Manual do Pastor Metodista Livre · Parte I · Capítulo 1
Ninguém se faz pastor por conta própria: Deus chama, e a Igreja examina, confirma e separa pela ordenação. O chamado interior se prova pelas três marcas que Wesley ensinou (graça, dons e frutos), e a Igreja Metodista Livre as aplica a homens e mulheres com os mesmos critérios. Do primeiro estudo à imposição de mãos, o caminho tem passos claros no Manual da Igreja. Quem é ordenado assume votos diante de Deus e do povo, e o alvo é cumpri-los até o fim.
Como alguém sabe que Deus o chama para pastorear? Basta o desejo? Basta a necessidade de uma igreja sem pastor? E quem tem a palavra final, a pessoa ou a Igreja?
Todo cristão é chamado a servir, mas o pastorado é um chamado específico. O rito de ordenação diz isto com clareza: “todas as pessoas que pertencem a Jesus Cristo e Sua Igreja são chamadas para ministrar sua obra de reconciliação através da Igreja. Mas, para liderar a Igreja, nosso Senhor chama determinados crentes para pastorearem o povo, ensinarem doutrinas, administrarem sacramentos e manterem a disciplina” (§9400). A Carta aos Hebreus lembra: “E ninguém toma esta honra para si mesmo, a não ser quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão” (Hb 5.4).
O Manual descreve os dois lados do mesmo movimento. As pessoas separadas para a liderança “dão testemunho de um chamado interior do Espírito Santo” e são examinadas e separadas pela ordenação pública. E o Manual acrescenta: “Embora a Igreja deva discernir e desenvolver aqueles que têm tais dons, a ordenação é sempre, antes de tudo, uma atividade de chamamento e unção divinos” (§8000). A Igreja não cria o chamado, mas tem o dever de prová-lo. B. T. Roberts resumiu: “Todos os verdadeiros ministros são chamados pelo Espírito Santo; mas, antes que alguém se torne ministro do Evangelho no sentido pleno, o seu chamado divino precisa ser reconhecido e devidamente ratificado pela igreja” (Ordenando Mulheres, cap. 4).
Foi o que aconteceu em Antioquia. Enquanto a igreja adorava e jejuava, o Espírito disse: “Separem-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado” (At 13.2). O chamado já existia; a igreja o reconheceu com jejum, oração e imposição de mãos (At 13.3). O chamado de Samuel ensina o mesmo, como mostra Fala, que Teu Servo Ouve: Deus chama pelo nome, mas nem sempre discernimos a sua voz; Deus usa líderes espirituais para nos ajudar a discernir; e Deus fala a quem está disposto a obedecer. Samuel precisou de Eli para entender o que ouvia, e só então respondeu: “Fala, porque o teu servo ouve” (1Sm 3.10).
Discernir leva tempo. “Não tenha pressa para impor as mãos sobre alguém” (1Tm 5.22). O Manual entrega a identificação inicial dos chamados à Comissão de Treinamento e Orientação Ministerial (COTOM), “em cooperação com a Igreja local” (§5220.P), pois é ali que o chamado aparece primeiro. Roberts adverte contra um engano comum, o de tomar o amor pelas almas por chamado ao pastorado: a Igreja tem muitos ministérios para quem não foi chamado a pastorear (Pescadores de Homens, cap. 4).
Para provar o chamado, a primeira Disciplina da Igreja Metodista Livre adotou a resposta de Wesley. À pergunta “Como provaremos os que professam ser movidos pelo Espírito Santo a pregar?”, Wesley respondia com três marcas (Disciplina de 1860: Capítulo III. Dos oficiais e ministros, Seção VI).
| Marca | O que Wesley perguntava | Como se vê hoje |
|---|---|---|
| Graça | “Conhecem a Deus como o Deus que perdoa? Têm o amor de Deus habitando neles? Desejam nada além de Deus? São santos em todo o seu procedimento (1Pe 1.15)?” | Conversão clara, vida santa em casa e fora dela, intenção pura. |
| Dons | “Têm (em grau razoável) um entendimento claro e sadio, um juízo correto nas coisas de Deus, uma compreensão justa da salvação pela fé? E Deus lhes deu algum grau de facilidade para falar?” | Aptidão para ensinar e pregar, bom senso, disposição para aprender. |
| Frutos | “Há alguém verdadeiramente convencido do pecado e convertido a Deus pela sua pregação?” | Pessoas alcançadas e discipuladas, grupos cuidados, trabalhos começados. |
E concluía: “Enquanto essas três marcas concorrerem em alguém, cremos que ele é chamado por Deus para pregar.” O Manual atual guarda a mesma lógica. Os ordenados “são caracterizados por dons e graça. Dons são dádivas especiais de habilidades. Graça é o conjunto de qualidades especiais de caráter” (§8000); e do candidato se espera “uma experiência comprovada de frutificação evangelística, como ganhador de almas” (§8400.A).
As três marcas andam juntas, e a falta de uma acende um sinal. Dons sem graça produzem o que Roberts chamou de pregadores feitos por homens, talentosos e sem vida com Deus. Graça sem dons indica, em geral, outro ministério. Graça e dons sem fruto pedem tempo e oportunidade. Por trás das três está a intenção: Wesley perguntava se a intenção do ministro “não deveria ser unicamente esta: glorificar a Deus e salvar almas da morte?” (Discurso ao Clero, 1756, tradução nossa).
A Igreja Metodista Livre ordena mulheres. O Manual fala dos “homens e mulheres ordenados pela Igreja” (§8000), e no rito em vigor o presidente declara: “Deus chama homens e mulheres, mas a Igreja os examina para confirmar a presença de dons espirituais e graças pessoais” (§9400). Entre as marcas esperadas do candidato está esta: “De todo coração apoia as mulheres a entrarem na liderança” (§8400.B).
A base é bíblica. No Pentecostes, Pedro anunciou o cumprimento da promessa de Joel: “Os filhos e as filhas de vocês profetizarão” (At 2.17). As mulheres oravam e profetizavam na assembleia (1Co 11.5), Priscila ensinou Apolo (At 18.26), Febe servia a igreja de Cencreia (Rm 16.1-2) e Paulo saudou Andrônico e Júnia como “bem conhecidos entre os apóstolos” (Rm 16.7; a NAA grafa “Júnias”, e o estudo citado adiante mostra por que a leitura antiga vê ali uma mulher). Os textos que mandam a mulher calar-se (1Co 14.34-35; 1Tm 2.11-12) tratam de desordem e de falsos ensinos em igrejas concretas e se leem à luz do conjunto da Escritura, em que não há homem nem mulher em Cristo (Gl 3.28). A aula Por que a Igreja ordena mulheres responde às objeções uma a uma, e o estudo Quebrando Barreiras: O Chamado Pastoral de Mulheres na Igreja reúne o fundamento bíblico e histórico.
A convicção é antiga entre nós. Wesley reconheceu pregadoras e, em 1787, autorizou Sarah Mallet a pregar nas sociedades metodistas. B. T. Roberts viu rejeitada no Concílio Geral norte-americano de 1890 a proposta de ordenar mulheres e respondeu em 1891 com Ordenando Mulheres, que termina com esta tese: “a nenhuma pessoa evidentemente chamada por Deus para o ministério do Evangelho, e devidamente qualificada para ele, deve ser recusada a ordenação por causa de raça, condição ou sexo” (cap. 17). A Igreja Metodista Livre dos Estados Unidos aprovou a ordenação plena de mulheres em 1974.
A aula sobre o tema resume: a Igreja não ordena mulheres porque os tempos mudaram, mas porque o Espírito continua chamando a quem ele quer. Isto não significa que toda mulher seja chamada, como não significa que todo homem o seja: ordenar não é direito de ninguém, e o chamado de uma mulher se examina com os mesmos critérios. Por isso o pastor chama de pastora a mulher ordenada, abre-lhe o púlpito do culto principal, pergunta às mulheres de dom evidente se Deus as chama e ensina a congregação com mansidão, recebendo como irmãos os que pensam de outro modo.
Na Igreja Metodista Livre do Brasil há uma só ordem ministerial, a dos presbíteros. Diáconos e diaconisas são membros leigos, consagrados para servir na igreja local, e por isso podem ser delegados leigos aos concílios (§6610).
| Quem | O que é | Base |
|---|---|---|
| Presbítero ou presbítera | Membro do Concílio Regional eleito para a ordem do presbitério e ordenado pelo Bispo. Administra os sacramentos, celebra casamentos e dirige o culto; designado para uma igreja local, cumpre os deveres de pastor. Só presbíteros são superintendentes, bispos e delegados ministeriais ao Concílio Geral. | §8300 |
| Candidato ao ministério no Concílio | Recebido pelo Concílio Regional em preparação para a ordenação, sob a orientação do superintendente. Designado pastor titular, pode, com a aprovação do superintendente, ministrar os sacramentos e celebrar casamentos. | §8210 |
| Pastor credenciado | Designado para uma igreja sem ser membro do Concílio, como quem vem de outra denominação. A credencial se renova a cada ano, e há três anos, prorrogáveis por dois, para cumprir os requisitos. | §8510, §8640 |
| Presbítero local | Ordenado não itinerante, arrolado numa igreja local, que presta contas à COTOM e é aprovado a cada ano. | §8700 |
| Diácono ou diaconisa | Membro consagrado pelo superintendente para um ministério na igreja local, como misericórdia, adoração, aconselhamento ou evangelismo. Só ministra sacramentos com autorização de um presbítero. | §6600, §6610 |
O pastor ordenado pode ainda ficar sem designação, receber licença, ser arrolado numa igreja local ou voltar à condição de leigo (§8600 a §8630). Concílios de língua não portuguesa ou de além-mar podem fixar requisitos próprios para a ordenação, com a aprovação do Bispo (§8430), o que pode interessar ao Concílio Angolano.
O Manual descreve cinco passos (§8200). Com o discernimento que vem antes e o estágio, o caminho fica assim:
Quem vem de outra denominação passa por exigências equivalentes: “Ninguém pode ser ordenado mais facilmente por se transferir de outra denominação que por cumprir os requisitos do Manual da Igreja para ministros metodistas livres” (§8510.B). Casos de divórcio e novo casamento dependem de exame da COTOM e de decisão do Bispo (§8210.C, §8650).
O candidato recebe a credencial de candidato ao ministério do Concílio; o pastor credenciado, uma credencial renovada a cada ano (§8510.E); o presbítero, no rito, o certificado de ordenação. O Manual chama este documento de credenciais (§8440), mas na Igreja o nome é certificado de ordenação.
O certificado documenta o reconhecimento da Igreja; não é propriedade pessoal nem licença perpétua. Deve ser devolvido por quem é excluído ou se retira sob acusação (§8440.B), por quem volta à condição de leigo (§8630) e por quem passa três anos sem designação e sem buscar ativamente uma função ministerial reconhecida (§8440.D). E todo ano a COTOM declara ao Concílio a integridade e o discipulado cristão de cada pastor (§5220.O): o reconhecimento se renova na vida, e não no papel.
O pastor metodista livre não escolhe a igreja, nem a igreja escolhe o pastor: ele é designado pela conexão. Em cada Conferência, a Comissão Designadora, presidida pelo Bispo e formada pelos superintendentes e por um membro leigo de cada Concílio Regional (§4530.A), administra as designações “para um mandato indefinido” (§4530.D). Os pastores são ouvidos, e as mudanças são discutidas com eles e com os delegados das igrejas (§4530.E-F). Pesam na decisão a recomendação do superintendente e a avaliação de eficácia do ministério, com um relatório confidencial do pastor (§8800).
O sistema vem de Wesley, que mudava os pregadores quase todo ano e advertia Asbury: “se eu pregasse três anos seguidos num só lugar, tanto o povo quanto eu mesmo ficaríamos tão mortos quanto pedras” (Cartas sobre a Liderança de Asbury). A IMeL designa por mandato indefinido, mas guarda o princípio: a igreja não pertence ao pastor, e o pastor serve onde a Igreja o envia.
Quem pretende servir noutro lugar no ano seguinte avisa o superintendente pelo menos sessenta dias antes do Concílio Regional (§8500.E), e o pastor de tempo integral que ficará sem designação deve ser avisado com pelo menos sessenta dias de antecedência (§4530.J). Assumir uma congregação independente sem autorização equivale a unir-se a outra denominação (§8500.D). Chegadas e despedidas estão no capítulo 46.
Antes das perguntas, o presidente lembra que o ordenando deve crescer “pela leitura diária e pelo estudo das Escrituras” e santificar a própria vida e a dos seus, “para que sejam exemplos sadios e santos para o povo seguir” (§9400). Depois vêm oito perguntas, que resumem o ofício.
| Pergunta | O ordenando promete |
|---|---|
| 1 | Crer que foi chamado por Cristo para servir a sua Igreja como presbítero. |
| 2 | Ensinar a partir das Escrituras, sem exigir para a salvação nada que não se prove por elas. |
| 3 | Ser fiel na doutrina, nos sacramentos e na disciplina de Cristo. |
| 4 | Combater as doutrinas contrárias à Palavra e admoestar, em público e em particular. |
| 5 | Ser diligente na oração, na leitura das Escrituras e no estudo. |
| 6 | Ordenar a própria vida e a da família como exemplo para o rebanho. |
| 7 | Promover a paz e o amor entre os cristãos. |
| 8 | Respeitar e deixar-se orientar pelos que têm autoridade sobre ele. |
O Manual leva estes votos a sério: “Nossos pastores não podem viver violando os seus votos de ordenação” (§6050). O próprio rito descreve o fruto esperado deste ministério: os presbíteros ajudam a criar “congregações ardorosas na oração, entusiásticas na adoração, santas no estilo de vida, insistentes na justiça, cuidando do pobre e alcançando vidas, local e globalmente” (§9400).
Atenção: o texto revisado do rito, proposto ao Concílio Geral, só terá vigência depois de aprovado; até lá, usa-se o rito do §9400. As duas formas revisadas estão no capítulo 19.
Wesley definia o ofício do ministro em uma linha: “Velar pelas almas, como quem há de prestar contas” (Atas das conferências de Wesley, 1789, P. 23, tradução nossa; cf. Hb 13.17). As Orientações Pastorais dizem que o pastor deve ter “o caráter de um cristão, a sabedoria de um mestre, a fidelidade de um mordomo, a humildade de um servo e o coração de um pai” (Deveres pastorais).
O Manual não lista os deveres do pastor: o §8300.C diz apenas que o presbítero designado para uma igreja local “deve desempenhar os deveres de um pastor”. O quadro reúne o que está espalhado pelo texto.
| Área | Deveres | Onde está |
|---|---|---|
| Palavra, oração e missão | Estudar e proclamar a Palavra, interceder, ganhar pessoas para Cristo, defender o evangelho, equipar os crentes e evangelizar a comunidade. | §8000, §6060 |
| Culto e sacramentos | Administrar o batismo e a Ceia, celebrar casamentos e dirigir o culto; guardar a mesa do Senhor; não cobrar por batismos nem por funerais; orar pelos enfermos. | §8300.C, §6900.1, §9100, §9010, §9300, §3260 |
| Cuidado do rebanho | Visitar dentro e fora da Igreja; discipular todos sob os seus cuidados; restaurar em amor, com a Comissão de Cuidado de Membros, quem viola a Aliança; acompanhar membros distantes e inativos; zelar pela orientação dos noivos. | §9710, §155, §6330, §6110, §3440.B |
| Governo e liderança | Presidir a assembleia e a Junta Administrativa Local; integrar a Comissão de Chapas; indicar a equipe ministerial e os candidatos ao diaconato; acompanhar as finanças. | §6250, §6300, §6310, §6320, §6600 |
| A própria vida | Apresentar a cada ano à COTOM um programa de educação continuada; guardar o princípio sabático em outro dia; guardar sigilo; participar da avaliação do ministério. | §5220.M, §3320, §7160, §8800 |
Há igrejas que não querem um pastor, mas um funcionário: alguém que cumpra tarefas, atenda a todos e não conduza ninguém. Essa visão reduz o pastor a um empregado e desconsidera o chamado de Deus. O Senhor deu à igreja pastores e mestres “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.12): o pastor prepara a igreja para servir, e não serve no lugar dela. Sem direção espiritual, a igreja se perde, e o pastor tratado como empregado carrega o trabalho como um peso, e não com alegria, o que não traz proveito a ninguém (Hb 13.17).
A resposta começa pelo ensino. Mostre à igreja o papel bíblico do pastor e o apreço devido aos que trabalham entre ela (1Ts 5.12-13), cultive o serviço mútuo, em que todos, inclusive o pastor, são “servos uns dos outros, pelo amor” (Gl 5.13), e ensine a lembrar com respeito os que anunciam a palavra de Deus (Hb 13.7). É um dos temas do estudo Como Enfrentar os Desafios Contemporâneos do Ministério Pastoral.
O pastor que mede o próprio valor por números (frequência, conversões, alcance nas redes sociais) vive entre a euforia e a crise vocacional. Deus consagrou Jeremias antes de qualquer resultado (Jr 1.5), e o Senhor ressuscitado elogiou o esforço e a perseverança da igreja de Éfeso, mas a repreendeu porque ela abandonara o primeiro amor (Ap 2.2-4): é possível trabalhar muito e perder o essencial. A identidade do pastor está em Cristo: “já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.20). O fruto vem de permanecer nele (Jo 15.5), e no Reino o sucesso se mede pela fidelidade: “o que se requer destes encarregados é que cada um deles seja encontrado fiel” (1Co 4.2).
O mesmo estudo lembra a tentação de Esaú, que trocou o direito de primogenitura por um prato de lentilhas (Gn 25.29-34). O pastor que sacrifica a sã doutrina e os seus princípios por crescimento rápido, aprovação ou sucesso aparente deixa de ser servo e se junta aos que andam “mercadejando a palavra de Deus” (2Co 2.17). O caminho é guardar, por meio do Espírito Santo, o bom tesouro que lhe foi confiado (2Tm 1.13-14).
Muitos começam com fogo e terminam em cinzas. Dos três primeiros reis de Israel, só Davi terminou bem: Saul foi rejeitado por desobedecer (1Sm 15.23-26), e Salomão deixou o coração desviar-se na velhice (1Rs 11.1-11). O texto Apenas um Terço dos Líderes Termina Bem. Cuidado! tira daí a lição: Deus dá o dom, a graça e o chamado, mas cabe ao pastor cuidar de si mesmo, desenvolver os dons e crescer na graça (2Pe 3.18; Gl 6.7). Calebe é o exemplo animador: aos oitenta e cinco anos, estava tão forte como no dia em que Moisés o enviou (Js 14.10-11).
Terminar bem não é terminar famoso. “O verdadeiro sucesso no ministério não está em números, aplausos ou visibilidade, mas em permanecer fiel ao Senhor e ao evangelho até o fim” (Orientações Pastorais, Conclusão geral). Paulo pôde dizer no fim da vida: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé” (2Tm 4.7). Este alvo se alcança com vida com Deus (capítulo 2), caráter vigiado (capítulo 3), família cuidada (capítulo 4), corpo e alma que descansam (capítulo 5). E, quando há queda, há caminho de restauração (capítulo 34).
Para quem sente o chamado
Wesley resumia o exame em duas perguntas, que valem para pastores e pastoras: “Primeira: que espécie de homens devemos ser? Segunda: somos assim ou não somos?” (Discurso ao Clero, 1756, tradução nossa).
Para o pastor que acompanha
Base deste capítulo: Manual da Igreja, §4530, §5220, §6050, §6600, §8000 a §8800, §9400, §9700 e §9710; texto revisado do rito de ordenação, proposto ao Concílio Geral; Manual do Pastor (EUA, 1998), O pastor no cuidado do rebanho; Disciplina de 1860, cap. III; Wesley, Atas (1789) e Discurso ao Clero (1756), tradução nossa, e carta a Asbury (1785); Roberts, Pescadores de Homens e Ordenando Mulheres; Orientações Pastorais, Temas I e V e Conclusão geral; aula Por que a Igreja ordena mulheres e estudo Quebrando Barreiras; estudo Como Enfrentar os Desafios Contemporâneos do Ministério Pastoral.
Organização: Bispo Ildo Mello. Baseado no Manual do Pastor da Igreja Metodista Livre dos EUA (Junta de Bispos, 1998), no Manual da Igreja Metodista Livre do Brasil e em pesquisa nova. Texto preparado com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do organizador. As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA).