História da Igreja · 1918
Das origens ao começo do século XX, em sete períodos
Williston Walker (1860-1922) foi professor de história eclesiástica na Universidade de Yale. Em 1918 publicou esta História da Igreja Cristã, um manual de um só volume que acompanha a igreja das origens ao começo do século XX. Sóbrio, bem organizado e atento tanto aos fatos quanto às ideias, o livro foi durante décadas o texto-padrão de história da igreja nos seminários americanos.
A obra se divide em sete períodos: das origens à crise gnóstica; da crise gnóstica a Constantino; a igreja do Estado imperial; a Idade Média até a Controvérsia das Investiduras; a Baixa Idade Média; a Reforma; e a transição para a situação religiosa moderna, com o pietismo, o metodismo de Wesley, as missões e o cristianismo americano. Cada período é tratado em seções curtas, que podem ser lidas também isoladamente.
A tradução foi feita da primeira edição (Nova York, 1918), em domínio público, e não das edições revistas por outros autores a partir de 1959. O texto inglês foi preparado a partir de três exemplares digitalizados e conferido com as imagens das páginas. As notas são de Walker e remetem sobretudo às fontes antigas; “Ayer” é o livro de textos de J. C. Ayer, A Source Book for Ancient Church History (1913). As notas que eram só referência bíblica passaram para o texto, e as sugestões bibliográficas do fim do volume não foram traduzidas. Walker escreve como historiador protestante do seu tempo, e os juízos são dele; o texto foi traduzido como está.
Período I. Dos começos à crise gnóstica
I. A situação geral; II. O pano de fundo judaico.
Período IIII. Jesus e os discípulos; IV. As comunidades cristãs palestinenses; V. Paulo e o cristianismo gentílico; VI. O fim da era apostólica.
Período IVII. A interpretação de Jesus; VIII. O cristianismo gentílico do século II; IX. A organização cristã; X. As relações do cristianismo com o governo romano; XI. Os apologistas.
Período II. Da crise gnóstica a Constantino
I. O gnosticismo; II. Marcião; III. O montanismo; IV. A Igreja Católica; V. A crescente importância de Roma; VI. Ireneu; VII. Tertuliano e Cipriano.
Período IIVIII. O triunfo da cristologia do Logos no Ocidente; IX. A escola alexandrina; X. Igreja e Estado de 180 a 260; XI. O desenvolvimento constitucional da Igreja.
Período IIXII. O culto público e os tempos sagrados; XIII. O batismo; XIV. A Ceia do Senhor; XV. O perdão dos pecados; XVI. A composição da Igreja e a moral superior e inferior; XVII. Repouso e crescimento, 260-303; XVIII. Forças religiosas rivais; XIX. A luta final.
Período III. A Igreja imperial do Estado
I. A situação transformada; II. A controvérsia ariana até a morte de Constantino; III. A controvérsia sob os filhos de Constantino; IV. A luta nicena posterior.
Período IIIV. As missões arianas e as invasões germânicas; VI. O crescimento do papado; VII. O monasticismo; VIII. Ambrósio e Crisóstomo.
Período IIIIX. As controvérsias cristológicas; X. O Oriente dividido.
Período IIIXI. Catástrofes e novas controvérsias no Oriente; XII. O desenvolvimento constitucional da Igreja; XIII. O culto público e os tempos sagrados; XIV. O cristianismo inferior; XV. Algumas características ocidentais; XVI. Jerônimo.
Período IIIXVII. Agostinho; XVIII. A controvérsia pelagiana; XIX. O semipelagianismo; XX. Gregório Magno.
Período IV. A Idade Média até o fim da controvérsia das Investiduras
I. Missões nas Ilhas Britânicas; II. Missões continentais e crescimento papal; III. Os francos e o papado; IV. Carlos Magno; V. Instituições eclesiásticas; VI. Império em colapso e papado em ascensão.
Período IVVII. Decadência do papado e renovação pelo Império restaurado; VIII. Movimentos de Reforma; IX. O partido da Reforma conquista o papado; X. O papado rompe com o Império; XI. Hildebrando e Henrique IV; XII. A luta termina em acordo; XIII. A Igreja Grega depois da controvérsia das Imagens; XIV. A expansão da Igreja.
Período V. A Baixa Idade Média
I. As Cruzadas; II. Novos movimentos religiosos; III. Seitas antieclesiásticas. Cátaros e valdenses. A Inquisição.
Período VIV. Os dominicanos e os franciscanos; V. A escolástica primitiva; VI. As universidades; VII. A alta escolástica e sua teologia.
Período VVIII. Os místicos; IX. Missões e derrotas; X. O papado no auge e em declínio; XI. O papado em Avignon, a crítica. O cisma.
Período VXII. Wyclif e Huss; XIII. Os concílios reformadores.
Período VXIV. O Renascimento italiano e seus papas; XV. Os novos poderes nacionais; XVI. O Renascimento e outras influências ao norte dos Alpes.
Período VI. A Reforma
I. A revolução luterana.
Período VIII. Separações e divisões; III. A revolta Suíça; IV. Os anabatistas.
Período VIV. O protestantismo alemão estabelecido; VI. As terras escandinavas; VII. A revolta na Suíça francesa e em Genebra antes de Calvino.
Período VIVIII. João Calvino.
Período VIIX. A revolta inglesa; X. A revolta escocesa.
Período VIXI. O reavivamento romano; XII. A luta na França, nos Países Baixos e na Inglaterra.
Período VIXIII. As controvérsias alemãs e a Guerra dos Trinta Anos; XIV. O socinianismo; XV. O arminianismo.
Período VIXVI. Anglicanismo, puritanismo e congregacionalismo na Inglaterra. Episcopado e presbiterianismo na Escócia; XVII. Os quacres.
Período VII. A transição para a situação religiosa moderna
I. O ponto de virada; II. Os começos da ciência e da filosofia modernas; III. O deísmo e seus opositores. O ceticismo; IV. O unitarismo inglês; V. O pietismo na Alemanha.
Período VIIVI. Zinzendorf e o moravianismo; VII. Wesley e o metodismo.
Período VIIVIII. Alguns efeitos do metodismo; IX. O despertar missionário; X. O Iluminismo alemão (Aufklärung); XI. O romantismo.
Período VIIXII. Novos desenvolvimentos na Alemanha; XIII. A Inglaterra no século XIX.
Período VIIXIV. Divisões e reuniões na Escócia; XV. O catolicismo romano.
Período VIIXVI. O cristianismo americano.
Tradução para o português a partir de Williston Walker, A History of the Christian Church (Nova York, Charles Scribner’s Sons, 1918), 1ª edição, conferida com as imagens das páginas; domínio público. As notas são de Walker; as que eram só referência bíblica passaram para o texto. As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA). Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.