William Burt Pope · 1877-1879
Esboços analíticos de um curso de estudo teológico: bíblico, dogmático e histórico
“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre. Amém!”
Romanos 11.36
William Burt Pope (1822-1903) nasceu na Nova Escócia, no Canadá, filho de um missionário metodista wesleyano. Foi ministro metodista na Inglaterra, presidente da Conferência Metodista em 1877 e, de 1867 a 1886, professor de teologia sistemática no Didsbury College, em Manchester, onde se formavam os pregadores metodistas. O Compêndio de Teologia Cristã reúne o curso que ele dava aos seus alunos e é a grande teologia sistemática do metodismo wesleyano no século XIX: bíblica, dogmática e histórica, do conceito de teologia até as últimas coisas.
Pope escreve em “esboços analíticos”. Cada tema abre com uma tese curta, impressa em letra grande, que aqui aparece em destaque; depois vêm os pontos numerados que a desenvolvem, a base bíblica e, quase sempre, a história da doutrina na Igreja. Os subtítulos que ele pôs na margem aparecem em negrito no começo dos parágrafos, e as referências bíblicas da margem vêm entre parênteses, com o texto da Nova Almeida Atualizada.
A tradução segue a segunda edição, revista e ampliada, em três volumes (Londres, 1877-1879), na forma da tiragem de Nova York de 1881, que traz as últimas correções do autor. O grego, o hebraico e o latim que Pope cita foram mantidos; quando ele não os traduz, a tradução vem entre colchetes. Os números em cinza no canto dos parágrafos indicam a página da edição inglesa, para quem quiser citá-la. Quando Pope fala do “presente século” ou do “século passado”, refere-se aos séculos XIX e XVIII.
Volume I
Preliminares
A regra divina da fé
A revelação como fundamento da teologia: a regra divina da fé, a revelação geral e a especial, a fé cristã e a razão, e as credenciais com que a revelação responde à expectativa religiosa da humanidade.
3. Vol. I, pp. 62-92Deus e os seus atributos manifestos na revelação: a ordem sobrenatural, os milagres e os termos bíblicos que os designam, a profecia e as suas leis, e as provas que dão credibilidade a ambos.
4. Vol. I, pp. 92-126A inspiração como marca divina das Escrituras e a maior credencial do cristianismo: a pessoa de Cristo, a sua suprema reivindicação, o seu caráter sem pecado e as hipóteses que tentaram explicá-lo.
5. Vol. I, pp. 126-155A influência do cristianismo no mundo, a sua sabedoria e o seu poder, a sua persistência diante do judaísmo, do paganismo, das religiões naturais e da ciência, e o Espírito Santo como a credencial final e permanente.
6. Vol. I, pp. 156-192A doutrina da inspiração: o testemunho do Antigo Testamento, do Senhor e dos apóstolos, o Espírito Santo inspirador, os órgãos humanos da inspiração, a história da doutrina e as dificuldades levantadas contra ela.
7. Vol. I, pp. 193-230O cânon das Escrituras como regra de fé: a formação do cânon do Antigo e do Novo Testamento, a Escritura diante do racionalismo e da tradição, e as disciplinas que a interpretam: crítica, filologia, hermenêutica e exegese.
Deus
Como o homem conhece a Deus: se a ideia de Deus é inata e demonstrável, os argumentos tirados da natureza humana, do universo e do consenso dos povos, o limite de todo argumento e a noção de Deus, parcial mas real.
9. Vol. I, pp. 248-287A essência e os nomes de Deus (Elohim, Jeová, o nome triúno), a unidade divina e a doutrina da Trindade nas Escrituras e na história da Igreja, dos Pais à Reforma.
10. Vol. I, pp. 287-325Os atributos de Deus em relação à sua essência e a sua classificação: os da essência absoluta (espiritualidade, infinitude, imensidade, eternidade, autossuficiência, imutabilidade e perfeição) e os relativos à criatura (liberdade, onipotência, onipresença, onisciência, sabedoria e bondade).
11. Vol. I, pp. 325-360Os atributos de Deus como Governador moral: a santidade e o amor como atributos fundamentais, a justiça nas suas várias formas, a verdade e a fidelidade, o amor, a graça e a misericórdia, e a harmonia de todos eles na redenção.
Deus e a criatura
Deus e a criatura: a Trindade e os atributos divinos na criação, a criação propriamente dita e os sistemas que se opõem a ela: panteísmo, politeísmo, dualismo, materialismo ateu e positivismo.
13. Vol. I, pp. 395-436A cosmogonia mosaica diante das cosmogonias extrabíblicas e da evolução, o motivo e o fim da criação, os anjos e os espíritos, o universo material e o homem: a sua natureza, a imagem de Deus, a sua origem e a unidade da raça.
14. Vol. I, pp. 437-455A providência: o Deus da providência, a Trindade e os atributos divinos no governo do mundo, e os objetos da providência na conservação, no cuidado e no governo de todas as coisas.
Volume II
O pecado
O pecado no universo e a queda da humanidade: a narrativa de Gênesis, a provação original, a queda e as teorias sobre a origem do mal (princípio eterno do mal, limitação da natureza finita, natureza sensível e abuso da liberdade).
16. Vol. II, pp. 29-46A natureza do pecado como separação de Deus e transgressão da lei, a consciência de culpa, a culpa como falta pessoal e como pena, e o pecado diante da redenção.
17. Vol. II, pp. 47-71A doutrina do pecado original no Novo Testamento: em relação ao primeiro Adão (a culpa e a depravação hereditárias) e em relação ao segundo Adão.
18. Vol. II, pp. 72-86A história da doutrina do pecado original: o judaísmo, a Igreja antiga, a teologia tridentina, luterana e reformada, os arminianos, a doutrina metodista de Wesley e Watson e o racionalismo.
O ministério mediador
O ministério mediador: o propósito divino da redenção, o decreto eterno e o seu desdobramento progressivo até o cumprimento, a história da doutrina e a Trindade na obra da redenção.
20. Vol. II, pp. 106-139A pessoa de Cristo: a sua personalidade divina e a filiação eterna, a sua humanidade perfeita, a pessoa divino-humana, o testemunho das Escrituras e a história da doutrina, das primeiras heresias a Calcedônia e aos nossos dias.
A administração da redenção
Volume III
A administração da redenção (continuação)
A ética da redenção
A Igreja cristã
Escatologia
Tradução para o português a partir de William Burt Pope, A Compendium of Christian Theology, 2ª edição revista e ampliada, Londres, Wesleyan Conference Office, 1877-1879, na forma revista da tiragem de Nova York (Phillips & Hunt, 1881), 3 vols., domínio público. As citações bíblicas seguem a Nova Almeida Atualizada (NAA). Tradução realizada com auxílio de inteligência artificial, sob orientação, revisão e responsabilidade editorial do Bispo José Ildo Swartele de Mello.