Patrística · século IV
De Spiritu Sancto
Basílio (c. 330-379) foi bispo de Cesareia da Capadócia, na atual Turquia, a partir de 370. Com o seu irmão Gregório de Nissa e o amigo Gregório de Nazianzo, forma o grupo dos chamados Pais Capadócios, que defenderam a fé de Niceia e ajudaram a Igreja a confessar com clareza a Trindade: um só Deus em três pessoas. Foi também pastor dedicado, organizador da vida monástica e fundador de obras de caridade para os pobres e doentes.
Sobre o Espírito Santo foi escrito por volta de 374-375, a pedido de Anfilóquio, bispo de Icônio. Na época, alguns, chamados pneumatômacos (“os que combatem o Espírito”), negavam que o Espírito Santo fosse Deus e o rebaixavam à condição de criatura. A ocasião foi uma doxologia: Basílio dava glória “ao Pai, com o Filho, juntamente com o Espírito Santo”, e foi acusado de inovar. Ele responde examinando com cuidado as palavras da Escritura e mostra que o Espírito Santo deve ser adorado e glorificado com o Pai e o Filho. O Concílio de Constantinopla (381), dois anos depois da sua morte, confessou o Espírito Santo como “Senhor e Vivificador, que procede do Pai, e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado”.
A tradução foi feita da versão inglesa de Blomfield Jackson, na coleção Nicene and Post-Nicene Fathers (1895), conferida com as páginas impressas. Os sumários no começo de cada capítulo e as notas são do tradutor inglês. As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA) quando Basílio cita o texto bíblico tal como o conhecemos; quando cita de outro modo, seguimos a redação dele.
Por que examinar até as menores palavras da teologia; a sutileza dos hereges sobre as preposições; a Escritura não distingue "de quem", "por meio de quem" e "em quem" como eles pretendem.
Capítulos 6 e 7O Filho não está depois do Pai, mas com o Pai, e lhe é igual em glória; é próprio dizer "com quem" a respeito do Filho.
Capítulos 8 e 9Os nomes do Filho e o sentido de "por meio de quem"; o que a Escritura ensina sobre o Espírito Santo, fonte de santificação e de luz.
Capítulos 10 a 14O Espírito é nomeado com o Pai e o Filho na fé do batismo; quem o nega transgride; os anjos e Moisés não se comparam a ele.
Capítulos 15 a 17O batismo na água e no Espírito; o Espírito é inseparável do Pai e do Filho na criação e na salvação; ele é conumerado, e não subnumerado.
Capítulos 18 a 20Três hipóstases e um só Deus: como se guarda a unidade de Deus; o Espírito deve ser glorificado; ele não é servo, mas Senhor.
Capítulos 21 a 25A Escritura chama o Espírito de Senhor; ele é inacessível ao pensamento como o Pai e o Filho; glorificá-lo é enumerar os seus atributos.
Capítulos 26 e 27Em que sentidos o Espírito é "em quem" adoramos; a origem e a força da palavra "com"; as tradições não escritas da Igreja.
Capítulos 28 a 30Os títulos que a Escritura dá aos santos e que os adversários negam ao Espírito; o testemunho dos Pais anteriores; o estado das igrejas, como uma batalha naval.
Tradução para o português a partir da versão inglesa de Blomfield Jackson (Nicene and Post-Nicene Fathers, 2ª série, vol. 8, Nova York, 1895), conferida com as imagens das páginas; domínio público. É, portanto, tradução de tradução. Os sumários no começo de cada capítulo e as notas são do tradutor inglês. As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA) quando Basílio cita o texto bíblico tal como o conhecemos; quando cita de outro modo, segue-se a redação dele. Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.