John Fletcher · publicado em 1790

O Retrato de São Paulo

ou O Verdadeiro Modelo para Cristãos e Pastores

“Sejam meus imitadores, como também eu sou imitador de Cristo.”

1Coríntios 11.1

Antes de ler

John Fletcher (1729-1785), o vigário de Madeley, escreveu este livro em francês durante a sua última estada em Nyon, na Suíça, sua terra natal, num longo período em que a doença o afastou do púlpito. Pensava traduzi-lo e prepará-lo para a impressão, mas morreu antes disso. A sra. Fletcher encontrou os manuscritos entre os papéis do marido, e Joshua Gilpin, vigário de Rockwardine e amigo da família, verteu-os para o inglês. A obra saiu em 1790. O original francês não está ao nosso alcance: esta é, portanto, uma tradução da versão inglesa de Gilpin.

O livro quer unir num só quadro duas coisas que costumam ser tratadas à parte: o caráter do verdadeiro cristão e os deveres do bom pastor. Para isso, Fletcher toma São Paulo como modelo e desenha o seu retrato em quarenta traços, todos tirados da Escritura: a piedade, a união com Cristo pela fé, a vocação, a humildade, a recusa do espírito de partido, o amor a todos, a coragem, o desinteresse, a paciência nas provações e o triunfo diante da morte. Segue-se o retrato dos ministros mornos e dos falsos apóstolos, com a resposta às objeções que se poderiam levantar.

A segunda parte expõe as doutrinas do pastor evangélico: o arrependimento, a fé viva, a esperança viva, o amor cristão e as dispensações da graça (do Pai, do Filho e do Espírito Santo), tema caro a Fletcher. A terceira é um ensaio sobre a ligação entre as doutrinas e a moral, em que ele mostra, contra os filósofos e os deístas do seu tempo, que só as verdades do evangelho produzem a verdadeira santidade. É um livro para pastores, mas também para todo cristão que deseja ver, num exemplo vivo, o que é seguir a Cristo.

Introdução e prefácio

O sumário, a introdução do tradutor inglês e o prefácio do autor

O sumário da obra, a introdução de Joshua Gilpin, que conta como o manuscrito foi encontrado e traduzido, e o prefácio de Fletcher, que explica o propósito do livro.

Parte I, traços I a IV

A piedade, a união com Cristo e a vocação de São Paulo

A piedade de Paulo na juventude, a sua piedade cristã, a sua união íntima com Cristo pela fé e a sua vocação extraordinária ao santo ministério, com reflexões sobre a vocação ordinária.

Parte I, traços V a IX

A dedicação, as armas e o empenho de São Paulo no ministério

A inteira dedicação de Paulo a Cristo, a sua força e as suas armas, o poder de ligar, desligar e abençoar, o empenho no ministério e a divisão do seu tempo entre a oração, a pregação e as ações de graças.

Parte I, traços X a XVIII

A fidelidade, a humildade e o amor de São Paulo

A fidelidade com que Paulo anunciava as ameaças e as promessas do evangelho, a sua humildade, a franqueza ao reparar os próprios erros, a aversão ao espírito de partido, a recusa do louvor e o seu amor por todos.

Parte I, traços XIX a XXVI

O amor que socorre, a coragem e a prudência de São Paulo

O amor de Paulo pelos que conhecia só de ouvir falar, pelos pobres e pelos pecadores, a sua humilde condescendência, a coragem na defesa da verdade, a prudência diante dos inimigos e o amor que sabia repreender e consolar.

Parte I, traços XXVII a XXXIII

O desinteresse, o trabalho, o ardor e a paciência de São Paulo

A resposta a uma objeção, o perfeito desinteresse de Paulo, o trabalho com as próprias mãos, o respeito pelo matrimônio, o ardor do seu amor, os seus temores e consolações e a sua paciência nas provações.

Parte I, traços XXXIV a XL

A firmeza, o martírio e o triunfo de São Paulo

A firmeza de Paulo diante dos magistrados, a coragem em consolar os perseguidos, os selos do seu ministério, a prontidão para o martírio, a escolha entre a vida e a morte, a constância até o fim e o triunfo sobre a morte.

Ministros mornos e falsos apóstolos

O retrato dos ministros mornos e dos falsos apóstolos (capítulos I a V)

O retrato dos ministros mornos e dos falsos apóstolos, em contraste com o de São Paulo, e as respostas às primeiras objeções contra esse modelo.

Ministros mornos e falsos apóstolos (conclusão)

As objeções ao Retrato de São Paulo respondidas (capítulos VI a XI)

A resposta às demais objeções contra o Retrato de São Paulo, até a última.

Parte II

As doutrinas do pastor evangélico: o arrependimento

O primeiro ponto da pregação do pastor evangélico: o verdadeiro arrependimento para com Deus, como o pecado entrou no mundo e como o pastor fiel conduz os pecadores ao arrependimento.

Parte II (continuação)

O arrependimento dos mundanos

Observações sobre o arrependimento superficial dos mundanos, em contraste com o arrependimento evangélico.

Parte II (continuação)

A fé viva

O segundo ponto da doutrina do verdadeiro ministro: a fé viva em Cristo.

Parte II (continuação)

A esperança viva

O verdadeiro ministro anuncia uma esperança viva.

Parte II (continuação)

O amor cristão

O verdadeiro ministro prega o amor cristão.

Parte II (continuação)

As três grandes promessas, as dispensações da graça e os seus pregadores

As três grandes promessas de Deus e as três dispensações da graça (do Pai, do Filho e do Espírito Santo), por que o pastor as estuda e os diferentes pregadores de cada uma.

Parte II (conclusão)

A dispensação do Espírito Santo e a sua defesa

A dispensação do Espírito Santo está agora em vigor, quem a prega não é entusiasta, e o pastor evangélico a defende contra os seus adversários.

Parte III

Ensaio sobre a ligação entre as doutrinas e a moral (capítulos I a V)

O ensaio sobre a ligação entre as doutrinas e a moral: os filósofos contra o evangelho, a insuficiência da religião natural, a influência das doutrinas sobre a conduta e o Credo Apostólico.

Parte III (continuação)

O Credo e a moral; a experiência e as objeções (capítulos VI a XII)

A ligação da moral com o Credo Apostólico, o apelo à experiência e a resposta à objeção tirada da má conduta dos cristãos.

Parte III (conclusão)

O lado obscuro das doutrinas, a redenção e os deístas (capítulos XIII a XV)

O lado obscuro das doutrinas cristãs, os benefícios da redenção estendidos a todos os tempos e o perigo a que se expõem os deístas modernos.

Tradução para o português a partir de John Fletcher, The Portrait of St. Paul: or, The True Model for Christians and Pastors, versão inglesa de Joshua Gilpin (1790) do manuscrito francês do autor, na edição de Nova York (B. Waugh e T. Mason, 1834), conferida com as imagens das páginas; domínio público. Por isso esta é tradução de tradução. As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA). Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.