Patrística · século IV
Os dez livros da história da Igreja, dos apóstolos a Constantino, e Os Mártires da Palestina
Eusébio (c. 260-339), bispo de Cesareia, na Palestina, é chamado o pai da história da Igreja. Discípulo do presbítero Pânfilo, que reuniu em Cesareia uma grande biblioteca cristã, viveu a última e mais violenta das perseguições, a de Diocleciano, e depois a paz trazida por Constantino. Participou do Concílio de Niceia, em 325.
A História Eclesiástica foi a primeira tentativa de contar a história da Igreja desde o princípio: dos apóstolos até a vitória de Constantino, em 324. Eusébio acompanha as sucessões dos bispos nas grandes igrejas, os escritores cristãos e os seus livros, as heresias, as perseguições e os mártires. O seu método é transcrever documentos: cartas de bispos e de imperadores, relatos de martírio, trechos de autores antigos. Muitos desses textos, como os de Papias, Hegesipo e Dionísio de Alexandria, só chegaram até nós por meio dele. Nos últimos livros ele conta o que viu com os próprios olhos; por isso, depois do Livro VIII, vem aqui o seu relato Os Mártires da Palestina, no lugar em que a edição inglesa o publica.
A tradução foi feita da versão inglesa de Arthur Cushman McGiffert (1890), conferida com as páginas impressas; é, portanto, tradução de tradução. As longas notas eruditas de McGiffert foram omitidas, e os números de seção são os da edição dele. Eusébio fala com dureza dos judeus, dos hereges e dos perseguidores, exalta Constantino e conta como fatos algumas tradições que a pesquisa posterior considera lendárias, como a carta de Jesus ao rei Abgar. O texto foi traduzido como está, como testemunho do seu tempo.
O plano da obra; a preexistência e a divindade de Cristo; os nomes de Jesus e de Cristo, conhecidos desde o princípio; a fé anunciada por ele não é nova; o tempo da sua vinda.
Livro IA profecia sobre os governantes da Judeia; as genealogias de Cristo nos Evangelhos; Herodes e os inocentes; Pilatos e os sumos sacerdotes; João Batista; os discípulos; a narrativa sobre Abgar, rei de Edessa.
Livro IIOs apóstolos depois da ascensão; Tibério e o relato de Pilatos; a difusão do evangelho; Fílon em Roma; as desgraças dos judeus; Tiago, Agripa e Teudas; Simão Mago; Pedro em Roma e o Evangelho de Marcos.
Livro IIMarcos no Egito; os ascetas descritos por Fílon e as obras dele; Jerusalém sob Nero; Paulo em Roma; o martírio de Tiago, irmão do Senhor; Pedro e Paulo mártires sob Nero; o começo da guerra dos judeus.
Livro IIIOnde os apóstolos pregaram; as cartas dos apóstolos e os seus primeiros sucessores; o cerco de Jerusalém e as profecias de Cristo; Josefo; Clemente de Roma; Domiciano; João e o Apocalipse; Inácio de Antioquia.
Livro IIIHistórias do apóstolo João; a ordem dos Evangelhos; os escritos reconhecidos, contestados e espúrios; ebionitas, Cerinto e nicolaítas; Trajano; Inácio e as suas cartas; os escritos de Papias.
Livro IVOs bispos de Roma, de Alexandria e de Jerusalém; os judeus sob Trajano e Adriano; os apologistas; os gnósticos; os rescritos de Adriano e de Antonino; a Apologia de Justino; o martírio de Policarpo em Esmirna.
Livro IVO martírio e as obras de Justino; os bispos de Roma, Alexandria e Antioquia; Hegesipo; Dionísio de Corinto e as suas cartas; Teófilo, Melitão, Apolinário e outros escritores; Taciano e Bardesanes.
Livro VA carta das igrejas de Lião e Vienne sobre os mártires da Gália; a chuva obtida pelas orações dos cristãos; os bispos de Roma; os milagres que continuavam; Irineu e as Escrituras; Panteno e Clemente de Alexandria.
Livro VOs bispos de Jerusalém; Marcião; Montano e os falsos profetas da Frígia, e os que os refutaram; o martírio de Apolônio; a controvérsia sobre a Páscoa; as obras de Irineu; a heresia de Artemão.
Livro VIA perseguição de Severo; a juventude e o ensino de Orígenes; os seus alunos mártires e Potamiena; Clemente de Alexandria; Narciso e Alexandre de Jerusalém; o estudo das Escrituras; Hipólito; os comentários de Orígenes.
Livro VIO cânon das Escrituras segundo Orígenes; Orígenes em Cesareia; as perseguições de Maximino e de Décio; Fabiano de Roma; Africano; Dionísio de Alexandria e os mártires; Novato e o seu cisma.
Livro VIICipriano e o batismo dos hereges; as cartas de Dionísio; Sabélio; a perseguição de Valeriano; os mártires de Cesareia; a paz sob Galieno; a estátua de Paneas; a cadeira de Tiago; a peste em Alexandria.
Livro VIINepos e o seu cisma; Dionísio sobre o Apocalipse de João; Paulo de Samósata em Antioquia e a carta dos bispos contra ele; a heresia dos maniqueus; os eclesiásticos ilustres até a perseguição.
Livro VIIIA paz antes da perseguição de Diocleciano; a destruição das igrejas; os mártires de Nicomédia, do palácio, da Fenícia, do Egito, da Tebaida e da Frígia; os bispos mártires; o fim dos perseguidores.
Os Mártires da PalestinaO relato de Eusébio, testemunha ocular, sobre os mártires da Palestina na Grande Perseguição, ano após ano, de Procópio aos últimos confessores, entre eles o seu mestre Pânfilo.
Livro IXA falsa trégua de Maximino e a volta da perseguição; os falsos Atos de Pilatos; os decretos gravados em colunas; fome e peste; a vitória de Constantino e de Licínio; a queda dos tiranos.
Livro XA paz concedida por Deus; a reconstrução e a dedicação das igrejas; o discurso de Eusébio na dedicação da igreja de Tiro.
Livro XAs leis imperiais em favor dos cristãos, as doações às igrejas e a isenção do clero; a perfídia e a morte de Licínio; a vitória de Constantino e as bênçãos da paz.
Tradução para o português a partir da versão inglesa de Arthur Cushman McGiffert (Nicene and Post-Nicene Fathers, 2ª série, vol. 1, Nova York, 1890), conferida com as imagens das páginas; domínio público. O original é grego: esta é, portanto, tradução de tradução. As notas de McGiffert, de comentário erudito, foram omitidas; os números de seção são os da edição dele. As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA) quando Eusébio cita o texto bíblico tal como o conhecemos; quando cita pela Septuaginta ou de memória, segue-se a redação dele. Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.