Patrística · século II

As Apologias de Justino Mártir

A Primeira e a Segunda Apologias e o relato do seu martírio

Antes de ler

Justino nasceu em Flávia Neápolis, na Palestina, no começo do século II. Procurou a verdade nas escolas dos filósofos e encontrou-a, como ele mesmo conta, nas Escrituras e em Cristo. Continuou a vestir o manto de filósofo e abriu em Roma uma escola cristã. Foi martirizado ali, com alguns dos seus discípulos, sob o prefeito Rústico. Por isso a Igreja o chama Justino Mártir.

Na Primeira Apologia, dirigida ao imperador Antonino Pio, aos seus filhos e ao senado, Justino pede que os cristãos não sejam condenados só pelo nome, mas julgados pelos seus atos. Responde às acusações de ateísmo e imoralidade, mostra que Jesus Cristo é o Verbo de Deus feito homem, prova isso pelo cumprimento das profecias e termina descrevendo o batismo e a reunião do domingo, com a leitura das Escrituras, a pregação, a oração e a eucaristia: uma das descrições mais antigas e completas do culto cristão que chegaram até nós. A edição traz em anexo cartas atribuídas aos imperadores Adriano, Antonino e Marco Aurélio. A Segunda Apologia, dirigida ao senado romano, foi escrita depois da condenação de cristãos em Roma. Fecha a série o relato antigo do julgamento e da morte de Justino e dos seus companheiros.

Wesley tinha os escritores cristãos dos primeiros séculos como testemunhas do cristianismo primitivo que desejava ver renovado. Os originais de Justino são gregos; a tradução foi feita da versão inglesa da coleção Ante-Nicene Fathers (1885), conferida com as páginas impressas. Justino cita a Escritura de memória e, no Antigo Testamento, pela Septuaginta; quando a citação difere do texto bíblico que conhecemos, seguimos a redação dele.

Primeira Apologia

Capítulos 1 a 17: a justiça pedida para os cristãos

Justino se dirige ao imperador e pede justiça: que os cristãos sejam julgados pelos seus atos, e não pelo nome; a acusação de ateísmo, a vida dos cristãos e o ensino de Cristo.

Primeira Apologia (continuação)

Capítulos 18 a 35: a ressurreição, os demônios e as profecias sobre Cristo

A esperança da ressurreição, a origem demoníaca das fábulas pagãs, a encarnação do Verbo e as primeiras profecias sobre Cristo.

Primeira Apologia (continuação)

Capítulos 36 a 53: o cumprimento das profecias

Como os profetas falam em nome de Deus e de Cristo, e como as profecias sobre o nascimento, a paixão, a ressurreição e o reino de Cristo se cumpriram.

Primeira Apologia (conclusão)

Capítulos 54 a 68: o batismo, a eucaristia, o domingo e os documentos anexos

As imitações demoníacas, a descrição do batismo, da eucaristia e da reunião do domingo, e as cartas imperiais anexadas à apologia.

Segunda Apologia

Ao senado romano, depois do martírio de Ptolomeu e Lúcio

Escrita ao senado romano depois da condenação de cristãos em Roma: por que os cristãos não se matam, as sementes do Verbo nos filósofos e a constância dos que morrem por Cristo.

O Martírio de Justino

O relato do julgamento e da morte de Justino e dos seus companheiros

O relato do interrogatório de Justino e dos seus companheiros pelo prefeito Rústico e da sua morte por Cristo.

Tradução para o português a partir da versão inglesa de Marcus Dods e George Reith na coleção Ante-Nicene Fathers, vol. 1 (Buffalo, 1885), conferida com as imagens das páginas; domínio público. Os originais são gregos: esta é, portanto, tradução de tradução. As notas são dos tradutores ingleses; as do editor americano foram omitidas. As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA) quando Justino cita o texto bíblico tal como o conhecemos; quando cita pela Septuaginta ou de memória, segue-se a redação dele. Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.