William Arthur · 1856
ou O Verdadeiro Poder do Cristianismo
“E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo.”
Atos 2.3-4
William Arthur (1819-1901) foi um pregador metodista wesleyano irlandês, missionário na Índia na juventude e depois secretário da Sociedade Missionária Wesleyana. Publicou A Língua de Fogo em 1856, e o livro logo se tornou um clássico, reeditado dezenas de vezes na Inglaterra e nos Estados Unidos. O tema é o batismo do Espírito Santo no dia de Pentecostes e o que ele significa para a igreja de todos os tempos: o verdadeiro poder do cristianismo não está na cultura, na organização nem na eloquência, mas no Espírito Santo que enche os crentes.
Arthur parte da promessa de João Batista (“Ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo”) e acompanha os discípulos nos dez dias de espera e no cumprimento da promessa. Depois descreve os efeitos do batismo de fogo: espirituais, na vida dos crentes; miraculosos; ministeriais, na pregação; e sobre o mundo, na conversão de pecadores e na transformação da sociedade. O capítulo VIII, o mais longo, mostra os benefícios que permanecem para a igreja, entre eles a comunhão com Deus, os verdadeiros ministros de Cristo e a influência do Espírito na conversão. O último capítulo tira as lições práticas e termina com uma oração para que o Espírito renove o Pentecostes.
É um livro ardente e equilibrado ao mesmo tempo: insiste no poder do Espírito e na santidade, sem cair no fanatismo, e chama pregadores e leigos a buscar, pela oração, a plenitude do Espírito Santo.
Os prefácios do autor, a promessa de João Batista e a vida de Cristo (capítulo I), e a espera dos discípulos depois da ascensão, nos dez dias até o Pentecostes (capítulo II).
Capítulos III e IVO cumprimento da promessa no dia de Pentecostes, o som do céu e o fogo celestial (capítulo III), e os efeitos espirituais do batismo de fogo: cheios do Espírito, o espírito humano restaurado e a natureza humana vivificada (capítulo IV).
Capítulo VO mais espantoso dos milagres, a Palavra de Deus anunciada a todas as nações e todos os discípulos postos a serviço do Espírito.
Capítulo VIO dom de profecia, isto é, a pregação, e o cristianismo com a sua língua de fogo.
Capítulo VIIO Espírito cumprindo a sua grande função, o Criador como único restaurador do homem caído, os três mil pecadores convertidos e a renovação dos corações à imagem de Deus.
Capítulo VII (conclusão)Os convertidos do Pentecostes, a aplicação do cristianismo aos males sociais, a oração e a pregação, a comunhão e a fraternidade.
Capítulo VIIIOs benefícios permanentes do Pentecostes para a igreja: a presença e a operação do Espírito, a comunhão de Deus com o homem, a verdade em demonstração do Espírito e o progresso da graça entre os homens.
Capítulo VIII (continuação)Os consolos e os privilégios dos crentes.
Capítulo VIII (continuação)Quem são os verdadeiros ministros de Cristo e o que os distingue.
Capítulo VIII (continuação)Ministros revestidos do poder que vem do alto: o que perde a igreja quando troca o poder do Espírito pelo intelecto, pela técnica ou pelo decoro.
Capítulo VIII (conclusão)A influência do Espírito Santo na conversão dos pecadores e os dons essenciais que permanecem na igreja.
Capítulo IXLições práticas: a fonte do poder e o caminho para obtê-lo.
Capítulo IX (conclusão)A medida das nossas esperanças de êxito, a possibilidade da conversão do mundo inteiro e o chamado final ao trabalho, com a oração pelo novo Pentecostes.
Tradução para o português a partir de William Arthur, The Tongue of Fire; or, The True Power of Christianity (1856), na edição de Londres (C. H. Kelly, c. 1885), conferida com as imagens das páginas; domínio público. As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA). Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.