que, exercendo com piedade, em paz e mansidão, o poder que lhes deste, alcancem o teu favor. Ó tu, o único que podes fazer estas coisas, e coisas muito melhores do que estas, por nós, nós te louvamos por meio do Sumo Sacerdote e Protetor das nossas almas, Jesus Cristo, por meio de quem a ti seja a glória e a majestade, agora e por todas as gerações e para todo o sempre. Amém.

62. Quanto às coisas que convêm à nossa religião e são muito úteis para uma vida virtuosa, a todos os que desejam guiar [os seus passos] em santidade e justiça, escrevemos a vocês amplamente, irmãos. Pois, a respeito da fé, do arrependimento, do amor sincero, do domínio próprio, da sobriedade e da paciência, tratamos de todos os pontos, lembrando-lhes que devem agradar ao Deus Todo-Poderoso em justiça, verdade e longanimidade, com santidade, deixando de lado a malícia e buscando a concórdia no amor e na paz, perseverando na mansidão; assim como os nossos pais, dos quais falamos antes, lhe agradaram, sendo humildes de espírito para com o seu Pai, Deus e Criador, e para com todos os homens. E lhes lembramos estas coisas com tanto maior alegria quanto sabíamos bem que escrevíamos a homens fiéis, altamente estimados, que examinaram diligentemente os oráculos do ensino de Deus.

63. Portanto, é justo que atentemos para exemplos tão grandes e tão numerosos e submetamos a cerviz e, ocupando o lugar da obediência, tomemos o partido dos que são os guias das nossas almas, para que, cessando desta discórdia insensata, alcancemos a meta que está diante de nós em verdade, mantendo-nos afastados de toda falta. Pois vocês nos darão grande alegria e contentamento se obedecerem ao que lhes escrevemos por meio do Espírito Santo e arrancarem a ira injusta do seu ciúme, conforme o apelo que fizemos nesta carta em favor da paz e da concórdia. E enviamos também homens fiéis e prudentes, que andaram entre nós de modo irrepreensível desde a juventude até a velhice, os quais serão também testemunhas entre vocês e nós. E isso fizemos para que soubessem que tivemos, e ainda temos, todo o cuidado de que vocês fiquem em paz rapidamente.

64. Finalmente, que o Deus que tudo vê, Soberano dos espíritos e Senhor de toda carne, que escolheu o Senhor Jesus Cristo, e a nós por meio dele, para sermos um povo exclusivamente seu, conceda a toda alma chamada pelo seu nome excelente e santo fé, temor, paz, paciência, longanimidade, domínio próprio, castidade e sobriedade, para que sejam agradáveis ao seu nome por meio do nosso Sumo Sacerdote e Protetor, Jesus Cristo, por meio de quem a ele seja a glória e a majestade, o poder e a honra, agora e para todo o sempre. Amém.

65. Agora mandem de volta depressa os nossos mensageiros, Cláudio Efebo e Valério Bito, juntamente com Fortunato, em paz e com alegria, para que mais depressa nos tragam notícia da paz e da concórdia que pedimos em oração e desejamos ardentemente, para que também nós nos alegremos mais depressa com a boa ordem de vocês.

A graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja com vocês e com todos os que, em todo lugar, foram chamados por Deus e por meio dele, por meio de quem a ele seja a glória e a honra, o poder e a grandeza, e o domínio eterno, desde os séculos passados e para todo o sempre. Amém.

Tradução para o português a partir da versão inglesa de J. B. Lightfoot (The Apostolic Fathers, Londres, Macmillan, 1891, ed. J. R. Harmer), conferida com as imagens das páginas; os prefácios de Wesley, a partir de A Christian Library, vol. 1 (1749; reimpr. 1755); domínio público. Os originais são gregos: esta é, portanto, tradução de tradução. As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA) quando o autor antigo cita o texto bíblico tal como o conhecemos; quando cita pela Septuaginta ou de memória, segue-se a redação dele. Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.