Batalha EspiritualEstudo 12

Nossas Armas

“As armas com as quais lutamos não são humanas; pelo contrário, são poderosas em Deus, para destruir fortalezas.”2 Coríntios 10.4 · NAA

Bispo Ildo MelloLeitura prévia: Ef 6.10-18; Is 59.15-17; Hb 4.12-16

Série Batalha Espiritual — os 12 estudos

1 · Maldição Hereditária2 · Herança Familiar3 · Batalha Inicial4 · Batalha Decisiva5 · O Valente Amarrado6 · A Batalha Final7 · Contra quem Lutamos?8 · Sedução e Disfarce9 · Ataques à Mente e ao Coração10 · Vencendo a Carne11 · Vencendo o Mundo12 · Nossas Armas

Para começar

As perguntas que nos guiam

As batalhas espirituais somente podem ser vencidas pelo poder sobrenatural de Deus. Jesus não enviou os discípulos ao campo dizendo que se virassem: subiu aos céus, mas não nos deixou órfãos — enviou o seu Espírito, que confere poder à Igreja (At 1.8). “Sem mim, vocês não podem fazer nada” (Jo 15.5).

1

Com que armas você tem lutado?

Davi recusou a armadura humana: “tu vens contra mim com espada e lança; eu vou contra ti em nome do Senhor” (1Sm 17.45).

2

Por que o amor é a maior arma?

Se o cerne da guerra é o relacionamento com Deus, as armas decisivas são as que nos aproximam dele.

3

O que é, na prática, a armadura?

Nada de misticismo esotérico: Paulo a descreve em termos bem práticos de vida cristã.

Deus nos concede armas especiais para batalhar contra o diabo (1Pe 5.8; Ef 6.12), contra as influências negativas do mundo (1Jo 2.15-17) e contra as paixões desordenadas da nossa própria carne (Cl 3.5; Tg 1.14). “As armas com as quais lutamos não são humanas; pelo contrário, são poderosas em Deus, para destruir fortalezas” (2Co 10.4). Nesta guerra, somos protegidos e assistidos pelo Senhor: “Graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15.57).

A primeira arma

A força do amor

Se a questão do nosso relacionamento com Deus está no cerne da guerra espiritual, então entre as principais armas contra o mal estão exatamente aquelas que nos aproximam do Criador: a Palavra e a oração, os atos de amor e a fé — não como mera crença, mas como confiança e lealdade.

Paulo diz que o amor é a maior de todas (1Co 13.13): vencemos tudo pelo amor a Deus e ao próximo, pois o amor “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” e “jamais acaba” (1Co 13.7-8). O amor a Deus nos ajuda a suplantar o apego às coisas terrenas (1Jo 2.15-17); os que estão ocupados em amar não têm o que temer, pois o amor lança fora o medo (1Jo 4.18); quando amamos uns aos outros, Deus permanece em nós (1Jo 4.12) — e “se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8.31); “maior é aquele que está em vocês do que aquele que está no mundo” (1Jo 4.4). Quem ama guarda os mandamentos (1Jo 5.3). Portanto, vencemos o maligno cumprindo o mandamento de Jesus: “O meu mandamento é este: que vocês amem uns aos outros, assim como eu os amei” (Jo 15.12).

Amor com as mãos. Combatemos a pobreza e as injustiças sociais com ações concretas de generosidade e justiça — não com caminhadas de oração pela cidade para “expulsar o demônio da pobreza”, nem com “atos proféticos” ou declarações vazias, divorciadas de atos concretos de amor.

O arsenal

A armadura de Deus

Para decepção dos místicos sensacionalistas e esotéricos, Paulo descreve a armadura de Deus em termos bem práticos de vida cristã: fé, Palavra da verdade, oração, salvação, prática da justiça e pregação do Evangelho.

“Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo (…) Assim, mantenham-se firmes, tendo cingido os lombos com a verdade, vestindo a couraça da justiça e calçando os pés com a preparação do evangelho da paz. Além disso, tomem o escudo da fé, com o qual poderão apagar todas as setas inflamadas do Maligno. Tomem também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. Orem no Espírito em todo tempo, com toda oração e súplica…” (Ef 6.11-18)

O cinto da verdade

O diabo é o pai da mentira (Jo 8.44) e de todas as heresias destruidoras: deturpa a verdade, confunde e aprisiona as pessoas à escravidão da ignorância, da superstição e do erro. Falsos mestres introduzem dissimuladamente heresias destruidoras (2Pe 2.1-3), e o Espírito avisa que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e ensinos de demônios (1Tm 4.1) — pois as pessoas, não suportando a sã doutrina, amontoarão mestres que digam o que elas querem ouvir, e não o que precisam escutar (2Tm 4.3).

Mas, enquanto a mentira escraviza, a verdade liberta: “conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (Jo 8.32); “nada podemos contra a verdade, senão pela verdade” (2Co 13.8). Colocar o cinto da verdade é ser envolvido pelo próprio Cristo, que é a verdade (Jo 14.6) — “para que não sejamos mais como crianças, agitadas de um lado para outro e levadas ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha das pessoas, pela astúcia com que induzem ao erro” (Ef 4.14).

As peças

Couraça da justiça e botas do Evangelho

A couraça da justiça

Em Cristo fomos justificados — linguagem forense: a justiça nos foi imputada, fomos declarados justos. Mas a salvação não termina na justificação: fomos também regenerados pelo poder santificador do Espírito, derramado abundantemente sobre nós na conversão (Tt 3.5-6). Não somos apenas chamados filhos de Deus — recebemos o poder de nos tornar filhos de Deus (Jo 1.12).

Ser como Cristo é humanamente impossível — mas “o que é impossível para os homens é possível para Deus” (Mc 10.27)! Jesus não é apenas o modelo de justiça: é a própria fonte dela. Ele é, ao mesmo tempo, o alvo e o caminho (Jo 14.6). Santidade não é obra da carne, mas do Espírito (Gl 5.16): “Deus é quem efetua em vocês tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.13).

Deus “nos deu todas as coisas que conduzem à vida e à piedade” (2Pe 1.3), para vivermos como filhos e escaparmos da corrupção deste mundo (2Pe 1.4). E o trabalho de Deus a nosso favor é a base e o incentivo do nosso próprio empenho: “por isso mesmo, empenhem-se…” (2Pe 1.5); “purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (2Co 7.1). Somos chamados a lutar contra o pecado em todas as suas manifestações, no âmbito individual e no social — com a armadura que Isaías descreve como pertencente ao próprio Deus, que a vestiu para batalhar contra a injustiça: “usou de justiça como couraça e pôs o capacete da salvação na cabeça” (Is 59.15-17).

As botas do Evangelho da paz

A expressão evoca Isaías: “Como são belos sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O seu Deus reina!” (Is 52.7). Eis uma arma de guerra que promove a paz: o Evangelho é o anúncio da chegada do Príncipe da Paz, que reconcilia o homem com Deus e com o próximo (2Co 5.18-19; Rm 12.18; Cl 1.20).

Jesus promove cura e justiça para que o oprimido desfrute da paz: “Venham a mim, todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso” (Mt 11.28). Pois sem justiça não há paz — por isso o Príncipe da Paz veio proclamar libertação aos cativos e anunciar o ano aceitável do Senhor (Lc 4.18-19), o Jubileu que visava pôr fim às desigualdades. O Evangelho é boa notícia para os pobres (Mt 11.5) — e a igreja de Pentecostes o cumpriu: “não havia entre eles necessitado algum”, pois vendiam propriedades e repartiam com todos (At 2.45; 4.34). Impossível hoje? “O que é impossível para os homens é possível para Deus” (Mc 10.27).

O exemplo de Wesley

Generosidade: a prova final

Para John Wesley, fundador do movimento metodista, a generosidade é a prova final da vida cheia do Espírito: a graça recebida deve tornar-se, espontaneamente, graça repartida. Contra a enorme corrupção social da Inglaterra, Wesley viveu o fruto do Espírito: embora tenha se tornado um dos homens de maior renda do país, viveu com apenas 28 libras anuais até a morte, entregando o restante aos pobres. A terrível pobreza que campeia o mundo coloca uma interrogação sobre o estilo de vida de muitos cristãos: o sinal da salvação de Zaqueu foi partilhar espontaneamente o dinheiro; a ambição foi o sinal da condenação do jovem rico. Carecemos de um avivamento que nos mova a um estilo de vida simples, para dar mais aos pobres e à missão.

A bota é também arma de avanço: “Vão por todo o mundo e preguem o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). Comissionados na autoridade daquele que tem todo o poder (Mt 28.18-19), com o poder do Espírito (At 1.8) e autoridade sobre todo o poder do inimigo (Lc 10.19), avançamos sobre as cidadelas do inferno para libertar os cativos — e as portas do inferno não prevalecerão (Mt 16.18). A Igreja cumprirá sua missão antes do fim (Mc 13.10): nos céus haverá uma multidão incontável de todos os povos (Ap 7.9), e “a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Is 11.9).

As peças

Escudo da fé e capacete da salvação

O escudo da fé

Os verdadeiros cristãos enfrentam muitas crises de fé (Mc 4.40; Mt 14.28-31) — mas não estão sós: Jesus prometeu estar conosco (Mt 28.20) e ouviu a oração dos apóstolos: “aumenta a nossa fé!” (Lc 17.5). Sigamos o exemplo dos pais de Moisés, que pela fé protegeram o filho, sem temer o decreto do rei (Hb 11.23). Não tenha medo — tenha fé!

A fé está entre as três maiores virtudes do cristianismo (1Co 13.13) — ao lado do amor e da esperança. Muitos falam de fé e desprezam o amor; outros a tratam como varinha de condão para todos os desejos e se esquecem da esperança. Fé não existe apenas para conquistar coisas: é também escudo para suportar adversidades e apagar os dardos inflamados do maligno. Na galeria de Hebreus 11, homens e mulheres de Deus, pela fé, suportaram perseguições e até a morte. Resista ao diabo usando a fé, que é a vitória que vence o mundo (1Jo 5.4)!

O capacete da salvação

Como vimos no Estudo 9, uma das principais metas de Satanás é nos convencer de que a conversão foi mero momento de emoção e de que nada mudou. Ele quer que nos sintamos excluídos e abandonados por Deus — longe de Deus, longe da Bíblia e longe da Igreja (Hb 10.25). Por isso é fundamental o capacete: proteger a mente dos ataques que visam nos afastar de Deus. “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus” (Fp 4.7).

Confie em Deus, “que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça” (2Tm 1.9). Firme-se na palavra de Cristo: “quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (Jo 5.24). João escreveu sua primeira carta justamente para dar certeza da salvação: “Estas coisas escrevi a vocês que creem no nome do Filho de Deus, para que saibam que têm a vida eterna” (1Jo 5.11-13).

Ataque e defesa

Espada do Espírito, oração e ações de graça

A espada do Espírito

A armadura serve para atacar e para defender: “com as armas da justiça, quer ofensivas, quer defensivas” (2Co 6.7). Jesus usou a Palavra como defesa, combatendo as mentiras de Satanás com o célebre “está escrito” (Mt 4.4) — e como arma de ataque para libertar cativos: “conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (Jo 8.32).

“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” (Hb 4.12)

A Palavra é poderosa para produzir fé (Rm 10.17); para regeneração (Tg 1.18); para conversão, pois não volta vazia (Is 55.11; At 19.20); para santificação, capacitando o crente e a comunidade a viverem a ética do Reino (Jo 15.3; 17.17; Ef 5.26); para vencer a tentação (Lc 4.4) e o maligno (Ef 6.17); para curar (Mt 8.8); para criar e sustentar todas as coisas (Hb 11.3). E, além de tudo, a Bíblia nos revela a Deus em Cristo — seu ser, seu caráter, sua missão, sua Igreja e seu Reino. Nela encontramos graça, força, direção, inspiração, esperança e a nossa razão de ser. O Deus que operou poderosamente em outros tempos está vivo, e sua Palavra continua viva e eficaz para atuar em nós e através de nós nesta geração.

A oração

Ao lado da Palavra está a oração — poderosa para buscar que a vontade de Deus se faça na terra (Mt 6.10). Deus é afetado positivamente por nossas orações: “tudo o que vocês ligarem na terra terá sido ligado nos céus” (Mt 18.18). A oração tem poder até sobre os fenômenos naturais: “Elias era humano como nós; orou, com fervor, para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e seis meses” (Tg 5.17).

Devemos batalhar em oração pelo bem e pela salvação de outras pessoas. Mônica, mãe de Agostinho, chorava mais pela conversão do filho do que as mães costumam chorar a morte física dos seus — e batalhou em oração persistente até contemplá-lo resgatado das garras do pecado. “Peçam e receberão, para que a alegria de vocês seja completa” (Jo 16.24); “peçam, e lhes será dado; busquem e acharão; batam, e a porta lhes será aberta” (Mt 7.7). E é maravilhoso saber que não oramos sós: Jesus intercede por nós (Rm 8.34), e o Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26-27).

As ações de graça

Outra arma importantíssima contra o maligno é um coração agradecido. Paulo escreve: “Dediquem-se à oração, estejam alerta e sejam agradecidos” (Cl 4.2 — NVI). E liga a gratidão ao fortalecimento espiritual: “sendo fortalecidos com todo o poder… dando graças ao Pai, que os fez dignos de participar da herança dos santos na luz. Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor” (Cl 1.11-14). Aos efésios, associa o encher-se do Espírito ao “dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai” (Ef 5.18-20). Pois “a alegria do Senhor é a força de vocês” (Ne 8.10).

Concluindo

Repare nas armas que tem usado

Com tantas armas e recursos espirituais a nosso favor, temos motivos para estar confiantes diante dos embates da vida. Se você não está conseguindo vitória nas batalhas, repare nas armas que tem usado. Não lute segundo a carne; não confie em armaduras humanas, nem em carros e cavalos de guerra, nem no socorro do “Egito” (Is 31.1). Revista-se de toda a armadura de Deus e aprenda a confiar e a esperar nele: “No arrependimento e no descanso está a salvação de vocês; na tranquilidade e na confiança, a sua força” (Is 30.15). Quando esperamos e confiamos em Deus, resistimos bravamente ao diabo — e o Senhor peleja por nós, dando-nos a vitória (Is 31.8-9)!

Do livro

Questões para reflexão

Responda por escrito, diante de Deus.

1. Em momentos de grandes dificuldades em sua vida, que armas espirituais você usou para vencer?
2. Escreva o seu testemunho sobre um desses momentos, acrescentando de que forma essa experiência passada pode ajudá-lo a enfrentar outras situações difíceis.
3. Por que os discípulos de Jesus costumam agir como os pagãos, que não têm Deus, diante dos temporais que ameaçam suas vidas? Por que é tão difícil esperar e confiar na providência divina? Por que muitos se desesperam diante de uma calamidade e apelam para os recursos humanos, em vez de se revestirem de toda a armadura de Deus? (Mc 4.35-41)

Fixação

Cartões de memorização

Toque no cartão para ver a definição. Bom para revisar antes da avaliação.

Avaliação

Teste o que você aprendeu

Cinco questões de múltipla escolha, com nota ao final, e duas perguntas para reflexão com resposta sugerida. Cada alternativa traz um comentário assim que você escolhe — errar aqui também ensina.

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Para pensar e conversar

Perguntas para reflexão

“Em momentos de grandes dificuldades, que armas espirituais você usou para vencer?” (questão 1 do livro). Medite antes de abrir a resposta sugerida.Ver resposta sugerida
Faça o inventário com a armadura diante dos olhos, peça por peça. O cinto: naquela crise, o que sustentou você foi a verdade da Palavra ou versões e suposições? A couraça: houve prática da justiça — decisões íntegras mesmo sob pressão — ou atalhos? As botas: a dificuldade calou o seu testemunho ou você seguiu anunciando a paz, servindo e repartindo? O escudo: quais dardos inflamados o atingiram (medo, acusação, dúvida sobre o amor de Deus) e com que fé você os apagou? O capacete: a sua mente descansou na certeza da salvação (Jo 5.24) ou o inimigo conseguiu fazê-lo duvidar da própria filiação? A espada: qual “está escrito” você empunhou — você o sabia de cor? E as duas disciplinas que envolvem tudo: houve oração perseverante (Cl 4.2) e houve gratidão — inclusive antes da resposta (Fp 4.6)? O exercício da questão 2 do livro vale ouro aqui: escreva o testemunho. Memória registrada vira arsenal para a próxima batalha — “até aqui nos ajudou o Senhor” (1Sm 7.12) é pedra que se levanta para os combates futuros.
Alguém pergunta: “Vestir a armadura não é uma fórmula mística — declarar as peças em voz alta toda manhã?” Como responder com mansidão?Ver resposta sugerida
Comece honrando a intenção: quem “declara a armadura” cada manhã ao menos leva a batalha a sério — e orar Efésios 6 é um belo costume. Mas ajude a ver o que Paulo de fato descreve: para decepção dos místicos sensacionalistas, as peças são termos práticos de vida cristã. O cinto se veste vivendo na verdade e na sã doutrina; a couraça, praticando a justiça; as botas, anunciando o Evangelho e servindo aos pobres; o escudo, confiando em Deus nas adversidades; o capacete, firmando a mente na certeza da salvação; a espada, conhecendo e usando a Escritura — como Jesus, que venceu com o “está escrito” porque a Palavra habitava nele, não porque recitou uma fórmula (Mt 4.1-11). A prova é simples: uma pessoa pode declarar as seis peças em voz alta e viver na mentira, na injustiça e sem Bíblia aberta — estará nua em plena guerra; outra pode jamais ter decorado a lista e, vivendo em verdade, justiça, fé e oração, estará completamente armada. A armadura não é amuleto que se ativa pela boca: é caráter que se forma pela graça, “fortalecidos no Senhor e na força do seu poder” (Ef 6.10). Conclua com o convite: siga orando Efésios 6 — mas ore para viver as peças, não apenas para nomeá-las.

Para casa e próximo estudo

Tarefas

Ler Ef 6.10-18 diariamente durante a semana, um dia para cada peça, anotando como vesti-la em atitudes concretas. Escrever o testemunho pedido na questão 2 do livro — uma batalha vencida com as armas de Deus — e guardá-lo como memorial (1Sm 7.12). E escolher uma ação de generosidade e justiça, ao estilo de Wesley, para praticar ainda nesta semana.

Próximo estudo

Você concluiu os doze estudos da série Batalha Espiritual! Quando novos capítulos do livro forem preparados, a série continuará. Reveja todos os estudos e cursos em Lições →

Citações bíblicas: Nova Almeida Atualizada (NAA), salvo indicação em contrário. · Do livro do Bispo Ildo Mello · Editoras No Cenáculo e Filhos da Graça