J. A. Wood · Amor Perfeito · Seções XIII a XVI
Os ministros devem ser inteiramente santificados; a santidade deve ser pregada, como no metodismo primitivo, e está ligada ao progresso da obra de Deus.
Os ministros devem ser inteiramente santificados
94. Não é de enorme importância que todo ministro seja inteiramente santificado a Deus?
1. É, sim. A santidade é um elemento destacado da eficácia no ministério. Nenhuma outra qualificação pode ocupar o seu lugar. Talentos, erudição e popularidade, sem santidade, serão “como o bronze que soa ou como o címbalo que retine” (1Co 13.1). Sem ela, o ministro não pode pregar, nem orar, nem viver como deve. Há uma agudeza, uma força, uma plenitude, uma energia e uma unção necessárias no ministério que não se podem obter sem a santidade. É nossa solene convicção que seria infinitamente melhor para a igreja e para o mundo se todo ministro não santificado suspendesse todo esforço em qualquer outra direção até receber, “com forte clamor e lágrimas” (Hb 5.7), o batismo purificador do Espírito Santo.
Depois que os discípulos receberam a sua grande comissão, foi-lhes ordenado repetidas vezes que permanecessem na cidade de Jerusalém até que recebessem poder do alto. Embora tivessem estado sob o ensino direto do próprio Mestre (o que era melhor do que qualquer seminário teológico do mundo), não estavam aptos para pregar e trabalhar na vinha de Cristo sem “a promessa do Pai” (At 1.4), o batismo do Espírito Santo, a investidura de poder.
“O perfeito amor lança fora o medo” (1Jo 4.18), e os ministros precisam dele para serem fiéis a todas as classes de pessoas, santos ou pecadores, dentro ou fora da igreja de Deus. O amor perfeito faz ministros destemidos. Ele os capacita a trabalhar na força de Deus com perfeita liberdade de todo medo dos ricos, dos influentes ou dos ímpios das suas congregações. Pelo ensino e pelo poder do Espírito Santo, a maneira da sua pregação é “advertindo a todos e ensinando a cada um” (Cl 1.28); o conteúdo da sua pregação, “Cristo em vocês, a esperança da glória” (Cl 1.27); e o fim da sua pregação, “que apresentemos cada pessoa perfeita em Cristo” (Cl 1.28).
Todo ministro deve obter graça suficiente para ser salvo do medo dos homens e cheio de um temor reverente e filial a Deus. Os ministros têm provações e tentações que lhes são próprias, e precisam do perfeito amor de Deus para lhes dar vitória constante e completa sobre todos os seus inimigos e para impedir que se desviem do caminho do dever. Nada, a não ser o poder e o domínio da graça num coração puro, pode livrar inteiramente alguém de ser influenciado, no seu trabalho ministerial, pela carteira, pela reputação ou pelas carrancas, sorrisos ou elogios dos homens. É preciso amor perfeito para nos tornar mortos para todas essas coisas e manter os nossos “olhos bons” e “todo o corpo cheio de luz” (Mt 6.22). [N. do T.: a King James, citada por Wood, diz “olho simples” (eye single), isto é, voltado para um só alvo.]
Oh, quanto todo servo de Cristo precisa de um testemunho claro de pureza completa e de amor perfeito, para a máxima eficácia na obra do ministério! A importância da obra, as suas dificuldades e as tremendas responsabilidades envolvidas exigem a melhor preparação moral possível. Os ministros da nossa santa religião deveriam ser inteiramente santificados, até o último homem, para formar uma falange sólida e unida contra os poderes combinados da terra e do inferno. Com que força Charles Wesley exprime isso nos seguintes versos!
“Fiquem firmes, então, no seu grande poder,
revestidos de toda a sua força;
mas, para se armar para a batalha, tomem
a armadura completa de Deus.
“Não deixem nenhum ponto sem guarda,
nenhuma fraqueza na alma;
tomem toda virtude, toda graça,
e fortifiquem o todo.
“Indissoluvelmente unidos,
avancem todos para a batalha;
mas armem-se de toda a mente
que houve em Cristo, nossa cabeça.”
Que estrago terrível e glorioso um corpo de homens santos assim faria ao derrubar o reino de Satanás e ganhar vitórias para Jesus! Os triunfos constantes de tais homens enchem o céu de alegria e o inferno de consternação. A grande necessidade da igreja, do mundo e dos tempos é um ministério cheio do fogo, do amor e do poder do Espírito Santo: homens de Deus verdadeiros, invencíveis e santos. Peço ao Senhor que levante e envie cinquenta mil deles nos próximos dez anos.
2. O dr. Jesse T. Peck diz: “Como podem os seus ministros, de modo completo e eficaz, ‘anunciar ao meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados’ (Is 58.1) e conduzi-los ao sangue que purifica, enquanto eles mesmos nem foram ‘aperfeiçoados no amor’ (1Jo 4.18), nem ‘gemem por isso’? A causa de tão lamentável fraqueza nesses esforços sancionados pelo céu salta aos olhos como o sol. Muitos de nós, a quem a obra foi solenemente confiada, estamos santificados apenas em parte; e, com profunda preocupação, mas com estrita fidelidade, temos de acrescentar que alguns de nós parecem contentes em permanecer assim.”
3. O presidente Mahan escreve: “Eu mesmo preciso ser conduzido pelo Grande Pastor aos ‘pastos verdejantes’ e para junto das ‘águas de descanso’ (Sl 23.2) antes de poder conduzir o rebanho de Deus às mesmas regiões de bem-aventurança.”
Como pode alguém ser um piloto seguro entre os rochedos e os baixios de um mar que ele nunca atravessou? Se os ministros querem conduzir com êxito os filhos de Deus até a nossa Canaã espiritual, precisam primeiro atravessar eles mesmos e provar as delícias daquela “terra que mana leite e mel” (Êx 3.8).
Queridos irmãos no ministério, permitam que um indigno companheiro de trabalho lhes pergunte, nas palavras de outro: “Como podemos esperar enviar o povo à nossa frente? Se conhecemos o caminho melhor do que eles, não deveria o nosso conhecimento superior vir acompanhado de uma vida superior? O povo não tem o direito de esperar isso? Oh, vamos à frente deles e sejamos capazes de dizer: Sigam-nos, assim como nós seguimos a Cristo.”
4. O rev. Charles G. Finney diz: “Parece-me muito evidente que a grande diferença entre os ministros, quanto à sua influência espiritual e à sua utilidade, não está tanto nas suas conquistas literárias e científicas, mas na medida do Espírito Santo que eles possuem.
“Deveria ser dada a esta parte de uma preparação completa para o ministério mil vezes mais ênfase do que se tem dado. Enquanto não se sentir, não se reconhecer e não se proclamar dos telhados, não se fizer ecoar pelos nossos salões de ciência e ressoar nos nossos seminários teológicos, que isto é parte absolutamente indispensável da preparação para a obra do ministério, falamos em vão e a esmo quando falamos da necessidade de uma preparação e de uma formação completas.
“Devo confessar que fico alarmado, entristecido e angustiado além do que posso exprimir quando se dá tanta ênfase à necessidade do mero saber humano e tão pouca à necessidade do batismo do Espírito Santo.
“De que serviriam dez mil ministros sem serem batizados com o Espírito Santo? Dez mil vezes dez mil deles não seriam instrumento nem para santificar a igreja nem para converter o mundo.”
5. O dr. George Peck diz: “Como é importante um ministério santo! Com razão foi dada a ordem: ‘Purifiquem-se, vocês que levam os utensílios do Senhor’ (Is 52.11). A igreja dificilmente se colocará, em religião, num patamar mais alto do que aquele ocupado pelo ministério. E o ministério conduzirá o rebanho pelos caminhos da paz e da santidade na mesma proporção em que ele mesmo estiver possuído do espírito de santidade.”
“Os argumentos que convencem e as palavras que queimam saem de lábios santificados; saem em chamas de um coração que arde ele mesmo no perfeito amor de Deus.”
6. O rev. Henry Smith escreveu uma longa carta ao bispo Asbury depois que o Senhor santificou a sua alma; eis um trecho: “Glória a Deus nas alturas! Sou indizivelmente feliz. Nem a metade do que diz respeito ao amor perfeito me foi contada. Oh, como anseio que todos os cristãos, e em especial os ministros cristãos, sejam feitos participantes do amor perfeito! … Oh, se todos os nossos pregadores desfrutassem do amor perfeito, como espalhariam o fogo santo pelas cidades, vilas e campos! Os nossos próprios inimigos seriam constrangidos a chamar os metodistas de povo santo, os remidos do Senhor. O Senhor lhe conceda grande êxito em despertar os pregadores para buscar a santidade.”
95. A bênção da inteira santificação não assegura a melhor qualificação moral possível para pregar a santidade?
Assegura. A experiência dessa bênção fornece o poder e o impulso para pregar qualquer doutrina do evangelho, especialmente a doutrina da santidade. Um ministro assim pode pregar a santidade e dizer: “Nós falamos do que sabemos e damos testemunho do que vimos” (Jo 3.11). Com ele não haverá desculpas por adiar a pregação sobre o assunto; o fogo santo que arde por dentro irromperá em chamas, e a santidade será pregada e oferecida a todos os que “têm fome e sede de justiça” (Mt 5.6).
Antes de desfrutar da bênção, Henry Smith a pregava simplesmente porque ela estava no seu credo. Ele diz numa carta ao bispo Asbury: “Quando o senhor insistia na necessidade de pregar a santificação, ‘não de modo rotineiro, mas sentindo a sua importância’, isso penetrou fundo no meu coração; pois eu sabia que tinha sido culpado de pregar a santificação simplesmente porque estava no meu credo.”
Receamos que o sr. Smith não tenha sido o único a pregá-la simplesmente porque estava no seu credo. Ela deve ser pregada por um coração cheio dela.
“Acrescentem ao poder atual do nosso ministério”, diz um escritor competente, “a plena medida daquilo que os nossos pais tinham ao possuir o Espírito Santo em cada sermão, com o propósito específico de produzir convicção imediata de pecado e a conversão do pecador, e vocês multiplicarão por cem o seu poder.
“Então, com todo o seu saber, com a sua artilharia pesada, não disparem mais balas frias, mas pensamentos em brasa com o Espírito Santo; ensinem e preguem como se anjos lotassem as escadas e os parapeitos do púlpito, esperando para levar ao céu a notícia da conversão de pecadores. Então, como antigamente, almas serão hoje convertidas pela pregação da palavra, e um despertamento universal abençoará as igrejas em que vocês trabalham.”
96. Qual você julga ser a principal causa de haver tão pouca pregação sobre este assunto?
Sem dúvida, é porque tão poucos no ministério desfrutam dela pessoalmente.
1. O dr. J. T. Peck diz: “Mas há razões por que a santidade não é pregada com mais fidelidade. É difícil fazer o rio subir mais alto do que a nascente. É difícil pregar o que nunca experimentamos, e o medo da censura ‘Médico, cure-se a si mesmo’ (Lc 4.23), não temos dúvida, impede muitos de nós de confrontar os membros das igrejas com as suas corrupções remanescentes, com o seu descaso pelo ‘sangue’ que ‘purifica de todo pecado’ (1Jo 1.7) e com a sua consequente exposição à apostasia e à ruína final.
“Toda ordem dirigida por nós, a partir da palavra de Deus, aos discípulos de Cristo, ‘Sejam santos’ (1Pe 1.16), nos condenaria; toda promessa apresentada para encorajar os que buscam a bênção suscitaria a pergunta: Por que o pregador não se apropria das promessas? Ai! Quantos foram dissuadidos de pregar uma salvação presente, rica e plena pelos terrores que essas perguntas lhes inspiraram!
“Podemos assim ver por que temos tão pouca pregação sobre o assunto da santidade. A falta de experiência torna desagradável fazê-lo, e difícil fazê-lo com verdade e eficácia.”
97. Há falta de harmonia entre as orientações que o sr. Wesley deu, em diferentes períodos do seu ministério público, a respeito de pregar e testemunhar a santidade. Como você explica isso?
A mente do sr. Wesley passou por algumas mudanças quanto à perfeição cristã durante os primeiros anos do seu ministério. Ele teve ocasião de modificar algumas expressões e de mudar um pouco as suas opiniões várias vezes antes de se firmar plenamente na doutrina. Houve um grande avivamento da santidade por volta de 1760, e não temos razão para crer que as suas opiniões tenham mudado em nada depois disso. Ele morreu em 1791.
Se o sr. Wesley teve algumas hesitações quanto a pregar e testemunhar a santidade no início do seu ministério, houve uma mudança no seu pensamento, e em sua opinião mais madura ele insistiu, sem hesitação alguma, durante muitos anos, na importância de ambas as coisas. É comum que os que se opõem à causa da santidade citem as opiniões iniciais e abandonadas do sr. Wesley, que conflitam um pouco com as suas opiniões maduras e mais dignas de confiança.
A santidade deve ser pregada
98. A doutrina e a prática da santidade cristã devem ser pregadas fielmente?
1. Respondo sem hesitação: este assunto deve receber (como exige) grande destaque em todos os nossos trabalhos ministeriais. Embora não deva ser o único tema das nossas ministrações no púlpito, deve ser um tema de destaque. O apóstolo Paulo afirma que o grande objetivo de um ministério cristão estabelecido é o “aperfeiçoamento dos santos” (Ef 4.12). A respeito dos seus próprios trabalhos, ele diz: “advertindo a todos e ensinando a cada um, a fim de que apresentemos cada pessoa perfeita em Cristo” (Cl 1.28). O ministro de Cristo deve dar à doutrina e à prática da santidade o mesmo destaque que a Bíblia lhes dá, nem mais, nem menos.
O dr. Foster diz: “Ela respira na profecia, troveja na lei, murmura na narrativa, sussurra nas promessas, suplica nas orações, cintila na poesia, ressoa nos cânticos, fala nos tipos, brilha nas imagens, ecoa na linguagem e arde no espírito de todo o plano, do alfa ao ômega, do princípio ao fim. Santidade! Santidade necessária, santidade exigida, santidade oferecida, santidade alcançável, santidade como dever presente, privilégio presente, gozo presente: este é o desenvolvimento e a plenitude do seu tema maravilhoso! É a verdade que resplandece por toda parte e jorra por toda a revelação; a verdade gloriosa que cintila, sussurra, canta e brada em toda a sua história e biografia, em sua poesia e profecia, em seus preceitos, promessas e orações: A GRANDE VERDADE CENTRAL DO SISTEMA.”
2. O rev. John Wesley diz: “Portanto, que todos os nossos pregadores façam questão de pregar a perfeição aos crentes constantemente, com vigor e explicitamente.” … “Não tenho dúvida de que não somos suficientemente explícitos ao falar da plena santificação, seja em público, seja em particular.”
“Receio que a perfeição cristã seja esquecida. Encoraje Richard Blackwell e o sr. Colley a falar com clareza. Um desfalecimento geral a esse respeito caiu sobre o reino inteiro. Às vezes me sinto quase cansado de lutar contra a corrente, tanto dos pregadores como do povo.”
“Insistamos com vigor e de perto na santidade interior, em todos os seus ramos.” … “Devemos estar continuamente avançando em busca dela e exortar todos os outros a fazer o mesmo.”
3. O dr. Adam Clarke diz: “Se os metodistas deixarem de pregar a inteira santificação, logo perderão a sua glória.” … “Essa aptidão, pois, para comparecer diante de Deus, e a preparação completa para a glória eterna, é o que eu defendo, o que peço em oração e o que recomendo de coração a todos os verdadeiros crentes, sob o nome de perfeição cristã.”
“Que todos os que retêm a doutrina apostólica de que o sangue de Cristo purifica de todo pecado nesta vida insistam com todo crente para que avance para a perfeição e espere ser salvo, ainda aqui embaixo, para a plenitude da bênção do evangelho de Cristo.”
4. O dr. Jesse T. Peck diz: “A santidade deve ser pregada. Deus designou um ministério exatamente para esse fim. ‘E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos’ (Ef 4.11-12) etc.”
“O dever dos ministros é claro: apresentar ao povo toda a obra da graça no coração, constante e claramente; … mostrar ao Israel de Deus, em toda parte, com a clareza da luz, o glorioso privilégio do amor perfeito, e insistir nele; não como se fosse todo o evangelho, mas como o grande resultado buscado no evangelho; não apenas como privilégio e probabilidade, mas como dever, como uma conquista que corremos o risco de perder e que é indispensável para a nossa preservação final no favor de Deus e para a nossa entrada no céu.”
5. O dr. Stephen Olin escreve: “Confio que está próximo o dia em que a nossa igreja dará um testemunho mais claro sobre este assunto. Esse foi o traço peculiar do metodismo primitivo. … Não me permito duvidar nem por um momento de que o grande plano da redenção provê uma obra perfeita aqui embaixo. Não consigo adotar nenhuma visão do evangelho que tolere visões mais baixas. Não consigo pregar o evangelho sob nenhuma outra luz.”
6. O bispo Asbury escreveu ao rev. Henry Smith e terminou a sua carta assim: “A noite se aproxima, e vou encerrar dizendo: ‘Pregue a santificação, direta e indiretamente, em cada sermão.'” A outro escreveu: “Oh, pureza! Oh, perfeição cristã! Oh, santificação! É o céu aqui embaixo sentir todo pecado removido. Pregue-a, quer ouçam, quer deixem de ouvir. Pregue-a.”
Durante um período de doença, ele faz este registro: “Descobri, por um exame secreto, que não preguei a santificação como devia; se eu me restabelecer, este será o meu tema, mais incisivamente do que nunca, com a ajuda de Deus.”
E diz ainda: “Sinto-me divinamente impelido por um encargo de pregar a santificação em cada sermão.”
O rev. J. B. Wakeley diz: “A santidade era o tema constante do bispo Whatcoat.”
7. O dr. Foster diz: “Que os pregadores experimentem e ensinem esse glorioso privilégio como parte comum da sua missão, e como ele merece ser ensinado, e um grande mal será evitado.”
8. O bispo McKendree escreveu o seguinte ao eloquente Summerfield: “Mas, acima de todas essas coisas, confio que você sempre terá em vista, em todas as suas ministrações, o grande propósito que cremos que Deus quis realizar no mundo ao fazer de nós um povo, nós que ‘nem éramos povo’ (1Pe 2.10); refiro-me ao conhecimento não só de uma salvação gratuita e presente, mas também de uma salvação plena; em outras palavras, uma salvação de todo pecado para toda santidade.
“Insista muito nisso; edifique as igrejas nisso e proclame em alta voz que ‘sem a santificação ninguém verá o Senhor’ (Hb 12.14); sob a direção do Espírito de santidade, essa doutrina será reconhecida por Deus: ‘estes sinais acompanharão aqueles que creem’ (Mc 16.17) e buscam esta salvação completa, e o nosso povo levará a marca da sua alta vocação, tornando-se uma nação santa, um povo exclusivo de Deus.”
9. O rev. George Pickering, depois de cinquenta anos de ministério, no seu sermão de jubileu, exorta os seus irmãos a “pregar ao povo a bendita doutrina da santidade”, acrescentando: “Esta é a única coisa que manterá unida a igreja metodista.”
Em seu leito de morte, visitado por todos os ministros de Boston, apertando a mão do irmão que falava em nome de todos, ele exclamou: “Digam, oh, digam aos irmãos que preguem a Cristo, e a este crucificado, um Salvador todo-capaz, todo-poderoso, todo-disposto, sempre pronto, um Salvador presente, que salva agora. Preguem: ‘Eis agora o tempo oportuno! Eis agora o dia da salvação!’ (2Co 6.2). Oh, digam-lhes que preguem a santidade. A santidade é a coisa principal. Preguem a santidade, a santidade, a SANTIDADE! Deus os ajude a pregar a santidade.” Assim terminou a exortação final daquele homem santo, George Pickering, da Conferência da Nova Inglaterra.
10. O venerável Henry Smith, da Conferência de Baltimore, escreve: “Meu irmão, a sua alma arde de amor perfeito? Pregue a perfeição. Ela é o cerne do evangelho, alimento para a alma sedenta de Deus. Tenho a alegria de lhe informar que vi pregadores de joelhos, banhados em lágrimas, durante horas clamando em alta voz por socorro de Deus contra os seus inimigos interiores, até que, pela fé, obtiveram a vitória.”
11. O rev. William Bramwell escreve a um ministro: “Pregue uma salvação presente e ore por bênçãos presentes; o Senhor sempre faz prosperar este plano. Pregue a santificação como uma bênção a ser recebida agora, pela fé.”
99. Não há uma falha séria por parte do ministério em pregar sobre este assunto?
1. Certamente há, e especialmente no ministério metodista, cuja obra especial é “espalhar a santidade bíblica por estas terras”. Somos obrigados a crer que se dá a este assunto, no nosso ministério, muito menos destaque do que se deveria dar. Há entre nós uma séria negligência em não seguir o conselho amadurecido do nosso grande fundador, abaixo de Deus: “Portanto, todos os nossos pregadores devem fazer questão de pregar a perfeição aos crentes constantemente, com vigor e explicitamente; e todos os crentes devem se ocupar desta única coisa e lutar continuamente por ela.” Essa orientação foi dada pelo sr. Wesley nos seus anos de maturidade, depois de uma experiência no ministério do evangelho sem igual desde os dias dos apóstolos.
2. O dr. Jesse T. Peck diz: “Receamos que a atenção não tenha sido chamada para a doutrina da santidade com a clareza e a força devidas. Os sermões em geral pararam antes de chegar a ela. Outras doutrinas fundamentais do evangelho receberam atenção preponderante.” … “Ai! A verdade não pode ser negada. O grande privilégio e dever da salvação presente de todo pecado é omitido num número tão grande de sermões que muitos ficam em dúvida se existe tal evangelho, e os que anseiam pela plena redenção são gravemente desanimados e desorientados.”
Quão verdadeira é hoje, em muitos lugares, a declaração do sr. Wesley num certo período do seu ministério: “Descubro que quase todos os nossos pregadores, em todos os circuitos, deixaram de lado a perfeição cristã. Dizem que creem nela, mas nunca a pregam, ou nem uma vez por trimestre.”
100. A doutrina e a experiência da santidade são o grande traço peculiar do metodismo?
Foram, de modo marcante, no metodismo primitivo, e os nossos principais escritores afirmam que ainda o são.
1. O sr. Wesley disse: “É o grande depósito que Deus confiou ao povo chamado metodista; e, ao que parece, foi principalmente para propagá-lo que Deus os levantou.” … “Deus então os impeliu para formar um povo santo.”
2. “Cremos que o propósito de Deus ao levantar os pregadores chamados metodistas na América foi reformar o continente e espalhar a santidade bíblica por estas terras.” Essa declaração foi subscrita por todos os bispos metodistas.
3. O saudoso J. V. Watson diz: “Santidade! Ela é a arca do Senhor entre as nossas ideias doutrinárias. … É a própria essência da nossa vida espiritual, a artéria vital de todo o nosso sistema. É o sol central em torno do qual todos os satélites giram em harmonia, alegrando-se no seu sorriso amplo, cálido, benfazejo, doador de vida. Oh, santidade individual na membresia! Oh, um ministério santo! Juntos, formam uma igreja onipotente.”
4. O dr. George Peck diz, em sua obra competente e clássica sobre a perfeição cristã: “A doutrina da inteira santificação, como obra distinta operada na alma pelo Espírito Santo, é a grande doutrina distintiva do metodismo. Abandonada esta, pouco nos resta que não tenhamos em comum com as outras denominações evangélicas.”
5. O dr. Adam Clarke diz: “Conheço bem aquele povo em cujo credo a doutrina da ‘salvação de todo pecado nesta vida’ é um artigo de destaque.”
6. A sra. H. A. Rogers relata um dos sermões do sr. Wesley da seguinte maneira: “Ele limitou o seu discurso às doutrinas particulares confiadas aos metodistas e insistiu que a doutrina da perfeição cristã era o único ponto peculiar que eles foram chamados a pregar e praticar, e que nenhum outro povo debaixo do céu insistia claramente nela como salvação presente e instantânea; que os que não a pregavam, ou não criam nela, não eram metodistas.”
7. O sr. Carvosso diz: “Posso dizer que ela [a santidade] é metodismo antigo e comprovado; pois no dia 13 deste mês (março de 1825) fará cinquenta e três anos que obtive, crendo, a evidência de que o sangue de Jesus Cristo, o Filho de Deus, purifica de todo pecado.”
A santidade pregada no metodismo primitivo
101. A doutrina da perfeição cristã era muito pregada nos dias do sr. Wesley?
1. O sr. Wesley diz: “Se eu estivesse convencido de que ninguém na Inglaterra alcançou aquilo que foi tão clara e vigorosamente pregado por tantos pregadores, em tantos lugares e por tanto tempo, ficaria claramente convencido de que todos nós entendemos mal o sentido daquelas passagens da Escritura.” Em outro lugar ele diz: “Continuo pensando que não acreditar em nenhum dos que a testemunham equivale a negar a própria coisa. Pois, se não há testemunhas vivas daquilo que temos pregado há vinte anos, não posso nem ouso continuar a pregá-lo.” (Veja a Seção XXII, pergunta 177.)
2. O sr. Bramwell diz a respeito do seu tempo: “Os que não tinham recebido a bênção da justificação eram instados a não descansar até obtê-la, e os que estavam justificados, a não descansar até serem santificados.”
3. O rev. William Hunter, um dos pregadores mais úteis do sr. Wesley, diz: “Desde que o Senhor me deu experimentar essa graça, tornei-me defensor da gloriosa doutrina da perfeição cristã, segundo a luz que ele teve a bondade de me dar. Dou testemunho disso aonde quer que eu vá, e nunca sinto a minha alma tão feliz como quando prego mais sobre esse bendito assunto.”
102. Como William Bramwell, um dos pregadores do sr. Wesley, tratava o assunto da santidade em seu ministério?
O seu biógrafo nos conta: “Ele incessantemente apresentava aos seus ouvintes a necessidade da santidade cristã e pregava essa doutrina de tal maneira que mostrava estar ele mesmo habitualmente firmado e estabelecido na experiência dela. Elevava o padrão da experiência cristã tão alto quanto as Escrituras o elevam e, no entanto, o colocava ao alcance de toda pessoa justificada. Não dava descanso aos crentes até que buscassem de todo o coração ser plenamente salvos do pecado.
“Sobre a destruição completa do pecado e a renovação completa do coração em santidade, ele pregava com firmeza. Esse era o seu tema constante, o seu tema predileto. Ser purificado de todo pecado, ser aperfeiçoado no amor, era o grande objetivo da sua pregação e a experiência constante do seu coração. Nunca pregou com mais energia, nunca uma unção divina maior acompanhou a sua palavra do que quando insistia na doutrina cristã, a doutrina metodista, da inteira santificação de todo pecado, da destruição completa de todo mal inato e da restauração de toda a alma à imagem de Deus.”
103. O sr. Bramwell encontrou oposição na igreja aos seus trabalhos pela promoção da santidade?
Encontrou, e mencionou isso muitas vezes em seu diário. Escrevendo a um pregador, ele diz: “Viva nela, fale dela, pregue-a e insista nela com toda a paciência, com toda a mansidão, com toda a bondade; e, se você fizer isso, o inferno, o mundo e muitos dentre os metodistas, sim, alguns líderes, se não pregadores, procurarão de algum modo astuto impedir o seu êxito.”
104. Os primeiros pregadores metodistas neste país fizeram da santidade um ponto de destaque no seu ministério?
Fizeram, e a pregaram com clareza e poder por toda a terra; homens como o bispo Asbury, o bispo McKendree, o bispo Hedding, Jesse Lee, George Pickering, Billy Hibbard, Freeborn Garrettson e Benjamin Abbott. Esses homens saíram proclamando essa doutrina por todo o país.
1. O pai Kent, membro destacado da Conferência da Nova Inglaterra durante muitos anos, escreveu ao Guide to Holiness o seguinte: “Penso que os pregadores, há cinquenta ou sessenta anos, eram em geral mais minuciosos ao explicar a doutrina da santidade de coração e insistiam com mais ardor na necessidade de avançar para a perfeição do que acontece entre nós hoje.” O dr. Olin diz: “Pregar a santidade era um traço peculiar do metodismo primitivo.”
2. Seguem algumas citações do diário de um velho pregador metodista dos primeiros tempos: “Reuni-me então com a sociedade e insisti com eles na santificação.” “A obra do Senhor avançava entre o povo, e continuei a insistir com os crentes na necessidade da santificação.” “Dei-lhes uma palavra de exortação e insisti na santificação e na santidade de coração.” “Insisti com eles na santificação com todo o poder e a capacidade que Deus me deu.” “Reuni-me com a classe e os exortei a buscar a santificação.”
“Desde que me tornei pregador, mantive registro de duzentas e vinte e quatro almas que vi santificadas. Quando percorria o circuito de Cecil, vi trinta santificadas e quarenta e três justificadas.” “Em doze semanas Deus santificou cerca de cinquenta e justificou muitos.” Veja a opinião da antiga Conferência de Nova York a respeito desse pregador metodista dos primeiros tempos. (Veja a Seção X, pergunta 90.)
3. O biógrafo do bispo George diz: “A santidade de coração e de vida, como ensinada pelo sr. Wesley e seus colaboradores, era o seu tema constante, em público e em particular.”
4. O dr. Bangs diz em sua History of the Methodist Episcopal Church [História da Igreja Metodista Episcopal]: “A doutrina mais especialmente apresentada aos crentes [no metodismo primitivo] era a da santificação, ou santidade de coração e de vida, e ela lhes era apresentada como privilégio presente, cuja realização dependia agora da fidelidade de Deus, que prometera fazê-lo. Foi esse batismo do Espírito Santo que inflamou e encheu o coração dos ministros de Deus naquele tempo.”
A santidade identificada com a promoção da obra geral de Deus
105. A promoção da obra geral de Deus está identificada com a pregação e a promoção da santidade?
1. O sr. Wesley diz: “Examinei a sociedade de Bristol e fiquei surpreso ao encontrar cinquenta membros a menos do que deixei em outubro passado. Uma das razões é que se tem insistido pouco na perfeição cristã; e, onde isso não se faz, por mais eloquentes que sejam os pregadores, há pouco crescimento, seja em número, seja na graça dos ouvintes.”
“Preguei em Bradford, onde o povo está todo vivo. Muitos aqui experimentaram recentemente a grande salvação, e o seu zelo tem sido uma bênção geral. De fato, isto eu sempre observo: onde quer que irrompa uma obra de santificação, toda a obra de Deus prospera. Alguns são convencidos do pecado, outros justificados, e todos estimulados a buscar a salvação com mais empenho.”
“Descobri a razão evidente por que a obra de Deus não ganhou terreno neste circuito [Launceston] durante o ano todo. Os pregadores tinham abandonado o testemunho metodista. Ou não falavam de modo algum da perfeição (a doutrina peculiar confiada a nós), ou falavam dela apenas em termos gerais, sem instar os crentes a avançar para a perfeição e a esperá-la a cada momento. E, onde isso não se faz, a obra de Deus não prospera.”
“Aqui começou aquela gloriosa obra de santificação que estivera quase parada por vinte anos. Mas, de tempos em tempos, ela se espalhou; e, onde quer que a obra de santificação crescia, toda a obra de Deus crescia em todos os seus ramos.”
“Quanto mais converso com os crentes da Cornualha, mais me convenço de que sofreram grande perda por falta de ouvir a doutrina da perfeição cristã apresentada com clareza e vigor. Vejo que, onde isso não se faz, os crentes se tornam mortos e frios. E isso só pode ser evitado mantendo neles a expectativa, a cada hora, de serem aperfeiçoados no amor.”
“Onde a perfeição cristã não é pregada com vigor e explicitamente, raramente há alguma bênção notável de Deus; e, consequentemente, pouco acréscimo à sociedade e pouca vida nos seus membros. Portanto, se Jacob Rowell desfaleceu e fala pouco dela, supra você a falta do serviço dele. Fale e não poupe. Não permita que a consideração por homem algum o leve a trair a verdade de Deus. Enquanto você não instar os crentes a esperar a plena salvação agora, não deve esperar nenhum avivamento.”
“Espero que o irmão C. não se envergonhe de pregar a plena salvação, que se recebe agora pela fé. Esta é a palavra que Deus sempre abençoará e que o diabo odeia de modo especial; por isso ele está constantemente incitando contra ela tanto os seus próprios filhos como os filhos fracos de Deus.”
O sr. Wesley escreveu a Freeborn Garrettson: “Quanto mais explícita e vigorosamente você instar todos os crentes a aspirar à plena santificação como alcançável agora, pela simples fé, mais toda a obra de Deus prosperará.”
2. O dr. Olin diz: “Durante quase meio século pouco se falou dela neste país. Agora a doutrina está revivendo. Com ela virão muitas bênçãos: grande poder e graça.”
3. O rev. J. V. Watson diz: “Muitas vezes vimos avivamentos começarem sob a pregação da santidade; e, embora haja diversidade de operações e o ministro que oficia deva julgar o que é mais adequado em cada caso, sempre consideramos que esse é um lugar seguro para começar.”
4. O bispo McKendree disse a Summerfield: “Nunca se esqueça de que nenhuma doutrina que já pregamos foi mais reconhecida pelo Cabeça da Igreja; e não tenho dúvida de que o êxito da sua missão poderá depender principalmente de você apresentar com zelo esta grande salvação.”
5. O dr. Jesse T. Peck diz: “A obra de Deus se fortalece e revive, e os pecadores são salvos às dezenas e às centenas pelo poder vivo do amor perfeito.”
6. O rev. William Bramwell escreve ao sr. Sigston: “Mas tenho certeza de que a doutrina da inteira santificação está em declínio; e, se não for apresentada com insistência, seguir-se-á um declínio da obra entre o povo. Não vejo como isso será restaurado entre nós, porque a maior parte das pessoas em posição de autoridade, por causa das riquezas etc., tem grande aversão a isso em seu íntimo. E, à medida que cresce o número dessas autoridades, a doutrina diminuirá; e isso por medo de desagradar a tais autoridades. Aqui a glória está se retirando e, receio, se retirará. Temos de orar para que aumente o número dos que, com ousadia, como no princípio, anunciam todo o desígnio de Deus.”
7. Lady Maxwell diz: “Neste último ano tem-se insistido mais em público na plena salvação, o que tem produzido resultados valiosos.” E escreve ainda: “Neste último ano tem-se insistido mais em público, aqui, no privilégio peculiar dos filhos de Deus do que antes; em consequência, os que o buscam crescem, tanto em número como em graça. Que o nosso Deus levante muitas testemunhas dele.”
8. O dr. Stevens, em sua History of Methodism [História do metodismo], diz a respeito dos primeiros pregadores metodistas: “Cada um deles, ao ser recebido no ministério itinerante, declarava a sua fé na doutrina e que estava ‘gemendo por’ essa graça excelsa, se ainda não a tinha alcançado. Talvez nenhum fato isolado ofereça melhor explicação do maravilhoso êxito do metodismo.
“Wesley observou e declarou que, onde quer que ela fosse pregada, os avivamentos em geral prevaleciam. ‘É’, dizia ele, ‘o grande depósito que Deus confiou ao povo chamado metodista, e, ao que parece, foi principalmente para propagá-lo que Deus os levantou. A sua missão não era formar um partido religioso, mas espalhar a santidade por estas terras.’ A doutrina da santificação pessoal era, em suma, a grande ideia potente do metodismo.” … “Esses homens santos, ao fazerem de si mesmos um sacrifício público completo, o faziam como parte de uma consagração completa a Deus, visando à sua própria inteira santificação, bem como à sua utilidade para os outros.”
9. Um escritor moderno diz: “Os homens de todas as épocas que creram na doutrina da inteira santificação nesta vida, que a desfrutaram, pregaram, viveram e testemunharam por meio de cada pensamento, olhar, palavra e ação, e que se apegaram a ela de modo definido, público e prático, foram os homens do seu tempo.” … “Assim foi nos dias de Wesley, Fletcher, Carvosso e Lady Maxwell. Observem também os trabalhos do irmão Caughey, o avivalista. Por que milhares e milhares nascem para o reino todos os anos por meio dele, abençoados por Deus, cheios do Espírito Santo? A verdade é que ele derrama a chama líquida da plena salvação, a lava ardente desta graça do evangelho. ‘Santidade ao Senhor’ (Êx 28.36) está escrito na sua bandeira. ‘Saiam do meio deles e separem-se deles. Não toquem em coisa impura’ (2Co 6.17): isso é aplicado com o malho de um peso onipotente.
“Vejam, além disso, o dr. Palmer e a sua consagrada esposa. O que eles estão fazendo? Observem os seus passos! Satanás treme e cai como um relâmpago quando eles se aproximam. Aonde quer que vão, Deus está com eles para abençoar, converter, purificar e santificar. Qual é o segredo do seu êxito sem igual? A doutrina da santidade vem em primeiro lugar, no meio, no fim, sempre. Eles creem nela, a testemunham, a desfrutam, a vivem, a publicam. Deus a reconhece despertando, convertendo e santificando milhares e milhares.”
10. O que segue é da carta pastoral da Conferência Geral de 1840:
“A doutrina da inteira santificação constitui um traço principal do metodismo original. Mas não pensemos que basta tê-la nos nossos documentos doutrinários; trabalhemos para ter a experiência e o poder dela no nosso coração. Estejam certos, irmãos, de que, se a nossa influência e a nossa utilidade, como comunidade religiosa, dependem de uma coisa mais do que de qualquer outra, é de pormos em prática a grande doutrina da santificação em nossa vida e conduta. Quando deixarmos de fazê-lo, perderemos a nossa proeminência; e a auréola de glória que cercava a cabeça e iluminava o caminho dos nossos santos pais terá se apartado dos seus filhos indignos. Ó irmãos, que o seu lema seja ‘Santidade ao Senhor’ (Êx 28.36).”
Tradução para o português a partir de J. A. Wood, Perfect Love; or, Plain Things for Those Who Need Them (Filadélfia, Samuel D. Burlock, 1861), conferida com as imagens das páginas; domínio público. As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA). Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.