Cirilo de Jerusalém, Catequeses · Catequese XIX

Primeira catequese sobre os mistérios: a renúncia

Aos recém-batizados: o sentido da renúncia a Satanás, voltados para o ocidente, e da profissão de fé, voltados para o oriente.

Cinco catequeses do mesmo autor aos recém-batizados1

Catequese XIX. Primeira catequese sobre os mistérios

1 Pedro 5.8-14
Com uma leitura da Primeira Epístola Geral de Pedro, começando em Sejam sóbrios e vigilantes, até o fim da epístola.

1. Há muito tempo eu desejava, ó filhos legítimos e muito amados da Igreja, falar a vocês sobre estes mistérios espirituais e celestiais; mas, como sabia bem que ver convence muito mais do que ouvir, esperei a presente ocasião, para que, encontrando vocês mais abertos à influência das minhas palavras pela experiência que acabam de viver, eu os conduzisse pela mão ao prado mais luminoso e mais perfumado do paraíso que está diante de nós; sobretudo porque vocês se tornaram aptos a receber os mistérios mais sagrados, depois de terem sido considerados dignos do batismo divino e vivificante2. Visto, pois, que resta pôr diante de vocês a mesa das instruções mais perfeitas, vamos agora ensinar-lhes estas coisas com exatidão, para que saibam o efeito3 que foi operado em vocês naquela noite do seu batismo.

2. Primeiro vocês entraram no vestíbulo4 do batistério e ali, voltados para o ocidente, ouviram a ordem de estender a mão e, como na presença de Satanás, renunciaram a ele. Ora, vocês devem saber que esta figura se encontra na história antiga. Pois, quando Faraó, aquele tirano amaríssimo e cruel, oprimia o povo livre e nobre dos hebreus, Deus enviou Moisés para tirá-los da dura escravidão dos egípcios. Então os batentes das portas foram ungidos com o sangue de um cordeiro, para que o destruidor fugisse das casas que tinham o sinal do sangue; e o povo hebreu foi maravilhosamente libertado. O inimigo, porém, depois que eles foram salvos, “foi atrás deles” (Êx 14.9, 23) e viu o mar abrir-se prodigiosamente diante deles; ainda assim, seguiu adiante, indo bem no encalço deles, e de repente foi submerso e tragado no mar Vermelho.

3. Passem agora do antigo ao novo, da figura à realidade. Lá temos Moisés, enviado por Deus ao Egito; aqui, Cristo, enviado pelo seu Pai ao mundo. Lá, para que Moisés tirasse do Egito um povo aflito; aqui, para que Cristo resgatasse os que no mundo estão oprimidos sob o pecado. Lá, o sangue de um cordeiro foi o amuleto contra5 o destruidor; aqui, o sangue do Cordeiro sem mancha, Jesus Cristo, se torna o encanto que afugenta6 os espíritos maus. Lá, o tirano perseguia aquele povo antigo até o mar; e aqui o espírito ousado e desavergonhado, o autor do mal, seguia você até as próprias correntes da salvação. O tirano de outrora foi afogado no mar; e este de agora desaparece na água da salvação.

4. Mas, ainda assim, você recebe a ordem de dizer, com o braço estendido para ele como se estivesse presente: “Renuncio a ti, Satanás.” Quero também dizer por que vocês ficam voltados para o ocidente, pois é necessário. Como o ocidente é a região das trevas visíveis, e ele, sendo trevas, tem o seu domínio também nas trevas, por isso vocês, olhando com sentido simbólico para o ocidente, renunciam àquele príncipe tenebroso e sombrio. Que disse então cada um de vocês, de pé? “Renuncio a ti, Satanás”, tu, tirano perverso e crudelíssimo! Querendo dizer: “Já não temo o teu poder; pois Cristo o derrubou, tendo participado comigo de carne e sangue, para que por meio deles ‘destruísse pela morte a morte’, a fim de que eu não ficasse ‘sujeito à escravidão’ para sempre (Hb 2.14-15).” “Renuncio a ti”, serpente astuta e sutilíssima. “Renuncio a ti”, conspirador que és, que sob aparência de amizade tramaste toda desobediência e provocaste a apostasia dos nossos primeiros pais. “Renuncio a ti, Satanás”, artífice e cúmplice de toda maldade.

5. Depois, numa segunda frase, você é ensinado a dizer: “e a todas as tuas obras.” Ora, as obras de Satanás são todo pecado, ao qual você também deve renunciar, assim como quem escapou de um tirano certamente escapou também das suas armas. Todo pecado, portanto, de qualquer espécie, está incluído nas obras do diabo. Saiba apenas isto: tudo o que você diz, sobretudo naquela hora tão comovente, fica escrito nos livros de Deus; por isso, quando você fizer qualquer coisa contrária a essas promessas, será julgado como “transgressor” (Gl 2.18). Você renuncia, portanto, às obras de Satanás; quero dizer, a todos os atos e pensamentos contrários à razão.

6. Depois você diz: “E a toda a sua pompa7.” Ora, a pompa do diabo é a loucura dos teatros8, as corridas de cavalos, a caça e toda vaidade desse tipo; é para ser livrado delas que aquele santo homem diz a Deus em oração: “Desvia os meus olhos, para que não vejam a vaidade” (Sl 119.37). Não se interesse pela loucura do teatro, onde você veria os gestos lascivos dos atores9, acompanhados de zombarias e de toda indecência, e as danças frenéticas de homens efeminados10; nem pela loucura daqueles que, nas caçadas11, se expõem às feras para satisfazer o seu miserável apetite; que, para servir ao ventre com comida, tornam-se eles mesmos, na realidade, comida para o ventre de feras indomadas; e, para dizer com justiça, por causa do seu próprio deus, o ventre, lançam fora a vida de cabeça em combates singulares12. Fuja também das corridas de cavalos, espetáculo frenético que transtorna a alma13. Pois todas essas coisas são a pompa do diabo.

7. Além disso, as coisas que se penduram nas festas dos ídolos14, seja carne, seja pão, ou outras coisas semelhantes, contaminadas pela invocação dos espíritos imundos, contam-se na pompa do diabo. Pois, assim como o pão e o vinho da Eucaristia, antes da invocação da santa e adorável Trindade, eram simples pão e vinho, ao passo que, depois da invocação, o pão se torna o corpo de Cristo e o vinho, o sangue de Cristo15, assim também esses alimentos que pertencem à pompa de Satanás, embora simples por natureza, tornam-se profanos pela invocação do espírito mau.

8. Depois disso você diz: “e a todo o teu culto16.” Ora, o culto do diabo é a oração nos templos dos ídolos; as coisas feitas em honra de ídolos sem vida; o acender de lâmpadas17 ou o queimar de incenso junto a fontes ou rios18, como fazem algumas pessoas enganadas por sonhos ou por espíritos maus [que recorrem a isso19 ], pensando encontrar cura até para as suas doenças do corpo. Não vá atrás dessas coisas. A observação das aves, a adivinhação, os presságios, os amuletos, os encantamentos escritos em folhas, as feitiçarias ou outras artes más20, e todas as coisas desse tipo, são culto do diabo; portanto, fuja delas. Pois se, depois de renunciar a Satanás e de se unir a Cristo21, você cair sob a influência delas, achará22 o tirano mais amargo; talvez porque antes ele o tratava como coisa sua e o poupava da sua dura escravidão, mas agora está muito exasperado com você; assim você ficará privado de Cristo e experimentará o outro. Você não ouviu a antiga história que nos fala de Ló e de suas filhas? Não foi ele salvo com as filhas, quando alcançou o monte, enquanto a mulher dele se tornou uma coluna de sal, erguida como monumento para sempre, em lembrança da sua vontade depravada e do seu olhar para trás? Cuide, pois, de você mesmo, e não volte “ao que fica para trás” (Fp 3.13)23, tendo posto a mão no arado, para depois voltar-se ao sabor salgado das coisas desta vida; mas fuja para o monte, para Jesus Cristo, aquela “pedra cortada sem auxílio de mãos” (Dn 2.34-35, 45), que encheu o mundo.

9. Quando, pois, você renuncia a Satanás, rompendo inteiramente toda a sua aliança com ele, aquele antigo “pacto com o inferno” (Is 28.15), abre-se para você o paraíso de Deus, que ele plantou no oriente, de onde o nosso primeiro pai foi expulso por causa da sua transgressão; e símbolo disso foi o seu voltar-se do ocidente para o oriente, o lugar da luz24. Então lhe disseram que dissesse: “Creio no Pai, e no Filho, e no Espírito Santo, e num só batismo de arrependimento25.” Dessas coisas já lhe falamos longamente nas catequeses anteriores, conforme a graça de Deus nos permitiu.

10. Protegidos, pois, por estes ensinamentos, “sejam sóbrios”. Pois o nosso “adversário, o diabo”, como há pouco se leu, “como leão que ruge, anda em derredor, procurando alguém para devorar” (1Pe 5.8). Mas, embora em tempos passados a morte fosse poderosa e devorasse, no santo banho da regeneração Deus “enxugou as lágrimas de todos os rostos” (Is 25.8; Ap 7.17). Pois você não ficará mais de luto, agora que se despiu do velho homem; mas fará festa26, “vestido com a veste da salvação” (Is 61.10), que é Jesus Cristo.

11. E estas coisas foram feitas na câmara exterior. Mas, se Deus quiser, quando nas catequeses seguintes sobre os mistérios tivermos entrado no Santo dos Santos27, conheceremos ali o sentido simbólico das coisas que ali se realizam. Ora, a Deus Pai, com o Filho e o Espírito Santo, sejam a glória, o poder e a majestade, para todo o sempre. Amém.

Notas

1. Este título geral das cinco catequeses seguintes falta em muitos manuscritos. “No Cod. Ottob., no fim do título particular desta primeira catequese mistagógica, depois das palavras ‘até o fim da epístola’, segue-se a declaração ‘Do mesmo autor Cirilo, e de João, o bispo'” (o editor beneditino).

2. Esta catequese foi pronunciada na segunda-feira depois da Páscoa, no Santo Sepulcro: veja Catequese XVIII, 33.

3. ten emphasin ten… gegenemenen se encontra em todos os manuscritos. “Contudo, parece que devemos ler ton… gegenemenon, que Grodecq ou leu ou pôs no lugar” (o editor beneditino). Com a leitura proposta, o sentido seria: “o significado das coisas feitas em vocês”, o que concorda melhor com o sentido de emphasis.

4. ton proaulion, chamado abaixo, no § 11, “a câmara exterior”. Cf. Procatequese, § 1. Pelo que diz Tertuliano (De Corona, § 3), a renúncia era feita primeiro na igreja e depois no batistério: “Quando estamos para entrar na água, nesse momento, como também pouco antes, na igreja, sob a mão de quem preside, professamos solenemente que renegamos o diabo, e a sua pompa, e os seus anjos.”

5. apotropaion.

6. phugadeuterion, a palavra que a Septuaginta costuma usar para “cidade de refúgio”. Mas o verbo phugadeuo é transitivo em 2 Macabeus 9.4, bem como em Xenofonte e em Demóstenes. A aplicação do sangue de Cristo no batismo é representada pelo sinal da cruz traçado na fronte. Compare os versos de Prudêncio citados pelo editor beneditino: “Passio quæ nostram defendit sanguine frontem, Corporeamque domum signato collinit ore.”

7. Heródoto II, 58: “Os egípcios foram os primeiros a introduzir as assembleias solenes (paneguris) e as procissões (pompas).” Em Roma, o termo “pompa” se aplicava especialmente à procissão com que se abriam os Ludi Circenses, e também a qualquer grande cerimônia ou cortejo.

8. theatromaniai. Cf. Tertuliano, Apologético 38: “Renunciamos a todos os vossos espetáculos…. Entre nós nada jamais se diz, nem se vê, nem se ouve que tenha algo em comum com a loucura do circo, a impudência do teatro, as atrocidades da arena, os exercícios inúteis do ginásio.” Ele chama o teatro de “aquela cidadela de todas as impurezas” (De Spectaculis, c. 10), “a morada própria da impudência” (c. 17), e dá uma descrição viva da raiva e da fúria do circo no c. 16.

9. mimon, nome ou de uma espécie de comédia baixa, “que consistia mais em gestos e mímica do que em diálogo falado”, ou das pessoas que nela atuavam. A descrição que Cirilo faz do caráter grosseiro e indecente dos mimos é mais do que justificada pelo testemunho imparcial de Ovídio, Tristia II, 497: “Quid si scripsissem mimos obscoena jocantes, Qui semper vetiti crimen amoris habent; In quibus assidue cultus procedit adulter, Verbaque dat stulto callida nupta viro. Nubilis hos virgo, matronaque, virque, puerque Spectat, et e magna parte Senatus adest. Nec satis incestis temerari vocibus aures; Assuescunt oculi multa pudenda pati.” Um teatro é mencionado entre os edifícios erguidos por Adriano na sua nova cidade, Élia Capitolina, construída no lugar de Jerusalém; e que as representações teatrais continuavam no tempo de Cirilo sabemos pela acusação de que, num tempo de fome, ele teria vendido uma das vestes da igreja, que depois foi usada no palco.

10. Lactâncio, Epítome, § 63: “Histrionici etiam impudici gestus, quibus infames foeminas imitantur, libidines, quæ saltando exprimunt, docent.”

11. kunegesiais, as chamadas “venationes” do circo, em que os “bestiarii” lutavam com as feras.

12. Os “bestiarii” eram banqueteados em público na véspera do combate com as feras. Veja Tertuliano, Apologético § 42: “Não me reclino em público na festa de Baco, à maneira dos lutadores de feras no seu último banquete.” Ib. § 9: “Também os que se alimentam da carne das feras da arena, que têm apetite aguçado por urso e veado.” Estes últimos, porém, eram principalmente os pobres, para quem a carne era coisa rara: Apuleio, Metamorfoses IV, 14, citado por Oehler.

13. psuchas ektrachelizon, alusão ao risco de quebrar o pescoço na corrida de carros. Tertuliano, De Spectaculis, § 9: “A equitação era praticada antigamente de modo simples, a cavalo, e certamente o seu uso comum era inocente; mas, quando foi arrastada para os jogos, passou de dom de Deus a serviço dos demônios.” A divindade que presidia a corrida de carros era Posêidon (Homero, Ilíada XXIII, 307; Píndaro, Olímpicas I, 63; Píticas VI, 50; Sófocles, Édipo em Colono 712), e tanto esta quanto os outros espetáculos do circo e do teatro estavam ligados ao culto dos deuses da Grécia e de Roma, e por isso eram proibidos como idolátricos: “Que altos ritos religiosos, que sacrifícios precedem, intervêm e seguem, quantas corporações, quantos sacerdócios, quantos serviços se põem em movimento” (Tertuliano, De Spectaculis, § 7).

14. paneguresi. A panegíria era propriamente uma festa religiosa, mas costumava vir acompanhada de uma grande feira ou mercado, em que se vendiam não só as coisas de que os adoradores podiam precisar para as suas ofertas, por exemplo incenso, mas também a carne dos animais que tinham sido sacrificados. Cf. Dictionary of Greek and Roman Antiquities, “Panegyris”. Tertuliano, Apologético § 42: “Não vamos aos vossos espetáculos; contudo, os artigos que lá se vendem, se eu precisar deles, os obterei mais facilmente nos seus próprios lugares. Incenso, certamente, não compramos.”

15. Compare o argumento de São Paulo contra as carnes oferecidas aos ídolos (1Co 10.14-21); e, sobre a doutrina eucarística de Cirilo, veja as notas à Catequese XXII.

16. A fórmula de renúncia antes do batismo é dada nas Constituições Apostólicas, VII, 41: “Renuncio a Satanás, e às suas obras, e às suas pompas, e aos seus cultos, e aos seus anjos, e às suas invenções, e a todas as coisas que estão sob ele.” Cf. Tertuliano, De Spectaculis, § 4: “Quando, ao entrar na água, fazemos profissão da fé cristã nas palavras da sua regra, damos testemunho público de que renunciamos ao diabo, à sua pompa e aos seus anjos.”

17. Heródoto II, 62: “Em Saís, quando se realiza a assembleia para os sacrifícios (a Minerva, ou Neith), há uma noite em que todos os habitantes acendem uma multidão de luzes ao ar livre em volta das casas…. Estas ardem a noite inteira e dão à festa o nome de Festa das Lâmpadas (Luchnokaie).”

18. Fontes e rios tinham cada qual a sua divindade ou ninfa, à qual se ofereciam sacrifícios e se queimava incenso.

19. es touto diebesan. Estas palavras faltam em muitos manuscritos, e o editor beneditino as considera um acréscimo espúrio, feito para completar a construção. As palavras e toiauta, no fim da frase, é melhor omiti-las, como em vários bons manuscritos.

20. Catequese IV, 37; Constituições Apostólicas VI: “Não sejas adivinho, pois isso leva à idolatria…. Não usarás encantamentos nem purificações para o teu filho. Não serás agoureiro nem adivinho por aves grandes ou pequenas. Nem aprenderás artes perversas; pois todas estas coisas a Lei proibiu.” Dt 18.10-11.

21. Constituições Apostólicas VII, 41: “E, depois da sua renúncia, diga na sua adesão (suntassomenos): Uno-me a Cristo.”

22. peirathese (Cod. Mon. 1) é leitura melhor do que peirasthese. Cf. Platão, Laques, 188 E: ton ergon epeirathen.

23. Sobre a coluna de sal, veja Sabedoria 10.7: “De cuja maldade, até hoje, a terra devastada que fumega é testemunho,… e uma coluna de sal erguida é monumento de uma alma incrédula.” Josefo, Antiguidades I, xi, 4: “Além disso, eu mesmo a vi, pois permanece até hoje.” O bispo Lightfoot (Clemente Romano, Epístola aos Coríntios, xi) observa que a região é rica em colunas de sal, e que “viajantes medievais e até modernos têm gostado de identificar uma ou outra delas com a mulher de Ló.”

24. Cf. Santo Ambrósio, De Mysteriis, c. ii, 7: “Ad orientem converteris; qui enim renunciat diabolo ad Christum convertitur”: “Onde ele dá a entender claramente…. que voltar-se para o oriente era símbolo da sua aversão a Satanás e da sua conversão a Cristo, isto é, das trevas para a luz, do serviço dos ídolos para o serviço daquele que é o Sol da Justiça e a Fonte da Luz” (Bingham, Antiguidades XI, vii, 7).

25. Cf. Didaqué, vii, 1; Justino Mártir, Apologia I, c. 61 A; Swainson, Creeds, c. iii, sobre as breves profissões batismais. “Os escritos de São Cipriano nos dizem claramente que no seu tempo a forma da interrogação no batismo era fixa e definida. Ele fala das ‘usitata et legitima verba interrogationis’, e sabemos com igual clareza que a interrogação incluía as palavras: ‘Crês em Deus Pai, em seu Filho Cristo, no Espírito Santo? Crês na remissão dos pecados e na vida eterna por meio da Igreja?'”

26. paneguriseis.

27. Estas palavras parecem indicar que as catequeses sobre a Eucaristia seriam pronunciadas no Santo Sepulcro, embora os próprios mistérios possam ser chamados metaforicamente “o Santo dos Santos”.

Tradução para o português a partir da versão inglesa de Edwin Hamilton Gifford (Nicene and Post-Nicene Fathers, 2ª série, vol. 7, Nova York, 1894), conferida com as imagens das páginas; domínio público. É, portanto, tradução de tradução. As notas são do tradutor inglês. As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA) quando Cirilo cita o texto bíblico tal como o conhecemos; quando cita de outro modo, segue-se a redação dele. Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.